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    RIO — Modelo, coestrela da banda Velvet Underground e musa de Andy Warhol, Nico (1938-1988) brilhou como ícone da cultura pop entre o final dos anos 1960 e 1970, deixando seu rastro em discos, filmes, reportagens e programas de TV. Pouco se sabia, até agora, sobre a fase mais obscura da trajetória da artista alemã que, apesar do temperamento forte e do vício em heroína, teve papel determinante na música underground produzida nos anos 1980. Parte da história está em “Nico 1988”, filme da italiana Susanna Nicchiarelli em cartaz, sobre os dois últimos anos de vida da cantora.

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    — A segunda parte da vida de Nico, em que ela tornou-se invisível aos olhos do mundo, é mais interessante do que a primeira. Ela deliberadamente destruiu aquela imagem glamourizada do passado e construiu sua identidade própria. Pintou os cabelos, vestia-se de preto, transformou-se praticamente em uma sacerdotisa das trevas — conta a diretora, vencedora da mostra Horizontes do Festival de Veneza do ano passado. — No plano pessoal, foi buscar seu centro, refez a relação com o filho, Ari, e até conseguiu abandonar as drogas. Gosto da ideia de que ela foi o oposto da estrela decadente.

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    Natalie Portman interpreta cantora pop em filme sobre o culto à celebridade

    A maior parte do filme acompanha a cantora pelas estradas da Europa, fazendo shows clandestinos em países por trás da Cortina de Ferro, acompanhada de uma entourage de desajustados. Sua presença não passava totalmente incólume: fez escândalo em Praga, onde parou para fazer um concerto em uma escola, porque sua equipe não conseguiu um fornecedor de heroína. “Nico 1988” abre com uma sequência com a artista, nascida Christa Päffgen, ainda criança, observando as chamas que consumiram Berlim, no final da Segunda Guerra, e termina em Ibiza, onde sofreu uma parada cardíaca enquanto andava de bicicleta.

    — É uma espécie de road movie de uma Europa às vésperas do fim da Guerra Fria. Nico tinha uma forte consciência política. Ela passou muitas privações, quando criança. Costumava dizer: “Meu sonhos começaram nas ruínas de Berlim” — explica Susanna. — Quando ela deixou os Estados Unidos e voltou para a Europa, falava o tempo inteiro sobre os problemas sociais e políticos do continente na época. O mundo passava por transformações, e ela também. NICO, 1988 | Trailer Legendado

    A principal base do roteiro de “Nico 1988”, também assinado por Susanna, é uma longa entrevista da diretora com Ari, resultado do relacionamento da artista com Alain Delon — que até hoje não reconhece a paternidade. O ator francês faz parte de uma longa lista de namorados famosos, como Jim Morrison, do The Doors, Brian Jones, dos Rolling Stones, Iggy Pop e, claro, Lou Reed, na época do Velvet Underground. À exceção de Morrison, nenhum dos outros é citado no filme. — Não queria usar o nome dos caras com quem ela dormiu. Todo mundo conhece os casos amorosos da Nico, ninguém se importa. E seria vulgar — diz a diretora. — Morrison é mencionado porque foi um dos homens mais importantes da vida dela, era sempre citado nas entrevistas. Ele a incentivou a escrever suas próprias músicas, como as do álbum “Desertshore” (1970).

    As facetas de Nico — tanto a da artista genial e geniosa quanto a da mulher ríspida e até mesmo desagradável — são representadas em detalhes por Trine Dyrholm, que não guarda semelhança física com a cantora alemã. Vencedora do Urso de Prata de melhor atriz por “A comunidade” (2016), de Thomas Vinterberg, a dinamarquesa diz que criou sua própria versão de Nico, e que a chave para a personagem estava nas canções.

    — O desafio foi encontrar uma voz que funcionasse como a de Nico, mas ainda assim sendo minha — explicou a atriz, que começou a carreira artística aos 14 anos, como vocalista de uma banda. — O que gosto nela é que não se preocupava em agradar todo mundo. Tinha um jeito direto de ser, um senso de humor duro, todo próprio.


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    RIO — Será inaugurada também hoje, às 19h, no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), a exposição “Kilombo — A África que habita em nós”, na qual a herança daquele continente no Brasil é captada por uma estrangeira com raízes no país. Nascida em Nova York , filha de bolivianos, Maria Daniel Balcazar viveu no Rio dos quatro aos seis anos, e seu pai, que era diplomata, decidiu passar seus últimos anos em Salvador, onde descansam suas cinzas.

    A partir de histórias contadas pelo pai e de sua própria vivência, a fotógrafa iniciou em 2015 uma pesquisa sobre rituais que mantêm a cultura africana viva no Brasil, visitando quilombos, terreiros, rodas de samba e espaços de capoeira e jongo no Rio, em Minas Gerais e na Bahia.

    — Meu pai também trabalhou em Angola e sempre me dizia como a cultura africana parecia mais preservada no Brasil do que em seu próprio continente — lembra Maria, que há 10 anos vive nos Estados Unidos.

    78697215_SC - Fotos da expo Kilombo - A África que habita em nós de Maria Daniel Balcazar.jpgA mostra, que seguirá para Nova York depois do Rio, também vai virar livro, editado pelo fotógrafo americano David Alan Harvey.

    — Uma mãe de santo aqui do Rio foi a primeira pessoa a falar que as fotos virariam livro. Três dias depois, o Harvey me ligou dizendo que iria editá-lo — conta Maria.


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    RIO — Olhares altivos e expressões quase sempre sérias aguardam o espectador da mostra “Seydou Keïta”, inaugurada hoje, às 18h, em quatro salas do Instituto Moreira Salles, na Gávea. Produzidas no estúdio do fotógrafo em Bamako, a capital de Mali, entre 1948 e 1962, as 130 imagens da exposição registram, mesmo que de forma indireta, as transformações vividas no país no período, que culminaram com sua independência da França em 1960. Exibido no IMS paulistano até julho, o conjunto da obra mostra por que Keïta se tornou uma das referências centrais da fotografia africana. Ele aliou em suas imagens elementos tradicionais da cultura local, com os tecidos usados como fundo dos registros, e símbolos da cultura ocidental, desde a moda até outros itens de consumo.

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    — Keïta sabia jogar muito bem com os tons, as formas e símbolos, sobretudo com os tecidos, que reforçavam a cultura e a ancestralidade. Nas suas composições havia uma tensão entre o passado colonial e uma perspectiva de independência, nos anos 1940 e 1950 — observa Jacques Leenhardt, diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, que divide a curadoria da mostra com o curador cultural do IMS, Samuel Titan Jr. — Há fotos como a de um pai com sua filha, na qual ele está vestido à europeia e ela com uma roupa tradicional malinesa, que apontam para esta transição.

    Autodidata, Keïta (1921-2001) abandonou a carpintaria, ofício da família, após ganhar do tio uma Kodak Brownie, com a qual passou a fazer retratos de um variado conjunto da sociedade malinesa: seus clientes iam de representantes da elite local e da burguesia em ascensão a trabalhadores em busca de um registro individual ou de suas famílias. Após abandonar seu estúdio, em 1962, Keïta trabalhou como fotógrafo do governo até a década de 1990, quando suas fotos foram redescobertas e passaram a integrar exposições em países como França, Estados Unidos, Inglaterra, Itália e Japão. Proveniente da coleção suíça Pigozzi, o conjunto inclui 44 tiragens vintage, comercializadas pelo próprio Keïta em Bamako, e ampliações assinadas pelo fotógrafo a partir da década de 1990.

