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    RIO — Após a polêmica causada pela publicação de um nu frontal do Batman na série de quadrinhos "Batman: Damned", a DC Comics decidiu censurar a aparição do pênis do herói nas futuras impressões da revista.

    Segundo publicou o "Hollywood reporter", ainda há 115 mil cópias circulando com a imagem da "intimidade" de Bruce Wayne. Uma fonte ligada ao projeto disse que ao site que a decisão foi tomada pois "a nudez não adicionou nada a história" e, portanto, será removida nas edições sequentes.

    Atenção: a imagem sem censura com o nu está abaixo, se não quiser ver, é só não continuar.

    "Batman: Damned" foi lançado pelo Black Label, o selo da DC Comics para quadrinhos mais adultos — sem censura, como a primeira revista da série tenta provar. Com argumento de Brian Azzarello e desenhos de Lee Bermejo, a história se estenderá por três números. Em busca da verdade sobre a morte do Coringa, Batman procura a ajuda de John Constatine, anti-herói com conhecimentos de ocultismo de "Hellblazer", outra série da DC Comics

    Batman-Penis-Nude-Comic-Damned.jpg


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    RIO — "Maria, Maria", um dos maiores clássicos de Milton Nascimento, ganhou seu primeiro clipe nesta quinta-feira. O vídeo, dirigido por Matheus Senra, traz uma nova versão da música, parte de um álbum com regravações acústicas dos grandes sucessos de Milton, lançado nesta sexta.

    Inspirado na força da mulher, o clipe é estrelado por Simone Mazzer, Jéssica Ellen, Zezé Motta, Camila Pitanga, Sophie Charlotte, Georgiana Góes e Arianne Botelho.

    Milton Nascimento - 'Maria, Maria'

    “Maria Maria é o símbolo da força da mulher. E foi inspirada numa personagem real, a Maria que tinha três filhos e morava na beira da linha de um trem. Ela tinha uma força incrível, passava dificuldades, mas colocava os filhos pra estudar", relembra Milton, falando sobre a canção escrita por ele e por Fernando Brant.

    Veja o clipe acima, no YouTube, e o álbum completo, abaixo, no Spotify.

    Milton Nascimento A Festa Acústico


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    RIO - Um juiz queniano suspendeu temporariamente a proibição de "Rafiki", um longa-metragem que mostra uma relação lésbica, tornando possível que ele concorra ao Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. A decisão judicial provocou a comemoração dos cineastas e o repúdio por parte do censor, o Comitê de Classificação Cinematográfica do Quênia, que em abril proibiu a exibição em todo o país.

    LEIA MAIS: Diretora de filme de amor lésbico processa Quênia para reverter proibição

    Apesar de imbróglio judicial, Cannes defende exibição de 'filme maldito'

    "Rafiki" ("Amigo", em suaíli) estreou em Cannes, e foi o primeiro filme queniano a ser escolhido pelo festival. Elogiado pelos críticos como um romance "doce" entre duas mulheres jovens que vivem no mesmo edifício em Nairobi, o filme foi proibido em seu país, sob alegação de que promove a homossexualidade, que é um crime segundo uma lei da era colonial.

    LEIA TAMBÉM: 'O Grande Circo Místico', de Cacá Diegues, é a aposta do Brasil no Oscar 2019

    Falando em um tribunal lotado em Nairobi, o juiz Wilfrida Okwany ordenou que a proibição fosse suspensa por uma semana.

    Rafiki.png"Durante o período de suspensão, de sete dias, o filme só pode ser visto por adultos", disse ele a uma platéia de pessoas que abraçavam e parabenizavam o advogado da diretora Wanuri Kahiu.

    Okwany disse que a diretora diretora "estava, então, habilitada a apresentar o filme" para o comitê de seleção do Oscar no Quênia.

    "Estou chorando! Estou em um aeroporto francês. E com tanta alegria! Nossa Constituição é forte! Vamos agradecer à liberdade de expressão! Nós conseguimos!", postou Kahiu no Twitter.

