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    NOVA YORK — Ao longo dos oito episódios de "Sharp objects", a sinistra série da HBO que terminou no domingo à noite, Adora Crellin, a matriarca interpretada por Patricia Clarkson, revela-se mais do que apenas a mãe de Camille Preaker (Amy Adams), uma repórter que retorna à sua cidade natal no Missouri para investigar os assassinatos de garotas adolescentes.

    KOGUT: Os altos e baixos de 'Sharp objects'

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    Clarkson navega freneticamente pelos lados conflitantes de Adora: a mãe aflita de uma criança morta e de uma adulta com histórico de automutilação e alcoolismo; a governante de fato de uma pequena cidade com uma história perturbadora; e, como se constata, a mulher que sofre de uma doença conhecida como "Munchausen por procuração", na qual ela deixa uma criança doente para chamar a atenção dos outros e tornar a criança dependente dela.

    LEIA MAIS: Showrunner descarta segunda temporada de 'Sharp Objects'

    Falando por telefone de seu apartamento em Nova York, Clarkson explicou os desafios de interpretar uma personagem com tantas camadas quanto Adora.

    Ao final da série, sua impressão de Adora mudou em relação a que existia quando começou a ler o roteiro?

    O ar sai da sala às vezes com Adora, e isso tem que acontecer. Torna-se esse mundo claustrofóbico e insular, do qual você acha que ninguém vai escapar.Comecei dando toda a graça, luz, coragem e retidão que pude reunir para ela, porque achava importante para a personagem, para o roteiro, deixar Gillian (Flynn, produtora-executiva e autora do romance que inspirou a série) orgulhosa. Assumi essa responsabilidade, pois sabia que acabaria num lugar muito diferente de onde comecei. E assim foi.

    Eu fiquei em Los Angeles (no set) por cinco meses, e talvez isso diga tudo: eu tinha pedaços de folga, mas nunca poderia voltar a Nova York como Adora. Por alguma razão, eu não poderia estar em casa no meu apartamento em Nova York como Adora. Algo me dominou. Eu não quero soar como uma "atriz pretensiosa", mas essa personagem se infiltrou em mim de uma maneira muito difícil.

    No episódio 5, eu não conseguia me livrar da brutalidade pura, e ainda assim da tristeza e dor excruciante, que eu sentia às vezes fisicamente. Eu tive que tirar esses pregos, eu tive que me realinhar. Eu tive que mudar meus órgãos (risos). Eu tive que deixá-la para trás e voltar para Patricia aqui em Nova York, que é uma vida diferente de Adora em Wind Gap.

    Você já teve essa experiência com uma personagem antes?

    Eu tenho às vezes, mas elas são poucas e distantes entre si. Eu diria que a última vez foi, claro, com Blanche (DuBois, de “A Streetcar Named Desire” em 2004), porque você nunca se recupera de interpretar Blanche. Eu não acho que seja algo raro ou especial; é exatamente o que acontece em nossas vidas como atores. Mas com Adora foi episódico, então cena a cena, episódio a episódio, nuvens de tempestade se reuniram. E eu precisava de um poncho (risos).

    Quando a conhecemos, fica evidente que ela tem feridas abertas — há muito trauma em sua vida. Imagino ser algo difícil de encarnar por um longo período de tempo.

    Foi, sim. Tenho a sorte de vir de uma família muito boa, de pais muito bons, classe média, muito americanos. Eu tive amor incondicional, algo que não consigo imaginar como viver sem. Então veio Adora, uma mulher que eu acho que nunca teve amor verdadeiro e viveu essa violência geracional, esse trauma e abuso que tem estado com ela por tanto tempo. Foi literalmente deslumbrante interpretá-la. O ar sai da sala às vezes com Adora, e isso tem que acontecer. Torna-se esse mundo claustrofóbico e insular, do qual você acha que ninguém vai escapar.

    A cena em que ela diz a Camille que nunca a amou é uma das mais devastadoras, por ser o momento em que ela foi mais honesta.

    sharp-objects.jpgIsso é Adora. Acho que às vezes ela é surda, sem sentimentos, sem uma compreensão verdadeira do que é o amor. Ela não tem instintos maternais genuínos, porque nunca recebeu isso. É uma forma de trauma contundente quando você sofre abusos na infância.

    Esse ferimento se estende à cidade — todos estão feridos e a violência sexual é uma parte central da identidade da cidade. Você estava filmando tudo isso depois das revelações iniciais de Weinstein ou das primeiras revelações do #MeToo? Isso afetou alguma dinâmica no set?

    Eu não gosto de misturar fatos e ficção. Era uma situação tão séria com Harvey, e não sei se pensamos nessas sérias alegações de estupro e abuso. Não sei se havia desenhado um paralelo. Há um certo nível de agressão sexual (na cidade), mas não acho que seria igual ao que aconteceu em nossa indústria.

    Você acha que Adora está ciente de que ela na verdade matou Marian?

    Já me perguntaram isso. Isso fica comigo - é algo que eu mantenho muito particular. Eu sei o que aconteceu, mas é uma parte privada dessa personagem sobre a qual eu nunca falei.

    Mesmo com Flynn e os criadores?

    Eu tive uma conversa com Gillian sobre isso, e só. Nós decidimos que seria a minha decisão.

    Você estava familiarizada com Munchausen por procuração antes desta experiência?

    Ah, eu sou fascinada há muito tempo. Eu estava bem ciente disso. Eu conheci gente que tinha sofrido com isso.

    Uma mãe?

    (Pausa) Uma pessoa. Há muita informação sobre isso. Documentários, livros. Ela toma várias formas, mas, no final, trata-se basicamente de controle e poder. Adora é uma Munchausen muito particular, então ela se tornou uma pessoa um pouco diferente. Uma personagem dentro de uma personagem. Ela se torna outra pessoa por um momento, acredita estar fazendo o bem, o que é certo para induzir seu filho a sucumbir a você. Precisar de você, amar você, e o mais importante é a total dependência de você.

    Como você equilibrou a experiência de aprender sobre a condição dessa pessoa ao tentar descobrir como você iria moldar o personagem? Isso foi uma negociação complicada?

