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    RIO - "In(in)Terrupto", "Rosário" e "Naitsu" são os indicados a melhor espetáculo da 1ª edição do Prêmio Cesgranrio de Dança. A lista foi divulgada nesta sexta-feira.

    O prêmio, que tem Ana Botafogo como madrinha, tem o objetivo de celebrar profissionais da área que tenham se destacado em cinco categorias, como melhor bailarino(a) e melhor coreografia. Os vencedores receberão R$ 12 mil.

    Os nomes divulgados nesta sexta vão concorrer com os indicados do segundo semestre, e a cerimônia de premiação acontece em 2019, em data a ser definida.

    O júri é formado por Adriana Pavlova (jornalista), Marcelo Misailidis (coreógrafo e bailarino), Paula Mori (diretora artística do Centro Coreográfico do Rio de Janeiro da Secretaria Municipal de Cultura), Caio Nunes (presidente do Sindicato dos Profissionais da Dança do Estado do Rio de Janeiro) e Rubens Barbot (especialista em dança afro) são os demais jurados do Prêmio.

    Veja a lista de indicados:

    Melhor coreografia

    "Still Reich" / "Keta"

    "Boca de Ferro"

    "O Instante do Aquilo"

    Melhor espetáculo

    "In(in)Terrupto"

    "Rosário"

    "Naitsu"

    Melhor bailarina

    Mônica Burity, pelo espetáculo "Fauno"

    Marina Salomon, pelo espetáculo "Naitsu"

    Liana Vasconcelos, pelo espetáculo "Grandes compositores em movimento"

    Carolina de Sá, pelo espetáculo "Still Reich" / "Keta"

    Melhor bailarino

    Tiago Oliveira, pelo espetáculo "Fauno"

    Elton Sacramento, pelo espetáculo "Linha Primitiva"

    Ícaro Goya, pelo espetáculo "Boca de Ferro"

    Márcio Jahú, pelo espetáculo "Still Reich" / "Keta"

    Categoria especial

    Renato Machado, pela iluminação no espetáculo "In(in)Terrupto"

    Paulo Cesar Medeiros, pela iluminação no espetáculo "O Instante do Aquilo"

    Fabiano Carneiro, pela gestão artística do Teatro Cacilda Becker

    André Gracindo, pela coordenação do Festival EntreDança do Sesc Rio


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    RIO — O objeto com dois discos unidos no qual se prende um fio existe desde a Grécia Antiga. Mas foi só em 1928, na Califórnia, que ganhou o formato moderno e o nome de yo-yo — no Brasil, ioiô.

    O produto foi patenteado pelo imigrante filipino Pedro Flores — e bombou. Em 1932, auge da Grande Depressão, Flores vendeu a marca por US$250 mil — US$ 4 milhões atuais.

    Nos 90 anos desde seu batismo oficial, o ioiô viveu altos e baixos. Saiu de moda antes da Segunda Guerra, virou mania nos anos 1960, submergiu e voltou com tudo nos anos 1980, quando a Coca-Cola fazia ações de marketing com brindes e experts que ensinavam aos jovens manobras como “balanço” e “dorminhoco”. 79172976_SC mais -- olhar -- ioiô 90 anos -- iôiô Tiffany%27s New York (1).jpg

    Vice-presidente da Associação Brasileira de Ioiô, o paulista Ancelmo Gomes ressalta que, hoje, “o ioiô vive outro momento”. Se crianças o ignoram, ganham espaço acirrados campeonatos nacionais e internacionais — estes, dominados por Japão e EUA. 79222889_SC - ioiô verde Pedro Flores.jpg

    — Não vemos ioiô como brinquedo. É equipamento esportivo — diz Gomes.

    Designer de capas de discos de Charlie Brown Jr. e CPM 22, ele se orgulha de hoje viver “100% do ioiô”, com suas apresentações ou promovendo eventos e campeonatos. Dono de mais de 200 peças, semana passada Gomes cometeu “uma extravagância” para completar sua coleção.

    — O cara queria R$ 400. Paguei R$ 100 e repassei a ele um item raro, de alumínio, que vale ao menos R$ 150. Doeu um pouco, mas consegui um Russell de 1987 — diz Gomes, orgulhoso.


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    RIO — Havia um pequeno ponto vazio no rico currículo do poeta, ensaísta, crítico e imortal da Academia Brasileira de Letras Antonio Carlos Secchin. Não há mais. O ocupante da cadeira 19 lança neste sábado, às 16h, na Livraria da Travessa de Botafogo, o seu primeiro livro infantil, “O galo gago”. Com a estreia, o autor se lançou em um desafio: o de compor, em versos, um enredo que agradasse às crianças e pudesse ser lido com prazer pelos adultos.

    O resultado é uma história carregada de generosidade e espírito de união, nadando contra a corrente em tempos de ódio e divisões. Por causa de sua gagueira, um galo não consegue chamar o sol. A noite fica sendo obrigada a retardar o dia, deixando todos os bichos do campo apreensivos. Mas, em vez de brigar com a pobre ave e a excluí-la do grupo, eles se mobilizam para, juntos, resolver o impasse com solução criativa para fazer o dia raiar novamente.79221858_ilustração do livro o galo gago de antonio carlos secchin.jpg

    — A ajuda ao outro, o altruísmo, acaba revertendo em benefício de toda a comunidade — diz Secchin, autor de livros como “Diga-se de passagem” (1988) e “Escritos sobre poesia e alguma ficção” (2003). — Importante notar que o galo não se “cura”: não há cura onde não há doença, e, sim, diferença.

    Escrever uma fábula também é novidade para Secchin — em sua obra poética, ele nunca havia navegado por essa área. Para isso, contou com as ilustrações leves de Clara Gavilan, que conduzem o texto pelas correntes da fantasia, mas sem sobrecarregá-lo. Não por acaso, há uma jogada metalinguística no final, quando o próprio escritor é expulso da história pelos bichos, que começam a festa quando o dia finalmente nasce. É como se o autor perdesse o controle sobre a sua própria obra.

    — A rigor, não sei se escrevi essa fábula, ou se ela se escreveu e eu apenas registrava o que ela me dizia — revela o autor. — Admito que contribuí, ao menos, com o título (risos), cuja sonoridade me pareceu atraente. A partir daí, os bichos assumiram o comando.

    Ao lembrar da infância, Secchin nota que suas primeiras leituras foram quase todas em prosa. Histórias clássicas de reinos povoados de princesas, pesadelos, dragões e promessas de felicidade. E muito Monteiro Lobato, como “Os doze trabalhos de Hércules” e “A reforma da natureza”. Mesmo admirando o gênero, porém, o autor não consegue, atualmente, acompanhá-lo de perto.

