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    RIO - O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - órgão colegiado de decisão máxima do instituto para as questões relativas ao patrimônio material e imaterial do país - tombou nesta quarta-feira, por unanimidade, o acervo de Arthur Bispo do Rosário. A coleção principal é formada por 805 peças, entre elas estandartes, indumentárias, vitrines, fichários, móveis, objetos (recobertos com fio azul ou não) e vagões de espera. O acervo é composto por peças elaboradas em diversos materiais, como vidro, madeira, plástico, tecidos, linhas, botões, gesso, e diversos itens recolhidos do lixo e da sucata.

    Pela manhã, o mesmo conselho, em reunião no Forte de Copacabana, tornou a literatura de cordel Patrimônio Cultural do Brasil, como adiantou Marina Caruso, em sua coluna no GLOBO. Na quinta-feira, os conselheiros voltam a se reunir no mesmo local para discutir os pedidos de proteção de mais quatro novos bens, representantes da diversidade cultural do Brasil: o tombamento dos terreiros de candomblé Ilê Obá Ogunté Sítio Pai Adão, do Recife (PE), e Tumba Junsara, de Salvador (BA), além dos registros como Patrimônio Cultural do Brasil da Procissão do Senhor dos Passos, em Florianópolis (SC), e do Sistema Agrícola Tradicional das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo.

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    — Acho que falta ao nosso povo tomar o reconhecimento dessa obra que, inicialmente, veio de fora. A vitória foi acachapante porque o trabalho dele é muito impactante e comparado a grandes artistas visuais. Isso tocou todos os conselheiros e, por conta da excepcionalidade da obra, mesmo que produzida em um processo de loucura, tem elementos expressivos de uma forma muito contundente e avassaladora. Mesmo sem formação técnica, ele era um artista nato — disse a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.

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    O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural reúne 26 conselheiros, de representantes de órgãos como os ministérios da Educação, das Cidades, do Turismo e do Meio Ambiente; do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), entre outros. Do total, 20 conselheiros participaram da votação, além da presidende do Iphan, Kátia Bogéa, totalizando 21 votos pelo tombamento da obra.

    O sergipano Arthur Bispo do Rosário Paes era natural de Japaratuba, no interior do estado, onde nasceu em 1909. Foi marinheiro e boxeador de 1926 a 1932, e empregado doméstico no bairro de Botafogo no fim da década de 30. De acordo com os registros, ele teve seu primeiro surto de esquizofrenia em 1938, quando peregrinou por igrejas do Centro se dizendo um messias. Foi fichado e preso pela polícia, tendo sido conduzido, primeiramente, ao antigo Hospício Pedro II, na Praia Vermelha.

    Após um mês, foi conduzido à Colônia Juliano Moreira, lugar que se confunde com a sua arte, onde permaneceu por mais de 50 anos como o "paciente 01662", até sua morte, em 1989. Foi neste período que ele começou a produzir seu trabalho, como mantos, bordados e tiras de tecidos pasteisem que escrevia frases, poemas e manifestos, tudo feito com o que encontrava no lixo e na sucata do complexo manicomial.

    "Qual a cor da minha aura?" era a pergunta que dirigia aos visitantes das celas de que tomava conta e onde guardava suas obras. Um dos destaques é o Manto da Apresentação, peça bordada que ele dizia ser a sua vestimenta para o Juízo Final.

    Hoje, Bispo do Rosário é considerado um dos maiores expoentes da arte contemporânea brasileira e mundial. Após sua morte, teve sua primeira exposição individual, no Parque Lage, e peças expostas em São Paulo, Veneza, Lyon e no Victoria and Albert Museum, em Londres, entre outras cidades.

    No ano passado, o Manto da Apresentação esteve exposto na fundação La Maison Rouge, em Paris. No carnaval deste ano, Bispo do Rosário foi homenageado pela escola de samba Acadêmicos do Cubango em seu desfile da série A ‘O Rei que bordou o mundo’. Em 2014, sua história foi retratada no filme "O senhor do labirinto", de Geraldo Motta Filho e Gisella de Mello. Ele foi interpretado pelo ator Flávio Bauraqui.

    FOTOGALERIA: Veja imagens das fantasias da Acadêmicos do Cubango em homenagem a Bispo do Rosário


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    RIO - Lançada nesta quarta-feira nos Estados Unidos, o número 1 da série de quadrinhos "Batman: Damned" causou polêmica não só pela trama sobrenatural, na qual o Coringa está morto e o paladino mascarado, em confusão mental, não sabe se foi ele o autor do assassinato. A revista também traz o primeiro nu frontal de Bruce Wayne, o homem por baixo do uniforme.

    Atenção: a imagem com o nu está abaixo, se não quiser ver, é só não continuar.

    "Batman: Damned" foi lançado pelo Black Label, o selo da DC Comics para quadrinhos mais adultos — sem censura, como a primeira revista da série tenta provar. Com argumento de Brian Azzarello e desenhos de Lee Bermejo, a história se estenderá por três números. Em busca da verdade sobre a morte do Coringa, Batman procura a ajuda de John Constatine, anti-herói com conhecimentos de ocultismo de "Hellblazer", outra série da DC Comics.

    Ainda na quarta-feira, diretores da Black Label decidiram censurar a nudez de Batman na edição digital da revista. Mas as imagens já tinham ganhado a rede.

    Batman-Penis-Nude-Comic-Damned.jpg


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    RIO - Segundo reportagem do jornal "New York Times", o editor da revista "New York Review of Books", Ian Buruma, deixou o seu cargo nesta quarta-feira em meio à polêmica pela publicação de um ensaio escrito por um radialista canadense que havia sido acusado de agredir mulheres sexualmente.

    "Ian Buruma não é mais o editor da 'New York Review of Books'", escreveu em um e-mail Nicholas During, assessor de imprensa da revista. Não foi informado se ele pediu afastamento ou foi afastado.

    O autor do polêmico ensaio, Jian Ghomeshi, foi absolvido das acusações de agressão sexual em 2016, mas vivia lamentando a sua condição de pária e por estar "constantemente competindo com uma versão vilanizada" de si mesmo na internet.

    O texto causou furor imediato, em tempos de #MeToo, com alguns criticando o que viram como um tom de autopiedade, e suavização das acusações, que incluíam tapa e asfixia, e vieram de mais de 20 mulheres, ao invés de "várias", como Ghomeshi escreveu.

    Buruma também foi criticado por dar uma entrevista em que alguns viram uma falta de interesse nas alegações contra o Ghomeshi.

    O texto foi publicado na última sexta-feira. Ian Buruma não respondeu aos pedidos de comentários do "New York Times".

