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    As notícias que desembarcavam no porto do Rio de Janeiro em 1794 eram assombrosas. Na França, reis e príncipes eram guilhotinados em praça pública. Ideais de liberdade, igualdade e fraternidade saíam dos livros para as ruas numa agitação frenética. Do outro lado do Atlântico, médicos, boticários, químicos, professores e literatos ficavam fascinados pelos princípios daquela revolução.

    LEIA MAIS: Artigo — O sentido mais profundo da República esteve entre nós desde o começo

    Esses homens de ciências e letras se encontravam em concorridas reuniões da Sociedade Literária do Rio de Janeiro, que ocorriam no primeiro andar de um sobrado da Rua do Cano, atual Sete de Setembro, onde vivia o poeta Silva Alvarenga. Era na casa do poeta que eles se atualizavam sobre o que ocorria na Europa através de livros e jornais, como o proibido “Mercure de France”. Entre leituras, debates e encontros, eles sonharam com a “República do Tagoahy”.

    Médicos receitavam em farmácias a democracia no Brasil colonial

    A historiadora Heloisa Starling, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), dedica um capítulo de seu livro “Ser republicano no Brasil Colônia” (Companhia das Letras) a esta conjuração carioca. Como outros conluios do período colonial, essa também acabou delatada e com seus líderes presos. Apesar de ter sido uma iniciativa muito mais de ideias do que de ações, Heloisa destaca que os cariocas foram os primeiros a combinar república e democracia. Naquele momento, uma inovação e tanto.

    — Você pode ter uma república restrita a um conjunto reduzido de pessoas. Se você pensar na Guerra dos Mascates, em Pernambuco, eles propõem uma república à moda de Veneza, em que os cidadãos são apenas a elite. A primeira vez em que se associa república e democracia é na Conjuração do Rio de Janeiro. Esses homens vão dizer que todos são iguais e, portanto, todos governam. É uma diferença extraordinária — explica a historiadora.

    PONTE EUROPA-COLÔNIA

    Heloisa aponta que outra originalidade da Conjuração do Rio é a preocupação com o bem comum. Na própria Sociedade Literária, havia a ideia de transformar o conhecimento científico em bem-estar do povo. Por isso, seus integrantes debruçaram-se sobre o uso medicinal de plantas nativas e da água da fonte da Carioca. Se tornaram, assim, pontes entre o que acontecia na Europa e as ruas da cidade colonial.

    O fluxo de informações ocorria, assim, em três níveis: os letrados recebiam livros e jornais do exterior, traduziam e debatiam os textos. Depois, a partir das boticas, as novidades circulavam enquanto os cariocas aguardavam o preparo de seus remédios. Para Heloísa, era um primórdio do WhatsApp: cada um adaptava à sua maneira as ideias que vinham da Europa .

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    — O vice-rei começa a prender todo mundo, mas ideias vão escapando. Na devassa que ocorreu, um dos presos diz que é republicano porque lá na França a república permite que as pessoas comam bem. O outro diz que os franceses fizeram bem em guilhotinar os reis porque são uns tiranos. Elas vão adaptando os princípios aos direitos que queriam naquele momento.

    Essa herança republicana, entretanto, acabou esquecida após a Proclamação da República, em 1889.

    — Essa república vem de um golpe militar e é oligárquica. Não tem nada de democrática — diz Heloisa. — Já que estamos numa crise, por que não recuperar uma tradição esquecida para pensar sobre os nossos valores públicos?

    “Ser republicano no Brasil Colônia”

    Autora: Heloisa Starling

    Editora: Companhia das Letras

    Páginas: 112

    Preço: R$ 69,90


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    PARIS — Instalada num amplo escritório em Paris, onde vive há mais de 40 anos, a carioca Elizabeth de Portzamparc está construindo praças nas alturas. Mas não se considera arquiteta. “Eu pratico arquitetura”, prefere. “E urbanismo, fotografia, design, desenho”.

    Num meio ainda predominantemente masculino, Elizabeth tem vencido importantes concursos para realizar projetos franceses e internacionais. Sua mais recente criação, inaugurada em junho, é o Museu de la Romanité, dedicado à herança do Império Romano na cidade francesa de Nîmes.

    — Esse é uma espécie de joia para mim, é o menorzinho dos atuais projetos (o terreno tem cerca de 9.100 m²), mas o mais impressionante — diz, de malas prontas para viajar até Taiwan, no dia seguinte, para discutir seu projeto do Centro de Operações de Inteligência de Taichung.

    Futuro centro cultural digital de 44 andares, o prédio foi encomendado pelas autoridades locais como um símbolo da tecnologia digital para a cidade. A ideia de Elizabeth foi além.

    78302195_SC - sábado - Musée de la Romanité - Elizabeth de Portzamparc.jpg

    O prédio terá vários espaços para encontros e passeios a pé. A cada quatro andares, existirão praças, em permanente comunicação com o restante do edifício, sem barreiras, exatamente como no conceito de cidade vertical, com bairros e sub-bairros. Será seu “hino a um projeto humanista”, como ela diz:

    — Para mim, a perda da inteligência vem do excesso de tecnologia. Precisamos promover encontros e estimular a inteligência coletiva para encontrar, juntos, as soluções de que precisamos.

    Elizabeth vê a cidade vertical, a flexibilidade e a sustentabilidade dos materiais como “soluções universais” para o dilema da superpopulação das cidades. Mas as respostas, ela pondera, diferem quando se trata das zonas urbanas da Ásia e América Latina, mais afetadas pela migração e sem as condições de rede sanitária e viária das aglomerações europeias. O sistema de autoconstrução, diz ela, é vital nesses locais, com arquitetos que possam auxiliar moradores a conceber o espaço onde vivem.