    — Não tenho condições de seguir, infelizmente, a produção infantojuvenil contemporânea, o que não me impede, por indicações esparsas de amigos, de perceber o alto nível de fabulação e linguagem que ela pode atingir. Injustamente acusada de “literatura menor”, é cada vez mais estudada na Universidade — diz Secchin.79221848_capa de o galo gago de antonio carlos secchin.jpg

    “O galo gago”

    Autores: Antonio Carlos Secchin e Clara Gavilan (ilustrações). Editora: Rocco. Páginas: 40. Preço: R$ 34,90. Lançamento: Hoje, 16h, Livraria da Travessa Botafogo.


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    RIO — Um pai, dois filhos, um livro. “Amoras”, de Emicida — um passeio pelo jardim que desperta a autoestima de uma menina negra. Danilo, de 8 anos, recebe com desconfiança a notícia de que o sujeito que ele conhece como rapper se aventura também como autor infantil. João, de 10, reage com curiosidade.

    Desconfiança e curiosidade, motores do conhecimento. A leitura começa, inspirada por algumas das primeiras palavras do livro: “Não há melhor palco/ Para um pensamento que dança/ Do que o lado de dentro/ Da cabeça das crianças”.

    (Celular sobre a mesa, aplicativo do gravador)

    João: O que é isso, pai?

    Leonardo: Tô gravando.

    Danilo: Pra quê?

    Leonardo: Pra botar no jornal nossa conversa.

    (“Forte como um lutador no ringue/ E gentil como Martin Luther King”)79206207_SC - ilustração do livro Amoras do rapper Emicida.jpg

    João: Quem é Martin Luther King?

    Leonardo: Foi um pastor que lutou pelos direitos civis dos negros. Ele lutava para que negros e brancos fossem tratados como iguais. Pregava o amor e a não violência e acabou assassinado. Não aceitaram que um negro defendesse a igualdade. Mas ele não morreu em vão, foi inspiração pra muitas pessoas.

    Danilo: Essa é uma das frases destacadas no livro (“Nada foi em vão”).

    João: Emicida destacou umas frases pra dar mais impacto. As pessoas pensam melhor no que está sendo dito.

    Leonardo: Aqui atrás tem um glossário, explicando Obatalá, Zumbi dos Palmares, Martin Luther King... Vocês conheciam Obatalá, o orixá que criou o mundo?

    João e Danilo: Não.

    Leonardo: Vocês conhecem a criação da Bíblia, né? De Deus ter criado o mundo em sete dias e tal, Adão e Eva... Mas apesar de terem 10 e 8 anos, nunca ouviram falar de Obatalá. Por que vocês acham que isso acontece?

    João: Não sei.

    Leonardo: Se a história fosse contada pelos índios, vocês acham que eles iam falar que o descobrimento do Brasil foi em 1500?

    Danilo: Não, né? (risos)

    João: Eu concordo com os índios, não foi em 1500.

    Leonardo: A gente aprende 1500 porque foram os portugueses que venceram, que ficaram com a terra. São eles que contam a história. Então, porque vocês acham que nunca ouviram falar em Obatalá?

    Danilo: Os negros eram escravos no Brasil.

    Leonardo: Isso. E as pessoas que tinham poder na sociedade queriam saber só de sua própria cultura, de seus próprios deuses. E isso teve efeitos, até hoje não aprendemos na escola sobre os orixás.

    Danilo: Eu conheço Zeus, Poseidon, Ártemis, Hermes...

    Leonardo: Pra você ver, conhecemos mais a mitologia greco-romana do que a afro-brasileira. O mesmo acontece com personagens históricos, como Martin Luther King, que vocês não conheciam. Vou mostrar um vídeo.

    (YouTube, “martin luther king tenho um sonho”, discurso de 28 de agosto de 1963)

    Leonardo: Vejam que forte que Martin Luther King fala: “Com essa fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ser presos juntos, defender a liberdade juntos, sabendo que um dia haveremos de ser livres.”

    Danilo: O livro se chama “Amoras” porque quanto mais preta mais doce. Quanto mais preta mais gentil.

    Leonardo: Gentil? É verdade, não tinha pensado nisso, mas doce é sinônimo de gentil também.

    João: Emicida mexe bem com as palavras, faz rap, faz poesia... O livro é uma grande poesia. A escrita tem a ver com rap, mas o desenho não.

    Leonardo: Mas a ilustração não parece grafite?

    Danilo: É, parece.

    Leonardo: Então! Grafite é do universo do rap!

    João: Então parece (risos).79209022_SC - cultura para crianças - livro emicida cia das letras.jpg

    Danilo (folheando): Por que tem um ponto de exclamação no rosto deles? (Aponta pras ilustrações.)

    Leonardo: Não é ponto de exclamação, é uma sombra, um brilho no rosto. Mas parece, né? Agora tô pensando: será que o ilustrador quis botar de propósito parecendo um ponto de exclamação? Pode ser.

    “Amoras”

    Autor: Emicida. Ilustrações: Aldo Fabrini. Editora: Cia. das Letrinhas. Páginas: 44. Preço: R$ 29,90. Cotação (unânime): Bom.


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    RIO — Selecionamos livros, bandas, filmes e programas culturais dos últimos anos para estimular a cabeça de pais e filhos que não aguentam mais fazer maratonas de Galinha Pintadinha’ todo fim de semana. Info - Segundo Caderno 06.10


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    RIO — Flávia Lins e Silva era detetive, autora de diários, viajante interplanetária, exploradora de matas e uma das “Panteras”. Depois, cresceu e virou jornalista. Aí, cresceu mais um pouco e voltou a ser detetive, autora de diários, viajante interplanetária... Há 17 anos ela inventa histórias para livros, séries e filmes infantis. A primeira foi “Diário de Pilar na Grécia”, que acaba de virar peça, com estreia neste sábado no Teatro dos Quatro, na Gávea, e Miriam Freeland no papel principal. A personagem, aliás, já tem nova aventura no forno e vai se tornar série de animação no National Geographic Kids em 2020.

    Outro grande sucesso da autora é “Detetives do Prédio Azul”, que estourou como série no Gloob, chegou aos cinemas com uma das maiores bilheterias do ano passado e tem continuação prevista para dezembro. Enquanto isso, Flávia escreve a série “Valentins”, em parceria com a atriz Cláudia Abreu, também no Gloob, e inventa outras histórias em Portugal, onde vive. Já tem 15 livros publicados, entre eles o premiado “Mururu no Amazonas”. Links crianças SC+

    Como você contaria sua história para as crianças?