    Imagens de Seydou Keïta, pai da fotografia africana

    — A sua redescoberta se deu porque ele manteve um arquivo de negativos bastante completo. É a partir da ampliação deles, com tamanhos voltados a galerias, que o fotógrafo passa a integrar mostras de arte africana — pontua Titan. — Por serem de estúdio, seria difícil imaginar que tivessem tamanho poder de representação histórica. Mas a força dos registros vem justamente da altivez com que as pessoas são retratadas, e as formas com que apontam seus diálogos com o mundo externo.

    Mesmo com o reconhecimento tardio, Keïta foi considerado o “pai” da fotografia africana, e sua referência se mantém presente entre a nova geração de artistas, dentro e fora do continente.

    — O trabalho de Keïta foi importante para construir uma tradição, dentro de um diálogo com fotógrafos africanos da mesma época, que faziam experiências semelhantes em estúdio — diz Leenhardt. — Muitos dos fotógrafos que o têm como referência buscam essa genealogia, que mescla as relações entre passado e presente.

    Para Titan, a influência nas gerações posteriores se dá em múltiplos sentidos:

    — Há exemplos de homenagens diretas e abordagens em que elementos destacados por Keïta ganham um caráter de crítica social. A forma como ele absorveu os fundamentos da fotografia europeia e, sutilmente, mudou as regras do jogo ainda norteia muitas produções.

    “Seydou Keïta”

    Onde: IMS — Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea (3284-7400). Quando: Ter. a dom., das 11h às 20h. Até 27/1/19. Abertura hoje. Quanto: Grátis. Classificação: Livre.


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    LOURDES — A artista franco-luxemburguesa Déborah de Robertis, de 34 anos, terá que prestar contas à justiça francesa por ter tirado a roupa numa procissão na entrada da gruta do Santuário de Lourdes, na França. O local, onde Virgem Maria teria feito uma aparição, é sagrado para a religião católica.

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    "As pessoas que estavam no local avisaram à polícia, que a colocou em prisão provisória por algumas horas", informou à AFP o procurador de Tarbes, Pierre Aurignac, segundo o qual a jovem reivindicou a relevância artística de sua ação.

    Em outubro passado, a jovem já havia sido convocada por um tribunal de Paris por exibição sexual, após realizar uma ação semelhante no Museu do Louvre, perto do quadro da "Mona Lisa".

    Em fevereiro, foi declarada não culpada de outras duas atuações: em 2014 e 2016. Déborah foi convocada pela Justiça por dois nus no Museu d'Orsay, em Paris, diante dos quadros "A Origem do Mundo", de Gustave Courbet, e "Olympia", de Edouard Manet.

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    A artista terá que comparecer a uma audiência em 19 de maio, para ser julgada por exibição sexual. O Santuário de Lourdes anunciou em comunicado que havia denunciado a mulher, que se apresentou "completamente nua na gruta".

    "Condenamos este ato de exibicionismo, que chocou os fiéis que estavam na gruta naquele momento", publicou o santuário, citando "um ato premeditado, ligado a uma ação supostamente artística". "Lamentamos tamanho desprezo pela consciência religiosa e liberdade de culto", anunciou o comunicado.

    Segundo o site do semanário francês "Journal du Dimanche", que divulgou o caso, a artista feminista tirou a roupa no santuário e se posicionou com as mãos juntas e a cabeça coberta por um véu azul diante da gruta.


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    RIO — Foi através de um teaser que a Netflix anunciou ao mundo que Francis J. Underwood, o protagonista de “House of cards”, está morto. O fictício presidente americano interpretado por Kevin Spacey teve seu fim decretado após a eclosão de uma série de escândalos sexuais que abalou a reputação de Spacey.Teaser de House of cards

    Para a sexta e última temporada da série, que estreia em 2 de novembro e terá oito episódios, a Netflix construiu uma narrativa focada na mulher de Frank, Claire Underwood (Robin Wright), a nova presidente dos EUA.

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    No teaser da nova temporada, divulgado nesta quarta-feira, surge uma imagem com a lápide de Francis J. Underwood, enquanto Claire aparece em diálogo com direto com o morto:

    “Te digo uma coisa, Francis. Quando enterrarem a mim, não vai ser no meu quintal. E quando prestarem a sua homenagem, vão ter de esperar na fila”, diz a nova protagonista da história.

    Em novembro do ano passado, Spacey foi demitido da atração após ser acusado de assédio sexual. As gravações foram interrompidas e os roteiristas precisaram correr para reescrever a trama.Relembre os principais casos de denúncia de assédio sexual em Hollywood


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    DUBROVNIK, Croácia — O inverno está chegando. Mas Katja Seref não sente nenhum medo quando ouve essas palavras, pronunciadas como um aviso soturno em "Game of Thrones".

    — Sinto alívio. Significa que vou poder descansar um pouco — diz Seref, ainda usando seu vestido azul de khaleesi, o traje de uma das personagens que tentam governar os Sete Reinos, após mais um dia cansativo liderando outra turnê para fãs da série em Dubrovnik, na Croácia.

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    INFOGRÁFICO: As principais mortes de 'Game of thrones'

    Todos os verões, verdadeiras hordas chegam à linda cidade croata a beira do Mar Adriático. As multidões são atraídas pela mesma beleza mágica que chamou a atenção dos olheiros de Hollywood que a escolheram para ser o cenário de Porto Real, a capital do mundo ficcional de Westeros, na série de sucesso da HBO.

    Só que o exército de turistas empunhando paus de selfies já começa a ameaçar o paraíso que os atraiu – mesmo porque é difícil notar a majestade sublime deste lugar quando se espera em uma fila interminável simplesmente para entrar na cidade. Saiba quais séries de TV chegam ao fim em 2019

    Nos últimos anos, as multidões cresceram tanto que Dubrovnik em julho se tornou sinônimo de "overturismo", uma situação compartilhada por muitos dos lugares mais belos do mundo. Das avenidas de Barcelona, na Espanha, até os canais de Veneza, na Itália, autoridades locais lutam para lidar com um problema semelhante: ser amado demais, quase até a morte.

    Além do excesso de gente, as queixas dos habitantes de pontos turísticos disputados incluem o efeito no mercado imobiliário e preocupações com visitantes desrespeitosos. O descontentamento local pode aumentar com o número de viajantes. A Organização Mundial de Turismo das Nações Unidas estima que haverá 1,8 bilhão de viagens turísticas internacionais até 2030 — em 2016, foram 1,2 bilhão.

    ENFRENTANDO A MULTIDÃO

    THRONES_SANTORA_BSPR_9_1766430.JPGDiante disso, as autoridades em Dubrovnik começaram a enfrentar a multidão. Este verão, pegaram pesado com os vendedores de rua, limitaram o número de mesas de restaurantes ao ar livre, que aglomeravam os becos antigos e – o mais importante – procuraram exercer um maior controle sobre os navios de cruzeiro que despejam milhares de passageiros, inundando a cidade velha, considerada patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

    Este ano, a cidade limitou o número de pessoas que poderia deixar os navios em um determinado momento. No próximo verão, pela primeira vez desde que começaram a chegar ao porto, há quase duas décadas, os cruzeiros vão precisar ter autorização para atracar. É uma tentativa de encontrar o equilíbrio certo entre receber bem os turistas – e seu dinheiro – sem se sentir oprimido.

