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    RIO — Uma nova reunião do Nirvana parece estar prestes a acontecer. Neste fim de semana, acontece o Cal Jam, festival organizado pelo Foo Fighters em San Bernardino, Califórnia, e duas postagens realizadas pelo perfil oficial da banda deram a entender que a reunião poderia acontecer durante o evento.

    A conta replicou uma mensagem anunciando a exibição do documentário "Bad Reputation", sobre a estrela do rock Joan Jett, durante o festival e escreveu: "Mal posso esperar! O que mais podemos ter nas mangas? Fique ligado..."

    Tweet Foo Fighters

    Horas depois, outra postagem enigmática apareceu no perfil da banda. Dessa vez, um vídeo da reunião entre os membros do Nirvana durante a festa do Rock & Roll Hall of Fame, em 2014, no qual a banda se apresentou com Joan Jett nos vocais trazia a legenda "isso é uma jam!", mencionando a conta oficial do festival e utilizando a hashtag #CalJam18. A mensagem foi retuítada pelo perfil oficial do Nirvana.

    Tweet Foo Fighters 2

    Na programação do festival, mais um indício: os três membros ainda vivos do Nirvana tocarão no Cal Jam. Dave Grohl e Pat Smears são parceiros no Foo Fighters e a banda Giants in the Trees, do baixista Krist Novoselic, ex-Nirvana, está marcada para se apresentar. Além disso, Joan Jett e John McAuley, da banda Deer Tick, que participaram da reunião em 2014, estão confirmados.

    Em setembro deste ano, Novoselic se juntou ao Foo Fighters no palco para tocar “Molly’s lips”. Na ocasião, a união foi bastante critica pelos fãs, que afirmaram ter sido um desrespeito os músicos tocarem juntos sem Kurt Cobain.


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    RIO — O ator Chris Evans se despediu, nesta quinta-feira, do personagem Steve Rogers, o Capitão América, nos cinemas. O adeus foi dado numa mensagem em suas redes sociais, após o final das filmagens da "Vingadores 4", filme ainda sem título que será a sequência de "Guerra Infinita".

    "Oficialmente finalizado em Vingadores 4. Foi um dia emocionante, para dizer o mínimo. Interpretar esse papel durante os últimos oito anos foi uma honra. Para todos na frente da câmera, atrás da câmera e no público, obrigado pelas lembranças! Eternamento grato", escreveu o ator.

    Tuíte Chris Evans

    Evans já havia dado pistas de que iria se aposentar do papel. Ao "The New York Times", em março deste ano, ele afirmou que "você quer sair do trem antes que eles te empurrem para fora".

    O ator viveu o personagem da Marvel em seis oportunidades, começando em 2011, com "Capitão América: O primeiro Vingador", filme que conta a origem do herói. Participou de outros dois filmes solo do herói, "Capitão América 2: O Soldado Invernal" (2014) e "Capitão América: Guerra Civil" (2016). Esteve presente ainda em todas as produções da franquia "Vingadores": "Os Vingadores" (2012), "Vingadores: a era de Ultron" (2015) e o recente "Vingadores: guerra infinita" (2018).

    Ainda sem título ofiicial, "Vingadores 4" tem estreia prevista para maio de 2019.


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    RIO — Prêmio literário mais prestigiado do país, o Jabuti anunciou nesta quinta-feira sua lista de finalistas. São dez concorrentes em cada uma das 18 categorias indicados pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), entidade que organiza o prêmio. Entre os destaques estão nomes como Lucrécia Zappi por "Acre" (Todavia) e João Silvério Trevisan com "Pai, pai" (Companhia das Letras), na categoria Romance; Lilia Schwarcz, com "Lima Barreto: triste visionário", e "Hebe: a biografia" (Editora Best Seller), em Biografia; e Djamila Ribeiro, com "O que é lugar de fala" (Letramento), Humanidades.

    Em relação ao ano passado, a lista da principal categoria, Romance, apresentou uma diversidade maior de gênero e de editoras. Em 2017, a Companhia das Letras emplacou sete dos dez finalistas, contra quatro nesta edição. Já o número de escritoras finalistas deste ano subiu para quatro, contra apenas duas da última premiação.

    Para Luís Antonio Torelli, presidente da CBL, esse equilíbrio se deu em grande parte pelas mudanças realizadas no formato este ano, que envolveram um enxugamento das categorias. Outra razão, segundo Torelli, é a digitalização total nas inscrições. Até o ano passado, as editoras precisavam enviar por correio cinco exemplares de cada título. Agora, são enviados via PDF.

    — Em tempos de crise, isso baixou o custo para as editoras menores se inscreverem — diz Torelli. — Alguns editores me disseram que sem essa mudança não teriam conseguido enviar seus livros.

    Links livros

    Nesta edição do Jabuti as categorias estão divididas em quatro eixos: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. Os vencedores receberão R$ 5 mil cada. Haverá ainda o prêmio de Livro do Ano, no valor de R$ 100 mil. Ele será decidido entre os vencedores dos eixos Ensaios e Literatura, que abarcam obras de ficção e não ficção.

    Os ganhadores serão conhecidos no dia 8 de novembro. Na cerimônia haverá uma homenagem ao poeta amazonense Thiago de Mello, que receberá prêmio “Personalidade Literária”, em reconhecimento ao conjunto de sua obra.

    Veja a lista dos indicados nas principais categorias:

    Romance

    "Acre" (Todavia), de Lucrecia Zappi

    "Adeus, cavalo" (Iluminuras), de Nuno Ramos

    "Machamba" (Nova Fronteira), de Gisele Mirabai

    " Nigredo: estudos de morte e dulia" (Cultura e Barbárie), Joaquim Brasil Fontes

    "Noite dentro da noite" (Companhia das Letras), de Joca Reiners Terron

    "O clube dos jardineiros de fumaça" (Companhia das Letras), de Carol Bensimon

    "Oito do sete" ( Editora Reformatório), de Cristina Judar

    "Pai, pai" (Companhia das Letras), de João Silvério Trevisan |

    "Roupas sujas" (Companhia das Letras), de Leonardo Brasiliense

    " Última hora" (Record), de José Almeida Júnior

    Conto

    "A face serena" (Penalux), de Maria Valéria Rezende

    "A oração do carrasco" (Mondrongo), de Itamar Vieira Junior

    "As horas esquecidas" (Quixote+Do Editoras Associadas), de Chico Mendonça

    "Catálogo de perdas" (SESI-SP Editora), deJuliana Monteiro Carrascoza e João Anzanello Carrascoza

    "Da utilidade das coisas" ( 7Letras), de Alexandre Arbex

    "Dicionário de línguas imaginárias" (Companhia das Letras), de Olavo Amaral

    "Enfim, Imperatriz" (Editora Patuá), de Maria Fernanda Elias Maglio

    "Não há amanhã" (Editora Zouk), de Gustavo Melo Czekster

    "Nina: desvendando Chernobyl" (Age Editora), de Ariane Severo

    "Por onde anda a gata?" (7Letras), de Marlene de Lima

    Biografia

    "...como se fosse um deles: Almirante Aragão - memórias, silêncios e ressentimentos em tempos de ditadura e democracia" (Eduff), Anderson da Silva Almeida

    "Abismo de rosas: vida e obra de Canhoto" (Edições Sesc São Paulo), de Sérgio Estephan

    "D. Leopoldina: a história não contada – A mulher que arquitetou a Independência do Brasil" ( LeYa), Paulo Rezzutti

    "Flavio Koutzii: biografia de um militante revolucionário - de 1943 à 1984" (Libretos), de Benito Bisso Schmidt

    "Hebe: a biografia" (Editora Best Seller), de Artur Xexéo

    "Lima Barreto: Triste visionário" (Companhia das Letras), de Lilia Moritz Schwarcz

    "O livro de Jô" (Companhia das Letras), de Jô Soares e Matinas Suzuki Jr.