    Contaria que adorava brincar de ser detetive, sempre escrevi diários, viajava na rede de casa com meus irmãos para muitos planetas, explorava a mata da Gávea com meu primo Pedro, me vestia de “Escrava Isaura” e imitava as “Panteras”com minha prima Luisa. A gente se divertia muito na infância, e guardo esse gostinho bom até hoje.

    Como foi a transição do universo dos fatos para a ficção?

    Fiz jornalismo porque era a maneira de viver da escrita. Mas dei a sorte de um dia ter um conto transformado em roteiro, que virou o primeiro curta-metragem que escrevi: “Dedicatórias”, com Zezé Polessa, que levou kikito de melhor atriz em Gramado. No jornalismo, a gente acaba narrando o que já aconteceu. Mas, na ficção, acontece o delicioso exercício do “E se…?” Pensar no que não existe, imaginar o que poderia ser. Acho o poder da ficção fabuloso.

    Sua ida para Portugal , há dois anos, foi uma maneira de fugir da realidade do Brasil e abrir um “e se” na sua carreira?

    Vim morar em Portugal porque minha pátria é a língua portuguesa, como diria Fernando Pessoa, meu mestre. Acho lindo o encontro do português falado e escrito de muitas maneiras. O de Cabo Verde, de Moçambique, de Angola, por exemplo. Portugal está vivendo um momento esplendoroso. E é muito gostoso, para quem escreve em português, estar no centro desse encontro. Links relacionados

    Reescreveria alguma coisa na história da literatura infantil?

    O Brasil tem uma literatura infantojuvenil espetacular. Monteiro Lobato abriu caminho para muitos escritores, a revista “Recreio” trouxe uma leva de craques, minha geração deve muito às anteriores. Antes, os livros não chegavam tão facilmente ao Brasil. Li “O Hobbit” importado de Portugal. Hoje, os livros viajam mais facilmente, ainda mais eletronicamente.

    As crianças têm menos preconceitos que os adultos?

    Sim, elas estão mais abertas a conhecer o mundo. O beijo do príncipe na Bela Adormecida, por exemplo, é mais do que um beijo, é um despertar. Não é para ser entendido literalmente. Vamos banir “Flicts”, do Ziraldo, porque aquela cor não existe? No Brasil a situação é mais grave. Onde há menos investimento na educação, o problema é maior: faltam bibliotecas e mediadores de leitura.

    Como vê seus leitores?

    Acho que os leitores de hoje têm contato com temas bem mais delicados desde muito cedo. Para eles, não tem tabu. Pode-se falar sobre qualquer assunto, desde que com a abordagem certa: morte, diferenças, inclusão, loucura... As crianças estão abertas, os mediadores, sejam pais ou professores, é que eventualmente não estão.

    Após anos escrevendo livros, você apostou na TV e chegou ao cinema e ao teatro. Como transita entre estas várias formas de linguagem?

    Nos livros, podemos acompanhar o fluxo de pensamento dos personagens, com uma aproximação mais intimista da história. Nos roteiros, ação é fundamental. E os Detetives do Prédio Azul, por exemplo, estão sempre em ação. Já são mais de 300 casos num só prédio! Agora, com “Diário de Pilar” virando série de animação, está sendo um desafio pensar mais visualmente do que em palavras, algo realmente novo para mim. O audiovisual é parceiro. Uma mídia leva a criança à outra.

    Que livros da sua infância recomendaria para sua filha?

    Tenho certeza de que Paloma vai adorar “Nicolau tinha uma ideia”, da Ruth Rocha, “Menina bonita do laço de fita”, da Ana Maria Machado, e, claro, “Flicts”.


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    SÃO PAULO — Com mais de 300 filmes selecionados, a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciou neste sábado a programação completa de sua 42ª edição, que acontece de 18 a 31 de outubro, na capital paulista. Entre os principais destaques estão os vencedores dos mais importantes festivais internacionais do mundo, como Berlim, Cannes e Veneza. Também fazem parte da lista 18 títulos indicados por seus países para disputar uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano que vem — incluindo o representante brasileiro, "O Grande Circo Místico", de Cacá Diegues.

    Vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza, “A favorita”, do grego Yorgos Lanthimos, será exibido na abertura do evento, dia 17, no Auditório Ibirapuera, em sessão para convidados. “Roma”, de Alfonso Cuarón, que levou o Leão de Ouro no festival italiano, encerra a programação no dia 31, após a premiação.

    roma-2018-0014.jpg

    No início do ano, o longa de Cuarón esteve no centro de uma polêmica entre a direção artística do Festival de Cannes e a Netflix, produtora do longa. Cotado para participar da mostra competitiva, o filme acabou sendo retirado da programação. Isso porque uma nova regra imposta pelo festival passou a exigir que as produções selecionadas tenham exibição garantida nos cinemas.

    — É uma questão que teríamos de enfrentar, mais cedo ou mais tarde. Mas, para mim, o que importa é o filme, que ele seja visto — diz Renata Almeida, diretora da Mostra.

    poster42MostraRGB.jpgOutros laureados que fazem parte da mostra são “Não me toque”, da romena Adina Pintilie, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, e “Uma terra imaginada”, de Siew Hua Yeo, de Cingapura, que levou o Leopardo de Ouro em Locarno, além de “Infiltrado na Klan”, de Spike Lee, e “A casa que Jack construiu”, de Lars von Trier.

    Palma de Ouro em Cannes, “Assunto de família”, do japonês Hirokazu Kore-eda, também estará na seleção. Kore-eda, aliás, será homenageado com o Prêmio Humanidade, pelo conjunto e a natureza humanista de sua obra. A mesma homenagem será concedida ao médico oncologista Drauzio Varella por sua relação com a escrita e o audiovisual.

    Ainda no capítulo homenagens, o iraniano Jafar Panahi, que não pode sair de seu país por determinação judicial, receberá o Prêmio Leon Cakoff. Ele terá seu filme mais recente, “3 faces”, ganhador do prêmio de melhor roteiro em Cannes, exido na programação. Saiba mais

    'Central do Brasil', 20 anos depois

    O cinema brasileiro também vai comemorar várias efemérides durante a mostra. “Central do Brasil”,de Walter Salles, comemora 20 anos com a exibição de cópia restaurada, com a presença do diretor e parte do elenco. Também serão exibidas cópias restauradas de “O bandido da luz vermelha”, de Rogério Sganzerla, e “O bravo guerreiro”, de Gustavo Dahl, que comemoram 50 anos, além de “Feliz ano velho”, de Roberto Gervitz, que completa 30 anos.