    Foi uma reunião muito simples. Foi muito informativo e extraí o que pude. Mas não foi a linha de base dessa personagem. Apenas alguns fatos e sentimentos que eu trouxe. Não foi instrumental na criação de Adora.

    Aquelas cenas no último episódio, em que ela envenena Amma e Camille, são nauseantes, porque é uma Adora diferente — uma versão amorosa e carinhosa que está realmente destruindo essas pessoas.

    sharp-objects2.jpgEssa é a única forma de amor que ela conhece. O que acontece com o Munchausen por procuração, essa é a sua ideia de amor verdadeiro. Quando ela muda, quando a doença toma conta, ela se vê em uma luz muito específica. É uma necessidade desesperada, uma necessidade quase obsessiva de assumir a vida dessa pessoa. E foram algumas das cenas mais difíceis que já interpretei.

    Tendo feito esse nível de pesquisa, você se encontrou com pais de crianças que se mutilam?

    Sim. Isso é difícil de falar, porque não acho que seja apropriado. Porque mais uma vez é (misturar) fato e ficção. Eu fiz o que pude — conversas simples. E Amy e eu discutimos isso — padrões, processo de pensamento em relação a essa doença em particular.

    O que você acha do relacionamento de Adora com Alan? Na maior parte, ele é completamente respeitoso com ela, mas em uma cena no final do episódio 4 ele aparece como uma presença ameaçadora em seu quarto. E então nada é dito sobre isso novamente.

    Eu acho que ele ocupa um espaço. Eu não acho que seja um casamento de conveniência; mas que se tornou um. Ela teve um primeiro casamento muito ruim, e acho que Alan era, em sua mente, um bom homem, o tipo de homem com quem ela sempre quis se casar. Eu acho que ele preencheu o vazio perfeitamente. E eu não acho que ela é tão indiferente a ele quanto as pessoas estão dizendo. Acho que ela precisa dele e confia nele, e que esse momento no quarto no episódio 4 é um momento raro. Não acho que seja uma ocorrência normal, mas que já aconteceu antes.

    Quase como um padrão?

    De certa forma, acho que é esperado. Que eles literal e figurativamente dançam um com o outro. E, certamente, com suas doenças, aprendemos mais sobre isso.

    Parece que até o final da série ele chega a algum tipo de percepção de que estava escondendo a verdade de si mesmo.

    Ou até é um pouco cúmplice. Nada é preto e branco nesta série. Um monte de zonas cinzentas e muitas emoções misturadas. E eu acho que eles estão sempre mudando. É surpreendente: na rua, todo mundo vem me dizer o que acham que está acontecendo, e ainda assim ninguém acertou.

    Você é parada em Nova York e as pessoas têm suas teorias?

    Oh, Deus Oh Deus. Oh Deus. Oh Deus. Oh Deus. Oh Deus. Foram momentos e tanto.


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    RIO — O presidente da Fundação Teatro Municipal, Fernando Bicudo, adiou por tempo indeterminado a estreia do balé “Coppélia” (programado para setembro) e todo o resto da programação de 2018. Ao GLOBO Bicudo informou que o balé será substituído pela “Missa de coroação”, de Mozart, que, segundo ele, não exige a contratação de profissionais extras, vital para a realização de espetáculos de maior porte por causa dos desfalcados corpos artísticos da instituição.

    — A recomendação do Tributo de Contas da União (TCU) nos chegou na semana passada. Concluímos que não havia tempo hábil para descobrir uma maneira legal de fazer contratações no novo modelo, que exige licitações públicas. Não compreendem diferenças como determinado iluminador ganhar mais do que outro. Ora, iluminador não é eletricista.

    Nesta quarta-feira, Bicudo compareceu a audiência pública sobre o tema promovida pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Um dos objetivos foi sensibilizar os legisladores para a elaboração de legislação específica que retire o universo artístico da Lei 8666.

    A determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) altera radicalmente, de acordo com Bicudo, a forma como era feita a contratação de artistas pela instituição nos últimos 30 anos.

    — Os espetáculos não foram cancelados, estamos estudando uma previsão de retorno, que ainda não temos, com a assessoria jurídica do teatro. Infelizmente ela será de médio, e não de curto prazo.

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    Bicudo informou que uma nova programação, de caráter emergencial, será anunciada em breve.

    — O Teatro Municipal não ficará vazio. Iremos nos adequar à nova realidade com espetáculos pensados com a participação exclusiva dos corpos artísticos. A qualidade será mantida, mas limitamos as opções de curadoria, por motivos óbvios. Mas vivemos uma situação difícil nos corpos, com salários muiito achatados e vagas não ocupadas por impossibilidade de contratação.

    O secretário estadual de Cultura, Leandro Monteiro, vai por outro caminho. Diz que está estudando a melhor maneira para retomar a programação, mas defende o uso de licitação pública:

    — Acredito que a saída é um chamamento público para licitar uma empresa que forneça artistas e técnicos para os espetáculos. Vai ser mais oneroso, quase dobra o valor, mas o mais interessante é a transparência.

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    SÃO PAULO - Nome artístico de Vinícius Gageiro Marques (1989-2006), Yonlu é também o título do longa-metragem de estreia do gaúcho Hique Montanari. O filme estreia nesta quinta-feira, após percorrer um circuito de festivais nacionais que incluiu participações no 19º Festival do Rio (2017), na 41ª Mostra de São Paulo (2017) e na mostra gaúcha do 46º Festival de Gramado (Leia a crítica do Bonequinho do GLOBO).

    LEIA MAIS: Que filme deveria representar o Brasil na disputa pelo Oscar?

    O caso de Yonlu ficou conhecido no Brasil e no mundo por seu desfecho trágico. Em 2006, quando estava com 16 anos, o jovem ilustrador, fotógrafo e compositor transmitiu pela internet sua própria morte. O artista gaúcho contou com o incentivo e a ajuda de uma plateia virtual, parte dela oriunda de fóruns sobre suicídio assistido.

    O filme de Montanari, no entanto, não investe na tradução linear para as telas da tragédia de Yonlu. É, antes, uma leitura livre e poética do processo criativo do rapaz e de sua dificuldade de absorver a realidade de um mundo adulto, para ele, injusto e opressivo. Bilíngue, o filme é falado em inglês e português porque eram as línguas em que ele mais criava e se comunicava.