    Nesta quarta-feira, a "New York Review of Books" publicou uma nota que dizia: “O artigo a seguir, que provocou muitas críticas, deveria admitir a natureza séria e do número de acusações feitas contra o escritor Jian Ghomeshi”. Em seguida, listou algumas das acusações.

    No texto, Ghomeshi contou sobre a experiência de ter sido demitido de seu emprego como apresentadora do “Q”, um programa de cultura da Canadian Broadcasting Corporation, em 2014, em meio a reportagens sobre seu comportamento.

    "Eu deveria ter sido mais respeitoso e responsável com as mulheres da minha vida. Para elas, eu digo: 'Vocês mereciam muito melhor de mim'", escreveu ele. Mas o tema mais amplo do texto, intitulado "Reflexões de um hashtag", foi como Ghomeshi se tornou alvo de ostracismo nas mídias sociais e nos jornais canadenses, uma experiência que o teria levado perto de cometer suicídio.

    A reação contra o texto começou quando vazou a notícia de que ele ser publicado pelo site da revista. Em uma entrevista com Isaac Chotiner, da revista on line "Slate", que saiu pouco tempo após a publicação do ensaio, Ian Buruma defendeu sua decisão de publicar o ensaio Ghomeshi, observando que, embora “nem todos concordassem”, uma vez tomada a decisão, a equipe "ficou junta".

    Quando pressionado pelo entrevistador sobre as várias acusações de agressão sexual contra Ghomeshi, Buruma disse: “Eu não sou juiz dos erros e acertos de cada uma das acusações. Como poderia ser?" Ele também observou que o radialista havia sido absolvido e disse que não havia provas de que cometeu um crime.

    Logo, o caso mobilizou a própria revista. Colaboradora do "New York Review of Books", Amia Srinivasan, que é palestrante da University College London, criticou Buruma por dizer que o comportamento de Ghomeshi não era sua preocupação, e também sua afirmação de que a obra de Ghomeshi tinha o apoio da equipe da revista. "A tomada de decisões de cima para baixo geralmente é assim para aqueles que estão no poder", escreveu, em um dos seus vários tuítes sobre o caso.

    Também colaboradora da revista, a ensaísta Laura Kipnis disse que a "New York Review of Books" tinha um histórico de “peças duras e controversas” que não se escondiam para a opinião pública, e lamentou que isso tivesse custado a Ian Buruma o seu emprego.


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    RIO - Por essa Laureta (Adriana Esteves) não esperava. Avisada pelo delegado Viana (Carlos Betão) de que a equipe de Nolasco (Tairone Vale) iria fazer uma busca em sua casa atrás de drogas sintéticas, a cafetina de "Segundo sol" tira os entorpecentes do cofre, os esconde no jardim e recebe os policiais na maior tranquilidade.

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    O que ela não é imagina é que seu “fiel escudeiro” Galdino (Narcival Rubens) está ao lado de Luzia (Giovanna Antonelli) nos planos de vingança contra ela e, após a denúncia anônima, trocou as drogas de lugar.

    A mando dos policiais, Laureta abre o cofre em seu quarto, segura de que eles não encontrarão nada, mas quase cai para trás quando vê que os pacotes estão ali. Presa em flagrante, a cafetina esbraveja que alguém armou contra ela e exige saber quem fez a denúncia. Sem resposta, ela é levada para a delegacia, onde mais tarde recebe a visita de Galdino. Desconfiada, Laureta confronta o empregado na tentativa de descobrir se é ele o traidor em sua casa.

    As cenas estão previstas para irem ao ar neste sábado, dia 22.


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    RIO - A primeira coisa que Ted Dwane, baixista do grupo inglês Mumford & Sons pergunta ao repórter, na conversa por telefone, é: “De onde você está falando?” Ao saber que é do Rio de Janeiro, a voz até muda.

    — Fui aí com a banda (em 2016), mas antes viajei sozinho, uns cinco anos atrás. Foram duas semanas maravilhosas — conta ele, animado e agora cheio de novidades para contar sobre a banda, um dos maiores sucessos comerciais a ter surgido no rock nos anos 2000.

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    Esta quinta, o Mumford & Sons lançou “Guiding light”, o primeiro single de “Delta”, quarto álbum de estúdio do grupo, que chega ao público no dia 16 de novembro. Entre o estilo folk do começo da carreira (com o álbum “Sigh no more”, de 2009) e o rock vigoroso de “Wilder mind” (2015),a canção dá sinais do que vem por aí.

    — Achamos que o novo disco tem um som que é muito 2018 — diz Ted. — Mas, ouvindo “Guiding light”, algumas pessoas disseram ter sido lembradas do nosso trabalho mais antigo. Da mesma forma, em outras canções, há quem diga que parece o Mumford & Sons do futuro. Acho que esse novo álbum tem todos os lados da banda. Mumford & Sons - Guiding Light

    “Woman”, uma das músicas inéditas que o grupo andou tocando em shows recentes, por sinal, é mais eletrônica e dançante.

    — Sim, com certeza há algumas faixas nessa veia em “Delta” — confirma Ted. — Tivemos um período muito prolífico e compusemos um monte de canções para esse álbum. Quando entramos em estúdio, tínhamos uma vasta paleta de caminhos que poderíamos seguir. E o melhor a fazer nessa situação é tentar representar o espectro completo. É por isso que adoramos fazer álbuns com a banda! Alguns artistas andam fugindo disso, já que por causa do Spotify as pessoas estão mais interessadas em singles. Mas nós preferimos experimentar, ser ecléticos.

    Em “Delta”, o Mumford & Sons trabalhou pela primeira vez com Paul Epworth, produtor de faixas para Adele, Rihanna e Bruno Mars.

    — Ele tinha a melhor sala de estúdio, numa igreja no Norte de Londres, e nos deu liberdade absoluta. Todos os instrumentos permaneciam ligados, inclusive um monte de sintetizadores. Era só chegar e tocar — conta o baixista, que considera ter feito “o melhor álbum da história da banda”. — Foi como fizemos em Joanesburgo (onde gravaram em 2016, em dois dias, o EP “Johannesburg”, com músicos sul-africanos) e seguimos a receita nesse novo álbum. Era exatamente o disco que queríamos fazer.

    Ted Dwane oferece uma explicação filosófica para o título do novo álbum:

    — O delta representa sair da segurança do rio e ser jogado no ambiente selvagem do oceano. É o tema que expressamos em muitas das canções: o medo intenso que você sente no começo, até passar por coisas ruins.

