Are you the publisher? Claim or contact us about this channel


Embed this content in your HTML

Search

Report adult content:

click to rate:

Account: (login)

More Channels


Showcase


Channel Catalog


older | 1 | .... | 1036 | 1037 | (Page 1038) | 1039 | 1040 | .... | 1056 | newer

    0 0

    RIO — O ator e humorista norte-americano Kevin Hart desistiu oficialmente de apresentar a 91ª cerimônia de premiação do Oscar. Ele anunciou sua decisão no Twitter, após uma série de postagens e comentários em apresentações de stand-up com conteúdo considerado homofóbico, feitos anos atrás, virem à tona.

    "Eu não quero ser uma distração em uma noite que deveria ser celebrada por tantos artistas talentosos incríveis. Eu sinceramente peço desculpas à comunidade LGBTQ pelas minhas palavras insensíveis do passado", escreveu Hart em sua rede social. tweet Kevin Hart

    Os comentários foram feitos em tweets e durante sua rotina de apresentação de stand-up's há quase 10 anos atrás. Alguns dos tweets foram apagados rapidamente durante a quinta-feira.

    A decisão ocorreu algumas horas depois que Hart recusou o pedido feito pela Academia do Oscar para que ele pedisse desculpas pelos tweets e comentários preconceituosos, que foram revelados no início desta semana pelo "Guardian"

    "Esta não é a primeira vez que isso acontece", disse ele a seus seguidores no Instagram após receber a ligação da Academia. "Eu falei sobre isso. Eu disse onde estavam os erros e quais erros. Eu disse quem eu sou agora versus quem eu era antes. Eu fiz isso. Eu não vou continuar a retornar a um passado sendo que mudei e estou em um lugar completamente diferente na minha vida".


    0 0

    RIO — A seleção de hoje contempla adaptações que "viajaram bem" do original, da literatura, para a televisão. Escolha seu gênero preferido e embarque: todas essas produções valem a pena.

    Drama

    Baseada na tetralogia napolitana de Elena Ferrante, a recém-lançada "Amiga genial" se mostrou fiel à obra, já, em si, um grande mérito. Acompanhamos Lila (Ludovica Nasti) e Lenu (Elisa Del Genio) ainda crianças, e, depois, adolescentes, na periferia miserável de Nápoles nos anos 1950. A produção acaba de ser renovada para sua segunda temporada. Imperdível.

    Onde: HBO. Cotação: Ótima

    Crime

    alias-grace.jpgAdaptada do romance de Margaret Atwood (autora do livro que também inspirou “The handmaid’s tale”), "Alias Grace" mostra a história de Grace Marks (Sarah Gadon), uma imigrante irlandesa, que chega ao Canadá. Ela se emprega em uma fazenda e tudo corre bem até que seu patrão aparece morto. A moça acaba acusada do crime ao lado de outro funcionário, James McDermott (Kerr Logan), e vai para a cadeia.

    Onde: Netflix. Cotação: Ótima

    Muito além dos zumbis

    72541090_SC - The Walking Dead - Temporada 8 - Episódio 1. Andrew Lincoln como Rick Grimes.jpg

    A primeira metade da nona temporada de "The walking dead" acaba de chegar ao fim e provou que a série ainda tem fôlego de sobra. Livremente inspirada nos quadrinhos, a produção mostrou a morte de seu protagonista, Rick (Andrew Lincoln), e a chegada de um novo grupo, os Sussurradores. Vale acompanhar.

    Onde: Fox App. Cotação: Boa

    Nacional

    275066.jpg

    Em "Dois irmãos", disponível no Globoplay, somos apresentados aos dramas de uma família de imigrantes libaneses moradora de Manaus. O centro da trama, inspirada no romance homônimo de Milton Hatoum, é a rivalidade entre os gêmeos Yaqub e Omar (Cauã Reymond). A série dirigida por Luiz Fernando Carvalho traz um elenco de primeira. Além de Cauã, Juliana Paes, Eliane Giardini, Antonio Calloni e Antonio Fagundes são os destaques.

    Onde: Globoplay. Cotação: Boa.

    Espionagem

    globo-6oi7pef3ez817rwbpksa_original.jpg

    Se você busca uma série curta, "The night manager" pode ser uma excelente pedida. A produção é baseada em um livro John Le Carré, mestre das tramas de espionagem. Aqui, acompanhamos o ex-soldado britânico Jonathan Pine (Tom Hiddleston), recrutado para investigar Richard Roper (Hugh Laurie). Merece sua atenção.

    Onde: Amazon Prime Video. Cotação: Boa.

    Links Kogut


    0 0

    RIO — A Marvel finalmente revelou o título da sequência de "Guerra Infinita" e liberou o primeiro trailer do novo seu filme, que se chamará "Vingadores: Ultimato". com pouco mais de dois minutos, o trailer conta com a participação dos heróis que sobreviveram ao massacre de Thanos.

    Tony Stark (Robert Downey Jr.), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Capitão América (Chris Evans), Bruce Banner (Mark Ruffalo), Thor (Chris Hemsworth) e o retorno do Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). Veja o trailer abaixo.

    Vingadores Ultimato | Trailer Legendado

    "Vingadores: Ultimato" tem estreia prevista para 2 de maio de 2019.


