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    joaquin-phoenix-as-joker.pngRIO — O diretor Todd Phillips divulgou, em seu Instagram, a primeira imagem do ator Joaquin Phoenix no filme que contará a origem do Coringa. Ainda sem maquiagem e o sorriso demoníaco do vilão, Phoenix aparece com uma jaqueta verde e cabelos longos.

    A legenda da foto diz apenas "Arthur", aparentemente confirmando os rumores de que o nome real do personagem é Arthur Fleck. O filme tem previsão de estreia para outubro de 2019.

    LEIA TAMBÉM: Diretor do novo filme do Batman, Matt Reeves abandonou o roteiro escrito por Ben Affleck

    Super-heróis da DC Comics unem-se em 'Liga da Justiça' para disputar mercado liderado pela Marvel

    "Coringa" — como se chama o longa — tem direção de Todd Phillips e roteiro de Scott Silver ("8 miles"). A nova história sobre o vilão é descrita pelos estúdios Warner como "exploração de um homem desgraçado pela sociedade que não é apenas um estudo corajoso de personagem, mas também um conto preventivo".

    Todd philips imagem Joaquin Phoenix

    O filme pretende ser mais sombrio e experimental do que outros filmes do universo DC. Ele também possui um orçamento mais modestro, de US $ 55 milhões, que é significativamente menor do que a maioria dos outros filmes do gênero.

    INFOGRÁFICO: Conheça cada um dos personagens da Liga da Justiça

    Além de Joaquin Phoenix como protagonista, o filme terá Zazie Beetz (Deadpool 2) e Robert De Niro.


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    RIO - O nome do quadrinista italiano Manuele Fior estampa a capa de duas publicações recém-chegadas às livrarias brasileiras. No entanto, apesar de assinadas pelo mesmo autor, “Cinco mil quilômetros por segundo” e “A entrevista” foram lançadas originalmente em momentos distintos da carreira do artista, apresentam técnicas e estilos discrepantes e podem ser categorizadas em gêneros completamente destoantes. As 148 páginas coloridas de “Cinco mil quilômetros” alçaram Fior ao estrelato em 2010. Com 35 anos na época, o artista já tinha um histórico de publicações autorais e como ilustrador editorial, mas tornou-se um dos grandes nomes dos quadrinhos europeus ao vencer em 2011 o Fauve d’Or, prêmio de melhor álbum do tradicional Festival de Angoulême, na França, e um dos maiores reconhecimentos das HQs mundiais.

    TRIÂNGULO AMOROSO

    A obra é ambientada em cinco períodos distintos da vida dos amigos Piero, Lucia e Nicola. Em um primeiro momento, na Itália, com os três ainda adolescentes, são apresentados indícios do início de um triângulo amoroso envolvendo os dois rapazes e a garota recém-chegada à vizinhança. Os capítulos seguintes dão saltos temporais e geográficos mostrando o distanciamento e as reaproximações do trio com a passagem dos anos. Em seguida ao uso de uma paleta de cores com predomínio de verde e amarelo no capítulo inicial, ambientado na Itália, Fior enfatiza o azul no trecho seguinte, tendo a Noruega como cenário. Posteriormente, a aquarela do autor ganha tons de sépia quando um dos personagens chega ao Egito. Em determinado momento, dois dos personagens ficam separados pelos cinco mil quilômetros do título.

    —Acho que tentei com esse livro colocar um pouco de ordem nos meus pensamentos. Eu tinha uma vida muito nômade na época, e as coisas acabaram um pouco bagunçadas; me refiro a relacionamentos, ambições profissionais e por aí vai — conta Fior.

    Produzido pelo quadrinista durante um período em que viveu na Noruega, o álbum também serviu como uma espécie de terapia para o autor. Ele conta que suas principais inspirações foram temores e aflições que sentia naquele momento:

    — Foi uma forma de exorcizar alguns dos medos e dos arrependimentos que eu tinha, e impus toda essa carga para os meus pobres três personagens, que vivem, sofrem e perdem exatamente como aconteceu comigo.

    Lançado em 2014, “A entrevista” começou a ser concebido por Fior logo após “Cinco mil quilômetros” ser reconhecido no festival francês. Mais confiante em seu trabalho, ele focou seus esforços em uma primeira tentativa de abandonar temas autobiográficos e investir em uma ficção científica. Ao contrário da tinta acrílica colorida de seu álbum prévio, ele optou por carvão e nanquim para narrar um romance com ares de thriller, ambientado em um futuro próximo, envolvendo um psicólogo e uma paciente, ambos testemunhas de possíveis aparições alienígenas.

    — Não há nenhum motivo racional para o uso de cada técnica. Normalmente, quando a ideia de um livro vem à mente, também tenho um vislumbre de como ele será. Depois busco alguma técnica que me permita chegar o mais próximo possível a essa imagem mental. É um processo que vai se definindo à medida que vou criando — explica Fior.

    No caso do preto e branco de “A entrevista”, ele acentua ainda mais o tom sobrenatural da obra. Em seguida ao flagrante de sinais geométricos no céu próximo à sua casa, o psicólogo Raniero vê seu casamento em crise afundar ainda mais à medida que aumenta seu fascínio pela jovem Dora, outra testemunha das aparições extraterrestres e participante de um culto baseado na não exclusividade emocional e sexual, cujos membros apresentam dons telepáticos.

    SEM SINAL FECHADO

    A principal inspiração do autor foi a chamada “Trilogia da incomunicabilidade”, do cineasta italiano Michelangelo Antonioni, composta pelos clássicos “A aventura” (1960), “A noite” (1961) e “O eclipse” (1962). Em comum entre os três filmes e a HQ está o diálogo falho entre seus personagens e suas dificuldades em viver em um mundo à frente de seu tempo.

    — Se você é familiarizado com esses filmes, você encontrará o mesmo fascínio pelo desconhecido, pela psicologia distorcida de personagens agindo enquanto refletem sobre suas existências e suas motivações. Eu não sou um grande admirador de histórias com apenas uma única interpretação, com apenas uma única solução no fim — afirma Fiori.

    Premiada com o troféu de Melhor Quadrinho de 2014 na Comic Con de Napoli, “A entrevista” ganhará inclusive uma espécie de continuação. O autor conta estar trabalhando no momento em uma graphic novel longa, ainda sem previsão de lançamento. Com o título provisório de “Celestia” e ambientada em Veneza, ela terá mais uma vez a personagem Dora como protagonista.


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    RIO — Soon-Yi Previn, esposa de Woody Allen e filha adotiva de Mia Farrow, falou pela primeira vez sobre a conturbada relação entre os dois — e dela com sua mãe adotiva — num perfil para a "New York Magazine". No artigo, Soon-Yi descreve sua mãe como uma figura humilhante e às vezes violenta que explodiu ao saber de seu relacionamento com o Allen.