    "Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo" (Boitempo), de Anita Leocadia Prestes

    "Roquette-Pinto: o corpo a corpo com o Brasil" (Casa da Palavra), de Claudio Bojunga

    "Ruy Guerra paixão escancarada" (Boitempo), de Vavy Pacheco Borges

    Humanidades

    "A sublimação no ensino de Jacques Lacan: um tratamento possível do gozo" (Editora da USP), de Clarissa Metzger

    "Amor para corajosos" ( Editora Planeta), de Luiz Felipe Pondé

    "Caminhos da esquerda" (Companhia das Letras), de Ruy Fausto

    "Democracia tropical" (Estação Brasil), de Fernando Gabeira

    "Dicionário de História da África" (Autêntica), de Nei Lopes e José Rivair Macedo

    "O pecado original da República – Debates, personagens e eventos para compreender o Brasil" (Bazar do Tempo), de José Murilo de Carvalho

    "O que é lugar de fala?" (Letramento), de Djamila Ribeiro

    "Para além das colunas de Hércules, uma história da paraconsistência de Hércules a Newton da Costa" (Editora da Unicamp), de Evandro Luís Gomes e Itala M. Loffredo D'Ottaviano

    "Prisioneiras" (Companhia das Letras), de Drauzio Varella

    "Reinvenção da intimidade – políticas do sofrimento cotidiano" (Ubu Editora), de Christian Dunker

    A lista completa pode ser conferida aqui


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    RIO - A atriz Drew Barrymore e a companhia área EgyptAir são os dois protagonistas de uma batalha improvável que tomou as redes sociais. Isso por conta de uma entrevista publicada pela revista de bordo da empresa, que contém afirmações improváveis da estrela.

    A matéria ganhou notoriedade nas redes após o jornalista Adam Baron qualificá-la no Twitter como "surreal". Logo na abertura, o texto sustenta que Barrymore teria abdicado da carreira para se dedicar à maternidade, ao mesmo tempo em que qualifica a atriz como "instável":

    "Apesar de ter sido instável em seus relacionamentos na maior parte da sua vida, apesar de ter tido vários casamentos mal-sucedidos e apesar da vida corrida de estrela, a bela atriz americana Drew Barrymore resolveu recentemente tirar férias sem prazo para se dedicar ao seu papel mais crucial, o de mãe", afirma a publicação. drew-revista

    Em outro momento, a reportagem também insiste que "psicólogos" concluíram que o comportamento de Barrymore em seus relacionamentos seria "natural porque ela nunca teve um modelo masculino" por causa do divórcio de seus pais durante a infância.

    A EgyptAir defendeu a veracidade da reportagem. Em um tuíte, a companhia afirmou que a entrevista é "profissional" e que foi conduzida por Aida Tekla, ex-presidente da Hollywood Foreign Press Association (Associação de imprensa estrangeira de Hollywood), organização responsável pelo Globo de Ouro. egypt

    Também no Twitter, Aida defendeu a reportagem, em uma mensagem em que se referiu à atriz como "Drew Barrimoor".

    "A entrevista aconteceu em Nova York, é genuína e nada falsa. Eu entrevistei Drew várias vezes e a vi crescer diante dos meus olhos, ela é encantadora e talentosa", escreveu.

    Após as declarações da jornalista e da EgyptAir, Chris Miller, presidente da Flower Films, a produtora de Barrymore, forneceu ao "BuzzFeed" uma versão para explicar o que realmente aconteceu. Segundo ele, Aida e Drew estiveram, de fato, presentes em um evento em Nova York promovido pela Hollywood Foreign Press Association. Só que ao invés de uma entrevista exclusiva, como dá a entender o artigo, o que aconteceu foi uma coletiva de imprensa.

    "A repórter escreveu as perguntas e repostas do texto baseada no que ela disse que ouviu Drew falar durante uma coletiva de imprensa, mas ela afirma que não escreveu a introdução. A repórter diz que alguém da revista escreveu a primeira parte. Então, tecnicamente, a Drew não recebeu a EgyptAir para uma entrevista, mas sim uma jornalista que é integrante da HPFA que às vezes escreve para a EgyptAir", explicou.


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    RIO — A atriz Drew Barrymore e a companhia aérea EgyptAir estão protagonizando uma batalha improvável que tomou as redes sociais. Isso porque uma entrevista publicada pela revista de bordo da empresa traria declarações improváveis da atriz.

    A reportagem ganhou notoriedade nas redes sociais depois de o jornalista americano Adam Baron qualificá-la no Twitter como "surreal". Logo nas primeiras linhas, o texto sustenta que Barrymore teria abdicado da carreira para se dedicar à maternidade, ao mesmo tempo em que qualifica a atriz como "instável":

    "Apesar de ter sido instável em seus relacionamentos na maior parte da sua vida, apesar de ter tido vários casamentos mal-sucedidos e apesar da vida corrida de estrela, a bela atriz americana Drew Barrymore resolveu recentemente tirar férias sem prazo para se dedicar ao seu papel mais crucial, o de mãe", afirma a publicação. drew-revista

    Em outro momento, a reportagem também insiste que "psicólogos" concluíram que o comportamento de Barrymore em seus relacionamentos seria "natural porque ela nunca teve um modelo masculino", uma alusão ao divórcio de seus pais durante a infância.

    A EgyptAir defendeu a veracidade da reportagem. Em um tuíte desta quarta-feira, a companhia afirmou que a entrevista é "profissional" e que foi conduzida por Aida Tekla, ex-presidente da Hollywood Foreign Press Association (Associação de imprensa estrangeira de Hollywood), organização responsável pelo Globo de Ouro. egypt

    Também no Twitter, Aida defendeu a reportagem, em uma mensagem na qual se referiu à atriz como "Drew Barrimoor".

    "A entrevista aconteceu em Nova York, é genuína e nada falsa. Eu entrevistei Drew várias vezes e a vi crescer diante dos meus olhos, ela é encantadora e talentosa", escreveu.

    Após as declarações da jornalista e da EgyptAir, Chris Miller, presidente da Flower Films, a produtora de Barrymore, deu ao "BuzzFeed" uma versão para explicar o que realmente aconteceu. Segundo ele, Aida e Drew estiveram, de fato, presentes em um evento em Nova York promovido pela Hollywood Foreign Press Association. Só que, em vez de uma entrevista exclusiva, como dá a entender a reportagem, o que aconteceu foi uma coletiva de imprensa.

    "A repórter escreveu as perguntas e repostas do texto baseada no que ela disse que ouviu Drew falar durante uma coletiva de imprensa, mas ela afirma que não escreveu a introdução. A repórter diz que alguém da revista escreveu a primeira parte. Então, tecnicamente, Drew não recebeu a EgyptAir para uma entrevista, mas, sim, uma jornalista que é integrante da HPFA que às vezes escreve para a EgyptAir", explicou.


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    RIO — Erlend Øye, famoso por ser a cabeça e a voz por trás do duo Kings of Convenience e da banda The Whitest Boy Alive, está com passagem comprada para o Brasil. No dia 13 de dezembro, o cantor e compositor norueguês se apresenta no Circo Voador, no Rio.

    Øye será acompanhado pela banda que formou na Itália para sua turnê mais recente, chamada de La Comitiva. O repertório do show engloba canções compostas pelo músico para os dois grupos, além de faixas de seus discos solo. Kings Of Convenience - Misread

    Os ingressos para o show no Rio já estão à venda no site do "Queremos!". O preço de primeiro lote é R$ 80, fora as taxas, e uma mudança de lote está prevista para o próximo dia 12.


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    RIO — Desenvolver sozinho uma ideia musical, gravá-la em seu quarto, soltá-la na internet e ver o mundo responder a ela de forma arrebatadora. Parece conto de fadas, mas foi o que se sucedeu tanto com a australiana Tash Sultana, de 23 anos, quanto com o inglês Alexander O’Connor, de 20.

    Em 2016, Tash, que se apresentava nas ruas de Melbourne, pôs no YouTube a gravação caseira da música “Jungle”, na qual, com a ajuda de um pedal de loop, tocava guitarra e bateria eletrônica ao mesmo tempo, além de cantar. O vídeo chegou rapidamente ao milhão de visualizações (hoje tem mais de 28 milhões) e a levou a fazer uma turnê na Europa. Música 4-10 cultura

    Hoje, um mês depois do lançamento de seu álbum de estreia (Sony), “Flow state”, ela comemora: o disco coleciona críticas favoráveis ao longo do mundo, chegou ao segundo lugar das paradas australianas e a levou, semana passada, a fazer três shows lotados na Brixton Academy, em Londres.