    Trailer de 'Yonlu'

    O cineasta conta que o contato inicial com Yonlu foi por meio do seu primeiro álbum como compositor, “Yoñlu” (2006), lançado pelo selo goiano Allegro, com 23 faixas que passeiam pelo rock, bossa nova e hip hop. O mesmo trabalho chegou às mãos de David Byrne, que selecionou14 músicas e o lançou pelo selo Luaka Bop como “A society in which no tear is shed is inconceivably mediocre” (2008).

    — Só depois fui visitar a história dele — diz Montanari. — E vi que ali tinha todos os elementos para uma narrativa cinematográfica interessante, ao mesmo tempo que servia para contar a história do músico e discutir o tema do suicídio.

    A maneira como ele traduzia sentimentos me impressionou

    Desde o primeiro tratamento do roteiro, em 2009, até a versão que foi filmada, em 2016, “Yonlu” foi concebido como um filme não linear, que mistura várias linguagens, da ficção ao videoclipe, passando pela animação e o documentário. Nesse sentido, o legado do artista, que inclui ilustrações músicas, poesias e letras, serviu como base para criar uma narrativa original, além de levantar uma discussão sobre o suicídio entre jovens:

    — Não tem momento mais propício para este filme — diz o diretor. — O problema não está na internet. Trazemos uma reflexão sobre o que está publicado lá, que inclui esses fóruns e páginas sobre suicídio.

    No papel de Yonlu, Thalles Cabral, oriundo do teatro e mais conhecido pela novela “Amor à vida” (2013), fez sua estreia no cinema:

    — Quando fiquei sabendo que ele era brasileiro e tinha 16 anos, fiquei surpreso — diz o ator de 24 anos. — A maneira como ele traduzia sentimentos me impressionou.


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    NOVA YORK — Nenhuma carreira artística deveria ter um atentado a bomba como marco. Mas o ataque durante o show de Ariana Grande em Manchester, na Inglaterra, em maio de 2017 é um pano de fundo inevitável para o quarto álbum da cantora, “Sweetener”. Lançado em 17 de agosto, ele chegou ao 1º lugar das paradas americanas.

    “Sweetener” (Republic) começa com a breve e triste a cappella "Raindrops (An Angel Cried)": um verso da canção "An Angel Cried". E termina com harmonias vocais em "Get Well Soon", um compêndio de simpatia e conselhos para o século XXI ("Deixe de seguir o medo e diga que você está bloqueado") que também traz promessas: "Eu estarei lá para te abraçar". A duração da faixa, incluindo um longo silêncio no final, é de 5m22s , marcando a data do ataque.

    RELEMBRE: Show conduzido por Ariana Grande em Manchester emociona

    Mas Ariana Grande, de 25 anos, não deixa a tristeza tomar conta da sua narrativa de pop star. Álbum por álbum, ela construiu uma persona de empoderamento feminino alegre. Ela não é uma mulher lutando para seguir em frente — simplesmente recebe o que sempre mereceu, incluindo autoridade, devoção e prazer. Ariana Grande Sweetener

    Ela apoia essa crença com maestria de música e dança. Embora tenha aprendido muito com Mariah Carey, Janet Jackson, Madonna, Michael Jackson e muitos outros, sua própria voz é imediatamente reconhecível. Pode ser sedosa ou cortante, passando por longos melismas ou apontando frases curtas de r&b; é sempre flexível e aéra, nunca forçada. Com “Sweetener”, ela reafirmou que a leveza de sua voz é mais adequada para felicidade e satisfação, não para o lamento.

    O primeiro single de “Sweetener” foi “No tears left to cry”, um pivô notável. A faixa começa soando como uma elegia, mas apenas nos primeiros 20 segundos; então acelera para se tornar uma canção dançante, voltando-se para o pensamento positivo e um foco no aqui e agora. Ariana canta "Estou amando, vivendo e aprendendo", e insiste: "Nós também voamos para participar de todo esse ódio / Nós aqui vibrando".

    Ela torna sua alegria autobiográfica — e musicalmente experimental, com harmonias errantes e percussão excêntrica — em “Pete Davidson”, uma faixa de um minuto em homenagem a seu noivo (um comediante do “Saturday Night Live”) que exulta: "Vai ser feliz, feliz". Também em "Successful", na qual sem humildade se vangloria,“ É tão bom ser tão jovem e se divertir e ser bem sucedida / Eu sou tão bem sucedida! ”

    O manifesto central do álbum é "God is a woman", que ascende a um coro de igreja. Tomando emprestada uma tática de Madonna, a faixa confunde paixão sexual e religiosa: “Baby, me deite e vamos rezar / Estou dizendo o jeito que eu gosto, como eu quero”.

    LEIA TAMBÉM: Elza Soares reage a título de álbum de Ariana Grande: 'Deus é mulher'

    No videoclipe da música, Madonna faz uma aparição como a voz de Deus, prometendo vingança; então Ariana Grande quebra um teto de vidro. Mas a atitude de Ariana é pós-Madonna; não é mais uma questão de blasfêmia e quebra de tabus, apenas um anúncio dos seus direitos. As justaposições sagradas e seculares continuam na faixa-título, uma produção de Pharrell Williams que alterna acordes de piano gospel e um hip-hop mais dissonante.

    Ariana Grande trabalha com dois produtores principais no álbum, Pharrell e o hitmaker de longa data Max Martin (acompanhado como sempre por vários colaboradores). Williams empurra para loops de hip-hop e angularidade, deixando Grande dividir e redividir ritmos em canções como "R.E.M.", enquanto Martin prefere simetria e histórias pop mais padrão.

    Mas os dois sabem muito bem seu principal trunfo: a voz de Ariana. Eles dão bastante espaço para a voz dela — nos vocais principais e de apoio, quase tudo é Ariana. Ela é seu próprio coro e vocal de apoio. Enquanto alguns vocalistas convidados (Williams, Nicki Minaj, Missy Elliott) fornecem algum contraste, Grande navega acima de qualquer conflito, passado ou presente. Sua confiança é seu triunfo.