    0 0

    RIO — Kevin Hart durou pouco no principal papel de sua carreira. Escalado para comandar a próxima cerimônia do Oscar, o comediante desisitu do cargo após receber críticas por piadas homofóbicas feitas por ele no passado. A notícia surpreendeu o mundo do cinema, mas boa parte do público brasileiro ficou se perguntando quem é o ator — pouco conhecido fora dos EUA.

    Com 66 milhões de seguidores no Instagram e 34 milhões no Twitter, o ator de 39 anos tem carreira versátil, atuando nas telonas, nos palcos e na TV. No Brasil, porém, muita gente ainda "não liga o nome à pessoa".

    O filme mais recente de Hart é "Jumanji: Bem-Vindo à Selva" (2017), que estrelou ao lado de Dwayne Johnson e Jack Black. Também como coadjuvante, ele participou de outras comédias como "É o Fim" (2013), com James Franco, Seth Rogen e Jonah Hill; "O Grande Dave" (2008), com Eddie Murphy; "O Virgem de 40 anos" (2005), com Steve Carrell; e "Quero Ficar com Polly" (2004), com Ben Stiller e Jennifer Aniston.

    jumanji.jpg

    Na televisão, fez participações no famoso programa de comédia "Saturday Night Live" e no também humorístico "Wild 'n Out" (2005-2007), criado e apresentado por Nick Cannon.

    Se de fato fosse apresentar o Oscar, Hart não seria marinheiro de primeira viagem em um palco de premiação: em 2012, foi anfitrião do MTV Video Music Awards e, no ano anterior, conduziu o BET Awards, que premia artistas afro-americanos de diversas áreas do entretenimento.

    Kevin HartAtualmente, ele faz uma turnê mundial com seu show de comédia stand-up, "The Kevin Hart Irresponsible Tour", que passou por países como Reino Unido, França, Suécia, Islândia, Austrália, Nova Zelândia, Cingapura e Malásia. Mais de um milhão de ingressos foram vendidos, o que lhe rendeu uma bolada superior a US$ 30 milhões, de acordo com a revista "Forbes".


    0 0

    RIO - Os indicados às 84 categorias do Grammy 2019 foram anunciados nesta sexta-feira.Em seu 61º ano, a cerimônia de premiação está marcada para acontecer no dia 10 de fevereiro, no Staples Center, em Los Angeles.

    O prêmio, que reconhece as gravações, composições e artistas considerados os melhores de cada ano, em 2019 traz como novidade o aumento no número de indicados, de cinco para oito, nas categorias álbum, música, gravação e artista do ano. a iniciativa foi tomada para dar mais diversidade aos concorrentes.

    Em 2018, o Grammy, entregue em janeiro, foi dominado por Bruno Mars, que levou seis troféus por seu álbum "24K Magic".

    Confira alguns dos indicados para 2019, por categoria:

    Música do ano:

    Kendrick Lamar and SZA – “All the Stars”

    Ella Mai – “Boo’d Up”

    Drake – “God’s Plan”

    Shawn Mendes – “In My Blood”

    Brandi Carlile – “The Joke”

    Lady Gaga and Bradley Cooper – “Shallow”

    Childish Gambino – “This is America”

    Zedd and Maren Morris – “The Middle”

    Álbum do ano:

    Cardi B – Invasion of Privacy

    Brandi Carlile – By the Way I Forgive You

    Drake – Scorpion

    Janelle Monae – Dirty Computer

    H.E.R. – H.E.R.

    Kacey Musgraves – Golden Hour

    Post Malone – Beerbongs & Bentleys

    Kendrick Lamar and Various Artists – Black Panther

    Gravação do ano:

    Cardi B – “I Like It”

    Brandi Carlile – “The Joke”

    Childish Gambino – “This is America”

    Drake – “God’s Plan”

    Kendrick Lamar and SZA – “All the Stars”

    Lady Gaga and Bradley Cooper – “Shallow”

    Post Malone and 21 Savage – “Rockstar”

    Zedd and Maren Morris – “The Middle”

    Artista revelação:

    Chloe x Halle

    Luke Combs

    Greta Van Fleet

    H.E.R.

    Dua Lipa

    Margo Price

    Bebe Rexha

    Jorja Smith

    Melhor performance solo:

    Beck – “Colors”

    Camila Cabello – “Havana”

    Ariana Grande – “God Is A Woman”

    Lady Gaga – “Joanne (Where Do You Think You’re Goin’?)”

    post Malone – “Better Now”

    Melhor duo Pop/performance em grupo:

    Christina Aguilera feat. Demi Lovato – “Fall In Line”

    Backstreet Boys – “Don’t Go Breaking My Heart”

    Tony Bennett and Diana Krall – “‘S Wonderful”

    Lady Gaga and Bradley Cooper – “Shallow”

    Maroon 5 feat. Cardi B – “Girls Like You”

    Justin Timberlake feat. Chris Stapelton – “Say Something”

    Zedd and Maren Morris – “The Middle”

    Melhor álbum Pop vocal:

    Camila Cabello – Camila

    Kelly Clarkson – Meaning of Life

    Ariana Grande – Sweetener

    Shawn Mendes – Shawn Mendes

    Pink – Beautiful Trama

    Taylor Swift – Reputation

    Melhor gravação Dance:

