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    Olivia Newton-John revelou que foi diagnosticada com câncer pela terceira vez. A cantora, que ganhou fama mundial após integrar o elenco do musical "Grease" (1978), contou que médicos descobriram um tumor em sua espinha e que um dos ativos usados no tratamento é à base de Cannabis — um dos ativos da maconha. A entrevista da australiana foi transmitida pelo canal "Seven Seven", do país da Oceania.

    "Eu ainda estou tratando. Os métodos são naturais e tenho reagido muito bem", disse ela à rede em sua casa na Califórnia, nos Estados Unidos.

    Aos 69 anos, Newton-John já havia tratado um câncer de mama, em 1992, e um tumor no ombro, em 2013. Na fase atual, a artista também tem sido submetida a radiação e a um medicamento com óleo de cannabis. Durante a entrevista, a cantora falou sobre suas mudanças de humor após a descoberta:

    "Há momentos e momentos. Eu sou um ser humano. Então, se eu me permitisse me entregar, eu poderia realmente desenvolver um grande medo".

    Desde que foi diagnosticada com câncer na década de 90, Olivia Newton-John participa ativamente de trabalhos em instituições de caridade que atendem pacientes com as mesmas enfermidades. A artista também costuma se posicionar para que o uso de cannabis para fins medicinais se torne legal na Austrália, país onde nasceu.

    "Na Califórnia, é legal cultivar uma certa quantidade de plantas para fins medicinais. Então ele (marido John Easterling) me ajuda. É difícil dizer, mas estes medicamentos me ajudam a aliviar a dor. Tenho muita sorte de viver em um estado onde esa prática legal e por ter um marido consciente sobre o cultivo dessas plantas. Meu sonho é que, na Austrália, em breve ele esteja disponível para todos os pacientes com câncer e pessoas que passam por uma doença que causa dor."

    Na Austrália, a cannabis medicinal é legal pela prescrição de certas doenças, embora as leis que regem seu uso variem de estado para estado.


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    RIO — Numa fase de truculência no mundo, como os dias que correm, a impressão é a de que, subitamente, as projeções de um futuro distópico se materializaram no presente. É um pouco dessa vertiginosa fusão entre tempos que a peça “Procópio” leva à cena.

    LEIA TAMBÉM: 'Não somos o centro do universo', diz autor da adaptação de 'Dançando no escuro'

    Artistas divugam carta-manifesto contra 'onda de ódio, intolerância e violência'

    No texto escrito por Carla Faour, que acaba de estrear no Sesc Copacabana com direção de Dani Barros, a distopia é revelada através desse híbrido de presente-futuro. A trama se desenvolve num lugar fictício onde forças de um governo autoritário decretam a proibição de qualquer manifestação artística.

    A peça se passa num futuro fictício, quando esse decreto proíbe as manifestações artísticas. Não acredito, ou não quero acreditar que chegaremos a esse extremo. Mas é uma provocação importante de ser feita— Essa peça nasce da vontade de falar sobre o tempo que estamos vivendo, em que a cultura é negligenciada e a estupidez, enaltecida — diz a diretora. — Estreamos na semana desse trágico incêndio do Museu Nacional, nada mais sintomático, e é importante pensar sobre essas questões. Infelizmente, falar sobre o limbo em que se encontra a cultura torna-se urgente.

    Num tempo em que a arte e os artistas têm enfrentado ataques por todos os lados — proibição e censura de exposições e peças, retração de política públicas para o setor, e até o trágico incêndio que destruiu o museu —, “Procópio” constrói um mundo em que a arte foi alijada da vida pública, e onde os artistas, portanto, são tidos como a párias, resistindo à margem da sociedade.

    — A peça se passa num futuro fictício, quando esse decreto proíbe as manifestações artísticas. Não acredito, ou não quero acreditar que chegaremos a esse extremo. Mas é uma provocação importante de ser feita — diz Carla. — Se tratarmos a cultura, a arte e a educação com tanto descaso, o que nos espera?

    Evocamos Procópio como um nome metafórico, que simboliza resistência. Depois de tanto tempo, ainda travamos a mesma luta de Procópio, e diariamente temos que reafirmar a importância da nossa profissão e da arte, em geral.A premissa pessimista da peça, no entanto, chega à cena com um convite à reflexão e boas doses de humor. No palco, Kadu Garcia e Paulo Giannini são dois estranhos que se encontram num edifício abandonado. Do lado de fora do prédio há apenas uma praça, absolutamente tomada pela violência. É nesse ambiente hostil que ambos se protegem e tentam encontrar um jeito de sobreviver em meio à aridez cultural imposta.

    A montagem é uma homenagem indireta ao ator, diretor e dramaturgo Procópio Ferreira (1898-1979) — um dos grandes nomes da História do teatro brasileiro, e um dos principais responsáveis pela regulamentação da profissão de artista no país.

    — Evocamos Procópio como um nome metafórico, que simboliza resistência — explica Dani. — Depois de tanto tempo, ainda travamos a mesma luta de Procópio, e diariamente temos que reafirmar a importância da nossa profissão e da arte, em geral.

    “Procópio”

    Onde: Sesc Copacabana — Rua Domingos Ferreira 160 (2547-0156).

    Quando: Qui. a sáb., às 20h30m., dom., às 19h. Até 23/9. Quanto:

    R$ 30. Classificação: 14 anos.


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    RIO — Às 22h40 de domingo, dia 2 de setembro, enquanto os bombeiros ainda tentavam conter as chamas que queimavam todo o prédio e o acervo do Museu Nacional, Rodrigo Braga postava em suas redes sociais uma foto, feita um dia antes, de sua mão tingida de pó de carvão e tinta vermelha, cujo pigmento foi retirado de seu próprio sangue. A imagem integra a individual “Os olhos cheios de terra”, que o artista inaugura nesta quarta-feira na galeria Anita Schwartz, na Gávea, entre pinturas, fotos, vídeos, instalações e objetos nascidos de uma inquietação que o acompanha nos últimos anos. A escolha por elementos naturais e suas cores simbolicamente opostas — o branco da cal e o preto do carvão, complementadas pelo vermelho do sangue — remontam à falta de diálogo que tomou o país nos últimos anos. Diante das chamas, a foto da mão coberta de carvão e sangue acabou ganhando uma nova camada de sentido, entre as muitas tragédias que despontam diariamente no noticiário.