    — Não há uma solução única para todos os destinos, mas é preciso começar com o reconhecimento do problema — disse o prefeito de Dubrovnik, Mato Frankovic.

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    Assim como não há uma única solução, não há um tipo único de turista em Dubrovnik. Você pode encontrar aqueles que vêm para passar o dia, famílias de férias, pessoas em excursões de cruzeiro, fanáticos por história, festeiros e, em um fenômeno relativamente novo, os "set-jetters".

    Estes são os que viajam pelo mundo em busca do local real de seu universo fictício favorito – e nos últimos anos não houve atração mais poderosa que as utilizadas nos Sete Reinos de "Game of Thrones".

    CIDADE TRANSFORMADA EM PALCO

    THRONES_SANTORA_BSPR_7_1766405.JPGEm 2015, Dubrovnik recebeu 300 excursões relacionadas à série; em 2017, 4.500. Este ano, o número já está 180% mais alto, de acordo com autoridades do turismo. Seref, que guiava passeios históricos da cidade antes de "Game of Thrones", sempre se espanta com as perguntas que ouve.

    Por exemplo, ela perdeu a conta do número de pessoas que querem saber quanto tempo a HBO levou para construir as muralhas da cidade. Seref educadamente informa aos fãs que as defesas datam do século XIII.

    Ela faz questão de não apenas levar as pessoas para os locais das cenas famosas do seriado – como a caminhada da "vergonha" de Cersei Lannister (Lena Headey) –, mas de mostrar algo mais, o lado engraçado e curioso de se viver em um lugar que se transformou em um palco.

    THRONES_SANTORA_BSPR_1_1766374.JPGQuando os passageiros a bordo do Karaka – um navio de madeira meticulosamente restaurado usado no seriado – se revezavam para se vestir como seus personagens favoritos enquanto navegavam em torno da cidade, Seref contou como uma atriz pediu que "todas as meninas croatas bonitas fossem substituídas por outras, mais feias", para não ofuscá-la.

    Ela fez referências frequentes à quantidade surpreendente de dinheiro gasto para produzir o que no fim seria um minuto ou dois de filme. Mais tarde, após o fim da turnê do dia, descreveu a relação da cidade com Hollywood como complicada, mas boa. Elogiou a HBO pelo respeito que a equipe mostrou ao povo e à cidade. E notou que, durante cerca de seis anos, o seriado fora uma ajuda necessária durante o inverno, quando as multidões não aparecem.

    MENOS CRUZEIROS

    THRONES_SANTORA_BSPR_10_1766385.JPGMas, quando as ruas vazias do inverno apresentam seus próprios problemas às autoridades da cidade, a lotação do verão é uma questão mais urgente e imediata – e a indústria dos cruzeiros é o foco da maior frustração.

    Logo após vencer a eleição em junho de 2017, Frankovic tomou medidas para reduzir o número de passageiros diários desses navios que chegam à cidade velha para quatro mil por dia no próximo verão – metade dos oito mil recomendados pela UNESCO e muito menos que os mais de dez mil que chegam em um dia qualquer em julho.

    Sentado em seu escritório na parte antiga da cidade, Frankovic se recorda de uma época em que parecia que Dubrovnik não ia sobreviver, muito menos se tornar um ímã do turismo global.

    Durante as guerras dos Bálcãs, a Croácia foi um campo de batalha na busca por sua independência da Iugoslávia e, em 1991, Dubrovnik foi sitiada pelo Exército Popular Iugoslavo, controlado pelos sérvios.

    Durante meses, os residentes que não fugiram se esconderam enquanto o centro era atacado pela artilharia. Centenas de pessoas morreram, e mais da metade dos edifícios foi danificada.

    Só em 1997 que o turismo começou a se fortalecer, disse o prefeito. Em 2000, os navios de cruzeiro começaram a chegar e seus números continuaram a crescer constantemente desde então.

    — O problema foi que o turismo não foi gerenciado, simplesmente aconteceu — disse o prefeito.

    THRONES_SANTORA_BSPR_2_1766414.JPGDepois de assumir o cargo, ele enviou uma carta para a Associação Internacional de Cruzeiros, que representa cerca de 60 linhas, expressando a necessidade de cortar o número de navios chegando ao mesmo tempo. Disse que a indústria de cruzeiros precisava de tempo para reajustar horários, mas que, no próximo verão, a cidade poderia esperar por uma diferença dramática no número de visitantes que toma suas ruas.

    Porém, para cada problema que é abordado, um novo surge. Por exemplo, quando Dubrovnik progredia na luta contra a superlotação dos navios, os legisladores croatas liberalizaram as leis dos táxis, e o número de motoristas do Uber cresceu, especialmente ao longo da costa. No ano passado, havia 250 motoristas de táxi em Dubrovnik; este verão, diz o prefeito, há mais de 1.200. As ruas simplesmente não comportam o tráfego.

    Para os empresários locais como Gerda Metkovic, que dirige o Malvasija Wine Bar na cidade velha, além de limitar os turistas, mais poderia ser feito para promover produtos locais de qualidade.

    Embora não existam cadeias como o McDonald's ou o Subway na cidade velha, as ruas ainda são dominadas por mercados de venda de bugigangas baratas e camisetas. O vinho que Metkovic serve vem da vinícola de seu pai, Bozo Metkovic. Ela também produz seu próprio azeite. Na agitação causada pelas multidões no verão, seu bar parece um refúgio.

    — É um lugar especial — disse ela de sua cidade natal, de onde os visitantes deveriam levar lembranças que durem mais tempo do que qualquer camiseta. 'Game of thrones': Cinco perguntas sobre Jon Snow


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    RIO — A atriz Beatriz Segall morreu nesta quarta-feira, aos 92 anos. Segall estava internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e tinha recebido alta no dia 21 de agosto. Recentemente, no entanto, ela voltou a ser internada. O motivo da internação não foi divulgado a pedido da família. Segundo a assessoria do hospital, ela morreu em consequência de problemas respiratórios. Relembre momentos marcantes da vida de Beatriz Segall

    ODETE ROITMAN

    Que ninguém convidasse Beatriz Segall e Odete Roitman para a mesma festa — a atriz e a personagem mais popular que ela interpretou viviam em mundos bem distintos. “[Odete] entrou para a história da televisão brasileira, isso é indiscutível. Agora, eu não sou uma atriz de um papel só, fiz muitas outras coisas, recebi alguns prêmios e não construí minha carreira só com ela”, desabafou Beatriz em 2013, em entrevista à revista ÉPOCA, numa das muitas vezes em que foi requisitada para falar sobre o enorme sucesso que a má, mesquinha, vaidosa e arrogante vilã da novela “Vale tudo” (de 1988, mas várias vezes reprisada) fez.

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    Beatriz Segall fez uma das 'cinco maiores vilãs da TV brasileira', diz Aguinaldo Silva

    Na mesma entrevista, ela explicava seu cansaço: “As pessoas que acham que estão sendo originais e soltam a velha pergunta: ‘Quem matou Odete Roitman?’. Ninguém aguenta mais ouvir falar sobre isso. Mas se for uma abordagem bacana sobre a personagem, nunca me nego a falar.”