    O músico garante que “Delta” será ainda mais surpreendente que “Wilder mind”, disco da virada rock do grupo, que assustou (e depois encantou) alguns dos seus muitos fãs.

    — Tínhamos feito dois álbuns totalmente sem bateria (“Sigh no more” e “Babel”, de 2012). Gosto muito deles, mas ali esgotamos aquele som. Foi uma decisão muito importante a que tomamos em “Wilder mind”. Para alguns fãs, foi uma surpresa, um passo gigantesco. Para nós, foi uma libertação — conta. — Em “Delta”, haverá umas cinco canções bem acústicas, mas outras bem diferentes. Queremos surpreender as pessoas e fazê-las sentir-se em casa, entendendo a nossa jornada. E quando levarmos esse disco para o palco, estaremos tocando de uma maneira completamente diferente. Estamos ensaiando, faltam poucas semanas para cair na estrada, que é o lugar onde mais gostamos de estar. Queremos tocar!

    E a estrada, será que ela os trará novamente ao Brasil?

    — Vamos achar um jeito de ir ao Brasil e aos outros países da América do Sul — diz Ted, que jura não ter a menor reserva em relação aos projetos paralelos do líder Marcus Mumford (como o Atlas Underground, com Tom Morello, guitarrista do Prophets of Rage). — Tentamos fazer o máximo de colaborações que pudermos, para ampliar o leque estilístico da banda. Isso é rejuvenescedor. Mumford Guiding Light


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    RIO — Os finalistas do Man Booker Prize, um dos mais prestigiados prêmios literários do mundo, foram anunciados nesta quinta-feira. A lista, dominada por mulheres, é formada por quatro escritoras e dois escritores.

    Entre os concorrentes estão a britânica Daisy Johnson, de 27 anos, que se tornou a autora mais jovem a concorrer ao prêmio com o livro "Everything Under"; e o também britânico Robin Peterson, concorrendo com "The long take", primeiro romance escrito em versos a disputar a premiação.

    Completam a lista o canadense Esi Edugyan ("Washington Black"); a americana Rachel Kushner ("The mars room"); o americano Richard Powers ("The overstory'); e a britânica Anna Burns ("Milkman").

    Segundo o comunicado do prêmio, as obras abrangem uma ampla gama de assuntos, desde um escravo de 11 anos que escapou de uma plantação de açúcar em Barbados, até um veterano do "Dia D" que vive com transtorno de estresse pós-traumático.

    O vencedor, que será anunciado no dia 16 de outubro, se tornará o sucessor de George Saunders ("Lincoln no limbo").

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    O Man Booker é aberto a escritores de qualquer nacionalidade que escrevam em inglês e tenham publicado no Reino Unido e na Irlanda.


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    SÃO PAULO - Diretor do festejado "Corra!", o cineasta Jordan Peele será o apresentador e narrador de uma nova encarnação da série "Além da imaginação", título brasileiro de "The Twilight Zone". O anúncio foi feito nesta quinta-feira pela rede americana CBS, que coproduzirá o programa com o diretor para exibição no serviço de streaming da emissora, CBS All Access.

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    Na primeira encarnação de "Além da imaginação", entre 1959 e 1964, o criador da série original, Rod Serling, também acumulava a função de apresentador e narrador das histórias. De acordo com reportagem da Variety, site especializado no mercado audiovisual americano, Peele estava relutante em assumir a regravação da série.

    "Para mim, era uma oportunidade de continuar com a missão de Serling. Se nós abordarmos isso sem ego e nenhum tipo de reverência, acho que será suficiente para atrair os fãs de 'Além da imaginação', mas também de trazer de volta um programa que acho necessário agora. Porque sempre nos ajudou a olhar para nós mesmos, como se fosse um espelho para a sociedade", disse ele.


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    RIO - A Netflix anunciou nesta quinta-feira mais uma produção original feita no Brasil, "Spectros". O thriller sobrenatural será realizado em parceria com o escritor e diretor Douglas Petrie, showrunner das séries "Demolidor" e "Os Defensores" e co-produtor de "Buffy, a Caça-Vampiros" (1998-2003). A produção de "Spectros "começa em novembro e a estreia mundial está prevista para 2019.

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    Na primeira temporada, a série vai se passar no bairro da Liberdade, em São Paulo, onde um grupo de cinco adolescentes acidentalmente descobrem uma passagem no tempo que os conecta com o bairro em 1908. Segundo a Netflix, a trama vai misturar elementos do folclore brasileiro com contos de fantasma japoneses.

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    "'Spectros' nos trará histórias únicas, profundamente enraizadas na cultura brasileira, que abordam temas universais de amor, vingança e redenção, tornando-se um espetáculo emocionante para todos. Estamos entusiasmados para mostrar histórias nunca contadas sobre a Liberdade aos assinantes da Netflix no mundo todo, enquanto revelamos as muitas facetas da maior cidade da América Latina", afirmou em comunicado Erik Barmack, Vice-Presidente de Conteúdo Original Internacional da Netflix.

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    RIO - O Spotify anunciou nesta quinta-feira uma mudança que promete abalar o mercado fonográfico. A partir de agora, artistas independentes dos Estados Unidos poderão disponibilizar suas obras diretamente na plataforma, sem a mediação de uma gravadora, grupo de distribuição ou mesmo de um funcionário do Spotify.

    Ainda em fase de testes, o modelo funcionará por enquanto através de convites do Spotify a artistas selecionados. No novo sistema, o dinheiro obtido com direitos autorais será automaticamente depositado na conta dos autores.

    Com a mudança na sua plataforma para artistas, o Spotify vai permitir que autores subam músicas sem limites em relação a frequência, tamanho ou quantidade. As ferramentas foram criadas com a consultoria de artistas independentes, entre eles a rapper Noname e o DJ Michael Brun.

    O Spotify, em geral, paga a uma gravadora cerca de 52% da renda gerada por cada audição de uma música. A gravadora, por sua vez, paga ao artista algo entre 15% ou 50% de sua parte. Ao negociar os direitos de licenciamento diretamente com o Spotify, artistas e seus representantes podem ficar com o pagamento por completo.

    CONTRATOS FECHADOS

    O anúncio não foi exatamente inesperado: no último ano, o Spotify fechou, em segredo, contratos de licenciamento com um pequeno número de artistas independentes. Com o acordo, esses artistas passaram a gozar de um relacionamento mais próximo com a empresa — uma vantagem na hora de sugerir faixas para as influentes playlists do serviço.

    Embora os contratos sejam modestos — com adiantamentos de dezenas ou centenas de milhares de dólares, segundo vários envolvidos — as grandes gravadoras veem a iniciativa como uma ameaça potencial: um pequeno passo que, no fim das contas, poderia remodelar a indústria da música.