    Um cinema em Nairobi anunciou que irá exibir o filme a partir do domingo. Mas o Comitê de Classificação Cinematográfica do Quênia afirmou que ainda considera o "Rafiki" moralmente subversivo.

    "É um momento triste e um grande insulto não só para a indústria cinematográfica, mas para todos os quenianos que apoiam a moralidade ter um filme que permite que a a homossexualidade seja uma ferramenta de promoção do país no exterior", disse o comitê, em um comunicado.

    O juiz considerou que a representação de um relacionamento do mesmo sexo era "tolerável" para o público adulto em outros países, incluindo a África do Sul, onde a homossexualidade, como na maior parte do continente, também é um tabu.


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    68123577.jpgRIO — Responsáveis pelo hit global "Despacito", Luis Fonsi e Daddy Yankee não estão mais se falando. A afirmação é sustentada pela produtora Empire Digital Entertainment, empresa que organizava a turnê dos dois pelo Chile. A informação foi primeiramente revelada pelo jornal chileno "Publimetro".

    A declaração da Empire Digital chega após o cancelamento da turnê da dupla no Chile. Luis Fonsi e Daddy Yankee fariam uma série de apresentações em outubro, cada um apresentando sua parte individualmente, para se unirem durante a performance de "Despacito".

    ENTREVISTA: Luis Fonsi diz: 'Agora, são os americanos que querem cantar em espanhol'

    No entanto, a Cartel Records, gravadora que pertence a Daddy Yankee, anunciou que os shows foram cancelados porque a Empire Digital Entertainment havia falhado em cumprir com os pagamentos previstos em contrato.

    Diante disso, a Empire Digital divulgou um comunicado no qual culpa o rompimento entre Luis Fonsi e Daddy Yankee pelo cancelamento da turnê. Segundo a empresa, as afirmações da Cartel Records são "acusações infundadas".

    LEIA TAMBÉM: 'Despacito' atinge 5 bilhões de visualizações e quebra recorde no Youtube

    "O cancelamento se deve a exigências não estipuladas no contrato que foram impostas de forma unilateral pelo artista, que dizem respeito à presença de Luis Fonsi, com quem se recusa a compartilhar espaço", afirmou a empresa, que irá devolver, a partir de 24 de setembro, o dinheiro dos ingressos já vendidos.


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    A Sombra do Pai_Still001.jpgBRASÍLIA — Depois do terror social "O animal cordial", que estreou mês passado, a cineasta Gabriela Amaral Almeida volta a flertar com o gênero em "A sombra do pai", exibido nesta quinta-feira em competição no 51º Festival de Brasília. Mas a obra se distancia da violência gráfica que marcou seu longa anterior e se aproxima mais do universo sombrio do americano "Hereditário", também lançado este ano. Assim como o horror de Ari Aster, o novo trabalho de Gabriela se concentra na dinâmica de uma família castigada pela dor insuportável do luto, desembocando, inclusive, em elementos fantasmagóricos.

    LEIA MAIS: 'Sou cineasta gay e não me sentia representado', diz diretor de 'Ilha', no Festival de Brasília

    — A conexão entre os filmes é interessante, mas meus personagens aderem a mitologias e crenças para lidar com o luto — diz a diretora, cujo roteiro foi selecionado para o laboratório de Sundance, onde ela teve contato com Robert Redford e Quentin Tarantino. — A morte é um tema caro ao gênero do horror, porque provoca o medo do desconhecido, incluisive para quem fica. Eu sempre falo que meu medo não é o de morrer, mas que as pessoas morram. Tenho medo de permanencer no mundo material e sentir esse tipo de dor.

    A Sombra do Pai_Still003.jpgA premissa é estabelecida nos primeiros minutos: a menina Dalva (vivida pela atriz mirim Nina Medeiros, de "As boas maneiras") sofre com o silêncio do pai, o pedreiro Jorge (Julio Machado), que, por sua vez, não se recuperou da morte recente da mulher. A irmã dele, a supersticiosa Cristina (Luciana Paes) é quem tenta manter a estrutura familiar de pé.

