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    79046349_SC Rio de Janeiro RJ 25-09-2018 Prêmio Multishow 2018 no Jeneusse Arena Barra da Tijuca Na.jpgA cantora Anitta beijou Leandro Martins do Atitude 67 ao vivo no palco do Prêmio Multishow 2018. O momento é resultado de uma série de brincadeiras feitas por ela e Tatá Werneck sobre o status civil da apresentadora, durante a cerimônia.

    Prêmio Multishow 2018

    A carioca, jurada do "The Voice México", está solteira desde setembro deste ano, quando chegou ao fim o casamento com o empresário Thiago Magalhães. A notícia foi divulgada dia 8 pela imprensa. Eles se casaram em 17 de novembro de 2017 e, na época, houve uma cerimônia secreta na Amazônia, durante as gravações do clipe "Is that for me", para o Projeto CheckMate.


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    79046321_SC Rio de Janeiro RJ 25-09-2018 Prêmio Multishow 2018 no Jeneusse Arena Barra da Tijuca Na.jpgAs mulheres dominaram o Prêmio Multishow 2018 com o maior número de troféus do júri popular, divididos entre Anitta, IZA, Ivete Sangalo, Marília Mendonça, Rouge e Day. Além de apresentadora da cerimônia, a intérprete de “Vai Malandra” levou as categorias de “Música chiclete” e “Melhor clipe TVZ”. Ela também animou a plateia com um beijo ao vivo no cantor Leandro Martins, do grupo Atitude 67, durante a 25ª edição da premiação.

    Prêmio Multishow 2018

    O momento de intimidade de Anitta com o vocalista do Atitude 67 (indicado ao prêmio Fiat Argo Experimente) ocorreu após várias brincadeiras entre ela e Tatá Werneck sobre a recém-solteirice da cantora. O casamento com o empresário Thiago Magalhães teve fim no início de setembro, após quase um ano de relacionamento. Anitta abriu as comemorações da noite com um mashup, que incluiu algumas surpresas como Fat Family, Simone e Simaria e Jennifer Lopez. Além de homenagens ao grupo Rouge e a extinta banda Calypso, liderada com Joelma, concorrente na categoria “Melhor cantora” — conquistada por Ivete Sangalo.

    Um destaque da noite foi o retorno triunfante do Rouge à premiação. Aline Wirley, Karin Hils, Li Martins, Lu Andrade e Fantine Thó levaram o título de “Melhor grupo”. Elas dedicaram a vitória aos fãs, responsáveis por incentivar o reencontro do quinteto após 12 anos separadas. “Esse momento é muito acolhedor e nos faz manter o foco nos nossos projetos, não esperávamos voltar com tanta força. Somos mulheres muito diferentes que se unem para contar uma história de sororidade, empatia e girl power”, afirma Aline. Elas já haviam sido escolhidas como “Revelação” em 2003.

    79046385_SC Rio de Janeiro RJ 25-09-2018 Prêmio Multishow 2018 no Jeneusse Arena Barra da Tijuca.jpg

    Vencedora de “Melhor música” com o hit “Pesadão”, parceria com Marcelo Falcão, IZA vê a indicação ao Grammy Latino com “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa” como um sinal de reconhecimento da carreira. “Isso serve como uma validação, me faz ver que estou no caminho certo. Saber que uma instituição renomada mundialmente valoriza o meu trabalho é muito importante e me deixa feliz”, diz Iza.

    Ela também é dona de “Ginga” com o rapper Rincon Sapiência, que considera percebe no pop uma capacidade de agregar ritmos. “A música [pop] tem tomado novos rumos e estéticas e a participação do rap tem levado o som para espaços como rádios e TVs. Essa é a tendência e o aumento desses acessos é questão de tempo”, acredita Rincon. Para o cantor Jão, a cena pop ganha coragem com a geração mais jovem na música brasileira. “Essa galera é talentosa e sabe se expressar, eu admiro isso. Não há mais tempo para discursos fake, sem blá blá blá, é preciso mostrar para que veio”, afirma o artista.

    A premiação foi marcada por encontros como as apresentações de Ferrugem e Sorriso Maroto; Luan Santana e a dupla Jorge e Mateus; e Zezé di Camargo e Luciano com Daniel, que também homenagearam o falecido cantor sertanejo Cristiano Araújo. Além dos Tribalistas, com performance inédita na cerimônia, e da superbanda de pop-rock formada por Dinho Ouro Preto, Paulo Miklos, Samuel Rosa, João Barone, Digão, Liminha, Marcelo Lobato e PJ.

    A internet também influenciou na programação do Prêmio. O título de “Melhor cover na web”, conquistado por Day com “Ao vivo e a cores”, foi revelado primeiro no canal “Multishow Música”, no YouTube e, só depois, no palco da premiação. A categoria de “Melhor clipe TVZ” (Anitta ganhou) teve votação exclusiva no Twitter e o resultado foi decidido por meio da hashtag mais votada na plataforma, em tempo real.

    No caso do superjúri, formado por especialistas em música, foram eleitos “Te amo disgraça” do Baco Exu do Blues como a “Canção do ano”; o troféu de “Revelação” também foi entregue para o mesmo artista. A última categoria votada pelo time foi “Melhor disco”, com vitória de Anelis Assumpção pelo álbum “Taurina”.