    O Spotify não fornece detalhes sobre a sua entrada no mercado de talentos e não revela com quais artistas fechou contratos. Mas, segundo fontes do "NYT", a empresa sueca pagou adiantamentos para firmas e outras companhias que representam artistas que não mantêm vínculo com nenhuma gravadora. Por enquanto, isso significa estrelas emergentes ou artistas veteranos que adquiriram controle de antigos hits.

    A empresa oferece aos artistas duas vantagens: uma maior fatia dos lucros e propriedade de suas gravações. Os acordos, além disso, não são exclusivos, deixando os artistas livres para licenciar suas músicas para outros serviços de streaming, como a Apple Music e a Amazon.

    Procurado por O GLOBO, o Spotify disse ainda não saber quando a novidade chegará ao alcance dos artistas e dos ouvintes brasileiros. "Nesta fase, estamos apenas testando o recurso beta. Informaremos se e quando tivermos mais novidades para compartilhar sobre outros mercados", explicou em nota.


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    RIO - A Columbia Records e a Legacy Recordings, divisão de catálogo da Sony Music Entertainment, anunciaram esta quinta o lançamento, marcado para o dia 2 de novembro, de "Bob Dylan - More blood, more tracks". Será o 14º volume da série de álbuns com bootlegs (gravações inéditas, cuja edição ainda não havia sido oficialmente feita) do músico.

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    O lançamento reúne as material das seis sessões de estúdio, em 1974, que resultaram na obra-prima de Bob Dylan, o álbum "Blood on the tracks" (1975). Um dos discos mais vendidos da carreira do cantor e compositor, ele trouxe canções como "Tangled up in blue", "Simple twist of fate" e "If you see her, say hello", muitas delas inspiradas pelo processo de separação do artista de sua mulher, Sara.

    "Blood on the Tracks" foi originalmente gravado durante quatro dias em Nova York, em setembro de 1974. Em seguida, o álbum foi masterizado e cópias para a crítica começaram a circular. Alguns meses depois, Dylan sentiu que o álbum precisava de uma abordagem diferente e regravou cinco das faixas no Minneapolis Sound 80 Studios a partir do final de dezembro daquele ano.

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    A configuração CD simples/LP duplo de "More blood, more tracks" reúne 10 das versões alternativas mais memoráveis de cada uma das 10 músicas que aparecem no álbum original, além de uma versão inédita de "Up to me". A versão luxuosa, com seis CDs, inclui as sessões completas de Nova York em ordem cronológica, incluindo falsos inícios e brincadeiras no estúdio.

    As únicas gravações remanescentes das sessões do Minneapolis Sound 80 são as masters das cinco canções incluídas em "Blood on the tracks". Cada uma delas foi remixada e remasterizada para a edição de luxo do álbum.

    Em seu texto para "More blood, more tracks", o especialista Jeff Slate observa que ali estarão "algumas das melhores performances que ele já registrou em fita, uma após a outra, ao vivo no estúdio".

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    Durante a produção de "Blood on the tracks", Dylan pediu ao produtor Phil Ramone que acelerasse ligeiramente algumas gravações, uma prática comum nas décadas de 1960 e 1970, especialmente para os discos enviados para a rádio AM. Pensou-se que isso daria às músicas um salto extra para cativar os ouvintes. A maioria das músicas das sessões de Nova York que anteriormente circularam, oficialmente e não oficialmente, são as versões aceleradas que Dylan solicitou. Em "More blood, more tracks", se ouvirá, pela primeira vez, as músicas exatamente como Dylan as gravou.


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    RIO - Reunido pelo segundo dia no Forte de Copacabana, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tornou patrimônios culturais mais dois bens imateriais brasileiros nesta quinta-feira: a Procissão do Senhor dos Passos, a maior e mais antiga festividade religiosa da cidade de Florianópolis (SC), e o Sistema Agrícola Tradicional das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira, no estado de São Paulo. E tombou os terreiros de candomblé Ilê Obá Ogunté/Sítio Pai Adão, do Recife (PE), e Tumba Junsara, de Salvador (BA).

    Na quarta-feira, o mesmo conselho tornou a literatura de cordel Patrimônio Cultural do Brasil, além de tombar o acervo de Arthur Bispo do Rosário.

    - A diversidade é característica desta reunião. Nós tombamos dois terreiros de candomblé, da religião de matrizes africanas; uma procissão católica; fomos aos quilombolas e registramos um tradição agrícola; e, no inicio da nossa reunião, tombamos a coleção de arte de uma pessoa considerada separada da sociedade. Isso sem falar na literatura de cordel, típica do nosso país. Ou seja: a diversidade é a tônica do Patrimônio Cultural Brasileiro - avaliou a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.

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    Durante a reunião desta quinta-feira, os conselheiros discutiram e defenderem a relevância nacional da Procissão do Senhor dos Passos, afirmando que, apesar de sua regionalidade, é um evento rico em especificidades que lhe garantem grande destaque. Por suas características únicas, esta procissão, de acordo com os conselheiros, pode ser considerada uma das mais expressivas entre as diversas que ocorrem em todo o país.Já considerado Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina, o evento - realizado anualmente, sempre 15 dias antes da Páscoa - em março deste ano teve sua 252ª edição e reuniu mais de 60 mil pessoas.

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    Atrás apenas do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém do Pará, e das homenagens ao Padre Cicero, em Juazeiro do Norte (Ceará) entre os grandes eventos cristãos, a Procissão do Senhor dos Passos acontece desde 1766, dois anos depois de a escultura do santo chegar à cidade. Esculpida em madeira pelo baiano Francisco Chagas, ela deveria ter sido entregue a uma igreja no Rio Grande do Sul, mas o barco parou em Florianópolis para abastecer e não conseguiu seguir viagem por causa de fortes tempestades. Após três tentativas frustradas em seguir viagem, a tripulação tomou como sinal divino que a imagem deveria permanecer onde estava.

    O Sistema Agrícola Tradicional das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira também é uma tradição antiga, de 300 anos, segundo a coordenadora do Programa Vale do Ribeira do Instituto Socioambiental (ISA), Raquel Pasinato. São 19 comunidades, onde vivem cerca de 700 famílias (entre 2500 e 3000 pessoas) que se dedicam à um tipo de agricultura de manejo sustentável da Mata Atlântica.

    - Eles limpam no máximo dois hectares de uma área, colocam fogo com todo o cuidado e plantam nas cinzas, sem utilizar qualquer adubo químico. cultivam ali por dois ou três anos e depois deixam o local, que volta a se regenerar - explica Raquel.