    — Isso não me surpreende. Agora estou tentando aproveitar do jeito que as coisas vão — gaba-se, ao GLOBO, a moça de poucas palavras, já conhecida por aqui por causa do seu show-de-uma-mulher-só, que apresentou em março no festival Lollapalooza, em São Paulo. TASH SULTANA - JUNGLE (LIVE BEDROOM RECORDING)

    Multi-instrumentista e cantor como Tash, Alexander (que adotou o nome artístico de Rex Orange County) fez sozinho em casa, em 2016, aos 18 anos, o álbum “Bcos U will never B free” e o pôs no SoundCloud. Para sua surpresa, algum tempo depois o rapper Tyler, The Creator o chamou para participar do seu álbum “Flower boy”.

    Ano passado, Rex lançou “Apricot Princess”, seu primeiro álbum profissional, que está sendo reeditado este mês em vinil. O ano de 2018 trouxe também uma colaboração com o cantautor Randy Newman (a gravação da canção “You’ve got a friend in me”) e um segundo lugar na eleição do programa Sound of 2018 da rádio BBC.

    — Adoro colaborações, é muito legal conhecer pessoas que eu adoro, mas, na boa, prefiro muito mais trabalhar sozinho, fazendo o álbum que eu quero fazer e que eu só vou entregar quando estiver pronto — conta o rapaz ao GLOBO. — Adoraria dizer que meu novo álbum sai no ano que vem... mas vamos ver. Rex Orange County - Sunflower

    “Apricot Princess” e “Flow state” revelam visões distintas de artistas sofisticados e muito seguros de sua individualidades. Enquanto Rex Orange County se move pelos caminhos da canção de jazz, com influências que passam por Frank Sinatra, Stevie Wonder e Jamie Cullum, Tash usa sua voz cheia de alma e rica em timbres e a sua guitarra de bases saborosas e solos inflamados para fazer uma música que o semanário inglês “New Musical Express” definiu como “uma mistura com apelo internacional de jazz, rock, pop, reggae, soul e além”.

    — Acho que lançar singles é uma perda de tempo. Penso que o álbum como uma obra de arte, do começo ao fim — defende a australiana, que tentou preservar em “Flow state” o som que faz ao vivo, com o pedal de loop, sintetizadores e as baterias eletrônicas. — Não há nada no disco que tenha sido super-produzido, nada que eu não consiga reproduzir no show.

    Baterista de formação (que se recorda de, na escola de música, ter tocado o “Samba de Flora” de Airto Moreira), Rex Orange County tem subido ao palco como cantor, revezando-se nos teclados e na guitarra, mas sendo acompanhado por um baixista e um baterista. Ele aprecia a interação entre os músicos nos shows e diz que dificilmente faria algo como o conterrâneo e colega de geração Jacob Collier — multi-instrumentista e fenômeno do YouTube, que se apresenta sozinho, empilhando eletronicamente as diversas partes instrumentais e vocais:

    — Jacob é um cara incrivelmente talentoso, e eu sempre fico impressionado quando vejo o que ele consegue fazer nos seus vídeos e shows. Acho que ele passou muito mais horas tentando aprender a tocar instrumentos do que eu! Nós dois adoramos Stevie Wonder e Herbie Hancock, mas ele é muito mais dedicado do que eu.


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    LOS ANGELES — O ex-magnata do rap Marion “Suge” Knight foi sentenciado em tribunal em Los Angeles nesta quinta-feira a 28 anos de prisão por homicídio de um homem que atropelou com sua caminhonete do lado de fora de uma barraca de hambúrguer em 2015.

    A sentença parece encerrar quaisquer chances de uma volta aos negócios no futuro para Knight, de 53 anos, conhecido em grande parte por seus repetidos problemas com a lei, assim como por sua carreira como executivo do hip-hop, promovendo artistas como Snoop Dogg, Dr. Dre e Tupac Shakur durante a década de 1990. Links Suge Knight

    O cofundador do influente selo Death Row Records não contestou em 20 de setembro uma acusação de homicídio com atropelamento, seguido de fuga, de Terry Carter, de 55 anos.

    Ele admitiu ter usado uma “mortal e poderosa arma” em 29 de janeiro de 2015 quando atropelou dois homens com sua caminhonete do lado de fora do Tam’s Burgers, após uma discussão acalorada no set de um comercial de TV para o filme “Straight outta Compton”.

    Carter morreu mais tarde por conta dos ferimentos. O segundo homem, Cle “Bone” Sloan, teve o pé esquerdo mutilado e lesões na cabeça.

    Knight, que na época estava solto sob fiança em um caso de roubo, fugiu do local, mas foi preso mais tarde.

    Como parte de seu acordo com procuradores para não contestar – o equivalente legal a culpado – a acusação menos grave de homicídio, todas as outras acusações no caso foram derrubadas. Dois casos criminais separados nos quais ele era acusado de roubo e de fazer ameaças criminosas também foram derrubados.

    Knight cumpriu anteriormente mais da metade de uma sentença de nove anos por violar a condicional que recebeu em 1995 por agredir dois rappers aspirantes em um estúdio de gravação em Hollywood.


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    RIO — As motivações são claras, mas os caminhos e o resultado final, incertos. Para seu novo trabalho de estúdio, a banda carioca Baleia quer trabalhar de uma forma diferente a ideia de fazer um álbum, e, ao mesmo tempo, dialogar com o consumo de música nos dias de hoje. Assim nasceu “Coração fantasma”, um disco vivo, como o grupo define.

    — Como ouvinte, eu raramente ouço um álbum de 12 faixas. No mercado, tem muito lançamento de singles, de EPs, coisas mais fragmentadas, que fazem sentido, hoje, por conta das plataformas digitais — explica a vocalista, guitarrista e tecladista Sofia Vaz. — Além disso, queremos dar importância ao processo, torná-lo aberto ao nosso público, vulnerável a mudanças e feedbacks, e não ser o retrato cristalizado de um momento, como é um disco padrão. Links indie BR

    A ideia inicial é dividir “Coração fantasma” em quatro capítulos de três faixas cada um, mas mesmo esses números são passíveis de mudança ao longo do caminho. A primeiro parte de “Coração fantasma” saiu nas plataformas há duas semanas, com clipe de “Eu estou aqui”, e a última está prevista para o segundo semestre de 2019. Até a capa divulgada, uma pintura a óleo da artista plástica Lisa Stefanelli, sofrerá mutações em cima da mesma tela. 42214706_2355713141122316_7235903438486241280_n.jpg

    As três músicas já lançadas estarão no show que a Baleia fará, nesta sexta-feira, no Circo Voador, dividindo noite com os colegas do Carne Doce — outra realidade da cena indie nacional, apresentando o álbum “Tônus” — e com os franceses do Why Mud. O repertório trará ainda duas canções inéditas, não finalizadas, que serão experimentadas no palco.

    — O show também é vivo. Ao longo do processo, músicas vão entrar, outras vão sair. O show vai ser sempre um primeiro momento, um lugar de troca e de vulnerabilidade. Vai ser interessante ver as mudanças no formato das músicas, por exemplo, com a entrada de elementos, um baixo que não estava, um efeito que não incluímos no palco... — promete Sofia. Baleia - Eu Estou Aqui

    Mudanças e adaptações são constantes na trajetória da Baleia, uma das bandas cariocas da nova geração que mais circulam em festivais pelo Brasil (o Lollapalooza está no currículo). Em “Quebra azul” (2013), seu disco de estreia, eram sete integrantes. Seis deles seguiram em “Atlas” (2016). Agora, o grupo virou quarteto, com Sofia, seu irmão, Gabriel Vaz (voz, bateria e guitarra), Felipe Pacheco Ventura (guitarra e violino) e Cairê Rego (baixo).

    — Quando nos vimos em quatro, passamos por um processo de adaptação das músicas que já existiam, de repensar arranjos, filtrar o que era realmente importante. Passamos a fazer versões de nós mesmos — brinca a vocalista da banda que, em junho, lançou o EP autoexplicativo “(Quase) Todas as versões que já tocamos até hoje enfim em um só lugar”, incluindo o cover que mistura “Noite de temporal”, de Dorival Caymmi, com “Little by little”, do Radiohead, sempre um destaque nos shows. Baleia - Coração fantasma

    SERVIÇO

    Carne Doce + Baleia (abert. Why Mud)

    Onde: Circo Voador — Rua dos Arcos s/nº, Lapa (2533-0354).