    Woody Allen é acusado de abusar sexualmente de outra filha, Dylan, quando ela ainda era criança. As acusações surgiram nos anos 1990, mas voltaram à tona recentemente graças à reportagem de Ronan Farrow que denunciou o produtor Harvey Weinstein e deu origem ao movimento #metoo. (Entenda a acusação de abuso e as polêmicas de Woody Allen)

    Soon-Yi defendeu com firmeza o marido, afirmando que "o que aconteceu com Woody é tão perturbador, tão injusto". Allen está em conflito com Mia Farrow há anos por causa das acusações de Dylan Farrow. Previn disse que sua mãe "se aproveitou do movimento #MeToo e desfilou Dylan como uma vítima".

    LEIA MAIS: Woody Allen: ‘Eu deveria ser o garoto-propaganda do movimento #MeToo’

    No artigo, Soon-Yi diz que sua mãe tentava ensinar o alfabeto usando blocos de madeira — que eram jogados nela caso cometesse um erro. Ela também diz que Mia Farrow tinha o hábito de segurá-la de cabeça para baixo, "para fazer o sangue correr para a minha cabeça", por acreditar que isso a faria mais esperta. Além disso, ela acusa a mãe de bater no seu rosto e espancá-la com um escova de cabelos.

    "É difícil para alguém imaginar, mas eu realmente não consigo ter uma lembrança agradável", diz, sobre os anos com sua mãe.

    Mia Farrow teve 14 filhos, sendo dez adotados. Com André Previn (seu segundo marido, depois de Frank Sinatra), ela teve os gêmeos Matthew e Sascha (1970), além de Fletcher (1974). Os dois adotaram ainda os vietnamitas Lark Song Previn (1973) e Summer Song Previn (1976) e a sul-coreana Soon-Yi (1978).

    Já solteira, em 1980 ela adotou o sul-coreano Moses Farrow e, em 1985, a menina Dylan Farrow. Em 1991, a justiça aceitou Woody Allen como pai adotivo de Moses e Dylan. Em 1987, Mia Farrow e Woody Allen já haviam tido um filho biológico, Ronan Farrow. Em 2013, ela deu uma entrevista à "Vanity Fair" na qual alegou que Ronan poderia ser filho de Frank Sinatra, com quem ela nunca "realmente terminou".

    Entre 1992 e 1995, Mia Farrow adotou mais cinco crianças: Tam Farrow, Quincy Maureen Farrow, Frankie-Minh, Isaiah Justus e Thaddeus Wilk Farrow. Tam, Lark e Thaddeus já morreram.

    Moses Farrow já havia saído em defesa de Woody Allen. Em blog, Moses disse que o diretor é inocente das acusações de abuso sexual e que a atriz era violenta com os filhos.

    O texto foi escrito por Daphne Merkin, amiga de longa data de Woody Allen, o que levou a muitas críticas à matéria. No próprio artigo, um representante da família Farrow nega todas as acusações. Além disso, Dylan escreveu um comunicado em conjunto com outros sete irmãos: Matthew, Sascha, Fletcher e Daisy Previn e Ronan, Isaiah e Quincy Farrow.

    "Nós amamos e defendemos a nossa mãe, que sempre foi carinhosa e solidária. Nenhum de nós nunca testemunhou nada que não tenha sido um tratamento de compaixão em nossa casa, motivo pelo qual a justiça deu a custódia de todos os filhos para nossa mãe. Rejeitamos qualquer tentativa de afastar as acusações de Dylan vilanizando nossa mãe. Preferíamos não ter que falar publicamente nesse momento doloroso, mas não poderíamos silenciar enquanto ela é covardemente atacada", diz a nota.

    tweet dylan farrow

    Ronan Farrow publicou outra nota, em suas próprias redes socias: "Eu devo tudo que sou a Mia Farrow. Ela é uma mãe dedicada que enfrentou o inferno pela sua família, tudo enquanto criava um lar amoroso para nós. Isso nunca impediu Woody Allen e seu aliados de plantar histórias atacando e vilanizando minha mãe para desviar as acusações da minha irmã de abuso. Como irmão e filho, me revolta que a New York Magazine participe desse tipo de trabalho encomendado, escrito por uma antiga admiradora e amiga de Woody Allen. Como jornalista, estou chocado com a falta de cuidado com os fatos, a recusa em incluir testemunhas oculares que iriam contradizer as falsidades dessa matéria e a falha em não incluir as respostas da minha irmã. Sobreviventes de abuso merecem mais do que isso".

    tweet ronan farrow


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    RIO — Maria Fernanda Cândido fará uma das protagonistas do filme "The traitor", de Marco Belocchio, informa a revista "Variety". A obra é uma cinebiografia de Tommaso Buscetta, o primeiro membro do alto escalão da Cosa Nostra a quebrar o juramento de silêncio da máfia siciliana, na Itália. Nesta segunda-feira, a atriz usou o Instagram para publicar uma foto durnate as gravações do filme:

    Maria Fernanda cândido instagram

    Na obra, Cândido fará a última companheira de Buscetta, Maria Cristina de Almeida Guimarães. A personagem teve um papel importante nas decisões do marido em negociações com a justiça. Na década de 80, o testemunho de Buscetta sobre contrabando de drogas lhe garantiu cidadania americana e participação no programa de proteção a testemunhas. Maria Cristina foi casada com Tommaso Buscetta até o ano 2000, quando ele morreu de câncer.

    As filmagens de "The Traitor" começam nesta segunda-feira, na Sicília, com o italiano Pierfrancesco Favino ("The Catcher Was a Spy") no papel principal. Roma, Colônia, Londres e Rio de Janeiro também servirão de locação para o longa-metragem, uma co-produção de quatro países: IBC Movie da Itália, Kavac Film e RAI Cinema; Ad Vitam, Cinema Arte France e Canal Plus da França; do brasileiro Gullane; e da alemã The Match Factory, que está administrando as vendas internacionais.

    Na televisão, o último trabalho de Maria Fernanda Cândido foi na novela "A força do querer"no papel de Joyce, mãe da personagem Ivana. Em 2017, a artista também comandou a série "Terradois", na TV Cultura, ao lado do psicanalista Jorge Forbes.


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    RIO — O longa “A freira” alcançou, neste fim de semana, o posto de décima maior bilheteria do ano no Brasil. Com R$ 51,7 milhões acumulados e 3,5 milhões de espectadores, o spin-off de terror desbancou filmes como “Homem-Formiga” e “Vespa” no ranking do ano. O filme, dirigido por Corin Hardy, acumulou mais R$ 14,5 milhões só neste fim de semana.

    BONEQUINHO OLHA: 'A freira' entrega justamente o que o público que gosta desse estilo espera

    Em segundo lugar na lista aparece “O predador” (Fox), que estreou nesta semana alcançando cerca de R$ 5 milhões, com 277 mil ingressos vendidos em 541 salas de cinema.

    LEIA MAIS: ‘O predador’ estreia no Festival de Toronto com grande recepção

    Outras duas estreias também entraram para a lista, “O paciente — O caso Tancredo Neves”, que figura em sétimo lugar, com estimados R$ 360 mil, e com 16 mil ingressos vendidos; e o thriller “Hotel Artemis”, em décimo, com R$ 264 mil e 13 mil bilhetes vendidos.

