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Coreógafo de ‘Cisne Negro’ é nomeado diretor do balé da Ópera de Paris

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PARIS — Benjamin Millepied, o coreógrafo de "Cisne Negro", foi nomeado diretor do balé da Ópera de Paris. Millepied ajudou a transformar Natalie Portman em uma bailarina paranóica e obsessiva para o filme e depois se casou com a atriz, com quem teve um filho em junho de 2011.

“Eu sabia sobre a posição, mas também sabia que existiam candidatos de dentro da companhia”, disse, “Fiquei surpreso, mas logo senti que havia um diálogo artístico entre nós."

O coreógrafo de 35 anos é um ex-bailarino do Balé de Nova York. Em 2011 ele saiu para criar sua própria companhia de dança em Los Angeles, a L.A. Dance Project. Millepied começa a trabalhar na Ópera de Paris em outubro de 2014, quando a atual diretora, Brigitte Lefevre, se aposenta. O anúncio pôs fim a meses de especulação quanto ao sucessor de Lefevre, no cargo desde 1995.

Millepied e Portman de conheceram durante as filmagens de “Cisne negro”, de Darren Aronofsky. A atriz ganhou o Oscar por sua atuação no longa metragem.

A indicação de Millepied foi uma surpresa, pois normalmente um ex-membro ou atual participante da companhia assume o posto. Entre os mais cotados estavam o bailarino Nicolas Le Riche, que se aposenta em 2014, e Laurent Hilaire, braço-direito de Lefevre.

Apesar de Millepied ter nascido em Bordeaux e treinado no Conservatório de Lyon, ele se juntou à escola de balé americano ainda adolescente. Sua carreira foi construída em Nova York, onde cresceu rápido até se tornar o dançarino principal em 2002. Em 2011, se mudou para Los Angeles e começou a se focar no trabalho de coreógrafo.

Millepied vai herdar uma das maiores trupes clássicas do mundo. O balé de Paris tem 150 dançarinos, sob uma hierarquia complexa que envolve rankings e promoções com todo o peso de sua história. A companhia surgiu a partir dos primórdios do balé na corte de Louis XIV. Quase todos os seus dançarinos vem da escola de balé de Paris e raramente deixam o grupo para dançar em outros lugares quando atingem uma certa posição.

Todos têm longos contratos que vão até a aposentadoria compulsória, com direito a pensão, aos 42 anos de idade. Com a notável exceção de Lefevre, os diretores tendem a cair como moscas na Ópera de Paris. Mesmo Rudolf Nureyev durou apenas seis anos - turbulentos mas produtivos.

A política bizantina, a escala e a burocracia da Ópera de Paris estão muito distantes da experiência profissional de Millepied. Ele já organizou muitos grupos para turnês e mesmo no auge de sua carreira de dançarino foi um incansável organizador de pequenos projetos coreográficos e festivais com músicos e outros artistas.

Ele é um coreógrafo prolífico que criou trabalhos para muitas companhias, como o American Ballet Theatre, City Ballet e o Balé da Ópera de Paris. Mas sua empresa, a L.A. Dance Project, que fez estreou em setembro, em Los Angeles, é pequena e experimental. (Millepied pretende continuar seu trabalho no L.A. Dance Project até assumir o novo trabalho, quando se mudará para Paris com Portman e o filho. Ele espera que a companhia, que tem orçamento para os próximos três anos, siga com as próprias pernas.)

“Não sou um estrangeiro completo”, disse sobre as diferenças entre o trabalho atual e o que assumirá em 2014. “Cresci na França e, mesmo que não tenha estudado ou dançado com o balé de Paris, absorvi ideias similares no meu treinamento. Entendo a escala de uma grande companhia. Dancei para uma por quase 20 anos. Acho que é uma vantagem ter absorvido outras tradições e experiências nos EUA. Mas é claro que tenho muito a aprender sobre a companhia e suas grandes qualidades.”


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