    Quando: Nesta sexta-feira, às 23h.

    Quanto: R$ 40 a R$ 50 (com 1 kg de alimento).

    Classificação: 18 anos.


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    RIO — Das caixas de formatos e tamanhos variados saem telas, gravuras, desenhos e pratos de cerâmica pintados, em suportes que vão do papel a portas e pedaços de madeira. Aos poucos, o primeiro andar do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) ganha as cores, a vibração e a assinatura de Jean-Michel Basquiat (1960-1988), com a chegada das cerca de 80 obras que compõem a exposição que será inaugurada na próxima sexta-feira, após ser vista por mais de 500 mil pessoas em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.

    Ontem, o curador holandês radicado no Brasil Pieter Tjabbes acompanhou de perto cada detalhe da retirada das obras das caixas. À frente de uma equipe de 20 pessoas, entre montadores, funcionários da transportadora e responsáveis pela conservação, Tjabbes observava algumas especificidades do trabalho de Basquiat que demandam atenção especial.

    — Em muitas obras há uma mistura de suportes, com colagem de papel e outros elementos. Mesmo as telas não têm características tradicionais, em algumas o chassis não está totalmente coberto, o que faz com que o tecido não fique esticado — detalha o curador, também responsável pela produção da mostra. — O próprio Basquiat tinha uma preocupação neste sentido, ele se perguntava se sua obra iria sobreviver com o uso de diferentes materiais. O impressionante é que elas estão muito bem conservadas, em quase um ano de itinerância não tivemos nenhum problema grave.

    79206021_SC Rio de Janeiro RJ 04-10-2018 - Montagem da exposição do artista americano Jean Michel B.jpgParte do acervo do multimilionário israelense Jose Mugrabi — que também detém a maior coleção privada de Andy Warhol no mundo — as obras que serão exibidas no Rio chegaram de Nova York em janeiro, exigindo uma enorme operação logística. Como algumas das telas são maiores do que a capacidade máxima dos aviões comerciais, a produção precisou contratar aviões cargueiros para trazê-las ao Brasil. Por sorte, quando as obras foram transportadas ainda não estava em vigor a mudança na taxa de armazenagem em alguns aeroportos operados por concessionárias, que passaram a cobrar pelo valor de mercado dos trabalhos em vez do peso, como era feito anteriormente. Por contrato, o curador não pode falar do valor das obras, mas basta pensar que uma tela do artista foi leiloada no ano passado por US$ 110 milhões.

    — Isso inviabilizaria totalmente a produção, as somas são impensáveis. Muitas instituições recorreram a liminares, mas também é arriscado porque elas podem ser derrubadas — observa Tjabbes, que integra o Fórum Brasileiro de Direitos Culturais. — Aguardamos a resolução do governo. Todas as instituições internacionais com que trabalho demonstraram preocupação. Some-se isso às imagens do incêndio do Museu Nacional que correram o mundo, e temos mais riscos de nos isolarmos no circuito internacional. Estamos jogando fora todo o trabalho consolidado nos últimos 20 anos.

    79205717_SC Rio de Janeiro RJ 04-10-2018 - Montagem da exposição do artista americano Jean Michel B (1).jpgAo serem desembaladas, as obras são supervisionadas pela restauradora Rita Torquette, que faz o acompanhamento desde São Paulo.

    — Uma das preocupações centrais é manter o ambiente controlado, sem variações de temperatura e umidade — explica Rita. —No caso do Basquiat, esses cuidados são mais importantes pelo uso de suportes não tradicionais. A madeira que ele usava, por exemplo, não tinha um tratamento, então ela sofre com a variação, e pode haver deslocamento da tinta.

    Links BasquiatJunto a Rita, a conservadora da Coleção Mugrabi, Joanna Kozinska, acompanha cada detalhe da operação:

    — Inspecionei todas as obras antes de saírem de Nova York, e em cada nova montagem eu ou uma colega viajamos para supervisionar a retirada das caixas. Geralmente chego uma semana antes de cada montagem, para garantir que tudo será instalado com cuidado.

    Para trazer ao Brasil as obras da coleção Mugrabi, o curador negociou durante um ano e meio, vencendo a concorrência de instituições internacionais. Atualmente, Basquiat está em cartaz em uma exposição dupla com Egon Schiele, na Fundação Louis Vuitton, em Paris.

    — Talvez a obra dele sejam ainda mais atual hoje do que há 30 anos. Tem características similares à internet, ainda que ele não tenha tido acesso a ela em sua época. Tem a velocidade das imagens, as referências que vêm de fragmentos de informação. Basquiat era como uma esponja, que absorvia tudo à sua volta, e na hora de produzir soltava tudo num só jato — ressalta Tjabbes.

    “Jean-Michel Basquiat: Obras da Coleção Mugrabi”

    Onde: CCBB — Rua Primeiro de Março 66, Centro (3808-2020). Quando: Qua. a seg., das 9h às 21h. Abertura dia 12. Até 7/1/19. Quanto: Grátis. Classificação: Livre.


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    RIO — A seleção de hoje fala de despedidas. Contemplamos tramas bem conhecidas e consagradas, mas que caminham para a reta final, como "Homeland" e "House of Cards". Também incluímos "The walking dead", que promete mudar bastante com a saída anunciada de seu protagonista, Andrew Lincoln. Bom programa!

    Para quem quer uma aventura:

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    A nona temporada de "The walking dead" estreará no próximo domingo. Como anunciado pela Fox, ela marcará a saída de Rick Grimes (Andrew Lincoln) da história. As apostas são que Daryl (Norman Reedus) assumirá o posto de comandante depois dele. Os novos episódios deverão mostrar ainda flashbacks, pretexto para o público matar as saudades de Shane (Jon Bernthal), amigo de Rick que teve um caso com Lori (Sarah Wayne Callies). Ele deixou a série na segunda temporada.

    Cotação: Boa

    Onde: Fox Premium

    Última temporada:

    71097504_Cenário do programa Big Bang Theory gravado nos Estúdios da Warner em Los Angeles. Repr.jpg

    Ainda no domingo, teremos a estreia, no Brasil, da 12ª e última temporada de "The Big Bang Theory", uma das comédias mais populares dos últimos anos. Serão 24 episódios que marcarão a despedida de Leonard (Johnny Galecki), Sheldon (Jim Parsons), Howard (Simon Helberg), Raj (Kunal Nayyar), Penny ( Kaley Cuoco), Amy (Mayim Bialik) e Bernadette (Melissa Rauch).

    Cotação: Ótima

    Onde: Warner

    Para os fãs de drama:

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    "The affair" chegará ao fim depois de sua quinta temporada. Acompanhamos as desventuras de Noah (Dominic West), um professor que se torna escritor famoso. A vida estável que leva no início da trama se desfaz quando ele rompe o casamento com Helen (Maura Tierney) e se envolve com Alisson (Ruth Wilson). A produção tem altos e baixos, mas merece a sua atenção. As quatro temporadas estão disponíveis.

    Cotação: Boa

    Onde: Netflix

    Ação e investigação:

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    A história de Carrie (Claire Danes), uma agente da CIA em "Homeland", terminará em 2019 (na oitava temporada). A cada ano, a aventura se passa num lugar do mundo e os novos episódios se desenrolarão em Israel. Depois de perder o fôlego na sexta temporada, a produção recuperou a eletricidade. Vale conferir.

    Cotação: Boa

    Onde: Fox App

    Mais Dicas da Kogut

    Bastidores da política:

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    Na sexta e última temporada de "House of cards", Claire Underwood (Robin Wright) será a presidente dos Estados Unidos. Francis J. Underwood, personagem de de Kevin Spacey, aparecerá morto. Acusado de assédio sexual, o ator saiu da série, que voltará dia 2 de novembro. Para quem perdeu, as cinco temporadas estão na Netflix.

    Cotação: Ótima

    Onde: Netflix


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    RIO — O Festival do Rio anunciou, na manhã desta sexta-feira, os 84 filmes nacionais que estarão na mostra deste ano, incluindo aqueles que farão parte da Première Brasil 2018. São 64 longas-metragem e 20 curtas. O filme de encerramento será "O Grande Circo Místico", de Carlos Diegues. O Festival do Rio acontece de 1º a 11 de novembro.