    BONEQUINHO OLHA: Em ‘O paciente’, Sérgio Rezende conjuga o painel histórico com a tensão do thriller


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    41930306_343477206389789_3274469326870020096_n.jpgRIO — As paredes da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage foram pichadas com carvão numa perfomance de protesto durante o encerramento da exposição "Queermuseu", na noite de domingo. A autora da manifestação, Gabe Passareli, é irmã da estudante Matheusa, que era trans e foi assassinada por traficantes no Rio em abril deste ano, e uma das mediadoras LGBTQ+ da exposição.

    LEIA MAIS: Pocket show de Ney Matogrosso encerra 'Queermuseu'

    ENTENDA: Afinal, o que é a exposição do 'Queermuseu'

    A performance surpreendeu o diretor do Parque Lage, Fabio Szwarcwald, e o curador da EAV, Ulisses Carrilho, que acompanharam o ato. Gabe espalhou carvão pelo chão da entrada do palacete do Parque Lage, e deitou nua com o corpo pintado de preto. Na sequência, começou a escrever as mensagens nas paredes.

    WhatsApp Image 2018-09-17 at 06.34.40 (1).jpeg"Pense 2 vezes antes de nos expulsar sr. presidente diretor", diz uma das pichações. Em outra há a frase "Escola não é banco. Prédio público".

    O letreiro da exposição "Queermuseu, queerescola, escola cuir" foi riscado e, embaixo dele, foi escrito "Farsa, apropriação, fogo nos racistas". Há também críticas mais gerais, como "Vidas LGBT+ importam". Nenhuma obra foi danificada.

    Relembre a trajetória da 'Queermuseu'

    Szwarcwald afirmou que considera "legítima" a manifestação e que não quis interferir no ato pois considera o local um espaço de liberdade. No entanto, disse não entender muito bem as críticas à direção da instituição.

    — A gente abriu a escola e os contratou para mostrarem seu trabalho. Eles participaram de fóruns e debates. Não entendi a colocação dela. Acho que é contra toda a sociedade, e não contra mim, pois me dou superbem com ela — afirma Szwarcwald.

    WhatsApp Image 2018-09-17 at 06.34.40.jpeg

    A equipe de mediadores de que Gabe fazia parte era formada por 33 pessoas de diversas orientações sexuais e identidades de gênero.

    Procurada pelo GLOBO, ela afirmou que, por ora, não comentará a performance.

    A exposição "Queermuseu" ficou em cartaz até o domingo (16) e lotou o Parque Lage com filas que chegavam a duas horas de espera. Cancelada em Porto Alegre pelo Santander Cultural após protestos de grupos conservadores que a acusavam de promover “pedofilia”, “zoofilia” e “blasfêmia”, foi viabilizada no Rio graças a um financiamento coletivo que arrecadou mais de R$ 1 milhão. Inaugurada em 18 de agosto, a mostra recebeu 40 mil visitantes segundo os organizadores.

    LEIA MAIS:

    Financiamento coletivo para a montagem de 'Queermuseu' permite também melhorias do Parque Lage

    Entenda o imbróglio envolvendo a exoneração do diretor do Parque Lage


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    BRASÍLIA — Era para ser apenas uma sátira sobre as estruturas promíscuas entre empreteiras e políticos. Mas o brasiliense "New Life S.A.", longa-metragem de estreia de André Carvalheira, projetado neste domingo no 51º Festival de Brasília, gerou um debate acalorado nesta segunda-feira, no encontro entre a equipe do filme, público e jornalistas.

    A polêmica em questão envolve uma cena de estupro e outra com armas de fogo. Na plateia, questionou-se se a presença de metralhadoras e revólveres na tela poderia incentivar o discurso de defesa do armamento — um dos grandes temas da eleição atual no Brasil.

    — Tenho receio, sim — admitiu o cineasta sobre a possibilidade de interpretações equivocadas por parte do público. O filme ainda não tem previsão de estreia nos cinemas, mas no Festival de Brasília teve uma recepção mista.

    Exibido na segunda noite de competição, "New Life" é uma mistura de paródia, drama e suspense sobre um condomínio fictício chamado Dream Life, que está sendo construído em meio a uma área pobre do Distrito Federal.

    O empreteiro Rubens (Murilo Grossi) é o vilão. Ele tenta abafar a morte de um operário na obra e forma aliança com políticos — entre eles o candidato postulante ao Senado, Valter (André Deca) — com o objetivo de conseguir autorização para expandir o empreedimento sobre áreas de preservação ambiental.

    A ambição por conquistar compradores é tanta que uma cena, metafórica e surrealista, mostra o que parecem ser corretores e publicitários pegando em armas, como se estivessem se preparando para uma guerra capitalista.

    — A ideia era mostrar essa realidade de forma sarcástica e ridícula — defendeu-se o cineasta, que tem ampla experiência como diretor de fotografia. — Quero pensar que o tom cômico está no primeiro plano, mas esse tipo de reação (equivocada) pode acontecer.

    Para o ator Murilo Grossi, essa preocupação surge por causa do momento político polarizado, no qual parte das pessoas perdeu a capacidade de enxergar a mensagem por trás de uma obra satírica.

    — Estamos numa sinuca de bico tão grande, numa radicalização tão absurda que corremos o risco de cair num vão de imbecilidade e insensatez — afirmou o ator, dizendo-se "arreapiado" com o cenário político.

    No centro da trama está o arquiteto bonzinho Augusto (Renan Rovida), responsável por supervisionar as obras do condomínio. Aos poucos, ele torna-se paranoico e angustiado com a pressão que vem de cima e com a percepção das cruéis dinâmicas do poder.

    O estupro acontece no momento em que Augusto chega em casa e, para aliviar a tensão, faz sexo com a mulher — que, apesar de não negar verbalmente, está claramente deprimida e catatônica. O ato não foi visto como violência sexual por muitos espectadores e, no início do processo de criação, nem pela equipe do longa, conforme relatou a diretora de arte Maíra Carvalho:

    — Eu era uma das poucas mulheres no processo criativo. O Xará (apelido de André Carvalheira) é extremamente sensível, mas é homem. Eu falava que não ia descansar até que colocassem a palavra "estupro" no roteiro, porque originalmente não estava lá. Eles (membros da equipe) não entendiam como estupro e falavam: "A mulher está dormindo, mas percebe e deixa o homem fazer aquilo". Mas estamos falando de uma mulher depressiva e anestesiada, imóvel. É um estupro.

    Uma das atrizes do filme, Catarina Accioly, afirmou que a sequência representa "estupros diários" que ocorrem na vida de casais e acabam passando despercebidos.

    — Se fosse uma cena de dez minutos, talvez ninguém questionasse. Mas é rápida. As pessoas só acham que é estupro quando há violência gráfica — diz a atriz.

    Ao responder às colegas, o cineasta reconheceu ter características machistas.

    — Sou homem numa cultura machista. Mas agora estamos no momento do feminismo, e nós estamos entendendo melhor a opressão sobre as mulheres. Em relação à cena, é claro que não se trata de glamourizar o estupro. É uma pauta urgente — afirma Carvalheira.

    Na trama, Catarina interpreta uma atriz contratada pelo time de marketing do condomínio para integrar uma "família de comercial de margarina". A intenção dos marketeiros é colocá-los na vitrine de um shopping para vender aos transeuntes a imagem de um lar perfeito. Toda a situação é tão absurda que "New Life" foi descrito pelo público como "surrealista". André Carvalheira confirma ter se inspirado no espanhol Luis Buñuel, considerado o gênio do surrealismo.

