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    Por que adaptar um clássico? No caso de Jorge Furtado, levar ao cinema a peça “Rasga coração”, cuja versão para as telas estreia nesta quinta, 6/12, foi um misto de obsessão pessoal e momento histórico.

    O diretor de “Ilha das Flores” (1987) e “Saneamento básico: O filme” (2007) sempre quis filmar a obra final de Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) — que o gaúcho assistiu na primeira montagem, em 1979 (“saí chapado do teatro”, recorda Furtado). No entanto, o drama de Manguari (Marco Ricca), comunista em crise de meia-idade, lhe soava pouco atual.

    — Há dez anos, com a esquerda no poder e sendo aprovada, ressuscitar essa história parecia anacrônico — diz o diretor. — Mas aos poucos “Rasga coração” foi se tornando mais e mais atual. Os protestos de 2013 mostraram que as pautas tinham mudado muito, havia novas demandas dos jovens. Esse é o conflito da peça, voltou a fazer todo o sentido uma adaptação.

    Transversal do tempo

    Houve também uma atualização. No texto de Vianninha, o presente eram os anos 1970, e a narrativa recuava até os anos 1930; no roteiro de Furtado, Ana Luiza Azevedo e Vicente Moreno, a história se passa em 2013, e os flashbacks são de 1979. Luca, o filho hippie de Manguari e Nena que era impedido de entrar no colégio por causa dos cabelos longos, agora, vivido por Chay Suede, é suspenso por usar roupas femininas, para desgosto da mãe (Drica Moraes) - quando jovem, a personagem é interpretada por Duda Meneghetti, e Manguari por João Pedro Zappa. Já o anárquico Lorde Bundinha, um dândi dançarino de valsas no original, vira um músico porra-loca vivido com gosto por George Sauma.

    Permanece o cenário principal, um apartamento de classe média em Copacabana (na verdade, um estúdio em Porto Alegre, como boa parte das locações), e o embate de gerações e suas visões de mundo.

    Enquanto o funcionário público Manguari busca, ainda, mudar as coisas através de diálogo e alianças, Luca e sua namorada Mil (Luisa Arraes) defendem a ação direta e criticam o comodismo dos mais velhos.

    — Este é o primeiro longa em que não uso um argumento original meu e, talvez por isso, é a história que mais tem a ver comigo. Tem um protagonista da minha idade, de esquerda, surpreso com uma geração que não acredita mais em política partidária, mais interessada em questões de gênero — diz Furtado, 59 anos, que visitou colégios ocupados por estudantes em 2016, experiência que inspirou trechos do filme. — Eles arrumaram a escola inteira! Era impressionantemente adultos, uma juventude muito consequente. Ao menos em comparação a mim, que nessa idade só queria saber qual era o próximo disco do Pink Floyd e mais nada.

    cred Fábio Rebelo 6.jpg

    ‘Todo mundo tem razão’

    A trilha sonora, aliás, é fundamental em “Rasga coração”. Auxiliado por Sauma e Suede, também músicos, Furtado pinçou canções representativas de uma certa “MPB maldita” setentista. Isso inclui, além da antiga faixa que dá nome ao filme/peça, “Qualquer bobagem” na versão de Tom Zé, “Gotham City” por Os Brazões, “Movimento dos barcos”, de Jards Macalé, e uma música inédita de Sergio Sampaio que só tinha sido registrada pelo próprio num vídeo caseiro. A pedido do diretor, João, filho de Sergio, registrou a música, batizando-a de “Corda ré” e permitindo sua utilização no filme.

    Furtado torce para que, depois do cinema, o filme tenha uma vida longa em outras plataformas — e gere um necessário debate.

    — Espero que os conflitos de “Rasgue coração” ajudem a pensar no que o Brasil virou. Como a gente chegou a esse ponto de ruptura, nesse país dividido? Na família que o Vianninha criou, todo mundo tem razão. Eles não se entendem, mas tentam.


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    RIO - Meio século após a estreia de “Roda viva”, José Celso Martinez Corrêa retoma a peça de Chico Buarque, que passa pelo Sesc Pompeia, em São Paulo, de hoje a domingo e, no dia 23, estreia no Teatro Oficina.

    A volta parece oportuna: em 1968, a sociedade brasileira se convulsionava nas dores do parto que gerariam o Ato Institucional nº5 — decreto que suprimiu garantias constitucionais e marcou a entrada no período mais duro e sangrento da ditadura instaurada em 1964. A invasão do teatro, com destruição de cenários e espancamento de atores, feita na época por integrantes do grupo paramilitar Comando de Caça aos Comunistas, sintetizava esse espírito.

    Em 2018, o pensamento conservador ganha força pelo mundo, e no Brasil é representado pela eleição de Jair Bolsonaro, admirador do período militar. São comuns as associações entre a ditadura e episódios de violência registrados no período eleitoral, como o assassinato do mestre Moa do Katendê, na Bahia.

    Zé Celso, porém, evita os paralelos mais evidentes entre 1968 e 2018. Marca que aquele momento era o de uma ditadura, e que hoje temos uma democracia (“Apesar de o governo que está vindo ser muito militarizado e ideologizado por uma doutrina do século XI”). Seu olhar mira fundo no presente e, por isso, vai além da percepção mais superficial.Roda Viva JPG Marieta Severo, Antonio Pedro Borges, Heleno Prestes e coro_Acervo Flavio Imperio.jpg

    — Bolsonaro não é única pessoa que existe no Brasil. Há milhares de coisas acontecendo e desacontecendo no país — avalia o diretor. — “Roda viva” não representa nada. Ela presenta. Não é teatro de representação. A gente chama de “tragicomédiaorgia”. Porque a “roda viva”, na realidade, alem de ser engrenagem do capitalismo nessa fase selvagem dele, é também a roda viva que move a Terra, que gira atrás de um astro errante, o Sol, que não sabemos para onde vai. O teatro coloca o corpo diante do mundo, não só em termos sociais e políticos, mas cósmicos também.

    Sertanejo universitário

    Algumas das milhares de coisas que acontecem e desacontecem no Brasil hoje são levadas ao palco no novo “Roda viva”. O texto foi atualizado para dar conta de fenômenos como o sertanejo universitário (“Você não pode ignorar que existe essa música com milhões de seguidores”) e as redes sociais (no texto original, a grande potência de comunicação massiva estava na televisão, na imprensa e na indústria fonográfica).

    — As coisas mais tocantes do momento estão lá, mas transfiguradas — conta Zé Celso. — Naquela época, Chico (que tinha 25 anos quando escreveu a peça) tinha acabado de fazer um sucesso enorme muito jovenzinho. Muito inteligente, ele sacou a máquina do show business. A peça falava de uma experiência vívida (o texto narra a ascensão e queda de um ídolo popular, Benedito Silva/ Ben Silver).

    Zé Celso chama a atenção para um aspecto central do texto: a lógica da criação do mito, do messias, e as necessidades que fazem emergir essa figura. Uma percepção que aponta para a eleição presidencial de Bolsonaro (“O nome dele é Messias, inclusive”), mas que é mais ampla e diz respeito a todo um comportamento do mundo — do qual o teatro está na contramão, defende o diretor:

    — O teatro não é messiânico, ninguém está esperando nada no teatro. O teatro é o aqui agora, ele projeta o futuro sim, mas a partir da energia presente. Se Deus existe, ele está em cada um, agora, não acredito num Deus barbudo no céu, no Deus do dólar — diz Zé Celso, que afirma que há uma parte do Brasil que “está pulsando”. — Fiz 60 anos de Teatro Oficina no dia em que Bolsonaro foi eleito. E nós cantamos sem parar por quatro horas. É preciso cantar. E o teatro canta, quer chegar no concreto, não é uma relação representada. É um bando de pessoas que se encontra com outro bando de pessoas, e aí se dá um fenômeno mágico.

