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    RIO - Algumas das maiores estrelas de Hollywood revelam para o público histórias dos bastidores que expõem o sexismo da indústria do cinema. Poderia ser 2018, mas é 1976. Esta é a data de lançamento do filme “Seja bela e cale a boca!”, que conta com depoimentos de nomes como Jane Fonda, Shirley MacLaine e Maria Schneider (1952-2011) sobre como navegar em uma engrenagem que insistia em fornecer papéis limitadores e impor padrões de beleza e comportamento às mulheres.

    Pela primeira vez no Brasil, o filme poderá ser visto na mostra “Século XXI: Mulheres, Ação!”, que acontece de segunda a domingo no Cinémaison e na Cinemateca do MAM/RJ e depois segue para o IMS de São Paulo.

    Por trás das câmeras de “Seja bela e cale a boca!”, estava alguém que definitivamente tinha “lugar de fala” para abordar o assunto: a diretora do documentário é a atriz Delphine Seyrig (1932-1990). Estrela da Nouvelle Vague, a francesa nascida no Líbano fez fama como a protagonista de “O ano passado em Marienbad”, clássico de Alain Resnais (1922-2014) .

    Conhecida na França por sua militância feminista, ela foi uma das fundadoras do Centro Audiovisual Simone de Beauvoir, que traz “Seja bela e cale a boca” e mais sete títulos raros do seu acervo para a mostra.

    — O filme de Seyrig continua atual ao tratar de poder e assédio no cinema, assuntos que não eram discutidos na época — diz Nicole Fernandez Ferrer, atual diretora do Centro e guardiã do legado da atriz e diretora.

    Filha de um arqueólogo e uma velejadora e sobrinha-neta do linguista Ferdinand de Saussure (1857-1913), Seyrig cresceu em uma família de intelectuais e estudou no Actors Studios, em Nova York. Além de Resnais, trabalhou com Marguerite Duras (1914-1996), François Truffaut (1932-1984)e Luis Buñuel (1900-1983).

    Não demorou a ser tratada como uma das musas da vanguarda cinematográfica. Em resposta, fundou, ao lado das documentaristas Carole Roussopoulos (1945-2009), Iona Wieder e Nadja Ringart, o coletivo Les Insoumuses, — o nome brinca com as palavras francesas para “musa” e “insubordinadas”.

    — Para alguns, Seyrig era considerada alguém muito intelectualizada, um pouco distante da realidade. Mas ela foi uma pessoa engajada na luta feminista, que lutou pelo direito ao aborto — comenta Ferrer.

    Além dos filmes do Centro Audiovisual Simone de Beauvoir, a mostra inclui uma enorme gama de títulos da produção nacional, bem como uma homenagem à cineasta Adélia Sampaio, a primeira negra a dirigir um longa no Brasil.

    Para Ferrer, o panorama da produção de cinema feita por mulheres mudou desde os tempos de Seyrig. Já Hollywood, nem tanto:

    — O cenário é bem mais democrático hoje , mas a mudança é muito maior no universo do cinema independente do que, por exemplo, nos grandes estúdios americanos.


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    RIO - A mudança das regras de contratação de músicos e outros profissionais do setor artístico proposta pelo Ministério do Trabalho foi recebida por representantes da área como “um retrocesso”. A nova legislação, exposta na Portaria nº 656, entrou em vigor no último dia 23, quando o texto foi publicado no Diário Oficial. A portaria aumenta a participação de sindicatos e traz determinações que, acusam os críticos, burocratiza a contratação de artistas brasileiros e estrangeiros, por motivos diversos.

    Especialista no tema, a advogada Mara Natacci — representante de algumas das maiores produtoras de entretenimento no Brasil, como T4F, Live Nation, Rock In Rio, Queremos e Bourbon Street, responsáveis pela vinda de muitas atrações estrangeiras — afirma que a portaria dificulta a contratação de músicos estrangeiros ao exigir que a negociação seja aprovada previamente pelas entidades de classe, como a Ordem dos Músicos e o Sindicato dos Músicos:

    — Isso dá forças aos sindicatos para a arrecadação de taxas de cerca de 10% do cachê do artista estrangeiro, ignorando inclusive as diversas liminares concedidas em todo o país que dispensam as produtoras contratantes deste recolhimento. Ou seja, podemos dizer que a portaria contraria ordens judiciais já proferidas em segunda instância.

    NA CONTRAMÃO

    Natacci lembra que a nova Lei da Imigração foi feita para facilitar o trabalho de estrangeiros no país. Já a nova portaria, segundo ela, caminha no sentido oposto:

    — A antiga portaria, como a nova, também previa registros em quatro vias e na Superintendência Regional do Trabalho. Mas jamais houve necessidade de aprovação prévia dos sindicatos para obtenção de autorização de trabalho — afirma. — Soma-se ao fato de que, ao contrário do que está descrito nestas portarias, o sistema de autorização de trabalho no Ministério do Trabalho é digital e emite eletronicamente a autorização. Não é mais necessário ter vias físicas ou enviar contratos para Brasília. O disposto na Portaria não reflete a realidade.

    A organização do Rock In Rio enviou nota ao GLOBO, após ressaltar que ainda está avaliando a nova legislação. A nota informa que “entendemos que qualquer processo que gere ainda mais burocracia, entraves e custos para produtores culturais e artistas, só servirá como mais um inibidor nas já compelidas atividades culturais”. E questiona os benefícios que a medida trará para artistas e produtores culturais: “Pelo contrário, prestará um desserviço para ambos, pois implicará numa óbvia e direta redução nas contratações e oportunidades de geração de renda.”

    Músico e produtor, Mario Adnet vê a portaria como um retrocesso, ainda pior do que a “insatisfatória” legislação anterior:

    — Chamo a burocracia de gincana. Você tem que fazer a corrida do saco e depois a corrida de obstáculos pra poder finalizar o trabalho. Essa nova lei mete ainda mais gente no processo.

    O empresário José Fortes, presidente da comissão trabalhista do Procure Saber, conta ter sido surpreendido pela portaria, que, segundo ele, “caiu de paraquedas”.

    — É sim um retrocesso total — afirma. — A nota contratual de que a portaria fala está no cotidiano do músico desde 1960, quando foi criada. Ela nada mais é que um tipo de contrato. O problema é que, pela legislação anterior, um músico podia fazer até 10 shows, numa sequência de intervalos pequenos entre eles. Depois, tinha que parar por uma semana para não configurar vínculo empregatício. Com a mudança, você tem que ficar 60 dias sem prestar serviço ao mesmo contratante.

    EM FAVOR DO DESCANSO

    Especificamente sobre essa questão, o Ministério do Trabalho respondeu ao GLOBO por e-mail que a portaria prevê um tipo de contratação por temporada, “não havendo impedimento para apresentações semanais em um estabelecimento”. E prossegue: “a portaria visa impedir que um mesmo artista se apresente por mais de sete dias consecutivos, sem o descanso previsto em lei”.

    Sobre as críticas em geral, o ministério afirma que a portaria tem recebido apoio de músicos como o maestro João Carlos Martins e os compositores Carlinhos Brown e Peninha. “A pasta ouviu representantes de todas os segmentos envolvidos no processo”, informa o Ministério do Trabalho.


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    RIO - Renato Russo relatou as vidas de Eduardo e Mônica com bem menos detalhes do que a de João de Santo Cristo. Se a letra de “Faroeste caboclo” serviu de sólido guia narrativo para o filme homônimo de 2013, o desafio foi maior em “Eduardo e Mônica”. Foi preciso dar contexto ao relacionamento do casal que um dia se encontrou sem querer em uma festa estranha, com gente esquisita, e construiu uma casa quando os gêmeos vieram.

    LEIA TAMBÉM: Músicos da Legião Urbana saem em turnê com 'Dois' e 'Que país é este'

    As filmagens terminaram mês passado, no Rio, e o longa que entra em cartaz no segundo semestre de 2019 passa longe da densidade do faroeste protagonizado por Fabrício Boliveira e Isis Valverde. O diretor René Sampaio, em sua segunda adaptação para o cinema de canções da Legião Urbana, diz que desta vez quis fazer um mix de drama e comédia, ou, como prefere, uma “dramédia solar”.

    — É um filme sobre amor, mas não quero colocar um rótulo específico nele — diz Sampaio, no set, em um casarão no Alto da Boa Vista.

    Gabriel Leone é Eduardo. Alice Braga, a Mônica do cinema. E a ordem do título não se traduziu em desigualdade de protagonismo entre os gêneros. O roteiro, nas mãos de Matheus Souza, o jovem diretor responsável pelos divertidos “Apenas o fim” (2006), “Tamo junto” (2012) e “Ana e Vitória” (2018), recebeu tratamento final de três mulheres — Claudia Souto, Jessica Candal e Michele Franzt. A ideia era inserir no texto sensibilidade feminina (o de “Faroeste caboclo”, em contrapartida, foi assinado por três roteiristas homens).

    — Construímos a Mônica como uma mulher livre — diz a produtora do filme, Bianca De Felippes.