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    75479378_90th Academy Awards - Oscars Arrivals - Hollywood California US 04-03-2018 - Actress Je.jpgRIO — Um hacker que expôs fotos de Jennifer Lawrence e outras celebridades nuas foi condenado a oito anos de prisão. George Garofano, de 26 anos, invadiu a conta do iCloud de Lawrence e vazou parte do conteúdo na internet. Ele se declarou culpado do crime em abril, afirmando ter se passado por um membro da equipe de segurança da Apple para conseguir nomes de usuário e senhas.

    LEIA TAMBÉM: Jennifer Lawrence diz que nudez em filme a ajudou após vazamento de fotos

    Após cumprir os oito anos em regime fechado, o juiz determinou que Garogano passará mais três sob supervisão da Justiça. Outras três pessoas já foram condenadas a penas que variam de 9 a 18 meses de prisão pelo escândalo de vazamento de fotos íntimas que tomou a internet em 2014. Além de Lawrence, outras celebridades como Kate Upton, Ariana Grande e Olivia Munn também foram vítimas.


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    ABL-CANDIDATOS.jpgRIO — A Academia Brasileira de Letras (ABL) escolhe nesta quinta-feira, a partir das 16h, um novo imortal para ocupar a cadeira 7, vaga desde a morte do cineasta Nelson Pereira dos Santos em abril. Com onze candidatos no páreo, a eleição promete ser uma disputa movimentada, que inclui os nomes da escritora Conceição Evaristo, do diretor Cacá Diegues e do editor e historiador de arte Pedro Corrêa do Lago.

    Completam a lista de candidatos Raul de Taunay, Remilson Soares Candeia, Francisco Regis Frota Araújo, Placidino Guerrieri Brigagão, Raquel Naveira, José Itamar Abreu Costa, José Carlos Gentili e Evangelina de Oliveira. O escolhido ocupará a cadeira 7, que tem como patrono Castro Alves e já foi de nomes como Euclides da Cunha, além do fundador Valentim Magalhães.

    LEIA TAMBÉM: ABL debate as histórias dos escritores consagrados que jamais viraram "imortais"

    Segundo o presidente da ABL, o poeta e ensaísta Marco Lucchesi, o grande número de candidatos não é uma surpresa.

    — Já aconteceu outras vezes. Tivemos também um tempo de inscrição maior, que permitiu que mais candidatos se apresentassem — explica Lucchesi. — O que esperamos de qualquer um que seja escolhido é um espírito público de serviço.

    A eleição acontece diante de uma grande mobilização nas redes sociais e dos movimentos negro e feminista pelo nome de Conceição Evaristo. Antes mesmo de formalizar sua candidatura no final de maio, uma petição online em apoio à eleição da escritora reuniu mais de 18 mil assinaturas.

    Vencedora do Jabuti por “Olhos d'água”, Conceição é doutora pela Universidade Federal Fluminense. Nascida na favela do Pendura a Saia, em Belo Horizonte, conciliou os estudos com o trabalho de empregada doméstica na juventude.

    Durante a última Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), ela também deu gás à “campanha” com participação intensa em debates e eventos na programação paralela do evento.

    Se for eleita, a mineira de 71 anos será a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na instituição, fundada em 1897. No Twitter, há um “twittaço” marcado para as 18h com a hashtag #ConceicaoEvaristoNaABL.

    Para Lucchesi, a campanha em torno do nome de Conceição demonstra que a Academia é vista como uma instituição representativa para o país.

    — A Academia é uma instituição brasileira, não está em Marte ou em Júpiter. E como todas as outras instituições, vive os desafios inerentes em relação à cultura do próprio Brasil. A questão das minorias não é específica da Academia, é do país. É importante e a Academia está perfeitamente aberta a ela — afirma Lucchesi, acrescentando que “a renovação da casa vem apontando para novas horizontes”. — Levamos nossos livros para países africanos, além de termos um projeto que promove a leitura nas prisões.

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    Apesar da torcida nas redes por Conceição, dentro da ABL, Pedro Corrêa do Lago e Cacá Diegues estão entre os favoritos. Colecionador e editor, Pedro é neto de Oswaldo Aranha, tem 60 anos já foi presidente da Fundação Biblioteca Nacional,além de ter levado um Prêmio Jabuti ao lado da mulher, Bia Corrêa do Lago, com o livro “Coleção Princesa Isabel — Fotografia do Século XIX”.

    Já o diretor de “Bye Bye Brasil” (1980) e “Xica da Silva” (1976), de 77 anos era amigo de Nelson Pereira dos Santos e foi convencido por um grupo de imortais a participar do pleito após a retirada da candidatura do escritor Alberto Mussa.


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    VENEZA — A exibição de “Roma”, de Alfonso Cuarón, foi o grande destaque desta quinta-feira (30) no 75º Festival de Veneza, marcando a estreia da Netflix na competição. A empresa está no centro da polêmica entre o streaming pela TV e os festivais de cinema. Excluída de Cannes por não lançar seus filmes em salas de cinema, ela tem outros seis títulos espalhados pelas seções do certame italiano, entre eles dois candidatos ao Leão de Ouro: “The ballad of Buster Scruggs”, de Ethan e Joel Coen, e “22 july”, de Paul Greengrass.

    – Somos injustos com o relação do papel da Netflix quando pensamos no tipo de filme que ela produziu. “Roma” não é um filme de gênero, não tem elenco internacional, foi filmado em preto e branco e é falado em espanhol. É um tipo de projeto que teria enormes dificuldades para encontrar espaço no mercado – defendeu o diretor mexicano.

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    Fazendo eco ao presidente do júri do festival, seu conterrâneo Guillermo del Toro, Cuarón ainda destacou a importância da plataforma na difusão dos clássicos do cinema.

    – Quando foi a úlima vez que você viu um filme do Bresson, do Orson Welles? Ela também permite acesso a esse tipo de cinema. Temos que ver a Netflix e outras operadoras de vídeo sob demanda como uma opção.

    LEIA MAIS: Guillermo Del Toro defende filmes de operadoras de streaming

    Trailer de 'Roma'

    "Roma" é dedicado a uma antiga babá da família de Cuarón. Para criar essa história de inspiração autobiográfica, o cineasta acumulou as funções de roteirista, produtor, editor e diretor de fotografia.