    Bolsonaro não é única pessoa que existe no Brasil. Há milhares de coisas acontecendo e desacontecendo no paísChico Buarque escreveu “Roda viva” depois de ter visto a encenação de “O rei da vela”, de Oswald de Andrade, feita pelo Teatro Oficina em 1967. Ano passado, Zé Celso reencenou “O rei da vela”, que foi trazida à Cidade das Artes. Por enquanto, não há previsão de que “Roda viva” chegue ao Rio:

    — Conseguimos o dinheiro muito no fim do ano. Ainda não há perspectiva de irmos ao Rio, talvez precisemos de um crowdfunding, como o que foi feito para “O rei da vela” — acredita Zé Celso.

    Pés fincados no aqui-agora, o diretor pensa na estreia de “Roda viva”. Um desejo antigo, adiado por muito tempo porque Chico resistia em liberar por considerar o texto ruim, precário. Mas o autor bateu o martelo em respeito ao diretor e à sua luta pelo Teatro Oficina.

    Zé Celso acrescentou duas músicas de Chico que não estavam na montagem original. Uma delas é “As caravanas”, do mais recente álbum do compositor — um dos elementos que atualiza a peça:

    — O Teatro Oficina é uma caravana — diz Zé Celso. — E a música fala das pessoas das favelas chegando às praias, mas também dos que estão na fronteira do México, saindo da Síria, vindo da África... Como Canudos também.

    Outra canção nova na encenação é “Cordão”, que Chico lançou em 1971: “Eu não vou desesperar/ Eu não vou renunciar/ Fugir/ Ninguém/ Ninguém vai me acorrentar/ Enquanto eu puder cantar/ Enquanto eu puder sorrir”.


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    RIO - Da tela “Le festin de l’araignée”, pintada em 1949 pela portuguesa Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), que viveu no Brasil durante sete anos, ao vídeo “Danäe nos jardins de Górgona ou saudades da Pangeia” (2011), de Thiago Rocha Pitta, há um caminho na qual a abstração brasileira foi do estranhamento inicial até a consagração internacional, a partir do diálogo da produção nacional com as principais vanguardas mundiais. Esta trajetória é destacada pela coletiva “Oito décadas de abstração informal”, que abre ao público nesta sexta, na Casa Roberto Marinho, após ser exibida de janeiro a abril no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, reunindo 78 obras dos dois acervos, incluindo as citadas acima.

    Com um recorte cronológico, que evidencia as relações entre os trabalhos dos 38 artistas selecionados e privilegia o intercâmbio entre as coleções, a mostra lança novo olhar sobre a produção que caminhou em paralelo à tradição construtiva brasileira, que consagrou no exterior nomes como Hélio Oiticica e as Lygias Clark e Pape.

    — É curioso como, ao menos até recentemente, nos definíamos como um país inclusivo e que assimila as diferenças, mas que na verdade nunca resistiu a uma dualidade, de Emilinha e Marlene até a história da arte — observa Lauro Cavalcanti, diretor da Casa Roberto Marinho, que divide a curadoria da mostra com Felipe Chaimovich, do MAM-SP. — Inicialmente, essa oposição se deu entre figurativos e abstratos, depois entre informais e construtivos. Uma das propostas da exposição era justamente demonstrar como essa divisão entre os abstratos não faz sentido, inclusive em relação à influência de ambas as produções na arte contemporânea.

    OLHAR HISTÓRICO

    Mesmo abrindo em São Paulo antes do período oficial de comemorações dos 70 anos do MAM-SP (de julho de 2018 a julho de 2019), a coletiva foi integrada ao calendário da efeméride, e chega ao Rio com alterações pontuais, mantendo a mesma estrutura. De modo geral, as obras da coleção carioca abrangem o período entre os anos 1940 e 1970 e as da instituição paulistana cobrem da década de 1980 até a produção mais recente.

    — A recepção da mostra no MAM foi excelente. Além de possibilitar um olhar histórico mais amplo, tivemos oportunidade de jogar luz sobre produções que tiveram menos destaque nas últimas décadas — ressalta Chaimovich. — A abstração informal acompanhou as transformações da sociedade brasileira no século passado, com a criação dos museus de arte moderna carioca e paulistano, nos anos 1940, e a abertura da Bienal de São Paulo, em 1951, quando nos tornamos um polo de novas linguagens na América do Sul.

    80175866_RS - Obra de Tomie Othake na exposição Oito décadas décadas de abstração informal na Casa R.jpg

    Além de obras de Roberto Burle Marx (1909-1994), Antonio Bandeira (1922- 1967), Iberê Camargo (1914-1994) e Maria Martins (1894 -1973), passando por contemporâneos como Nuno Ramos, Angelo Venosa e Leda Catunda, a coletiva destaca a contribuição de estrangeiros radicados no país como a polonesa Yolanda Mohali (1909-1978), as italianas Maria Polo (1937-1983) e Maria Bonomi (1935) e os japoneses Tikashi Fukushima (1920 - 2001), Manabu Mabe (1924-1997) e Tomie Ohtake (1913 - 2015).

    MODERNOS EM DESTAQUE

    Para Cavalcanti, depois de o Brasil afirmar sua nacionalidade com o modernismo, “a abstração trouxe uma busca pelo universal”.

    — Neste sentido, os imigrantes tiveram uma forte participação — comenta ele. — É uma produção que privilegia o processo artístico, que não esconde o fluxo da mão. No caso dos orientais, por exemplo, até a referência dos ideogramas contribuiu neste sentido.<SW>

    Junto com “Oito décadas de abstração informal”, a Casa Roberto Marinho abre a mostra “Modernos +”, com 44 obras selecionadas no acervo da instituição, assinadas por 15 artistas como Volpi, Anita Malfatti, Portinari, Di Cavalcanti, Djanira e Tarsila do Amaral.

    — O foco da coleção é o modernismo, e a montagem em conjunto possibilita ao público perceber as relações entre as produções e os momentos históricos. E como obras a exemplo de “Cena vegetal”, de Cícero Dias, de 1944, já estabeleciam um diálogo com a abstração — aponta Cavalcanti, que, no sábado, participa às 16h de um debate com Chaimovich e a crítica e curadora Maria Alice Milliet.

    “Oito décadas de abstração informal” e “Modernos +”

    Onde: Casa Roberto Marinho — Rua Cosme Velho 1.105 (3298-9449)

    Quando: Abre sexta, 7/12. Ter. a dom., das 12h às 18h. Até 9/6/19.

    Quanto: R$ 10.

    Classificação: Livre.


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    BUENOS AIRES — O premiado cartunista brasileiro Mauricio de Sousa, criador dos famosos personagens da "Turma da Mônica", revisitará sua carreira de quase 60 anos em um novo documentário reality da série "BIOS" que a National Geographic estreará em 2019, segundo informou o canal à Reuters em entrevista exclusiva antes do lançamento oficial.