    — No Rio, a maioria das pessoas que moram em comunidades prefere continuar onde está, por conta dos vínculos sociais. Várias moradias estão abandonadas pois não foram concebidas em modo participativo. O poder público pensa a arquitetura social como um produto —defende.

    SE SOFRI? O QUE VOCÊ ACHA?

    Recentemente, saíram da prancheta dela a Grande Biblioteca de Documentação do Campus Condorcet, em Aubervilliers; a estação de Le Bourget, uma das cinco inicialmente previstas no projeto da Grande Paris; e o Science Hall of Zhangjiang Science City, a Cidade das Ciências, em Xangai.

    Morar e estudar na França era um antigo desejo de juventude, que foi precipitado por sua militância contra a ditadura militar no Brasil. Em 1969, Elizabeth abandonou o curso de Sociologia na PUC-RJ e se inscreveu na Universidade Sorbonne, em Paris. Seu sobrenome é herdado do marido, o reputado arquiteto francês Christian de Portzamparc, que projetou a Cidade das Artes, na Barra da Tijuca.

    — Se eu sofri? O que você acha? Mulher, brasileira, com marido conhecido... Mas nunca perdi a fé na minha capacidade de fazer uma obra. E sempre soube me defender. Às vezes, as pessoas tinham medo de mim, porque eu falo, existo — diz a “praticante de arquitetura”, que este ano lançará um livro sobre sua trajetória.

    78267012_SC - elizabeth de portzamparc - Bourget Mezzanine.jpg

    Quanto à “joia” de Nîmes, Elizabeth cita o “efeito Bilbao” (referência ao Museu Guggenheim, de Frank Gehry, que agitou a cidade espanhola):

    — Esperavam 300 visitantes por dia. Já são quase mil.

    Revestida de mosaicos de vidro, a construção estabelece um diálogo de mais de 2 mil anos com as antigas arenas romanas situadas no entorno. E é um dos principais trunfos da candidatura de Nîmes a Patrimônio Mundial, ao exibir os tesouros da cidade: os vestígios romanos de templos e arenas e também o acervo de coleções.

    Está ali a essência da arquitetura contemporânea segundo Elizabeth: leveza e urbanidade, num projeto público, flexível e aberto para a cidade. Sua equipe de trabalho, afinal, conta com um “núcleo de sustentabilidade”, integrado por dois arquitetos, um sociólogo e uma cientista política.


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    78650101_FILES In this file photo taken on August 31 2018 Bishop Charles Ellis chats with Ariana (1).jpg

    Na tarde desta sexta-feira, fotos e vídeos do pastor Charles H. Ellis III abraçando a cantora Ariana Grande inundaram a internet, gerando revolta por parte dos fãs da estrela pop e de ativistas contra assédio sexual. Nas imagens da cobertura que era feita durante o funeral da "Rainha do Soul" Aretha Franklin, a mão do clérigo pode ser vista encostando na lateral do seio da artista. Em meio à polêmica, que levou a hashtag #RespectAriana (respeite Ariana, em tradução livre) aos trending topics do Twitter, Ellis veio a público para se desculpar.

    LEIA MAIS: Funeral de Aretha Franklin tem shows de Stevie Wonder e Ariana Grande

    Numa entrevista para a AP, ele disse que o toque foi involuntário: "Nunca seria minha intenção encostar no seio de nenhuma mulher. Eu abraço todos os artistas, homens e mulheres. Talvez eu tenha cruzado uma barreira, talvez eu tenha sido muito amigável ou íntimo. Novamente, eu me desculpo."

    Antes do ocorrido, no início da cerimônia, o pastor já havia feito uma piada de mau gosto referindo-se à ascendência latina da cantora de 25 anos: "Quando li Ariana Grande na programação, eu pensei que fosse algo novo do Taco Bell", disse Ellis, mencionando a rede de fast food de comida mexicana. Ele também se desculpou pelo comentário: "Eu peço perdão à Ariana, aos seus fãs e à toda a comunidade hispânica.

    Na homenagem, que também contou com a participação de nomes como Stevie Wonder, Chaka Khan e Jennifer Hudson, Ariana cantou "(You make me feel like) A natural woman", clássico de Carole King e Gerry Goffin que foi eternizado na voz de Aretha em single lançado em 1967.


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    VENEZA — O cinema reflexivo travestido de filme de gênero deixou sua marca neste sábado, no 75º Festival de Veneza, quarto dia da competição pelo Leão de Ouro. Os trabalhos foram abertos com a exibição de “Suspiria”, releitura do cultuado clássico de terror de Dario Argento dirigida pelo italiano Luca Guadagnino, e continuou enchendo salas com o épico histórico “Peterloo”, do britânico Mike Leigh, que reconstuiu um massacre de civis ocorrido na cidade de Manchester, no início do século XIX.

    O programa foi encerrado com “Frères ennemis”, thriller policial contemporâneo digirido pelo francês David Oelhoffen, ambientado no submundo das drogas dos subúrbios de Paris.

    O aguardado novo filme de Guadagnino, autor de “Me chame pelo seu nome” (2017), produção vencedora do Oscar de melhor roteiro adaptado deste ano, estreou com potencial para polarizações: ganhou muitos aplausos, mas também alguns assovios e vaias discretas na sessão para a imprensa. A trama, construída em torno de uma prestigiosa academia de dança de Berlim, centro de eventos macabros, é ambienta em 1977, ano do lançamento do original de Argento, e está carregada da energia política daquele tempo. Há desde referências às atividades do grupo de extrema-esquerda alemão Baader-Meinhof, a Lacan e os movimentos feministas.

    — “Suspiria” é um filme sobre o terror das relações interpessoais, sobre o terror na feminilidade e o horror na História — resumiu o diretor, que comentou sobre a importância da dança avant-garde no contexto de um remake sobre uma irmandade de bruxas. — A dança é usada não apenas como ilustração, mas também como um personagem, uma linguagem. Nessse caso, a linguagem da transcedência do mágico.