    A tradicional exibição ao ar livre, marcada para o dia 27, com projeção na parede externa do auditório, será do clássico “A caixa de Pandora” (1929), do alemão Georg Pabst, com Louise Brooks no papel de Lulu. O acompanhamento musical ficará a cargo da Orquestra Jazz Sinfônica.

    A artista multimídia Laurie Anderson, viúva de Lou Reed, assina o pôster da 42ª Mostra. A imagem mostra parte da instalação em realidade virtual "Chalkroom", assinada por Laurie e pelo artista taiuanês Hsin-Chien Huang, que também será apresentada durante o evento.


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    RIO — Um quadro do misterioso artista britânico Banksy se autodestruiu parcialmente logo após ser leiloado por mais de um milhão de libras na sexta-feira à noite pela Sotheby's House em Londres.

    O martelo tinha acabado de ser batido quando a obra, uma reprodução em tinta acrílica e spray de uma das imagens mais famosas de Banksy, "Menina com balão", começou a deslizar por um triturador de papel escondido. De acordo com a casa de leilões ela foi apenas parcialemnte rasgada.

    Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver a reação do público, entre a estupefação e o divertimento, imortalizando o momento com suas câmeras enquanto dois funcionários da casa de leilões se aproximavam para retirar o trabalho.

    Obra bansky

    — Pode-se dizer que acabam de nos "banksear" — reagiu Alex Branczik, gerente da casa de leilões, em comunicado.

    Links artes visuais

    A peça havia sido comprada por 1.042 milhão de libras (aproximandamente R$5 milhões). O próprio Banksy comentou sobre a peça no Instagram, onde postou uma foto do momento com a legenda que pode ser traduzida como "dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido".

    "É certamente a primeira vez na história dos leilões em que uma obra de arte se autotritura automaticamente após o martelo", publicou a casa de leilões em um comunicado.

    Banksy, artista e grafiteiro de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, é conhecido por sua arte urbana irônica e engajada, embora sempre tenha mantido sua identidade sob estrito sigilo. Algumas de suas criações foram leiloadas por somas vertiginosas.


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    RIO — Montserrat Caballé, diva mundial da ópera, faleceu neste sábado (6) em Barcelona, aos 85 anos. Em mais de meio século de carreira, deslumbrou fãs com interpretações de Puccini e Verdi nos palcos mais prestigiados do mundo.

    Segundo a imprensa local, ela estava internada desde meados de setembro no hospital de Sant Pau, em Barcelona, devido a problemas na vesícula. A soprano espanhola, de origem catalã, sofreu recentemente um acidente vascular cerebral e estava aposentada dos palcos há alguns anos.

    Após a notícia da morte, muitas personalidades prestaram homenagem à artista. O cantor catalão José Carreras, de 71 anos, muito próximo de Caballé, afirmou estar "muito triste" com a morte desta "artista única", que o ajudou no início de sua carreira como tenor.

    — De todas as sopranos que assisti ao vivo, nunca ouvi ninguém cantando como Caballé — disse o tenor à rádio Catalunya.

    O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, lamentou a morte de "uma grande embaixadora de nosso país, uma soprano reconhecida internacionalmente". A Casa Real celebrou "a melhor entre os melhores", uma "grande dama da ópera, lenda da cultura universal".

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    Em Madri, o Teatro Real anunciou que dedicará a ela a ópera "Fausto" deste sábado "como homenagem simbólica a sua grandeza". A cantora catalã dividiu o palco com Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras, e se e se apresentou em alguns dos mais prestigiados palcos do mundo, entre eles a Staatsoper de Viena, o La Scala de Milão, a Ópera de Paris, o Covent Garden em Londres, o Bolshoi de Moscou e o Teatro Colón de Buenos Aires.

    O início foi complicado para a cantora nascida em 12 de abril de 1933 em Barcelona, em uma família muito modesta. Problemas econômicos quase a obrigam a deixar a música. Mas, graças ao patrocínio de um empresário do setor têxtil, conseguiu se formar no Liceo de Barcelona, que sempre considerou sua casa e onde se apresentou mais de 200 vezes.

    “Estreou na Ópera Basileia (Suíça) em 1956 com "La Bohème", de Giacomo Puccini, e, em 1962, depois de viver dois anos em Bremen (Alemanha), estrelou a ópera "Arabella", de Richard Strauss, em seu amado Liceo. Três anos depois, conquistou Nova York quando substituiu Marilyn Horne em "Lucrecia Borgia", de Donizetti.ti.

    Montserrat Caballé não se limitou à ópera. Em 1988, surpreendeu o mundo ao gravar com Freddie Mercury, o vocalista do Queen, o álbum "Barcelona". O single desse disco se tornaria o hino dos Jogos Olímpicos de 1992 na capital catalã.

    Caballé com Mercury

    Os últimos anos da vida da cantora foram difíceis por problemas de saúde e com o Tesouro espanhol. Em 2010, reconheceu que deixou de pagar ao fisco mais de 500mil euros de concertos realizados no exterior. Após um acordo com a justiça espanhola, em dezembro de 2015, foi condenada a seis meses de prisão (sentença que não precisou cumprir) e a uma multa de mais de 250mil euros.

    O serviço fúnebre de Barcelona informou que o velório da cantora será no domingo às 14h (9h de Brasília) na funerária Les Corts. O funeral está marcado para segunda-feira no mesmo local ao meio-dia.


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    RIO - Transmitida pela primeira vez no Reino Unido em 1963, a série de TV “Doctor Who” é uma ficção científica sobre um alienígena capaz de viajar no tempo. Mas se há algo capaz de simbolizar a destreza do personagem, um dos mais queridos dos britânicos, de se ajustar a qualquer época, é a escolha de quem vai encarná-lo em 2018: pela primeira vez em 55 anos, o “Doutor” é uma mulher, a atriz Jodie Whittaker, de 36 anos. Com os fãs que argumentam que a escolha seria uma “traição” ao passado, Whittaker não perde tempo:

    — Não preciso responder quem pensa assim. A série tem uma história tão rica de mudanças e progressões que eu suponho que, se você é um fã, então você entende que esta escolha não vai contra nada que você ama.79056651_SC - Nova temporada de Doctor Who estrelada por Jodie Whittaker.jpg

    Ao falar em “mudanças” e “progressões”, Jodie faz alusão a uma particularidade de “Doctor Who” que ajuda também a explicar por que a atração é tão longeva. Em seus primórdios, o Doutor era interpretado por William Hartnell (1908 – 1975). Quando o ator precisou ser substituído por causa de sua saúde frágil, a solução encontrada pelos produtores da BBC foi explicar que o alienígena era capaz de se “regenerar”, assumindo novas aparências quando conveniente. seriesTV