    Mas dois eventos desestruturam o lar, situado num bairro proletário de São Paulo. Cristina se casa e vai morar em outro lugar, deixando pai e filha sozinhos. A relação entre os dois, que já é caracaterizada pela incomunicabilidade, desmorona por completo quando o homem vê um colega de trabalho se suicidar. Ele entra numa depressão que não parece ter fim, e a pequena Dalva se vê da temida função de amadurecer precocemente para cuidar da casa e do pai. Fã de filmes de terror — a garota assiste com fascinação a "O cemitério maldito" e "A noite dos mortos-vivos", de George Romero —, ela sonha com a mãe e acredita poder trazê-la de volta.

    — Meu filme tem a ver com os dispositivos de fé, às vezes próximos da loucura, que você cria para sobreviver diante da angústia. É um embate entre crença e o mundo material, que no caso é o universo do pai, o pedreiro, envolto nesse contexto de pó, tijolo, cimento e decomposição — complementa a cineasta, que vê no personagem uma inversão do estereótipo viril do homem — Ele também é vítima do patriarcado, porque é um homem castrado emocionalmente. Temos uma criança que resiste e um homem que sucumbe.

    O filme, aos poucos, entra no terreno do sobrenatural. E, assim como "Hereditário", explora com profunda seriedade as agressões verbais entre familiares num contexto de sofrimento. Numa cena em particular, o pai fala algo tão terrível e doloroso para a filha que foi possível ouvir gemidos de choque vindos da plateia. Ao mesmo tempo, "A sombra do pai" alivia com cenas pontuais de afeto e humor negro — como a em que Jorge leva a filha a um parquinho numa tentativa de voltar a ser uma "família normal", falhando miseravelmente e escancarando a impossibilidade de essas pessoas voltarem a uma situação de estabilidade. São cenas que ganham potência dentro do contexto do horror, conforme explica a montadora Karen Akerman.

    — Tenho medo do terror, não é meu universo. Mas esse filme é, acima de tudo, sobre amor. Me emocionei quando li o roteiro e ainda choro com o corte final. Sou mãe e me identifico. Para transmitir essa potência por meio da montagem, revisitei a filmografia do Hitchcock para entrar no modo de suspensão e tensão do filme, de forma que os momentos de amor e alívio fossem potencializados — conclui Karen.

    *O repórter viajou a convite do festival


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    78858016_Rihanna attends the Fenty Beauty by Rihanna event at Sephora on September 14 2018 in Br.jpg"Work, work, work, work, work" ... A palavra ("trabalho", em português) é repetida diversas vezes no refrão de uma das canções mais famosas da cantora Rihanna, de 30 anos. Após o novo título recebido pela cantora, o termo deve ser levado ao pé da letra, só que fora do campo musical: é que a estrela foi nomeada como "Embaixadora Extraordinária Plenipotenciária" de Barbados, seu país de origem.

    LEIA MAIS: Foto de Rihanna com Donald Glover gera teorias nas redes sociais

    Com o cargo, segundo o governo local, vem a responsabilidade de "promover educação, investimento e o turismo" para a ilha:

    "Rihanna possui um profundo amor por esse país e isso se reflete em sua filantropia, especialmente nas áreas da saúde e da educação. Ela também mostra o seu patriotismo na maneira em que retribui ao país e continua a tratá-lo como seu lar", disse o primeiro ministro de Barbados Mia Amor Mottley, segundo um comunicado publicado no site de informações do governo daquele país.

    A cantora já havia sido nomeada como uma das pessoas que figuram no rol de Embaixadores Culturais de Barbados, em 2008, cuja responsabilidade é realizar trabalho promocional em nome do Ministério do Turismo daquele país. O novo título permite uma atuação mais ampla, não apenas restrita ao campo cultural.