    É através da exploração das personalidades opostas dos protagonistas que o longa pretende capturar a essência da música: um romance que triunfa, apesar das adversidades. Assim como nos versos, Eduardo joga botão; já Mônica, 25 anos, estuda medicina e gosta do mundo das artes. Aliás, sua bota e moto fazem referências a Van Gogh e Bauhaus, respectivamente. O diretor de arte Tiago Marques, da franquia “Tropa de elite”, quis entranhar na cenografia alusões aos universos particulares das duas metades do casal.

    Como se sabe, ela é de leão e ele tinha 16. E a diferença etária é central na exploração do conflito dessa relação. Mais velha, Mônica viveu a ditadura militar e é politizada, enquanto Eduardo mal se recorda dos anos de chumbo. A cena que o GLOBO acompanhou sendo filmada mostra justamente o momento em que os dois têm uma briga feia, motivada pelo fato de ele ser neto de militar.

    — É um filme sobre o tempo — diz Alice Braga, que em 2019 também poderá ser vista na produção hollywoodiana “Os novos mutantes”, próximo capítulo do universo dos X-Men. — Diferenças existem em qualquer relacionamento, mas Eduardo e Mônica estão em realidades distintas. E o Renato (Russo), em ritmo de folk-rock, indicou como compreendemos o tempo através do amor.

    Na Brasília de Renato

    Decisão importante foi a de ambientar a trama na Brasília de 1986, justamente o ano de lançamento da música, no segundo álbum da Legião Urbana, "Dois". Para diretor e produtora, é uma forma de respeitar o contexto no qual Renato Russo (1960-1996) vivia: ele passou a morar na capital federal, onde aconteceu a maior parte das filmagens, aos 13 anos. A escolha da época também tem valor narrativo.

    — A música abrange um longo período, até o momento em que eles têm filhos. Seria necessário mais de duas horas ou um grande videoclipe contendo passagens de tempo para dar conta de tudo, mas isso seria uma cilada. O filme poderia não conseguir se aprofundar nos personagens — diz Gabriel Leone. — Por isso focamos na construção do relacionamento e na convivência diária entre eles.

    LEIA AINDA: Análise: 'Dois' e 'Que país é este' são a Legião em mitológica juventude

    René Sampaio (que, aliás, nasceu no Distrito Federal) acrescenta:

    — Não havia Tinder, Whatsapp e tanto imediatismo nos anos 1980. As conversas eram quase sempre presenciais, o que dá um tom particular à história. As relações tinham, de certa maneira, mais importância. Era preciso cuidar mais para mantê-las.

    No futuro, René e Bianca querem adaptar uma terceira música da Legião. Mas não revelam qual. Tudo vai depender da recepção a “Eduardo a Mônica”, orçado em R$ 10 milhões. A julgar pelo desempenho de outras obras inspiradas na banda, podem ficar tranquilos. "Faroeste caboclo" levou 1,4 milhão de pessoas ao cinema. “Somos tão jovens” (2013), cinebiografia do cantor, 1,7 milhão. E o espetáculo musical “Renato Russo”, que Bianca também produz, já vai para seu 14º ano de existência.

    — Hoje vou para qualquer lugar com a peça e lota. Até praça pública vira apoteose. É que o público da Legião se renova sem parar — diz a produtora Bianca.

    Legião Urbana - Eduardo e Monica

    Eduardo e Mônica (Renato Russo)

    Quem um dia irá dizer

    Que existe razão

    Nas coisas feitas pelo coração?

    E quem irá dizer

    Que não existe razão?

    Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar

    Ficou deitado e viu que horas eram

    Enquanto Mônica tomava um conhaque

    No outro canto da cidade, como eles disseram

    Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer

    E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer

    Um carinha do cursinho do Eduardo que disse

    Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir

    Festa estranha, com gente esquisita

    Eu não tô legal, não aguento mais birita

    E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais

    Sobre o boyzinho que tentava impressionar

    E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa

    É quase duas, eu vou me ferrar

    Eduardo e Mônica trocaram telefone

    Depois telefonaram e decidiram se encontrar

    O Eduardo sugeriu uma lanchonete

    Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

    Se encontraram, então, no parque da cidade

    A Mônica de moto e o Eduardo de camelo

    O Eduardo achou estranho e melhor não comentar

    Mas a menina tinha tinta no cabelo

    Eduardo e Mônica eram nada parecidos

    Ela era de Leão e ele tinha dezesseis

    Ela fazia Medicina e falava alemão

    E ele ainda nas aulinhas de inglês


    Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus

    Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud

    E o Eduardo gostava de novela

    E jogava futebol de botão com seu avô

    Ela falava coisas sobre o Planalto Central

    Também magia e meditação

    E o Eduardo ainda tava no esquema

    Escola, cinema, clube, televisão

    E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente

    Uma vontade de se ver

    E os dois se encontravam todo dia

    E a vontade crescia, como tinha de ser

    Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia

    Teatro, artesanato, e foram viajar

    A Mônica explicava pro Eduardo

    Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar

    Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer

    E decidiu trabalhar (não!)

    E ela se formou no mesmo mês

    Que ele passou no vestibular

    E os dois comemoraram juntos

    E também brigaram juntos muitas vezes depois

    E todo mundo diz que ele completa ela

    E vice-versa, que nem feijão com arroz

    Construíram uma casa há uns dois anos atrás

    Mais ou menos quando os gêmeos vieram

    Batalharam grana, seguraram legal

    A barra mais pesada que tiveram

    Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília

    E a nossa amizade dá saudade no verão

    Só que nessas férias não vão viajar

    Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação

    E quem um dia irá dizer

    Que existe razão

    Nas coisas feitas pelo coração?

    E quem irá dizer

    Que não existe razão?


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    RIO - Renato Russo relatou as vidas de Eduardo e Mônica com bem menos detalhes do que a de João de Santo Cristo. Se a letra de “Faroeste caboclo” serviu de sólido guia narrativo para o filme homônimo de 2013, o desafio foi maior em “Eduardo e Mônica”. Foi preciso dar contexto ao relacionamento do casal que um dia se encontrou sem querer em uma festa estranha, com gente esquisita, e construiu uma casa quando os gêmeos vieram.

    LEIA TAMBÉM: Músicos da Legião Urbana saem em turnê com 'Dois' e 'Que país é este'

    As filmagens terminaram mês passado, no Rio, e o longa que entra em cartaz no segundo semestre de 2019 passa longe da densidade do faroeste protagonizado por Fabrício Boliveira e Isis Valverde. O diretor René Sampaio, em sua segunda adaptação para o cinema de canções da Legião Urbana, diz que desta vez quis fazer um mix de drama e comédia, ou, como prefere, uma “dramédia solar”.

    — É um filme sobre amor, mas não quero colocar um rótulo específico nele — diz Sampaio, no set, em um casarão no Alto da Boa Vista.

    Gabriel Leone é Eduardo. Alice Braga, a Mônica do cinema. E a ordem do título não se traduziu em desigualdade de protagonismo entre os gêneros. O roteiro, nas mãos de Matheus Souza, o jovem diretor responsável pelos divertidos “Apenas o fim” (2006), “Tamo junto” (2012) e “Ana e Vitória” (2018), recebeu tratamento final de três mulheres — Claudia Souto, Jessica Candal e Michele Franzt. A ideia era inserir no texto sensibilidade feminina (o de “Faroeste caboclo”, em contrapartida, foi assinado por três roteiristas homens).

    — Construímos a Mônica como uma mulher livre — diz a produtora do filme, Bianca De Felippes.

    É através da exploração das personalidades opostas dos protagonistas que o longa pretende capturar a essência da música: um romance que triunfa, apesar das adversidades. Assim como nos versos, Eduardo joga botão; já Mônica, 25 anos, estuda medicina e gosta do mundo das artes. Aliás, sua bota e moto fazem referências a Van Gogh e Bauhaus, respectivamente. O diretor de arte Tiago Marques, da franquia “Tropa de elite”, quis entranhar na cenografia alusões aos universos particulares das duas metades do casal.

    Como se sabe, ela é de leão e ele tinha 16. E a diferença etária é central na exploração do conflito dessa relação. Mais velha, Mônica viveu a ditadura militar e é politizada, enquanto Eduardo mal se recorda dos anos de chumbo. A cena que o GLOBO acompanhou sendo filmada mostra justamente o momento em que os dois têm uma briga feia, motivada pelo fato de ele ser neto de militar.

    — É um filme sobre o tempo — diz Alice Braga, que em 2019 também poderá ser vista na produção hollywoodiana “Os novos mutantes”, próximo capítulo do universo dos X-Men. — Diferenças existem em qualquer relacionamento, mas Eduardo e Mônica estão em realidades distintas. E o Renato (Russo), em ritmo de folk-rock, indicou como compreendemos o tempo através do amor.

    Na Brasília de Renato

    Decisão importante foi a de ambientar a trama na Brasília de 1986, justamente o ano de lançamento da música, no segundo álbum da Legião Urbana, "Dois". Para diretor e produtora, é uma forma de respeitar o contexto no qual Renato Russo (1960-1996) vivia: ele passou a morar na capital federal, onde aconteceu a maior parte das filmagens, aos 13 anos. A escolha da época também tem valor narrativo.

    — A música abrange um longo período, até o momento em que eles têm filhos. Seria necessário mais de duas horas ou um grande videoclipe contendo passagens de tempo para dar conta de tudo, mas isso seria uma cilada. O filme poderia não conseguir se aprofundar nos personagens — diz Gabriel Leone. — Por isso focamos na construção do relacionamento e na convivência diária entre eles.