    - Este reconhecimento nos dá mais segurança de manter a tradição de nossos antepassados - comemorou Elvira Morato, de 70 anos, que aprendeu com pais e avós o que repassou a filhos e netos. - Sempre trabalhamos na roça sem ofender a natureza.

    Entre os terreiros tombados nesta quinta-feira, o Tumba Junsara (ou Junçara) - fundado em 1919 em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, por dois irmãos de esteira cujos nomes eram: Manoel Rodrigues do Nascimento (Kambambe) e Manoel Ciriaco de Jesus (Ludyamungongo) - foi o primeiro. Os dois foram iniciados em 13 de junho de 1910 por Maria Genoveva do Bonfim, mais conhecida como Maria Nenem (Mam'etu Tuenda UnZambi, sua dijina), que era do Terreiro Tumbensi, casa de Angola mais antiga da Bahia. Manoel Ciriaco de Jesus fez muitas lideranças de várias casas, como Mãe Menininha do Gantois.

    Depois, foi a vez do terreiro de candomblé Ilê Obá Ogunté, mais conhecido como Sítio Pai Adão, do Recife, em Pernambuco, que já era tombado em nível estadual desde 1985. A história do Ilê Obá Ogunté começa por volta de 1875, com a chegada ao Brasil da africana Inês Joaquina da Costa (Ifá Tinuké), também chamada de Tia Inês, que morreu em 1905. Ela fundou o atual Sitio de Pai Adão, que é a mais antiga casa de culto Nagô de Pernambuco e uma das mais venerandas do Brasil, considerada uma das matrizes da nação de culto afro-brasileiro Nagô, que guarda alguma semelhança com a nação Ketu da Bahia, similar ao Xambá e ao Tchamba de Togo, e Trinidad e Tobago.

    Com a morte de Ifá Tinuké, o Ilê Obá Ogunté passou a ser liderado por Felipe Sabino da Costa (Ope Watanan), conhecido por Pai Adão, que foi a maior personalidade da história do Xangô do Recife. O Sítio de Pai Adão é considerado um modelo de culto sob todos os pontos-de-vista: na sofisticação ritual, na beleza de sua música e da dança, no número de divindades cultuadas, no poder espiritual das incorporações, tudo indicando uma tradição conservada com fidelidade às suas raízes. O local ainda preserva um baobá com mais de um século de existência, que tem mais de 10m de diâmetro, raro no Brasil.


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    BRASÍLIA — Espectadores preconceituosos e racistas vão passar longe de "Ilha", um filme baiano com sexo entre homens negros. O mesmo vale para quem não aguenta cenas pesadas, como as que envolvem abuso sexual infantil, tortura e a morte brutal de um cão. Mas Ary Rosa, codiretor do longa exibido nesta quarta-feira em competição no 51º Festival de Brasília, quer deixar uma coisa clara.

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    — Não abrimos mão da nossa liberdade criativa — diz Rosa, ao lado da parceira Glenda Nicário, com quem também dirigiu "Café com canela" (2017), melhor filme pelo júri popular no último Festival de Brasília.

    Atente, por exemplo, para a sinopse: "Ilha" é um filme sobre o making of de um filme dentro do filme. Talvez a premissa não seja imediatamente fácil de ser compreendida, e o longa de fato não tem medo de experimentar linguagens. Há até uma cena em que um personagem olha para a câmera (o recurso conhecido como "quebra da quarta parede") e diz: "Vocês terão que engolir minha subjetividade". Tudo isso pode soar pretensioso e hermético, mas o desenrolar da história cativou a plateia do Cine Brasília, que aplaudiu a obra intensamente.

    FESTIVAL DE BRASÍLIA: Diretora de documentário sobre greve dos caminhoneiros pede empatia

    Ambientada numa ilha fictícia de onde "ninguém nunca sai" (o motivo não é explicado explicitamente), a ação começa quando o traficante Emerson (Renan Motta), que mora nesse isolado pedaço de terra, sequestra o premiado cineasta Henrique (Aldri Anunciação), do continente, para obrigá-lo a realizar um filme sobre sua vida. Inicialmente o profissional recusa a proposta, mas cede após ser torturado e ameaçado.

    Diretores_ Ary e Glenda.jpgEmerson contrata o diretor de fotografia Thacle de Sousa (interpretado pelo próprio) para registrar todo o processo de convencimento e os bastidores das filmagens. É através da câmera caótica e subjetiva de Thacle que nós, espectadores, vemos tanto o filme real ("Ilha") quanto o "filme dentro do filme". Sim, trata-se de metalinguagem levada ao extremo.

    Mas por que Emerson escolheu Henrique — um cineasta consagrado e ousado no passado, mas que agora só produz filmes caretas? Deduzimos, aos poucos, que um dos motivos é o fato de ambos serem gays. Ou seja, Henrique teria sensibilidade para dirigir a cinebiografia de Emerson. E, no processo, os dois se apaixonam.

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    — Enquanto cineasta gay, não me via representado no cinema clássico, então achava importante esse lugar de afeto homossexual — afirma Ary Rosa.

    Nas gravações do "filme dentro do filme", descobrimos passagens cruciais da vida de Emerson, como o fato de ele ter sido abusado sexualmente pelo pai. No encontro com jornalistas, Ary Rosa e Glenda Nicácio foram questionados se a cena não poderia reforçar o discurso equivocado — mas frequente em falas de ódio — de que a homossexualidade é fruto de experiências traumáticas como essa. Ary Rosa concordou com a indagação:

    — É uma preocupação minha, sim. Pensei até em retirar essa cena. Trabalhamos com pontos perigosos, sempre no limite da possibilidade. Mas o Henrique, o personagem cineasta, serve de contraponto: ele é um gay bem resolvido. Pelo menos foi essa a minha tentativa.

    Embora o elenco de "Ilha" seja majoritariamente negro, a raça dos personagens não estava especificada no roteiro de Ary Rosa, segundo o ator Aldri Anunciação.

    — Não acordo pensando "sou negro e vou enfrentar o mundo". Não vivemos apenas de questões identitárias, mas também estéticas e narrativas — conclui o ator.

    Para a diretora Glenda Nicácio, a ilha enquanto espaço de aprisionamento pode "remeter à ideia de uma província de onde ninguém sai":

    — Muitas crianças ouvem essa frase, de que não podem ir para outro lugar, e acabam acreditando, sentindo-se presas e resignadas, sem a possibilidade de se mudar.