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    De vez em quando, porém, como quando falou ao GLOBO, em 1988 (época em que era parada na rua a toda hora por causa da novela), Beatriz revelava até algum carinho pela criação de Gilberto Braga: “A Odete diz coisas que são consideradas impatrióticas, mas que são verdades. Isso provoca alguns tipos de ações ou reações. Parece que todo mundo se envolveu muito com a Odete Roitman.”

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    Os vilões mais marcantes de Gilberto Braga

    Filha de uma família de classe média carioca, que lutou contra a oposição do pai para poder fazer teatro, a professora de francês Beatriz de Toledo estreou profissionalmente nos anos 1950 em “Manequim”, de Henrique Pongetti, ao lado de Jardel Filho, pelo Teatro Popular de Arte (TPA). Depois de integrar a companhia Os Artistas Unidos, da atriz francesa Henriette Morineau, ela recebeu uma bolsa do governo francês para cursar língua e teatro na Sorbonne, em Paris.

    Lá, Beatriz conheceu Maurício Segall, filho do pintor Lasar Segall, com quem se casou em 1954 e teve três filhos: o diretor de cinema Sérgio Toledo (que fez “Vera”, longa de 1986 que valeu a uma estreante Ana Beatriz Nogueira o Urso de Ouro de melhor atriz em Berlim), Mário (arquiteto e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie) e Paulo. Nessa época, a atriz abandonou a carreira artística para retomá-la somente em 1964, quando substituiu Henriette Morineau em “Andorra”, do Teatro Oficina, dirigida por José Celso Martinez Corrêa.

    Daí em diante, o teatro se tornou a vida Beatriz Segall, em montagens como “Os inimigos” (1965, de Máximo Gorki, com direção de José Celso, também com o Oficina), “Marta Saré” (1968, de Gianfrancesco Guarnieri, pela companhia de Fernanda Montenegro, com quem dividiu o palco) e o “Hamlet” (1969), de William Shakespeare, dirigido por Flávio Rangel no Teatro Anchieta.

    Com Maurício Segall, a atriz capitaneou um processo de reerguimento artístico do Theatro São Pedro, em São Paulo, o que resultou nas montagens “A longa noite de cristal” (1970), de Oduvaldo Vianna Filho, e “O interrogatório” (1971), de Peter Weiss. Em 70, Maurício foi preso e torturado por sua ligação com a ANL, grupo que aderiu à luta armada contra o regime militar.

    Com alguns poucos papéis no cinema (onde estreou em 1951, em “A beleza do diabo”, do francês Romain Lesage), Beatriz começou a se destacar na TV (onde teve participações esporádicas) em 1978, ao viver a Celina de “Dancin Days”, de Gilberto Braga. Seguiram-se papéis em “Pai herói” (1979), “Água viva” (1980), “Sol de verão” (1982), “Champagne” (1983), “Carmen” (1987), “Barriga de aluguel” (1990), “De corpo e alma” (1992), “Sonho meu” (1993) e “Anjo mau” (1997). Em 1988, a atriz confidenciava ao GLOBO: “Até fazer ‘Dancin Days’, eu execrava televisão. Achava tudo muito pobre, sem recursos. A partir de ‘Dancin Days’ me dei conta de que não podia mais ignorar o veículo, a TV tinha melhorado muito.”

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    E se o assunto era teatro, as opiniões de Beatriz Segall ficavam ainda mais fortes. Em 2000, quando estrelava uma montagem de “Histórias roubadas”, do norte-americano Daniel Margulies, ela observava, em entrevista ao GLOBO: “O teatro está abandonado no Brasil. Não há apoio porque o teatro não dá lucro, dá apenas prestígio. Isto exigiria do Ministério da Cultura um olhar mais atento aos nossos problemas. Seria preciso rever a Lei Rouanet, para que ela oferecesse mais vantagens ao patrocínio teatral. O cinema tem a Lei do Audiovisual e o teatro não tem nada. Estamos absolutamente abandonados.”

    Em 2002, no segundo turno da eleição presidencial, Beatriz participou do programa de TV do candidato do PSDB José Serra (que disputava com Lula, do PT), dizendo: “Eu tenho medo. Como a Regina Duarte, também estou com medo de não poder dizer que estou com medo. De ser ameaçada de processo pelo simples fato de discordar.” Em 2013, a atriz caiu em um buraco em uma calçada do bairro da Gávea, no Rio, machucando-se seriamente. Na ocasião, ela chegou a receber uma ligação e um pedido de desculpas do prefeito Eduardo Paes.

    A última participação de Beatriz Segall na TV foi no primeiro episódio da série “Os experientes”, da TV Globo. Em “Assalto”, ela interpretou Yolanda, uma senhora que se vê no meio de uma ação criminosa em uma agência bancária e que divide sua história com um dos assaltantes. Os vilões mais marcantes de Gilberto Braga


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    RIO — Com muitos papeis de sucesso no teatro e na televisão, Beatriz Segall, que morreu nesta quarta-feira, aos 92 anos, se consagrou como uma das maiores atrizes do país. Mas sua personagem mais marcante foi a vilã Odete Roitman, da novela "Vale tudo", que desprezava o Brasil e tinha tiradas preconceituosas e intolerantes, já escandalosas naquela época e absolutamente inaceitáveis hoje em dia. Relembre algumas dessas frases marcantes: Relembre momentos marcantes da vida de Beatriz Segall

    "Essa terra não tem jeito! Esse povo não vai pra frente. As pessoas aqui não trabalham! Só se fala em crise nesse país. Um povo preguiçoso! Isso aqui é uma mistura de raças que não deu certo!"

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    Beatriz Segall fez uma das 'cinco maiores vilãs da TV brasileira', diz Aguinaldo Silva

    "E eu que pensei que alguma coisa tinha mudado nesse país. Foi só botar o pé aqui que você começa a sentir esse calor horroroso, uma gente horrível no caminho, gente feia esperando ônibus caquéticos no ponto."

    41712836_18091988 - IRINEU BARRETO - GDI - BEATIRZ SEGAL EM CENA DA NOVELA. (1).jpg"Chinelo, chinelo… Que palavra horrível! Português é uma língua tão chinfrim."

    "O lugar mais ao sul que uma pessoa civilizada pode ir é Milão."

    "Eu gosto do Brasil. Acho lindo, uma beleza. Mas de longe, no cartão postal. Essa terra aqui não tem jeito. Esse povo daqui não vai pra frente, é preguiçoso. Só se fala em crise e ninguém trabalha?"

    "Nunca sirva algo para uma visita em bandeja, você é a dona da casa, não o garçom."

    "Às vezes eu tenho a sensação que as pessoas não viajam, não aprendem, não vão a Paris. Aliás, não vão nem a Buenos Aires."

    "Se eu encontrasse minha mãe vendendo sanduíche na praia, eu não viraria a cara para ela. Eu enterraria a cara inteira na areia. Minha mãe era uma jeca, mas não vendia sanduíche na praia."

    "Roma é a cidade eterna, mas eu continuo preferindo Paris. Aliás, Paris é minha pátria, assim como é de todas as pessoas civilizadas."

    "O Brasil é um país de jecas. Ninguém aqui sabe usar talher de peixe."