    Above & Beyond – “Northern Soul”

    Disclosure – “Ultimatum”

    Fisher – “Losing It”

    Silk City and Dua Lipa feat. Diplo and Mark Ronson – “Electricity”

    Virtual Self – “Ghost Voices”

    Melhor álbum Dance/Eletrônico:

    Jon Hopkins – Singularity

    Justice – Woman Worldwide

    Sofi Tukker – Treehouse

    SOPHIE – Oil of Every Pearl’s Un-Insides

    TOKiMONSTA – Lune Rouge

    Melhor performance/Rock:

    Arctic Monkeys – “Four Out of Five”

    Chris Cornell – “When Bad Does Good”

    The Fever 333 – “Made An America”

    Greta Van Fleet – “Highway Tune”

    Halestorm – “Uncomfortable”

    Melhor música/Rock:

    Greta Van Fleet – “Black Smoke Rising”

    Twenty One Pilots – “Jumpsuit”

    Bring Me the Horizon – “MANTRA”

    St. Vincent – “Masseduction”

    Ghost – “Rats”

    Melhor álbum/Rock:

    Alice in Chains – Rainier Fog

    Fall Out Boy – M A N I A

    Ghost – Prequelle

    Greta Van Fleet – From the Fires

    Weezer – Pacific Daydream

    Melhor álbum/Música Alternativa:

    Arctic Monkeys – Tranquility Base Hotel and Casino

    Beck – Colors

    Bjork – Utopia

    David Byrne – American Utopia

    St. Vincent – Masseduction

    Melhor performance/Metal:

    Between the Buried and Me – “Condemned to the Gallows”

    Deafheaven – “Honeycomb”

    High On Fire – “Electric Messiah”

    Trivium – “Betrayer”

    Underoath – “On My Teeth”

    Melhor álbum/R&B:

    Toni Braxton – Sex & Cigarettes

    Leon Bridges – Good Thing

    Lalah Hathaway – Honestly

    H.E.R. – H.E.R.

    PJ Morton – Gumbo

    Melhor performance/Rap:

    Cardi B – “Be Careful”

    Drake – Nice For What

    Kendrick Lamar, Jay Rock, Future & James Blake – “King’s Dead”

    Anderson .Paak – Bubblin”

    Travis Scott, Drake, Big Hawk & Swae Lee – “Sicko Mode”

    Melhor performance Rap/Sung:

    Christina Aguilera feat. Goldlink – “Like I Do”

    6LACK feat. J. Cole – “Pretty Little Fears”

    Childish Gambino – “This is America”

    Kendrick Lamar and SZA – “All the Stars”

    Post Malone and 21 Savage – “Rockstar”

    Melhor música/Rap:

    Drake – “God’s Plan”

    Kendrick Lamar, Jay Rock, Future & James Blake – “King’s Dead”

    Eminem – “Lucky You”

    Travis Scott, Drake, Big Hawk & Swae Lee – “Sicko Mode”

    Jay Rock and Kendrick Lamar – “Win”

    Melhor álbum/Rap:

    Cardi B – Invasion of Privacy

    Mac Miller – Swimming

    Nipsey Hussle – Victory Lap

    Pusha-T – Daytona

    Travis Scott – Astroworld

    Produtor do ano:

    Boi-1da

    Larry Klein

    Linda Perry

    Kanye West

    Pharrell Williams

    Melhor Vídeo:

    The Carters – “Apes***”

    Childish Gambino – “This Is America”

    Joyner Lucas – “I’m Not Racist”

    Janelle Monáe – “Pynk”

    Tierra Whack – “Mumbo Jumbo”


    0 0

    RIO — O ator e humorista norte-americano Kevin Hart desistiu oficialmente de apresentar a 91ª cerimônia de premiação do Oscar. Ele anunciou sua decisão no Twitter, após uma série de postagens e comentários em apresentações de stand-up com conteúdo considerado homofóbico, feitos anos atrás, virem à tona.

    "Eu não quero ser uma distração em uma noite que deveria ser celebrada por tantos artistas talentosos incríveis. Eu sinceramente peço desculpas à comunidade LGBTQ pelas minhas palavras insensíveis do passado", escreveu Hart em sua rede social. tweet Kevin Hart

    Os comentários foram feitos em tweets e durante sua rotina de apresentação de stand-up's há quase 10 anos atrás. Alguns dos tweets foram apagados rapidamente durante a quinta-feira.

    A decisão ocorreu algumas horas depois que Hart recusou o pedido feito pela Academia do Oscar para que ele pedisse desculpas pelos tweets e comentários preconceituosos, que foram revelados no início desta semana pelo "Guardian"

    "Esta não é a primeira vez que isso acontece", disse ele a seus seguidores no Instagram após receber a ligação da Academia. "Eu falei sobre isso. Eu disse onde estavam os erros e quais erros. Eu disse quem eu sou agora versus quem eu era antes. Eu fiz isso. Eu não vou continuar a retornar a um passado sendo que mudei e estou em um lugar completamente diferente na minha vida".