    A britânica Tilda Swinton interpreta Madame Blanc, diretora artística da academia de dança que serve de fachada para atividades satânicas. Aqui ela renova a parceria com Guadagnino, com quem fez “Um sonho de amor” (2009) e “Um merguho no passado” (2015).

    — Lucas é um dos meus amigos mais ítimos, e agora temos uma relação bem mais sanguínea — brincou a atriz, referindo-se à quantidade de sangue em “Suspiria”. — Com ele, eu me sinto vivendo e trabalhando em casa. Além disso, ele nos estimula ao desafio, o que é muito importante quando se faz arte. Especialmente em cinema, que é uma forma de arte coletiva.

    A tom ficou mais sério no encontro com Mike Leigh e a equipe de “Peterloo”. O novo longa-metragem do autor de “Segredos e mentiras” (1996) e “O segredo de Vera Drake” (2004), reconstitui, com a ajuda da ficção, os eventos em que as forças britânicas reprimiram uma manifestação pacífica em Manchester, em 1819, um dos capítulos mais obscuros da História recente da Grã-Bretanha. Inspirados pelos movimentos iluministas franceses, um grupo de revolucionários convoca a população empobrecida da cidade, formada basicamente por operários e camponeses, a marchar por uma reforma parlamentar. Com o apoio de políticos e donos de terra da cidade, o encontro é reprimido violentamente pela polícia e a cavalaria, resultando na morte de dezenas, em episódio que remete à derrota francesa em Waterloo.

    — O que motivou esse filme não foi nostalgia. O massacre de Peterloo é pouco ou quase nada lembrado pelos próprios ingleses. Mas deixou um legado que parece ressonar nos dias de hoje, em que o pensamento de extrema direita ameaçam o que conhecemos como democracia — explicou o veterano realizador. — E isso não está acontecendo somente na Grã-Bretanha, com o Brexit, por exemplo. Ela se repete, em diferentes maneira, em todo o mundo, no fenômeno dos refugiado e na ascensão de Trump nos Estados Unidos.

    Diferentemente dos dois concorrentes do dia, “Frères ennemies” é fincado no presente, e seus valores morais e éticos. O filme de Oelhoffen fala de dois amigos de infância, que cresceram nos bairros de imigrantes parienses, que acabam em lados opostos na vida adulta: Manuel (Matthias Schoenaerts) abraçou o tráfico de drogas; Driss (Reda Kateb) virou detetive de narcóticos. Quando uma grande transação de cocaína dá errado, atralhando tantos os negócios do primeiro quanto uma investigação do segundo, os dois são confrontados em sua noção de lealdade.

    — A lealdade é a mais bela das formas de amor, porque ela consiste em confiança e compreensão mútua — destacou Schoenaerts, conhecido por filmes como “A garota dinamarquesa” (2014), de Tom Hopper, indicado a quatro Oscar e vencedor da categoria de atriz coadjuvante (para Alicia Vikander). — Não vejo “Frères ennemies” como um filme de gênero, mas uma história que usa seus códigos para falar da humanidade de seus personagens.

    * O repórter está hospedado a convite do festival


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    78655268_The 75th Venice International Film Festival - Screening of the film Suspiria competing in t.jpgRIO - Um produtor italiano chamado Luciano Silighini Garagnani decidiu causar neste sábado, no Festival de Veneza. Ele chegou ao tapete vermelho do fime "Suspiria", terror dirigido pelo também italiano Luca Guadagnino, vestindo uma camisa com a foto de Harvey Weinstein e a seguinte inscrição: "Weinstein é inocente".

    LEIA MAIS: Escândalo Harvey Weinstein inspira séries e filmes

    Em fotos de agência, Garagnani aparece rodeado de outros homens, que riem e apontam para a sua camisa.

    Como se sabe, Weinstein é acusado de assédio sexual por dezenas de mulheres. Também é julgado por estupro, o que ele nega.

    VENEZA: Aguardado remake de 'Suspiria' tem recepção mista

    Em sua página no IMDb, Garagnani possui crédito em pelo menos 28 filmes como diretor e 29 como produtor. Ele não tem nenhum envolvimento com "Suspiria".

    Até o momento, ele não explicou a razão do protesto no tapete vermelho.78654871_REFILE - ADDING INFORMATION The 75th Venice International Film Festival - Screening of the.jpg


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    RIO — O encontro de Beth Carvalho com o grupo Fundo de Quintal, realizado na noite deste sábado em uma casa de shows na Barra da Tijuca, ganhou um elemento dramático a mais: além da celebração do disco “De pé no chão”, de 1978, um marco na história do samba moderno, o público viu a cantora de 72 anos se apresentar deitada, devido a problemas de coluna que a assolam há anos. A filha de Beth, Luana Carvalho, já havia dito nas redes sociais que a mãe cantaria deitada em um divã.

    LEIA MAIS: 'Se um dia não aguentar, vou cantar na cama’, diz Beth Carvalho

    Disco de Beth Carvalho que revolucionou o samba completa 40 anos

    O show começou com 30 minutos de atraso, ao som de “Marcando bobeira”, com a cantora sentada, cercada pelos músicos do Fundo de Quintal, como Bira Presidente, Sereno e Ubirany.

    — Estou muito feliz por estar aqui comemorando os 40 anos deste disco - disse Beth ao cumprimentar o público. — Mas eu não posso ficar muito tempo sentada, então pedi à produção para trazer esta chaise longue. Assim como existe “Na cama com Madonna”, agora tem “Na cama com Beth Carvalho”.

    Ouvindo aplausos e saudações como “guerreira!” e “poderosa!”, ela se deitou, sem drama, e deu continuidade ao show, ao som de “Ô, Isaura” e “Goiabada Cascão”. Recostada em almofadas douradas, apresentou as músicas, lembrando histórias de sambistas como Monarco e Sérgio Cabral (pai), e comandou a noite com a competência de sempre.