    — É um filme que retrata a farsa do progresso. É um progresso apenas na vitrine, mas o interior da estrutura é corrompida — resumiu o diretor.

    Segundo Maíra Carvalho, hoje a noção sobre essa corrupção e as alianças políticas é tão conhecida que diálogos originalmente escritos para serem cômicos ganham outro sentido:

    — Há uma cena em que um personagem fala para outro: "Nesse país, se você tiver o Legislaico e o Judiciário em mãos, você vira até presidente". Ninguém riu no cinema. A realidade está mais absurda do que qualquer filme do Buñuel.

    *O repórter viajou a convite do festival


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    RIO - Último trabalho de Anthony Bourdain, morto em junho na França, a série "Anthony Bourdain: Parts Unknown" teve seu trailer divulgado pela CNN. No teaser, Bourdain aparece ao lado do comediante W. Kamau Bell durante uma visita ao Quênia. O programa estreia 23 de setembro na TV americana. Ainda não há previsão de estreia para o Brasil. parts

    "Ele não estava fazendo TV por fazer TV, não estava trabalhando por trabalhar, este era o trabalho da vida dele. Por ele levar me nome ao programa, eu sinto uma tremenda responsabilidade em aprender a lição que tive ao lado dele e aprofundar o trabalho que estou fazendo e provar que ele estava certo em me querer em um episódio de "Parts Unknown", conta Bell durante o trailer.

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    O chef Anthony Bourdain fala de seu novo programa, ‘Parts unknown’, que estreia neste domingo na CNN


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    RIO - O ator Sean Penn teceu críticas ao movimento #MeToo, que tem denunciado casos de assédio em Hollywood, durante entrevista nesta segunda-feira, no programa "Today", na emissora americana NBC.

    Penn participava do programa ao lado da colega de elenco Natascha McElhone, que contracena com ele na série da Hulu "The First", ainda inédita no Brasil. Na série, Penn vive um astronauta, enquanto McElhone é uma executiva que lidera uma força-tarefa para levar o homem a Marte.

    O assunto surgiu quando McElhone afirmou que as fortes personagens femininas da série foram influenciadas pelo movimento #MeToo. Penn, então, disse discordar da colega.

    "Eu gosto de pensar que nada disso tenha sido influenciado por o que chamam de movimento #MeToo. Acho que é influenciado por coisas que estão se desenvolvendo em termos de empoderamento de mulheres que estão se reconhecendo e sendo reconhecidas por homens", afirmou Penn, que continuou:

    "Nós não sabemos o que é fato em muito dos casos. Se chama algo de movimento que na verdade é uma série de vários acusadores individuais, vítimas, acusações, algumas infundadas. O espírito de muito do que tem sido o movimento #MeToo é dividir homens e mulheres", completou.

    Questionado pela apresentadora Natalie Morales se ele achava que o #MeToo tinha ficado grande demais, Penn respondeu o seguinte:

    "Acho que é muito preto e branco. Como na maioria das coisas que são importantes, é muito bom desacelerar".

    Durante os anos 1980, Penn foi por diversas vezes acusado de violência doméstica contra Madonna, então sua esposa. A cantora negou as acusações em 2015. No mesmo ano, Penn processou o diretor Lee Daniels por ter feito menção ao caso durante uma entrevista.


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    BRASÍLIA — Era para ser apenas uma sátira sobre as estruturas promíscuas entre empreteiras e políticos. Mas o brasiliense "New Life S.A.", longa-metragem de estreia de André Carvalheira, projetado neste domingo no 51º Festival de Brasília, gerou um debate acalorado nesta segunda-feira, no encontro entre a equipe do filme, público e jornalistas.

    A polêmica envolve uma cena de estupro e outra com armas de fogo. Na plateia, questionou-se se a presença de metralhadoras e revólveres na tela poderia incentivar o discurso de defesa do armamento — um dos grandes temas da eleição atual no Brasil.

    LEIA MAIS: Companheiras de cela de Dilma na ditadura causam comoção no Festival de Brasília

    — Tenho receio, sim — admitiu o cineasta sobre a possibilidade de interpretações equivocadas por parte do público. O filme ainda não tem previsão de estreia nos cinemas, mas no Festival de Brasília teve uma recepção mista.

    Exibido na segunda noite de competição, "New Life" é uma mistura de paródia, drama e suspense sobre um condomínio fictício chamado Dream Life, que está sendo construído em meio a uma área pobre do Distrito Federal.

    O empreteiro Rubens (Murilo Grossi) é o vilão. Ele tenta abafar a morte de um operário na obra e forma aliança com políticos — entre eles um candidato ao Senado, Valter (André Deca) — com o objetivo de conseguir autorização para expandir o empreedimento sobre áreas de preservação ambiental.

    A ambição por conquistar compradores é tanta que uma cena, metafórica e surrealista, mostra o que parecem ser corretores e publicitários pegando em armas, como se estivessem se preparando para uma guerra capitalista.

    — A ideia era mostrar essa realidade de forma sarcástica e ridícula — defendeu-se o cineasta, que tem ampla experiência como diretor de fotografia. — Quero pensar que o tom cômico está no primeiro plano, mas esse tipo de reação (equivocada) pode acontecer.

    Para o ator Murilo Grossi, essa preocupação surge por causa do momento político polarizado, no qual parte das pessoas perdeu a capacidade de enxergar a mensagem por trás de uma obra satírica. Trailer de 'New Life'

    — Estamos numa sinuca de bico tão grande, numa radicalização tão absurda que corremos o risco de cair num vão de imbecilidade e insensatez — afirmou o ator, dizendo-se "arreapiado" com o cenário político.

    No centro da trama está o arquiteto bonzinho Augusto (Renan Rovida), responsável por supervisionar as obras do condomínio. Aos poucos, ele torna-se paranoico e angustiado com a pressão que vem de cima e com a percepção das cruéis dinâmicas do poder.

    O estupro acontece no momento em que Augusto chega em casa e, para aliviar a tensão, faz sexo com a mulher — que, apesar de não negar verbalmente, está claramente deprimida e catatônica. O ato não foi visto como violência sexual por muitos espectadores e, no início do processo de criação, nem pela equipe do longa, conforme relatou a diretora de arte Maíra Carvalho:

    — Eu era uma das poucas mulheres no processo criativo. O Xará (apelido de André Carvalheira) é extremamente sensível, mas é homem. Eu falava que não ia descansar até que colocassem a palavra "estupro" no roteiro, porque originalmente não estava lá. Eles (membros da equipe) não entendiam como estupro e falavam: "A mulher está dormindo, mas percebe e deixa o homem fazer aquilo". Mas estamos falando de uma mulher depressiva e anestesiada, imóvel. É um estupro.

    Uma das atrizes do filme, Catarina Accioly, afirmou que a sequência representa "estupros diários" que ocorrem na vida de casais e acabam passando despercebidos.

    — Se fosse uma cena de dez minutos, talvez ninguém questionasse. Mas é rápida. As pessoas só acham que é estupro quando há violência gráfica — diz a atriz.