    0 0

    SÃO PAULO - Em sintonia com pautas que ganharam força recentemente, como ativismo ambiental, preservação, sustentabilidade e direitos indígenas, "Aruanas" é uma das grandes apostas da Globo para a Globoplay em 2019. Com uma presença mais forte na Comic Con Experience (CCXP) deste ano, a emissora apresentou a série ao público da convenção geek paulistana em seu painel desta sexta-feira.

    Com presença das atrizes Débora Falabella, Leandra Leal, Taís Araujo e Camila Pitanga, do diretor Carlos Manga Jr. e dos autores Marcos Nisti e Estela Renner, o painel revelou mais detalhes sobre a coprodução da emissora e da Maria Farinha Filmes para a sua plataforma de streaming. Embora a primeira temporada ainda não tenha data de estreia definida, Camila deixou escapar que uma segunda temporada está praticamente confirmada. Links CCXP

    "Aruanas" — palavra indígena que significa sentinelas da natureza — se passa no mundo do ativismo ambiental. Com uma parte considerável da ação se passando na Amazônia, a série acompanha a saga de três amigas ligadas a uma organização não governamental. Débora, Leandra e Taís se unem para investigar crimes cometidos na região e descobrem uma rede mais complexa por trás dos malfeitos. Já Camila é uma advogada que defende os interesses de pessoas que exploram os recursos naturais da área.

    — O Brasil é o pais que mais mata ativistas no mundo — disse Leandra, que faz uma das mais engajadas e ativas integrantes da ONG Aruanas. — E essas mulheres estão lá, o que por si só já é um risco redobrado. Fico muito feliz de poder unir as duas coisas que fazem parte da minha missão: arte e ativismo.

    A atriz, uma das mais entusiasmadas do painel, também falou da importância de valorizar o imaginário de lugares que estão fora do eixo Rio-São Paulo, como a Amazônia:

    — Aquele lugar é para ser preservado e não explorado — disse ela, que foi bastante aplaudida. — Aliás, deve ser explorado, mas de forma sustentável, para que daqui a cem anos esteja aí.

    Thais, que na série também atua na ONG Aruanas, foi mais além. A atriz pensa ser importante que todos os brasileiros assumam responsabilidade pela região e pela preservação dela:

    — A gente não pode ficar mais como espectador do Globo Repórter da Amazônia, achando que não temos nada a ver com aquilo. É importante para nós brasileiros e para o mundo inteiro.

    Já Debora, que faz o papel de uma jornalista que faz a cobertura dos crimes ambientais na região, falou da importância de se filmar in loco. E de contar com um elenco local, que incluiu populações indígenas:

    — Foi fundamental termos ido para lá — disse ela. — Aprendemos muito com o elenco indígena, que foi incrível. É, na verdade, uma história urgente.


    0 0

    SÃO PAULO - O painel da Maurício de Sousa Produções na Comic Con Experience (CCXP), nesta sexta-feira, trouxe uma prévia exclusiva do primeiro trailer de "Turma da Mônica: Laços", longa live action inspirado nos personagem da garotada do ficcional Bairro do Limoeiro. O filme promocional, que só começa a circular na semana que vem, mostra os atores que interpretam Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, além de revelar o personagem de Rodrigo Santoro na história: o Louco.

    Santoro não pode comparecer ao painel, mas gravou uma mensagem em vídeo para o público presente. O ator se desculpou e disse que tem "um encontro marcado com vocês nos cinemas". Links CCXP

    No mesmo painel, a MSP e a HBO anunciaram a realização da série animada "Astronauta - Propulsão", inspirada na graphic novel de Danilo Beyruth com o personagem e trará uma história original. A primeira temporada terá seis episódios e centrará foco na origem do filosófico astronauta. O herói espacial foi criado por Maurício de Sousa em 1963 e, em 2012, ganhou nova interpretação de Beyruth.


    0 0

    RIO - A advogada e ativista feminista Eloisa Samy publicou no Facebook um texto em que afirma que processará a crítica literária Heloisa Buarque de Hollanda e a Companhia das Letras por “violação de direitos autorais e danos morais”. Samy é autora do artigo “Feminismo radical”, incluído em “Explosão feminista”, organizado por Buarque de Hollanda e publicado pela Companhia das Letras em novembro. O livro “Explosão feminista” é composto por artigos sobre as diversas vertentes feministas, como feminismo lésbico, feminismo protestante e feminismo negro.

    A discussão sobre a violação de direitos autorais começou na noite da última quarta-feira, um dia depois do lançamento em São Paulo do livro, quando a pesquisadora Daniela Lima publicou no Facebook um texto com severas críticas ao livro, no qual é citada com uma das colaboradoras. Daniela – junto com Aline Coelho, Angela Batista, Carol, Maria Carvalho e Maria Clara Bubna – é citada como colaboradora do artigo assinado por Samy, “Feminismo radical”.

    Daniela disse que ficou “surpresa” ao ver seu nome como uma das colaboradoras do livro, pois conversara com as outras mulheres mencionadas e, segundo ela, nenhuma teve qualquer contato com o texto antes da publicação: “Ou seja, não colaboraram e não autorizaram (formal ou informalmente) que suas citações fossem utilizadas”, escreveu. Daniela ainda afirmou que não se considera “feminista radical” e discorda dos argumentos do texto. “Ter o meu nome associado a esse texto é um dano irreparável”, completou.