    Na Première Brasil serão exibidos 48 longas e 20 curtas de diretores estreantes e consagrados. O público poderá escolher o melhor filme nas categorias ficção, documentário e curta, através do voto popular. Um júri oficial vai eleger as demais categorias (abaixo a lista completa).

    FILMES RESTAURADOS

    Nos últimos anos, a Première Brasil ampliou sua grade, abrindo espaço para as mostras Novos Rumos (que terá outros sete longas e sete curtas em competição) e Retratos (com 11 longas-metragem).

    Na mostra competitiva serão premiadas as categorias de melhor longa-metragem de ficção, melhor longa-metragem documentário, melhor curta-metragem, melhor direção de ficção, melhor direção de documentário, melhor ator, melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor ator coadjuvante, melhor roteiro, melhor montagem, melhor fotografia, Prêmio Especial do Júri, melhor longa-metragem de ficção de Voto Popular, melhor longa-metragem documentário de Voto Popular e melhor curta-metragem de Voto Popular. Na Mostra Novos Rumos as categorias são: melhor filme longa-metragem , melhor filme curta-metragem e Prêmio Especial do Júri.

    Por conta da diversidade e volume da produção no país, outros filmes brasileiros serão exibidos em mostras do Festival do Rio, como Panorama, Midnight, Première Latina, Expectativa 2018 e clássicos.

    central-do-brasil.jpgAlém disso, quatro grandes clássicos do cinema brasileiro serão exibidos no Festival com cópias restauradas. São eles "Central do Brasil", de Walter Salles, que está comemorando 20 anos de lançamento; "Pixote -A leia do mais fraco", de Hector Babenco; e duas obras de Nelson Pereira dos Santos: "Rio 40 graus" e "Rio Zona Norte".

    Os vencedores do prêmio de melhor filme na Première Brasil e na mostra Novos Rumos, escolhidos pelos júris oficiais, receberão o Prêmio Petrobras de Cinema, oferecido pela empresa para a distribuição comercial do das obras. São R$ 200 mil para o melhor filme de ficção da Première Brasil e R$ 100 mil para o vencedor da Novos Rumos. Veja abaixo a lista completa de filmes.

    PREMIÈRE BRASIL

    Competição Principal Ficção (Longas)

    Links Circo Místico"A Sombra do Pai", de Gabriela Amaral Almeida, 92 min – SP

    "A Terra Negra dos Kawa (Kawa)", de Sérgio Andrade, 99 min – AM

    "Azougue Nazaré", de Tiago Melo, 82 min – PE

    "Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos", de João Salaviza e Renée Nader Messora, 113 min – MG

    "Deslembro", de Flavia Castro, 93 min - RJ

    "Domingo", de Clara Linhart e Fellipe Barbosa, 95 min – RJ

    "Morto Não Fala", de Dennison Ramalho, 110 min - RS

    "Nóis por Nóis", de Aly Muritiba e Jandir Santin, 100 min - PR

    "Tinta Bruta", de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, 117 min – RS

    Competição Principal Documentário (Longas)

    "Clementina", de Ana Rieper, 75 min - RJ

    "Eleições", de Ana Riff, 80 min - SP

    "Gilda Brasileiro - Contra O Esquecimento", de Roberto Manhães Reis e Viola Scheuerer, 90 min - ES

    "Meu Nome é Daniel", de Daniel Gonçalves, 83 min - RJ

    "Relatos do Front", de Renato Martins, 105 min - RJ

    "Torre das Donzelas", de Susanna Lira, 92 min – RJ

    Competição Novos Rumos (Longas)

    "El Último País", de Gretel Marín Palacio, DOC, 70 min – GO

    "Ilha", de Ary Rosa e Glenda Nicácio, FIC, 96 min – BA

    "Inferninho", de Pedro Diogenes e Guto Parente, FIC, 72 min – CE

    "Luna", de Cris Azzi, FIC, 89 min - MG

    "Mormaço", de Marina Meliande, FIC, 96 min – RJ

    "Para’i", de Vinicius Toro, FIC, 82 min – SP

    "Sócrates", de Alex Moratto, FIC, 70 min - SP

    Competição principal (Curtas)

    "A Retirada para um Coração Bruto", de Marco Antônio Pereira, FIC, 14 min – MG

    "À Tona", de Daniella Cronemberger, DOC, 15 min, DF

    "Antes que o Tempo me Esqueça", de Leo Goodgod e Paulo Rodrigues, FIC, 13 min, MG

    "Boi", de Lucas Bettim e Renan Carvalho, FIC, 13 min – SP

    "Gopi", de Viviane D’Avilla e Paulo Dimantas, DOC, 15 min - RJ

    "Mais Triste que Chuva num Recreio de Colégio", de Lobo Mauro, DOC, 14 min – RJ

    "Nomes que Importam", de Muriel Alves e Angela Donini, DOC, 15 min - RJ

    "O Órfão", de Carolina Markowicz, FIC, 15 min – SP

    "Preciso Dizer que te Amo", de Ariel Nobre, DOC, 13 min SP

    "Princesa Morta do Jacuí", de Marcela Ilha Bordin, FIC, 15 min – RS

    "Universo Preto Paralelo", de Rubens Passaro, DOC, 12 min - SP

    "Você não me Conhece", de Rodrigo Séllos, DOC, 14 min - RJ

    Competição Novos Rumos (Curtas)

    "Cadelas", de Rita Toledo, FIC, 22 min – RJ

    "Cascudos", de Igor Barradas, FIC, 18 min - RJ

    "Invasão Drag", de Rafael Ribeiro, DOC, 13 min - RJ

    "Jéssika", de Galba Gogóia, FIC, 19 min - RJ

    "Lembra", de Leonardo Martinelli, FIC, 10 min – RJ

    "Sempre Verei Cores no seu Cinza", de Anabela Roque, DOC, 18 min – RJ

    "Vigia", de João Victor Borges, FIC, 24 min – RJ

    MOSTRAS NÃO COMPETITIVAS

    Première Brasil Hors Concours Ficção (Longas)

    "Aconteceu na Quarta-Feira", de Domingos Oliveira, 70 min – RJ

    "Cine Holliudy 2 – A Chibata Sideral", de Halder Gomes, 100 min – CE

    "Correndo Atrás", de Jeferson De, 86 min – RJ

    "Diamantino", de Gabriel Abrantes, Daniel Schmidt, 96 min - RJ

    "Intimidade Entre Estranhos", de José Alvarenja Jr., 111 min – RJ

    "Los Silencios", de Beatriz Seigner, 89 min – SP

    "Rasga Coração", de Jorge Furtado, 113 min – RS

    "Sequestro Relâmpago", de Tata Amaral, 79 min - SP

    "Simonal", de Leandro Domingues, 105 min – RJ

    "Sueño Florianópolis", de Ana Katz, 107 min – SP

    "Uma Noite Não É Nada", de Alain Fresnot, FIC - SP

    Première Brasil Hors Concours Documentário (Longas)

    "Amazônia, o Despertar da Florestania", de Christiane Torloni e Miguel Przewodowski, 111 min - RJ

    "Excelentíssimos", de Douglas Duarte, 152 min - RJ

    "Humberto Mauro", de André Di Mauro, 90 min - RJ

    "THF: Aeroporto Central", de Karim Ainouz, 97 min – SP

    Curta

    "O Mundo é Redondo Para Ninguém se Esconder Nos Cantos – Parte I: Refúgio", de Leandro Goddinho, DOC, 10 min

    Première Brasil Retratos

    "A Turma do Pererê.DOC", de Ricardo Favilla, 77 min - RJ

    "Angel Viana – Voando Com os Pés no Chão", de Cristina Leal, 88 min – RJ

    "Carvana", de Lulu Corrêa, 104 min – RJ

    "Filme Ensaio", de Maria Flor, 72 min – RJ

    "Marcia Haydée", de Daniela Kallmann, 80 min – RJ

    "Meu Samba É Meu Dom", de Cristiano Abud, 93 min – MG

    "Paulo Casé", de Paula Fiuza, 70 min - RJ

    "Rindo à Toa: Humor sem limites", de Cláudio Manoel, Alvaro Campos e Alê Braga, 102 min - RJ