    LEIA AINDA: Análise: 'Dois' e 'Que país é este' são a Legião em mitológica juventude

    René Sampaio (que, aliás, nasceu no Distrito Federal) acrescenta:

    — Não havia Tinder, Whatsapp e tanto imediatismo nos anos 1980. As conversas eram quase sempre presenciais, o que dá um tom particular à história. As relações tinham, de certa maneira, mais importância. Era preciso cuidar mais para mantê-las.

    No futuro, René e Bianca querem adaptar uma terceira música da Legião. Mas não revelam qual. Tudo vai depender da recepção a “Eduardo a Mônica”, orçado em R$ 10 milhões. A julgar pelo desempenho de outras obras inspiradas na banda, podem ficar tranquilos. "Faroeste caboclo" levou 1,4 milhão de pessoas ao cinema. “Somos tão jovens” (2013), cinebiografia do cantor, 1,7 milhão. E o espetáculo musical “Renato Russo”, que Bianca também produz, já vai para seu 14º ano de existência.

    — Hoje vou para qualquer lugar com a peça e lota. Até praça pública vira apoteose. É que o público da Legião se renova sem parar — diz a produtora Bianca.

    Legião Urbana - Eduardo e Monica

    Eduardo e Mônica (Renato Russo)

    Quem um dia irá dizer

    Que existe razão

    Nas coisas feitas pelo coração?

    E quem irá dizer

    Que não existe razão?

    Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar

    Ficou deitado e viu que horas eram

    Enquanto Mônica tomava um conhaque

    No outro canto da cidade, como eles disseram

    Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer

    E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer

    Um carinha do cursinho do Eduardo que disse

    Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir

    Festa estranha, com gente esquisita

    Eu não tô legal, não aguento mais birita

    E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais

    Sobre o boyzinho que tentava impressionar

    E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa

    É quase duas, eu vou me ferrar

    Eduardo e Mônica trocaram telefone

    Depois telefonaram e decidiram se encontrar

    O Eduardo sugeriu uma lanchonete

    Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

    Se encontraram, então, no parque da cidade

    A Mônica de moto e o Eduardo de camelo

    O Eduardo achou estranho e melhor não comentar

    Mas a menina tinha tinta no cabelo

    Eduardo e Mônica eram nada parecidos

    Ela era de Leão e ele tinha dezesseis

    Ela fazia Medicina e falava alemão

    E ele ainda nas aulinhas de inglês


    Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus

    Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud

    E o Eduardo gostava de novela

    E jogava futebol de botão com seu avô

    Ela falava coisas sobre o Planalto Central

    Também magia e meditação

    E o Eduardo ainda tava no esquema

    Escola, cinema, clube, televisão

    E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente

    Uma vontade de se ver

    E os dois se encontravam todo dia

    E a vontade crescia, como tinha de ser

    Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia

    Teatro, artesanato, e foram viajar

    A Mônica explicava pro Eduardo

    Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar

    Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer

    E decidiu trabalhar (não!)

    E ela se formou no mesmo mês

    Que ele passou no vestibular

    E os dois comemoraram juntos

    E também brigaram juntos muitas vezes depois

    E todo mundo diz que ele completa ela

    E vice-versa, que nem feijão com arroz

    Construíram uma casa há uns dois anos atrás

    Mais ou menos quando os gêmeos vieram

    Batalharam grana, seguraram legal

    A barra mais pesada que tiveram

    Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília

    E a nossa amizade dá saudade no verão

    Só que nessas férias não vão viajar

    Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação

    E quem um dia irá dizer

    Que existe razão

    Nas coisas feitas pelo coração?

    E quem irá dizer

    Que não existe razão?


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    RIO - Após perder completamente a voz durante um show em Berlim, o vocalista do U2, Bono Vox, tranquilizou os fãs com boas notícias. Em um comunicado à imprensa, o músico informou que visitou um médico e recebeu um diagnóstico positivo.

    "Visitei um excelente médico no domingo e com o cuidado dele irei voltar à turnê com a voz completa. Estou tão feliz e aliviado que qualquer coisa séria tenha sido descartada", informou.

    O cantor também garantiu que irá retornar a Berlim para uma nova apresentação, em 13 de novembro.

    "O meu alívio chega misturado com o conhecimento de que o público em Berlim foi muito prejudicado. Havia uma atmosfera incrível na casa, iria ser uma daquelas noites inesquecíveis, mas não por este motivo... Mal podemos esperar para voltar lá em 13 de novembro".

    O U2 interrompeu um show em Berlim na noite de sábado, na Mercedes-Benz Arena, após Bono apresentar problemas vocais. Durante a apresentação, que faz parte da turnê "eXPERIENCE + iNNOCENCE", o vocalista pediu para parar a música e se dirigindo ao público, com uma voz rouca: "Sinto muito, aconteceu alguma coisa e acho que não podemos continuar. Não vai ser bom para vocês. Estou certo de que não é um um problema sério, mas vou ter que fazer algo".

    Veja Bono interrompendo show em Berlim Em seguida, o cantor reforçou: "Se quiserem ir para a casa, não tem problema. Vamos fazer outro show para vocês em outro momento". Com aplausos tímidos, os fãs da banda irlandesa deixaram a Mercedes-Benz Arena.

    LEIA MAIS: Bono revela que quase morreu e acha que a música está muito 'feminina'

    O grupo iniciou sua turnê na América do Norte depois de lançar seu 14º disco de estúdio, "Songs of Experience", e havia feito um show em Berlim na noite de sexta. Ainda não está confirmado se o show marcado para a próxima terça-feira, na cidade alemã de Colônia, vai ser mantido.

    Em seu site oficial, o U2 abordou a interrupção do show: "Sentimos muito pelo cancelamento de ontem. Bono estava em grande forma e com uma grande voz antes do shown e todos estávamos ansiosos pela segunda noite em Berilm. Mas depois de algumas músicas, ele sofreu perda total da voz. Não sabemos o que aconteceu e estamos recebendo acompanhamento médico. Como sempre, agradecemos a compreensão do público e o apoio dos fãs em Berlim, e todos que vieram de longe. Vamos trazer mais informações em breve", destaca a nota assinada pelos demais integrantes, Adam Clayton, Larry Mullen Jr e The Edge.


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    RIO - Tecladista e cantor de apoio dos Bad Seeds, a banda do astro australiano do rock Nick Cave, Conway Savage morreu na noite de domingo, aos 58 anos, informou Nick em seu site oficial. Conway se juntou ao grupo em 1990, para os shows do disco "The good son" (1990). A última vez que gravou com Nick Cave and the Bad Seeds foi em 2013, no álbum "Push the sky away" (ele não participou do mais recente álbum, "Skeleton tree", de 2016). Em 2017, o músico foi diagnosticado com um tumor no cérebro.

    LEIA AINDA: Nick Cave relembra morte do filho e rebate mito sobre vida no Brasil

    No comunicado, Nick Cave escreveu mais sobre o amigo: “Um membro dos Bad Seeds há quase 30 anos, Conway foi o fio anárquico que percorreu as performances ao vivo da banda. Ele foi muito amado por todos, membros da banda e fãs. Irascível, engraçado, aterrorizante, sentimental, caloroso, gentil, amargo, honesto, genuíno — ele era todas essas coisas e literalmente tinha o dom de uma voz de ouro, aguda e doce, encharcada de alma."

    Ele prosseguiu: "Numa noite de bebedeira, às quatro da manhã, num bar de hotel em Colônia, Conway sentou-se ao piano e cantou 'Streets of Laredo' para nós, no seu estilo doce e melancólico e o mundo parou por um momento. Não havia um olho seco na casa. Adeus Conway, não há um olho seco na casa."

    Conway Savage nasceu em 27 de julho de 1960 na zona rural de Victoria, na Austrália. Ele começou a tocar piano na adolescência, em um pub administrado por seus pais. De 1980 a 1981 ele se apresentou com o baterista Jim White na banda Happy Orphans. Antes de ingressar no Bad Seeds, Savage também estava nos Feral Dinosaurs (também com White), Dust on the Bible e Dave Last and the Legendary Boy Kings.

    Depois de se juntar ao Bad Seeds, Savage lançou vários álbuns solo e colaborou com vários artistas australianos, incluindo Robert Forster, do Go-Betweens. Conway Savage - When The Moon Is Gone


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    RIO - Renato Russo relatou as vidas de Eduardo e Mônica com bem menos detalhes do que a de João de Santo Cristo. Se a letra de “Faroeste caboclo” serviu de sólido guia narrativo para o filme homônimo de 2013, o desafio foi maior em “Eduardo e Mônica”. Foi preciso dar contexto ao relacionamento do casal que um dia se encontrou sem querer em uma festa estranha, com gente esquisita, e construiu uma casa quando os gêmeos vieram.

    LEIA TAMBÉM: Músicos da Legião Urbana saem em turnê com 'Dois' e 'Que país é este'

    As filmagens terminaram mês passado, no Rio, e o longa que entra em cartaz no segundo semestre de 2019 passa longe da densidade do faroeste protagonizado por Fabrício Boliveira e Isis Valverde. O diretor René Sampaio, em sua segunda adaptação para o cinema de canções da Legião Urbana, diz que desta vez quis fazer um mix de drama e comédia, ou, como prefere, uma “dramédia solar”.