    Mauricio, de 83 anos, será o quarto personagem latino-americano a fazer parte da série, depois da estreia dos programas sobre os músicos argentinos Charly García e Gustavo Cerati, e sobre o mexicano Alex Lora. O programa mostrará em dois episódios de uma hora um material inédito e contará com a colaboração diante e de trás das câmeras de Mauricio e de sua filha Mônica, que dá nome à protagonista dos quadrinhos da "Turma da Mônica".

    O comediante Fabio Porchat conversará com Sousa e relembrará sua trajetória desde a criação dos famosos personagens brasileiros dos quadrinhos. A série promete revelar arquivos inéditos e contar momentos únicos em uma recapitulação desde sua infância, passando pelo parque de diversões "Parque da Mônica" e por seu estúdio em São Paulo.

    — Mauricio de Sousa segue com o mesmo vigor há 60 anos. Não pode caminhar nem duas quadras pois o povo o para, abraça, é um ídolo total e aos 83 anos segue trabalhando como quando começou — disse à Reuters por telefone Fernando Semenzato, vice-presidente sênior de produções originais da National Geographic na América Latina — Estamos começando agora a gravar com ele sua história e a revisar todo o arquivo de material que temos — acrescentou.

    A princípio, o programa será transmitido no Brasil e na NatGeo Mundo, que é o canal da National Geographic para o mercado hispânico nos Estados Unidos.

    — Os quadrinhos da Turma da Mônica fazem parte da história de todos os brasileiros e durante as últimas seis décadas atravessou gerações. Com este documentário, oferecemos a oportunidade de redescobrir Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e outros dos 250 personagens criados por Mauricio — disse em um comunicado Michel Piestun, vice-presidente sênior e gerente geral da Fox Networks Group Brasil.

    A produtora Mauricio de Sousa já publicou mais de 1 bilhão de revistas, exporta para mais de 30 países e atualmente representa mais de 80% da venda de quadrinhos no Brasil.


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    RIO — De saia, maquiagem e com as unhas pintadas. É assim que Chay Suede aparece nos cinemas a partir desta quinta-feira, no filme “Rasga coração”, de Jorge Furtado. Bem diferente do valentão Ícaro, da recente novela “Segundo sol’’, o ator agora encarna o adolescente vegano Luca. Filho de Manguari (Marcos Rica) e Nena (Drica Moraes), ele deseja, assim como seu pai na juventude, mudar o mundo. O problema é que seus métodos desagradam à família.

    Links rasga coração— Pais e filho não estão em lados opostos, apenas têm abordagens diferentes para lidar com as questões da vida, de acordo com suas gerações. A questão é que essas diferenças acabam se tornando incompatíveis — explica Chay.

    O ator conta que sua adolescência guarda semelhanças com a do personagem:

    — Eu me identifiquei muito com Luca. Assim como ele, já fui cheio verdades absolutas, que parecem imutáveis, mas que na verdade são frágeis. Hoje, vejo que não há nada pior do que estar certo sobre tudo. Já fui influenciado por pessoas nessa busca por certezas.xcred-fabio-rebelo-2.jpg.pagespeed.ic.UMP6dOV3NR.jpg

    Num paralelo entre a juventude politizada dos anos 70 e a atual, comparando Manguari e Luca, passado e presente se confundem nos momentos em que desigualdades mostram-se atemporais.

    — A história mostra que, embora muita coisa tenha mudado, muitas injustiças permanecem as mesmas — completa o ator.

    Em “Rasga coração”, o personagem de Chay namora Mil, interpretada por Luisa Arraes, que, em “Segundo sol”, foi Manu, irmã de Ícaro.

    — Ela é uma espécie de mentora de Luca, usa roupas masculinas e defende ações diretas de resistência. Mas é arrogante. Eles têm demandas diferentes das gerações anteriores, mas vemos que repetem erros parecidos — pontua Luisa.

    A amizade entre os atores, que também atuaram na novela Babilônia (2015), é de longa data.

    — Somos muito parceiros. A gente se ama muito e tem uma relação forte, o que ajuda no trabalho — valoriza Chay.

    Luisa destaca:

    — Tivemos trajetórias diferentes, mas hoje nos identificamos muito e temos um entrosamento enorme.


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    RIO — Tom Cruise postou em seu Twitter um vídeo em que faz um apelo a quem deseja ver filmes pela TV. O ator aparece ao lado do diretor Christopher McQuarrie (com quem está gravando a sequência de "Top Gun"), para criticar a tecnologia conhecida como "motion smoothing" presente em praticamente todos os aparelhos de alta definição atualmente.

    Tweet Tom CruiseEsse efeito é usado principalmente para melhorar a qualidade de transmissões esportivas e já vem ativado em grande parte dos televisores. Ele age aumentando artificialmente o número de frames. A intenção é criar uma imagem mais "fluída", mas no caso dos filmes pode acabar distorcendo as cenas arquitetadas pelos cineastas, dando uma qualidade hiperrealista.

    Cruise descreve o recurso como "o efeito telenovela". No vídeo ele lança uma campanha para conscientizar o público da ação do "motion smoothing". Ele incentiva as pessoas a desligarem o efeito para desfrutar plenamente da experiência cinematográfica.

    Motion smoothing, ou o 'efeito telenovela'

    Como cada aparelho possuiu métodos diferentes para desativar esse efeito, e até mesmo nomes diferentes para batizar a tecnologia, o ator recomenda que os telespectadores procurem na internet as características da marca e do modelo de sua TV para saber como proceder corretamente. Abaixo, indicamos como fazer a mudança nas três marcas mais famosas.

    Em aparelhos da Samsung, é preciso clicar em Configurações rápidas e, em seguida, no ícone Modo imagem. Quando o cursor estiver neste ícone, aperte no botão direcional superior do controle remoto, indo para as Configurações avançadas. Lá há a opção Auto Motion Plus: é só desligar o LED Clear Motion.

    Já nos televisores da LG, clique em Configurações, depois em Imagem, seguido de Modo de Imagem e Opções de imagem. Chegando lá, é preciso clicar em desligado no item TruMotion.

    O site da Sonny ensina que se deve selecionar Ajustes ou Configurações (a depender do modelo). No menu Configurações, clique em Imagem & Tela, depois selecione Ajuste de Imagem. Por fim, clique na opção Motionflow, marcando não para desativá-la.


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    RIO — Além do título de artistas mais ouvidos do Brasil no Spotify e no Deezer, a dupla sertaneja Zé Neto & Cristiano também teve o clipe mais assistido do País no YouTube em 2018, com mais de 500 milhões de visualizações. De acordo com o YouTube Rewind, que compila os vídeos que mais geraram engajamento, o hit "Largado às traças", dos sertanejos paulistas, ficou à frente dos funks "Amor de Verdade", de MC Kekel e MC Rita, e "Fuleragem", de MC WM. Outros dois sucessos da música sertaneja completam o top 5: "Propaganda", de Jorge & Mateus, e "Estranho", de Marília Mendonça.

    'Largado às Traças' - Zé Neto & Cristiano

    Mais_tocadas Um dos grandes sucessos do carnaval, "Envolvimento", de MC Loma e as Gêmeas Lacração, foi o sexto mais ouvido. "Só Quer Vrau", de MC MM e DJ RD, versão em funk do clássico italiano "Bella Ciao", ficou em sétimo. Kevinho e a dupla Simone & Simaria emplacaram o oitavo lugar, com "Ta Tum Tum", seguidos por "Amor Falso", de Wesley Safadão e Aldair Playboy. A décima colocação é da dupla sertaneja Humberto & Ronaldo, com "Não Fala Não Pra Mim".