    — Quando soube do incêndio tive ânsia de vômito, não consegui dormir. É o esfacelamento de tudo o que a gente acredita. Naquele momento vi como uma foto feita no dia anterior sintetizava o que estava sentindo — comenta Braga. — A exposição fala também desse homem mutilado, a imagem da mão isolada do corpo está presente em em fotos, pinturas, esculturas em gesso e madeira.

    Veja post de Rodrigo BragaO estopim para a exposição surgiu há quatro anos, quando o compositor Ronaldo Bastos indicou ao artista a música “Trastevere”, parceria com Milton Nascimento que integra o disco “Minas” (1975), como referência para futuras obras. Além do verso que dá nome a mostra, a canção inspirou Braga com imagens como a do pai cego que fala ao filho surdo.

    — Já tinha escutado “Minas”, mas nunca prestei atenção em “Trastevere” dessa forma. Nestes quatro anos, fiquei ouvindo e lendo a letra, queria transformá-la em obras mas não sabia como. Só a partir de várias perdas, pessoais e coletivas, é que a música passou a fazer sentido — recorda o artista. — A canção fala de quem escuta e não ouve, de quem olha e não vê. Mesmo feita há 40 anos, ela representa bem o momento de extremos que vivemos. Não por acaso, não tem cinza na exposição, só preto, branco e vermelho.

    78747791_SC - Obras da expo Os olhos cheios de terra de Rodrigo Braga.jpgPara executar as obras, Braga criou uma residência informal na galeria, onde trabalhou nas últimas duas semanas. Para lá levou os 40 metros quadrados de lona de algodão cru que cobrem as paredes do cubo branco, 50 quilos de carvão, 50 quilos de gesso, entre outros materiais. Também levou móveis de sua casa, refugos de hospital comprados em antiquários, como arquivos, mesas e um armário de vidro, agora transformados em obras.

    — Trabalhei diariamente no horário de funcionamento da galeria, se pudesse teria dormido lá, mas não daria por causa do sistema de alarmes — conta Braga, que contratou uma enfermeira para tirar 100 ml de seu sangue, diluído depois em base líquida e usado como tinta. — As obras têm essa referência corporal, as marcas das mãos cobertas de cal e carvão nas telas, e meu sangue também demarca essa presença. Um pouco do meu O+ está ali.

    Vencedor dos prêmios Marcantonio Vilaça (2010), Marc Ferrez de Fotografia (2012) e do Voto Popular do Pipa (2013), Braga é reconhecido por trabalhos em foto e vídeo, que relacionam seu corpo a elementos naturais, como o solo, árvores e partes de animais mortos. Como em mostras anteriores, em “Os olhos cheios de terra” o artista transformou seu corpo nu em obra, desta vez inteiramente coberto de pó de carvão e de cal. Até a abertura, ele avaliava com cuidado que imagens iriam entrar, após episódios de censura contra as artes visuais no último ano.

    78795458_SC Rio de Janeiro RJ 10-09-2018 - Entrevista com o artista plastico Rodrigo Braga que prepa.jpg— Nas imagens estou nu, mas vestido com os elementos naturais, é como se virasse um homem-pedra. Não há nada sexual ali, só avaliei bem o que iria entrar por não ter mais paciência de responder mais sobre a nudez na minha obra, sobre liberdade artística — sentencia Braga, para quem a reabertura da “Queermuseu” foi uma resposta exemplar da sociedade. — A mão da intolerância é pesada, mas a arte consegue rebatê-la com pensamento, educação, esclarecimento.

    “Os olhos cheios de terra”

    Onde: Anita Schwartz — R. José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea (2274-3873). Quando: Seg. a sex., das 10h às 20h; sáb, de 12h às 18h. Até 3/11. Abertura nesta quarta, às 19h. Quanto: Grátis. Classificação: Livre.


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    Cecilia.Conde%40Anaceli Nuffer.jpgRIO — Morreu aos 86 anos a compositora e diretora musical Cecília Conde. Membro da Academia Brasileira de Música, ela ocupava a cadeira de Bidu Sayão.

    Educadora musical, criadora e diretora do primeiro curso de graduação em Musicoterapia no país, Cecília Fernandez Conde nasceu no Rio de Janeiro em 26 de janeiro de 1932 e fez sua formação no Conservatório Brasileiro de Música onde foi professora, diretora técnico-cultural e diretora geral.

    Cecília ministrou aulas em todos os estados brasileiros, participando de diversos projetos educacionais e culturais. De 1964 a 1987, compôs música para mais de 30 espetáculos teatrais, entre eles "O arquiteto e o imperador da Assíria"; em 1970; "Hoje é dia de Rock"; em 1971; e "A China É Azul", em 1972.

    Dentre os prêmios recebidos, destacam-se o Prêmio Molière, de melhor música para teatro em 1970, melhor música para teatro infantil - Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, 1972 , Prêmio Funarte 1979 para o melhor roteiro de curta metragem infantil, Prêmio Nacional da Música 1996, categoria Educação Musical (Funarte/Ministério da Cultura).

    Entre 1999 e 2002 fez parte da equipe de coordenação do Projeto Música na Escola, junto à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Cecília Conde foi presidente do Comitê Latino-Americano de Musicoterapia e membro honorário do Foro Latino-americano de Educação Musical.


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    70519053_FILES This file portrait taken on May 13 1983 shows British singer David Bowie during a.jpg

    RIO — A primeira gravação conhecida de David Bowie foi vendida em um leilão no Reino Unido por aproximadamente £40,000 (equivalente a R$ 212 mil). A fita é de quando a estrela pop ainda tinha 16 anos, e era cantor de uma banda chamada The Konrads.

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    Música, cinema, moda e teatro: o legado de Bowie

    Por várias galáxias: a discografia comentada de David Bowie

    A raridade foi encontrada numa caixinha para guardar pães pelo antigo baterista da banda David Hadfield, segundo a "BBC". Na época ainda conhecido como David Jones, Bowie interpreta na gravação a canção "I never dreamed". A casa de leilões Omega Auctions, especializada em música, informou que a venda foi disputada e recebeu diversas ofertas antes do preço final.