    — É um filme sobre amor, mas não quero colocar um rótulo específico nele — diz Sampaio, no set, em um casarão no Alto da Boa Vista.

    Gabriel Leone é Eduardo. Alice Braga, a Mônica do cinema. E a ordem do título não se traduziu em desigualdade de protagonismo entre os gêneros. O roteiro, nas mãos de Matheus Souza, o jovem diretor responsável pelos divertidos “Apenas o fim” (2006), “Tamo junto” (2012) e “Ana e Vitória” (2018), recebeu tratamento final de três mulheres — Claudia Souto, Jessica Candal e Michele Franzt. A ideia era inserir no texto sensibilidade feminina (o de “Faroeste caboclo”, em contrapartida, foi assinado por três roteiristas homens).

    — Construímos a Mônica como uma mulher livre — diz a produtora do filme, Bianca De Felippes.

    78632907_%27Eduardo e Mônica%27 filme de René Sampaio (1).jpgÉ através da exploração das personalidades opostas dos protagonistas que o longa pretende capturar a essência da música: um romance que triunfa, apesar das adversidades. Assim como nos versos, Eduardo joga botão; já Mônica, 25 anos, estuda medicina e gosta do mundo das artes. Aliás, sua bota e moto fazem referências a Van Gogh e Bauhaus, respectivamente. O diretor de arte Tiago Marques, da franquia “Tropa de elite”, quis entranhar na cenografia alusões aos universos particulares das duas metades do casal.

    Como se sabe, ela é de leão e ele tinha 16. E a diferença etária é central na exploração do conflito dessa relação. Mais velha, Mônica viveu a ditadura militar e é politizada, enquanto Eduardo mal se recorda dos anos de chumbo. A cena que o GLOBO acompanhou sendo filmada mostra justamente o momento em que os dois têm uma briga feia, motivada pelo fato de ele ser neto de militar.

    — É um filme sobre o tempo — diz Alice Braga, que em 2019 também poderá ser vista na produção hollywoodiana “Os novos mutantes”, próximo capítulo do universo dos X-Men. — Diferenças existem em qualquer relacionamento, mas Eduardo e Mônica estão em realidades distintas. E o Renato (Russo), em ritmo de folk-rock, indicou como compreendemos o tempo através do amor.

    NA BRASÍLIA DE RENATO

    Decisão importante foi a de ambientar a trama na Brasília de 1986, justamente o ano de lançamento da música, no segundo álbum da Legião Urbana, "Dois". Para diretor e produtora, é uma forma de respeitar o contexto no qual Renato Russo (1960-1996) vivia: ele passou a morar na capital federal, onde aconteceu a maior parte das filmagens, aos 13 anos. A escolha da época também tem valor narrativo.

    — A música abrange um longo período, até o momento em que eles têm filhos. Seria necessário mais de duas horas ou um grande videoclipe contendo passagens de tempo para dar conta de tudo, mas isso seria uma cilada. O filme poderia não conseguir se aprofundar nos personagens — diz Gabriel Leone. — Por isso focamos na construção do relacionamento e na convivência diária entre eles.

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    René Sampaio (que, aliás, nasceu no Distrito Federal) acrescenta:

    — Não havia Tinder, Whatsapp e tanto imediatismo nos anos 1980. As conversas eram quase sempre presenciais, o que dá um tom particular à história. As relações tinham, de certa maneira, mais importância. Era preciso cuidar mais para mantê-las.

    No futuro, René e Bianca querem adaptar uma terceira música da Legião. Mas não revelam qual. Tudo vai depender da recepção a “Eduardo a Mônica”, orçado em R$ 10 milhões. A julgar pelo desempenho de outras obras inspiradas na banda, podem ficar tranquilos. "Faroeste caboclo" levou 1,4 milhão de pessoas ao cinema. “Somos tão jovens” (2013), cinebiografia do cantor, 1,7 milhão. E o espetáculo musical “Renato Russo”, que Bianca também produz, já vai para seu 14º ano de existência.

    — Hoje vou para qualquer lugar com a peça e lota. Até praça pública vira apoteose. É que o público da Legião se renova sem parar — diz a produtora Bianca.

    Legião Urbana - Eduardo e Monica

    Eduardo e Mônica (Renato Russo)

    Quem um dia irá dizer

    Que existe razão

    Nas coisas feitas pelo coração?

    E quem irá dizer

    Que não existe razão?

    Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar

    Ficou deitado e viu que horas eram

    Enquanto Mônica tomava um conhaque

    No outro canto da cidade, como eles disseram

    Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer

    E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer

    Um carinha do cursinho do Eduardo que disse

    Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir

    Festa estranha, com gente esquisita

    Eu não tô legal, não aguento mais birita

    E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais

    Sobre o boyzinho que tentava impressionar

    E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa

    É quase duas, eu vou me ferrar

    Eduardo e Mônica trocaram telefone

    Depois telefonaram e decidiram se encontrar

    O Eduardo sugeriu uma lanchonete

    Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

    Se encontraram, então, no parque da cidade

    A Mônica de moto e o Eduardo de camelo

    O Eduardo achou estranho e melhor não comentar

    Mas a menina tinha tinta no cabelo

    Eduardo e Mônica eram nada parecidos

    Ela era de Leão e ele tinha dezesseis

    Ela fazia Medicina e falava alemão

    E ele ainda nas aulinhas de inglês


    Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus

    Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud

    E o Eduardo gostava de novela

    E jogava futebol de botão com seu avô

    Ela falava coisas sobre o Planalto Central

    Também magia e meditação

    E o Eduardo ainda tava no esquema

    Escola, cinema, clube, televisão

    E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente

    Uma vontade de se ver

    E os dois se encontravam todo dia

    E a vontade crescia, como tinha de ser

    Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia

    Teatro, artesanato, e foram viajar

    A Mônica explicava pro Eduardo

    Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar

    Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer

    E decidiu trabalhar (não!)

    E ela se formou no mesmo mês

    Que ele passou no vestibular

    E os dois comemoraram juntos

    E também brigaram juntos muitas vezes depois

    E todo mundo diz que ele completa ela

    E vice-versa, que nem feijão com arroz

    Construíram uma casa há uns dois anos atrás

    Mais ou menos quando os gêmeos vieram

    Batalharam grana, seguraram legal

    A barra mais pesada que tiveram

    Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília

    E a nossa amizade dá saudade no verão

    Só que nessas férias não vão viajar

    Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação

    E quem um dia irá dizer

    Que existe razão

    Nas coisas feitas pelo coração?

    E quem irá dizer

    Que não existe razão?


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    VENEZA — Vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de produção estrangeira com “O filho de Saul” (2015), drama ambientado em um campo de concentração da Segunda Guerra, László Nemes retorna à cena com novo trabalho com potencial para fazer bonito na temporada de prêmios deste ano. Com “Sunset”, exibido nesta segunda-feira na competição do 75º Festival de Veneza para deleite da plateia de jornalistas, o diretor húngaro retrocede um pouco mais na História, aos momentos que antecederam a Primeira Guerra, para tecer uma parábola sobre o nascimento do século XX.

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    A ação de “Sunset” se passa em 1913, na fervilhante Budapeste, que rivalizava com Viena no título de maior pérola do então do Império Austro-Húngaro. É nesse cenário que chega a jovem Irisz Leiter (Juli Jakab), determinada a trabalhar na luxuosa loja de chapéus que um dia perteceu a seus pais, figuras influentes na cidade, mortos quando ela era bebê.

    Irisz é tratada como um estorvo, uma emeaça e, ao descobrir a existência de um irmão que nunca conheceu, decide ir em busca de seu paradeiro. Durante a investigação, acaba tropeçando em conspirações capazes de derrubar o império.

    — Ouvi diversas histórias de minha avó sobre o período da Primeira Guerra, e sempre me intrigou como num momento tão sofisticado da civilização ocidental, de conquistas sociais e tenológicas, mergulhamos nas trevas de uma hora para a outra – contou Nemes, 41 anos, durante o encontro com a imprensa. – Minha ideia foi colocar uma jovem aparementemente inocente como testemunha ocular daquele instante, contaminado por forças retrógradas e opressoras. De alguma forma, há um paralelo daqule início de século com o que estamos vivendo hoje.

    Em “Sunset”, o diretor repete o estilo claustrofóbico de enquadramento de seu longa-metragem de estreia, Irisz no centro do quadro, em super close, e acompanhando os passos da personagem colado a seu corpo.

    – É um estilo meio suicida de filmar, reconheço, porque exige um controle e preparo descomunal para manter a continuidade das tomadas, que são como longas coreografias. Tecnicamente, é um processo muito complicado, mas que nós dá muita energia – explicou o realizador.

    CINEBIOGRAFIA DE VAN GOGH COMPLETOU O DIA

    A competição pelo Leão de Ouro continuou com a projeção de "At eternity’s gate", de Julian Schnabel, no qual o diretor e pintor americano debruça-se sobre a obra de Vincent Van Gogh (1853-1890). O novo filme do autor de “Basquiat” (1996) foge da tradição da cinebiografia tradicional, oferecendo uma investigação sobre o estado de espírito e artístico do pintor pós-impressionista holandês, nos momentos anteriores à sua morte. O americano Willem Dafoe dá vida às angústias de Van Gogh, que morreu à mingua, dependendo da ajuda financeira do irmão, Theo (Rupert Friend).