    Seguindo a tendência do ano passado, quando "Despacito" foi o clipe mais assistido do YouTube no mundo e seis das músicas mais ouvidas do site foram de artista latinos, este ano também foi dominado por músicos da América Latina. A predominância subiu para oito de dez: apenas o grupo americano Maroon 5 e o rapper canadense Drake furaram a frente hispânica.

    Te Bote Remix

    O primeiro lugar é de "Te Bote Remix", de Casper, Nio García, Darell, Nicky Jam, Bad Bunny e Ozuna, que foi assistido quase 1 bilhão e meio de vezes. "X (EQUIS)", de Nicky Jam x J. Balvin, foi a segunda mais ouvida no YouTube. Maroon 5 aparece em terceiro, com "Girls Like You". "Dura", de Daddy Yankee, ficou em quarto, e "El Farsante (Remix)", de Ozuna x Romeo Santos, veio logo em seguida.

    Completam o top 10 "Sin Pijama", de Becky G e Natti Natasha; "Dame Tu Cosita", de El Chombo e Cutty Ranks; "God's Plan", de Drake; "Me Niego", de Reik; e "Vaina Loca", de Ozuna e Manuel Turizo.


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    RIO - Foram anunciados nesta quinta-feira os indicados do 76º Globo de Ouro, cuja premiação acontece em 6 de janeiro de 2019. A cerimônia será apresentada pelos atores Andy Samberg e Sandra Oh.

    "Vice", de Adam McKay, sátira política sobre Dick Cheney (Christian Bale) e George W. Bush (Sam Rockwell), lidera com seis indicações, enquanto a minissérie "The assassination of Gianni Versace" disputa quatro estatuetas.

    Globo de Ouro 061218A lista de indicados revela um posicionamento corajoso da HFPA (a associação de jornalistas responsáveis pela premiação). Mas também o enfraquecimento dos critérios que definem as categorias de drama e comédia/musical.

    Por um lado, "Pantera Negra" concorre a melhor filme de drama. Parece uma escolha óbvia, por se tratar de uma produção extremamente elogiada e rentável, tendo arrecadado US$ 1,3 bilhão em todo o mundo. Mas não é.

    "Pantera Negra" é um "filme de super-herói" que poderia ser renegado de maneira frustrante a um mero produto de entretenimento, sem prestígio para disputar a temporada de premiações. A inclusão do longa da Marvel na corrida mostra que esse preconceito foi superado.

    Ele concorre com "Infilrado na Klan", de Spike Lee, e "Se a Rua Beale falasse", de Barry Jenkins, ambos com elenco majoriatariamente negro. É um avanço importante na questão da representatividade em Hollywood.

    Por outro lado, faz cada vez menos sentido dividir as indicações entre gêneros. "Bohemian Rhapsody" e "Nasce uma estrela" são assumidamente musicais, mas concorrem como drama. Da mesma forma, "Infiltrado na Klan", apesar dos momentos dramáticos, pode facilmente ser visto como comédia. E aí?

    No mais, as indicações seguiram o esperado, com algumas exceções. Algumas das esnobadas mais surpreendentes estão na seção de TV. "The handmaid's tale" (Hulu) e "This is us" (NBC) ficaram de fora, abrindo espaço para as novatas "Bodyguard" (BBC), "Pose" (FX) e "Homecoming" (Amazon Prime). É uma tradição do Globo de Ouro prestigiar novidades. Trailer de 'Vice'

    Entre os filmes, "No coração da escuridão", um dos mais elogiados do ano, foi totalmente esnobado. Também pode causar estranheza "Roma", do mexicano Alfonso Cuarón, fora da disputa de melhor filme. Mas aqui vale um esclarecimento: as regras do Globo de Ouro determinam que uma produção indicada a melhor longa estrangeiro não pode concorrer na principal.

    Pelo menos Cuarón está na corrida à estatueta de direção, junto com Bradley Cooper ("Nasce uma estrela"), Peter Farrelly ("Green book: o guia"), Spike Lee ("Infiltrado na Klan") e Adam McKay ("Vice"). Uma pena que, mais uma vez, nenhuma mulher foi lembrada, mesmo após a ausência de diretoras ter levado a atriz Natalie Portman criticar a HFPA durante a premiação deste ano.

    Veja abaixo a lista de indicados:

    CINEMA

    Melhor filme de drama

    "Pantera Negra"

    "Infiltrado na Klan"

    "Bohemian Rhapsody"

    "Se a Rua Beale falasse"

    "Nasce uma estrela"

    Melhor filme de comédia

    "Podres de ricos"

    "A favorita"

    "Green Book: O guia"

    "O retorno de Mary Poppins"

    "Vice"

    Melhor direção

    Bradley Cooper (“Nasce uma estrela”)

    Alfonso Cuaron (“Roma”)

    Peter Farrelly (“Green Book”)

    Spike Lee (“Infiltrado na Klan”)

    Adam McKay (“Vice”)

    Melhor atriz de drama

    Glenn Close ("A esposa")

    Lady Gaga (“Nasce uma estrela”)

    Nicole Kidman ("O peso do passado")

    Melissa McCarthy ("Poderia me perdoar?")

    Rosamund Pike ("A private war")

    Melhor ator de drama

    Bradley Cooper (“Nasce uma estrela”)

    Willem Dafoe ("No portal da eternidade")

    Lucas Hedges ("Boy erased: Uma vida anulada")

    Rami Malek ("Bohemian Rhapsody")

    John David Washington ("Infiltrado na Klan")

    Melhor atriz de comédia

    Emily Blunt ("O retorno de Mary Poppins")

    Olivia Colman ("A favorita")

    Elsie Fisher ("Oitava série")

    Charlize Theron ("Tully")

    Constance Wu ("Podres de ricos")

    Melhor ator de comédia

    Christian Bale (“Vice”)

    Lin-Manuel Miranda (“Mary Poppins Returns”)

    Viggo Mortensen (“Green Book”)

    Robert Redford (“The Old Man & the Gun”)

    John C. Reilly (“Stan & Ollie”)

    Melhor atriz coadjuvante

    Amy Adams ("Vice")

    Claire Foy ("O primeiro homem")

    Regina King ("Se a Rua Beale falasse')

    Emma Stone ("A favorita")

    Rachel Weisz ("A favorita")

    Melhor ator coadjuvante

    Mahershala Ali (“Green Book”)

    Timothee Chalamet ("Querido menino")

    Adam Driver (Infiltrado na Klan")

    Richard E. Grant ("Poderia me perdoar?")