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    RIO — A imagem não sai da cabeça do cearense Julio Francisco dos Santos. Diante de um público de 20 mil pessoas que se aglomerava no ginásio do Centro de Formação Olímpica, em Fortaleza, Arnaldo Antunes anuncia a sua presença no local. Em seguida, Marisa Monte dispara: “Salve mestre!” A plateia então incendeia quando Carlinhos Brown puxa a expressão africana “ajayô” em sua homenagem. Àquela altura, a multidão gritava o seu nome em coro. Aos 74 anos e assistindo a um show pela primeira vez na vida, mestre Julio, como é chamado o derradeiro grande fotopintor do país, se encolheu num cantinho e chorou de soluçar. Saí do nada, sou do povo e ver essas criaturas, inalcançáveis para meus padrões, falarem de mim me fez voar. O coração quase parou

    LEIA MAIS: Batman Zavareze, o responsável pelas imagens do país dos Tribalistas

    — Eu saí do nada, sou do povo e ver essas criaturas, inalcançáveis para meus padrões, falarem de mim me fez voar. O coração quase parou — emociona-se o artista que há seis décadas se dedica a dar novas cores à realidade.

    Em geral destinadas às paredes das casas no interior, as imagens acachapantes criadas pelo artista têm causado encantamento por onde passa a turnê dos Tribalistas, como foi na capital cearense, em agosto.

    No dia 6 de outubro, em um show extra na Juanesse Arena, os cariocas terão a chance de ver de novo o trabalho de mestre Julio. Para o show do trio, o fotopintor cedeu 150 imagens de anônimos de seu acervo. Transformou ainda três fotos 3x4 de Marisa, Antunes e Brown, com 16, 18 e 15 anos respectivamente, em um retrato colorido inspirado em “Dona Flor e seus dois maridos", de Jorge Amado. Há algo sutil e grandioso na obra dele que faz lembrar nós mesmos. Mestre é mestre.

    — As fotopinturas dele representam uma tradição que nos remete à identidade, à memória e à cultura mais pura. E nos transporta para um Brasil amado e doce — diz Marisa Monte. — Há algo sutil e grandioso na obra dele que faz lembrar nós mesmos. Mestre é mestre.

    Nascido e criado em Fortaleza, o artesão das fotografias vive desde garoto na mesma casa, uma construção simples, anexa ao Studio Áureo, criado por seu pai (já falecido). Foi ali, aos 12 anos, que ele começou a aprender os primeiros passos da fotopintura, técnica que surgiu quase junto com a fotografia, nos anos 1800. Naquele período, o menino Julio vivia enclausurado em um mosteiro beneditino, em Pernambuco.

    — Não viraria monge por vocação, mas era o que a família tinha conseguido para mim. O trabalho foi a chance de sair da clausura — lembra ele, que se dedicou vorazmente a cursos de desenho e aos 16 anos já dominava a fotopintura como poucos.

    ‘RESSURREIÇÃO’ DE PARENTE

    É ao som de “Um só", música do novo álbum de Marisa, Antunes e Brown, que os cinco telões de led com 125 metros quadrados são invadidos pelos retratos pintados. Com o intuito de traduzir em imagens o Brasil afetuoso e diverso cantado pelos Tribalistas, o cenário ainda conta com projeções de trechos de obras dos cineastas Mário Peixoto e Humberto Mauro e registros do cotidiano brasileiro do Arquivo Nacional.FOTO_MESTRE JULIO + TRIBALISTAS.jpeg

    — O Julio não carrega o nome mestre à toa. O que ele faz não é só restauro, retoque ou pintura sobre foto, é arte com uma sensibilidade ímpar - exalta Batman Zavareze, responsável pela concepção visual do espetáculo, que traz no currículo o encerramento da Olimpíada do Rio e turnês como a dos Paralamas do Sucesso. — Conheci o mestre em 2000 e esperava um projeto de potência, como esse, para incluí-lo.