    VEJA TODOS OS VENCEDORES ABAIXO DA VOTAÇÃO POPULAR:

    Melhor grupo

    Harmonia do Samba

    Imaginasamba

    Rouge

    Sorriso Maroto

    Turma do Pagode

    Melhor cantor

    Gusttavo Lima

    Kevinho

    Leo Santana

    Luan Santana

    Wesley Safadão

    Melhor cantora

    Anitta

    Ivete Sangalo

    Joelma

    Marília Mendonça

    Naiara Azevedo

    Melhor show

    Anitta

    Bruno & Marrone

    Luan Santana

    Marília Mendonça

    Simone & Simaria

    Melhor dupla

    Henrique & Juliano

    Jorge & Mateus

    Maiara & Maraisa

    Matheus & Kauan

    Simone & Simaria

    Fiat Argo Experimente

    Atitude 67

    Gloria Groove

    Hungria Hip Hop

    Jonas Esticado

    MC Loma e as Gêmeas Lacração

    Melhor música

    2050 – Luan Santana

    (Autores: Bruno Caliman, Rafael Torres)

    Ausência – Marília Mendonça

    (Autores: Juliano Tchula, Felipe De Paula, Hugo Henrique)

    Cheguei Pra Te Amar – Ivete Sangalo part. MC Livinho

    (Autores: Ivete Sangalo, Ramon Cruz)

    Pesadão – IZA part. Marcelo Falcão

    (Autores: Pablo Bispo, IZA, Marcelo Falcão, Sérgio Santos e Ruxell)

    Regime Fechado – Simone & Simaria

    (Autores: Natanael Silva, Vinicius, Jenner Melo, Juan Marcus, Samuel Alves, Thiago Alves)

    Música chiclete

    Contatinho – Nego do Borel part. Luan Santana

    (Autores: Romeu R3, Umberto Tavares, Jefferson Junior)

    Check-In – Luan Santana

    (Autores: Luan Santana, Douglas Cezar)

    Vai, Malandra – Anitta

    (Autores: Anitta, Maejor, Mc Zaac, Brandon Green, Laudz, Ze Gonzales, Yuri Martins)

    Dona Maria - Thiago Brava part. Jorge

    (Autores: Thiago Aloisio Lima Quintana, Lucas Lima, Thiago Brava)

    Rabiola – Kevinho

    (Autores: Kevinho, Breder, Wallace Vianna, Andre Vieira)

    Melhor cover na web

    Ariel Mançanares - Cover: “Não esqueço” (Niara part. Pabllo Vittar)

    Carol & Vitoria - Cover: “MC Lençol e DJ Travesseiro” (Luan Santana)

    Day - Cover: “Ao Vivo e a Cores” (Matheus & Kauan)

    Gabi Luthai - Cover: “O Sol” (Vitor Kley)

    Thayná Bitencourt - Cover: “Amor Falso” (Wesley Safadão)

    Melhor clipe TVZ (votações somente na véspera da premiação)

    Vai, Malandra - Anitta, Mc Zaac, Maejor ft. Tropkillaz & DJ Yuri Martins

    Diretor: Terry Richardson

    Ta Tum Tum – Kevinho e Simone & Simaria

    Diretor: Gabriel Zerra (KondZilla)

    Romance com Safadeza - Wesley Safadão part. Anitta

    Diretor: Mess Santos

    Indestrutível – Pabllo Vittar

    Diretor: Bruno Ilogti

    Din Din Din – Ludmilla part. MC Pupio e MC Doguinha

    Diretor: Thiago Calviño

    INDICADOS DO SUPERJÚRI:

    Canção do Ano

    "Te Amo Disgraça" - Baco Exu do Blues

    Autor: Baco Exu do Blues

    "Banho" - Elza Soares

    Autor: Tulipa Ruiz

    "Exú Nas Escolas"- Elza Soares Part. Edgar

    Autores: Kiko Dinucci e Edgar

    "Todo Homem" - Zeca Veloso, Caetano Veloso, Moreno Veloso ft. Tom Veloso

    Autor: Zeca Veloso

    Melhor Disco

    "Taurina" - Anelis Assumpção

    "Deus É Mulher" - Elza Soares

    "Recomeçar" - Tim Bernardes

    Revelação

    Baco Exu do Blues

    Edgar

    Luedji Luna

    Maria Beraldo


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    RIO — Um dos grandes nomes da música romântica no Brasil, Tito Madi morreu aos 89 anos na manhã desta quarta-feira. O cantor e compositor estava internado com pneumonia no hospital São Lucas, em Copacabana, e teve falência múltipla dos órgãos.

    Compositor da geração pré-bossa nova, teve grande influência sobre o movimento com seus sambas-canções. Foi uma referência para cantores como João Gilberto, Roberto Carlos e Wilson Simonal. Seu maior sucesso, "Chove lá fora", teve repercussão internacional, tendo sido gravada por Freddy Cole, o grupo americano The Platters, além de Milton Nascimento.

    Chove la fora

    A carreira de Tito Madi teve início em 1952, quando a moderna canção de amor brasileira estava no auge. Suas composições “Não diga não” e "Cancei de ilusões" chegaram ao topo das paradas".

    Em 2008, o compositor teve um AVC, o que fez com que perdesse parte dos movimentos do corpo e passasse a usar uma cadeira de rodas para se locomover. Ainda assim, lançou em 2015 "Quero dizer due eu amo", seu último disco, gravado em dupla com o pianista Gilson Peranzzetta.


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    RIO — Ivete Sangalo, grande homenageada da noite de 25 anos de Prêmio Multishow, levou os fãs ao delírio da cerimônia após a transmissão. A baiana, a maior vencedora de troféus em todos os anos de competição, jogou-se na galera à espera do anúncio da vitória na categoria Melhor Cantora, fez discurso para os admiradores, brincou com os bailarinos e fez um improviso que deixou o público ainda mais encantado.

    Depois que se encerrou a apresentação comandada por Tatá Werneck e Anitta para a TV, Ivete Sangalo disse, com toda sua baianidade: "Vou fazer mais uma (música) para os meninos". A artista, então, pediu autorização para a produção do canal da Globosat e, em seguida, começou a cantar "Doce". Naquele momento, a mais de 1h30 da madrugada, restavam poucos artistas na plateia. Entre eles, a Banda Melim, que gravou "Um sinal" com Ivete, e o novato Jão.

    Os fãs vibravam e cantavam com a artista, que anterioremente havia recebido o prêmio das mãos do amigo Carlinhos Brown e uma homenagem do Multishow pelos 25 anos de carreira.