    Sam Rockwell ("Vice")

    Melhor trilha sonora

    Marco Beltrami (“Um lugar silencioso”)

    Alexandre Desplat (“Ilha dos cachorros”)

    Ludwig Göransson (“Pantera Negra”)

    Justin Hurwitz (“O primeiro homem”)

    Marc Shaiman (“O Retorno de Mary Poppins”)

    Melhor canção

    “All the Stars” (“Panetra Negra”)

    “Girl in the Movies” (“Dumplin’”)

    “Requiem For A Private War” (“A Private War”)

    “Revelation’ (“Boy Erased”)

    “Shallow” (“Nasce uma estrela”)

    Melhor roteiro

    Alfonso Cuaron (“Roma”)

    Deborah Davis and Tony McNamara (“A favorita”)

    Barry Jenkins (“Se a Rua Beale falasse”)

    Adam McKay (“Vice”)

    Peter Farrelly, Nick Vallelonga, Brian Currie (“Green Book”)

    Melhor filme estrangeiro

    "Capernaum"

    "Girl"

    "Never look away"

    "Roma"

    "Assunto de família"

    Melhor animação

    “Os Incríveis 2”

    “Ilha de cachorros”

    “Mirai”

    “WiFi Ralph: Quebrando a internet"

    “Homem-Aranha no Aranhaverso”

    TELEVISÃO

    Melhor série de drama

    “The Americans”

    “Segurança em jogo”

    “Homecoming”

    “Killing Eve”

    “Pose”

    Melhor atriz em série de drama

    Caitriona Balfe (“Outlander”)

    Elisabeth Moss (“Handmaid’s Tale”)

    Sandra Oh (“Killing Eve”)

    Julia Roberts (“Homecoming”)

    Keri Russell (“The Americans”)

    Melhor ator em série de drama

    Jason Bateman (“Ozark”)

    Stephan James (“Homecoming”)

    Richard Madden (“Segurança em jogo")

    Billy Porter (“Pose”)

    Matthew Rhys (“The Americans”)

    Melhor série de comédia ou musical

    “Barry” (HBO)

    “The Good Place” (NBC)

    “Kidding” (Showtime)

    “O método Kominsky” (Netflix)

    “The Marvelous Mrs. Maisel” (Amazon)

    Melhor atriz em série de comédia

    Kristen Bell ("The good place")

    Candice Bergen ("Murphy Brown")

    Alison Brie ("Glow")

    Rachel Brosnahan ("The Marvelous Mrs. Maisel")

    Debra Messing ("Will & Grace")

    Melhor ator em série de comédia

    Sasha Baron Cohen ("Who Is America?")

    Jim Carrey ("Kidding")

    Michael Douglas ("O método Kominsky")

    Donald Glover ("Atlanta")

    Bill Hader ("Barry")

    Melhor minissérie ou telefilme

    “The Alienist” (TNT)

    “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” (FX)

    “Dirty John” (Bravo)

    “Escape at Dannemora” (Showtime)

    “Sharp Objects” (HBO)

    “A Very English Scandal” (Amazon)

    Melhor atriz em minissérie ou telefilme

    Amy Adams (“Sharp Objects”)

    Patricia Arquette (“Escape at Dannemora”)

    Connie Britton (“Dirty John”)

    Laura Dern (“The Tale”)

    Regina King (“Seven Seconds”)

    Melhor ator em minissérie ou telefilme

    Antonio Banderas ("Genius: Picasso")

    Daniel Bruhl ("The Alieniest")

    Darren Criss ("The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story")

    Benedict CUmberbatch ("Patrick Melrose")

    Hugh Grant ("A Very English Scandal")

    Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

    Alan Arkin ("O método Kominsky")

    Kieran Culkin ("Succession")

    Edgar Ramirez ("The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story")

    Ben Whishaw ("A Very English Scandal")

    Henry Winkler ("Barry")

    Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

    Alex Bornstein ("The Marvelous Mrs. Maisel")

    Patricia Clarkson ("Sharp Objects")

    Penelope Cruz ("The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story")

    Thandie Newton ("Westworld")

    Yvonne Strahovski ("The Handmaid’s Tale")


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    SÃO PAULO — O ator britânico Ricky Whittle, um dos protagonistas de "American Gods", deu um show de descontração e engajamento no painel dedicado à série, no primeiro dia da Comic Con Experience, em São Paulo. Whittle, que faz o papel do ex-presidiário Shadow Moon no programa produzido pela Amazon Prime, disse que a segunda temporada terá, entre outras coisas, uma cena de amor entre um casal de muçulmanos gays. A estreia está prevista para o dia 11 de março.

    — É uma cena de sexo — esclarece ele, que praticamente conduziu sua apresentação. — Mas foi muito bonita e feita com extrema delicadeza. Os atores foram incríveis e super-profissionais. A série também fala sobre diversidade e respeito. Eu gostaria que isso fosse visto cada vez mais com respeito por todos.

    Inspirada no romance homônimo de Neil Gaiman, "American Gods" traz no elenco ainda Ian McShane, Emily Browning, Pablo Schreiber, Yetide Badaki e Bruce Langley. Novos deuses e personagens serão apresentados com o restante do elenco. A primeira temporada da série está disponível com exclusividade para assinantes do Amazon Prime Video.


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    RIO - Os críticos de arte do New York Times elegeram a exposição brasileira 'Histórias afro-atlânticas' como uma das melhores de 2018. A mostra coletiva, carro-chefe do eixo temático de mesmo nome que pautou o ano no Museu de Arte de São paulo (Masp), é a primeira das dez mostras eleitas pelo crítico Holland Cotter, um dos três principais críticos de arte do jornal americano, que divulgou a lista completa nesta quarta-feira. No total, Cotter, Roberta Smith e Jason Farago selecionaram 24 exposições que se destacaram no período, a maioria nos Estados Unidos - além de quatro que foram consideradas decepcionantes por Roberta Smith.

    'Histórias afro-atlânticas', que esteve em cartaz entre junho e novembro, foi resultado de uma parceria entre o Masp e o Instituto Tomie Ohtake. Com curadoria de Adriano Pedrosa, Ayrson Heráclito, Hélio Menezes, Lilia Schwarcz e Tomás Toledo, a mostra apresentava 380 trabalhos sobre arte africana, latino-americana e européia dos últimos cinco séculos, registrando o que pode ser considerada a maior diáspora da história moderna. Afinal, quase metade de todos os africanos capturados pelos comerciantes de escravos foi trazida para o Brasil, desde a época em que os portugueses chegaram ao país, no século XVI, até o século XIX. Entre o ítens expostos estavam peças do holandês Albert Eckhout, da era colonial; de grandes nomes modernos, como Théodore Géricault e Paul Cézanne, e de artistas contemporâneos, como Glenn Ligon, Kara Walker e Hank Willis Thomas.

    A lista do melhor no mundo das artes em 2018 do New York Times reúne o que "abalou o mundo" de seus críticos de arte este ano: eventos artísticos notáveis, obras em museus e galerias e artistas emergentes. Ao abrir sua seleção, no site do jornal, Cotter considera 2018 "um ano politicamente estremecido". "Ao mesmo tempo, um espírito de resistência estava se formando, e alguns projetos críticos se concretizaram", observou ele, que considerou a mostra brasileira "de encher os olhos".

    Segundo o crítico, a imensa exposição "mudou a mentalidade sobre como um mal imenso, a escravidão, revolucionou um hemisfério". O crítico observou que a mostra foi encerrada "apenas uma semana antes de o Brasil eleger Jair Bolsonaro, um populista de direita, na mudança mais radical do país desde a ditadura militar de décadas atrás".


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    RIO - O Jacksons, grupo dos irmãos Jackie, Jermaine, Marlon e Tito Jackson, anunciou shows brasileiros para março do ano que vem, nos dias 16 (no Espaço das Américas, em São Paulo) e 19 (no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre). Fundado em 1964, como Jackson 5, ele projetou a carreira de um Michael Jackson (1958-2009) ainda criança, com sucessos como "ABC" e "I want you back".

    Em 1975, depois de sair da gravadora Motown, o grupo assinou contrato com e foi rebatizado de The Jacksons (com o irmão Randy no lugar de Jermaine), e ainda estourou músicas como "Shake your body (down to the gound)" e "Can you feel it". No auge da carreira solo de Michael, a partir de "Thriller" (1982, o álbum mais vendido de todos os tempos), o grupo ainda voltou com o disco "Victory" (1984), do hit "Torture".