    Na noite anterior, o artigo havia sido duramente criticado pela pesquisadora e ativista transexual Amara Moira, durante o evento de lançamento do livro. Ao lado de Buarque de Hollanda, Moira elogiou o livro, mas disse que o artigo sobre feminismo radical era “o mais lixo” e recorria a uma “argumentação Cabo Daciolo”.

    Moira é conhecida como a primeira transexual a defender uma tese de doutorado no Brasil e autora do livro “E se eu fosse puta” (Hoo), no qual narra sua experiência como prostituta enquanto cursava pós-graduação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Moira afirmou que “metade” do artigo “Feminismo radical” servia “para atacar pessoas trans”, pois traz afirmações como “que possam existir mulheres com pênis e homens com vagina é mentira”, além de condenar a prostituição. Moira disse que queria “recortar” o artigo para poder incluir o livro em sua biblioteca feminista.

    Buarque de Hollanda concordou com as críticas de Moira e disse considerar “uma posição tão enlouquecida a do feminismo radical” que não imaginava que conseguiria um bom artigo sobre a vertente.

    Na manhã seguinte, Samy disse que foi “publicamente humilhada, ridicularizada e aviltada” por Buarque de Hollanda e que jamais foi informada “que o texto seria publicado como capítulo avulso no livro”. Afirmou ainda que fora entrevistada por Buarque de Hollanda em fevereiro de 2017 e que acreditava que seu depoimento serviria apenas como fonte de pesquisa.

    “Não assinei nenhum contrato de cessão de direitos autorais”, escreveu. “O livro ‘Explosão feminista’ pretendia ser um registro das vozes e dos feminismos no Brasil, mas ficou patente como amarga e lamentável demonstração de absoluta falta de ética e má fé. É deplorável que uma intelectual e uma editora de prestígio se prestem a tão lamentável papel de escarnecer publicamente a luta de tantas mulheres que militam pelo feminismo radical.”

    Também no Facebook, Buarque de Hollanda pediu desculpas a Samy, “por quem tenho genuína admiração”, e disse que torce para que o episódio “não tire o foco das questões importantes para o debate que esperamos suscitar com o livro”. A Companhia das Letras também divulgou nota afirmando que incluirá no livro uma errata “referente ao capítulo 'Feminismo radical'", explicando que o texto não teve colaboradoras.

    Em nota enviada ao GLOBO, a Companhia das Letras afirma que “se compromete a encartar errata informando que Aline Coelho, Angela Batista, Carol, Daniela Lima, Maísa Carvalho Costa e Maria Clara Bubna não são colaboradoras do capítulo ‘Feminismo Radical’” e completou: “todos os textos incluídos na coletânea foram autorizados”.

    A editora também informou que a correção já foi feita na versão e-book do livro. “Explosão feminista” teve tiragem de 8 mil exemplares.

    Confira a nota da Companhia das letras

    A respeito da polêmica ocorrida em torno do livro “Explosão feminista”, a Editora esclarece que: (i) Heloisa Buarque de Hollanda publicou, em 6 de dezembro, carta na qual lamenta referência infeliz feita ao capítulo “Feminismo Radical” em evento de lançamento do livro; (ii) a Editora publicou, na mesma data, nota em que se compromete a encartar errata informando que Aline Coelho, Angela Batista, Carol, Daniela Lima, Maísa Carvalho Costa e Maria Clara Bubna não são colaboradoras do capítulo “Feminismo Radical”; por fim que (iii) todos os textos incluídos na coletânea foram autorizados.


    0 0

    RIO - Anitta surpreendeu ao aparecer lado a lado com a cantora Madonna. Em menos de 15 minutos, a foto já contava com mais de 100 mil curtidas.

    "Estar ao seu lado é um aprendizado para a vida inteira. Gratidão sem fim", escreveu a "Poderosa", em português e inglês. Links Anitta

    Fãs logo começaram a especular o motivo do encontro:

    "O feat (abreviação para parceria, em inglês) é real", disse um seguidor. "Eu estou no chão", comemorou outra fã.

    Horas depois, foi a vez de a rainha do pop compartilhar a imagem em suas redes sociais. "É sempre divertido encontrar amigos lindos e talentosos no estúdio", escreveu Madonna. Será que vem uma colaboração entre as divas pop por aí?

    Madonna e Anitta Madonna já mostrou que conhece o som de Anitta. Morando em Portugal, a rainha do pop filmou uma de suas filhas dançando "Indecente", da cantora brasileira. Anitta comemorou nas redes: "Ícone".

    Filha da Madonna Investindo cada vez mais na carreira internacional, na última quarta, dia 5, Anitta se apresentou em Nova York, no Madison Square Garden. Ao agradecer o apoio dos fãs, a cantora falou sobre tantas coisas boas que estão acontecendo em sua vida. O encontro com Madonna, pelo visto, certamente é um desses momentos.

    "Tudo que eu queria dizer era obrigada. Eu tenho tanto para dizer sobre tantas coisas boas que estão acontecendo na minha vida que não caberia nesse post. Por isso, por agora, só quero dizer obrigada. Meu coração está cheio dos mais belos sentimentos do mundo", tuítou.