    — Hoje em dia, todo mundo acha que conhece tudo sobre Van Gogh. Uma cinebiografia comum seria desnecessária e absurda — explicou Schnabel. — O conceito para “At eternity’s gate” surgiu depois de uma visita minha e do roteirista Jean-Claude Carriere a uma exposição do holandês no Museu d’Orsay, em Paris. Ao final da visita, depois de parar diante de cada quadro e absorvê-lo, a gente sai da exposição com o efeito cumulativo daquela experiência. Foi essa estrutura que escolhemos para o filme: criamos várias vinhetas sobre as ideias de Van Gogh, o que ele pensava sobre a arte e o mundo, e o que pode ter acontecido com ele.

    * Especial para O GLOBO


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    SÃO PAULO — Dois meses depois de quebrar o silêncio sobre Kevin Spacey, seu colega de elenco na série "House of cards", Robin Wright voltou a falar do ator acusado por várias pessoas de assédio sexual. Quando falou no "Today", programa matutino da rede americana NBC, a atriz disse que conhecia mais o ator do que o homem. Em entrevista ao site Net-a-porter, ela agora volta ao tema dizendo que acredita em segundas chances — até mesmo quando se trata de Spacey.

    "Eu não sei como falar sobre isso, realmente não sei. Acredito que todo ser humano tem a capacidade de se regenerar. Nesse sentido, acredito em segundas chances, ou seja lá o que quiser chamar. Isso se chama crescimento", disse ela.

    Robin, que disse ainda não ter entrado em contato com o Spacey, contou ainda que sente muito por ele. Mas que isso não significa que ela condene ou reprove quem tenha ido a público revelar casos de assédio envolvendo o ator. Relembre os principais casos de denúncia de assédio sexual em Hollywood

    "Sinto pena de alguém cuja vida está na arena pública. É um pesadelo, você pode imaginar? Nós fazemos um trabalho, nós compartilhamos (um desempenho) com os espectadores. Por que nossa vida privada tem que ser pública? Odeio essa parte desta indústria. É tão invasivo. Eu acredito que a vida pessoal de todos deva ser pessoal. Positivo, negativo, neutro, seja o que for... Não acredito que seja da conta de ninguém. Mas não estou falando sobre esse movimento (#MeToo). Estou falando de mídia. A exposição. É uma sensação horrível. Um estranho decidindo que ele sabe quem você é... quero dizer, é criminoso."

    Por fim, a atriz disse que, para a temporada final de "House of cards", que entra no ar no dia 2 de novembro na Netflix, estão fazendo "uma ópera". "Viramos operísticos! Não sei como conseguimos nos superar tanto. Vocês ficarão surpresos."


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    RIO — Desde o incêndio do Museu Nacional na noite deste domingo, as redes sociais foram inundadas de comentários que criticavam a ausência do uso da Lei Rouanet para a conservação da instituição. No entanto, a lei — que permite que indivíduos e empresas invistam em projetos culturais em troca de deduções no Imposto de Renda — vinha sendo empregada pelo museu como forma de levantar fundos, inclusive para ações urgentes como a restauração do seu telhado, a modernização da área de exposições e a reforma do prédio da Biblioteca do Horto Botânico. Os dados foram repassados pelo Ministério da Cultura (MinC).

    Incêndio no Museu Nacional

    LEIA MAIS: Museu Nacional recebeu menos visitantes em 2017 do que o número de brasileiros que foram ao Louvre

    No entanto, o Museu Nacional vinha tendo dificuldade em encontrar interessados em alocar recursos nele — mesmo com as deduções de imposto em troca.

    ARNALDO BLOCH: Incêndio no museu foi crime hediondo

    Abaixo, elencamos um conjunto de perguntas e respostas para algumas dúvidas em relação ao funcionamento da Lei Rouanet e sobre como ela vinha sendo utilizada no museu. O acervo do Museu Nacional

    A Lei Rouanet foi usada no Museu Nacional?

    Sim. Segundo o MinC, nos últimos três anos, o Museu Nacional recebeu R$ 1.070.000 por meio de incentivo fiscal via Lei Rouanet. Esse montante foi captado para a exposição "Mineralogia Geologia Econômica", exibida em 2017.

    Por que o Museu Nacional não obteve recursos para outras exposições e reformas?

    Para compreender por que o Museu Nacional só recebeu recursos via Lei Rouanet para uma exposição dentro de três anos, é preciso entender como a lei de incentivo fiscal funciona (leia abaixo).

    Entenda como funciona a Lei Rouanet

    Com o objetivo de incentivar a produção cultural no país, a Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas destinem a projetos culturais parte do Imposto de Renda devido por elas. Para pessoas físicas, o limite da dedução é de 6% do IR a pagar; para pessoas jurídicas, 4%.

    Nenhum dinheiro sai dos cofres públicos, a aprovação do projeto é apenas a “senha” para que o produtor possa procurar empresas e candidatar-se ao patrocínio. Em geral, metade das propostas aprovadas pelo MinC não consegue arrecadar dinheiro algum.

    Os projetos culturais que podem receber os recursos devem ser aprovados pelo MinC. Nos últimos três anos, a pasta havia aprovado R$ 14.301.458,47 via Lei Rouanet para o Museu Nacional. Só que, desse montante, o Museu só conseguiu captar R$ 1.070.000. Ou seja, mesmo autorizado pelo MinC, o museu não encontrou interessados suficientes em investir nele.

    Para quais outros projetos o Museu Nacional tentou captar recursos no mercado?

    Segundo o MinC, além da exposição "Mineralogia Geologia Econômica", que obteve sucesso em conseguir apoiadores, o Museu Nacional tentou (e fracassou) em encontrar empresas e indivíduos interessados em investir nos seguintes projetos via Lei Rouanet:

    1. Interatividade nos 200 anos do Museu Nacional. Propoentente: BONJOUR PROJETOS DE CULTURA LTDA - EPP. (2018);

    2. Ampliação e modernização da área expositiva do Museu Nacional. Proponente: Associação Amigos do Museu Nacional. (2017);

    3. Restauração do telhado do Torreão Sul e das Salas Históricas do Museu Nacional. Proponente: Associação Amigos do Museu Nacional. (2016);

    4. Reforma do prédio da Biblioteca do Horto Botânico do Museu Nacional. Proponente: Associação Amigos do Museu Nacional. (2016).

    Por que exposições e peças de teatro da iniciativa privada receberam mais dinheiro via Lei Rouanet no lugar do Museu Nacional?

    Não são apenas instituições públicas que podem se beneficiar da Lei Rouanet. Como a lei intenciona fomentar a produção cultural no Brasil como um todo, qualquer projeto cultural, de qualquer artista, produtor ou agente cultural brasileiro pode se beneficiar da lei e se candidatar à captação de recursos de renúncia fiscal. Os projetos podem ser propostos por pessoas físicas e jurídicas de direito público ou privado, com ou sem fins lucrativos.

    Isso quer dizer que indivíduos, empresas, instituições públicas ou fundações sem fins lucrativos podem propor projetos. Uma vez que um projeto é autorizado pelo MinC, cabe a quem o propõe correr atrás de empresas ou indivíduos dispostos a investir nele.


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    adour.pngRIO - O ator João Paulo Adour foi encontrado morto aos 78 anos, em casa, na tarde desta segunda-feira, segundo informações do portal G1.

    A família disse que vizinhos desconfiaram de falta de movimentação e entraram no apartamento, onde o encontraram sem vida. Agentes da PM constataram que o imóvel, na Gávea, foi revirada.

    João Paulo Adour atuou em novelas da Rede Globo nos anos 70 e 80, como "As três Marias", "O grito", "A ponte dos suspiros" e "Gabriela".


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    RIO - Presidente do Teatro Municipal, Fernando Bicudo anunciou nesta terça-feira as datas para setembro da programação emergencial que a casa pretende apresentar até o fim do ano, em meio à crise financeira que forçou o adiamento das atrações previstas, entre elas, o balé "Coppélia". As apresentações de outubro, novembro e dezembro ainda serão definidas.

    No próximo dia 16, orquestra, coro e solistas do teatro realizam um programa dedicado a Mozart, com a "Missa de coroação" e a "Sinfonia nº 40". Na semana seguinte, entre os dias 21 e 23, será apresentada a "Primavera da Dança", coletânea de balés famosos, ainda a serem escolhidos.

    — Escolhemos um programa de Mozart que pode ser realizado com os músicos que temos na orquestra, que está muito desfalcada. Enquanto isso, estamos discutindo os procedimentos para montar o novo balé — disse Bicudo, pouco antes de uma reunião com a direção do corpo de baile do teatro. — Estamos tendo que nos adequar à nova forma de fazer espetáculos no Municipal.

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    O teatro tem buscado alternativas de programação desde um parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que impede a dispensa de licitação em casos em que é necessária a contratação de funcionários extras para a realização de espetáculos.

    — Tínhamos 600 mil reais contratados para fazer "Coppélia", mas o espetáculo ficou inviabilizado por causa dessa necessidade de adequação, era uma produção que requeria investimentos adicionais. Ela foi adiada até que cheguemos a um acordo com no TCE sobre as novas formas de produção — alegou o presidente do Teatro Municipal. — Estamos agora estudando a programação até o fim do ano com os pés no chão.