    O último álbum lançado pelos Jacksons foi "2300 Jackson Street" (1989), e com a saída de Marlon o grupo encerrou as atividades. Em 1997, os Jacksons entram para o Rock And Roll Hall of Fame em cerimônia apresentada por Diana Ross.

    Em 2012, os Jacksons se reuniram para a primeira turnê em quase três décadas, a Unity Tour. Foi a primeira excursão sem os irmãos Michael e Randy.


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    RIO — Eleito presidente da Academia Brasileira de Letras para o ano de 2018, o ocupante da cadeira nº 15 Marco Lucchesi conseguiu a reeleição nesta quinta-feira, após votação no Petit Trianon, no Centro.

    Poeta, escritor, romancista, ensaísta e tradutor, Lucchesi seguirá no cargo em 2019, à frente de uma diretoria que inclui Merval Pereira, secretário-geral; Ana Maria Machado, primeira-secretária; Edmar Bacha, segundo-secretário; e José Murilo de Carvalho, tesoureiro. A cerimônia de posse será na próxima quinta-feira, dia 13, às 17h, também no Petit Trianon.

    Lucchesi falou com o GLOBO logo após a confirmação de sua reeleição:

    — Os desafios continuam sendo os mesmos do primeiro ano. Queremos ampliar primeiro os trabalhos estatutários da casa, implementar as nossas ações sociais, com visitas a prisões, escolas em áreas conflagradas, mandando livros pelo Brasil através da Marinha... Continuamos nosso trabalho social ligado ao livro, tendo cuidado com a literatura brasileira, e buscamos aprofundar a internacionalização da casa.

    O imortal, de 55 anos (o mais jovem presidente da ABL em 70 anos), fez uma avaliação positiva do primeiro mandato, principalmente por ter administrado uma instituição como a ABL "numa crise de país e de Estado tão impactante como a que assistimos nesse ano":

    — Conseguimos avançar nessas questões administrativas e nos prepararmos para navegar melhor no ano que vem. Acho que fizemos o que era possível.

    Por fim, Lucchesi ainda avaliou os desafios do mercado literário brasileiro para 2019, após um fim de ano movimentado pelo desabafo do editor Luiz Schwarcz, presidente do Grupo Companhia das Letras, sobre a crise no setor.

    — Nós precisamos fortalecer o sistema literário brasileiro — defendeu o presidente da ABL. — Ele depende do mercado, mas também de um esforço coletivo para recuperar o lugar do livro e da leitura. Por outro lado, precisamos reconhecer o trabalho dos professores. O Brasil só não parou porque eles fazem um trabalho extraordinário na ponta. Precisamos fortalecer a escola. Acho importante defender, mais do que nunca, a liberdade de ensino, de cátedra e pensamento. Entender que a arte por si só se autentifica, se defende sozinha. Isso está muito ligado ao futuro do livro.


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    RIO — Morreu nesta quinta-feira, aos 63 anos, o cantor e compositor inglês Pete Shelley, líder da banda de punk rock Buzzcocks.

    A notícia foi publicada pelo site da "BBC", e a suspeita é de ataque cardíaco. A morte foi confirmada pelo empresário do grupo. Segundo ele, Shelley estava na Estônia, onde morava nos últimos anos.

    A banda se pronunciou através do Twitter: "É com grande tristeza que confirmamos a morte de Pete Shelley, um dos mais influentes e prolíficos compositores do Reino Unido, e co-fundador da banda original do punk Buzzcocks. A música de Pete inspirou gerações de músicos durante uma carreira que durou cinco décadas. Com sua banda e como artista solo, ele foi mantido no mais alto patamar do respeito pela indústria musical e por seus fãs em todo o mundo". Buzzcocks

    Shelley formou os Buzzcocks na segunda metade da década de 1970, com o também vocalista Howard Devoto, que deixaria a banda um anos após seu surgimento. O grupo é considerado um nome forte da cena de rock de Manchester, além de ter influenciado gerações de artistas de punk rock e pop punk, como as bandas Green Day e Teenage Fanclub.

    Na estrada há mais de 40 anos, eles seguiam na ativa — o último show foi no fim de agosto, em Belfast, na Irlanda do Norte. A banda lançou nove discos de estúdio, sendo o mais recente, "The way", de 2014. Seu principal hit era "Ever fallen in love (With someone you shouldn't've)". Ever fallen in love (With someone you shouldn't've)

    Ao longo de sua trajetória, os Buzzcocks passaram algumas vezes pelo Brasil. Em 1995, tocaram no Garage, no Rio, cidade a qual voltariam em 2001, para show no Cine Íris. Em 2010, fizeram sua última apresentação no país, na Clash Club, em São Paulo.

    Além do trabalho com os Buzzcocks, Shelley também emplacou uma carreira solo em que lançou seis discos — o último foi "Cinema music and wallpaper sounds", de 2016.

    O escritor best-seller Neil Gaiman lamentou a morte de Shelley em seu Twitter: "Parte da minha juventude morre com ele". Tuíte Neil Gaiman


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    RIO — Quinze anos após o texto "Filtro solar" viralizar na internet com a narração de Pedro Bial, uma nova versão da mensagem foi lida pelo apresentador na madrugada desta quinta-feira, em seu talk show "Conversa com Bial", da Globo.

    Dessa vez, o texto buscava incentivar o consumo de livros, uma campanha motivada pela crise do mercado editorial brasileiro. A ideia veio das redes sociais, em mensagem publicada por Maria Luiza Poleti Martucci: "Há um tempo, Pedro Bial nos pediu que usássemos protetor solar. Hoje, eu — que estou longe de ser Bial —, peço: comprem livros. Não importa o que aconteça. Se você se considera leitor ou não, se gosta ou não gosta de ler, compre livros." Links Bial

    O novo vídeo foi exibido após o programa em que Bial recebeu o lutador Minotauro e o ator Cauã Reymond, e contou com imagens realizadas pela Cápsula, núcleo de externas do Conversa com Bial, além de registros de bancos de imagens. O próprio apresentador assina o texto — a versão de "Filtro solar" era uma tradução de "Wear Sunscreen", da jornalista americana Mary Schmich, publicado em 1997 no jornal "Chicago Tribune".

    Veja abaixo o vídeo e o texto na íntegra:

    Filtro solar de livros

    "Senhoras e senhores do ano de 2019: livros, nunca deixem de usar livros! Se eu pudesse dar uma dica sobre o futuro seria esta: usem os livros!

    Os benefícios a longo prazo do uso de livros estão provados e comprovados pela ciência; já a única base confiável de meus conselhos são mesmo... os livros... Não vou compartilhar conselhos, garanto que os livros contém todos os conselhos de que você precisa.

    Aproveite bem: nos livros habitam o poder, a beleza e a juventude. Pode crer, daqui a vinte anos você vai evocar os seus livros e perceber de um jeito que você nem desconfia, hoje em dia, quantas, tantas alternativas os livros escancararam a sua frente.

    Pegue, pague, sinta o cheiro, o peso, a textura; compre, venda, aprecie a capa, a cor, a moldura. Não se preocupe com o futuro, ocupe-se dele, a chegar, página por página. Os livros são máquinas de viajar no tempo.

    Todo dia, leia, conheça novos livros, recomende outros, troque, doe, dê ou... Empreste, se quiser, mas diga adeus aos livros emprestados. Nos livros, a gente conhece pessoas que só poderia conhecer nos livros, pessoas de verdade e de mentira, ambas reais. E através dos livros, você conhece melhor quem está a seu lado. Livros aproximam as pessoas. Livros aproximam os continentes.