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    RIO - O adeus a um xerife dos tempos modernos, em "Longmire", e a despedida de Olivia Pope, uma das personagens mais marcantes de Shonda Rhimes. Saiba quais séries chegam ao fim e quais retornam com novos episódios entre 1º e 7 de setembro.

    ‘Punho de ferro’ (Netflix, a partir de sexta)

    Os fãs de kung fu já têm programa para o feriado: a segunda temporada de “Punho de ferro”. Fruto da parceria da Marvel com a Netflix, a série centrada no herói Danny Rand (Finn Jones) se passa no mesmo universo das séries “Luke Cage” e “Jessica Jones”, outros hits da plataforma de streaming. No retorno, a promessa é de mais cenas de ação na luta de Danny contra o crime em Nova York.

    Longmire’ (A&E, segunda-feira, 19h55)

    Adaptação dos livros policiais de Craig Johnson, “Longmire” chega à sua última temporada. Um faroeste dos tempos modernos, a trama é centrada no ex-combatente do Vietnã Walt Longmire (vivido por Robert Taylor, o agente Jones de ‘Matrix’), xerife que investiga crimes no interior do Wyoming. No retorno da série, um assalto a banco complica a relação do protagonista com o prefeito.

    ‘Scandal’ (Sony, segunda-feira, 23h)

    Encerrada nos Estados Unidos em abril, “S

    candal” tem seu último episódio transmitido amanhã na TV a cabo daqui. A série, que deslanchou a carreira de Kerry Washington no papel da consultora política Olivia Pope, é uma das criações mais adoradas de Shonda Rhimes, espécie de guru da TV americana. Para quem é fã de Shonda, vale conferir agora a recém-lançada “Station 19”, no ar na Sony.

    ‘Atypical’ Netflix, a partir de sexta

    A adolescência não é fácil para ninguém, mas no caso de Sam (Keir Gilchrist), há outra particularidade. Com autismo de alta funcionalidade, ele luta para arrumar uma namorada e, ao mesmo tempo, se livrar das amarras da mãe superprotetora (interpretada por Jennifer Jason Leigh). A série retorna após receber elogios na primeira temporada por sua representação fiel do autismo.

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    78577893_SC - a soprano brasileira Gabriella di Laccio.jpgLONDRES - A soprano gaúcha Gabriella de Laccio, radicada em Londres desde 2001, estudou música a vida toda. Mas só há dois anos se deu conta de que algo precisava mudar no mundo das obras eruditas. Ao achar por acaso a “Enciclopédia internacional das mulheres compositoras”, publicada em 1987 pelo pesquisador Ariel Cohen, mergulhou num universo feminino de seis mil nomes, desconhecidos em sua grande maioria. A descoberta, parte de uma pesquisa que Gabriella já vinha fazendo de forma gradual, mudou a trajetória da cantora, fundadora do selo independente Drama Musica, e levou-a a questionar por que as principais salas de concerto do mundo raramente dão espaço para compositoras clássicas.

    LEIA MAIS: Soprano Sarah Brightman vem ao Brasil em novembro

    — Tenho até vergonha de dizer: demorei tanto tempo para perceber que existia essa imensidão de obras clássicas de grande qualidade compostas por mulheres. Estudei autoras do barroco e do romantismo, como as de Francesca Caccini e Clara Schulmann, mas contava esses nomes nos dedos — admite Gabriella, formada pelo Royal College of Music. — Passei a incluir, aos poucos, peças de mulheres nas minhas apresentações.

    Foi nessa investigação sobre representatividade, ou sobre a falta dela, que a soprano criou o Projeto Donne, para divulgar a música de autoras clássicas. Lançado este ano, o site do projeto (por enquanto só em inglês) inclui uma extensa lista de compositoras e uma série de vídeos curtos para serem compartilhados além do nicho acadêmico. O Donne engloba ainda uma coletânea de cinco CDs, dois deles já gravados: “Homage”, com canções de brasileiras e italianas; e “Le donne e la chitarra”, com peças de violão romântico de compositoras do século XIX.

    Gabriella conseguiu chamar a atenção da imprensa britânica ao divulgar o resultado de uma pesquisa sobre a programação das 15 maiores orquestras do mundo: 97,6% das peças que serão tocadas entre 2018 e 2019 são de autoria masculina. Para ela, o número prova a necessidade de se brigar por diversidade, o que não significa “descartar Mozart ou Beethoven”.

    — Nos séculos XVIII e XIX, a maioria das músicas foi composta por homens, por razões sociais e históricas. Mas não reconhecer o que também foi feito por mulheres é ignorância. Não dá mais para aceitar o argumento de que não há um número suficiente de boas músicas de mulheres. Esse repertório existe — explica.

    REVOLUÇÕES FEMININAS

    Apaixonada por relatos sobre figuras revolucionárias, Gabriella descobriu nomes como Leokadya Kahsperova (1872-1940), pianista e pedagoga russa que foi professora de Stravinsky e produziu uma obra poderosa, só reconhecida recentemente. Entre as brasileiras, ela se encantou com o legado da compositora e pianista Esther Scliar (1926-1978), que viveu em Porto Alegre, e o de Dinorá de Carvalho (1904-1980), primeira mulher admitida na Academia Brasileira de Música.

    Em 20 de setembro, a soprano se apresentará na Royal Academy, em Londres. Homenageará a compositora inglesa Betty Roe, que assinou centenas de composições, mas continua hoje, aos 88 anos, pouco conhecida.

    — Se todas as orquestras do mundo incluíssem pelo menos uma peça de mulher nos concertos, já faria grande diferença — defende.