    Depois do mimo "intimista" para os fãs, que gritavam e ovacionavam a artista, Ivete emendou mais quatro músicas. Animadíssima, ela só saiu do palco quando três integrantes da produção acompanharam a cantora até o backstage. Veja o vídeo:

    Ivete Premio Multishow


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    RIO — A eliminação de Priscila Tossan, do “The voice Brasil 2018”, na noite desta terça-feira, deixou muita gente de boca aberta. Dada como finalista e até mesmo ganhadora desta edição, a carioca perdeu para Isa Guerra. Nesta quarta-feira, um pouco mais conformada ao fato de estar fora da disputa final e de abocanhar o prêmio de R$ 500 mil, ela diz que só quer pensar no futuro.

    — Fiquei um pouco surpresa por não ter sido selecionada para a final. Mas agora estou entendo que as coisas aconteceram da forma que tinham que acontecer. Não vou aqui fazer uma autocritica, mas estou feliz com as coisas que estão acontecendo após minha entrada no programa — afirma a cantora, de 28 anos, que era do time Lulu Santos.

    Logo na primeira aparição no programa, Priscila chamou a atenção de muita gente, dentro e fora do palco, com seu acentuado sotaque carioca e a malemolência. Uma das mais marcantes apresentações dela foi quando interpretou a cantiga popular “O sapo”. Para alguns, foi um deboche. Para outros, a reafirmação de um jeito original de uma artista com futuro promissor.

    — Estou achando as críticas bem pesadas da parte de algumas pessoas que não entenderam o meu jeito de cantar. Mas, por outro lado, tenho recebido muito carinho. Isso é fantástico!

    Ainda não confirmada para se apresentar na final do “The Voice Brasil 2018”, nesta quinta-feira, dia 27, como convidada, ela já está de olho nos próximos passos da carreira.

    — Não me arrependo de ter participado do programa. Ganhei muita visibilidade. Foi uma experiência boa. Agora, estou analisando as composições próprias que tenho para ver se lanço CD ou EP — diz ela, que tem se apresentado Brasil afora, e tem um show especial na sexta-feira (28): — Vou cantar na Linha 4 do metrô do Rio. Não sei que horas ainda, mas vou aparecer por lá.


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    Fê Lima.jpgRIO — Fernanda Lima e a turma do "Amor & sexo" voltam ao ar no do dia 9 de outubro, com a nova temporada da atração, na Globo. A apresentadora diz que a atração está “picante, dançante, pensante, divertida, informativa, vanguardista e sem espaço para preconceitos”.

    Entre as novidades deste ano, está a presença da filósofa Djamila Ribeiro na bancada, ao lado de José Loreto, Mariana Santos, Eduardo Sterblitch, Dudu Bertholini e Regina Navarro Lins. Já o roteiro ganha o reforço da jornalista, blogueira e escritora Milly Lacombe, e a banda passa a ter Mylena Jardim, ganhadora da quinta edição do ‘The voice Brasil’, dividindo os microfones com Régis Paulino.

    LEIA MAIS: Diretor adianta os dramas da segunda temporada da série ‘Sob pressão’

    Na nova safra, temas como masculinidade, corpo, família, feminismo e discussão de gênero permeiam os papos e discussões do elenco e convidados, sempre com muito bom humor e informação. Tudo embalado com coreografias e musicais, e buscando a troca e a interação com anônimos que se entregam e se revelam sem pudores.

    DEBATE EM ALTA

    Para a apresentadora, o debate é um dos destaques dessa temporada. “O debate se tornou mais rico, toma mais tempo do programa e dá a chance de os assuntos se assentarem para poder ter vários pontos de vista. Mas destaco também os momentos divertidos do nosso elenco, por quem sou apaixonada. Em tempos de ânimos acirrados, a gente precisa de diálogos amorosos, de debates cuidadosos, delicados, gentis, em que a gente possa expor nossas ideias, por mais divergentes que sejam. Esses são os debates de fato construtivos e que podem mover montanhas. Nosso principal desafio foi achar o tom para que a gente consiga, com as nossas ideias e propostas de show, fazer com que todo mundo queira assistir, independentemente de suas posições. Quando a gente traz algo que toca a todos, a gente não precisa separar ninguém. A gente fala com todo mundo”, explica a apresentadora.

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    O redator final Antonio Amâncio também destaca a capacidade do programa em falar sobre tudo e todos de uma forma séria. “Nessa temporada, demos ênfase à ocupação do nosso palco. Nele, debatemos o que vem sendo discutido na rua, na família, na sala de estar e na cama. É uma temporada em que a gente quis escutar e se aprofundar, quis ser o palco de conversas fundamentais e debates necessários, usando outros pontos de vista, mas sempre respeitando lugares de fala. Tudo isso mediado por muita música, afeto, emoção e humor. A gente se pergunta como podemos expandir nossa consciência e conhecimentos e, quem sabe, despertar a empatia de um pelo outro. O programa é resultado da interação de um grupo de pessoas com experiências e perspectivas diversas, da televisão, teatro, literatura, antropologia, filosofia e política com o objetivo de comunicar, com beleza e leveza, os principais temas do debate público sobre sexualidade, afetividade e identidade”, define Amâncio.

    SEM DEIXAR A PETECA CAIR

    Acreditando que diversão, é solução, sim, a diretora geral Daniela Gleiser fala do desafio de não deixar a peteca cair depois de quase 10 anos no ar: “A gente sempre tenta fazer algo que a gente nunca fez. Buscamos coisas tecnológicas, buscamos estar antenados com a sociedade, mas sempre com um pé na vanguarda. Eles são pau pra toda obra e isso ajuda muito a manter o humor e o frescor”.

    As novas integrantes do grupo contam como foi a experiência de fazer parte do time. “Foi maravilhoso participar. Quantos ensinamentos... O programa tem uma função social importantíssima, eu diria de utilidade pública”, conta Djamila Ribeiro.

    “Se eu tivesse crescido sabendo que pessoas como eu existiam, teria sido menos sofrido, menos solitário. O ‘Amor & sexo’ faz a gente ver que o problema não somos nós, mas essa sociedade em que a gente vive”, resume Milly Lacombe. “Sempre achei o programa o máximo e super necessário. Fazer parte dele só me deu mais certeza de que é ótimo”, completa Mylena Jardim.

    “Acho que essa foi a temporada em que fiquei mais atenta. Aprendi muito. A gente fica mais liberta, mais segura”, resume Mariana Santos, veterana na bancada do programa.