    *O repórter viajou a convite do festival


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    RIO — A Academia Latina da Gravação anunciou, nesta quinta-feira, os indicados a 19ª edição do Grammy Latino. Chico Buarque, Elza Soares, Yamandu Costa e Anitta são alguns dos nomes indicados. A lista é liderada pelo colombiano J Balvin, com oito citações.

    Chico concorre com o álbum "Caravanas" na categoria álbum no ano. Yamandu Costa, Hamilton de Holanda, Airto Moreira e Hermeto Pascoal concorrem ao melhor álbum instrumental (com apenas um "estrangeiro" na disputa, o guianense Miguel Siso).

    CRÍTICA: Chico Buarque mostra em ‘Caravanas’ que é um artista de hoje

    Ao lado de Major Lazer, Anitta e Pabllo Vittar foram apontados na categoria “Melhor Fusão/Interpretação Urbana”, com a música “Sua cara”. Anitta foi indicada ainda na categoria “Melhor canção urbana”, com “Downtown”.

    Como “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira”, concorrem João Bosco (”Mano Que Zuera”), Chico Buarque (”Caravanas”), Edu Lobo, Dori Caymmi e Marcos Valle (”Edu, Dori e Marcos”), Vitor Ramil (”Campos neutrais”) e Elza Soares (”Deus é mulher”).

    Na categoria "Melhor Álbum Infantil", o Brasil está representado por "Bita e a Natureza", produzido pela Mr. Plot - idealizadora do Mundo Bita - em parceria com a Sony Music.

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    A entrega do 19º Grammy Latino está marcada para o dia 15 de novembro, em Las Vegas. O famoso MGM Grand Garden Arena será a sede da cerimônia, que premia artistas em 49 categorias que reúnem o melhor da música em espanhol ou português.

    VEJA AS PRINCIPAIS CATEGORIAS

    Álbum do Ano

    "Prometo" – Pablo Alborán

    "Vibras" – J Balvin

    "Caravanas" – Chico Buarque

    "Salvavidas De Hielo" – Jorge Drexler

    "Siguiente" – El David Aguilar

    "Soy Yo" – Kany García

    "Musas (Un Homenaje Al Folclore Latinoamericano En Manos De Los Macorinos), Vol. 2" – Natalia Lafourcade

    "¡México Por Siempre!" – Luis Miguel

    "Encanto Tropical" – Monsieur Periné

    "Cuando El Río Suena..." – Rozalén

    Melhor Álbum Instrumental

    "Recanto" - Yamandu Costa

    "Hamilton de Holado Trio - Jjacob 10zz"- Hamilton De Holanda Trio

    "Aluê", Airto Moreira

    "No mundo dos sons", Hermeto Pascoal & Grupo

    Melhor Álbum de Música Popular Brasileira

    "Mano Que Zuera" – João Bosco

    "Caravanas" – Chico Buarque

    "Edu, Dori e Marcos" – Edu Lobo, Dori Caymmi e Marcos Valle

    "Campos neutrais" – Vitor Ramil

    "Deus é mulher" – Elza Soares

    Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa

    "Noturno" - Anaadi

    "Amor é isso" - Erasmo Carlos

    "Dona de mim" - Iza

    "Ana Vilela" - Ana Vilela

    "Xenia" - Xenia

    Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa

    "Recomeçar" - Tim Bernardes

    "Relax" - Kassin

    "Lenine em trânsito" - Lenine

    "Casas" - Rubel

    "Ecos do acaso e casos de caos" - Jay Vaquer

    Melhor Álbum de Samba/Pagode

    "Alô Vila Isabel" - Martinho Da Vila

    "Prazer eu sou ferrugem" - Ferrugem

    "Munduê" - Diogo Nogueira

    "Amor e música" - Maria Rita

    "Só vem! Ao vivo" - Thiaguinho

    Melhor Álbum para Crianças

    "Ana & Gio", Ana & Gio

    "Imaginare", Claraluna

    "Bita e a Natureza", Mundo Bita

    "Magia todo el día", Luis Pescetti y Amigos

    "Un Bosque encantado 2", Daniel Roa, producer

    Artista Revelação

    Ángela Aguilar

    Anaadi

    El David Aguilar

    Alex Ferreira

    Karol G

    Los Petitfellas

    Nana Mendoza

    Christian Nodal

    Claudia Prieto

    Benjamín Walker


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    NOVA YORK — Em seu primeiro grande papel na televisão, Emma Stone interpreta uma jovem problemática chamada Annie em "Maniac". A série com dez episódios de meia hora, que começa a ser transmitida pela Netflix nesta sexta-feira, promete manter os espectadores desorientados. Quando você acha que se encontrou, ela puxa o tapete de novo. De onde vieram aqueles elfos? Este é um show com efeitos colaterais.

    — Era importante para nós que não houvesse normalidade — disse o diretor Cary Fukunaga (de "True Detetive" e do próximo James Bond), que desenvolveu a série com Patrick Somerville, romancista e produtor de "The leftovers".

    "Maniac" é baseada — de forma muito, muito solta — numa série norueguesa docemente absurda com o mesmo nome. A original se passa num hospital psiquiátrico e é centrado em Espen, um interno desordeiro e provavelmente esquizofrênico que transforma o mundo ao seu redor numa fantasia, na qual ele se imagina um vaqueiro, um herói de guerra, um superespião.

    ELA DEPRESSIVA, ELE ESQUIZOFRÊNICO

    O produtor Michael Sugar comprou os direitos da série e ofereceu a Fukunaga, que aceitou porque “queria fazer algo que me permitisse brincar com gêneros diferentes” (como capa e espada, thriller, fantasia.) Ele chamou Somerville e eles descartaram quase tudo — cenário, personagens...

    78837689_US actor Justin Theroux poses on the red carpet upon arrival for the world premiere of.jpgEles trocaram o asilo por uma clínica de testes de medicamentos. E Espen se transformou em dois personagens: A Annie de Emma Stone, depressiva e viciada em drogas; e Owen, de Jonah Hill, um homem distante de sua família rica e possivelmente esquizofrênico.

    Sob a supervisão duvidosa do Dr. Mantleray (Justin Theroux), da Neberdine Farmacêuticos e Biotecnologia, os participantes testam uma seqüência de pílulas projetadas para curar qualquer doença mental e “erradicar para sempre todas as formas ineficientes e desnecessárias de dor humana”. Os resultados podem variar.

    As pílulas e algumas “potentes tecnologias de microondas” levam os participantes a estados oníricos, nos quais encontram traumas passados e mecanismos de enfrentamento atuais. (Está tudo em suas cabeças? Provavelmente.) Annie e Owen, cujas psiques se tornaram misteriosamente ligadas, de repente se veem como namorados de escola ou um par de graciosos garotos da década de 1940. E sim, em uma sequência, Stone percebe Annie como uma elfa.