    MÚSICA SEM GÊNERO

    Algumas iniciativas confirmam o início de uma movimentação para vencer estigmas no meio erudito. O Trinity Laban, um dos mais respeitados conservatórios de Londres, anunciou que a metade de sua programação de 2018/2019 será reservada para peças de mulheres. Festivais importantes, como o BBC Proms, também se comprometeram a reservar 50% dos programas, até 2022, para compositoras. No Brasil, uma pesquisa dos pianistas Alexandre Dias e Wandrei Braga resultou no Acervo Digital Chiquinha Gonzaga, viabilizando o acesso à imensa obra da brasileira.

    — É possível ouvir o gênero na música? Não. Mas para que a escolha de clássicos seja mais justa, as instituições devem pesquisar mais para ampliar seu repertório — diz Gabriella.


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    SÃO PAULO — Inspirada no romance homônimo de Margaret Atwood, a série futurista distópica “The handmaid’s tale — O conto da aia” apresenta uma segunda temporada, que estreia neste domingo, às 21h, no Paramount Channel, “mais sombria, mais poderosa e mais difícil de assistir”. São palavras da atriz americana Madeline Brewer, intérprete da rebelde Janine, em uma breve passagem por São Paulo, na semana passada.

    — Mas confiamos em nossos espectadores — disse ela, em uma entrevista coletiva. — Esperamos que sintam, que pensem e questionem aquilo que estão assistindo.

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    O primeiro episódio, intitulado “June”, começa onde terminou o último da primeira temporada. Após um ato de rebeldia, Offred (Elisabeth Moss) é jogada em uma van e seu destino está muito longe de ser o da salvação. A resistência ao regime começa a ganhar força.

    A nova temporada de “The handmaid’s tale” avança além da trama imaginada pela escritora canadense para seu celebrado livro de 1985. Mostra mais sobre o passado da fictícia República de Gilead, onde se passa a maior parte da história, que fazia parte dos Estados Unidos antes da secessão promovida por grupos fundamentalistas religiosos.

    Trailer 'The handmaid's tale' 2ª temp

    Esta etapa também detalha como foi a formação da sociedade misógina na qual as mulheres são vistas como cidadãs de segunda classe, meras serviçais e reprodutoras. Como no romance, toda violência contra elas reproduzida na tela tem uma correspondência histórica. Aconteceram em algum momento, comprovadamente, em alguma parte do mundo.

    — É bastante difícil assistir à segunda temporada, mas é muito importante que a série seja vista — avisou Madeline. — Porque é como se essas coisas fossem levadas para as salas das nossas casas. É bem mais importante do que apenas entretenimento para a televisão.

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    Os 13 episódios inéditos vão revelar também como é a vida fora dos limites do território, dentro das Colônias de trabalhos forçados. E apostam ainda em temas como a resistência ao poder e a maternidade.

    A atriz contou que Janine, que se diferencia por ter um olho vazado, está feliz por continuar viva “após alguns flertes com a morte”.

    — Ela tem esse otimismo, essa recusa em acreditar numa realidade sombria — explica a atriz, que diz passar 45 minutos na maquiagem para completar a caracterização. — Essa é forma de resistência dela, a chama que pulsa no seu interior, a forma que encontrou para não deixar Gilead vencer.

    A série me fez enxergar valores para os quais eu não dava a menor atenção. E me fez investir nas minhas amizades.

    Diante da ascensão dos movimentos #MeToo e Time’s Up, contra assédio sexual e pela igualdade de gênero em Hollywood, a série ganhou ainda mais relevância. Para Madeline, transformou seu próprio entendimento sobre estas questões, também abordadas na trama:

    — Eu, particularmente, me identifico como feminista. A série me fez enxergar valores para os quais eu não dava a menor atenção. E me fez investir nas minhas amizades.

    A terceira temporada de “The handmaid’s tale” está confirmada para 2019, mas a atriz ainda não sabe o que vai acontecer com Janine:

    — Agora, eu gostaria de vê-la encontrar uma maneira de canalizar toda aquela energia que ela tem represada — completou.

    Além de ser relevante por abordar questões que estão na ordem do dia no mundo inteiro, a série teve reconhecimento da indústria. No ano passado, ganhou oito Emmys, incluindo os de melhor série dramática, melhor atriz de série dramática (Elisabeth Moss) e melhor atriz coadjuvante de série dramática (Ann Dowd).

    Este ano, foram 20 indicações ao Emmy, entre as quais melhor série e melhor atriz. A cerimônia de entrega dos prêmios será no dia 19 de novembro, em Los Angeles.

    O sinal do Paramount Channel ficará aberto para assinantes das operadoras Oi TV, Sky e Vivo de hoje até o dia 9.


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    SÃO PAULO — Uma das primeiras sedes fixas da Bienal de São Paulo, o Pavilhão das Culturas Brasileiras recebe, até segunda-feira, a segunda edição da Semana de Arte de São Paulo, que reúne 43 galerias brasileiras e quatro internacionais, cinco a mais do que a edição de 2017. Idealizada pelos galeristas Luisa Strina e Thiago Gomide, o superintendente da Fundação Iberê Camargo, Emilio Kalil, e com consultoria do curador Ricardo Sardenberg, a feira de arte retoma as raízes da Bienal, ao mudar de data e local (a primeira edição foi realizada no Hotel Unique) para coincidir com o principal evento de arte no Brasil, que terá abertura no dia 7 de setembro.

    LEIA MAIS: Pablo León de la Barra: 'Crises são ruins, mas criam oportunidades de outros discursos emergirem'

    Um dos prédios do conjunto projetado por Oscar Niemeyer na década de 1950 (entre eles, o próprio Pavilhão da Bienal), o espaço foi ocupado por anos por um órgão da prefeitura e só em 2017 voltou a receber exposições.

    — É um prédio menor, com uma escala mais humana, que se adequa bem ao tamanho da Semana de Arte — observa Sardenberg.