    Ao responder às colegas, o cineasta reconheceu ter características machistas.

    — Sou homem numa cultura machista. Mas agora estamos no momento do feminismo, e nós estamos entendendo melhor a opressão sobre as mulheres. Em relação à cena, é claro que não se trata de glamourizar o estupro. É uma pauta urgente — afirma Carvalheira.

    Na trama, Catarina interpreta uma atriz contratada pelo time de marketing do condomínio para integrar uma "família de comercial de margarina". A intenção dos marketeiros é colocá-los na vitrine de um shopping para vender aos consumidores a imagem de um lar perfeito. Toda a situação é tão absurda que "New Life" foi descrito pelo público como "surrealista". André Carvalheira confirma ter se inspirado no espanhol Luis Buñuel, considerado o gênio do surrealismo.

    — É um filme que retrata a farsa do progresso. É um progresso apenas na vitrine, mas o interior da estrutura é corrompida — resume o diretor.

    Segundo Maíra Carvalho, hoje a noção sobre essa corrupção e as alianças políticas é tão conhecida que diálogos originalmente escritos para serem cômicos ganham outro sentido:

    — Há uma cena em que um personagem fala para outro: "Nesse país, se você tiver o Legislativo e o Judiciário em mãos, você vira até presidente". Ninguém riu no cinema. A realidade está mais absurda do que qualquer filme do Buñuel.

    *O repórter viajou a convite do festival


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    WhatsApp Image 2018-09-17 at 06.34.40 (1).jpegRIO - Curador da Escola de Artes Visuais, Ulisses Carrilho respondeu ao protesto da artista Gabe Passareli no encerramento da exposição “Queermuseu — Cartografias da diferença na arte brasileira”.

    Irmã da estudante Matheusa, que era trans e foi assassinada por traficantes no Rio em abril deste ano, Passareli era uma das mediadoras LGBTQ+ da exposição. Durante a performance, realizada diante de Carrilho e do diretor do Parque Lage, Fabio Szwarcwald, Passareli escreveu frases como "Pense 2 vezes antes de nos expulsar sr. presidente diretor" e "Escola não é banco. Prédio público".

    A equipe de mediadores de que Gabe fazia parte era formada por 33 pessoas de diversas orientações sexuais e identidades de gênero. O grupo foi criado para ajudar a contextualizar as obras do "Queermuseu".

    Leia a resposta de Ulisses Carrilho na íntegra:

    A performance é legítima, a arte sempre é legítima. Assim como os protestos e as críticas também são. Acompanhei a ação, mas não desde o início, pois estava dentro das Cavalariças. Há muitas camadas de significado na ação que foi feita: trata da violência colonial, de como as instituições têm ficado satisfeitas com seus discursos excludentes. Nosso racismo é estrutural. Há um uso das identidades minoritárias sendo feito largamente e isso, infelizmente, não é privilégio da arte, mas um movimento mais complexo, que envolve a imprensa, a publicidade, o entretenimento. O próprio projeto educativo era uma tentativa de resposta a esse uso dos corpos estranhos, desviantes, transviados com a pecha de queer na mostra, sem convocar a representatividade. Falamos muito sobre desobediência, indisciplina, insubordinação, que, particularmente, em minha pesquisa, são noções muito importantes para atualizar a própria noção de escola. No entanto, o que mais me emocionou ontem foi o fato da performance ter sido realizada pela irmã de Matheusa, Gabe Passareli, que integra o Núcleo de Ação Educativa da mostra. A frase que mais ressoa para mim, que tive a oportunidade de conhecer a Theusa e a complexidade de pensamento dela, é a que fala sobre os corpos virarem cinzas. A performance foi feita com carvão. Entendo a performance como um grito, um grito de insubordinação. Como sociedade, precisamos escutar esse grito. A própria Gabe falou sobre escuta quando esteve conosco no fórum, no dia em que palestrou. Fiquei muito emocionado ao vê-la deitada no chão, coberta de carvão, com os amigos em volta, como numa vigília, num gesto de cuidado. Essa família perdeu a Theusa por conta da violência de estado e não teve a oportunidade de enlutar, velar esse corpo. Esse gesto carrega a força e a radicalidade de corpos que estão sendo constantemente colocados num lugar subalterno. Quando lemos uma frase como "escola não é banco", mesmo que tenha sido escrita de maneira insubordinada, sem pedir autorização prévia, penso que é preciso que a gente pense sobre ela antes de emitir opiniões ou acusar um uso errado do espaço expositivo. Relembre a trajetória da 'Queermuseu'

    LEIA MAIS: Pocket show de Ney Matogrosso encerra 'Queermuseu'

    CRÍTICA: Falta ‘queer’ em ‘Queermuseu’

    ENTENDA:Afinal, o que é a exposição do 'Queermuseu'


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    78908046_Glenn Weiss L winner of the Outstanding Directing for a Variety Special award for %27The Osca.jpgRIO - Discursos de vencedores de prêmios costumam ser previsíveis, mas o diretor Glenn Weiss conseguiu fazer diferente: vencedor de um Emmy, ele aproveitou a ocasião para pedir a namorada, Jan Svendsen, em casamento no palco da premiação. weiss

    "Eu sei que você odeia que eu te chame de namorada, por isso quero passar a te chamar de esposa", declarou Glenn Weiss enquanto aceitava seu Emmy de melhor direção de especial de variedades, pela direção dos Oscars.78907952_LOS ANGELES CA - SEPTEMBER 17 Glenn Weiss L winner of the Outstanding Directing for a Varie.jpg

    Emocionada, a namorada de Weiss foi levada até o palco, onde o diretor se ajoelhou para pedi-la oficialmente em casamento.

    "Esse foi o anel que meu pai propôs à minha mãe. E aos meus irmãos, eu quero avisar que não o roubei, papai sabe disso", brincou o diretor enquanto pedia a mão da companheira.

    LEIA TAMBÉM:

    Acompanhe em tempo real a lista de vencedores do Emmy 2018


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    RIO — A Academia de Artes e Ciências Televisivas dos Estados Unidos revelou nesta segunda-feira os vencedores do Emmy 2018. Confira, abaixo, a lista dos premiados durante a cerimônia.