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    RIO — Os Foo Fighters foram obrigados a adiar seus shows em uma turnê no Canadá, após Dave Grohl ficar completamente sem voz depois de se apresentar em Seattle, nos Estados Unidos.

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    “Essa é a última vez que tenho um caso com Bono”, escreveu o vocalista num comunicado brincando com o cantor do U2 que recentemente também teve problemas com a voz.

    Bono Vox chegou a interromper sua apresentação em Berlim e teve que abandonar o palco. Em um comunicado à imprensa, ele informou que visitou um médico e recebeu um diagnóstico positivo.

    Foo Fighters

    No mesmo comunicado os Foo Fighters afirmaram que Grohl já começou sua recuperação.

    “Depois de abrir esta etapa da turnê em 1 de setembro no Safeco Field em Seattle, Dave Grohl sofreu uma perda de voz e agora está em repouso vocal”, publicou a banda.


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    VENEZA — O tema da arte como espelho da evolução da sociedade dominou o 75º Festival de Veneza nesta terça-feira (4), sétimo dia de competição pelo Leão de Ouro deste ano. Exibido ainda pela manhã para a plateia de jornalistas, “Vox lux”, de Brady Corbet, se propõe a pintar “um retrato do século XX”, como anunciam os créditos de encerramento, a partir da trajetória de uma cantora pop americana.

    Na sequência, Florian Henckel von Donnersmarck apareceu com o ambicioso “Never look away”, épico com um pouco mais de três horas de duração que reconta a história da Alemanha do pós-guerra a partir do amor entre um pintor e uma modelista.

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    Ambos foram acolhidos por reações mistas na plateia de jornalistas – o filme de Corbet chegou a levar algumas vaias ao final da projeção.

    “Vox lux” traça uma crônica da trajetória de Celeste, uma jovem sobrevivente de um massacre em seu colégio alçada ao estrelato por causa de uma canção entoada durante o funeral em homenagem às vítimas da tragédia. VOX LUX Official TEASER (2018) Natalie Portman, Jude Law Movie HD

    Dezoito anos mais tarde, a reencontramos, agora encarnada por Natalie Portman, ensaiando um retorno aos palcos e à glória após um escândalo envolvendo um incidente de trânsito, e tentando aproximar-se mais da filha adolescente. Um atentado terrorista em uma praia da Croácia, em que os perpetradores usavam máscaras semelhantes ao que Celeste usou em um videoclipe, reacende antigas feridas.

    A trama remete a eventos violentos ocorridos nos últimos vinte anos, como o atentado a escola de Columbine, e aos ataques de 11 de Setembro (de 2001).

    — O filme propõe um olhar sobre os episódios que ajudaram a definir essas primeiras duas décadas do século, em paralelo com a cultura pop e o culto da celebridade do período — sintetizou o diretor e ator americano, vencedor do prêmio de direção da mostra Horizontes do festival italiano com “The childhood of a leader” (2015). — Não tive qualquer intenção de ser didático, mas construir uma espécie de fábula sobre como consumimos notícia, informação e entretenimento nos dias de hoje, às vezes, de forma inconsequente.78698076_From L Actress Natalie Portman director Brady Corbet actress Stacy Martin and actress Raffe.jpg

    Vencedora do Oscar com “Cisne negro” (2010), Natalie Portman não entende “Vox lux” como um filme político, mas uma obra que “reflete sobre o mundo em que vivemos hoje”.

    — É um retrato da nossa sociedade, e da interseção entre cultura pop e violência, e o espetáculo que ambos proporcionam — observou a atriz, que na trama interpreta músicas da cantora australiana Sia. — Interpretar uma popstar era um sonho meu. Sou fã da Sia há muito tempo. Adorei a chance de fazer essa personagem, tão belamente descrita em sua complexidade.

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    “Never look away”, por seu lado, tem como pano de fundo momentos históricos da Alemanha entre o início da Segunda Guerra e o auge da Guerra Fria, a partir dos anos 1960. O roteiro, também assinado por Florian Henckel von Donnersmarck, acompanha a trajetória de Kurt Barnert (Tom Schilling) da infância nos subúrbios de Dresden, às vésperas da Segunda Guerra, à vida adulta na Alemanha Ocidental, já casado com Ellie (Paula Beer), o amor da juventude. Ao longo das décadas, a busca de Kurt por uma identidade artística será atormentada pelos traumas da infância, que deixaram marcas em um geração inteira. 78694434_Director Florian Henckel von Donnersmarck Rear and From L actor Tom Schilling actress Paula.jpg

    A trama começa promissora, com o pequeno Kurt, já demonstrando inclinação para os desenhos, guiado pela tia por uma exposição de arte “degenerada”, como era chamada as obras que não se alinhavam com os padrões de beleza clássica do regime nazista. Mas logo progride para o novelão, quando o protagonista, já rapaz, encontra Ellie, a filha de um ginecologista que participou do extermínio de deficientes físicos e mentais durante a Segunda Guerra – entre eles, a tia de Kurt, diagnosticada como esquizofrênica, que o estimulou a perseguir a carreira artística.

    — Há anos que namorava a ideia de explorar as origens da criatividade humana. Sempre me fascinou o modo como as pessoas são capazes de transformar experiências traumáticas em algum tipo de expressão artística maravilhosa — explicou Donnersmarck, vencedor do Oscar de filme estrangeiro com o drama “A vida dos outros” (2006), ambientado nos últimos anos da Guerra Fria. Trailer de Werk ohne Autor — Never Look Away (HD)

    A competição também revelou o thriller argentino “Acusada”, de Gonzalo Tobal, centrado no julgamento da jovem estudante Dolores (Lali Esposito), única suspeita do brutal assassinato de Camila, sua melhor amiga, ocorrido dois anos antes. A acusação usa contra ela o fato da morta ter vazado um vídeo íntimo de Camila com o namorado, que resultou na momentânea separação entre as duas. A família, já parcialmente quebrada pelas custas do processo, explora e é explorada pelo círculo midiático em torno do caso.

    O diretor diz que “Acusada” é inspirado na fascinação das pessoas por crimes hediondos, e as proporções que eles ganham na imprensa.78695494_The 75th Venice International Film Festival - Screening of the film Acusada competing in th.jpg

    — Meu filme pinta um retrato dessa sociedade saturada por novas formas de comunicação e exposição, que afetam as relações sociais e interpessoais de uma forma que a gente ainda não consegue entender muito bem — justificou Tobal. — Estamos falando de uma sociedade em que os fatos são mais e mais diluídos numa batalha entre opinião e verdade, ou quando o que resta dela é confundida por palavras que causam maior impressão no espectador.

    * Carlos Helí de Almeida está hospedado a convite do festival


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    LOS ANGELES — O escritório do procurador distrital de Los Angeles informou, nesta terça-feira, que não irá acusar oficialmente por crimes o ator Kevin Spacey por uma acusação de abuso sexual cometido em 1992 porque o suposto crime já prescreveu sob as leis da Califórnia.

    O caso, envolvendo um homem adulto, foi apresentado a procuradores de Los Angeles em abril e estava sob revisão. A natureza e a origem da acusação não foram reveladas.

    LEIA MAIS: Robin Wright fala em 'segunda chance' para Kevin Spacey

    Filme com Kevin Spacey arrecada apenas US$ 126 na estreia nos EUA

    O escritório do procurador distrital informou em uma ficha de avaliação divulgada nesta terça-feira que a acusação aconteceu fora do estatuto de limitações e que uma acusação oficial foi rejeitada.

    Spacey não pôde ser contatado para comentários. O ator se envolveu em controvérsia em 2017 quando o ator Anthony Rapp o acusou de tentar seduzi-lo em 1986, quando Rapp tinha 14 anos. Spacey se desculpou por quaisquer condutas inapropriadas com Rapp e não comentou desde então e se afastou da vida pública.

    O escritório do procurador distrital de Los Angeles informou em agosto que estava revisando uma segunda acusação de abuso sexual contra Spacey, mas se negou a dar detalhes. O caso ainda está sob revisão.

    Spacey, vencedor do Oscar por “Beleza Americana”, é um dos diversos homens na indústria do entretenimento e na política que foram acusados de condutas sexuais inapropriadas nos últimos 10 meses, parcialmente como resultado do movimento #MeToo nas redes sociais.

    Ele foi removido no ano passado da série “House of Cards”, da Netflix, e apagado do filme “Todo o Dinheiro do Mundo”.


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    75357281_LAW %26 ORDER SPECIAL VICTIMS UNIT -- Info Wars Episode 1912 -- Pictured Mariska Hargitay as.jpgSÃO PAULO - A rede de TV americana NBC encomendou ao produtor Dick Wolf uma nova série "Law & order", de acordo com informações da Variety. Intitulado "Law & order: Hate crimes", o programa será inspirado em casos da verdadeira força-tarefa de Nova York que investiga crimes de ódio - a segunda mais antiga desta natureza em atividade no país. Na realidade, a repartição funciona sob a Unidade de Vítimas Especiais, que também inspira um dos vários títulos derivados do drama policial criado por Wolf há mais de 20 anos.