    No preview para a imprensa e convidados, galeristas festejavam a presença de colecionadores e representantes de instituições que adiantaram sua vinda para a Bienal para conferir a feira. Um reforço bem-vindo em um momento que o mercado ainda sente os efeitos da crise financeira e enfrenta problemas administrativos como a mudança da interpretação de concessionárias que administram aeroportos sobre a taxa de armazenagem de obras de arte, anteriormente cobrada por peso e atualmente levando em conta o valor de mercado de cada obra.

    — Essa interpretação certamente vai cair, depende só de uma mudança de redação nos contratos, mas enquanto isso ela segue causando muito prejuízo — ressalta Kalil. — Parece até que existe um repúdio oficial ao patrimônio cultural. É um setor que deveria ser estimulado, mas tudo o que pode atrapalhar o mercado acontece.

    As galerias foram divididas a partir das propostas de diálogos sugeridas pelo curador mexicano Pablo León de la Barra (leia texto acima). Dois representantes do protagonismo negro na produção nacional destacado pelo mexicano, Dalton de Paula e Ayrson Heráclito se encontraram no espaço que suas galerias (Sé e Portas Villaseca, respectivamente) dividiam no pavilhão.

    — Em fevereiro, estive na Trienal do New Museum (Nova York) e estas questões estavam em alta. A representatividade está sendo debatida no mundo todo, não só no Brasil — comenta Dalton.

    — É bom conquistar mais visibilidade, mas é importante firmar essas presenças nos acervos das instituições e no mercado, ampliar os espaços nas galerias e nas grandes coleções — complementa Heráclito.

    Entre as galerias que participaram da primeira edição da Semana de Arte e voltaram este ano está a Luhring Augustine, de Nova York, que novamente apresenta obras de Tunga.

    — Ano passado estávamos com um conjunto de trabalhos diferente, mas voltamos com Tunga pela referência de suas obras na Bienal deste ano — conta Donald Montenegro, diretor da galeria. — Ano passado fomos bem, ainda é cedo para dizer se isso vai se repetir esse ano. Nossa primeira expectativa é fazer bons contatos, conversar com colecionadores, e ver o que acontece.


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    SÃO PAULO — Curador convidado da segunda edição da Semana de Arte de São Paulo, que ocupa o Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, até hoje, o mexicano Pablo León de la Barra construiu uma profunda relação com o panorama artístico brasileiro. Responsável pela seção de arte latino-americana do Guggenheim de Nova York, ele foi diretor da Casa França-Brasil em 2015 e 2016 e, há um ano e meio, é o curador do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói. Apesar do momento economicamente ruim na América Latina, o mexicano acredita que a crise pode acabar servindo de tema para os artistas locais.

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    “Busco estabelecer um diálogo entre diferentes gerações de artistas brasileiros, dos que estão despontando agora até outros que morreram nos últimos anos, como Tunga e (Frans) Krajcberg, a quem, de alguma forma, se presta uma homenagem.”

    Arte de mulheres e negros

    “Trouxe para a Semana temas que considero fundamentais e que ganharam certa visibilidade nos últimos anos, como a produção de mulheres e afrodescendentes, ou a relação com a arte popular. É importante reconhecer essa produção, que sempre existiu e por muito tempo esteve fora do mapa da arte brasileira. Hoje existe uma consciência das assimetrias sociais que se refletem na arte, que impõe a todos que detêm posições de responsabilidade em instituições ou no mercado o desafio de fazer algo para tentar corrigir.”

    Espaços de liberdade

    “Vejo muitos temas como estes, ou ainda os ligados a questões sexuais, ganhando espaço em todo o mundo. Talvez seja uma resposta aos novos fascismos que surgem em muitos países. É como o caso da “Queermuseu”: para além do que cada um ache da exposição, o importante é que artistas e a sociedade se organizaram para defender seus espaços de liberdades. É como um despertar, muitas batalhas que julgávamos ganhas ainda precisam ser defendidas.”

    Momento do Brasil

    “De certa forma, o boom brasileiro terminou, não é mais como há quatro ou cinco anos. Fazer cultura aqui se transformou em um ato de resistência. As crises são ruins, mas também são interessantes, elas dão uma ‘sacudida’, criam oportunidades de outros discursos emergirem. Tenho uma visão particular, de alguém que está dentro e fora do país ao mesmo tempo. Quando se está de fora de uma cultura é possível ver as coisas de outra forma.”

    Arte latino-americana

    “Houve uma grande transformação nos últimos 20 anos, com o trabalho sistemático de artistas e curadores em cidades como Nova York, Los Angeles e Londres, que tirou a arte feita na América Latina do gueto. No Guggenheim, o que sai daqui vai como arte simplesmente, não ocupa um espaço de “arte latina”. Vejo muitos curadores de fora interessados nos aspectos históricos e contemporâneos da produção da região.”


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    RIO — À vontade ao personificar a mulher moderna em “O tempo não para”, Christiane Torloni é, assim como sua Carmen, feminina, bela, independente, mãe, profissional, madura... E, talvez pela experiência, consciente de que os opostos, sim, se atraem. “Romances só acontecem porque as pessoas são diferentes”, diz. Resta saber se vai virar amor o encantamento mútuo entre a empresária e Dom Sabino (Edson Celulari), um homem recém-chegado do século XIX. Mas a diferença de costumes que separa esse possível casal não é o único conflito à vista. Afinal, o ex-congelado é casado com Augustina (Rosi Campos). Nesta conversa, a atriz de 61 anos fala sobre relacionamentos extraconjugais, beleza, envelhecimento e o primeiro neto, Lucca, de 1 ano, fruto do casamento de seu filho, o ator Leonardo Carvalho, com a atriz Keruse Bongiolo.