    Primeira gravação de Bowie

    Também foram vendidos durante o leilão desenhos feitos por Bowie, fotografias e documentos do grupo, além de um poster do grupo The Konrads de 1963. Bowie deixou pouco depois o grupo e se tornou conhecido pelo grande público em 1969, com a canção "Space Oddity".

    LEIA MAIS: David Bowie leva dois Brit Awards póstumos

    Imagens de David Bowie vão aparecer em série de selos no Reino Unido

    Entre os outros objetos vendidos no leilão estão um álbum assinado pelos integrantes do grupo Led Zeppelin e um manuscrito de Jimi Hendrix.

    Bowie morreu em 2016, vítima de um câncer, dois dias depois de lançar seu último álbum por ocasião de seu aniversário de 69 anos.

    Os dez discos que marcaram as mutações de David Bowie


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    RIO - Há dois anos sem gravar, o cantor e compositor americano Tom Waits lançou nesta quarta-feira uma gravação de "Bella ciao (goodbye beautiful)", hino da resistência italiana contra o fascismo de Benito Mussolini e das tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, que foi popularizada este ano pela série espanhola "La casa de papel": a canção foi entoada pelos protagonistas em momentos-chave da trama. Marc Ribot - "Bella Ciao (Goodbye Beautiful)" (feat. Tom Waits)

    A gravação de Tom Waits é parte do disco de "Songs of resistance 1942 - 2018", do guitarrista Marc Ribot (velho colaborador dos discos do cantor), que será lançado esta sexta-feira.

    Várias foram as interpretações da canção — a argentina Mercedes Sosa, o francês Manu Chao e o sérvio-bósnio Goran Bregovic foram os mais famosos a cantá-la — mas no Brasil, ela é maisw conhecida pela irreverente versão do MC MM: "Só quer vrau" (que faz referência a "La casa de papel".

    MC MM feat DJ RD - Só Quer Vrau (KondZilla)

    Manu Chao Bella Ciao

    Mercedes Sosa - Bella ciao.

    Goran Bregovic - Bella Ciao - ( LIVE ) Paris 2013

    Bella Ciao - ORIGINALE


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    RIO - O novo chefe da HBO, Randall Stephenson, que também é CEO da AT&T, atacou a Netflix. Em discurso, o executivo teria dito que a concorrente seria a rede Walmart das plataformas. De acordo com o portal CNBC, a declaração foi dada na conferência da Communacopia nesta quarta-feira (12).

    “A HBO tem um produto muito muito único. Eu acho que a Netflix é como o Walmart dos serviços de streaming. HBO é como a Tyffany (marca de joias)”, declarou o chefe da emissora.

    A comparação de Stephenson pode ser entendida como qualidade contra quantidade. Enquanto a Netflix produz mais conteúdos para todos os gostos, a HBO é mais específica e possui um segmento único de público.

    Além disso, a Variety notou que a declaração poderia até ser arriscada. Conforme último levantamento financeiro, enquanto o Walmart faturou US$ 486 bilhões no último ano, a Tyffany vendeu algo em torno de US$ 4,2 bilhões em joias.


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    RIO - Novamente assombrada pela acusação de um crime que não cometeu, Luzia (Giovanna Antonelli) quer se vingar de Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves), em "Segundo sol". A DJ encontra no poderoso Roberval (Fabricio Boliveira) o aliado perfeito para fazer frente às inimigas.

    No capítulo desta quarta, dia 12, ela vai ao encontro de Cacau (Fabiula Nascimento) numa igreja e, na saída, é salva pelo empresário de ser vista por Galdino (Narcival Rubens), que está seguindo seus passos. Sem dar explicações, Roberval leva Luzia à força até sua casa e a convence a aceitar sua ajuda.

    O filho de Zefa (Claudia Di Moura) explica os motivos que o levam a querer destruir Laureta e conta que foi por uma armação da cafetina que precisou sair do Brasil ha quase 20 anos. Luzia aceita morar no luxuoso apartamento do ex-noivo da irmã e, mais calma, após uma boa noite de sono, sugere que eles precisam colocar alguém infiltrado na casa de Laureta. Em seguida, Cacau aparece, avisada por Roberval, e fica bastante receosa com toda a situação. O empresário reforça que Luzia precisa de ajuda e pede que confie nele.


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    RIO - A diretora queniana Wanuri Kahiu, de “Rafiki”, um filme proibido em sua terra natal, por contar uma história de amor entre duas mulheres, entrou com uma ação judicial para reverter a suspensão para que o longa possa ser cogitado a uma indicação do país ao Oscar.

    “Rafiki”, que significa amiga na língua suaíli, foi o primeiro título queniano a estrear no Festival de Cannes. Ele é baseado em “Jambula Tree”, conto premiado da escritora ugandense Monica Arac de Nyeko.

    Para disputar a indicação do Quênia à categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar de 2019, o filme precisa ter sido lançado no circuito nacional, mas o país do leste africano o proibiu em abril alegando que ele promove o lesbianismo. O prazo para um lançamento é 30 de setembro.

    Wanuri Kahiu processou o chefe do Comitê de Classificação Cinematográfica do Quênia, Ezekiel Mutua, e o procurador-geral.

    O comitê, que tem que verificar os roteiros antes do início das filmagens, impôs a proibição, dizendo no Twitter: “Qualquer pessoa que for encontrada de posse dele estará violando a lei”. A lei em questão remonta aos tempos coloniais e determina que o sexo gay é punível com 14 anos de prisão.

    A proibição representou uma reversão do comitê, já que anteriormente Mutua havia elogiado o filme por ser “uma história sobre as realidades do nosso tempo”. Em 2015 o comitê também barrou o filme “Cinquenta tons de cinza”.

    A homossexualidade é um tabu em grande parte da África, onde os gays enfrentam discriminação ou perseguição. Mas nos últimos anos defensores dos direitos de lésbicas, bissexuais, gays e transgêneros vêm se tornando cada vez mais explícitos.


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    autora.jpgRIO - A autora norte-americana Nancy Crampton Brophy, de 68 anos, de "Como assassinar seu marido', publicação sobre como escapar de um crime, foi presa nos EUA sob acusação de matar o marido, o chef Daniel Brophy, com quem foi casada por 27 anos.