    "Tá Rindo de Quê?", de Cláudio Manoel, Alvaro Campos e Alê Braga, 95 min – RJ

    "Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto", de Pedro Gui, 82 min - RJ

    "Zuza Homem de Jazz", de Janaina Dalri, 72 min - RJ

    PREMIÈRE LATINA

    "Família Submersa", de María Alché, FIC, 91 min (Argentina, Brasil, Alemanha, Noruega)

    "Happy Hour", de Eduardo Albergaria, FIC, 104 min (Brasil, Argentina)

    "La Cama", de Mónica Lairana, FIC, 90 min (Brasil, Argentina, Holanda, Alemanha)

    "Rojo", de Benjamin Naishtat, FIC, 109 min (Argentina, Brasil, França, Alemanha, Holanda)

    "Tarde Para Morir Joven", de Dominga Sotomayor, FIC, 110 min (Chile, Brasil, Argentina, Holanda, Qatar)

    EXPECTATIVA

    "Palace II - 3 Quartos com Vista para o Mar", de Rafael Machado e Gabriel Corrêa e Castro, DOC, 80 min – RJ

    "Pedro e Inês", de António Ferreira, FIC, 120 min (Portugal, Brasil, França)

    PANORAMA

    "Cano Serrado", de Erik de Castro, FIC, 87 min - RJ

    "O Olho e a Faca", de Paulo Sacramento, FIC, 99 min – SP

    MIDNIGHT

    "Personas Humanas", de Frank Spano, FIC, (Panamá, Brasil, Espanha)

    MIDNIGHT DOCS

    "Amazônia Groove", de Bruno Murtinho, DOC, 78 min – RJ

    "The Cleaners", de Hans Block, Moritz Riesewieck, DOC, 95 min (Alemanha, Brasil)

    CLÁSSICOS E CULTS

    "Central do Brasil", de Walter Salles, FIC, 105 min (Brasil, França)

    "Pixote: A Lei do Mais Fraco", de Hector Babenco, FIC, 128 min – SP

    "Rio 40 Graus", Nelson Pereira dos Santos, FIC, 100 min - 1955

    "Rio Zona Norte", Nelson Pereira dos Santos, FIC, 90 min 1957

    FILME DE ENCERRAMENTO

    "O Grande Circo Místico", de Carlos Diegues, FIC, 106 min (Brasil, Portugal, França)


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    RIO — No último dia 14 de setembro, a casa de Arlindo Cruz amanheceu em festa. Ainda durante o café da manhã, família e amigos iniciaram as comemorações pelos 60 anos do cantor e compositor com música, quitutes e até um bolo confeitado, que o sambista provou (um pouquinho) e aprovou. Dali a poucas horas, a festa se estenderia ao palco do Credicard Hall, em São Paulo, com show liderado por Arlindinho, com a presença de artistas convidados e a casa lotada por milhares de fãs, enviando as melhores energias para o aniversariante do dia.

    — Como tinha que pegar a ponte aérea, me despedi dele e expliquei para onde eu estava indo, o que iria acontecer. Ele sorriu, depois chorou. Acho que sentiu o mesmo que eu sentia quando ele viajava para fazer shows e não podia passar meus aniversários comigo — conta Arlindinho, que deixou tudo preparado para transmitir o espetáculo ao vivo pelo celular, para o pai acompanhar de casa: — Queríamos que ele estivesse presente, mas o médico nos alertou sobre a forte carga emocional, que poderia prejudicá-lo. Não quisemos arriscar... Está tudo indo tão bem. Já, já, ele se livra da traqueostomia.

    Neste sábado, dia 6, a celebração se repete no Rio, no Km de Vantagens Hall, com outros convidados: Maria Rita, Thiago Martins, o grupo Bom Gosto e a bateria do Império Serrano se unem a Arlindinho e Sombrinha, que estiveram na primeira apresentação. A intenção é que a turnê “60 anos de vida, 40 anos de samba” rode várias cidades do país:

    — O repertório tem 35 músicas, das quais meu pai é compositor ou intérprete. Serão duas horas de festa embaladas por sucessos como “O show tem que continuar”, “Meu nome é favela”, “O meu lugar” e “O bem”. Esta, especialmente, é indispensável num momento de tanta intolerância quanto este que vivemos. Música e amor curam — explica o filho de Arlindo.

    Amizade de quase quatro décadas

    77270162.jpgEm 38 anos de amizade, Sombrinha compôs nada menos que 120 canções com Arlindo Cruz.

    — A gente sempre se entendeu no olhar, desde o Fundo de Quintal. Fomos dupla, seguimos solo, nos afastamos e nos reencontramos. Ainda não tive coragem de ir visitá-lo, não estou preparado — desabafa o sambista: — Mas é uma honra celebrar a vida do meu irmão de alma nessa turnê.

    Maria Rita, que gravou mais de dez músicas de Arlindo em seus álbuns, já se prepara para fortes emoções.

    — Canto muitas músicas de Arlindo nos meus shows. Durante meses, depois que ele teve o AVC, me emocionei muito no palco. Mas não era choro de tristeza, mas de fé, de oração, de pedido de força para ele e família. Agora, pode acontecer de eu chorar de cabo a rabo e ser expulsa, perder meu emprego... — exagera a cantora.

    SERVIÇO

    Km de Vantagens Hall: Av. Ayrton Senna 3.000, Barra — 2156-7300. Sáb, às 22h. R$ 80 (mesa lateral), R$ 90 (poltrona e mesa central), R$ 100 (mesa especial), R$ 120 (mesa palco) e R$ 140 (camarote e mesa vip). 15 anos.


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    RIO — O prêmio Jabuti tem o poder de consagrar escritores já renomados, assim como revelar ao público novos autores. Na edição comemorativa de 60 anos da premiação, haverá apenas um vencedor por categoria, além do ganhador do Livro do Ano. O GLOBO selecionou alguns concorrentes ainda poucos conhecidos para o público ficar de olho.

    José Almeida Júnior, com "Última hora" (Record)

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    Vencedor do prêmio Sesc de Literatura de 2017 com o mesmo livro que concorre ao Jabuti de melhor Romance, o escritor potiguar tem 34 anos, é natural de Mossoró (RN) e reside em Brasília há 10 anos, onde exerce o cargo de Defensor Público do Distrito Federal.

    "Última hora", seu primeiro livro publicado, é uma narrativa histórica, que retrata a história do jornal fundado por Samuel Wainer, sob o ponto de vista de um repórter ficcional torturado no Estado Novo. Um mergulho na vida política e da imprensa no Brasil dos anos 1950, tem histórias de tortura, militância e é recheado de personagens reais.

    Olavo Amaral, com "Dicionário de línguas imaginárias" (Alfaguara)

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    Escritor, médico e pesquisador em neurociências na UFRJ, Amaral mescla fatos e fantasia em seus contos, além de lugares reais e imaginários, nos quais a linguagem assume uma posição central na investigação da condição humana. Com grande influência de Jorge Luis Borges, "Dicionário de línguas imaginárias" passa ainda por questões contemporâneas como imigração ilegal e pornografia online.

    Nascido em Porto Alegre, é autor ainda de "Estática" (IEL-RS, 2006) e "Correnteza e escombros" (7Letras, 2012). É também roteirista de cinema tendo trabalhado em "Perro en el Columpio" (2008) e "Depois da poeira" (2014), entre outros.

    Gustavo Melo Czekster, com "Não há amanhã" (Editora Zouk)

    450xN.jpgVencedor do Prêmio Açorianos de Literatura de 2017, o segundo livro do escritor gaúcho concorre ao Jabuti na categoria de Contos. Em "Não há amanhã", Czekster mostra em 31 narrativas curtas, temas que vão da efemeridade das coisas humanas, até uma reflexão sobre a própria literatura.

    Mestre em literatura comparada pela UFRGS, é autor também do livro de contos “O homem despedaçado”, lançado em 2011 pela Editora Dublinense.

    Cristina Judar, com "Oito do sete" ( Editora Reformatório)

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    Primeiro romance da escritora e jornalista, "Oito do sete" guia o leitor por uma trama composta de fragmentos narrativos de quatro vozes distintas: duas amantes (Magda e Glória), um anjo (Serafim) e uma cidade (Roma). Em um fluxo de consciência, a linguagem da autora caminha por memórias, sonhos e pensamentos soltos.