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    ‘O tempo não para’ mostra família do século XIX que ‘desperta’ em 2018

    Os opostos se atraem

    “Alguém em sã consciência se apaixona por alguém? Se você listar todas as características de uma pessoa, vai pensar que é impossível ter alguma coisa com ela. É a diferença que encanta. Senão, a gente ficaria só com a família, porque já conhece todo mundo. O romance em si tem o sentido do perigo. É isso que dá a borboleta no estômago. Quem está apaixonado não sabe como agir com o outro, e isso é muito legal, porque nos remete a uma certa pureza”.

    Carmen e Dom Sabino

    “Tomo cuidado com essa relação porque ‘O tempo não para’ é às sete da noite, não às 11, quando ser casado ou não ser casado pode ser discutido de uma outra maneira. Mas tudo pode acontecer”.78246083_Promoday O Tempo Não Para.jpg

    Caso extraconjugal

    “Já ouvi histórias de pessoas que amam profundamente outras e movem montanhas por causa disso. Mas, neste caso de uma das partes ser casada, vem separação, uma família que se desfaz. É uma situação complexa. É complicado ser o agente do sofrimento de outra pessoa e já começar uma relação sabendo que aquilo vai ser fonte de muita dor. Essa situação gera uma energia muito ruim. Quando duas pessoas livres se encontram, todo mundo acolhe, torce para que o casal dê certo. Mas, a partir do momento em que uma relação começa com gente chorando, filho, pensão, divórcio, tem que ser um sentimento muito avassalador para seguir em frente. Essa não é a minha praia”.

    Segredo de beleza

    “Não tem milagre. É preciso disciplina. Não sou uma pessoa que fica direto dentro de centro estético nem em spa. Mas não dá para ganhar dez quilos, perder dez quilos... Tenho cuidado com a alimentação. De vez em quando, como batata frita, feliz da vida, mas esse não é o meu dia a dia. Sou adepta das sopas e dos chás. E sempre fiz exercícios físicos. Ando de bicicleta, caminho...”.

    Envelhecimento

    “É óbvio que aos 60 não temos a pele dos 30, mas vou fazer o quê? Tem pessoas que ficam mal com isso. Não adianta. Eu mesma faço a minha maquiagem. Então, todos os dias vejo uma cara diferente. Um dia estou melhor, no outro, pior... Assim vou lidando com o passar do tempo. A gente não envelhece em um ano. Tem tempo para se preparar. Mas se tem uma coisa que nos faz envelhecer é o estresse. Quando estou estressada, faço uma meditação. Ainda sou um bicho que precisa ser domesticado, mas só eu posso me domesticar”.

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    Avó do Lucca

    “Pegar no colo o filho de um filho é uma maravilha. Minha mãe (a atriz Monah Delacy, de 88 anos) é bisavó. Isso é lindo. E as pessoas não querem que o tempo passe? Eu achava que não ia chegar aos 30. Andava de kart, voava de asa-delta... O tempo também nos dá vitórias silenciosas, como um enorme comprometimento com o equilíbrio interno. Não quero nada que me tire a paz. Nem ninguém. Nessa fase, a gente começa a fazer uma faxina na vida. Práticas e pessoas desestabilizantes? Não quero. Relações com confronto? Também não”.

    Amor incondicional

    “Lucca abriu um portal de amor. Não sabia que podia amar ainda mais. Depois do neném, amo ainda mais o meu filho e a minha nora. A vida é muito generosa”.

    Estado civil

    “Isso é absolutamente secreto. Aprendi com a vida que não preciso mais falar dessas coisas”.


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    RIO — O U2 interrompeu um show em Berlim na noite de sábado, na Mercedes-Benz Arena, após Bono apresentar problemas vocais. Durante a apresentação, que faz parte da turnê "eXPERIENCE + iNNOCENCE", o vocalista pediu para parar a música e se dirigindo ao público, com uma voz rouca: "Sinto muito, aconteceu alguma coisa e acho que não podemos continuar. Não vai ser bom para vocês. Estou certo de que não é um um problema sério, mas vou ter que fazer algo".

    Veja Bono interrompendo show em Berlim Em seguida, o cantor reforçou: "Se quiserem ir para a casa, não tem problema. Vamos fazer outros show para vocês em outro momento". Com aplausos tímidos, os fãs da banda irlandesa deixaram na Mercedes-Benz Arena.

    O grupo iniciou sua turnê na América do Norte depois de lançar seu 14º disco de estúdio, "Songs of Experience", e havia feito um show em Berlim na noite de sexta. Ainda não está confirmado se o shw marcado para a próxima terça-feira, na cidade alemã de Colonia, vai ser mantido.

    Em seu site oficial, o U2 abordou a interrupção do show: "Sentimos muito pelo cancelamento de ontem. Bono estava em grande forma e com uma grande voz antes do shown e todos estávamos ansiosos pela segunda noite me Berilm. Mas depois de algumas músicas, ele sofreu perda total da voz. Não sabemos o que aconteceu e estamos recebendo acompanhamento médico. Como sempre, agradecemos a compreensão do público e o apoio dos fãs em Berlim, e todos que vieram de longe. Vamos trazer mais informações em breve", destaca a nota assinada pelos demais integrantes, Adam Clayton, Larry Mullen Jr e The Edge.


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    VENEZA — Revisitado em forma de antologia de estilos em “The ballad of Buster Struggs”, dos irmãos Coen, exibido sexta-feira (31) no 75º Festival de Veneza, o western voltou à competição neste domingo com a exibição de “The Sisters brothers”, de Jacques Audiard. Recebido com interesse pela plateia de jornalistas, o filme, que marca a estreia do premiado diretor francês em uma produção de língua inglesa, propõe uma releitura contemporânea do gênero, focado menos em seus signos visuais e mais na relação entre seus personagens.