    “Cada dia de gravação sentia que tinha vivido dez anos em um dia. Essa profundidade de reflexão me fez um ser humano melhor”, diz Dudu Bertholini.

    “Foi minha primeira temporada como pai e eu só tenho a agradecer ao ‘Amor & sexo’ pelo futuro da existência”, teoriza José Loreto.

    “Essa temporada me ensinou a não ter desafios, me mostrou que as coisas são simples. Quando a gente estiver velhinho, vai ser um orgulho danado ter aprendido as coisas com amor e na marra”, finaliza Eduardo Sterblitch.


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    0689367.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpgSÃO PAULO — A Argentina escolheu seu representante na disputa a uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro: “El ángel”, de Luis Ortega, produzido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar.

    LEIA MAIS: Os pré-indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro

    O filme de Ortega estreou em maio, na mostra Um Certo Olhar, paralela ao Festival de Cannes, e quebrou recordes de público nas bilheterias argentinas. A trama se inspira na trajetória de um famoso assassino em série que atuou em Buenos Aires nos anos 1970. A história foca a relação de Carlitos (Lorenzo Ferro) e Ramon (Chino Darín, filho de Ricardo Darín), que se conhecem e embarcam em uma jornada de descobertas e terror.

    Trailer de 'El ángel'

    Tradicional concorrente na categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar, a Argentina tem sete indicações ao prêmio, das quais duas foram convertidas em estatuetas. Em 1985, o país ganhou com “A história oficial”, de Luiz Puenzo, e em 2009, com “O segredo de seus olhos”, de Juan José Campanella.

    O prazo estabelecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood para a apresentação dos representantes que concorrerão a uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano que vem termina na próxima segunda-feira, dia 1º de outubro. Até agora, 77 países escolheram seus filmes. O Brasil vai concorrer com “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues.

    Da América do Sul, o representante uruguaio, “A noite de 12 anos”, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira. A Bolívia escolheu “Muralla”, de Rodrigo Patiño; o Chile, “Y de pronto el amañecer”, de Silvio Caiozzi; a Colômbia, “Pájaros de verano”, de Cristina Gallego e Ciro Guerra; do Equador. “A son of a man”, de Luis Felipe Fernández-Salvador e Pablo Agüero; do Paraguai, “As herdeiras”, de Marcelo Martinessi; do Peru, "Wiñaypacha", de Óscar Catacora; e, da Venezuela, “La familia”, de Gustavo Rondón Córdova.


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    BUENOS AIRES — O personagem real morreu em 2016, após ter sido ministro da Defesa do Uruguai. Ex-guerrilheiro tupamaro que passou 12 anos na prisão durante a última ditadura no país (1973-1985), Eleutério Fernández Huidobro foi um dos personagens retratados em “Uma noite de 12 anos”, filme do diretor hispano-uruguaio Álvaro Brechner que estreia nesta quinta (27).

    O ator uruguaio Alfonso Tort, que interpreta Huidobro, chegou a emagrecer 20 quilos, exigência autoimposta, segundo ele, “para mostrar as condições desumanas em que o personagem real e seus companheiros foram tratados”. Tort é o único ator uruguaio do filme. Seus companheiros de tela são o argentino Chino Darín, que faz o papel de Mauricio Rosencof, e o espanhol Antonio de la Torre, que interpreta José Mujica. Leia abaixo trechos de sua conversa com O GLOBO.

    BONEQUINHO APLAUDE DE PÉ: Tocante retrato de uma luta

    Como foi construir o personagem de Huidobro?

    Foi um processo criativo difícil, mas muito gratificante. O que mais busquei não foi tanto saber quem era Huidobro e sim pensar no que sentiria uma pessoa que passou 12 anos num calabouço. Uma pessoa que foi levada de calabouço em calabouço em condições desumanas. Uma das coisas que mais me ajudaram foi ter emagrecido tanto (cerca de 20 quilos), porque pude mostrar as condições em que essas pessoas estavam e como eram tratadas. Eu queria ver ossos na tela. Trailer do filme 'Uma noite de 12 anos'

    Quais foram as cenas mais duras?

    A visita da filha dele à prisão foi uma delas. Mas todas foram duras, sobretudo as cenas do vazio, de estar no meio do nada.

    As estratégias de sobrevivência no cárcere são incríveis, como quando eles dão golpes na parede para se comunicar um com o outro…

    Tudo isso é verídico. Acho que, estando numa situação assim, eles fizeram as únicas coisas que podiam fazer e essa foi uma delas. Para me transformar em Huidobro me baseei muito no livro “Fome”, de Knut Hamsum, que fala sobre um vagabundo do século XVII e de como a fome começa a afetá-lo. Fala sobre como sua percepção começa a mudar e muito disso aconteceu com os tupamaros, eles nos falaram sobre isso.

    LEIA MAIS: Conheça os personagens reais que inspiraram 'Uma noite de 12 anos'

    O senhor conseguiu conversar pessoalmente com Huidobro?

    Não consegui me reunir com ele, porque quando me uni ao projeto ele já tinha falecido. Mas conversei com parentes dele e com outros tupamaros, mulheres e homens. Também com Mujica e Rosencof, mas para eles era forte, em determinados momentos nos pediam para parar de falar porque era duro reviver essa experiência.

    LEIA MAIS: Ditadura do Uruguai deixou 174 desaparecidos e 100 mortos em prisões

    A cena em que Huidobro joga futebol com uma bola imaginária é real?

    Essa foi uma ótima ideia do diretor, ele pensou num jogo imaginário, foi uma licença poética. Huidobro tinha conseguido a liberdade de estar num pátio, de estar ao ar livre, seus companheiros começam a gritar, e ele imagina que está num estádio de futebol.

    Qual é a importância central deste filme neste momento?

    Sempre será importante fazer filmes que falem sobre a condição humana. Este tem um contexto sociopolítico e nos leva a refletir, nos obriga a falar sobre o horror a que pode chegar a viver um ser humano e os horrores que os seres humanos somos capazes de fazer. Para que isso não aconteça nunca mais.