    Criada no improviso, a habilidade do alien foi crucial para que a série pudesse se atualizar e, no melhor estilo de James Bond, outro bastião britânico, servir para consagrar novos atores. Entre escolhas recentes certeiras, por exemplo, estiveram David Tennant (o vilão Killgrave de "Jessica Jones") e Matt Smith ( hoje mais conhecido como o príncipe Philip em “The crown”). Agora, a bola está com Jodie: pouco conhecida fora dos domínios de Elizabeth II, a atriz tem sido assunto desde julho do ano passado, quando seu nome foi anunciado como o 13º Doutor. Até o seu salário virou notícia: em meio à luta por igualdade salarial em Hollywood, a atriz já garantiu que vai receber a mesma coisa que Peter C apaldi , seu antecessor no papel (ele, segundo o jornal britânico “The independent”, recebia por ano entre 200 mil e 249 mil libras). Para Whittaker, o papel do doutor não possui rótulos de gênero.

    — Estou vivendo um alien, então ninguém é tecnicamente qualificado para interpretá-lo, seja homem ou mulher — defende.

    Alcance mundial

    Ao por a questão de gênero em pauta em “Doctor Who”, a BBC também encontrou a oportunidade perfeita para ampliar o interesse pela atração fora do Reino Unido. Aqui no Brasil,a 11ª temporada estreia neste domingo em grande estilo: em uma parceria com o Cinemark, o primeiro episódio será exibido em 65 cinemas em todo o país. Também a partir deste domingo, o episódio poderá ser assistido na plataforma de streaming Crackle, disponível para clientes de operadoras de TV a cabo mediante assinatura. Para Whittaker, a série de fato ganhou um apelo global nesta temporada.

    — Se você nunca assistiu antes, a hora é agora porque nós estamos com tudo novo e descobrindo tudo ao mesmo tempo que os novos fãs. Há pessoas de toda parte do mundo na série, e isso pode levar a uma nova audiência. Trailer - Doctor Who S11

    Para a atriz, outro diferencial da atração é apostar no otimismo, em tempos em que distopias parecem dominar a cena cultural.

    — Eu amo que o Doutor seja um pacifista, o que é raro para o gênero de ficção científica. O desejo de se superar e a capacidade de continuar otimista é algo necessário na nossa sociedade, por causa de tudo que acontece na vida real.


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    RIO — "Nasce uma estrela", que estreia quinta nos cinemas brasileiros, saiu dos festivais de Veneza e Toronto como o exemplar do cinemão americano mais bem posicionado para a temporada de prêmios. Impulsionado pelo carisma de Lady Gaga, pela primeira vez protagonista de um longa, e a aprovação pela crítica da estreia do galã Bradley Cooper na direção, o musical é pule de dez para o Oscar.

    Filme, trilha sonora — pensada sob medida para destacar ao máximo a voz da pop star (sim, prepare os lencinhos) — canção original, diretor, atriz, ator (o mesmo Bradley, na pele de um ídolo country atormentado) e ator coadjuvante (Sam Elliott) são categorias em que a produção lidera a bolsa de apostas para a temporada de premiações do cinema americano.

    — O epicentro do filme é, claro, Lady Gaga. Mas a primeria vez em que vislumbrei meu “Nasce uma estrela” foi há seis anos, em um show do Metallica. Estava atrás da batera do Lars (Ullrich) e me toquei de que jamais havia visto um filme com números musicais mostrados majoritariamente do palco, vistos da perspectiva de quem está lá — diz o ator de 43 anos. — Ao mesmo tempo, queria também contar uma história de amor. Aí vi Annie Lennox cantando “I put a spell on you” (em 2014). As veias do pescoço dela pulsavam. Aquilo era tão real. Decidi tentar fazer algo daquele jeito, um filme que busca revelar aquilo que não pode mais se esconder.

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    Não que os talentos dramáticos de Gaga, 32 anos, sejam exatamente uma descoberta. Além do palco e dos clipes, suas parcerias bissextas com o amigo Robert Rodriguez lhe deram a cancha necessária para o dueto com Cooper. Mas o retorno a uma história contada outras quatro vezes em Hollywood é calcado também em metáfora tão óbvia quanto poderosa. Cooper, Gaga, os produtores do filme (entre eles um certo Clint Eastwood) e os milhares de fãs da pop star sabem que o longa sugere o nascimento de uma nova estrela em Hollywood. Não por acaso, os protagonistas iniciais da produção eram o próprio Clint e uma certa Beyoncé.

    — Antes de entrar no palco para cantarmos juntos “Shallow”, em uma das cenas mais marcantes do filme, o personagem de Bradley me diz: “tudo o que você precisa fazer é confiar em mim”. Foi, de certa maneira, exatamente o que fazia todos os dias no set de filmagem — conta Gaga.

    Cooper não fez feio

    A dupla se uniu para reviver um enredo simples que, desde a década de 1930, prende plateias mundo afora. Veículo de reinvenção, em diferentes estágios de suas carreiras, de gente graúda, como Judy Garland e Barbra Streisand, a história gira em torno de dois opostos. Cooper é Jackson, o cantor famoso e decadente em processo de autodestruição, incapaz de domar seus demônios internos, e Gaga vive Ally, a jovem garçonete com voz de veludo que pode ser sua redenção.

    Links 'Nasce uma estrela'

    Durante o processo de testes para conseguir o papel, Gaga começou a entender o que Cooper buscava. Deixou de lado a maquiagem e recuperou o tom natural dos cabelos, mais escuros do que a de sua persona pop.

    — Não vou dizer que foi um processo fácil para mim, mas certamente teve sua dose libertadora — diz Gaga.

    Há 17 composições originais em “Nasce uma estrela” e um clássico do repertório de Edith Piaf, “La vie en rose”, que entrou no cardápio musical do filme depois de Cooper ver Gaga entoar o hino em um evento beneficente. Também vem da vida real a decisão de retratar o encontro dos personagens em um inferninho drag típico do Lower East Side, palco para o surgimento de uma jovem Gaga na década passada.

    A indústria cultural americana — que tem seu quintal informal no Festival de Toronto — é autorreferente por natureza e jamais se avexou em olhar descaradamente para seu próprio umbigo. Fatores que contam em favor deste “Nasce uma estrela”. Seu interesse nas contradições do processo criativo de um pop star é ímã poderoso para incrementar bilheterias e amealhar votos. E, quem sabe, destoe da tela ao celebrar, no início do ano que vem, uma história com final feliz no tapete vermelho mais disputado de Hollywood.