    A trama é contada do ponto de vista de Cleo (Yalitza Aparicio) e Adela (Nancy García García) as duas empregadas da casa, de origem indígena, que mantém uma relação muito próxima com os quatro filhos do casal.

    É Cleo, por exemplo, quem põe os mais novos na cama e os acorda pela manhã para ir a escola. A rotina dos afazares domésticos e afetivos é sacudida pela gravidez inesperada de Cleo e a crise conjugal dos patrões.

    — Quando você cresce com alguém que ama (como uma mãe), não questiona a identidade dessa pessoa, ou as diferenças que nos separam dela – explica Cuarón – Foi um trabalho muito orgânico, pois parte da minha memória afetiva, da reconstrução (ficcional) do meu passado.

    NOVOS DE LANTHIMOS E ALVERSON

    78608415_Director Yorgos Lanthimos and actress Emma Stone attend a photocall for the film The Fa.jpgOutro concorrente do dia protagonizado por mulheres, “The favourite”, do grego Yorgos Lanthimos, também mereceu acolhida calorosa da imprensa estrangeira. O novo longa-metragem do diretor de “O lagosta” (2015) e “O sacrifício do cervo sagrado” (2017) descortina intrigas políticas e de alcova nos círculos íntimos da rainha Ana da Inglaterra, que reinou entre 1702 e 1713.

    Naquele início do século XVIII, corridas de patos e tiro ao pombo eram os passatempos preferidos da nobreza, e o país disputava com a França a soberania sobre a Europa, em uma guerra que exigia muitas vidas e dinheiro. É neste cenário de extravagâncias de toda sorte que encontramos Ana (Olivia Colman, da série “The crown”), de saúde debilitada e dependente dos conselhos estratégicos e da companhia (também íntima) de Lady Sarah (Rachel Weisz), sua melhor amiga.

    A chegada de Abigail (Emma Stone, vencedora do prêmio de melhor atriz em Veneza e do Oscar da categoria por “La la land”), uma ex-nobre admitida como empregada do castelo, desestabiliza o jogo de poder entre elas. Vendo ali a chance de recuperar sua herança aristocrática, Abigail usará de métodos mesquinhos para se aproximar da rainha e conquistar posição de prestígio ao lado da soberana.

    — Desde o início do projeto, nove anos atrás, o foco sempre foi essas três personagens femininas, complexas e complicadas que, por acaso, são baseadas em mulheres que existiram de verdade. Elas estão longe do estereótipo de submissas, na função de namoradas, mulheres ou secretárias, que estávamos acostumados a ver em filmes. São mulheres que tomam decisões capazes de afetar a vida de milhões de pessoas – explica Lanthimos. – É a primeira vez que me aventuro no filme histórico. Gosto da ideia de um drama de época, porque nos oferece a pespectiva do tempo, de ver fatos de forma mais clara.

    78606567_From L Actor Jeff Goldblum director Rick Alverson actor Tye Sheridan and actress Hannah.jpgA programação do dia fechou com a fria recepção a “The moutain”, do americano Rick Alverson, drama livremente inspirado na figura de Walter Freeman, um dos pioneiro na lobotomia, nos anos 1950. Jeff Goldblum interpreta Wallace Fiennes, médico à frente de uma clínica especializada em técnicas de neurocirugia e tratamento de doentes mentais e comportamentos considerados desviantes.

    Ele acolhe como pupilo um jovem órfão, filho de um ex-paciente, que passa a registrar suas atividades profissionais com uma câmera fotográfica. O rapaz é interpretado por Tye Sheridan, vencedor do prêmio de ator revelação em Veneza por “Joe” (2013), de David Gordon Green.

    — Vejo a lobotomia como uma grande metáfora do filme. O personagem de Jeff tira vantagens dos americanos numa época em que as pessoas acreditavam que suas doenças mentais e conflitos sobre sexualidade podiam ser curadas com algum tipo de operação cerebral – observou Sheridan. – Fiennes tira partido disso da mesma maneira que muitas pessoas no mundo manipulam a opinião público hoje. “The mountain” provoca e desafia a forma com que o cinema e a midia nos influencia.


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    SÃO PAULO - A Bienal de Veneza, entidade que promove o Festival de Veneza, na Itália, vai assinar nesta sexta-feira um protocolo que estabelece alguns parãmetros para se alcançar igualdade de gênero no evento. O mesmo documento foi assinado por outros festivais de cinema ao redor do mundo, como os de Cannes, Locarno e Sarajevo.

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    O protocolo, que inicialmente foi eleborado em Cannes, pela organização 5050x2020, envolve comprometimento com práticas como: divulgação de estatísticas sobre números de filmes inscritos; transparência sobre membros dos comitês de seleção e programação, e atingir uma proporção igual de gênero na administração da organização. Os organizadores garantem que muitas dessas práticas já fazem parte do dia a dia do festival.

    A demora na assinatura do protocolo se deve à natureza multidisciplinar da Bienal de Veneza, que organiza também, além do festival de cinema, eventos de arquitetura, música e dança. A ideia é que as diretrizes sejam aplicadas em todos estes setores.

    O festival também deve anunciar para o próximo ano a realização de um painel sobre igualdade de gênero, no qual serão usadas estatísticas tabuladas a partir dos filmes da seleção oficial.

    7ead6183975166883f59ecaf0d6b68b8.jpg

    Pelo segundo ano consecutivo, a mostra competitiva do Festival de Veneza traz apenas um filme dirigido por mulher, "The nightingale", de Jennifer Kent. O diretor artístico, Alberto Barbera, foi bastante criticado por isso, embora a proporção de mulheres na seleção oficial - o que inclui a competição e as paralelas - seja de cerca de 20%, exatamente a mesma proporção de inscrições.


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    RIO - O ator francês Gérard Depardieu foi acusado de estupro por uma jovem atriz de 22 anos. Segundo o jornal "Le Parisien", uma queixa foi registrada na última segunda-feira contra o ator em Aix-en-Provence, no sul da França.

    Segundo a queixa da jovem, os atos teriam acontecido na residência de Depardieu em Paris, em 7 de março e 13 de agosto. Ainda de acordo com o "Parisien", Depardieu é amigo do pai da atriz, e teria se aproximado da jovem para dar conselhos sobre a carreira. Os abusos teriam ocorrido durante um ensaio informal para uma peça de teatro.