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    BUENOS AIRES — Os personagens reais que inspiraram o filme “Uma noite de 12 anos” tiveram um papel destacado na política uruguaia após a redemocratização do país, em 1985. José Mujica, por exemplo, foi deputado, senador e presidente do Uruguai, entre 2010 e 2015.

    Após serem anistiados e liberados da prisão, os ex-tupamaros se uniram ao movimento de esquerda Frente Ampla, que nos anos 80 e 90 ampliou sua presença em espaços de poder e, em 2005, conquistou a Presidência da República com a candidatura do médico Tabaré Vázquez, atualmente em seu segundo mandato.

    LEIA MAIS: Ditadura do Uruguai deixou 174 desaparecidos e 100 mortos em prisões

    'O que sentiria alguém que ficou 12 anos num calabouço?', conta ator que dá vida a ex-guerrilheiro uruguaio

    Eleutério Fernández Huidobro, morto em 2016, aos 74 anos, além de guerrilheiro e político, foi jornalista, escritor e ocupou uma cadeira no Senado. No governo Mujica, comandou a pasta da Defesa, cargo que manteve quando Vázquez foi reeleito. Huidobro morreu sendo ministro e em seu funeral recebeu honras militares.

    BONEQUINHO APLAUDE DE PÉ: Tocante retrato de uma luta

    Hoje com 85 anos, Mauricio Rosencof continua sendo poeta, escritor, jornalista e colunista da revista "Caras e Caretas", além de diretor de cultura da prefeitura de Montevidéu, também governada pela Frente Ampla. Rosencof e Huidobro escreveram juntos "Memórias do calabouço", lançado na década de 1980 e usado como base para o roteiro de "Uma noite de 12 anos". Trailer do filme 'Uma noite de 12 anos'

    Mujica, aos 83, acaba de renunciar ao Senado por considerar que está "cansado, após uma longa viagem”. O ex-presidente tem dedicado seu tempo a prestigiar apresentações do filme que conta sua história e a de seus ex-companheiros tupamaros, até mesmo no festival de Veneza. Seu futuro político é uma incógnita, mas no Uruguai não descartam que ele tente a reeleição nas próximas presidenciais, em 2019.

    LEIA MAIS: Conheça os personagens reais que inspiraram 'Uma noite de 12 anos'


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    BUENOS AIRES — A ditadura uruguaia de que trata o filme “Uma noite de 12 anos” durou de 1973 a 1985. Embora no começo houvesse um civil na Presidência, Juan Maria Bordaberry, existia um acordo civil-militar que levou à dissolução do Parlamento, à proscrição de partidos e de dirigentes políticos e à perseguição e prisão de opositores. O poder real estava em mãos dos militares que, pouco a pouco, foram reduzindo a capacidade de influência da ala civil do regime.

    BONEQUINHO APLAUDE DE PÉ: Tocante retrato de uma luta

    LEIA MAIS: 'O que sentiria alguém que ficou 12 anos num calabouço?', conta ator que dá vida a ex-guerrilheiro uruguaio

    Logo, como mostra o diretor hispano-uruguaio Álvaro Brechner, começaram a ser aplicados métodos de repressão similares aos que se viu em países como Argentina, Chile e Brasil. Não houve tantos mortos e desaparecidos como nas ditaduras da Argentina e do Chile, mas o regime atuou em parceria com militares do Cone Sul e formou parte da chamada Operação Condor, o plano de ação conjunta entre os governos militares da região. Trailer do filme 'Uma noite de 12 anos'

    No Uruguai estima-se que 174 pessoas tenham desaparecido e pelo menos 100 tenham morrido no cárcere. Os três presos do filme, que estreia nesta quinta (27), faziam parte do Movimento Nacional de Liberação Tupamaros, uma guerrilha de esquerda nascida na década de 60 e que se transformou num dos principais inimigos das forças policiais e, posteriormente, militares. O grande golpe contra os tupamaros aconteceu em 1972. Nove de seus integrantes (incluindo os três do filme) ficaram totalmente isolados até o retorno da democracia, em 1885.

    LEIA MAIS: Conheça os personagens reais que inspiraram 'Uma noite de 12 anos'


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    x54941812.jpg.pagespeed.ic.mwn1rUvVGh.jpgRIO — Nesta última terça-feira (25), o casal de atores Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones, que fazem aniversário na mesma data, comemoraram 74 e 49 anos, respectivamente, juntos e com muito alto astral.

    No Instagram, Catherine divulgou um vídeo em que ambos estão comendo pedaços de bolo e dançando ao som de "Michael Douglas", hit do DJ João Brasil. Na legenda do vídeo festivo, Catherine postou: "E então os gêmeos de aniversário comem bolo". O vídeo já passou das 250 mil visualizações e teve inúmeros comentários de brasileiros.

    instagram michael douglas

    Em entrevista ao site "G1" no ano passado, DJ João Brasil admitiu que o hit "Michael Douglas" faz referência à droga sintética MD, usada por jovens em baladas, mas não deixa de ser uma homenagem ao ator de Hollywood. Ao tomar conhecimento da música em abril deste ano, o setentão Michael Douglas disse ter aprovado e sentiu-se honrado pela homenagem, agradecendo ao DJ em seu perfil no Facebook.


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    NOVA YORK — As conquistas do pintor Eugène Delacroix, símbolo romântico da arte francesa do século XIX, são mais ou menos como um imenso quebra-cabeças cujas peças não se encaixam com facilidade. Mas agora o Met, de Nova York, dará uma chance de torná-las coerentes. A primeira retrospectiva formal na América do Norte dedicada a essa figura complexa, enigmática e fundamental, intitulada simplesmente "Delacroix", fica até 6 de janeiro de 2019 no museu nova-iorquino.

    Organizada junto com o Louvre de Paris, onde este ano foi realizada com ainda mais substância, a mostra do Met inclui quase 150 pinturas, reproduções e desenhos, acomodados em uma dúzia de galerias cujos arranjos muitas vezes parecem exposições individuais.