    Pela fotopintura tradicional, os retratos são recuperados e unidos a outras fotos, se for o caso. Tudo manualmente. Depois é feita uma nova cópia, ampliada e só aí são realizadas as intervenções com tinta óleo, pastel ou pigmentos líquidos. Nessa arte, os mascates tiveram papel crucial. Até hoje eles continuam batendo de porta em porta, sobretudo no Nordeste, com a oferta de transformar um simples clique no que os fregueses sonharem. Os pedidos mais comuns são unir fotos de um casal, pôr ele de terno e ela de vestido. Já houve, no entanto, quem quisesse “ressuscitar” um parente fotografado no caixão. Pelas mãos mágicas de Julio, o morto surge em outro fundo, feliz e de olhos bem abertos.

    — Já juntei retratos de até 18 pessoas de uma família. Mas o frequente mesmo é quererem um fundo diferente, como praia, cachoeira, até cenários de Miami — conta ele, que atende de anônimos a figuras como Caetano Veloso e Gilberto Gil, que ganharam fotopinturas para uma exposição sobre a Tropicália.

    Maior referência da fotopintura no país, mestre Julio viveu momento triste em 2006. Com a escassez de material e preços exorbitantes, o artesão enfrentou um dilema: abandonava o ofício ou sucumbia ao mundo digital. Hoje, trabalha sozinho em um computador. Chega a fazer dez fotomontagens ou retratos coloridos digitais por dia (de 45 a 200 reais, cada). Sem discípulos, está doando o maquinário e os cavaletes antigos para um museu em Fortaleza. Ainda conta com dez vendedores à moda antiga, mas agora recebe encomendas por e-mail (aureostudio@gmail.com).

    — Sempre lutei muito, mas me sinto realizado com o meu trabalho tatuado na parede das pessoas — diz o mestre.


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    PORTO, PORTUGAL — Era para ser a exposição mais transgressora, a maior investida contra a onda conservadora que assola exibições mundo afora. Mas a grande ruptura aconteceu dentro do próprio Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, em Portugal. Ao ser vencido pela administração, que agrupou em uma sala especial as cerca de 30 obras de conteúdo sexualmente explícito da exposição “Pictures”, do fotógrafo norte-americano Robert Mapplethorpe, aberta na quinta-feira, o diretor artístico e curador da exibição, João Ribas, pediu demissão na sexta-feira à noite.

    A proposta inicial de Ribas era expor 179 obras do transgressor fotógrafo de Nova York, morto em 1989, aos 43 anos, por complicações causadas pela Aids, sem nenhum tipo de censura, sala especial ou veto preliminar da administração. Para reposicionar o museu como centro de resistência da arte ao puritanismo, teria que exibir na íntegra e para todas as idades as fotografias integrantes da série “X Portfolio”, com cenas sadomasoquistas e órgãos sexuais em close e sendo manipulados. Mas o conjunto de fotografias foi exposto reservadamente e com censura para maiores de 18 anos.IERM-234.jpg

    Na pré-inauguração para jornalistas na quinta-feira, Ribas reforçou a intenção de manter a total liberdade da exposição.

    — Serralves não vai por este caminho (do pudor, da censura). Não fazemos exposições baseadas neste critério. Nós queremos manter a liberdade da instituição, do artista e do visitante.

    Mas, aparentando um certo incômodo, acabou comentando o fato de ter um aviso na entrada da sala reservada, que alertava para o “conteúdo chocante de imagens de natureza explicitamente sexual”.

    — Claro que temos que equacionar estas questões. Há (limite de idade) e está tudo claramente identificado no espaço. O que queremos é mostrar o trabalho de Mapplethorpe a todos. Não sei dizer se trará constrangimentos, não consigo fazer esta projeção. A arte tem a sua função, que é eliminar preconceitos — disse Ribas.

    O único constrangimento foi para o próprio curador, que acabou vendo seu projeto ganhando limites que ele mesmo dizia combater. Ele acabou criticado no dia seguinte à abertura, e optou por se demitir.