    LEIA MAIS: Atriz de 'Homeland', Sandrine Holt fará 'Law & order: SVU'

    As primeiras referências à nova força-tarefa serão feitas nos últimos capítulos da vigésima temporada de "Law & order: Special Victims Unit", estrelada pela atriz Mariska Hargitay. Também ambientada em Nova York, a nova série vai acompanhar casos de crimes motivados por discriminação investigados por uma equipe de investigadores de elite.

    DICAS DA KOGUT: Séries baseadas em histórias reais

    "Como em todos os meus programas policiais, quero descrever o que realmente está acontecendo em nossas cidades e lançar mais luz sobre as vítimas e mostrar que a Justiça pode prevalecer”, disse Wolf, em entrevista à Variety.

    "Hate crimes" será a sétima série derivada da original "Law & order", que no Brasil ganhou também o título de "Lei & ordem". "SVU" é a única que está no ar, no momento. Wolf também prepara outra série criminal, "FBI", para a rede CBS, com estreia marcada para setembro.


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    RIO — Um filme obscuro de 2015, com Anitta e Bruna Marquezine atuando em inglês, chegou à Netflix em fevereiro e vem chamando a atenção dos fãs das duas estrelas nacionais. "Breaking Through: no ritmo do coração", é do diretor John Swetnam e tem a dança como tema central.

    anitta.jpgA trama acompanha a história de uma garota (Sophia Aguiar, bailarina americana que já apareceu no clipe de "Get me bodied", da Beyoncé) que tenta alcançar a fama como bailarina. A personagem vê seu sonho se tornar realidade quando um de seus vídeos do YouTube alcança milhões de visualizações.

    Bruna interpreta Roseli, uma vendedora que trava um embate com a personagem de Sophia. Anitta interpreta ela mesma. As cenas, reproduzidas pelos fãs em vídeos curtos, estão rodando as redes sociais.

    O drama musical marcou a estreia do roteirista John Swetnam na direção e tem trilha sonora com canções de John Legend. Também estão no elenco Jordan Rodrigues, Carlito Olivero, Julie Warner e Jay Ellis. Veja o trailer. Breaking through


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    RIO — Com a partida de Almir Mavignier, o mundo se despede de um dos últimos representantes de um momento ímpar da história da arte: o construtivismo latino-americano. Um dos pioneiros da arte geométrica brasileira, o artista, nascido em 1925, no bairro carioca de Vila Isabel, foi também o principal colaborador da doutora Nise da Silveira na implantação do ateliê de arte no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro, que daria origem ao Museu de Imagens do Inconsciente.34468263_SC EXCLUSIVO Rio de Janeiro RJ 30-08-2013 - Progressão e rotação 1952-53 tela de Almir Ma.jpg

    Mavignier morreu nesta segunda-feira, na cidade de Hamburgo, na Alemanha, onde vivia desde os anos 1960, depois de ter sido aluno e professor na emblemática Escola de Design de Ulm. O artista deixa viúva, Sigrid, e um filho, o também artista Delmar Mavignier. A causa da morte não foi divulgada.

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    A obra de Mavignier é uma ponte possível entre a arte moderna e as transformações que ela exigiria de si mesma para ganhar o mundo e novas possibilidades de comunicação com o público. Foi aluno de Arpad Szènes e Maria Helena Vieira da Silva, e frequentou também as aulas e conversas com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.36900952_2904.2008 - Leonardo Aversa - E Mail - SC - Encontro dos artistas Almir Mavigner e Abraham.jpg

    Nesse início de carreira, nos anos 1940, sua pintura ainda é figurativa, mas já com grandes planos de cor que apontam para um desejo de abstração. Jovem pobre, não tinha recursos para sustentar seus estudos ou alugar um ateliê. Conseguiu, então, um emprego de meio período como guarda de sala do Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro. Foi dele a ideia do Ateliê de Arte, fundado em 1946, que revolucionou a psiquiatria no Brasil e chamou a atenção de Jung. De quebra, o artista conseguiu um lugar para trabalhar — e pintava seus próprios trabalhos ao lado dos internos, trocando ideias.

    Amigos de Mavignier passaram a frequentar o Engenho de Dentro. Três deles — os artistas Abraham Palatnik e Ivan Serpa e o crítico de arte Mario Pedrosa — formariam uma espécie de grupo não-programático que se organizou bem antes do Grupo Ruptura (1952), que cunhou o termo “arte concreta” em São Paulo. Ao conhecer a obra dos artistas do ateliê psiquiátrico, Palatnik abandonou a pintura e ficou em recesso criativo por dois anos, até conceber o primeiro “Aparelho cinecromático” (1949). O próprio Mavignier radicalizou um caminho rumo à abstração, e o convívio com os artistas do inconsciente foi fundamental para a obra crítica de Pedrosa. Não seria exagero dizer, então, que a iniciativa de Mavignier e Nise possibilitou que a loucura fosse uma espécie de matriz da arte abstrata geométrica brasileira.

    No início dos anos 1950, Mavignier recebeu um convite para ir estudar em Paris. De lá, partiu para a Escola de Ulm, onde estudou com a brasileira Mary Vieira e o alemão Josef Albers. Entre 1958 e a década seguinte, integrou o importante Grupo Zero, do qual também fizeram parte artistas como Yves Klein, Piero Manzoni e Lucio Fontana. 34496706_SC EXCLUSIVO Rio de Janeiro RJ 30-08-2013 - Cartaz de Almir Mavignier para exposição ima.jpg

    As revoluções formais que Albers provocou a partir da pesquisa do quadrado deixaram grande impacto na obra do artista brasileiro, que, no entanto, mergulhou na forma e na cor à sua maneira. Na pintura de Mavignier, chamam a atenção os pontos de tinta, como coágulos, que formam formas geométricas sobrepostas. Esses pontos, espaçados e graduados na superfície da tela, dão a ilusão de cor e de movimento, como se as formas geométricas pudessem ser animadas por cores que dançam, cores que são luz.

    O grande domínio da cor e a experiência em Ulm vão ser usados a favor das artes gráficas, e o artista se transformou em designer reconhecido em todo o mundo. Inventou um tipo de cartaz seriado, que faz sentido tanto quando colado unitariamente quando como um conjunto que se soma, um a um, nos muros ou tapumes.

    Nos últimos dois anos, muito debilitado fisicamente — perdia a visão e já usava cadeira de rodas —, Mavigner manteve-se lúcido e curioso, trabalhando em seu ateliê, onde pesquisava novas danças para a forma.


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    Sofia Borges, O Giz Branco, 2017, cortesia da artista.jpgSÃO PAULO - Com uma proposta anti-temática, a 33ª Bienal de São Paulo abre suas portas nesta sexta-feira para uma das apostas mais altas das últimas edições da mostra internacional de arte contemporânea. Batizada pelo curador-geral Gabriel Pérez-Barreiro com o nome "Afinidades afetivas", inspirado em Goethe e Mario Pedrosa, a exposição no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera, proporciona uma experiência mais fragmentada e arejada ao visitante, ao mesmo tempo que investe na criatividade dos artistas e no poder de suas obras.

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    — Com isso, eu queria duas coisas — disse Pérez Barreiro, em entrevista ao GLOBO. — Primeiro, quebrar a ideia de uma coisa pensada de cima para baixo e ampliar o conceito de diversidade entre as obras. Depois, organizar as mostras de uma forma mais livre.

    A mostra será dividida em dois grandes grupos de artistas. De um lado, estarão doze projetos individuais selecionados por Pérez-Barreiro. Do outro, sete mostras coletivas idealizadas por sete artistas-curadores convidados pelo curador-geral. As exposições individuais já haviam sido anunciadas anteriormente; a divulgação das coletivas foi completada ontem.

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    Cartaz da 33Bienal de São Paulo - Afinidades Afetivas_Cartaz desenhado por Raul Loureiro para a 33Bienal de São Paulo.jpg

    Entre os doze projetos individuais, três são homenagens póstumas ao guatemalteco Aníbal López (1964 - 2014), ao paraguaio Feliciano Centurión (1962 – 1996) e à brasileira Lucia Nogueira(1950 – 1998) — todos presentes em Bienais anteriores. Dos outros nove artistas, o único a exibir um corpo de trabalho histórico é Siron Franco, com a série de pinturas "Césio/Rua 57". Os oito restantes fizeram trabalhos inéditos, sem nenhuma orientação temática.

    Os sete artistas-curadores convidados, três homens e quatro mulheres, conceberam mostras coletivas com total liberdade na escolha dos artistas e na seleção das obras – a única exigência foi que incluíssem trabalhos de sua própria autoria.

    — Honestamente, eu tinha outras expectativas — disse Pérez-Barreiro. — Eram artistas que eu não conhecia, precisava confiar no olhar de uma outra pessoa. No fim, eles me presentearam com sete exposições que eu quero muito ver ver. Foi uma experiência muito positiva.