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    Por meio de seu advogado, Hervé Temime, Depardieu negou a acusação.

    "Uma queixa foi registrada no dia 27 de agosto. Desde o dia seguinte, tenho recebido ligações de jornalistas. Eu desprezo tal publicidade. Há um preconceito muito grave contra Depardieu, que contesta completamente ter cometido a menor das infrações ou ter tido o menor comportamento criminoso, ele garante. Eu peço a maior prudência e reserva possível, para o respeito de todos, na medida em que estou convencido de que esta queixa não irá prosperar no plano judicial", afirmou Temime.

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    RIO — Vinte e dois filmes concorrem para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A decisão final será tomada no dia 11 de setembro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, por uma comissão formada por representantes do setor audiovisual. Desde o ano passado, a Academia Brasileira de Cinema organiza a escolha. Enquanto isso, vários países já escolheram seus representantes.

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    O Japão indicou "Shoplifters", de Hirokazu Kore-eda, como seu candidato. O filme, sobre uma família marginalizada que adota uma criança encontrada na rua, foi o vencedor da Palma de Ouro de Cannes este ano.

    A Alemanha indicou "Never look away", que terá sua estreia mundial do Festival de Veneza. Dirigido por Florian Henckel von Donnersmarck, o filme é baseado numa história real. A trama acompanha o estudante Kurt Barnert (interpretado por Tom Schilling), que se apaixona pela colega Ellie Seeband (Paula Beer). No entanto, o pai de Elle, o celebrado professor Carl Seeband (Sebastian Koch), não aprova a relação, apesar do destino dos dois estar ligado por um crime cometido muitos anos antes.

    "Pássaros de verão", de Cristina Gallego e Ciro Guerra, será o candidato da Colômbia. Cristina foi a produtora e Ciro o diretor de "O abraço da serpente", de 2015, primeiro filme colombiano a ser indicado ao Oscar. Exibido em Cannes, "Pássaros de verão" mostra as origens do tráfico de drogas no país através da corrupção de uma família nativa.

    A Suécia indicou "Border", de Ali Abassi. Exibido na mostra Um Certo Olhar, em Cannes, o filme ganhou o prêmio principal esse ano. A trama acompanha uma funcionária da alfândega com um olfato extraordinário que se apaixona por um suspeito. "Donbas", o indicado da Ucrânia, também foi exibido na Um Certo olhar e rendeu a Sergei Loznitsa o prêmio de melhor direção.

    Veja os pré-indicados até agora:

    Alemanha:"Never look away", de Florian Henckel von Donnersmarck

    Belarus: "Crystal Swan", de Darya Zhuk

    Bélgica: "Girl", de Lukas Dhont

    Colômbia: "Pássaros de verão", de Cristina Gallego & Ciro Guerra

    Estônia: "Take it or leave it", de Liina Trishkina-Vanhatalo

    Eslováquia: "The Interpreter", de Martin Sulik

    Japão: "Shoplifters", de Hirokazu Kore-eda

    Lituânia: "Wonderful Losers. A Different World", de Arunas Matelis

    Palestina: "Ghost hunting", de Raed Andoni

    Reino Unido: "I Am Not A Witch", de Rungano Nyoni

    Romênia: "I do not care if we go down in history as barbarians", de Radu Jude

    Suécia: "Border", de Ali Abbasi

    Suíça: "Eldorado", de Markus Imhoof

    Turquia: "The Wild Pear Tree", de Nuri Bilge Ceylan

    Venezuela: "The family", de Gustavo Rondón Córdova


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    RIO — O cineasta e colunista do GLOBO Cacá Diegues é o novo imortal a ocupar a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Em eleição realizada nesta quinta-feira, ele superou nomes como o da escritora Conceição Evaristo e do editor e historiador de arte Pedro Corrêa do Lago.

    O cineasta recebeu 22 votos. Pedro teve 11 votos e Conceição, um. Participaram da eleição 24 acadêmicos presentes e 11 por cartas (três não votam por motivo de saúde).

    A cadeira 7 já foi ocupada, entre outras, pelo escritor Euclides da Cunha e pelo fundador da ABL, Valentim Magalhães. A vaga estava aberta desde a morte do também cineasta Nelson Pereira dos Santos, em abril.

    Apesar da forte mobilização nas redes sociais e nos movimentos negro e feminista em torno da candidatura de Conceição Evaristo, Diegues dividia o favoritismo, dentro da ABL, com Pedro Corrêa do Lago.

    O diretor de “Bye Bye Brasil” (1980) e “Xica da Silva” (1976), de 77 anos era amigo de Nelson Pereira dos Santos.

    Cacá publicou alguns livros, nem sempre sobre cinema, tendo começado com “Ideias e Imagens”, de 1988. Seus livros mais recentes são "Vida de Cinema”, mais de 600 páginas sobre o Cinema Novo, e “Todo Domingo”, uma coletânea de seus textos publicados semanalmente no GLOBO.


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    SÃO PAULO - O mais recente filme de Woody Allen, o inédito "A rainy day in New York", não será lançado pela Amazon Studios tão cedo. A produtora, que tem um contrato para outros trabalhos com o cineasta, divulgou comunicado dizendo que "ainda não há data de lançamento prevista". O estúdio é obrigado por contrato a distribuir o longa, que conta a história do relacionamento entre um homem de 44 anos e uma adolescente de 15 anos.

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    O retrospecto não é favorável a Allen. Ele tem sido alvo do escrutínio dos movimentos #MeToo e Time's Up, que advogam pela igualdade de direitos entre homens e mulheres na indústria de cinema americana. Além de tudo, a Amazon, que tem mais quatro filmes para produzir com Allen, teve muita dificuldade para distribuir "Roda gigante" (2017).

    O cineasta foi acusado de abusar sexualmente de sua filha adotiva Dylan Farrow, quando ela tinha 7 anos, em 1992. Dylan voltou a lembrar o caso em 2014, quando outros episódios de assédio vieram a público nos EUA.