    A romancista publicou o texto em um blog em novembro de 2011, descrevendo cinco motivos para o assassinato e apontando diversas armas que sua personagem poderia escolher para matar o marido. Nancy ainda desaconselhava contratar um assassino de aluguel ou utilizar veneno para cometer o crime. “Quem quer ficar com um marido doente”, justificou.

    Agora, ela parece ter seguido os conselhos que deu na ficção. A autora foi presa no dia 5 sob a acusação de assassinar o marido, a tiros, de acordo com a polícia de Portland. As autoridades só não sabem afirmar o que poderia ter motivado o crime.

    Os registros do tribunal indicam que ela foi encaminhada à prisão sem direito à fiança. O advogado da escritora preferiu não comentar o caso.

    ENTENDA O CRIME

    Daniel Brophy, de 63 anos, foi baleado quando estava no trabalho, no Instituto de Culinária de Oregon, no dia 2 de junho. Uma emissora local informou que os alunos chegavam ao local das aulas quando viram a vítima sangrando na cozinha.

    Dois dias após o crime, Nancy publicou um texto no Facebook, no qual citava sua luta para entender o que havia acontecido.

    Um dos vizinhos da autora, Don McConnell, afirmou que conversou com ela sobre a morte do marido e questionou o que poderia ter motivado a tragédia. “Perguntei ‘a polícia falou com você? E ela respondeu ‘não, sou uma suspeita’”, contou ele, acrescentando que pensou que Nancy era uma mulher forte por lidar com a situação de uma forma fria.

    Na quinta-feira, dia 6, os promotores e o advogado de defesa de Nancy falaram pouco conforme ela ouvia as acusações que pesavam contra ela. A polícia não quis responder quais evidências levaram à prisão da americana ou o que levou os agentes a suspeitarem dela.


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    SÃO PAULO - “A água está em tudo”, diz o maior arquiteto brasileiro em atividade, enquanto percorre os corredores do Itaú Cultural, em São Paulo. Ele prossegue:

    — Ao falar da vida, estamos falando de água. A impressão que se tem é que não dá para habitá-la. E o homem sempre combateu essa aparente contradição. Veja o caso das palafitas!

    Vídeo 'Ocupação Paulo Mendes da Rocha'

    Às vésperas de completar 90 anos (em outubro), Paulo Mendes da Rocha tem sua obra revista a partir desta semana no centro cultural paulistano. A “Ocupação”, que abre suas portas hoje ao público e fica em cartaz até 4 de novembro, reúne mais de cem itens de seu acervo pessoal, entre fotos, desenhos, esboços, maquetes e outros materiais. O destaque, no entanto, são 11 projetos, nove deles nunca desenvolvidos.

    PRAIA DE PAULISTA

    Curador da mostra em parceria com a equipe do Itaú Cultural, o também arquiteto Guilherme Wisnik ressalta a essência do recorte escolhido: a água como elemento de transformação.

    Natural de Vitória, no Espírito Santo, Mendes da Rocha cresceu acompanhando os trabalhos do pai, Paulo de Menezes Mendes da Rocha (1887-1967), engenheiro especializado em recursos hídricos e navais. Isso explica, em parte, por que defende o investimento na rede fluvial brasileira, uma das mais extensas do mundo, como um dos principais sistemas de transporte do país.

    LEIA TAMBÉM: Arquiteto fez projetos para o Rio que nao saíram do papel

    A maioria de suas obras está em São Paulo, onde vive. Entre seus projetos icônicos, destaca-se a reforma da Pinacoteca, em que precisou adequar a construção do século XIX às necessidades de uma instituição contemporânea, o Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), o Museu da Língua Portuguesa, destruído por um incêndio em 2015 e hoje em reconstrução, além do Sesc 24 de Maio.

    Ao longo da carreira, foi reconhecido com os mais importantes prêmios internacionais de arquitetura, incluindo Pritzer, Imperial do Japão, Leão de Ouro da Bienal de Veneza e medalha de ouro do Instituto Real de Arquitetos Britânicos.

    013. Baía de Vitória_Vitória_ES_1993_proj não realizado_Crédito Reprodução Acervo PMR.jpg

    Entre os projetos que não chegou a realizar, o curador cita três como mais emblemáticos do pensamento e da obra de Mendes da Rocha. O primeiro é “Cidade do Tietê” (1980), que consiste na criação de um porto fluvial entre os municípios paulistas de Lins e Novo Horizonte. Depois vem, “Baía de Vitória” (1993), que define uma nova lógica de ocupação da baía. E, por fim, “Baía de Montevidéu” (1998), cujo objetivo é integrar a capital uruguaia à baía por meio da transformação de suas margens.

    — “Cidade do Tietê” é talvez a mais importante reflexão em toda a minha obra — concorda o homenageado.

    — Esse projeto foi pensado para o rio como via de transporte fluvial — arremata o curador. — Nesse sentido, tem um apelo político: afirma uma ideia contrária à que se tem hoje no país, que é uma matriz de transporte eminentemente rodoviária.

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    Ao percorrer a exposição, vale prestar especial atenção, ainda, aos croquis da “Proposta para a Praça da República” (2001), que sugere ocupar a área no centro paulistano com uma grande piscina pública. A ideia, de acordo com o arquiteto, seria transformá-la numa grande “praia urbana” e popular.

    — É uma fantasia — brinca Mendes da Rocha. — Tiramos tudo aquilo da praça e construímos uma estrutura no lugar. É como se a gente trouxesse a praia do Rio para São Paulo. Não saiu do papel, claro, mas depois me realizei fazendo uma piscina no topo do Sesc 24 de Maio, que também é uma grande “praia popular” no centro. Uma praia para o povo.

    SERVIÇO

    “Ocupação Paulo Mendes da Rocha”

    Onde: Itaú Cultural — Avenida Paulista 149, São Paulo (11 2168 1777).

    Quando: Ter. a sex., das 9h às 20h. Sáb. e dom., das 11h às 20h. Até 4/11.

    Quanto: Grátis.

    Classificação: Livre.