    Proposições curatoriais concebidas pelos artistas-curadores:

    - Alejandro Cesarco (Uruguai/EUA, 1975) - "Aos nossos pais"

    Artistas participantes : Alejandro Cesarco / Andrea Büttner / Cameron Rowland / Sturtevant /Henrik Olesen / Jennifer Packer / John Miller (incluindo obra em colaboração com Richard Hoeck)/ Louise Lawler / Matt Mullican / Oliver Laric / Peter Dreher / Sara Cwynar

    Cesarco propõe "questionamentos acerca de como o passado (a História) ao mesmo tempo possibilita e frustra potencialidades, e de como ele pode ser reescrito pelo trabalho do artista, gerador de diferenças a partir de repetições”. Além de Cesarco, participam da mostra artistas de três diferentes gerações, entre os quais Sturtevant (EUA, 1924 – França, 2014), Louise Lawler (EUA, 1947) e Cameron Rowland (EUA, 1988).

    - Antonio Ballester Moreno (Espanha, 1977) - "sentido/comum"

    Artistas participantes: Andrea Büttner / Antonio Ballester Moreno / Escola de Vallecas (Alberto Sánchez, Benjamín Palencia) / Friedrich Fröbel / José Moreno Cascales / Mark Dion / Matríztica (Humberto Maturana e Ximena Dávila) / Rafael Sánchez-Mateos Paniagua

    Moreno contextualiza um universo baseado na relação entre biologia e cultura, com referências à história da abstração e sua interação com natureza, pedagogia e espiritualidade. Dentre os participantes, encontram-se o filósofo e pedagogo Friedrich Fröbel (Alemanha, 1782-1852) e Rafael Sánchez-Mateos Paniagua (Espanha, 1979), que contribuiu também com a publicação educativa Convite à atenção.

    - Claudia Fontes (Argentina, 1964) - " O pássaro lento"

    Artistas participantes: Ben Rivers / Claudia Fontes / Daniel Bozhkov / Elba Bairon / Katrín Sigurdardóttir / Pablo Martín Ruiz / Paola Sferco / Roderick Hietbrink / Sebastián Castagna / Žilvinas Landzbergas

    A exposição tem como ponto de partida um livro fictício homônimo cujo conteúdo é desconhecido. Fontes e os artistas convidados apresentam trabalhos que ativam as aproximações entre artes visuais, literatura e tradução através de experiências que propõem uma tempo

    - Mamma Andersson (Suécia, 1962) - "Stargazer II"

    Artistas participantes: Åke Hodell / Bruno Knutman / Carl Fredrik Hill / Dick Bengtsson / Ernst Josephson / Gunvor Nelson / Henry Darger / Ícones russos / Ladislas Starewitch / Lim-Johan / Mamma Andersson / Miroslav Tichý

    “Estou interessada em artistas que trabalham com a melancolia e a introspecção como um modo de vida e uma forma de sobrevivência”, afirma a curadora. A seleção inclui Henry Darger (EUA, 1892-1973) e Dick Bengtsson (Suécia, 19361989); e artistas contemporâneos como a cineasta Gunvor Nelson (Suécia, 1931) e Åke Hodell (Suécia, 1919-2000), entre outros.

    - Sofia Borges (Brasil, 1984) - " A infinita história das coisas ou o fim da tragédia do um"

    Artistas participantes*: Adelina Gomes / Ana Prata / Antonio Malta Campos / Arthur Amora / Bruno Dunley / Carlos Ibraim / Carlos Pertuis / Coletivo Summit (Alessandra Meili, Rebecca Sharp e Sofia Borges) / Isaac Liberato / Jennifer Tee / José Alberto de Almeida / Lea M. Afonso Resende / Leda Catunda / Martin Gusinde / Rafael Carneiro / Sara Ramo / Sarah Lucas / Serafim Alvares / Sofia Borges / Sônia Catarina Agostinho Nascimento / Tal Isaac Hadad / Thomas Dupal / Tunga / Vicente

    A curadoria parte de uma leitura sobre a tragédia para investigar os limites da representação e da impossibilidade da linguagem enquanto instrumento de mediação do real. Uma das particularidades da proposta é sua ativação por um programa de experimentações ao longo da Bienal, realizados por artistas convidados que podem ou não ter obras permanentemente instaladas na exposição.

    * Um núcleo de pesquisa criada por Sofia Borges realizará projetos de ativação durante a exposição. Dele participarão alguns dos artistas acima mencionados e outros convidados durante o período expositivo.

    - Waltercio Caldas (Brasil, 1946) - " Os aparecimentos"

    Artistas participantes: Anthony Caro / Antonio Calderara / Antonio Dias / Armando Reverón / Blaise Cendrars / Bruce Nauman / Cabelo / Friedrich Vordemberge-Gildewart / Gego / Jorge Oteiza / José Resende / Miguel Rio Branco / Milton Dacosta / Oswaldo Goeldi / Richard Hamilton / Sergio Camargo / Tunga / Vicente do Rego Monteiro / Victor Hugo / Waltercio Caldas

    Na exposição, obras de artistas de períodos variados são confrontadas com trabalhos de sua autoria. “Visto que a produção de um artista trata de inúmeras questões que variam ao longo do tempo, escolhi obras que desviam do que mais se conhece de cada um deles e se destacam por seu valor e especificidade”, explica Caldas.

    - Wura-Natasha Ogunji (EUA/Nigéria, 1970) - " sempre, nunca"

    Artistas participantes: Lhola Amira / Mame-Diarra Niang / Nicole Vlado / ruby onyinyechi amanze / Wura Natasha-Ogunji / Youmna Chlala

    As seis artistas apresentam novos trabalhos que exploram o espaço e o lugar em relação ao corpo, à história e à arquitetura. “Desenvolvidos em um diálogo aberto entre artistas, seus projetos individuais e práticas entrecruzam ideias e questões sobre coragem, liberdade e experimentação, aspectos centrais do processo artístico”, diz a artista-curadora.

    Projetos individuais selecionados pelo curador-geral Gabriel Pérez-Barreiro:

    - Alejandro Corujeira

    Buenos Aires, Argentina, 1961. Vive em Madri, Espanha

    - Aníbal López (A-1 53167)

    Cidade da Guatemala, Guatemala, 1964 – 2014

    - Bruno Moreschi

    Maringá, PR, Brasil, 1982. Vive em São Paulo, SP, Brasil

    - Denise Milan

    São Paulo, SP, Brasil, 1954. Vive em São Paulo

    - Feliciano Centurión

    San Ignacio, Paraguai, 1962 – Buenos Aires, Argentina, 1996

    -Lucia Nogueira

    Goiânia, GO, Brasil, 1950 – Londres, Reino Unido, 1998

    - Luiza Crosman

    Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1987. Vive em Genta, Bélgica, e Rio de Janeiro

    - Maria Laet

    Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1982. Vive no Rio de Janeiro

    - Nelson Felix

    Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1954. Vive em Nova Friburgo, RJ, Brasil

    - Siron Franco

    Goiás Velho, GO, Brasil, 1947. Vive em Aparecida de Goiânia, GO, Brasil

    - Tamar Guimarães

    Viçosa, MG, Brasil, 1967. Vive em Copenhague, Dinamarca

    - Vânia Mignone

    Campinas, SP, Brasil, 1967. Vive em Campinas


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    sapatos.jpgO par de sapatos de rubi utilizados pela atriz Judy Garland quando interpretou a personagem Dorothy Gale, no icônico longa "O Mágico de Oz" (1939), foi recuperado 13 anos após ser roubado. O anúncio foi feito pelo FBI, em seu portal, nesta terça-feira. A peça de lantejoulas vermelhas foi levada do museu que leva o nome da artista em Minnesota, nos Estados Unidos, em 2005.

    Além deste que foi recuperado, existem três pares similares que foram utilizados pela atriz à época das filmagens. De acordo com o FBI, a "prioridade era a recuperação dos sapatos". O órgão ressaltou, no entanto, que as investigações continuam: vários suspeitos foram identificados durante a apuração do crime, mas a ideia é ter o conhecimento de todas as partes envolvidas no roubo.

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    Renee Zellweger viverá Judy Garland na cinebiografia da atriz

    Durante uma coletiva de imprensa, o agente Christopher Dudley, responsável pelas investigações, pediu ajuda ao público:

    "Certamente, há pessoas que têm conhecimento adicional sobre o roubo e sobre os responsáveis por esconder os sapatos por todos esses anos", disse ele, conforme consta de texto publicado no portal do FBI.

    TENTATIVA DE EXTORSÃO

    No clássico, a personagem aparece utilizando os sapatos no momento em que caminha pela "estrada de tijolos amarelos", e também usa a peça quando repete a famosa frase "não há lugar como o nosso lar".

    A casa da atriz que interpretou a menina foi transformada em museu ainda na década de 1970, local onde ainda estão expostos objetos e peças relacionadas ao mundo de OZ.

    O roubo aconteceu em 28 de agosto de 2005. Por anos, apesar das investigações, os sapatos não foram localizados, nem houve o registro de presos. No ano passado, segundo autoridades americanas, uma pessoa disse que tinha informações sobre o paradeiro do par de sapatos, assegurando que eles poderiam ser devolvidos. Os policiais alegaram que houve uma "tentativa de extorsão".

    Depois disso, o FBI foi acionado para integrar as investigações. Após um ano de apurações, os sapatos foram encontrados em uma operação secreta realizada em Minneapolis.

    Após serem recuperados em julho, os sapatos foram levados para o Museu Nacional da História Americana, em Washington, para análise e comparação. Lá, desde 1979, está outro dos pares semelhantes de sapatos de rubi utilizados na produção do filme. Especialistas confirmaram que as peças encontradas foram utilizadas no filme.


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