    0 0

    A poeta brasileira Marília Garcia conquistou o primeiro lugar no Oceanos - Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa 2018. A obra que lhe valeu R$ 100 mil foi “Câmera Lenta”, quinto livro da autora carioca de 39 anos, publicado pela Companhia das Letras.

    Em segundo lugar, o português Bruno Vieira Amaral, autor do romance “Hoje estarás comigo no paraíso”, receberá prêmio de R$ 60 mil. O livro de poesia “A noite imóvel”, do português Luís Quintais, ficou em terceiro lugar, pelo qual ganhará R$ 40 mil. Fechando a lista, o quarto colocado é o poeta moçambicano Luís Carlos Patraquim, autor de “O deus restante”, premiado com R$ 30 mil.

    A cerimônia do Oceanos foi realizada ontem no Palácio da Ajuda, em Lisboa, com a presença do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, a ministra da Cultura portuguesa Graça Marques e o diretor do instituto Itaú Cultural, Eduardo Saron. A convite do Ministério da Cultura de Portugal, a reunião do júri e o evento de anúncio do resultado aconteceram pela primeira vez fora do Brasil, onde o prêmio foi criado em 2003 — inicialmente como prêmio Portugal Telecom. Desde 2015, ele é chamado de Oceanos.

    Nascida no Rio em 1979, além de poeta Marília Garcia é tradutora e editora. Em “Câmera lenta”, Marília reflete sobre a pesquisa do processo poético, exercitando o fluxo de pensamento e testando novos procedimentos para o texto.

    Além do livro premiado, ela publicou os livros “20 poemas para o seu walkman”, “Engano geográfico”, “Um teste de resistores” e “Paris não tem centro”. É responsável, com os poetas Angélica Freitas, Fabiano Calixto e Ricardo Domeneck, pela revista de poesia “Modo de Usar & Co.” Em 2015, fundou aLunaPARQUE Edições com o poeta Leonardo Gandolfi.


    0 0

    RIO — Astros da música negra desta década, Drake e Kendrick Lamar voltaram a fazer valer sua soberania na indústria pop ao liderarem as indicações ao Grammy 2019. Na lista divulgada nesta quinta-feira, dominada por hip-hop e r&b, eles concorrem a oito e sete prêmios, respectivamente, incluindo as principais categorias (música, gravação e álbum do ano). Até aí, nenhuma novidade. Mas é possível observar algumas tendências interessantes na longa lista com 84 categorias.

    Uma delas envolve o próprio Lamar. Aos 31 anos e vencedor de 12 Grammys, o rapper de Compton (que virá ao Brasil em abril para o Lollapalooza) não lançou álbum próprio em 2018 — diferentemente de Drake, que apareceu com o recordista do streaming “Scorpion” —, mas concorre por faixas que criou para a trilha sonora do blockbuster “Pantera Negra”, da Marvel. Lamar produziu e foi curador do álbum, além de cantar em grande parte das faixas, incluindo o hit “All the stars”, dobradinha com a revelação do r&b SZA. Links Grammy

    Assim como aconteceu no Globo de Ouro, “Pantera Negra” também vai ter que concorrer com “Nasce uma estrela” no Grammy. Destaque na trilha, a canção “Shallow”, com Lady Gaga e Bradley Cooper, aparece em quatro categorias, incluindo música e gravação do ano, e melhor performance de duo/grupo pop — Gaga ainda foi lembrada na disputa da melhor performance pop solo, com “Joanne”.

    A cantora, compositora e (agora mais do que nunca) atriz é uma das forças de uma lista recheadas de vozes femininas. Entre os oito indicados à principal categoria, a de melhor álbum, cinco são mulheres: Cardi B (por “Invasion of privacy”), Janelle Monáe (“Dirty computer”), Brandi Carlile (“By the way, I forgive you”), Kacey Musgraves (“Golden hour”) e a novata H.E.R. (“H.E.R.”). O mesmo acontece entre as revelações, com seis vozes femininas: H.E.R., Dua Lipa, Jorja Smith, Bebe Rexha, Margo Price e o duo Chloe x Halle.

    A ideia da Academia de Gravação de aumentar o número de indicados em algumas categorias (de cinco para oito) buscava incentivar exatamente uma lista mais pautada pela diversidade — para isso, também expandiu seu número de votantes. Tudo para aplacar as críticas recebidas após o (notoriamente) baixo número de mulheres indicadas, premiadas e escaladas para se apresentar em sua festa mais recente, em janeiro passado.

    Antes queridinha da Academia, que já a premiou com dez Grammys, Taylor Swift agora lidera o time de astros esnobados — que, muitas vezes, chama mais atenção que os próprios indicados. A ex-estrela country convertida em popstar viu seu álbum mais recente, “Reputation”, ser indicado apenas em uma categoria “menor”, a de melhor álbum pop vocal.

    Ariana Grande é outra que não deve ter ficado muito satisfeita na manhã de ontem. Apesar de figurar bem posicionado nas principais listas de melhores discos do ano já divulgadas, seu “Sweetener” também ficou de fora das maiores disputas. Ariana concorre com Taylor no melhor álbum pop vocal e ainda aparece como melhor performance pop solo, por “god is a woman”.

    Fechando a lista de grandes escanteados estão Kanye West, que disputa apenas como produtor do ano, apesar de ter lançado dois discos em 2018 (“ye” e “Kids see ghosts”, seu projeto com Kid Cudi), e o rock, gênero que mais uma vez terá que se contentar com suas categorias específicas.