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    RIO — A história é a mesma: enquanto a garota caminha rumo ao estrelato, o sujeito que a ajuda a subir... cai. Ela vira mesmo uma estrela; ele, consumido pelo álcool, se acaba. Das quatro primeiras versões de “Nasce uma estrela”, a imediatamente anterior à que estreia esta semana, lançada em 1976, é a única com uma “atualização” que muda a história dele: em vez de álcool, drogas mais pesadas; e em vez de suicídio, o ostracismo. De qualquer forma, é quase inexplicável a atração de Hollywood por este enredo tão óbvio e tão sem charme. Até o momento, os críticos tinham lá suas razões para não gostar do que haviam visto.

    Primeiro foi “A verdade sobre Hollywood”, dirigido por George Cukor em 1932. Constance Bennett é a garçonete que vira atriz de sucesso. Lowell Sherman, o produtor que submerge, bebe o filme todo e se mata com um tiro.

    Links 'Nasce uma estrela'

    As roteiristas, Adela Rogers St. John e Jane Murfin, foram indicadas ao Oscar e perderam. Fora isso, ninguém mais falou sobre o filme. Até que David O. Selznick convenceu William Wellman a voltar à história em 1937.

    Desta feita, apesar do nariz torcido da crítica, o filme fez sucesso. Janet Gaynor já não era a namoradinha da América, mas ainda tinha público. Fredric March, bom ator, também. Nesta versão, ele, produtor, se afoga. Os dois foram candidatos ao Oscar, assim como Wellman. Mas, numa dessas surpresas que a Academia costuma fazer, o prêmio ganho pela segunda versão foi o de história... original. Quatro eram os autores, um deles, Dorothy Parker.

    Judy Garland foi a atração da terceira versão, em 1954. Era seu primeiro filme depois de ter sido demitida da Metro. Nele, é em tudo a estrela. James Mason, o ator decadente, também se afoga no final. Foram seis as indicações para o Oscar, todas preteridas. Lamentou-se a derrota de Garland para Grace Kelly em “Amar é sofrer”. Seria, talvez, seu melhor papel no cinema, uma atriz cantora como jamais fora na Metro. Lamentou-se, também, que “The man that got away”, de Harold Arlen e Ira Gershwin, perdesse a estatueta de melhor músicapara a açucarada “Three coins in the fountain”.

    A quarta versão, dirigida por Frank Pierson em 1976, foi mesmo uma tentativa de adaptar o dramático sobe e desce dos personagens centrais àquela década. Barbra Streisand aposta tudo no filme, e realmente atua como uma estrela. Kris Kristofferson também funciona como roqueiro drogado. A química entre os dois, porém, não agradou à crítica. Ambos ganharam o Globo de Ouro. O filme (na categoria musical) e a trilha, a mesma coisa. Já o Oscar foi apenas para a canção “Evergreen”, de Streisand, com Paul Williams.


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    RIO — Lucy Ramos sabe que tem um jeito doce. Por isso, ao confirmar que assumiria o papel da advogada linha-dura Vanda, a Vandeca Pitbull da novela “O tempo não para”, decidiu fazer aulas de fonoaudiologia para ganhar mais firmeza na voz.

    — Este é um dos textos mais difíceis que já peguei, e a personagem tem uma postura diferente. Em outras novelas, fiz mulheres humildes, sofredoras... Agora, é minha chance de mostrar outra faceta. Me preocupo em falar os termos corretamente e com propriedade — explica a atriz, de 36 anos.

    Links Lucy Ramos

    O jeito afável não diminui o peso do poder de decisão na personalidade de Lucy. Prova disso foi seu casamento com o ator, roteirista e diretor Thiago Luciano, de 38 anos, um mês após os dois se conhecerem, em 2006. Ele, no ar na novela “O profeta”, e ela, em “Sinhá moça”, uniram-se 12 anos atrás.

    A carreira começou por caminhos curiosos, aos 16 anos. A ex-moradora da Zona Leste de São Paulo era zagueira de um time de futebol, e foi indicada pelo seu treinador para trabalhos como modelo. Aprovada numa grande agência, acabou sendo encaminhada para a interpretação.

    Atualmente, além das 12 novelas do currículo, Lucy também é influenciadora digital. Na conta “Segundas cacheadas”, no Instagram, ela dá dicas de imagem para meninas e fala sobre como enfrentar o racismo.

    — As meninas precisam falar o que passam. Se alguma acorda triste e vê que a outra tem uma história parecida e conseguiu superar, isso pode mudar o seu dia. É maravilhoso poder inspirá-las — afirma.


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    RIO — Morreu neste sábado, aos 76 anos, o ator americano Scott Wilson, que interpretava Hershel Greene na série "The walking dead". Ele faleceu em sua casa, em Los Angeles, após complicações causadas por leucemia.

    "Estamos profundamente tristes em anunciar que Scott Wilson, o incrível ator que interpretou Hershel em 'The walking dead', faleceu aos 76 anos de idade. Nossos pensamentos estão com sua família e amigos. Descanse no paraíso, Scott. Nós amamos você", relatou a conta oficial do seriado no Twitter.

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    Entre 2011 e 2014, Wilson apareceu em mais de 30 episódios da série. Seu personagem foi morto na quarta temporada. "A primeira vez que estive com Scott Wilson, ele me deu um grande abraço e disse que essa coisa da qual eu tinha me tornado parte ... era uma família. Disse que eu tinha a responsabilidade de cuidar disso. Tentei muito fazer isso, e vou continuar. Eu prometo. Vejo você do outro lado, meu amigo", lamentou o ator Khary Payton, que faz o personagem Rei Ezequiel na série. "Estou tão triste em saber que o mundo está sem ele esta noite", comentou o ator Chris Hardwick, que apresenta um programa sobre a série na televisão americana.

    Nascido em Atlanta, Scott Wilson tinha mais de 50 filmes no currículo, entre eles "A sangue frio", "O grande Gatsby" e "No calor da noite".

    The walking dead


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    RIO — Residências como a realizada pelo Instituto Inclusartiz, no Jardim Botânico, são geralmente voltados a artistas estrangeiros, que aproveitam sua estadia em outro país para ter contato com diferentes formas de produção artíticas e estabelecer uma nova rede de relações. A participação de Valeska Soares no programa ressalta tanto sua projeção no circuito internacional como o lugar que ocupa na produção contemporânea brasileira. Radicada em Nova York desde a década de 1990, a mineira fez cinco individuais nos Estados Unidos apenas entre fevereiro de 2017 e julho deste ano, em instituições como o Phoenix Museum e o Santa Barbara Museum of Art. No Brasil, Valeska está em cartaz até dia 22 com a panorâmica “Entrementes”, na Estação Pinacoteca, em São Paulo, que reúne obras de seus 30 anos de carreira.