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    Algumas de suas pinturas maiores e mais famosas ficaram em casa, mas um número suficiente de Delacroixs prestigiados de diversos museus franceses e de outros lugares — incluindo o hipnótico "Mulheres de Argel" e o sinistro "Grécias nas Ruínas de Missolonghi" — está presente e representa a impressionante carreira.

    Como Picasso disse uma vez a Françoise Gilot: "Aquele filho da mãe é bom de verdade." E, no entanto, esse profeta precoce da era moderna não segue nossas ideias de progresso em estado bruto: embora tenha aberto a porta para a pintura enquanto processo, ele a manteve bem fechada para a vida.

    VÁRIAS FASES DE DELACROIX

    A exibição foi montada por Asher Miller, curador associado do departamento de pinturas europeias do Met, com Sébastien Allard, diretor do departamento de pinturas do Louvre, e Côme Fabre, seu curador. A seleção deles oferece, basicamente em ordem cronológica, Delacroix, o aluno talentoso; o retratista dos entes queridos e dos grandes felinos; o ilustrador; o solteirão misógino e orientalista; o astro frequente do Salão de Paris; o autor de encomendas com motivos religiosos e de pinturas de trovadores ligeiramente marotas (mas altamente vendáveis).

    Delacroix também reproduziu o que talvez seja o recém-nascido mais convincente da pintura ocidental (em "The Natchez"). Parece ter sido um desenhista incessante, rabiscando nas margens das provas de impressão, sempre com muita coisa em mente. Em uma das obras mais estupendas da mostra, "Studies of Tigers and Men in 16th-Century Costumes", Delacroix desenha repetidamente, com tinta marrom e em aquarela, o animal em repouso e sua cabeçorra majestosa; porém, no canto superior aparecem esboços de diversos comerciantes holandeses, bem de leve, como se os pensamentos de Rembrandt e Hals tivessem de repente se intrometido no trabalho.

    Há também quase 120 outras amostras na exibição "Devotion to Drawing: The Karen B. Cohen Collection of Eugene Delacroix", nas galerias próximas, até doze de novembro. Os trabalhos da artista sugerem que os cavalos de Delacroix no papel eram superiores aos garanhões excessivamente estilizados da tela. A coleção também inclui um estudo maravilhoso para o gigantesco "Cristo no Jardim das Oliveiras (A agonia no jardim)" de 1824-26, uma visão belíssima, compacta e arrojada de Jesus, em um esplêndido robe laranja, afastando os anjos enquanto os soldados se aproximavam para prendê-lo.

    Essa foi sua primeira encomenda de teor religioso, introduzida no Salão de 1827, e abre a retrospectiva, pendurado ao lado de "Soldado mortalmente ferido aplaca sua sede". Obra pequena e unificada de forma soberba, mostra o belo protagonista agachado sobre um riacho, bebendo a água manchada com o próprio sangue – e pressagia o controle excepcional de Delacroix sobre os tons de pele para acrescentar dramaticidade; a morte está estampada no rosto do homem, mas suas mãos são levemente mais robustas.

    LÍDER DA PINTURA ROMÂNTICA

    DELACROIX_SMITH_LSPR_1_1776905.JPGA essa altura, Delacroix já tinha deixado clara sua rejeição ao credo neoclássico que pregava os contornos firmes, o uso de tinta e lógica perspectiva. Seu uso generoso da cor, as pinceladas despreocupadas, as distorções frequentes de espaço e intensificações de movimento estabeleceram-no como líder da pintura romântica francesa quando estreou, aos 24 anos, no Salão de 1822. Suas ideias sobre a fisicalidade da pintura, a maioria inspirada pelo estudo do trabalho de Rubens, Veronese e outros no Louvre, abriram o meio para a era moderna.

    "Vocês podem achar todos nós... em Delacroix", disse Cézanne. O impressionismo, o pós-impressionismo, o simbolismo e o expressionismo nasceram de sua arte. Se analisar bem "Apolo mata a píton, rascunho", um estudo para o teto da Galeria de Apolo, do Louvre, feito em 1850, pode encontrar um girassol de van Gogh de olho em você.

    Os esboços em óleo aqui superam as versões acabadas penduradas à volta, especialmente o estudo mais estimulante em termos emocionais, "Medea prestes a matar seus filhos". Alguns desenhos são surpreendentemente proféticos. O vermelho e o laranja robustos de "The Lion Hunt", baseado em Rubens, na última galeria da mostra, são tão improvisados quanto os de de Kooning.

    O ENIGMA

    O enigma de Delacroix é composto de vários aspectos. Primeiro, como ele conseguiu fazer tantas coisas diferentes tão precoce e por tanto tempo? Nascido em família de posses, em 1798, Delacroix esperava grandes coisas para si mesmo e se via quase desesperado pela fama. O fato de se tornar órfão e pobre aos 16 anos parece ter estimulado sua ambição e diligência, ao mesmo que gerou a necessidade de renda (embora o grande diplomata Talleyrand, às vezes, segundo os boatos, apontado como o verdadeiro pai de Delacroix, fizesse as vezes de seu protetor). Mesmo aos vinte e poucos anos, as oportunidades de ilustrar livros e assumir encomendas públicas começaram a surgir. O primeiro mérito da pintura é o de ser uma festa para os olhos

    Delacroix percebeu que o caminho mais rápido para a fama seria através do Salão de Paris e da opinião pública, e não pelo Prix de Roma e um período de estudo naquela cidade. Por isso, ano após ano, quase até o fim da vida, ele submeteu trabalhos ao evento, geralmente pinturas imensas cheias de implicações que geravam polêmica e chamavam a atenção.

    Muitas eram adquiridas pelo governo francês, o que significa que suas obras mais famosas estão concentradas no Louvre – e incluem "A Barca de Dante" e o gigantesco "A Morte de Sardanápalo", um caos vertiginoso e meio fora de esquadro em rosa cuja violência gerou protestos. Mostra o hedonista Sardanápalo, um rei assírio fictício, enfrentando a derrota, sentado indolente em um divã imenso de seda, enquanto à sua volta, sob seu comando, suas concubinas, eunucos e cavalos estão sendo mortos.