    Nenhum artista brasileiro concorre diretamente ao Grammy 2019, mas o projeto “Heart of Brazil”, em que o clarinetista nova-iorquino Eddie Daniels homenageia Egberto Gismonti, disputa como álbum de jazz latino.

    A festa do Grammy está marcada para o dia 10 de fevereiro, em Los Angeles.


    0 0

    Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.

    0 0

    SÃO PAULO — "X-Men: Fênix Negra", longa-metragem inspirado em um dos arcos ficcionais mais famosos dos mutantes nos quadrinhos, ocupou boa parte do painel da Fox na Comic Con Experience (CCXP), na tarde desta sexta-feira, em São Paulo. Estavam presentes o diretor Simon Kinberg, e as atrizes Jessica Chastain e Sophie Turner.

    O ponto alto foi a exibição de 15 minutos do filme, trecho já projetado este ano na New York Comic Con. Entre as cenas, um plano de poucos segundos mostra o que seria, segundo o próprio Kinberg, uma favela no Rio de Janeiro. Ele só não disse se as cenas foram filmadas in loco ou a ambientação foi criada em estúdio.

    Trailer 'X-Men: Fênix Negra'

    Escrito por Chris Claremont e desenhado por John Byrne, a saga da Fênix Negra nos quadrinhos conta a história de como Jean Grey é afetada por uma entidade cósmica que a transforma em uma grande vilã. Na adaptação, a trama é basicamente a mesma, com algumas mudanças. Jean é interpretada por Sophie. A personagem de Jessica ainda segue sendo um mistério.CCXP_DIA2_THUNDER_FOX_DEPAULA-18.jpg

    Fã de quadrinhos, Kinberg fez seu nome no cinema como produtor e roteirista, inclusive de filmes da franquia dos X-Men, como "X-Men: Apocalipse" (2016), "X-Men: Dias de um futuro esquecido" (2014) e "X-Men: O confronto final" (2006). Para o cineasta, que com "Fênix Negra" faz sua estreia como diretor, a franquia tinha que ser reiniciada:

    — Essa história dos X-Men sempre foi a minha favorita — disse ele, durante o painel. — E precisava de um filme só dela.

    Embora pareça desdenhar de tudo que foi feito antes, Kinberg diz que gosta muito de boa parte dos filmes da franquia, especialmente dos filmes de Bryan Singer. E que o seu filme se aproxima mais de "Logan" (2017), o solo de Wolverine em um futuro distópico:

    — Tem uma pegada mais sobrenatural, mais fantástica, mais cósmica -- completou.

    Sophie Turner, que também está na série "Game of Thrones", no papel da rainha Sansa Stark, leu muito sobre esquizofrenia para compor Jean Grey. Segundo Kinberg, a atriz ficava ouvindo gravações de vozes para tentar entender a sensação de desequilíbrio emocional de uma pessoa com a personalidade dividida, como é o caso da personagem dela no filme.

    — Foi um desafio muito grande, mas também foi muito divertido — disse ela.

    Jessica Chastain, que fará uma vilã misteriosa, não falou muito sobre seu personagem:

    — Posso dizer que ela incentiva Jean a aceitar os seus poderes — falou a atriz, que era fã do grupo de mutantes, especialmente das mulheres que compunham o grupo. — E que luta com todos os X-Men. Essa é a parte mais divertida.

    O painel da Fox teve também prévias do longa “Dragon Ball Super Broly — O filme”, de “Alita — Anjo de Combate” e de “O Menino Que Queria Ser Rei”. Os dubladores brasileiros do anime de Dragon Ball, incluindo Wendel Bezerra, que faz a voz do personagem-título, estiveram presentes e fizeram uma brincadeira dublando ao vivo uma cena.


    0 0

    Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.

    0 0

    Quatro em cada dez brasileiros já pediram a outra pessoa pra fazer uma compra a crédito. Entre os requeridos mais comuns, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), estão pais, cônjuges e familiares. Mas também há na lista quem não se incomode de cutucar amigos ou colegas de trabalho e pedir: “dá pra me emprestar o cartão?” E o brasileiro faz o quê? Vai lá, libera, assina, topa. Porque o brasileiro não é só cordial: ele é um crédulo.

    Diferentemente do que dizem as pesquisas e especialistas, ouso afirmar que o brasileiro é o sujeito que mais confia no planeta. Algumas das maiores instituições nacionais são alicerçadas no fio do bigode.

    Os contratos de gaveta, por exemplo. Jabuticaba tão nossa quanto salário nababesco de magistrado, ele em princípio não vale nada, é só um papel assinado por dois sujeitos.

    Para quem não conhece, funciona assim: o Brasileiro nº 1 compra o imóvel e financia em seu nome; o Brasileiro nº 2 paga um montante para o nº 1, assina o tal contrato e assume as prestações. Mas, na letra fria da lei, o imóvel segue sendo do primeiro — que pode, num ato de má-fé, vender de novo a casa, resolver retomá-la ou ainda cometer a indelicadeza de morrer, deixando a cargo dos herdeiros a tarefa de honrar o escrito. O comprador também pode ter sua honestidade testada: se não pagar as prestações, sequer suja o nome na Serasa. Chutes não oficiais dão conta de que quase um terço das compras e vendas dos imóveis no Brasil esteja dentro de gavetas.