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    TORONTO - A frase que surge nas peças de propaganda mostradas logo após o título do filme garante: “a caçada evoluiu”. Mas, logo acima, a imagem retrô do monstro, com seus indefectíveis capacete e dreadlocks, parece desmentir a sentença. Troque sofisticação por controvérsia e “O predador”, que teve sua estreia mundial no Festival de Toronto, não fica atrás em relação aos filmes anteriores da franquia iniciada em 1987.

    O original, um dos filmes-símbolo do gênero de ação, é também cultuado por nerds da política por ter tido três de seus atores inseridos na cena política americana, todos pelo flanco conservador. Já a produção que chega esta quinta-feira aos cinemas ganhou tração depois de reportagem do “Los Angeles Times” revelar a escalação, pelo diretor Shane Black, para uma ponta, de um ator condenado em 2010 por dois crimes de teor sexual, pelos quais passou seis meses no xilindró.

    Uma das protagonistas, Olivia Munn, exigiu, com sucesso, que sua cena com Steven Stiegel fosse retirada da versão final. E a vida como ela é e o escapismo mais escrachado voltaram a se encontrar no universo asfixiante dos predadores da ficção.

    — O tom deste filme, no entanto, é diferente. Fazemos uma ode à mitologia dos predadores, mas com mais humor, e um quê de Luc Besson — diz uma das estrelas do longa, o comediante Keegan-Michael Key.

    A intimidade com as entranhas dos predadores é trunfo de Shane Black, que não deu as caras no tapete vermelho em Toronto. Ele tinha 26 anos e já havia escrito o roteiro de “Máquina mortífera” quando foi convocado pelo diretor John McTiernan para viver um integrante de um grupo de mercenários que acaba se deparando com um dos predadores na América Central.

    Três de seus companheiros de armas migraram do cinema para a política. Arnold Schwarzenegger virou governador da Califórnia. Jesse Ventura comandou o executivo de Minnesota. E Sonny Landham tentou, sem sucesso, comandar o Kentucky.

    Desafeto do presidente Donald Trump e afastado da política partidária, Arnold foi convocado por Black para retomar seu personagem, mas recusou o convite. O gesto sublinha a tentativa de Black de voltar às raízes da história e investir nos meandros da mitologia alienígena, com elementos dos outros filmes da franquia.

    Uma das atrações da programação da madrugada do Festival de Toronto, o filme foi recebido com pouca simpatia pela crítica mas êxtase pelos fãs. Estes mostraram solidariedade a Olivia Munn e aprovação pela decisão da Fox de se eliminar do filme a presença de ator com potencial para levar a patamares outros o significado de “O predador”.

    * Eduardo Graça se hospedou a convite do Festival de Cinema de Toronto


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    RIO - Originalmente publicada em uma edição de “O Cruzeiro” de julho de 1946, a crônica “História da velha Paulista” foi logo revisada por sua autora, Rachel de Queiroz (1910-2003). A escritora cearense recortou o texto na revista e fez uma série de correções de próprio punho, já pensando em uma futura publicação em livro. Aparentemente, a insatisfação começava no título, que aparece rasurado. As notas não foram em vão: 12 anos depois, a crônica ressurgiu com um novo nome —“História da velha Mathilde” — na coletânea “Um alpendre, uma rede, um açude”.

    O fragmento pode ser conferido com apenas um clique, graças ao “Portal da crônica brasileira”. Lançada na quarta-feira pelo Instituto Moreira Salles (IMS), a plataforma reúne milhares de crônicas dos principais nomes de seu acervo. Na maioria dos casos, são digitalizações de recortes originais guardados pelos próprios cronistas — e, eventualmente, rabiscados por eles.

    Por enquanto, o time é formado por Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende e Rachel de Queiroz — além de Rubem Braga, que não está sob a guarda do IMS e entrou graças a uma parceria com a Casa de Rui Barbosa. Antônio Maria e Clarice Lispector tiveram os seus textos transcritos de seus livros.78825803.jpg

    Além de oferecer, de forma gratuita, um vasto panorama da crônica no Brasil, a coleção comprova que o gênero não era apenas um ganha-pão para seus autores, que guardavam com carinho o que produziam para a imprensa e estavam constantemente retrabalhando — ou, como dizia Otto Lara Resende, “despiorando” — este material. Otto, por exemplo, tinha em sua coleção mais de 6 mil recortes. Raquel, cerca de 4 mil. E, Mendes Campos, uns 3 mil.

    — Ter não apenas a crônica, mas também os recortes que pertenceram aos autores, é um diferencial — explica a coordenadora de literatura do IMS, Elvia Bezerra. — Eles colocam em questão a provisoriedade que tanto se atribui ao gênero. Só porque o cronista muitas vezes termina o texto às pressas para obedecer à agenda dos jornais, não significa que deixe de se preocupar com o que escreve. Esse material anotado mostra, talvez, uma revelação: a de que os escritores dedicaram à crônica tanto cuidado quanto qualquer outro gênero, inclusive os considerados mais “nobres”, como o romance.

    O IMS preserva cerca de 10 mil crônicas. O portal abriu com 2.519 documentos, e aumentará sua coleção aos poucos. Quem visitar o site poderá encontrar raridades e até crônicas inéditas em livro. É o caso de “Albinha”, escrita por Rachel de Queiroz em homenagem à sua amiga de infância Alba Frota. Personagem pouco conhecida, ela é importante para compor o perfil da própria Rachel (foi, inclusive, retratada pela autora no romance “As três Marias”).

    Para guiar o leitor entre essas páginas, a plataforma terá uma coluna quinzenal chamada Rés do Chão, com textos assinados pelo editor do site, Humberto Werneck, e caricaturas dos autores por Cássio Loredano. Uma vez por mês, será publicada uma crônica em formato de áudio. A gravação inaugural ficará por conta de “Meu ideal seria escrever...” (1967), de Rubem Braga, com locução de Eucanaã Ferraz, consultor de literatura do IMS. Aliás, esta é outra crônica que teve o título alterado por seu autor: em uma publicação anterior, de 1957, havia sido batizada como “A história maravilhosa” na revista “Manchete”.

    — Até Mendes Campos, o maior deles, pedia ajuda a amigos e editores para melhorar os textos depois de publicados — conta Werneck. — Muita gente acha que crônica é pá-pum, bate na hora e publica do jeito que ficou, mas o fato é que os autores tratavam muito bem o seu produto.