    Paulistana, Cristina Judar é também autora das HQs "Lina" (Editora Estação Liberdade) e "Vermelho, vivo" (Devir), além do livro de contos "Roteiros para uma vida curta" (Editora Reformatório).

    Links livros

    Gisele Mirabai, com "Machamba" (Nova Fronteira)

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    Gisele Mirabai venceu o primeiro Prêmio Kindle para autores independentes com "Machamba", o que lhe rendeu um contrato com a Nova Fronteira. No livro, ela narra a história de uma menina que cresceu em uma fazenda em Minas Gerais lendo as Enciclopédias das Antigas Civilizações com o pai. Ao se ver adulta levando uma vida vazia em Londres, ela inicia uma viagem pelas antigas civilizações do planeta — Grécia, Turquia, Israel, Egito — em direção ao seu passado.

    A escritora mineira é ainda autora de "Nasci pra ser Madonna" (Cepe), "Onde Judas perdeu as botas" (Edith) e "Guerreiras de Gaia" (Gaia). Além disso, dirigiu em 2015 o documentário "Homem livre".


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    RIO - O filme só estreia na quinta-feira, dia 11 — e está cercado de expectativas. Para quem quer ter uma ideia do que vem por aí, chegou esta sexta às plataformas de streaming a trilha sonora de "Nasce uma estrela".

    No estilo clássico das trilhas de cinema, o disco traz algumas falas do filme e um punhado de canções (mas nenhuma música incidental). Fora um "La vie en rose", sucesso de Édith Piaf cantado pela estrela Lady Gaga, são todas músicas compostas especialmente para a obra — por Gaga, Bradley Cooper (diretor do filme e companheiro de cena da cantora) e um grupo de compositores profissionais. Links nasce uma estrela

    E não há porque se assustar com a perspectiva de ver um conhecido ator se aventurar na composição e no canto: Cooper, que se preparou musicalmente para o filme, direciona suas canções para o personagem — um experimentado cantor country que resolve preparar a jovem cantora Ally (Lady Gaga) para o estrelato — e se sai bem na tarefa.

    No trabalho, ele contou com a parceria do compositor e produtor Lukas Nelson (filho do astro country Willie Nelson), que o conduziu pelos caminhos do rock mais elétrico ("Black eyes", "Alibi") e da música mais plangente ("Music to my eyes" e "Maybe it's time", composição do cantor de alt-country Jason Isbell, uma das melhores aquisições do time).

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    Mas a razão primordial de "Nasce uma estrela" é mesmo fazer Lady Gaga brilhar. Dueto da cantora com Bradley Cooper lançado anteriormente como single, "Shallow" (parceria de Gaga com Mark Ronson e outros produtores) é uma daquelas power baladas de levar às lágrimas os embriagados pela paixão.

    E o fato de as canções terem sido gravadas no set de filmagem aumentou o poder emocional de faixas de Lady Gaga como "Always remember us this way" (baladão no qual ela deita e rola), a eltonjohniana "Look what I found", "Why did you do that" (parceria dela com Diane Warren que virou a melhor faixa que Whitney Houston nunca gravou) e "I'll never fall in love again", o gran finale, em apoeteótico dueto com Bradley Cooper.

    Cotação: Bom

    Nasce uma estrela crítica


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    SÃO PAULO - O Parlamento europeu aprovou regulamentação para serviços de streaming em vídeo, impondo uma cota de 30% de produção local no conteúdo levado ao ar por Netflix e assemelhados. A decisão, longe de parecer distante, tem a ver com um debate que está sendo travado no mercado audiovisual brasileiro entre setores da cadeia produtiva nacional e funcionários da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e do Ministério da Cultura.

    Lá, de acordo com as resoluções, as plataformas de video-on-demand (vod) também estão sendo chamadas a contribuir com o desenvolvimento de filmes e séries europeus, seja investindo diretamente na produção de conteúdo ou indiretamente, por meio de subsídios. O nível de contribuição vai variar de acordo com as receitas de cada país.

    Leia tambémA regulamentação, que atinge emissoras pan-europeias, além de Facebook e YouTube, também impõe regras para proteger crianças “de violência, ódio, terrorismo e propaganda prejudicial” veiculadas nas plataformas. A ideia é que serviços como Netflix e Hulu ajam rapidamente quando um determinado conteúdo for apontado pelos usuários como prejudicial. Novas diretrizes também regulam com rigidez propaganda em conteúdos infantis.

    A propaganda pode ocupar no máximo 20% da transmissão diária, entre 6h e 18h. No horário nobre, das 18h à meia-noite, deve chegar a no máximo 20% do total da programação.

    As novas regulamentações agora vão para o Conselho de ministros para aprovação formal antes de serem enviados a cada um dos estados membros, que terão dois anos para implementá-las.

    Prevendo as mudanças legais, a Netflix e a Amazon já se mobilizaram para aumentar sua produção local na Europa. Esta semana, a Amazon divulgou uma nova leva de produções europeias, enquanto a Netflix apresentou planos de novos núcleos produtivos na França e Espanha.


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    RIO - A atriz Margot Robbie está em negociações para interpretar a boneca Barbie nos cinemas, informou a revista "Hollywood Reporter" nesta sexta-feira. Ela também pretende produzir o longa, junto com a Mattel, empresa que criou a peronsagem.

    Hollywood está tentando tocar o projeto já há algum tempo. Num primeiro momento, "Barbie" seria financiado pela Sony, que acabou voltando atrás. Agora, está nas mãos da Warner.

    A comediante Amy Schumer foi o primeiro nome a ser considerado para o papel, mas foi impedida por conflitos de agenda. Anne Hathaway também foi cogitada. Com todas essas mudanças, não está claro se o estúdio vai manter intacta a primeira versão do roteiro, que foi inicialmente descrito como uma "comédia adulta."

    Margot Robbie foi indicada ao Oscar de melhor atriz pelo trabalho em "Eu, Tonya" (2017), de Craig Gillespie.


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    NOVA YORK — O principal filme de 1982 foi, de longe, “E.T. – o extraterrestre ”, fantasia dirigida por Steven Spielberg sobre um grupo de garotos que tentam levar um alienígena de volta ao espaço. Na quinta posição, estava "Porky's", sobre um grupo de garotos que tentam fazer muito sexo. O filme se baseava na nostalgia da época pré-assassinato de John Kennedy, que gerou grandes sucessos como “Loucuras de verão”, uma década antes, e “Clube dos cafajestes”, cinco anos depois.

    KavanaughTrump

    Mas "Porky's" não era inocente e, na verdade, nem nostálgico. Tudo o que os garotos ansiavam eram as garotas — para conversar, claro, mas principalmente para espiar, olhar com segundas intenções e assediar.

    A gangue visita um prostíbulo na região rural, onde pelo menos seis deles planejam se revezar com a mesma prostituta. Eles pretedem ir a um bar de striptease (Porky's) para que um deles (Pee Wee) possa perder a virgindade. E uma professora de ginástica descobre porque uma colega de trabalho (Kim Cattrall) foi apelidada de Lassie.

    Em 1982, se você era um adolescente, suas fantasias não precisavam mais viver sob um colchão. Em uma sala de cinema, você estava livre, digamos, para espiar garotas no chuveiro depois da academia. O voyeurismo, o racismo casual, o anti-semitismo agressivo e a homofobia indireta: não são esses os motivos para falar sobre “Porky's” agora.

    O riso que incomoda

    A razão para falar sobre “Porky's” agora é o riso — o riso barulhento. Na semana passada, quando a Dra. Christine Blasey Ford foi perguntada sobre o que ela mais se lembrava da noite em que Brett M. Kavanaugh, bêbado, a abusou sexualmente, ela disse, tremendo, que era o riso de Kavanaugh e seu amigo. Ela disse ao Comitê Judiciário do Senado: "Indelével no hipocampo" — Blasey é professora de psicologia — "é o riso, o riso barulhento entre os dois, e eles se divertindo às minhas custas".

    porkys.jpgKavanaugh, que nega a acusação de Blasey, mencionou "Clube dos cafajestes" em sua declaração de abertura. Mas minha mente, de repente, se encontrou em uma jornada de volta para "Porky's". O riso acompanha a maioria das brincadeiras do filme, muitas das quais feitas às custas das meninas. Para uma comédia, isso tende a ser uma péssima construção. Significa que o filme espera que seu riso seja contagioso.