    — Meia-elfa — a atriz esclarece, por telefone. — Eu nunca quis ser uma elfa.

    (Falando um pouquinho mais a sério, ela comenta a experiência de participar de um projeto de dez episódios, bem mais longo que um filme: "Explorar um personagem de uma forma mais ampla do que estou acostumada foi realmente emocionante".)

    MUDANÇAS DE TOM

    78837389_US actress Emma Stone L and US director Cary Joji Fukunaga pose on the red carpet upon.jpgO tom da trama também se transforma, desviando da luz para a escuridão, do suave para o cruel, do levemente surreal para o francamente agressivo, às vezes em um único episódio. Até mesmo as cenas da vida supostamente comum estão ali para deixar o espectador confuso.

    "Maniac" evoca um mundo no qual os avanços tecnológicos terminaram em algum momento da década de 1970 e a sociedade se fragmentou. O microprocessador nunca aconteceu; smartphones não existem. Novas drogas inundam o mercado, o cibersexo deu algumas reviravoltas e — apenas para colocar o psico de volta no psicodrama — há pelo menos um coala roxo jogando xadrez no Washington Square Park. Os personagens não se sentem à vontade no dia a dia. Nem o público deveria. Eu quero que o espectador se sinta um pouco desorientado sobre o que é a realidade. Acho isso legal. A realidade é estranha!

    — Eu quero que o espectador se sinta um pouco desorientado sobre o que é a realidade — diz Somerville, por telefone. — Acho isso legal. A realidade é estranha!

    "Maniac" foi filmada em apenas quatro meses, tempo apertado mesmo para uma série de dez episódios.

    A primeira temporada de "True Detective", que Fukunaga também dirigiu em sua totalidade, teve apenas oito episódios. E não dependia de "um aglomerado globular de realidades arborizadas", como a Neberdine chama o sistema de ramificação de mundos distintos, mas não inteiramente separados.

    — Para o que pretendíamos realizar, tínhamos um orçamento muito baixo e um cronograma quase impossível — diz Fukunaga. A Netflix não revela esse orçamento.

    CINCO PERSONAGENS EM UM

    O aglomerado globular de realidades arborizadas não foi um incômodo apenas para o departamento de figurinos. Também representou uma pressão sobre os atores. Muitos deles interpretam vários personagens. E alguns desses personagens parecem conscientes de que não são totalmente reais. Quando Emma Stone interpreta Arlie, ela também precisa viver momentos nos quais Annie sai de Arlie e depois as duas parecem se fundir.

    — Obviamente, pensei: 'Como diabos eu vou interpretar cinco personagens e entrar e sair deles diariamente' — questiona a atriz — Mas foi realmente uma espécie de alegria.

    Nos momentos em que Annie desabrochava, ela se lembrava de todas as situações, em outros projetos, nas quais deixou sua própria vida, suas próprias emoções aparecerem por um instante, antes de deixar a personagem assumir novamente.

    O outro desafio, talvez o mais difícil, era fazer uma série tão estranha, tão vaga, cheia de coalas e computação gráfica, que também respeitasse o sofrimento de Owen e Annie, a forma pela qual o transtorno de estresse pós-traumático dela e a esquizofrenia dele estavam destruindo suas vidas. Mesmo em uma série em que a realidade está em disputa, isso tinha que parecer real.

    — O realismo emocional é o que importa e, se nos desviássemos disso, a coisa toda desmoronaria — diz Somerville. (Isso também era verdade em "The Leftovers", série que ele descreve como uma "prima espiritual" de "Maniac")

    Esse realismo era importante para Emma Stone, que já comentou seus períodos de ansiedade debilitante. Depressão e dependência — os problemas de Annie — não são seus diagnósticos particulares, mas ela os compreende.

    A ética de Neberdine é para lá de quesionável, mas a série não cria argumentos contra drogas psicoativas tradicionais ou formas de terapia. (A esposa de Somerville é psicoterapeuta, então um programa questionando a eficácia de todo esse sistema não seria uma jogada inteligente.) Ela sugere, como Stone diz: “Que sorte temos, todos nós, de poder procurar um amigo em momentos de necessidade."

    "Maniac" teve um estranho efeito colateral em seus criadores. Para criá-la, revela Fukunaga, ele e Somerville “realmente colocaram as experiências emocionais de nossas vidas nessa narrativa”. Eles passaram meses mantendo conversas radicalmente íntimas em bares, no jantar, ou sentados em uma van às 5 da manhã.

    — Nós dois essencialmente passamos por um processo terapêutico — diz Fukunaga.


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    SÃO PAULO - Uma parte importante da exposição “Rafael e a definição da beleza — Da divina proporção à graça”, inaugurada esta semana e em cartaz até 16 de dezembro, no Centro Cultural Fiesp, em São Paulo, veio do acervo da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio. São mais de 50 gravuras produzidas no ateliê de Rafael Sanzio (1483-1520) por seus discípulos para difundir a obra do mestre renascentista entre artistas, colecionadores e mecenas da época. Oriundo da Real Biblioteca Portuguesa, esse tesouro chegou ao Brasil na bagagem de Dom João VI, em 1808, quando o imperador português aportou no país fugindo das guerras napoleônicas.

    — Nos séculos XV e XVI, Portugal era um dos grandes impérios da Europa. Natural que guardasse esse tipo de tesouro. Por isso, é importante que esse acervo seja difundido e visto pelo maior número de pessoas — diz Helena Severo, presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

    Com curadoria de Elisa Byington, a exposição está dividida em oito módulos que buscam explicar, por meio da obra de Rafael e seus seguidores no ateliê do artista em Roma, a mudança de conceituação do belo na arte durante o Renascimento. Do uso da proporção áurea e seus parâmetros matemáticos até o julgamento subjetivo das formas, o trabalho desenvolvido pelo mais jovem entre os três grandes artistas do período (os outros são Leonardo da Vinci e Michelangelo Buonarroti) serve como fio condutor dessas transformações.

    Marketing das gravuras

    madonna-con-bambino-madonna-bridgewater-1520-30--bottega-del-rafael-raffaello-sanzio_43461922685_o.jpg

    Além das gravuras, o visitante tem a oportunidade de ver obras de várias coleções italianas e brasileiras, como as oriundas da Galleria Borghese e do Palazzo Barberini, em Roma, e da Fundação Eva Klabin, no Rio. Duas paradas são fundamentais no percurso estabelecido pela curadora. A seção “Uma nova beleza”, que reúne três madonas com menino produzidas no ateliê, inéditas no Brasil. Entre elas, “Madonna con bambino” (1520), atribuída ao artista. E a seção “Fortuna das tapeçarias”, que traz “Pesca milagrosa” (5m x 6m), tecida em Flandres a partir de cartões desenhados pelo jovem renascentista e destinada a uma parede da Capela Sistina.