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    LONDRES — No palco, um homem alto, vestindo um capuz que cobria todo seu rosto, caminha com uma tocha flamejante como se fosse membro de uma seita. Ele atira fogo em um carro posicionado no centro da ação. Do nada, um outro homem, vestindo uma máscara, surge no topo do veículo flamejante e dá um salto acrobático, para delírio de 5 mil pessoas.

    Poderia ser a descrição de um daqueles espetáculos de dublês hollywoodianos que fazem sucesso em Las Vegas, mas foi como o duo americano Twenty One Pilots abriu seu primeiro show após um hiato de um ano e meio, na noite desta quarta-feira, na O2 Brixton Academy, tradicional palco londrino.

    Ao longo de 1h15m de apresentação, Josh Dun, o incinerador e baterista, e Tyler Joseph, o acrobata e faz-tudo (além de vocalista, ele toca baixo, piano e ukulele no show), se arriscariam em outros números de ação: teve mortal sobre o piano; chuva de papel picado; inúmeros saltos sobre o tal carro em chamas; Tyler cantou andando pelas mãos do público e depois escalou uma das torres da bela casa de shows. Josh e uma versão reduzida de seu kit de bateria também foram carregados pelos fãs.

    E teve, claro, música: 13, para ser mais exato, sendo que quatro delas foram tocadas ao vivo pela primeira vez — “Jumpsuit”, “Levitate”, “Nico and the Niners” e “My blood”, os singles já lançados de “Trench”. O álbum, que chega às plataformas de streaming no dia 5 de outubro, tem a responsabilidade de manter o sucesso de “Blurryface” (2015), que rendeu à dupla de Ohio o Grammy de melhor performance de duo ou grupo pop em 2017, por “Stressed out”.

    A banda se deu até ao luxo de não incluir no setlist “Heavydirtysoul”, um dos hits de “Blurryface”. “Jumpsuit”, primeiro single de “Trench”, surge como sucesso instantâneo, e nem é preciso usar os números (em dois meses, são quase 35 milhões de reproduções no Spotify e 33 milhões no YouTube). Escolhida para abrir o show, naquele número pirotécnico, a faixa com pegada de rock alternativo fez a casa pulsar, desmentindo a previsão da revista “Spin”, que dizia que o jeitão de rock progressivo não pegaria nesse momento da música pop contemporânea. A dançante e grooventa “My blood”, single mais recente, também ornou.

    O show em Londres era uma espécie de aquecimento intimista para a turnê em grandes arenas que o Twenty One Pilots inicia no próximo mês. Batizado de “Bandito”, o giro mundial já tem 63 datas confirmadas — e mais da metade delas estão com ingressos esgotados. Eles inclusive aproveitaram a ocasião para anunciar mais um show na capital inglesa.

    — Estava conversando com Josh e reparamos que há dois anos não tocávamos aqui. Vamos voltar em março e estamos muito felizes por saber que as duas noites na SSE Arena (em Wembley, com capacidade para 12,5 mil pessoas) estão esgotadas. Aliás, decidimos abrir mais uma, no dia 9/3. Podem avisar aí no Twitter — pediu um ofegante Tyler.

    A empolgação pelo reencontro com a banda, que passou pelo Brasil em 2016, no início de sua ascensão meteórica, era evidente no público londrino. Mais de duas horas antes do show, a fila para entrar dava voltas nos quarteirões do musical bairro de Brixton. Cambistas vendiam ingressos por até £ 100, o triplo do valor oficial. Na parte interna, mais uma longa espera para adquirir pôsteres (£ 5), camisas (£ 25) e casacos (£ 50). Pelo menos quatro fãs tiveram que ser atendidas no posto médico durante o show — Tyler alertou os seguranças.

    É curioso, ainda, observar o perfil do público do Twenty One Pilots: evidentemente, a grande maioria é formada por jovens (até crianças de 5 anos eram vistas por lá), mas muitas cabeças naturalmente grisalhas também compuseram o ambiente, vibrando e cantando todas os versos em tom de terapia existencial/autoajuda escritos pelo vocalista.

    O alcance tem muito a ver com a paleta de gêneros e ritmos que a banda é capaz de usar em uma única noite: sem se aprofundar — e muitas vezes de maneira bem rasa —, eles passaram por rock alternativo, indie, rap, folk, reggae e música eletrônica, com muitos coros, palmas e interações com a plateia. Para quem quer apenas se divertir com uma espécie de pot-pourri da música pop feita nessa década, sem ter que absorver demais, o show do Twenty One Pilots é um prato cheio.

    * Luccas Oliveira viajou a convite da Warner Music


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    RIO — Uma apresentação de Roberto Carlos no Espaço das Américas em São Paulo teve que ser adiada devida uma "forte gripe" do cantor, segundo comunicado enviado pela assessoria do artista.

    O show marcado para esta quinta-feira será transferido para sábado dia 22 de setembro, às 21 horas, no mesmo local. Os ingressos continuam válidos para a nova data.

    A assessoria informou ainda que quem não puder comparecer à nova data deve entrar em contato com a "Myticket" até o dia 17/09/2018 para o reembolso do ingresso.

    Ainda no mês de setembro, o Rei tem shows marcados nos dias 15, 16 e 20, também no Espaço das Américas, além de uma apresentação especial só para mulheres, no mesmo local, dia 23.

    Depois o cantor segue para o nordeste para apresentações em Maceió (AL) e Aracaju (SE), nos dias 28 e 29, respectivamente. Já em outubro, Roberto Carlos inicia sua turnê pela América Latina com shows marcados no Chile, México e Peru.


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    RIO — O ator Henry Cavill respondeu aos rumores sobre sua saída da franquia "Superman" com um vídeo inusitado em seu Instagram. A publicação ocorreu após uma reportagem do "Hollywood Reporter" afirmar que ele estaria rompendo com a Warner Bros.

    LEIA TAMBÉM: Henry Cavill pede desculpas por comentários sobre #MeToo

    Suposta diferença salarial entre Gal Gadot e Henry Cavill mobiliza internet

    Com a legenda "Hoje foi excitante #Superman", Cavill aparece no vídeo levantando um boneco do Superman ao som de uma versão parodiada da valsa "Danúbio azul", de Johann Strauss.