    Talvez você case... Talvez tenha filhos.. Talvez se divorcie... talvez bodas de diamante. Os livros são marcadores no livro de sua vida. Desfrute dos livros, use-os de toda maneira que puder, mesmo! Se precisa de distração, se busca instrução, se estuda, se descansa, tem livro pra tudo. Se quer saber de onde vem, tem; se quer saber para onde vai, uai! Se nem aí pra isso, também!

    Leia os livros que seus pais leram, você vai encontrá-los por lá. Leia os livros de seus filhos, aproveite a desculpa! Os livros guardam todos nossos amores, mesmo os perdidos. Tudo vivo, nos livros, sempre. Eles são a melhor ponte com o passado e guardam o futuro.

    Livros vão e vem; alguns não, os de cabeceira. Livros diminuem as distâncias geográficas e de estilos de vida. Livros fazem a gente mais velha quando jovem, e mais jovem quando velha. Em São Paulo, nos levam à praia. No Rio, à montanha. Livros, use e os abuse, como enfeite, por deleite, ao encalço, como calço, a metro ou aquilo outro, isto: estique-os... entregue-se, livre sua pele, filtre e infiltre livros ao brilho solar, livros à luz do luar.

    Cuidado com os conselhos que comprar, com os bens que vão se lhe oferecer. Gaste seu dinheiro, em coisas fúteis, úteis, supérfluas ou essenciais, torre ou invista, seja pão duro ou manteiga derretida.

    Adquira o que precisa, consuma o que não precisa. Mas guarde o troco para os livros. Livros costumam ter mais valor que preço. Use os livros, como quiser usar, agora, como nunca; agora, como sempre, Use os livros, a mais não poder usar".


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    SÃO PAULO - Sem grandes revelações sobre a sua oitava e última temporada, que estreia em abril do ano que vem, o painel da HBO dedicado à série "Game of Thrones", nesta quinta, em São Paulo, foi o primeiro da Comic Con Experience (CCXP) a lotar o principal palco do evento. Com uma orquestra para cantar o famoso tema de abertura e sem mediação dos organizadores, o evento foi conduzido inteiramente pelos convidados: os atores Maisie Williams, a Arya Stark, e John Bradley, o Sam, além dos produtores e criadores David Benioff e D.B. Weiss.

    Os quatro se revezaram entre si trocando perguntas e curiosidades sobre a série inspirada nos livros de George R.R. Martin. De cabelos loiros e compridos, Maisie disse que se casaria com Sansa, a rainha interpretada por Sophie Turner, se tivesse de escolher um personagem para passar o resto de sua vida. E justificou dizendo que a achava "forte e sexy".

    A atriz britânica que interpreta a combativa Arya também rememorou suas primeiras impressões da série, na qual estreou com apenas 12 anos de idade:

    -- Minha memória mais antiga -- disse ela -- é estar com Sophie (Turner) nas últimas etapas de testes. Na verdade, não sabíamos quem interpretaríamos. E estávamos disputando tanto Arya quanto Sansa.20181206_185542.jpg

    Benioff, por sua vez, lembrou de suas memórias mais recentes, mais exatamente do último dia de filmagem. Foi o máximo de revelação que o produtor e roteirista se permitiu ao longo do painel:

    -- Tínhamos acabado de gravar e só havia destruição e ruínas ao nosso redor. Lembro-me de que fiquei emocionado ao pensar que eu e uma equipe enorme havíamos construído tudo aquilo e, em razão de algumas horas, destruímos tudo para contar uma história.

    John Bradley também falou sobre seu personagem, dizendo que talvez o que mais o identifica com Sam é a capacidade de se subestimar. E também que a grande diferença entre eles eram "os livros e a sabedoria":

    -- Acho que não sou tão inteligente assim -- brincou ele.

    LinksGoT

    Sobre o final da série, Weiss revelou que ele e Benioff estavam com o desfecho mais ou menos planejado após o fim da terceira temporada:

    -- Por aquela época, mais ou menos, sabíamos o que ia acontecer -- disse o produtor e roteirista. -- Tivemos sorte de ter todo esse tempo para pensar melhor em como desenvolver as nossas ideias.

    Ao fim do painel, Weiss e Benioff se desculparam por não poder mostrar nada da oitava e última temporada, que vai ao ar pela HBO apenas em 2019. Segundo eles, a pós produção ainda está acontecendo e os efeitos não estão totalmente prontos.

    -- Seria ridículo mostrar qualquer trecho não finalizado -- disse Weiss.

    O vídeo apresentado no fim do painel trazia uma animação em que um tabuleiro de xadrez representa um campo de batalha. A conferir.


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    RIO - Depois de anunciar, para o palco Mundo de 4 de outubro, a escalação de Iron Maiden, Scorpions, Megadeth e Sepultura, o Rock in Rio 2019 reforça a dose de metal na noite. Metade do escalão Big Four do thrash metal mundial, os grupos americanos Slayer e Anthrax foram confirmados esta quinta-feira como atrações do palco Sunset. O show do Slayer (que se apresentou em 2013 no Rock in Rio) fará, nessa noite, o último show de sua turnê de despedida dos palcos.

    A abertura do Sunset em 4 de outubro ficará a cargo de três expoentes do metal nacional: os grupos Nervosa, Claustrofobia e Torture Squad, que contará em seu show com a participação de Chuck Billy, vocalista de um mito americano do thrash, a banda Testament. Links Rock in Rio (06/12)

    Grupo californiano que revolucionou o heavy metal, ajudando a inaugurar sua vertente death, o Slayer se destacou no cenário com a obra-prima "Reign in blood", de 1986, e lançou seu mais recente álbum, "Repentless", em 2015. No começo de 2018, a banda anunciou sua turnê de despedida, após 37 anos de atividade ininterrupta.

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    De Nova York e com o mesmo tempo de estrada do Slayer, o Anthrax chamou a atenção do mundo thrash com o disco "Among the living", de 1987. Em 2016, a banda lançou seu 11º álbum de estúdio, "For all kings". Em 2018, ela participou do lançamento da edição comemorativa de 30 anos do disco "State of euphoria".

    - Acho que é uma das maiores noites de metal da História - diz, empolgado, o curador do palco Sunset, Zé Ricardo. - Temos o Nervosa, uma banda de mulheres, depois o encontro do Torture Squad com o Claustrofobia e a presença de Chuck Billy, uma banda mítica como o Anthrax e depois o Slayer. É muita honra ter uma banda dessa importância encerrando a carreira no Sunset. Acho que é um presente por tudo o que temos feito pelo metal nacional.

    Ainda nesta quinta-feira, o Rock in Rio confirmou também mais uma edição no Rio em 2021.


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    RIO — Mike Leigh fala em democracia durante grande parte da entrevista. É um tema caro a ele — e relevante para o mundo inteiro, defende:

    — Vocês, brasileiros, sabem mais do que ninguém que a democracia está em risco.

    O discurso é compatível com um diretor conhecido por tratar de questões sociais a partir de dramas humanos. Aos 75 anos, o britânico tem a filmografia revista na mostra “O realismo social no cinema de Mike Leigh”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil até dia 22.