    Há maior prova de confiança do que essa? Há. E é outra instituição nacional, a maior loteria ilegal do mundo. Desde que surgiu no Rio, em meados de 1890, o jogo do bicho é uma contravenção. Mas só em 2014, segundo a estimativa mais recente da FGV, os brasileiros podem ter movimentado até R$ 2,8 bilhões em avestruzes, gatos, cavalos e elefantes. Nada obriga que o bicheiro pague o sonhador que acertou o milhar na cabeça (experimente ir à delegacia reclamar). E no entanto, com garantia zero, o apostador está lá, há 120 anos, fazendo uma fezinha. E, caso ganhe, recebendo.

    Somos crédulos, até demais. O brasileiro não confia é no establishment — e, convenhamos, por que deveria? Desde que botamos fé nos primeiros que aportaram aqui, lá em 1500, fomos saqueados, e assim nos sentimos até hoje, por governantes, empresas, pelo legalmente estabelecido que parece jogar contra nós o tempo todo. Tem recall de carro e de brinquedo de criança, ácido no leite, desvio de verba em obra pública, roubo mesmo, na cara de pau. Estão sempre tentando nos passar a perna, pô! Por isso, confiamos na pessoa física e desconfiamos da jurídica. Acreditamos no varejo, mas suspeitamos no atacado.

    Duvida? A gente não acreditou no zapzap e duvidou da imprensa? Então, pode crer: é verdade esse bilete.

    Clarissa Barreto é jornalista e escritora


    0 0

    O livro de estreia de Tommy Orange, “Lá não existe lá”, tem como principal mérito tirar o leitor do seu conforto e levá-lo para uma zona desconhecida e incômoda, área cinzenta de quem pertence e não pertence ao lugar. O romance narra a história de diversos nativo-americanos da Califórnia, urban indians (“índios urbanos”) como o próprio autor, que pertence às tribos Cheyenne e Arapaho.

    National Book Award

    Os personagens de Orange irão se encontrar em um trágico evento, onde o fácil acesso a armas de fogo é fatal. Eles narram suas histórias em primeira pessoa, exceto no dramático episódio do final, quando um narrador onisciente relata a catástrofe que une os destinos de cada um deles.

    O enredo mostra como vivem os indígenas atualmente, integrados e, ao mesmo tempo, excluídos do território que lhes pertencia, empurrados à margem. Antes que a história se inicie, nos deparamos com um prólogo em tom de manifesto.

    “Conhecemos o som da rodovia melhor que o dos rios, o uivo de trens distantes melhor que o uivo dos lobos, conhecemos o cheiro da gasolina e do concreto ainda úmido, o cheiro da borracha queimada melhor do que o cheiro do cedro, da sálvia ou mesmo do pão frito – que não é tradicional, assim como as reservas não são tradicionais, mas nada é original, tudo deriva de algo anterior, que já foi nada”, diz a introdução.

    Assim, já sabemos que o livro desfaz o estereótipo enfeitado com tinta, pena e cocar. O leitor brasileiro irá encontrar semelhanças com a atual situação dos nossos indígenas, mas há uma diferença substancial entre as mentalidades “médias” dos dois países. Se lá o índio urbano que escuta hip-hop é “normal”, no Brasil há quem condene indígenas por atitudes cotidianas como usar calçado e celular, que seriam exemplos falaciosos de como “não precisam mais” de suas reservas.

    Contos independentes

    O livro promove uma reflexão sobre a realidade, é fato. Porém, no campo da ficção, também merece elogios, como aqueles publicados pelo “New York Times” e que o levaram à final do National Book Award deste ano. O romance se organiza em capítulos dedicados exclusivamente a um personagem e narrados por eles. Alguns capítulos, se lidos isoladamente, poderiam passar por contos, como ocorre com o trecho “Baleia” de “Vidas Secas”(1938), obra-prima de Graciliano Ramos. Essa estrutura de capítulos “fechados” que se cruzam sutilmente e formam o conjunto orgânico de um romance também encontra semelhança em “Os limites do impossível”, do inventivo autor Aldyr Garcia Schlee, morto em novembro passado.

    Incensado pela crítica dos Estados Unidos, que definiu sua obra como um “épico”, Tommy Orange deveria seguir escrevendo sobre o tema. Como diz na abertura do livro, “fazer com que parassem nas cidades deveria ter sido o último e necessário passo para sua assimilação, absorção, apagamento, culminância de uma campanha genocida de quinhentos anos”. Porém, a “cidade os refez”.

    *Paula Sperb é doutora em Letras pela Universidade de Caxias do Sul

    2111851181.jpg

    “Lá não existe lá”

    Autor: Tommy Orange.

    Tradução: Ismar Tirelli Neto.

    Editora: Rocco.

    Páginas: 304.

    Preço: R$ 49,90.

    Cotação: Ótimo.


    0 0

    Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.

    0 0

    Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.

    0 0
  • 12/07/18--22:30: Em primeira mão
  • Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.

older | 1 | .... | 1036 | 1037 | (Page 1038) | 1039 | 1040 | .... | 1056 | newer