    "Nosso jantar é muito simplesinho. O primeiro prato é de uma simplicidade franciscana. Temos uma lagostazinha."

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    "A única solução para a violência é a pena de morte. Para ladrão e assaltante, cortar a mão em praça pública. E se cortasse a mão dessa gente, diminuiria o índice de violência nesse país. Não tenha dúvida."

    "Você acha que eu vou pegá-los no aeroporto? Eu acho a coisa mais jeca dar plantão em aeroporto. Eles até colocaram vidro para as pessoas não verem quem está chegando, mas mesmo assim as pessoas colocam o nariz no vidro, penduram criancinha pra dar 'tchau'. Eu vou mandar o chofer."

    "Não quero que ele fique falando de cinema. Parece um catálogo de videoclube!" (sobre o mordomo Eugênio).

    "O Brasil é uma mistura de raças que não deu certo."

    LEIA MAIS: Em última entrevista, Beatriz Segall falou sobre feminismo

    "O que é que você tem pra me oferecer? Contanto que não seja nenhuma dessas excentricidades brasílicas… um licor de jenipapo, por exemplo."

    "A recepção vai ser hor-ro-ro-sa! Casamento, então, confundem com festa junina."

    "Falar de Nordeste antes da hora do jantar me faz perder o apetite."

    "E você pensa que alguém aprende alguma coisa em universidade brasileira? Você quer se apresentar ao mercado de trabalho com um diploma assinado em tupi-guarani?"

    "Sei que está cedo, mas quero ir logo para o aeroporto. Quando entro na sala vip, já me sinto em território neutro."


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    segall-beatriz.jpgRIO — Beatriz Segall, que morreu nesta quarta-feira, aos 92 anos, concedeu uma entrevista a um canal do Youtube, em 2017, e comentou sobre feminismo. "A mulher tem que acreditar, se tornar e se achar um ente importante". A atriz lembrou que entrou na universidade aos 16 anos, e viu o cenário mudar ao longo de sua trajetória.Beatriz Segall última entrevista

    "Era uma coisa importante entrar na faculdade. Minha turma de Filosofia era especial porque tinha 14 mulheres e um rapaz. Esse rapaz, não sei o que aconteceu, deve ter se sentido mal por estar no meio de tanta mulher, mas ele não voltou mais. Acho que ficou com medo da gente. Mas eu acho que a mulher mudou muito. O movimento feminista é vencedor. Eu acho que é", disse, ao canal "Mais Comunicativa".

    A artista também comentou sobre o ofício do ator, e citou o autor Honoré de Balzac, que escreveu "A comédia humana": "É preciso ler este tipo de autor porque eles esclarecem para a gente o que vamos ter que fazer e passar para o público." Relembre momentos marcantes da vida de Beatriz Segall

    Beatriz Segall ficou nacionalmente conhecida por seu papel como a vilã Odete Roitman,da novela "Vale tudo". A obra está sendo reexibida pelo Canal Viva, em comemoração aos 30 anos de seu lançamento.


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    VENEZA — Mistura de thriller e drama de tribunal, “22 July”, do britânico Paul Greengrass, estreou na competição do 75º Festival de Veneza nesta quarta-feira (5) diante de uma plateia de jornalistas curiosa para ver como o criador da franquia "Bourne" iria interpretar o atentado terrorista ocorrido no litoral da Noruega, em 2011.

    Recebido com menos entusiasmo do que se esperava, o filme chega às telas pouco mais de seis meses após outra produção inspirada no episódio, “U – 22 july”, do norueguês Erik Poppe, dividir a plateia do Festival de Berlim.

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    Diferentemente da versão de Poppe, que descreve somente a tragédia, minuto a minuto, a partir do ponto de vista de uma das sobreviventes do massacre, “22 July” mostra os preparativos para o ataque, que resultou na morte de 77 jovens e, principalmente, os meses que se seguiram à tragédia.

    Personagem sem rosto do longa do norueguês, Anders Behring Breivik, o extremista de direita que investiu contra o acampamento de verão da Juventude Trabalhista, na ilha de Utoya, ganha papel central na trama de Greengrass.78712574_Director Paul Greengrass arrives for the premiere of the film 22 July presented in competit.jpg

    “22 July” abre com imagens de Breivik (Anders Danielsen Lie) preparando a bomba que explodiu próxima a prédios de Oslo naquele fatídico 22 de julho, desviando a atenção das autoridades para o alvo principal, a menos de 40 quilômetros de distância da capital. A partir daí, a narrativa divide-se entre as reações do governo, o longo julgamento de Breivik e os esforços de Viljar Hanssen (Jonas Strand Gravli), jovem que saiu seriamente ferido do ataque, para se recuperar e então confrontar o criminoso no tribunal. “Há uma revolução a caminho”, avisa o terrorista, falando em nome da supremacia branca.

    Um das fontes do filme de Greengrass é o livro “One of us”, da atriz e escritora Asne Seierstad, no qual traça um perfil de Breivik.

    — O atentado em Utoya é uma espécie de marco da ascensão da xenofobia na Europa, que começou lá atrás, com a crise econômica de 2008, achatando salários e gerando o medo da concorrência, e a globalização do mercado. A conjunção dessas forças alimentou a frustração de muitos, permitindo o crescimento de pensamentos de extrema direita, e o medo dos movimentos migratórios. A democracia está sob ataque — resumiu o autor de “Voo United 93” (2006), sobre o atentado às Torres Gêmeas. — Além do livro de Asne, fui buscar informações junto às famílias das vítimas e dos grupos de apoio a elas. Foram trocas inestimáveis.

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    A disputa pelo Leão de Ouro voltou a ficar morna com a exibição de “Nuestro tiempo”, do mexicano Carlos Reygadas, crônica de uma crise de um casal de criadores de touros, que vive no interior do país. Juan (interpretado pelo próprio Reygadas) e Esther (Natalia López, mulher do diretor) estabeleceram que o sexo fora do casamento é permitido, desde que tudo seja feito às claras e não envolva afeição. Quando Esther começa a omitir detalhes sobre suas escapadas com Phil (Phil Burgers), um domador de cavalos da região, Juan, temendo que ela tenha se apaixonado pelo amante, entra numa espiral ascendente de ciúmes – a ponto de apelar para o sentimento de lealdade de Phil.natalialopez.jpg

    A desintegração da relação entre Juan e Esther acontece dentro de uma comunidade maior, que também tem suas próprias regras. Longas tomadas mostram o cotidiano da área, onde crianças brincam à beira de lagos semi secos, adolescentes bebem, fumam e criam ilusões amorosas, vaqueiros medem experiência e os animais reagem segundo seus extintos – em um determinado momento, um touro se torna violento, investe contra uma dupla de rancheiros e acaba estripando a mula que a transportava.

    Conhecido por filmes que são belos ensaios visuais, Reygadas diz que “Nuestro tiempo” propõe questões sobre a natureza do amor e noções sobre a exclusividade sexual dentro do casamento. O diretor avisa que o fato de ele e a família — os filhos inclusive — representarem uma versão de si mesmo na trama não confere ao filme um tom autobiográfico.78709487_The 75th Venice International Film Festival - Screening of the film Neustro Tiempo competin.jpg

    — Minha mulher, que não tem qualquer experiência com atuação, só entrou para o filme porque não encontrei uma atriz a altura do papel até o momento das filmagens. O mesmo aconteceu comigo: não encontrei um ator para o Juan — garantiu o autor de “Luz silenciosa” (2007), vencedor do prêmio do júri do Festival de Cannes. — Mas a nossa presença diante da câmera não alterou em nada em relação ao filme. Há muitas cenas íntimas, mas não tive qualquer preocupação com nudez ou em mostrar a cama em que dormimos. A única diferença é que não temos fazenda alguma.