    É uma carreira impressionante, como provam os prêmios que coleciona. Ganhou Palma de Ouro em Cannes, Leão de Ouro em Veneza e foi indicado sete vezes ao Oscar, entre outros. Mike Leigh 061218

    Algumas de suas obras mais famosas são “Segredos e mentiras” (1996), “Nu” (1993), “Simplesmente feliz” (2008) e “O segredo de Vera Drake” (2004). Esta denunciava o moralismo de uma Grã-Bretanha dos anos 1950 ao abordar a história de uma mulher que faz abortos ilegais e tem sua vida e família desestruturadas quando a história vem à tona.

    Quem analisa o trabalho de Leigh vê assuntos recorrentes: a classe operária britânica, as relações familiares e o amplo leque de emoções que imprime nos roteiros.

    — Como contador de histórias, é claro que meu combustível é o público. Minhas decisões sempre serão vistas pelo ponto de vista do espectador. Mas eu jamais diria a você o que sentir. Eu te deixo com ideias, reflexões, especulações. Inclusive em “Peterloo”.

    Leigh se refere a seu novo longa, exibido no Festival do Rio no mês passado e previsto para estrear no começo de 2019. Nele, retrata o massacre ocorrido em 1819, quando forças britânicas atacaram uma manifestação pró-democracia em Manchester. Trailer de 'Peterloo'

    — É um filme sobre valores básicos: a liberdade, o direito de ser ouvido e respeitado, o egoísmo de quem está no poder. E um evento histórico que não tinha sido retratado no cinema até agora. Após 200 anos, me parece mais relevante do que nunca falar dele.

    Exibido em competição no Festival de Veneza, em agosto, “Peterloo” tem sido descrito como um dos filmes mais ambiciosos e épicos de sua carreira. Cena após cena, veem-se conflitos armados e multidões ocupando a tela.

    — Quero repetir que todos os meus filmes olham para a sociedade a partir de vidas individuais, e “Peterloo” não é exceção. Até nas cenas de guerra estamos vendo pessoas. Já fiz longas sobre gente em conflito dentro de uma casinha suburbana. É a mesma coisa em “Peterloo”, só que numa escala muito maior.

    Com distribuição nos EUA pela Amazon Studios, o filme passou pelo cinema, mas tem como provável destino final o serviço de streaming.

    — Estou comprometido com as salas de projeção e com a experiência comunitária de assistir a filmes. É com isso que eu me importo — diz Leigh, rapidamente emendando num discurso mais diplomático. — Mas estamos no século XXI e temos que admitir que as pessoas têm a liberdade de ver como quiserem.


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    MIAMI BEACH - O fluxo de Mustangs, SUVs e "yellow cabs" nas ruas, idêntico ao de qualquer cidade americana, ganha com frequência a trilha sonora de hits hispânicos saindo a todo volume das caixas de som dos carros. Nas lojas, as canções natalinas falam da neve e de se aquecer perto do fogo, enquanto grande parte dos clientes circula de t-shirt e óculos de sol, planejando suas compras em espanhol e português. Em cada detalhe, Miami ressalta as especificidades de ser um polo da cultura latina nos Estados Unidos. Dentro do reformado Miami Beach Convention Center, que abriu nesta quarta-feira, para convidados, a 17ª edição da Art Basel local, essa referência não é diferente.

    Maior feira de arte dos EUA, a Art Basel Miami Beach recebe até domingo mais de 250 galerias de 35 países, no complexo de cerca 45 mil metros quadrados. Em meio à imensidão de estandes, onde a tarefa de ver tudo e reter na memória as obras de arte torna-se humanamente impossível, galerias de latino-americanas disputam mais que a atenção de colecionadores e instituições: em um cenário de crise econômica (e política) em seus países de origem, bons negócios na feira pode garantir o orçamento dos próximos meses em casa.

    As cidades da região presentes com mais força no evento são, não por acaso, polos artísticos em seus países, a exemplo de Buenos Aires, Bogotá, Cidade do México, São Paulo e Rio. Dentro da intrincada geografia do mercado de arte global e de seu calendário apertado, elas disputam entre si a posição de referência regional no setor, ao tentar atrair para as feiras locais os olhares de compradores norte-americanos, europeus e asiáticos. Neste ponto, a capital argentina ganhou um novo impulso com a realização da Art Basel Cities entre 6 e 12 de setembro deste ano, projeto que articulou um circuito de galerias e a exibição de obras públicas.

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    - Além de abrir as portas ao público super vip de Basel, o evento levou a própria população da cidade a descobrir que as galerias são uma opção gratuita e de qualidade para se ver arte. Muita gente que ficava intimidada passou a frequentar depois do Basel Cities - conta Agustina Taruschio, da Walden, que apresentou na seção Survey um solo do paraguaio radicado na Argentina Feliciano Centurión (1962-1996), também destacado na Bienal de São Paulo deste ano. - O Centurión tem essa identidade forte que é valorizada na feira, mas não apenas por ser latino. Ele era um artista completo.

    Interesse natural pela arte latina

    Diretora da Instituto de Visión, de Bogotá, presente à feira desde 2014, Omayra Alvarado acredita que, por sua própria história, Miami tem um interesse natural pela arte latina, o que ajuda também na relação com instituições.

    - Miami é diferente de feiras que fazemos na Europa, por exemplo. Muitos colecionadores têm casa aqui, há um outro tipo de atenção. Essa relação também nos aproxima dos grandes museus, já que os curadores e diretores sempre estão presentes - observa Omayra.

    Um dos curadores de renome que circulava entre os estandes era Hans Ulrich Obrist, um dos mais influentes no mundo da arte. Para o suíço, que lança semana que vem pela Cogobó o livro de entrevistas feitas no ano passado com artistas brasileiros, a produção da região ganha relevo pela troca entre diferentes gerações:

    - É sempre complicado falar em termos de marcado, mas no Brasil acontece o mesmo que na Argentina, ou no México, onde existe uma grande dinâmica entre novos artistas e os pioneiros. Para entender a complexidade destas produções é preciso olhar para o futuro sem esquecer o passado.

    Para Ana María Sánchez, diretora da Labor, da Cidade do México, mais que a proximidade geográfica com os Estados Unidos, a antiga relação artística entre os dois países abre possibilidades de novos negócios.

    - Em momentos em que o mercado interno de nossos países sofre com a economia e a política, abrir novos canais aqui pode ser uma saída. Mas isso também gera gastos e esforços, é preciso colocar tudo na balança para ter certeza de que vale a pena - comenta Ana María.

    Membro do comitê de seleção da Basel Miami desde 2010, Marcio Botner, da galeria A Gentil Carioca, a feira ajuda a vencer estigmas relacionados à arte latina assim como colaborou com a própria mudança na cidade.

    - A visão que se tinha de Miami mudou totalmente nestes 17 anos, ela deixou de ser só um balneário para se tornar referência no mercado de arte. E o seu crescimento também alavancou as galerias latino-americanas, que representam menos de 5 % dos expositores na feira original, na Suíça, e aqui devem beirar os 15% - compara Botner.

    Consagrado nos EUA independentemente de sua naturalidade, Vik Muniz acredita que as feiras podem ser uma oportunidade para artistas mais jovens, embora ele próprio não circule tanto por elas.

    - Vou quando não tem jeito, evito as feiras como o boi evita o matadouro - diverte-se o brasileiro. - A minha geração, da Adriana (Varejão), da Beatriz (Milhazes), do (Ernesto) Neto, pegou um bom momento do mercado, que mudou pra pior nos últimos anos. Estar aqui pode ser uma chance para os mais jovens de alcançar mais gente.


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