    Pouco conhecido do grande público, o conjunto da Fundação Biblioteca Nacional, reunido no módulo “Instrumentos da fama”, explica como Rafael viu na gravura um poderoso instrumento de propaganda de seus trabalhos. Foi a estampa de “A morte de Lucrécia”, feita por Marcantonio Raimondi, em 1510, que impressionou o renascentista.

    Rafael passou, então, a fazer desenhos para serem gravados em metal. Marcadas pela inscrição “Raphael Invenit” (invenção de Rafael, na tradução do latim), as matrizes eram produzidas por gravadores, mas tinham o artista como proprietário e detentor de direitos.

    — Ao contrário dos alemães, os artistas italianos não eram gravadores. Eles delegavam a outros artistas, que copiavam de desenhos feitos pelos mestres. Por isso a importância dessa coleção da Biblioteca Nacional, inclusive como instrumento de estudo. Embora esteja em situação melhor do que o Museu Nacional, vítima de uma tragédia inominável e irreparável, a biblioteca poderia ser melhor aparelhada para difundir seu acervo — diz Elisa. <SW>


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    RIO — A banda Wolf Alice venceu o Mercury Music Prize, considerada a mais importante premiação da música britânica. O grupo de rock alternativo foi consagrado pelo seu segundo disco, "Visions of a life".

    Lançado em setembro de 2017, o álbum chegou a vice-liderança dos mais vendidos da Grã-bretanha e foi aclamado pela crítica. Entre o noise e o rock, o disco caminha entre influências como o dream pop, grunge, synth-pop, hardcore e eletrônica.

    O Wolf Alice se formou em 2010, inicialmente como um duo acústico composto pela vocalista Ellie Rowsell e o guitarrista Joff Oddie. O baterista Joel Amey e o baixista Theo Ellis juntaram-se à banda em 2012.

    Visions of a life

    Em 2015, o grupo assinou com a gravadora independente britânica Dirty Hit e lançou seu álbum de estreia "My love is cool". O álbum foi indicado para o prêmio Mercury 2015, mas perdeu para Benjamin Clementine.

    Segundo publicou o "NME", o painel de jurados justificou a escolha rasgando elogios à banda: “De uma lista incrivelmente ampla de música notável, Wolf Alice emergiu como o vencedor devido à sua capacidade de entregar um álbum que combina o épico e o íntimo em igual medida. O disco é uma viagem — com hinos festivos eufóricos e momentos de sutil beleza — um álbum articulado com confiança e aventura. O mundo os aguarda!"


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    RIO - Um juiz queniano suspendeu temporariamente a proibição de um filme que mostra uma relação lésbica, tornando possível que ele concorra ao Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. A decisão judicial provocou a comemoração dos cineastas e o repúdio por parte do censor, o Comitê de Classificação Cinematográfica do Quênia, que em abril proibiu a exibição do filme em todo o país.

    LEIA MAIS:

    Diretora de filme de amor lésbico processa Quênia para reverter proibição

    Apesar de imbróglio judicial, Cannes defende exibição de 'filme maldito'

    "Rafiki" ("Amigo", em suaíli) estreou em Cannes, e foi o primeiro filme queniano a ser escolhido pelo festival. Elogiado pelos críticos como um romance "doce" entre duas mulheres jovens que vivem no mesmo edifício em Nairobi, o filme foi proibido em seu país, sob alegação de que promove a homossexualidade, que é um crime segundo uma lei da era colonial.

    Falando em um tribunal lotado em Nairobi, o juiz Wilfrida Okwany ordenou que a proibição fosse suspensa por uma semana.

    "Durante o período de suspensão, de sete dias, o fRafiki.pngilme só pode ser visto por adultos", disse ele a uma platéia de pessoas que abraçavam e parabenizavam o advogado da diretora Wanuri Kahiu.

    Okwany disse que a diretora diretora "estava, então, habilitada a apresentar o filme" para o comitê de seleção do Oscar no Quênia.

    "Estou chorando! Estou em um aeroporto francês. E com tanta alegria! Nossa Constituição é forte! Vamos agradecer à liberdade de expressão! Nós conseguimos!", postou Kahiu no Twitter.

    Um cinema em Nairobi anunciou que irá exibir o filme a partir do domingo. Mas o Comitê de Classificação Cinematográfica do Quênia afirmou que ainda considera o "Rafiki" moralmente subversivo.

    "É um momento triste e um grande insulto não só para a indústria cinematográfica, mas para todos os quenianos que apoiam a moralidade ter um filme que permite que a a homossexualidade seja uma ferramenta de promoção do país no exterior", disse o comitê, em um comunicado.

    O juiz considerou que a representação de um relacionamento do mesmo sexo era "tolerável" para o público adulto em outros países, incluindo a África do Sul, onde a homossexualidade, como na maior parte do continente, também é um tabu.


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    78959715_US actor Robert Redford attendS the premiere of %27The old man and the gun%27 in New York C.jpgRIO — O lendário ator americano Robert Redford, de 81 anos, voltou atrás em seu anúncio de aposentadoria. Durante a première de seu novo filme, "The old man & the gun", o vencedor do Oscar falou à "Variety" sobre a declaração de que encerraria a carreira na atuação após o longa.

    "Foi um erro. Nunca deveria ter dito aquilo", afirmou à revista.

    "Se eu vou me aposentar, eu deveria simplesmente me afastar silenciosamente da atuação, mas não comentar sobre isso, porque acho que chama muita atenção de um jeito errado. Eu quero estar focado neste filme e no elenco ”, completou o ator no evento em Nova York.

    Questionado se este seria ou não seu filme final, Redford respondeu:

    "Não vou responder isso. Mantenha o mistério vivo".

    THE OLD MAN & THE GUN | Official Trailer [HD] | FOX Searchlight

    Redford estreou no cinema em 1967, contracenando com Jane Fonda em "Descalços no parque", e cimentou seu estrelato com atuações em clássicos, como "Todos os homens do presidente" (1976) e "Golpe de mestre", pelo qual venceu o Oscar de melhor ator. Também atuou em"Butch Cassidy" (1969) e "Entre dois amores" (1985).

    Em "The old mand & the gun", Redford é Forrest Tucker, um criminoso de carreira que foi pego roubando bancos 17 vezes. Ainda não há previsão para estreia no Brasil.


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