    Mapplethorpe sala proibida.jpg

    O museu teria seguido um Decreto-Lei de Portugal que estabelece a faixa etária para certas exibições. Ter educação artística é tão importante quanto praticar esportes. Eu odeio ver crianças e adolescentes excluídos de museus por qualquer razão

    VINTE OBRAS A MENOS

    Apesar de a proibição estar associada ao pedido de demissão, outro fato teria deixado Ribas irritado: menos 20 obras foram expostas na abertura, entre elas algumas explícitas.

    LEIA MAIS: 'Queermuseu': público lota Parque Lage no último dia de exposição

    'Queermuseu' é reaberta no Parque Lage

    Antes de todo este caos, o presidente da Fundação Robert Mapplethorpe, o advogado norte-americano Michael Ward Stout, que conviveu com o fotógrafo, dizia estar chocado ao saber que a exposição “Queermuseu” foi cancelada em Porto Alegre antes de reabrir no Rio, no Parque Lage. Também ficou impressionado com a informação de que há cerca de um ano, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), a exposição “Histórias da Sexualidade” teve a entrada permitida apenas para maiores de 18 anos.

    — Ter educação artística é tão importante quanto praticar esportes. Eu odeio ver crianças e adolescentes excluídos de museus por qualquer razão. Nós vivemos em um tempo que está se tornando mais conservador — disse Stout.

    Robert Mapplethorpe - E Mail - SC.jpgMapplethorpe era de outra época, viveu a boemia da artística Nova York dos anos 1970. Quando se hospedava no então decadente Hotel Chelsea com a parceira e poeta Patti Smith, que viria a ser um ícone do rock, Mapplethorpe começou a carreira com uma Polaroid e a ambição de equiparar a fotografia às pinturas. O fascínio pelo corpo negro foi justificado como a tentativa de inserção da raça na história da arte. Mapplethorpe usa a nudez e o órgão sexual masculino, que chegou a enquadrar em paralelo a um cano de um revólver, para criticar a violência sofrida pelos negros nos Estados Unidos e retratar a ameaça e a violência do desejo.

    O nome de Mapplethorpe também ficou muito associado à música. A sua vida com Patti foi contada em detalhes pela cantora e compositora no premiado livro autobiográfico “Só garotos”. É do fotógrafo a imagem mais famosa de Patti, que foi parar na capa do seu disco de estreia, “Horses”. Lançado em 1975, o álbum virou imediatamente uma referência para a emergente cena punk nova-iorquina e fez de Mapplethorpe um fotógrafo requisitado, tendo assinado a capa de “Marquee Moon”, disco de estreia do Television, e feito fotos de Iggy Pop e Debbie Harry, do escritor William Burroughs, de Andy Warhol e do então mister universo Arnold Schwarzenegger. Todos vestidos e expostos em Serralves até 6 de janeiro.


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    RIO - Consumida pelas chamas de um incêndio de altas proporções no dia 2 de setembro, a maior parte do acervo de mais de 20 milhões de itens do Museu Nacional foi dessa para melhor. Mas, enquanto o Brasil chora a perda do seu patrimônio, ele faz novos amigos e conhece um novo lar.

    Em sua página de Facebook, a Turma da Mônica imaginou como seria se algumas das relíquias mais famosas do museu se mudassem para o cemitério da Turma do Penadinho - cenário onde se reúnem as criações mal-assombradas de Mauricio de Sousa.

    42218102_1377083699089757_5527406035578388480_n.pngIntitulado "Insubstituível", o quadrinho de seis páginas compartilhado nesta sexta mostra as múmias Harsiese, Pestejef e Hori, que ocupavam a coleção egípcia do museu, chegando de surpresa no local.

    Logo fazem amizades com os outros personagens, como Muminho, Dona Morte e Cranicola. Em seguida, chegam o crânio de Luzia, esqueletos de dinossauros, artefatos indígenas e muitas outras peças perdidas... no plano dos vivos.

    Com quase 6 mil compartilhamentos até o momento, o post lembra que "às vezes, a Dona Morte recebe um trabalho extra de surpresa". Com a hashtag #MuseuNacionalVive, a Turma da Mônica dedica "com carinho" o quadrinho à instituição.


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