    ANÁLISE: No Emmy, Netflix não consegue (por enquanto) provar que quantidade é igual a qualidade

    Série dramática

    "The Americans"

    "The Crown"

    "Game of Thrones"

    "Handmaid's Tale"

    "Stranger Thing 2"

    "This is us"

    "Westworld"

    Minissérie

    “The Alienist”

    “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story”

    “Genius: Picasso”

    “Godless”

    “Patrick Melrose”

    Série de comédia

    “Atlanta” (FX)

    “Barry” (HBO)

    “Black-ish” (ABC)

    “Curb Your Enthusiasm” (HBO)

    “GLOW” (Netflix)

    “The Marvelous Mrs. Maisel” (Amazon)

    “Silicon Valley” (HBO)

    “The Unbreakable Kimmy Schmidt” (Netflix)

    Ator em série dramática

    Jason Bateman (“Ozark”)

    Sterling K. Brown (“This Is Us”)

    Ed Harris (“Westworld”)

    Matthew Rhys (“The Americans”)

    Milo Ventimiglia (“This Is Us”)

    Jeffrey Wright (“Westworld”)

    Atriz em série dramática

    Claire Foy (“The Crown”)

    Tatiana Maslany (“Orphan Black”)

    Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”)

    Sandra Oh (“Killing Eve”)

    Keri Russell (“The Americans”)

    Evan Rachel Wood (“Westworld”)

    78907138_70th Primetime Emmy Awards - Show - Los Angeles California US 17-09-2018 - Bill Hader for B.jpg

    Ator em série de comédia

    Donald Glover (“Atlanta”)

    Bill Hader (“Barry”)

    Anthony Anderson (“Black-ish”)

    William H. Macy (“Shameless”)

    Larry David (“Curb Your Enthusiasm”)

    Ted Danson (“The Good Place”)

    78908038_70th Primetime Emmy Awards - Photo Room - Los Angeles California US 17-09-2018 - Rachel Bro.jpg

    Atriz em série de comédia

    Pamela Adlon (“Better Things”)

    Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”)

    Tracee Ellis Ross (“Black-ish”)

    Allison Janney (“Mom”)

    Lily Tomlin (“Grace and Frankie”)

    Issa Rae (“Insecure”)

    Ator em minissérie ou telefilme

    Antonio Banderas (“Genius: Picasso”)

    Darren Criss (“The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story”)

    Benedict Cumberbatch (“Patrick Melrose”)

    Jeff Daniels (“The Looming Tower”)

    John Legend (“Jesus Christ Superstar”)

    Jesse Plemons (“USS Callister”)

    Atriz em minissérie ou telefilme

    Laura Dern (“The Tale”)

    Jessica Biel (“The Sinner”)

    Michelle Dockery (“Godless”)

    Edie Falco (“The Menendez Murders”)

    Regina King (“Seven Seconds”)

    Sarah Paulson (“American Horror Story: Cult”)

    Ator coadjuvante em série dramática

    Nikolaj Coster-Waldau - “Game of Thrones”

    Peter Dinklage - “Game of Thrones”

    Joseph Fiennes - “The Handmaid’s Tale”

    78908180_LOS ANGELES CA - SEPTEMBER 17 Peter Dinklage accepts the Outstanding Supporting Actor in a.jpg

    Ator coadjuvante em série dramática

    Nikolaj Coster-Waldau (“Game of Thrones”)

    Peter Dinklage (“Game of Thrones”)

    Joseph Fiennes (“The Handmaid’s Tale”)

    David Harbour (“Stranger Things”)

    Mandy Patinkin (“Homeland”)

    Matt Smith (“The Crown”)

    78908360_Thandie Newton accepts the Outstanding Supporting Actress in a Drama Series award for %27West.jpg

    Atriz coadjuvante em série dramática

    Alexis Bledel (“The Handmaid’s Tale”)

    Millie Bobby Brown (“Stranger Things”)

    Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”)

    Lena Headey (“Game of Thrones”)

    Thandie Newton (“Westworld”)

    Yvonne Strahovski (“The Handmaid’s Tale”)

    Ator coadjuvante em série de comédia

    Brian Tyree Henry ("Atlanta")

    Henry Winkler ("Barry")

    Louie Anderson ("Baskets")

    Alec Baldwin ("Saturday Night Live")

    Kenan Thompson ("Saturday Night Live")

    Tony Shalhoub ("The Marvelous Mrs. Maisel")

    Tituss Burgess ("Unbreakable Kimmy Schmidt")

    Atriz coadjuvante em série de comédia

    Zazie Beetz ("Atlanta")

    Laurie Metcalf ("Roseanne")

    Betty Gilpin ("GLOW")

    Aidy Bryant ("Saturday Night Live")

    Leslie Jones ("Saturday Night Live")

    Kate McKinnon ("Saturday Night Live")

    Alex Borstein ("The Marvelous Mrs. Maisel")

    Megan Mullally ("Will & Grace")

    78907348_LOS ANGELES CA - SEPTEMBER 17 Jeff Daniels accepts the Outstanding Lead Actor in a Limited.jpg

    Ator coadjuvante em minisérie ou filme para TV

    Jeff Daniels (“Godless”)

    Brandon Victor Dixon (“Jesus Christ Superstar Live in Concert”)

    John Leguizamo (“Waco”)

    Ricky Martin (“The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story”)

    Edgar Ramirez (“The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story”)

    Michael Stuhlbarg (“The Looming Tower”)

    Finn Wittrock (“The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story”)

    Atriz coadjuvante em minissérie ou filme para TV

    Sara Bareilles (“Jesus Christ Superstar Live in Concert”)

    Penélope Cruz (“The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story”)

    Judith Light (“The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story”)

    Adina Porter (“American Horror Story: Cult”)

    Merritt Wever (“Godless”)

    Letitia Wright (“Black Mirror: Black Museum”)

    Melhor roteiro para série dramática

    David Benioff & D.B. Weiss (“Game Of Thrones” - “The Dragon And The Wolf”)

    The Duffer Brothers (“Stranger Things” “Chapter Nine: The Gate”)

    Joel Fields & Joe Weisberg ("The Americans” - “Start”)

    Peter Morgan (“The Crown” - “Mystery Man”)

    Bruce Miller (“The Handmaid’s Tale” - “June”)

    Phoebe Waller-Bridge (“Killing Eve” - “Nice Face”)

    Melhor roteiro para minissérie ou filme

    Scott Frank (“Godless”)

    William Bridges & Charlie Brooker (“Black Mirror - USS Callister”)

    David Lynch & Mark Frost (“Twin Peaks”)

    Kevin McManus & Matthew McManus (“American Vandal” - “Clean Up”)

    David Nicholls (“Patrick Melrose”)

    Tom Rob Smith (“The Assassination Of Gianni Versace: American Crime Story” - “House By The Lake”)

    78906830_70th Primetime Emmy Awards - Show - Los Angeles California US 17-09-2018 - Amy Sherman-Pall.jpg

    Melhor roteiro para série de comédia

    Alec Berg (“Silicon Valley” - “Fifty-One Percent”)

    Alec Berg e Bill Hader (“Barry” - “Chapter One: Make Your Mark”)

    Donald Glover (“Atlanta” - “Alligator Man”)

    Stefani Robinson (“Atlanta” - “Barbershop”)

    Liz Sarnoff (“Barry” - “Chapter Seven: Loud, Fast And Keep Going”)

    Amy Sherman-Palladino (“The Marvelous Mrs. Maisel” - “Pilot”)

    78907894_70th Primetime Emmy Awards - Show - Los Angeles California US 17-09-2018 - Ryan Murphy for.jpg

    Melhor direção para minissérie

    Scott Frank (“Godless”)

    David Leveaux & Alex Rudzinski (“Jesus Christ Superstar Live In Concert”)

    Barry Levinson (“Paterno”)

    David Lynch (“Twin Peaks”)

    Ryan Murphy (“The Assassination Of Gianni Versace: American Crime Story” - “The Man Who Would Be Vogue”)

    Craig Zisk (“The Looming Tower” - “9/11”)

    Melhor direção para série de comédia

    Donald Glover (“Atlanta” - “FUBU”)