    Henry Cavill

    De acordo com o "Hollywood Reporter", a Warner Bros esperava escalar o ator para uma participação especial no próximo " Shazam!", que terá Zachary Levi no papel do herói principal. No entanto, as negociações entre as duas partes teriam fracassado depois que o papel de Cavill em "The Witcher", da Netflix, levou a conflitos de agenda.

    Um representante da Warner, segundo pulicou o "Independent", divulgou uma declaração sobre a situação, afirmando que nenhuma decisão foi tomada.

    "Embora nenhuma decisão tenha sido tomada em relação aos próximos filmes do Superman, sempre tivemos grande respeito e um ótimo relacionamento com Henry Cavill, e isso permanece inalterado", diz a nota.

    De acordo com o "Deadline", o astro de "Pantera Negra" Michael B. Jordan poderia ser a próxima pessoa a assumir o papel do filho de Krypton.

    A última vez que Henry Cavill encarnou o Superman foi no filme "Liga da justiça", de 2017.


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    RIO - Em 2017, Daniela Thomas esteve no centro de um debate. Seu filme “Vazante” foi criticado pela forma como representou a violência contra negros nos tempos da escravidão — do ponto de vista dos senhores. Um ano depois, ela volta a observar a capacidade de produção de violência da elite brasileira em “O banquete”, que chega hoje aos cinemas. Dirigido e escrito por ela, o filme espelha uma batalha travada pelos “homens de poder” — políticos, advogados e homens de mídia —, e se apresenta na tela como um drama tenso e insano, tal como é o Brasil de hoje e do tempo em que o filme toma como inspiração, os anos Collor.

    — O assunto dos dois filmes, de certa maneira, é o mesmo: a vida na sociedade patriarcal. Ainda vivemos nessa dinâmica — diz ela. — O filme mostra um momento em que o desejo masculino ainda reinava, pleno, e as mulheres tinham dificuldade de se colocar entre si e entre os homens. Ali estão mulheres inteligentes, capazes, mas que despendem grande parte de suas vidas agindo de modo reativo aos homens. Isso é terrível.

    Mas “O banquete”, diz Daniela, espelharia o “canto dos cisnes” desse modelo. Definido por ela como uma tragicomédia contemporânea, o filme evidencia modos de comportamento e de relação que vicejaram até há pouco, agora cada vez mais questionadas.

    — O filme é o retrato de uma dinâmica de relações sobre a qual estamos lutando avidamente para modificar, destruir e reconstruir, sobretudo em relação ao papel da mulher na sociedade — diz ela. — O filme não é o retrato da mulher de hoje, mas de gerações anteriores. São mulheres extremamente inteligentes, capazes como profissionais, mas que ainda despendem grande parte de suas vidas agindo de modo reativo aos homens. E isso é terrível. É uma doença que precisa ser superada. Adorno dizia, há 50 anos: “A mulher se encontra capturada na lógica masculina”. E o meu ponto é: Como é possível pensar e viver fora dessa catedral instituída por homens?

    Assim como no clássico de Platão, o banquete do filme se passa na residência de um anfitrião. No caso, na sala de jantar de um casal da elite paulistana, Plínio (Caco Ciocler) e Nora (Drica Moraes). Juntos, eles oferecem um jantar pelos dez anos de casamento da atriz Bia Arantes (Mariana Lima) e do jornalista Mauro (Rodrigo Bolzan) — editor-chefe e dono de um importante veículo de mídia impressa. A celebração do amor, claro, é apenas um falso aperitivo.

    “O banquete”, no fim das contas, é uma ratoeira. O encontro é promovido por Nora — braço-direito e antigo affair de Mauro —, com o objetivo de destroçar reputações. Principalmente do editor Mauro, que ao longo de todo filme-jantar permanece tenso, quase mudo, pressionado pelas insinuações que se dão à mesa e pelas tensões fora do quadro: Mauro está prestes a ser preso após publicar uma indignada carta aberta ao então presidente da República, Fernando Collor de Mello.

    A diretora afirma que o personagem possui diferentes inspirações, mas salta aos olhos a semelhança física com Otavio Frias Filho, publisher da “Folha de S.Paulo” falecido em agosto. Após a morte de Frias, a diretora tirou o longa da disputa do Festival de Gramado, afirmando que o momento era “inoportuno para o encontro de ficção e realidade e as possíveis interpretações equivocadas que a ficção pode suscitar”.

    O roteiro de “O banquete”, afinal, inspira-se em eventos recentes da história do País. Entre eles, uma carta editorial que foi escrita e publicada em 1991 por Frias Filho, cujo conteúdo era dirigido ao ex-presidente do Brasil Fernando Collor de Melo — diferentemente de Mauro, no entanto, Frias Filho não foi ameaçado de ser preso.

    Para a cineasta, no entanto, o personagem de Mauro assim como seu filme são elementos ficcionais. Sua intenção, ela diz, era construir um retrato das relações de poder e das dinâmicas eróticas que acontecem entre homens e mulheres, assim como entre patrões e empregados, no Brasil. No filme de Daniela Thomas, o verdadeiro banquete, portanto, são os relacionamentos pessoais, políticos e midiáticos, misturados, triturados e levados à mesa. Trata-se, nas palavras da diretora, de um “intragável banquete canibal”, em que os convivas devoram e partilham suas próprias carnes e restos. Se em Platão o tema principal do encontro é o amor e a amizade, Daniela registra amor e amizade em suas faces mais grotescas.

    — O que o filme tem de atual é a promiscuidade entre os poderes no Brasil — diz a diretora. — Isso ainda está muito vigente. Essa mistura entre o público e o privado, a corrupção, o nepotismo, o uso do poder no campo da política, na mídia, nas relações pessoais e sexuais. Nisso o filme ainda ecoa o Brasil de hoje.

    “O banquete” começou a ser escrito há 20 anos como peça de teatro, origem que não passa despercebida. Além da fluidez e perspicácia dos diálogos, também se aproxima do palco por ser uma obra de ensemble, formado por um grande elenco, e que se vale de uma circunstância teatral — atores em torno de uma mesa de jantar — para atingir picos de tensão e, por fim, a catarse.