    — Por aqui dizem que não sou brasileira o bastante, e, nos EUA, que não sou uma artista americana. Acabo aproveitando essa condição de artista que não pertence a nenhum lugar para o meu trabalho — observa Valeska. — As pessoas demoraram a perceber uma coerência no meu trabalho. Como minha produção é mais ligada a conceitos do que a materiais, diziam que não tinha um “estilo”. Mas não queria derivar de mim mesma. A exposição da Pinacoteca me deixou feliz por poder unir obras feitas anos atrás com outras recentes, e perceber que não há um corte cronológico entre elas. Todas poderiam ter sido feitas agora.

    79228062_SC - Salões de Valeska Soares no Instituto Inclusartiz.jpgNa residência realizada nas últimas três semanas, sob a curadoria de Maria do Carmo M. P. de Pontes, paulistana radicada em Londres, a artista propôs a realização de saraus de discussão inspirados nos salões franceses, criados a partir do século XVII, que agregavam grandes nomes no pensamento de suas épocas. Nas reuniões promovidas semanalmente, Valeska convidou artistas como Lenora de Barros, Raul Mourão, Anna Bella Geiger , Adriana Varejão e Maxwell Alexandre, e curadores, a exemplo de Paulo Sérgio Duarte, Luiz Camilo Osório, Felipe Scovino, Bernardo Mosqueira e Ulisses Carrilho, mesclando gerações e tipos de produção. Um novo encontro será aberto ao público hoje, às 19h, na Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, tendo como convidados os alunos da casa e o Visorama, coletivo surgido na década de 1990 a partir de um grupo de estudo do qual Valeska fazia parte.

    Links residência — A residência não tem um objeto final, a ideia era trazer para o século XXI essa longa tradição de vivência artística, de colocar juntas pessoas que talvez não fossem se encontrar — comenta Valeska. — Não acredito em propostas nas quais o artista precisa ter um projeto pronto, um cronograma de execução e algo para apresentar como resultado. Para ser assim, não é preciso fazer residência.

    Os encontros não têm uma dinâmica fixa ou um tempo pré-estabelecido. Artista e curadora levam apenas algumas pautas e proposições para estimular o debate, sem abrir mão da espontaneidade da experiência. Para Valeska, além de reverter a tendência cada vez mais forte do trabalho solitário do artista no ateliê, a residência abre espaço para uma troca democrática de ideias, fundamental nos dias de hoje.

    — Está cada vez mais difícil manter um diálogo, ninguém está aberto à opinião diversa, só buscam a concordância. Queremos falar de uma outra política que não a do ódio. Uma política do amor, do desejo, de outras políticas possíveis, que são necessárias neste minuto — ressalta Valeska, que acompanha com apreensão as tensões sociais no mundo. — Não fico à vontade para falar do Brasil porque não vivo aqui, mas vejo parte de um movimento que está acontecendo nos EUA e na Europa. Nesse sentido, trabalhar com qualquer coisa criativa hoje é já uma resistência. A única forma de ser transgressivo é continuar fomentando ideias.

    Salão aberto com Valeska Soares
    Onde: EAV — Rua Jardim Botânico, 414 (2334-4088). Quando: Hoje, às 19h. Quanto: Grátis. Classificação: Livre.


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    RIO — Símbolo de humildade e devoção, São Francisco de Assis, celebrado na última quinta (4 de outubro), inspirou diversos artistas ao longo do tempo. Do renascimento ao barroco, do século XV ao XVIII, a exposição “São Francisco na arte de mestres italianos” reúne obras inéditas no Brasil feitas por artistas como Tiziano (1480-1576). Em cartaz na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, até o dia 21 de outubro, a mostra chega em breve ao Rio, onde será vista no Museu Nacional de Belas Artes, de 5 de novembro a 27 de janeiro de 2019.

    — São Francisco era rico e decidiu viver como pobre para passar uma mensagem de generosidade. Além disso, emanava um carisma que levou dezenas de artistas a contarem sua trajetória. É o santo mais representado da história da arte — diz o italiano Stefano Papetti, curador da exposição ao lado de Giovanni Morello.

    A mostra apresenta um estudo da iconografia de Assis a partir de 20 obras de nomes como Perugino (1446-1523), Guercino (1591-1666) e Guido Reni (1575-1642), além de Tiziano. São trabalhos que vieram de 15 museus de sete cidades italianas, além do quadro “São Francisco contemplando um crânio”, de Cigoli (1559 -1613), que pertence a um colecionador particular de Nova York e saiu de lá especialmente para a mostra no Brasil.

    79186535_SC_ Exposição São Francisco de Assis San Francesco riceve le stimmate 1570 de Tiziano Vecel.jpg

    — É um quadro que só pode ser visto fora da Itália, já que o proprietário tem medo que o governo italiano o retenha, e por isso nunca o cede para mostras por lá — conta Papetti.

    Circular pela exposição é acompanhar a evolução de três fases da representação do santo dos pobres. Elas estão dividas nos temas “Imagem”, “Os estigmas” e “Conversas sagradas”. No primeiro, sua aparência sofrida ganha destaque, tendo como influência as primeiras representações que seguiram sua canonização dois anos após sua morte em 1226.

    Em “Os estigmas”, sai de cena o São Francisco abatido para dar lugar a um homem de força espiritual. Nessas obras também está representado o aparecimento dos “estigmas” no corpo de Francisco — marcas semelhantes aos pontos da crucificação de Jesus. É o episódio mais retratado da vida do santo e o núcleo com maior número de pinturas da exposição.

    Essa fase de sua iconografia é influenciada pelas pinturas de Giotto (1267-1337) na Basílica Superior de Assis. Os famosos afrescos da igreja que fica na Itália central também podem ser “vistos” na exposição graças a uma experiência de realidade virtual com óculos 3D.

    Já na última parte da mostra, “Conversas sagradas”, a imagem do santo aparece associada à Virgem Maria com o Menino Jesus. Esta fase é considerada o ápice da sua importância religiosa.

    Padroeiro da Itália, dos animais e da natureza, São Francisco de Assis foi escolhido, em 2013, pela primeira vez, para “batizar” um papa, o argentino Jorge Mario Bergoglio — atual líder máximo da Igreja Católica. Sinal de sua atualidade, defende o curador Papetti.