    Bill Hader (“Barry” - “Chapter One: Make Your Mark”)

    Hiro Murai (“Atlanta” - “Teddy Perkins”)

    Mike Judge (“Silicon Valley” - “Initial Coin Offering”)

    Jesse Peretz (“GLOW” - “Pilot”)

    Amy Sherman-Palladino (“The Marvelous Mrs. Maisel” - “Pilot”)

    Reality show de competição

    “The Amazing Race”

    “American Ninja Warrior”

    “Project Runway”

    “RuPaul’s Drag Race”

    “Top Chef”

    “The Voice”

    Variedade ou Talk-show

    “The Daily Show With Trevor Noah”

    “Full Frontal With Samantha Bee”

    “Jimmy Kimmel Live”

    “Last Week Tonight with John Oliver”

    “Late Late Show with James Corden Late Show with Stephen Colbert”

    Série de esquetes

    “Saturday Night Live”

    “Portlandia”

    “Drunk History”

    “Tracey Ullman’s Show”

    “At Home with Amy Sedaris”

    “I Love You, America”


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    RIO — Caetano Veloso e família, Marisa Monte, Carminho, António Zambujo, Djavan, Adriana Calcanhotto... Quando nada, a turma reunida em torno das composições de Cézar Mendes mostra que “Depois enfim” é um disco que fala sério.

    LEIA MAIS: Parceiro de Caetano e Arnaldo Antunes, Cézar Mendes estreia em disco

    Como diz o compositor, trata-se de uma coleção de músicas “primas”, um mergulho em um infinitozinho particular embalado por um violão saboroso, sempre a serviço das belas e, eventualmente, melancólicas melodias.

    Entre tantas vozes macias e conhecidas, a maior surpresa é Fernanda Montenegro, contando a história de “Aquele frevo axé” com as variações de uma grande atriz (pronunciando cada sílaba com gosto) e, ao mesmo tempo, as notas em seus lugares precisos.

    Outra música conhecida é “Carnalismo”, dos Tribalistas, gravada por Caetano. No clima do delicado sarau do disco, talvez o sucesso do trio Marisa-Arnaldo-Brown tenha ganhado uma versão um pouco comovida (ou pouco tribalista) demais. Já os portugas Carminho e Zambujo encaixam perfeitamente suas vozes em “Tom de voz” e “Até o fim”, talvez por um cheirinho triste de fado nas melodias de Cézar.

    Sem a voz cristalina dos colegas, Arnaldo Antunes oferece uma deliciosa interpretação da ótima “Tiranizar”, dando o tom a uma reunião da altíssima MPB ao som de boa música.

    Cotação: Bom


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    RIO - No verão de 1997, dentro de um ônibus em Salvador, Cézar Mendes imaginou uma melodia. Era a primeira vez que compunha. Chegando em casa, mostrou-a ao amigo Caetano Veloso, assoviando ao telefone. Era a origem de “Aquele frevo axé”, que Gal Costa lançou num álbum homônimo no ano seguinte. Era também o início da carreira de um dos compositores mais celebrados dos últimos anos na MPB, com parcerias com artistas como Arnaldo Antunes e Ronaldo Bastos — e gravado por cantoras como Marisa Monte e Carminho.

    CRÍTICA: Estreia de Cézar Mendes é reunião da altíssima MPB ao som de boa música

    “Depois enfim” (Uns), seu disco de estreia aos 67 anos, confirma isso já na ficha técnica — além dos nomes citados acima, estão lá outros como Djavan, Adriana Calcanhotto, António Zambujo, os irmãos Tom e Moreno Veloso.

    'MINHAS MÚSICAS SÃO TODAS PRIMAS'

    Ao lado deles, chama a atenção um crédito pouco visto em discos: Fernanda Montenegro. É ela quem canta exatamente “Aquele frevo axé”, a canção inaugural.

    — Sabia que ela cantava, nos encontros musicais no sítio dela eu via isso. Então pensei nela pra essa música — conta Cézar. — No estúdio, ela disse: “Vou fazer a voz de uma mulher de 25 anos”. E fazia. Depois disse: “Agora, vou fazer a voz de uma mulher da minha idade”. Usamos as duas na versão final, então no disco ficou uma voz que carrega experiência e jovialidade.

    'Carnalismo', Cézar Mendes e Caetano VelosoNa emissão tranquila de Fernanda, os versos do Caetano sobre o sujeito que sofre por um amor de carnaval (“Que fazer?/ Meu pensamento está preso àquele carnaval/ (...) E você?/ Será que canta calada aquele frevo axé?”) soam quase como fala na melodia de Cézar.

    A marcante naturalidade, o disco deixa claro, é uma das características das melodias de Cézar (“A música vem quando não espero, não sei trabalhar de encomenda”). Uma naturalidade que inspira letras de poesia simples, mas funda. Versos como “Me prenda e você me perdeu/ Me deixe solto e sou todo seu” (“Tiranizar”, com Caetano), “Nós dois somos um só lugar/ Nós dois somos um só querer” (“Um só lugar”, com Tom Veloso) ou “Aquilo que eu fiz/ Eu sei, não tem perdão/ Perdoa, meu amor” (“Mande um sinal”, com Ronaldo Bastos).

    “Acabei de fazer uma música que tinha uma frase melódica de outra canção minha. Como não vou processar a mim mesmo, deixei.”— Minhas músicas são todas primas, como as do João Donato — brinca Cézar, citando outro que trafega nas profundezas da simplicidade. — Agora mesmo acabei de fazer uma música que tinha uma frase melódica de outra canção minha. Como não vou processar a mim mesmo, deixei.

    Cézar conta que a ideia de um disco que reunisse suas canções na voz de convidados — em quase todas as faixas com seu violão — foi de Marisa Monte, que assina a produção ao lado de Arto Lindsay e Mário Caldato Jr. Firmado o projeto, eles escolheram as vozes para cada faixa, movidos por motivações diferentes em cada caso.

    — Achei que seria inusitado, por exemplo, Caetano cantar uma música dos Tribalistas (“Carnalismo”, composta com Marisa, Arnaldo e Carlinhso Brown) — diz Cézar. — E Arnaldo, meu parceiro mais frequente, quis gravar “Tiranizar”, uma música que fiz com Caetano para ele, mas que não tinha ficado pronta a tempo de entrar em seu disco.


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    RIO — Há dez anos, para comemorar os 50 de bossa nova, quatro de seus mais importantes criadores juntaram-se num disco e numa série de shows que se repete agora nos festejos dos 60 (no Rio, haverá um no Blue Note, no próximo sábado). João Donato e Marcos Valle, em seus pianos, e Roberto Menescal e Carlos Lyra, nos seus violões, mostram com classe como e por que a bossa nova foi, não um movimento, mas o momento meio mágico de uma geração de grandes músicos, todos compondo, todos tocando, todos cantando.

    ESPECIAL: Gênero que revolucionou a música brasileira, bossa nova faz 60 anos

    Os quatro, unidos ou se revezando, apresentam-se em canções , umas da década de 60, outras de 50 anos depois, como se a mostrar que o tempo não lhes afetara a força criativa.