    — Este é um retrato intestinal de gerações de mulheres que viveram enredadas por um imaginário de mundo masculino e sem saber como sair desse lugar. O que mudou hoje é a sororidade e a empatia. No filme, ainda vemos umas contra as outras. Mas hoje não estamos mais nesse lugar. O mundo mudou.


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    RIO — A Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage promove nesta quinta-feira, às 19h, um leilão beneficente para arrecadar fundos para a Casa Nem, instituição voltada ao acolhimento de pessoas transgêneras, travestis e LGBTIs, vítimas de expulsão familiar e preconceito.

    CRÍTICA: Falta ‘queer’ em ‘Queermuseu’

    LEIA MAIS: Protesto, diversidade e muita fila: o que rolou na reabertura da 'Queermuseu'

    LGBTQI+... Sigla que não para de crescer reflete lutas e conquistas do movimento

    O evento é organizado pelos grupos Transrevolução e Corpos Visíveis, em parceria com o movimento Nú vem Nem e o Núcleo de Ação Educativa da EAV Parque Lage. A EAV desenvolveu uma parceria com a Casa Nem para o trabalho do educativo da coletiva "Queermuseu", em cartaz até este domingo no local.

    Destaques da 'Queermuseu'O leilão conta com trabalhos doados por mais de 33 artistas e coletivos, entre eles Adriana Varejão, Ernesto Neto, Marcos Chaves, Laerte Coutinho, Victor Arruda, Maxwell Alexandre, Michelle Mattiuzzi, Opavivará, entre outros.


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    saulo2.jpgRIO — Um concurso para integrar o Coro Municipal de Petrópolis levou a família do tenor Saulo Laucas Pereira, de 33 anos, a brigar na Justiça contra a prefeitura da cidade serrana. Bacharel em música pela UFRJ, Saulo é autista e cego.

    Ele ficou conhecido em 2016, quando cantou o Hino Nacional na festa de encerramento dos Jogos Paralímpicos, no Rio. No mesmo ano, fez a abertura de um concerto único do Rock in Rio na Amazônia, o Amazonia Live, cujo objetivo era sensibilizar as pessoas para a importância da defesa do meio ambiente. Lá, interpretou “Canto della terra”, do italiano Andrea Boccelli, também cego.

    saulo3.jpgComo adiantou Marina Caruso, em sua coluna, no GLOBO, Saulo teria sido impedido de participar do concurso, que aconteceu em novembro de 2017, sob o argumento de que não entenderia o maestro e atrapalharia os demais músicos. Na semana passada, desembargadores da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio determinaram que Saulo fosse submetido à avaliação. Ainda cabe recurso.

    — A família entrou na Justiça em fevereiro deste ano, quando o primeiro magistrado a julgar o caso deu antecipação de tutela, conferindo ao Saulo o direito de fazer a prova. Em abril, no entanto, um outro juiz, ainda em primeira instância, revogou a tutela. Em maio, entrei com o recurso que acaba de ser julgado — explica o advogado Josemar Araújo, que também é cego e amigo da família. — A gente precisa dar uma resposta ao Saulo. Excluir uma pessoa com deficiência de um concurso é crime.

    saulo.jpgEm nota, o Instituto Municipal de Cultura e Esportes de Petrópolis diz que a inscrição do candidato foi aceita, mas ele não teria comparecido para fazer a prova:

    "Após a representante legal do candidato ter comparecido ao Instituto e demonstrado que o candidato é cego e estava sem prática do método braile, ficou definido que o método a ser utilizado para a sua avaliação seria de um ‘ledor’ (pessoa que iria ler a partitura a ele). Ele, então, foi notificado de que a prova estava agendada, no entanto, não compareceu à avaliação", diz a nota.

    O Instituto afirma ainda que, no trâmite do processo, apresentou suas "comprovações de convocação do candidato para realização da prova", que teriam sido reconhecidas pelo juiz do processo, titular da 4ª Vara Cível de Petrópolis, pelo Ministério Público Estadual e Promotoria de Justiça da segunda instância.

    "Apesar destes entendimentos, optou a 5ª Câmara Cível do TJRJ por acolher recurso contra a decisão do juiz, julgamento ainda sub judice", finaliza o documento.

    — É razoável brigar para fazer uma prova e não comparecer? — questiona Araújo. — Eles nunca entraram em contato com ninguém da família para fazer esta notificação. Se tivesse sido notificado, Saulo teria ido. Mas eles chegaram a ir a um cartório para dar fé pública a um email que nunca foi enviado.

    Segundo Josemar Araújo, tudo começou quando a mãe de Saulo, Vanessa Bianca Pereira, buscou a direção do coro para saber como o filho poderia fazer a prova, já que o edital não falava sobre questões em braile ou da presença de alguém que pudesse lê-las para os candidatos cegos, o que a lei prevê. Depois disso, ela teria recebido um email informando que a banca não teria condições de avaliá-lo.

    — Disseram que o Saulo não estava apto, mas achei que não deixá-lo fazer o concurso era injusto com ele, que foi rejeitado sem ser avaliado. Por isso contratei o advogado — conta Vanessa Bianca, acrescentando que o filho já participou de outros concursos, inclusive internacionais, como um no México, do qual foi finalista. — Ele já foi regido por grandes maestros, como Roberto Minczuk e Ernani Aguiar. Eles criaram códigos relacionados com a respiração para reger o Saulo, que tem ouvido absoluto. É só uma questão de estabelecer o código com ele. Cada maestro faz isso de uma maneira.

    saulo1.jpg— Sempre deu certo — concorda Saulo, animado com a perspectiva de poder finalmente fazer a prova, embora ainda caiba recurso.

    Sexto dos dez filhos de Vanessa Bianca, Saulo sempre gostou de música, e começou a estudar piano aos 14 anos. Como falava muito pouco e era muito introvertido, sua mãe imaginou que, se investisse no canto, talvez ele viesse a se expressar melhor.

    — O professor fez testes com ele e percebeu que sua extensão vocal era muito boa, além de seu ouvido ser espetacular. O aprendizado foi rápido. Ele acabou se graduando em música pela UFRJ e continua até hoje fazendo cursos avulsos.


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