    * Carlos Helí de Almeida está hospedado a convite do festival


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    19439812_RI - Rio-RJ -10-11-2011 Tomada da Rocinha Traficante Nem e seus comparsas são transferidos.jpgSÃO PAULO - Uma das primeiras produções da nova divisão de documentários da Endemol Shine Brazil será sobre o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, da Rocinha.

    LEIA MAIS: Traficante vai ser julgado por videoconferência

    O projeto envolve um longa de 90 minutos e uma série com duas temporadas de dez episódios cada sobre o personagem, que foi condenado a 48 anos de prisão e cumpre a pena na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

    A distribuição do filme e da série ficará a cargo da Endemol, enquanto a produção será uma parceria com a Total Filmes, de Walkiria Barbosa. Um dos objetivos é fazer com que o próprio Nem conte sua versão da história às câmeras.


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    Odete-Roitman2.jpgRIO — Intérprete da assassina da personagem mais famosa da carreira de Beatriz Segall (Odete Roitman, em "Vale tudo"), Cássia Kis falou sobre a convivência com a atriz veterana, que morreu nesta quarta-feira, aos 92 anos, em São Paulo.

    — Essa mulher contribuiu muito para a dramaturgia, foi incrível. Tinha uma personalidade forte e única, presença e inteligência cênica singular. Ela está num lugar da nossa história que cabe para poucos. Agora, é só agradecer e celebrar uma mulher como essa — destacou Cassia. — Ela teve o privilégio de viver tanto e bem.

    Cassia Kis recorda ainda de uma curiosidade entre as duas, que estão no ar na reprise de "Vale tudo", no canal Viva:

    — Olha que curioso: 30 anos após a estreia da novela, ela morreu novamente. Beatriz tinha a minha idade hoje (62) quando fez Odete. Esse não é um momento de tristeza, mas de agradecer pela vida dela. Éramos muito próximas durante as gravações. Nos admirávamos muitos, eu tinha devoção por ela. Após esse trabalho, a gente se encontrou algumas vezes, sempre com muito afeto.

    Sobre a icônica cena da morte de Odete Roitman, assassinada por Leila, sua personagem, Cassia Kis disse que foi avisada dias antes da gravação.

    — Dennis Carvalho, que era o diretor, me avisou dias antes que eu seria a "assassina" dela, mas ele pediu para eu ficar quieta. Não só fiquei quieta como esqueci (risos). Depois, a gente gravou, foi ao ar e o resto vocês já sabem — recorda Cassia.

    Quem também de manifestou sobre a morte da atriz foi Aguinaldo Silva, autor de "Vale tudo" ao lado de Gilberto Braga e Leonor Bassères.

    — Beatriz foi uma grande atriz de teatro também, mas ficou conhecida pelas figuras mágicas que interpretou na TV. Ela era completamente diferente dos personagens que fazia, mas sabia fazer uma vilã muito bem. Odette Roitman, criação genial do Gilberto, está marcada entre as cinco maiores vilãs da TV brasileira. O trabalho dela foi meticuloso ao longo da vida, e talvez não tenha sido reconhecida como merecia, embora respeitada. A vida segue e as vilãs renascem, mas Odete será sempre inesquecível.


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    75623798_EL FRONT - ATRIZES ESCOLHIDAS PARA A SÉRIE AMIGA GENIAL.jpg

    RIO — Um dos maiores fenômenos da literatura mundial contemporânea, Elena Ferrante segue cercada de mistérios em torno de sua identidade. Sua obra, no entanto, ganha cada vez mais popularidade — e formatos. Dois episódios da série televisiva "A amiga genial", inspirada no livro homônimo da autora, foram exibidos pela primeira vez em sessão especial no Festival de Cinema de Veneza no sábado.

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    A série em oito episódios é dirigida por Saverio Costanzo e está sendo rodada em Caserta, na Itália. A estreia mundial da primeira temporada está prevista para novembro. Conheça mais detalhes da produção.

    PRIMEIRAS RESENHAS ELOGIOSAS

    A produção, uma parceria entre a HBO e a italiana RAI, foi bem recebida em sua pré-estreia. Segundo resenha publicada pela "Variety", os episódios trazem "boas notícias" para os fãs da escritora misteriosa.

    De acordo com o texto, a atração é um "esforço impressionante, uma tradução do romance para a tela que preserva algumas de suas qualidades literárias enquanto transforma outras em soluções eficazes para a TV".

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    O "Hollywood Reporter" também publicou uma resenha positiva sobre as primeiras duas horas do programa.

    "Esta amostra inicial aponta para uma bela e dedicada adaptação de Ferrante que, pelo menos neste estágio inicial, é marcada por atuações espetaculares de suas protagonistas", diz o texto.

    TEASER COM PRIMEIRAS IMAGENS

    No fim do mês passado, A HBO já havia divulgado o primeiro teaser da adaptação audiovisual do romance. "A amiga genial" é o primeiro dos quatro livros que compõem a tetralogia napolitana de Elena Ferrante, que narra a história de Lila e Lenu, duas amigas que crescem em um bairro pobre de Nápoles, até a velhice.

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    Com oito episódios, a primeira temporada da série tem direção de Saverio Costanzo, indicado em 2010 ao Leão de Ouro no Festival de Veneza por "A solidão dos números primos".

    Para replicar a Nápoles do pós-guerra, onde se passa a primeira parte da história, foi construído um cenário de quase 2 quilômetros quadrados, incluindo 14 prédios, cinco interiores de apartamentos, uma igreja e um túnel.

    ATRIZES QUE VÃO VIVER LILA E LENU

    As atrizes mirins Elisa Del Genio e Ludovica Nasti vivem, respectivamente, Lenu e Lila e foram escolhidas entre as 9 mil crianças que fizeram testes para o elenco. Na adolescência, assumem os papéis da dupla Margherita Mazzucco e Gaia Girace.

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    De acordo com a HBO, a busca por elenco durou oito meses, com mais de 9 mil crianças e 500 adultos submetidos a testes. A adaptação de "Amiga genial" inclui um elenco de mais de 150 atores e 5 mil figurantes.

    O figurino inclui 1,5 mil peças de roupa, a maioria delas criadas especialmente para a série.

    NEM DIRETOR E PRODUTORES CONHECEM FERRANTE

    Elena Ferrante, cuja verdadeira identidade permanece desconhecida, se comunicou com a equipe de produção apenas por correspondência, com a editora Ferrante atuando como intermediária, segundo o "Vulture".

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    "Estamos nos escrevendo desde o começo", disse o diretor Saverio Costanzo. "Eu não sei quem ela é ... Eu não estou curioso para saber, na verdade. Ela está nos escrevendo desde o começo e colaborando muito ".

    SÉRIE EM ITALIANO COM DIALETO DE NÁPOLES

    A HBO não chegou nem a considerar em fazer a série em inglês. "Seria impossível", disse Constanzo à "Reuters". E não será apenas o público fora da Itália que terá que ler legendas. A versão italiana também terá subtítulos em algumas das cenas, já que o dialeto napolitano é difícil de entender para os próprios italianos.