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    Allen sempre negou as acusações. O caso foi julgado duas vezes, em ações diferentes, e o resultado foi que nenhuma evidência real foi encontrada para continuação dos processos. De acordo com fontes ouvidas pelo jornal britânico The Guardian, é possível que o prejuízo da Amazon ao arquivar o filme chegue a US$ 25 milhões.

    Com Timothée Chalamet, Selena Gomez, Jude Law e Elle Fanning no elenco, a comédia romântica foi encerrada no último trimestre do ano passado. Desde então, muitos atores se disseram arrependidos de ter trabalhado com Allen, e Chalament e Gomez doaram o valor de seus cachês para campanhas e movimentos contra assédio em Hollywood.

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    RIO - A HBO divulgou nesta quinta-feira o primeiro teaser da série "A amiga genial", que leva para as telas o romance da escritora italiana Elena Ferrante. No vídeo, é possível ver as amigas Elena Greco (Lenu) e Rafaella Cerullo (Lila) durante a infância e a adolescência. O lançamento acontece em novembro. amiga-genial-HBO

    Com oito episódios, a primeira temporada da série tem direção de Saverio Costanzo, indicado em 2010 ao Leão de Ouro no Festival de Veneza por "A solidão dos números primos". As atrizes mirins Elisa Del Genio e Ludovica Nasti vivem, respectivamente, Lenu e Lila e foram escolhidas entre as 9 mil crianças que fizeram testes para o elenco. Na adolescência, assumem os papéis da dupla Margherita Mazzucco e Gaia Girace.

    Para replicar a Nápoles do pós-guerra, onde se passa a primeira parte da história, foi construído um cenário de quase 2 quilômetros quadrados, incluindo 14 prédios, cinco interiores de apartamentos, uma igreja e um túnel.

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    Com direitos de aquisição adquiridos pela HBO, a série é capitaneada pelas produtoras italianas Wildside (também responsável por "The young pope") e Fandango.

    "A amiga genial" é o primeiro dos quatro livros que compõem a Tetralogia Napolitana de Elena Ferrante, que narra a história de Lila e Lenu, duas amigas que crescem em um bairro pobre de Nápoles, até a velhice. No Brasil, a obra é editada pela Biblioteca Azul.


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    78380393_SC - Mulheres radicais Exposição que virou sensação nos EUA chega hoje a São Paulo na Pin.jpgRIO - Em mais um capítulo do impasse entre museus e aeroportos sobre os valores cobrados para o armazenamento de obras de arte na chegada ao Brasil, a Pinacoteca do Estado de São Paulo vai recorrer contra a decisão do desembargador Luis Antonio Johonsom Di Salvo, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, que favorece o aeroporto de Viracopos, em Campinas.

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    A disputa envolve a cobrança da taxa de armazenagem de obras da exposição “Mulheres radicais: Arte latino-americana, 1960-1985”, que foi inaugurada no dia 18 de agosto e sai de cartaz em novembro.

    Até setembro do ano passado, obras de arte enviadas ao país para exposições eram taxadas por seu peso bruto, dentro de uma regulação da Anac que prevê um regime especial para eventos de caráter “cívico-cultural”. No entanto, concessionárias de aeroportos que incluem Guarulhos e o Galeão argumentam que nem todo evento cultural teria direito à taxa especial.

    Info - Mudança em Cobrança no Aeroporto

    No caso da Pinacoteca, a instituição havia conquistado uma decisão liminar favorável à cobrança por peso. Com a derrubada da liminar, o valor da taxa cobrada passaria de R$ 1.079 para R$ 56 mil. Em abril, a SP-Arte também agiu judicialmente para evitar alterações na cobrança.

    Em 10 de agosto, o Ministério dos Transportes constituiu um grupo de trabalho com o Ministério da Cultura, para analisar a questão e sugerir ajustes. O grupo tem 30 dias para entregar um relatório técnico sobre o assunto.


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    RIO — Morreu nesta quinta-feira, no Rio, aos 91 anos, Wlademir Dias-Pino, pioneiro da poesia visual. O artista não resistiu a um quadro de pneumonia, e o velório está marcado para o próximo sábado, às 16h, no Memorial do Carmo. Dedicado à arte até seus últimos dias, Dias-Pino estava preparando uma exposição para o Centro Pompidou, em Paris, até então sem data definida.

    Nascido em 1927, no Rio, mudou-se ainda jovem para Cuiabá, onde fundou um movimento pioneiro de poesia experimental nos anos 1940, o intensivismo. Foi um dos seis poetas participantes da Exposição Nacional de Arte Concreta de 1956, ao lado de autores como Augusto e Haroldo de Campos e Ferreira Gullar. Na década seguinte, liderou vanguardistas de todo o país no grupo Poema/processo.

    Nos últimos anos, continuava produzindo em sua casa, no Rio, trabalhos que desafiam limites entre gêneros, como a “Enciclopédia visual’’, série de centenas de colagens que revê a história das imagens na cultura ocidental.

    — Sou um pensador gráfico. Nunca me interessei pela dimensão narrativa da literatura, quis explorar a dimensão visual. Se alguém disser que o que faço não é literatura… Não ligo para gêneros. Mas a base de tudo para mim é o poema — disse em entrevista ao GLOBO em 2016, quando ganhou uma retrospectiva no Museu de Arte do Rio (MAR) com mais de 800 peças.

    A exposição, que rendeu a Dias-Pino o prêmio Faz Diferença, do GLOBO, na categoria Segundo Caderno/ Artes Visuais, reunia poemas dobráveis e remontáveis, poemas formados por combinações numéricas e gráficos matemáticos, poemas sem palavras, compostos apenas com imagens. Obras de Wlademir Dias-Pino

    Apesar de sua amplitude e de sua importância na história da literatura, das artes plásticas e do design gráfico no Brasil, a obra de Dias-Pino era pouco conhecida pelo grande público.

    — O fato de Wlademir ter vivido muito tempo fora do eixo Rio-São Paulo, sua timidez e sua originalidade radical fizeram com que ele seja menos lembrado hoje do que deveria. Ele sempre seguiu um caminho singular — avaliou Evandro Salles, curador da mostra no MAR.