    Felizmente essa mostra inclui o esboço grande do artista para a dita tela e uma pequena réplica, pendurados lado a lado. Em ambos, sugiro começar com o cavalo aterrorizado prestes a ser esfaqueado no canto inferior esquerdo, e ir subindo e se adentrando nessa composição verdadeiramente centrífuga. A maior violência, e a mais interessante, talvez seja a sublevação e achatamento do espaço pictórico.

    Outro desafio é o fato de Delacroix não se encaixar perfeitamente no molde proto-moderno. Se criou as bases para a pintura de então, parecia evitar cuidadosamente as cenas da vida em questão, especialmente a local. Ele sofria de um caso grave na epidemia da atitude "em qualquer lugar menos aqui" que atacou alguns artistas românticos, preferindo desenhar baseado na história e nos clássicos e não dos eventos atuais. Ao contrário, seu mentor, Théodore Géricault, assumiu a bandeira do romantismo no Salão de Paris de 1819 com seu imenso "A Balsa da Medusa", que retrata a cena posterior a um naufrágio ocorrido em 1816.

    Com exceção de "A Liberdade Guiando o Povo", homenagem de Delacroix à Revolução de Julho, não daria para dizer que ele viveu três mudanças de regime, desde a abdicação de Napoleão, passando pela Restauração Francesa e a deposição de Luis Felipe, em 1848.

    Delacroix preferia temas bíblicos, shakespeareanos, de Walter Scott e especialmente os poemas e histórias de Byron, além de cenas de culturas exóticas acessíveis graças ao colonialismo de seu país. De fato, a única vida contemporânea que Delacroix registrou com regularidade foi a do Marrocos e da Argélia, para onde viajou, em 1832.

    Esteve lá como parte de uma missão diplomática, fazendo esboços e reunindo lembranças que alimentaram sua arte para o resto da vida. Acredita-se que tenha ganhado acesso temporário e fugaz a um harém, visto em "Mulheres de Argel", que mostra três moças vestidas luxuosamente apoiadas em almofadas e tapetes requintados.

    "O primeiro mérito da pintura é o de ser uma festa para os olhos", escreveu Delacroix pela última vez em seu diário, em junho de 1863. É interessante pensar na paixão do artista pela narrativa e pela história como uma tática de fuga, motivada pela necessidade de calar o tumulto de sua época em nome de sua arte.

    Ponto alto de suas muitas paixões, e também dessa mostra arrebatadora, essas obras carregam de novas verdades as palavras de van Gogh, admirador ardente – as de que, em Delacroix, "o espírito das cores e do tom se veem alinhados com o significado". A materialidade da pintura é celebrada e transcendida.


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    RIO — Nos anos 1920, o olhar impassível de Buster Keaton (1895-1966) diante das mais variadas adversidades produzia, num choque de contrastes, um humor capaz de gerar risos e reflexões sobre o absurdo da vida. Se estivesse vivo — e diante do horror contemporâneo —, talvez o rosto petrificado de Keaton poderia surtir efeito ainda maior; risos ainda mais nervosos.

    É um pouco dessa relação — entre o olhar de Keaton e a nossa forma de enxergar o caos ao redor — que poderá será exercitada através da mostra “Buster Keaton — O mundo é um circo”, em cartaz desde quarta no CCBB. A mostra é considerada a mais completa retrospectiva já realizada no país sobre esse ator, autor e cineasta americano — e além dos filmes, o projeto lançará a primeira publicação sobre Keaton em língua portuguesa, um livro contendo artigos e diversas fotos.

    RIO SHOW: Veja progrmaação completa da mostra

    Ícone do cinema mudo americano, Keaton foi um dos três reis da comédia visual que marcou os anos 1920 e 30, num trio cuja estrela maior era Charlie Chaplin, claro, seguido de perto por Harold Lloyd. Mas basta pensar no tamanho de Chaplin dentro da História do cinema pra que se compreenda o tamanho do próprio Keaton — assim como o seu “azar” em ter de “competir” com o maior ator cômico de todos os tempos.

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    Materiais de Orson Welles, Jerry Lewis, Buster Keaton foram encontrados

    — Seu nível de invenção humorística com objetos e peripécias atléticas é sem igual na História do cinema. Ele desenvolveu uma persona só talvez comparável à de Chaplin com Carlitos — diz Ruy Gardnier, que coassina a curadoria da mostra com Diogo Cavour:

    — Keaton foi o único a unir comédia física, inventividade técnica e o uso da linguagem cinematográfica com tanta maestria — diz Cavour.

    ATOR EM FILME DE CHAPLIN

    Keaton, assim como Chaplin, era um abusado gigante baixinho — ambos tinham 1,65m —, com um imenso legado. Na mostra, serão exibidos 70 filmes: 22 longas e 48 curtas e médias. Entre eles, todos os do início da carreira (1917-1930). São hits como “Sherlock Jr.” (1924), “A general” (1926) e “O homem das novidades” (1928). Há também curtas inéditos, longas raros e clássicos em que Keaton participa apenas como ator, como “Luzes da ribalta”, de Chaplin. Doze sessões terão música ao vivo na sala de projeção, assim como no período em que essa vasta obra foi produzida.

    — Além dos filmes mais conhecidos, também exibiremos “Film” (1965), com roteiro de Beckett e protagonizado por Keaton (no último ano da sua vida) — diz Gardnier.

    Considerado por Orson Welles como o “maior ator-palhaço de todos os tempos”, Keaton marcou o cinema pelo modo como trabalhava o olhar e o rosto: ambos funcionavam como tela neutra, onde cada espectador projetaria suas emoções e sensações a partir das situações apresentadas — Keaton mantinha a mesma feição diante dos maiores riscos e absurdos, o que o tornou conhecido como “O grande cara de pedra” e “O homem que nunca ri”.

    — Apesar de sua expressão impassível, seus personagens representam um ato contínuo de otimismo face às adversidades — diz Cavour.

    — Se em 1920 ele já chamava atenção para o nonsense das coisas ao redor, talvez ele ainda tenha muito a nos dizer sobre esse nosso mundo — diz Gardnier.