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    Na trama, John C. Reilly e Joaquin Phoenix interpretam Eli e Charlie Sisters, os irmãos do título original, pistoleiros contratados para matar um químico (Riz Ahmed) que supostamente roubou um projeto de seu patrão e fugiu em direção a São Francisco. O filme é ambientado no Oeste americano, em 1851, à época da febre do ouro, e tem como fonte de inspiração o livro homônimo escrito pelo canadense Patrick deWitt.

    – Não sou um profundo conhecedor do faroeste, mas sou fã dos filmes do gênero realizados entre os anos 1960 e 1970. Mas os ícones e as mitologias que tornaram esse tipo de história tão marcantes me são familiares – confidenciou Audiard, ganhador da Palma de Ouro em Cannes com o drama social “Dheepan – O refúgio” (2015), durante o encontro com a imprensa. – O livro de Patrick me pareceu irresistível, por causa dos tipos e do senso de humor do texto, pouco comuns ao western. The-Sisters-Brothers-Joaquin-Phoenix-John-C-Reilly.jpg

    Os protagonistas e as situações de “The Sisters brothers” não são típicos das aventuras pelas últimas fronteiras americanas, que inspiraram clássicos ao longo das décadas. Eli e Charlie são assassinos frios e implacáveis, mas emocionalmente vulneráveis: Eli, o mais velho, sonha em ter uma vida normal, com família e filhos; Charlie, que matou o pai quando criança, sente-se responsável por colocar o irmão, que sempre o protegeu, no círculo vicioso das mortes. O filme foi rodado em locações na Espanha e na Romênia.

    – Um dos desafios de “The Sisters brothers” foi trabalhar com um profissional maravilhoso como o Joaquin, que é um ator instintivo e profundamente obcecado com a honestidade da performance – contou Reilly. – Outro desafio interessante foi construir pontes entre tantas línguas e culturas.

    TONS REALISTAS

    A corrida pelo Leão de Ouro deste ano ganhou tons realistas com a projeção do documentário “What you gonna do when the world’s on fire?", do italiano Roberto Minervini. Rodado em preto e branco, o filme é uma crônica íntima de uma comunidade negra da região de Baton Rouge, no Sul dos EUA, assombrada com casos de violência contra a população. O diretor passou o verão de 2017 com os personagens da região, como a dona de um bar que tenta manter o negócio de pé, dois irmãos que têm que obedecer os horários de voltar para casa, e ativistas do grupo Black Panthers que investigam crimes raciais no Mississipi.78666251_The 75th Venice International Film Festival - Photocall for the film What You Gonna Do When.jpg

    – Minha intenção era chegar à raiz do preconceito contra os afroamericanos, questão central na vida dos Estados Unidos moderno – disse Minervini, que já realizou outros documentários na região. – Tenho esperança de que meu filme inspire o debate sobre as condições de vida da população negra naquele país. Agora, mais do que nunca, há um crescimento de crimes contra eles, motivamos por ódio racial e discriminação política.


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    RIO - Randy Weston, pianista e compositor americano que dedicou boa tarde de sua carreira à exploração das conexões do jazz com a África, morreu no sábado em sua casa no Brooklyn. Ele tinha 92 anos e sua morte foi anunciada por sua esposa e empresária, Fatoumata Weston, sem citar as causas.

    Weston deu sequência à tradição de grandes músicos como Duke Ellington e Thelonious Monk e considerava o jazz como uma extensão da música africana — uma ideia que ele tratou de desenvolver com a sua banda própria banda, African Rhythms. Seu toque no piano era percussivo, mas também elegante, ressonante e claro. Randy Weston - Hi Fly

    O pianista trabalhou com uma linguagem harmônica sofisticada, que deu origem a "Hi-fly" e "Little Niles", composições que logo se tornaram standards. Ele traçou uma linha que ia do continente africano ao hard- bop e outras vertentes do jazz moderno.

    Natural do Brooklyn, em Nova York, Randy Weston cresceu cercado por uma rica comunidade de músicos como Max Roach, Cecil Payne e Duke Jordan. Mas o instrumentista que mais o influenciou, porém, foi o pianista Thelonious Monk, de quem ele chegou a frequentar o apartamento.

    Weston começou a trabalhar profissionalmente em bandas de r&b no final dos anos 1940, antes de jogar no jazz bebop de Payne e Kenny Dorham. Ele lançou seu primeiro álbum, "Cole Porter in modern mood", pela Riverside Records em 1954. No ano seguinte, ele foi indicado ao prêmio de relelação do piano da revista "DownBeat".

    Weston fez sua primeira visita à África em 1961 como parte de uma turnê promovida pelo Departamento de Estado dos EUA. Ele visitou Lagos, na Nigéria nessa viagem, e lá voltou dois anos depois. Após uma terceira visita em 1967, ele decidiu se mudar para o Marrocos. Em Tânger, ele abriu e administrou um popular clube de jazz, também chamado de African Rhythms, de 1968 a 1973. Randy Weston - Blue Moses (Full Album)

    A influência da música africana, o pianista deixou registrada em álbuns como "Uhuru Afrika" (1960), "African cookbook" e "Blue Moses" (ambos de 1972), "Tanjah" (1973) e "Perspective" (1976). Em sua autobiografia, publicada em 2010, Weston disse desgostar da produção pasteurizada de "Blue Moses", mas confessa aprecriar o fato de ele ter sido o álbum de maior sucesso de sua carreira.

    Em 2001, Randy Weston veio ao Rio de Janeiro como atração do Free Jazz Festival. Em 2014, ele participaria em São Paulo, no Sesc Pompeia, no festival Jazz na Fábrica com seu grupo African Rhythms.

    No ano passado, Weston lançou "The African Nubian Suite", seu 50º álbum, e o primeiro em seu próprio selo, African Rhythms. O disco foi gravado ao vivo 2012 no Skirball Center for the Performing Arts da Universidade de Nova York. Pouco antes de morrer, ele ainda planejava fazer shows e gravar discos — tinha um show marcado para 17 de outubro no World Music Institute na New School.


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