    Esse caminho começou no Rio, onde Dias-Pino nasceu, em uma família de anarquistas. Filho de um tipógrafo, desde a infância gostava de brincar com tipos metálicos na gráfica do pai. Aprendeu a ler com a mãe, que o ensinou a desconfiar dos métodos escolares tradicionais. Dias-Pino atribuía a essa criação um traço fundamental de sua carreira, a busca por uma arte que escape da “prisão do código alfabético”, disse ao GLOBO.

    Nos anos 1930, a perseguição política do governo Vargas levou a família a se mudar para Cuiabá, no Mato Grosso. Lá, Dias-Pino publicou na gráfica do pai seu primeiro volume de poemas, “Os corcundas”, em 1939, quando tinha apenas 12 anos. Dias-Pino só lançou nacionalmente esse livro nos anos 1950, quando foi saudado pela audácia formal. A exposição sublinha o pioneirismo desse trabalho precoce e de outros, como “A fome dos lados” (1940) e “A máquina que ri” (1941).

    A busca por novas formas de leitura levou Dias-Pino a criar o inovador livro-poema “A ave”. O autor produziu os 300 exemplares da única tiragem da obra entre 1948 e 1956. Nela, versos como “A ave voa dentro de sua cor’’ têm as palavras espalhadas pelas páginas, que vinham soltas, numa caixa, permitindo ao leitor recriar o poema de várias formas.

    Nos anos 1960, depois da cisão entre os concretistas paulistas e os neoconcretos radicados no Rio, o autor buscou uma terceira via. Ela se cristalizou no movimento Poema/processo, criado em 1967, que aglutinou poetas de todo o Brasil em torno da ideia de que “o poema” podia estar em qualquer lugar: na arquitetura, na matemática, em performances ou imagens. Até o fim das atividades do grupo, em 1972, seus integrantes criaram obras como um poema-casa e uma intervenção que rasgou livros de Drummond e João Cabral de Melo Neto, acusando-os de serem “poetas discursivos”.

    — Minhas obras estão todas ligadas num projeto que está sempre em processo. Nada tem conclusão em mim — resumiu.


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    Cacá Diegues.jpgRIO - Com 22 votos de um total de 35 (três não votaram por problemas de saúde), o cineasta Cacá Diegues e colunista do GLOBO foi eleito na tarde de quinta-feira, na Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 7, que pertencia ao também cineasta Nelson Pereira dos Santos, falecido em abril. Ainda não foi definida a data da posse. Alegando ter sido convencido por amigos e pela família de Nelson a concorrer à vaga, Cacá se disse surpreso pela votação consagradora.

    — Não tinha nenhuma suposição do que ia acontecer, tive muito mais votos do que imagianava que ia ter — disse o cineasta, na festa da vitória, no apartamento do amigo e também diretor de cinema Zelito Viana, em Copacabana.

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    Diretor de filmes consagrados, como "Bye Bye Brasil" (1980) e "Xica da Silva" (1976), o alagoano Cacá tem 77 anos e era grande amigo de Nelson Pereira dos Santos. Nelson era um de seus incentivadores quando, com outros jovens diretores, ele deu a partida nos anos 1960, no movimento do Cinema Novo. A gente sabe que um dia as instituições brasileiras e o IBGE tenderão a coincidir. Essa é uma casa de paz.

    Cacá Diegues tinha como concorrente mais forte o editor e historiador de arte Pedro Corrêa do Lago, que teve 11 votos. Um dos votos foi em branco, e outro foi para a escritora Conceição Evaristo, que contou, em sua candidatura, com o apoio dos movimentos negro e feminista — quatro entusiastas de Conceição chegaram a ir à porta da ABL para tentar acompanhar a votação.

    CONCEIÇÃO PREFERIU NÃO SE PRONUNCIAR

    Caso tivesse sido eleita, a mineira de 71 anos seria a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na instituição. Procurada por O GLOBO, Conceição Evaristo preferiu não se procunciar.

    — A candidatura da Conceição é legítima, a academia está aberta — afirmou, após a eleição, o presidente da ABL, o poeta e ensaísta Marco Lucchesi. — A gente sabe que um dia as instituições brasileiras e o IBGE tenderão a coincidir. Essa é uma casa de paz.

    O acadêmico Domício Proença Filho disse acreditar que a hora de Conceição na ABL chegará:

    — Qualificações, ele tem: é professora, escritora. Sou mulato, não há essa falsa ideia de que a Academia iria criar algum empecilho. Nada impede que Conceição volte a concorrer.

    Cacá Dieges também teceu loas a sua oponente:

    — Não conheci Conceição pessoalmente, mas acho que a obra dela merece todo o respeito. Ela deve tentar outra vez, é uma escritora que merece ser acadêmica.

    'O BRASIL SE VÊ NOS FILMES DO CACÁ'

    Marco Lucchesi louvou o diálogo entre cinema e literatura que Cacá Diegues promove em seus filmes, fundamentais para uma casa cada vez mais plural como a ABL.

    — O Brasil se vê nos filmes do Cacá, que tembém é um grande crítico e ensaísta.

    Elogiado por seu amigo e acadêmico Geraldo Carneiro por sua crítica política constante, o cineasta se disse ainda incomodado com a questão de ter que vestir o fardão e garantiu que vai continuar o mesmo, agora que foi eleito para a ABL.

    — Eu não posso entrar para Academia e mudar de personalidade. Ela não é um centro político, mas se eu tiver necessidade de me manifestar, vou me menifestar — disse Cacá, admitindo ter tirado bom proveito das visitas aos acadêmicos, um dos rituais da campanha. — Uma das coisas boas é que conheci pessoas que, de outro modo, jamais teria conhecido. Tiver conversas maravilhosas até com quem não ia votar em mim.

    Autor de livros como "Vida de cinema: antes, durante e depois do cinema novo" (2014) e "Todo domingo, com os artigos de Cacá Diegues" (2017), com textos publicados em O GLOBO entre 2010 e 2017, o cineasta lança no Brasil, no dia 15 de novembro, o seu mais novo filme: "O grande circo místico", que abriu este mês o 46° Festival de Cinema de Gramado:

    — Até novembro, vou trabalhar muito pelo filme. Mas, ao mesmo tempo, não posso deixar de começar a trabalhar pela Academia. Não sei como isso vai ser, talvez tenha que esticar os meus dias.


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