    Os meninos riem um dos outros, mas as mulheres tendem a ser o objeto das risadas mais barulhentas, especialmente a Sra. Balbricker, a treinadora brutamontes que, na pior cena do filme, pede ao diretor que abra uma investigação sobre o olho mágico de um banheiro. Ela tem certeza que pode identificar o pênis que flagrou tentando atingir o outro lado da parede.

    E enquanto ela calmamente tenta argumentar pedindo uma fila policial, seus colegas professores de ginástica — homens — estão morrendo de rir. Um desliza, em histeria, para o chão e sai de vista, levando consigo um telefone de mesa. Em certo momento, o diretor se junta a eles, e Balbricker, interpretada por Nancy Parsons, sai derrotada. Mesmo que uma fila policial peniana seja provavelmente inviável, há também uma crise sexual acontecendo na escola, e nenhum dos outros docentes parece reconhecer a gravidade disso.

    Disjunção moral

    Isso deveria ser engraçado. E meio que é. Os atores nessa cena parecem estar se divertindo de uma maneira que parece mais real do que atuação. Tudo dura o tempo suficiente para de fato alcançar o riso. Você cede. Mas há uma disjunção moral. Eu estava rindo deles. Mas eles estão rindo dela.

    O riso foi ressaltado no relato de Deborah Ramirez, uma colega de classe de Kavanaugh em Yale, que disse se lembrar de quando, durante uma rodada de bebida, o juiz foi incitado a colocar seu pênis perto do seu rosto (ele nega que tenha feito isso). Isso teria ocorrido no ano letivo de 1983-84, durante um período em que a fixação dos filmes por sexo abriam muito espaço para garotos adolescentes.

    Em histórias imaginadas por homens adultos, garotos em filmes — brancos, espertos, excitados e divertidos — estavam feitos. Eles administravam bordéis ("Negócio arriscado"); pregavam peças no diretor ("Curtindo a vida adoidado"); lutavam contra o psicopata da escola ("Te pego lá fora"); cometiam todo tipo de agressão ("A vingança dos nerds"); sobressaíam, ainda que brutalmente, na detenção juvenil (“Juventude em fúria”); vasculhavam o Caribe tirando férias em família (“Férias quentíssimas”); inventavam mulheres para aumentar sua popularidade (“Mulher nota 1000”); se transformavam em atletas lobisomens ("O garoto do futuro"); e mentiam sobre passar na prova de direção ("Sem licença para dirigir"), ser um executivo de finanças ("O segredo do meu sucesso"), ser descolado ("Namorada de aluguel") e ser negro ("Uma escola muito louca").

    Odisseias defloradoras se estenderam da Flórida (“Porky's”) para Tijuana (“Porky's 3”), e alguém até fez um filme chamado “O último americano virgem”. Geralmente havia um sistema para espionar mulheres e meninas, embora, para ser justo, muitos homens fizessem isso na década de 1980, em “Recrutas da pesada”, “Caçada em atlanta”, “Tocaia” e em todos os outros clipes de rock na "MTV". Tudo durou de 1981 a quase o final da década, quando “Tal Pai, Tal Filho” e “Quero ser grande” magicamente começaram a transformar garotos em homens. O terreno era dividido entre nerds, esquisitões sensíveis e atletas como Josh Brolin em “Os goonies”, e as piscinas pareciam cheias de cerveja.

    Influências para Kavanaugh

    De acordo com o que Kavanaugh revelou sobre sua época de colégio e faculdade, ele parecia parte desse cenário. Embora, cinematograficamente falando, ele também aparentasse gostar das coisas mais agressivas também. Sua declaração de abertura na semana passada descreveu as ambições de sua classe para o anuário de 1983 como “uma combinação de 'Clube dos cafajestes', 'Clube dos pilantras' e 'Picardias estudantis', todos filmes recentes da época”. Ele estava tentando explicar e pedir desculpas pela grosseria do livro e sua crueldade em relação a uma garota em particular, que precisou esperar 35 anos para saber que ele e seus amigos tinham formado um clube em seu nome — um filme adolescente ao contrário.

    O DNA de todos os três filmes — "Clube dos cafajestes" estreou em 1978, e "Clube dos pilantras" veio dois anos depois — se esconde em muitos dos filmes de adolescentes: a loucura, o casual comportamento odioso e a impunidade glorificada, mas pouco da ternura e da brincadeira. E apesar de Molly Ringwald e Ally Sheedy serem estrelas — estrelas interessantes — nos subúrbios de John Hughes, “Picardias estudantis”, dirigido por Amy Heckerling, é um raro exemplo de filme daquele período que poderia ser interpretado como feminista.

    Os filmes eram mais granulares, mais estranhos e menos agradáveis que a geração de filmes para adolescentes que veio mais tarde. É essa granularidade que provavelmente os tornam tão difíceis de desalojar e os mantém estimulantes, da mesma forma que Kelly LeBrock — a impulsionadora da popularidade de “Mulher nota 1000” — se destaca em um shopping e chama a atenção de uma garota punk que bate seu cigarro em aparente aprovação. Durante esta época, há dezenas de momentos como esse, uma mistura do emocionante e desagradável. Indelével no hipocampo.

    A risada ainda não acabou

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    Eles ressurgem em um momento como este, quando, por exemplo, o presidente está dizendo à imprensa que as acusações que caem sobre Kavanaugh causam preocupação em relação aos garotos. Eles ressurgem involuntariamente, como areia que você ainda encontra em sapatos e bolsos, areia como "Uma mistura especial", filme perversamente estúpido do verão de 1982, no qual Scott Baio usa telecinese para abrir um cardigã feminino e depois seduzi-la. No entanto, ele não é o maior esquisitão. Esse seria seu amigo Peyton (Willie Aames); ele é responsável pelo assédio sexual e por tirar fotos escondidas. Eles se embebedam, fazem sexo com garotas cheias de remorso, cultivam maconha, enganam o diretor e ficam impunes. A frase do pôster, que mostra Baio e Aames aficionados na saia de uma menina, é: “Eles estão ficando um pouco para trás em seu trabalho de classe”.

    Não há longas cenas de risadas barulhentas em "Uma mistura especial". Uma garota perde todo o seu traje próximo do final, e a risada deve vir de nós. O filme tinha a intenção de parodiar a telecinese de "Carrie, a estranha", que foi um sucesso em 1976. O riso, claro, foi o gatilho para Carrie — uma risada caleidoscópica e barulhenta que a leva a uma fúria infernal que só ela sobrevive. A aberração desse tipo de virada deveria mostrar para onde as prioridades do cinema haviam ido no início dos anos 80: da estrondosa psique das garotas à diversão sexual de seus algozes. Recentemente, em um comício no Mississippi, o presidente Donald Trump ridicularizou Blasey. Mesmo agora, os homens estão rindo dela.

    O que acabou com os filme de adolescentes dos anos 80 foi mais a formatura do que uma revolução. Muitos desses garotos se tornaram homens em filmes de adulto; eles se tornaram super-heróis. E, eventualmente, o despertar sexual e a vida interior das garotas — garotas brancas — chegaram aos cinemas, em “Dirty dancing: ritmo quente”, “Uma noite de aventuras”, “Três mulheres, três amores” e “Sol, praia e amor”, no miraculoso início de carreira de Winona Ryder. Filmes de terror fizeram de algumas delas guerreiras. Mas, durante a maior parte da década de 1980, as garotas se embebedaram, foram espionadas, enfiadas em malas de carros e carrinhos de compras e foram motivo de piadas. O que elas nunca conseguiram, além de seus próprios filmes, foi vingança ou justiça.

    Bem, a srta. Balbricker tenta. "Porky's" termina com ela atacando Tommy, determinada a expô-lo como o dono do pênis criminoso. Presumivelmente, ela não esqueceu o fracasso dos homens que riram ruidosamente ao invés de pegar o culpado. Mas o ataque dela não soa nada como justiça. Parece, na verdade, algo vindo de uma comédia de terror. Os garotos acabaram de demolir os negócios do Porky's, mas é a sra. Balbricker que é pega pelos policiais. Tommy se vira para a câmera e diz: "Jeez". Mas os meninos não admitem nada. Eles apenas riem.


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