    Historicamente, Donato foi o primeiro a entrar em cena, com inovações rítmicas e harmônicas que, dizem, chegaram a influenciar Joao Gilberto. Lyra foi o raro melodista. Menescal, o dos sambas cariocas com Ronaldo Bôscoli, e Marcos Valle, o talento que chegou depois, mas, felizmente, ainda em tempo.

    As 14 faixas dos disco original são, basicamente, de composições dos quatro, com algumas poucas inserções que surpreendem: “Teresa da praia”, de Tom Jobim & Billy Blanco, ganhando roupagem bossa nova, e “Bewitched”, importada do acervo de Rodgers & Hart, cantada em inglês, mas no balanço de “Este seu olhar” e “Só em teus braços” (dois sambas escritos sobre a mesma harmonia).

    Embora Donato, Valle, Menescal e Lyra se bastem, capazes de criar eles mesmos seus arranjos, há reforços de primeira a tornar o som do disco tão novo quanto a bossa que festeja: o trompete de José Sadok, a flauta e o sax de Dirceu Leite, o baixo de Jorge Helder e a bateria de Paulo Braga. Todos esses músicos, não bossanovistas de primeira hora, mas de uma geração influenciada pela dos quatro, valorizam o projeto.

    A reedição do CD (Biscoito Fino) vem com duas faixas adicionais gravadas este ano: “Último aviso”, de João Donato e Marcos Valle, pelos dois, e “Sambeando”, de Roberto Menescal e Carlos Lyra, também pelos dois. Dez anos separam as duas das originais, e, no entanto, o clima bossa nova se mantém.

    Cotação: Bom


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    RIO - Aos 56 anos de idade, Antonio Calloni enfrenta um dos personagens mais difíceis de seus 39 anos de carreira. Ele é o protagonista de “Assédio”, minissérie de 10 episódios, inspirada livremente no livro “A clínica: A farsa e os crimes de Roger Abdelmassih” (Record), de Vicente Vilardaga. Na kninissérie, Calloni interpreta o médico Roger Sadala, cuja história foi inspirada na do homem condenado por violentar mais de 50 mulheres, todas pacientes de sua clínica de reprodução assistida.

    — O prazer de fazer o trabalho tem que ser sempre maior que as doses de sofrimento, angústia e medo que ele gera. Se isso não acontecer, está errado — defende o ator.

    Escrita por Maria Camargo (em parceria com Bianca Ramoneda, Fernando Rebello e Pedro de Barros), com direção artística de Amora Mautner, “Assédio” conta a história de um grupo de mulheres que se une para denunciar os abusos sexuais cometidos pelo médico Roger Sadala. A minissérie estará disponível a partir de sexta-feira, dia 21, no Globoplay (ainda não há previsão de estreia na TV).

    A seguir, Calloni fala sobre “Assédio” e a preparação para viver personagem tão controverso.

    Roger e Mira.jpgQual a importância de falar sobre assédio e violência sexual? E como o assunto é retratado na minissérie?

    É um tema absolutamente atual. É necessário falar sobre isso. Acho que podemos gerar um debate de alto nível. Apesar do tema árduo, pesado, tudo foi feito com bom gosto. Não tem nada explícito, apesar de a violência estar toda ali. Não era a intenção amenizar nada. Acho que podemos gerar um debate de alto nível. Apesar do tema árduo, pesado, tudo foi feito com bom gosto. Não tem nada explícito, apesar de a violência estar toda ali

    Teve algum tipo de receio ao interpretar um homem tão controverso?

    O medo de fazer um personagem existe desde que comecei, em 1979, até hoje. Mas não senti um medo maior agora. Desta vez, gravei muito, é um personagem grande, foi exaustivo. Há um desgaste físico e emocional maior. Mas não acho que o ator deve sofrer e buscar uma dificuldade além do necessário. Nosso trabalho já é difícil. Não nego o sofrimento, as dificuldades, a tristeza... Mas também não valorizo. O prazer de fazer o trabalho tem que ser sempre maior que as doses de sofrimento, angústia e medo que ele gera. Se isso não acontecer, está errado.

    Mas o que foi mais difícil neste papel específico?

    Eu tive que acreditar nele o tempo inteiro. Eu não podia julgar. Isso foi muito difícil.

    CLIQUE AQUI PARA LER A ENTREVISTA COMPLETA.


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    RIO — Menos de um mês após a Amazon anunciar a suspensão do lançamento, por prazo indeterminado, do novo filme de Woody Allen (“A rainy day in New York”), a produtora espanhola Mediapro anunciou que está negociando com o cineasta a realização de um novo filme.

    E entrevista concedida ao RAC1, o sócio-fundador da produtora, Jaume Roures afirmou que irá se reunir com Allen na semana que vem, em Nova York, para fechar o negócio. De acordo com o produtor, o filme deverá ser rodado em 2019, e Allen ainda está trabalhando em ideias para o roteiro.

    Se o acordo for fechado, será a segunda vez que o cineasta americano, de 82 anos, irá realizar um filme passado em Barcelona — a primeira vez foi com o sucesso “Vicky, Cristina, Barcelona” (2008), protagonizado por Javier Bardem, Penélope Cruz e Scarlett Johansson.

    LEIA MAIS: Entenda a acusação de abuso e as polêmicas de Woody Allen

    Woody Allen: ‘Eu deveria ser o garoto-propaganda do movimento #MeToo’

    Nos últimos tempos, Woody Allen viu sua carreira e reputação serem afetadas pelo retorno à mídia de uma antiga polêmica: na esteira do movimento #MeToo a sua filha adotiva Dylan Farrow voltou a acusá-lo de abuso sexual, o que teria ocorrido em 1992, quando Dylan tinha 7 anos — o diretor voltou a negar as acusações; o caso foi investigado pela Justiça americana e o cineasta nunca foi processado nos Estados Unidos.

    Para além dos efeitos negativos das polêmicas, a incerteza sobre os rumos da carreira de Allen se dá, também, pelo fraco desempenho de seus últimos filmes nas bilheterias. A Amazon enfrentou dificuldades para distribuir “Roda gigante” (2017). A produtora e o cineasta ainda têm um contrato em vigor que prevê a realização de mais quatro trabalhos com o cineasta, mas no mês passado a empresa divulgou um comunicado dizendo que "ainda não há data de lançamento prevista" para o último filme concluído pelo cineasta, “A rainy day in New York”. O estúdio, porém, é obrigado por contrato a distribuir o longa, que conta a história do relacionamento entre um homem de 44 anos e uma adolescente de 15 anos.O que atrizes de Hollywood pensam de Woody Allen

    De acordo com fontes ouvidas pelo jornal britânico The Guardian, é possível que o prejuízo da Amazon ao arquivar o filme chegue a US$ 25 milhões. Com Timothée Chalamet, Selena Gomez, Jude Law e Elle Fanning no elenco, a comédia romântica foi encerrada no último trimestre do ano passado. Desde então, muitos atores se disseram arrependidos de ter trabalhado com Allen, e Chalamet e Gomez doaram o valor de seus cachês para campanhas e movimentos contra assédio em Hollywood.

    Relembre os principais casos de denúncia de assédio sexual em Hollywood


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