    Onde: CCBB — Rua Primeiro de Março, 66 (3808-2020). Quando: Qua. a seg., das 9h às 21h. Até 14/10. Quanto: R$ 10. Classificação: Livre.


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    IMG_20180926_224706_959.jpgSÃO PAULO - A primeira apresentação de Nicki Minaj no Brasil, nesta quarta-feira à noite, em São Paulo, movimentou a plateia do Credicard Hall, formada apenas por convidados. A rapper americana fez um show potente, baseado no seu quarto álbum, "Queen", lançado em agosto. Pouco antes do fim, ela homenageou o funk local e apresentou uma pequena seleção de sucessos do gênero, incluindo uma gravação de "Vai malandra", de Anitta. A abertura foi com o rapper brasileiro Rincón Sapiência.

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    O show teve a chancela do Tidal, plataforma de streaming da qual a cantora é sócia com outros nomes da música americana, como Alicia Keys, Beyoncé, Jack White, Kanye West, Madonna e Rihanna. E marcou a celebração de um acordo comercial do serviço com a operadora de telefonia móvel Vivo. O público foi formado por convidados das duas empresas, além de imprensa a influenciadores.

    No repertório, que repete outros shows realizados por Nicki, uma grande parte das músicas são sucessos recentes do álbum "Queen", como "Majesty" e "Hard white", que abriram a apresentação. Desbocada e espontânea, a rapper interagiu bastante com o público e chegou a dar o microfone na mão de um fã, identificado apenas como Adalberto, para cantar. Envolta na bandeira brasileira, ela disse que amou o público daqui e pretende voltar em breve.


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    2016 919168417-2016 917942651-2016 914435532-201606061752553429.jpg_20160606.jpgRIO - A série “Aldo — Mais forte que o mundo”, da TV Globo, vai disputar o Emmy Internacional na categoria filmes para a TV/minisséries. Os indicados foram anunciados nesta quinta-feira pela Academia Internacional das Artes e Ciências Televisivas, e a cerimônia de premiação acontece em 19 de novembro, no hotel Hilton New York.

    A produção brasileira concorre com "Kurara: the dazzling life of Hokusai's daughter” (Japão), “Man in an orange shirt” (Reino Unido) e “Toter Winkel” (Alemanha).

    Veiculada em janeiro de 2017, "Aldo" apresentou, durante quatro episódios, a história de José Aldo (interpretado por José Loreto), um dos maiores lutadores da MMA do país. A atração foi adaptada do longa "Mais forte que o mundo: a história de José Aldo" (2016), de Afonso Poyart.

    Ao todo, 20 países representam os 44 indicados para as 11 categorias. "Olhando para a diversidade e a distribuição geográfica das indicações deste ano em todos os continentes e plataformas, está claro que a excelência na televisão é um fenômeno global que transcende a cultura e a linguagem”, afirmou Bruce L. Paisner, presidente e CEO da Academia.

    O Brasil concorre ainda na categoria de melhor série dramática, com "Um contra todos" (Fox), protagonizada por Julio Andrade, também indicado. Dois programas do GNT — "Eu sou assim" e "Palavras em série" — disputam o troféu de melhor documentário e programa de arte, respectivamente.

    Por fim, Denise Weinberg foi indicada como melhor atriz pela série "Psi", da HBO. Entre suas as concorrentes está Emily Watson, da produção britânica "Apple Tree Yard".


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    RIO — O cartunista e escritor Ziraldo teve melhora no quadro de saúde, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), na quarta-feira.

    Segundo o Hospital Pró-Cardíaco, onde ele está internado, o paciente permanece no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade, mas em estado estável. Quando ele deu entrada na unidade, Ziraldo estava em estado grave.


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    78595070_RI Rio de Janeiro RJ 29-08-2018 - Complexo de prédios do Tribunal de Justiça do Rio no Cent.jpgBRASÍLIA - O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou decisão do ministro Marco Aurélio Mello determinando que é atribuição da Justiça Comum, e não da Justiça Trabalhista, julgar pedidos de autorização de trabalho artístico de crianças e adolescentes. A ação foi apresentada pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) contra normas do Judiciário e do Ministério Público de São Paulo e Mato Grosso. Em ambos os estados tinha sido definido que a análise dos pedidos seria feita pela Justiça do Trabalho.

    O julgamento da ação começou em 12 de agosto de 2015, quando votaram a favor da Abert os ministros Marco Aurélio, relator do caso, e Edson Fachin. Mas a ministra Rosa Weber pediu vista. Com a interrupção do julgamento, Marco Aurélio deu, dias depois, uma decisão monocrática, ou seja, sem consultar os colegas, atendendo o pleito da Abert. Segundo ele, os atos do Judiciário e do Ministério Público dos dois estados não poderiam disciplinar a questão. É preciso uma lei aprovada pelo Legislativo.

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    Na época, Marco Aurélio destacou ainda que a as autorizações para crianças e adolescentes trabalharem em programas de rádio e televisão e peças de teatros sempre foram analisadas pelos juizados especiais da infância e da juventude, que fazem parte da Justiça Comum.

    Além de Fachin, acompanharam Marco Aurélio nesta quinta os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e o presidente da Corte, Dias Toffoli. Não participaram do julgamento Gilmar Mendes e Celso de Mello. A ministra Rosa Weber foi a única a discordar.

    – Seria no mínimo paradoxal atribuir à Justiça do Trabalho a competência para julgamento de lide concernente ao pagamento da importância pactuada pela prestação de serviços, ou de indenização por dano moral em razão da exploração indevida da imagem da criança ou adolescente no âmbito da relação do trabalho, e à Justiça Comum a autorização para o exercício do trabalho suscetível de desencadear o referido dano – disse Rosa, acrescentando: – Assim compete ao juiz do trabalho autorizar o trabalho artístico de crianças e adolescentes.

    – A Justiça do Trabalho tem competência para tratar de trabalho irregular infantil, mas são coisas diversas. Esse é um passo anterior. É a análise de autorização, que leva em conta mais elementos do que apenas relações trabalhistas – afirmou Moraes, discordando de Rosa.


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