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    Odete-Roitman2.jpgRIO — Intérprete da assassina da personagem mais famosa da carreira de Beatriz Segall (Odete Roitman, em "Vale tudo"), Cássia Kis falou sobre a convivência com a atriz veterana, que morreu nesta quarta-feira, aos 92 anos, em São Paulo.

    — Essa mulher contribuiu muito para a dramaturgia, foi incrível. Tinha uma personalidade forte e única, presença e inteligência cênica singular. Ela está num lugar da nossa história que cabe para poucos. Agora, é só agradecer e celebrar uma mulher como essa — destacou Cassia. — Ela teve o privilégio de viver tanto e bem.

    Cassia Kis recorda ainda de uma curiosidade entre as duas, que estão no ar na reprise de "Vale tudo", no canal Viva:

    — Olha que curioso: 30 anos após a estreia da novela, ela morreu novamente. Beatriz tinha a minha idade hoje (62) quando fez Odete. Este não é um momento de tristeza, mas de agradecer pela vida dela. Éramos muito próximas durante as gravações. Nos admirávamos muitos, eu tinha devoção por ela. Após esse trabalho, a gente se encontrou algumas vezes, sempre com muito afeto.

    Sobre a icônica cena da morte de Odete Roitman, assassinada por Leila, sua personagem, Cassia Kis disse que foi avisada dias antes da gravação:

    — Dennis Carvalho, que era o diretor, me avisou dias antes que eu seria a "assassina" dela, mas ele pediu para eu ficar quieta. Não só fiquei quieta como esqueci (risos). Depois, a gente gravou, foi ao ar e o resto vocês já sabem. Tuíte Groisman

    Quem também de manifestou sobre a morte da atriz foi Aguinaldo Silva, autor de "Vale tudo" ao lado de Gilberto Braga e Leonor Bassères.

    — Beatriz foi uma grande atriz de teatro também, mas ficou conhecida pelas figuras mágicas que interpretou na TV. Ela era completamente diferente dos personagens que fazia, mas sabia fazer uma vilã muito bem. Odette Roitman, criação genial do Gilberto, está marcada entre as cinco maiores vilãs da TV brasileira. O trabalho dela foi meticuloso ao longo da vida, e talvez não tenha sido reconhecida como merecia, embora respeitada. A vida segue e as vilãs renascem, mas Odete será sempre inesquecível. Tuíte Fernanda Paes Leme

    Ao “Estudio I”, da GloboNews, Wolf Maya, afirmou que a atriz fica guardada no coração das pessoas.

    “ Ela era maravilhosa fora de cena, não tinha arrogância das personagens milionárias que fazia. Se dava muito bem com os colegas, com os jovens atores. Além de uma grande atriz, uma estrela, uma mulher importante culturalmente, uma colega fenomenal”, elogiou ele. Instagram Patricia Pillar

    Nas redes sociais, famosos como Patricia Pillar e Gloria Pires também destacaram a carreira de Beatriz Segall.

    “Perdemos Beatriz Segall! Pena não ter tido o prazer de conviver com ela em algum trabalho. Que luxo de atriz!!! Descanse em paz”, lamentou Patricia Pillar.

    “Beatriz Segall foi uma diva! Uma atriz potente, uma trabalhadora incansável!”, disse Gloria Pires.

    Para Natalia Timberg, que interpretou Celina, irmã de Odete em "Vale tudo", a marca de Beatriz Segall na cultura brasileira é indelével.

    "Vai se embora essa figura incrível que tive honra de cruzar o palco com a peça "As 3 mulheres altas". Foi um trabalho excepcional. Aei que Odete habita o imaginário brasileiro, mas eu fico com esse momento da carreira dela. Era uma mulher presente na vida brasileira, se manifestava com muita força. Essa lucidez que tinha na análise das coisas muitas vezes era confundida pela força da personagem (Odete), com uma aparente arrogância", afirmou Natalia.


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    RIO — Quando Bentinho e Capitu se encontram em “Dom Casmurro”, muita coisa acontece — ou nada, dependendo do ponto de vista. É que parte da ação se passa no pensamento dos personagens, no jeito que se olham e na descrição de Machado de Assis. É lindo de ler, mas como levar uma cena dessas para o cinema? São desafios assim que o roteirista e cineasta Jorge Furtado encara ao longo da carreira.

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    Ele, que já adaptou 34 autores para o cinema e para a TV, dá dicas, nesta quinta-feira, na abertura do ciclo de conferências de setembro da Academia Brasileira de Letras (ABL). A palestra, que acontece no Teatro R. Magalhães Jr., às 17h30m, tem o tema “Imagens e sons por escrito: A arte do roteiro”, coordenada pelo acadêmico e poeta Geraldo Carneiro.

    — Falarei sobre esse ser híbrido de dois mundos, que tem um pé na literatura e outro no cinema, e sobre as dificuldades de se adaptar uma obra — explica o diretor de “O homem que copiava” (2003) e “Meu tio matou um cara”. — Machado de Assis é só um exemplo, mas há tantos outros. Em contrapartida, há livros policiais que você lê e logo pensa: “Está pronto, é só filmar.”

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    Quando se trata de roteiro cinematográfico, é preciso transformar sentimentos em “algo visível”, diz Furtado. Mas cada escritor tem um estilo, claro. O americano Aaron Sorkin, por exemplo, que venceu um Oscar de roteiro adaptado por “A rede social” (2011), costuma escrever apenas diálogos, deixando a interpretação visual com o diretor. Já Furtado gosta de induzir o ritmo e os planos já nas páginas, por meio da descrição. Achou confuso? Ele dá um exemplo.

    — Veja essa frase: “50 alunos estão numa sala de aula. Na primeira fileira, uma menina morde a caneta”. Isso sugere, primeiro, um plano geral da escola. Depois, um close na garota. Se a frase começasse com ela mordendo a caneta, a montagem provavelmente também seria invertida — diz Furtado, que defende um roteiro “prazeroso de se ler”, mesmo que o produto final seja um filme.

    Com coordenação-geral de Ana Maria Machado, os ciclos de conferência seguem às quintas, nessa ordem: “Romance-em-sena: Questão de gênero”, por Aderbal Freire Filho, no dia 13; “Literatura e teledramaturgia: Diferenças e confluências”, por Maria Adelaide Amaral (20); e “Letras e imagens: A literatura no cinema”, pelo novo imortal Cacá Diegues (27).


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    73059025.jpgSÃO PAULO - Wagner Moura vai integrar o elenco do filme de espionagem "Wasp network", inspirado no livro-reportagem "Os últimos soldados da guerra fria" (Companhia das Letras), do escritor brasileiro Fernando Morais. Também farão parte do elenco Edgar Ramirez, Penelope Cruz e Gael Garcia Bernal.

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    A direção ficará a cargo do francês Olivier Assayas, que também assina o roteiro. A produção é do brasileiro Rodrigo teixeira, da RT Features, com a CG Cinemas, de Charles Gilbert.

    A história gira em torno da Rede Vespa, um grupo de agentes secretos cubanos infiltrados em organizações anticastristas de extrema-direita, em Miami, nas décadas de 1980 e 1990. Baseado em documentos sobre as missões, Morais conta aventuras reais nas quais os cubanos se envolveram.