    Jan Niklas viajou a convite da Casa Fiat de Cultura


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    RIO — As primeiras estrelas latinas da história do hip hop. O grupo que peitou o conservadorismo dos Estados Unidos para defender, em suas letras, o direito ao consumo da maconha. Não é pouco o que o Cypress Hill fez nos anos 1990, quando músicas como “I wanna get high” e “Insane in the brain” (do álbum “Black sunday”, de 1993, que chegou ao primeiro lugar nas paradas americanas) dominaram as festinhas de sábado em todo o planeta.

    Agora, 25 anos depois, em plena era Donald Trump, eles continuam queimando tudo: lançaram no último dia 28 “Elephants on acid” — seu primeiro álbum em oito anos — e na quinta-feira se apresentam no HUB RJ — vinte e dois anos depois da última aparição na cidade, num Close Up Festival, na Praça da Apoteose.

    — Até agora, o presidente deu aos rappers muito material para as suas letras. Eu, pessoalmente, tento ficar o mais longe possível dele. Não acredito que Trump seja afetado pelo que fazemos. A menos que ele queira nos botar na cadeia por cantar músicas como “I wanna get high” (“Quero ficar doidão", em tradução livre) — provoca, por telefone, o rapper Sen Dog, cubano de nascimento e fundador do grupo ao lado do MC B-Real e do DJ Muggs.

    Renascimento

    Com seu título, sua sugestiva capa e faixas como “Band of gypsies”, “LSD”, “Thru the rabbit hole” e “Stairway to Heaven” (não aquela do Led Zeppelin), “Elephant on acid” é um álbum psicodélico do começo ao fim, bem na linha que o grupo californiano adotou no começo da carreira e que teve destacados seguidores como o DJ Shadow (no clássico álbum “Endtroducing...”, de 1996).

    — “Elephant on acid” é um renascimento para o Cypress Hill. Somos fãs da era psicodélica, e a única banda de hip hop que faz esse tipo de música por aí, creio — diz o rapper, que aproveita para voltar ao tema da maconha no novo disco de forma ainda mais controversa do que antes, agora em “Jesus was a stoner” (traduzindo: “Jesus era maconheiro”). — Acreditamos que as pessoas fumam maconha desde os tempos em que Jesus caminhava sobre a Terra. Foi B-Real que veio com esse título. Não sei exatamente o que ele quis dizer com isso, mas a minha interpretação é essa.

    Para Sen Dog, só décadas depois de o Cypress Hill ter aparecido com “I wanna get high” é que os americanos começaram “a estudar a maconha e a entender os seus efeitos benéficos”:

    — Hoje as pessoas sabem que a erva não serve só para você ficar doidão, mas também um é um remédio e matéria-prima para roupas, combustíveis e comida. Nos anos 1990 havia todas aquelas leis contra a maconha que foram derrubadas. Hoje se vê o lado positivo da erva, basta saber usá-la corretamente.

    A passagem do tempo também fez aumentar significativamente a participação dos latinos no hip hop americano. O que começou no alvorecer dos anos 1990, na Califórnia, com os irmãos cubanos Hayes (Sen Dog e Mellow Man Ace, que teve o hit solo “Mentirosa”), hoje responde por alguns dos mais destacados rappers da cena, caso de Cardi B (de origem dominicana), Lil Xan (filho de mexicanos), Lil Pump (descendente de porto-riquenhos) e 6ix9ine (filho de mexicana e porto-riquenho).

    — Isso me diz uma coisa: que o hip hop é para todos. Não somente para os afro-americanos, os latinos dos EUA ou os brancos. Existe em todos os países, todas as línguas. É algo para todo mundo se divertir e ser criativo — defende Sen Dog.

    Para o artista, contudo, o rap não vive hoje, nos Estados Unidos, um de seus melhores momentos:

    — Pessoalmente, eu gosto do J. Cole e do Schoolboy, mas tem caras que nem fazem rap mais, só ficam dizendo palavras, tipo “Gucci, Gucci, Gucci” (alfinetada em Lil Pump, da música “Gucci gang”). A música é como a moda, eventualmente ela volta. O hip hop parece muito hoje com a cena roqueira nos anos 1980, quando as bandas do glam rock vieram com toda aquela maquiagem. Mas acho que ele ainda vai dar uma volta completa e retornar aos seus princípios originais.

    Onde: HubRJ. Avenida Professor Pereira Reis, 50. Quando: 11/10 (quinta-feira), a partir das 21h30. Preço: R$ 60 a R$ 350. Classificação: 18 anos.


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    RIO — A duração de “Elephants on acid” — 51 minutos divididos por 21 (!) faixas —, que marca a volta do Cypress Hill aos estúdios, tanto assusta quanto alerta: os pioneiros do hip hop na costa oeste dos EUA não fazem lá muita questão de dialogar com a produção contemporânea do gênero.

    Em termos de beats, estética, versos e rimas, pouco aqui indica que “Elephants on acid” é um álbum de 2018, e não de 1995.

    Mas, veja bem, ninguém vende mais de 20 milhões de álbuns à toa: quando acerta, o Cypress Hill acerta com jeito. É o caso de “Band of gypsies”, uma viagem psicodélica que mistura oud (instrumento tradicional da cultura árabe), sitar (indiano), teclados e guitarras enquanto versos fazem odes “cannabísticas” em inglês e árabe.

    Samples originais e refinados, conhecida assinatura do produtor DJ Muggs, são fáceis de encontrar: estão nos berros de um elefante que acompanham insistentemente um piano elegante em “LSD” e também nos ruídos de vinil que dividem o protagonismo com uma linha suave de sitar e sinos estranhos no intervalo instrumental “Holy mountain”.

    79150533_SC - Capa do álbum Elephants on acid do grupo americano de rap Cypress Hill.jpg

    Eles garantem uma viagem com opções de entretenimento, assim como os flows marcantes de B-Real (mais anasalado do que nunca) e Sen Dog (pesado como uma bigorna).

    É difícil, porém, pensar em repetir a dose. “Elephants on acid”, com nada menos que seis interlúdios, torna-se cansativo depois de um tempo. Faixas divertidas, como a jazzística “Crazy” (a 18ª do disco), acabam prejudicadas por suceder outras repetitivas, como “Pass the knife” e “Locos”.

    A pouca disposição do grupo em versar sobre temas políticos, como a luta negra ou o preconceito contra imigrantes, também faz das rimas um mais do mesmo — fragmentos de viagens psicotrópicas estão por toda parte, o tempo todo.

    Para os fãs devotos que estavam com saudade do Cypress Hill, o recente álbum é, de fato, um prato cheio. Mas é difícil imaginar que, em tempos de Kanye West, Kendrick Lamar e Travis Scott, eles consigam arrebanhar novos seguidores.


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