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    RIO - Veneza tem glamour. Telluride, um resort de ski no Colorado, é o novo queridinho da indústria do cinema. Mas a corrida ao Oscar começa pra valer mesmo esta quinta-feira em Toronto. É o público que decide o prêmio principal da competição, toda voltada para o mercado americano, bem ao gosto de Hollywood. Em sua 43ª edição, o Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF, na sigla em inglês), que termina no dia 16, vai além do clichê “termômetro da temporada de premiações”. É onde se sente de fato o cheiro do Oscar.

    — A cobertura da imprensa centrada nas premiações da indústria é inevitável — diz o CEO do Festival de Toronto, Piers Handling. — Mas este é um aspecto que atinge uma gama pequena das mais de duas centenas de filmes em cartaz aqui. Nosso foco sempre foi na diversidade e em temas específicos. Como, hoje, é a representatividade feminina.

    O TIFF só recebeu a alcunha de “Cannes do Atlântico Norte” depois que Handling se tornou CEO do festival em 1994. O mix de business e arte (aposta no cinema independente) deu tão certo que ele acaba de anunciar, sem maior alarde, sua aposentadoria. Será substituído pelo diretor-artístico Cameron Bailey e a executiva Joana Vicente, de origem portuguesa. Dos 345 filmes que serão exibidos este ano no festival, 35% são dirigidos por mulheres. Em 2013, eles eram 22%. Uma manifestação de apoio ao aumento de profissionais femininas no cinema promovida pelo TIFF acontece no sábado.

    — Espero que o festival esteja dando um sinal de que mudanças são inevitáveis na indústria do cinema mundo afora — aponta Kerri Craddock, diretora de programação.

    Como não houve unanimidade de crítica em Veneza, oscarólogos estão ainda mais atentos aos sinais de fumaça de Toronto. Lá, será visto pela primeira vez “As viúvas”, o aguardado filme de Steve McQueen (de “12 anos de escravidão”), com Viola Davis, a partir de um roteiro de Gillian Flynn (“Garota exemplar”). Outro destaque é “If Beale Street could talk”, adaptação para o cinema do livro de James Baldwin por Barry Jenkins, vencedor do Oscar de 2017, e sensação de Toronto em 2016, com “Moonlight: sob a luz do luar”. E Michael Moore mostra “Fahrenheit 11/9”, documentário sobre a eleição de 2016 e a administração Trump.

    De Veneza, marcam presença a nova versão de “Nasce uma estrela”, com Lady Gaga e Bradley Cooper (também na direção); “O primeiro homem”, de Damien “La la land” Chazelle, com Ryan Gosling; e “The sisters Brothers”, o novo filme de Jacques Audiard, com Joaquin Phoenix e John C.Reily.

    De Telluride, tenta se posicionar na corrida para o Oscar “White boy Rick”, com Matthew McConaughey e a história de um adolescente de 14 anos que se tornou o mais jovem informante do F.B.I. E “The front runner”, sobre o debacle do ex-senador Gary Hart. Dirigido por Jason Reitman (de “Amor sem escalas”), o filme tem elogiada atuação de Hugh Jackman no papel-título.

    O streaming é bem-recebido no festival. A Amazon estreia o drama “Beautiful boy”, com Timothée Chalamet (indicado ao Oscar em 2017 por “Me chame pelo seu nome”) na pele de um viciado em metanfetamina. A Netflix também investiu pesado, com sete produções, incluindo “Roma”, do mexicano Alfonso Cuarón, e “22 July”, de Paul Greengrass, ambos presentes em Veneza (leia mais sobre o último abaixo).

    A plataforma de streaming marca presença na gala de abertura, com a estreia mundial de “Outlaw king”, a cinebio de Robert the Bruce, um dos mais celebrados regentes da Escócia medieval, com Chris Pine e Aaron Taylor-Johnson e direção de David Mackenzie. Em 2017, o diretor viu seu “A qualquer custo” levar quatro indicações para o Oscar.


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    collage_sp.jpgSÃO PAULO e RIO - O Prêmio São Paulo de Literatura de 2018 divulgou nesta quinta-feira a lista com as 20 obras finalistas que concorrem a um total de R$ 400 mil. Entre os autores que concorrem ao prêmio máximo estão Milton Hatoum, Heloisa Seixas e Marcelo Mirisola.

    LEIA MAIS: Conheça as cartas de Rubem Braga para amiga que são verdadeiras crônicas inéditas

    Textos de Antonio Callado para BBC mostram os primeiros passos do grande autor

    Prêmio Oceanos 2018 divulga lista com 60 obras semifinalistas

    As grandes editoras, como Companhia das Letras e Record, dominam na principal categoria, de melhor romance do ano passado. Nas categorias de obras de estreantes, para autores com mais e menos de 40 anos, as independentes são em maior número.

    Dez títulos disputam na categoria Melhor Livro de Romance do Ano, com prêmio em dinheiro no valor de R$ 200 mil. Seis entram na disputa de Melhor Livro de Romance do Ano – Autor Estreante com mais de 40 anos, com prêmio de R$ 100 mil. Outras quatro se enfrentam pelo título de Melhor Livro do Ano de 2017 - Autores Estreantes com até 40 anos de idade, também com prêmio de R$ 100 mil.

    Os livros imperdíveis do primeiro semestre de 2018

    O júri que vai decidir os vencedores é composto por Jiro Takahashi, Julián Fuks, Moacir Amâncio, Neide Aparecida de Almeida e Ubiratan Brasil. A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá em novembro.

    Melhor Livro do Ano

    "Assim na terra como embaixo da terra" (Record), de Ana Paula Maia

    "O clube dos jardineiros de fumaça" (Companhia das Letras), de Carol Bensimon

    "Nunca houve tanto fim como agora" (Record), de Evandro Affonso Ferreira

    "Agora e na hora" (Companhia das Letras), de Heloisa Seixas

    "Noite dentro da noite" (Companhia das Letras), de Joca Reiners Terron

    "Roupas sujas" (Companhia das Letras), de Leonardo Brasiliense

    "Como se me fumasse" (Editora 34), de Marcelo Mirisola

    "O enterro do lobo branco" (Patuá), de Márcia Barbieri

    "O peso do coração de um homem" (Patuá), de Micheliny Verunschk

    "A noite da espera (Companhia das Letras), de Milton Hatoum

    Melhor Livro do Ano de 2017 - Autores estreantes com mais de 40 anos de idade

    "Enquanto os dentes" (Todavia), de Carlos Eduardo Pereira

    "Todos os abismos convidam para um mergulho" (Patuá), de Cinthia Kriemler

    "Correr com rinocerontes" (Não Editora), de Cristiano Baldi

    "Oito do sete" (Reformatório), de Cristina Judar

    "Neve na manhã de São Paulo" (Companhia das Letras), de José Roberto Walker

    "O estigma de L." (Quelônio), de Leonor Cione

    Melhor Livro do Ano de 2017 - Autores estreantes com até 40 anos de idade

    O peso do pássaro morto (Nós), de Aline Bei

    Última hora (Record), de José Almeida Júnior

    Entre lembrar e esquecer (Patuá), de Mauro Paz

    Diário da casa arruinada (Penalux), de Tiago Feijó


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