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    78456437_O Globo - dupla sertaneja Zv© neto e Cristiano durante apresentavßv.jpgRIO — “Nem Jesus Cristo conseguiu agradar a todo mundo, mas acho que a gente está bem próximo...” A frase é uma das muitas ditas num tom caipira de pilhéria por José Toscano Martins Neto, de 28 anos. E tenta dimensionar o fenômeno em que ele se transformou neste ano, ao lado do amigo de infância Irineu Táparo Vaccari, de 30.

    LEIA MAIS: Zé Neto & Cristiano são os artistas mais ouvidos do Brasil no YouTube

    Dupla sertaneja em atividade desde 2011, Zé Neto & Cristiano são hoje os reis da música no Brasil, tendo ultrapassado Marília Mendonça, a grande estrela de 2017. O canal deles no YouTube é o mais popular do país, superando 2,9 bilhões de visualizações. Eles também são há semanas a atração mais ouvida do Spotify Brasil . E, no último dia 17, tornaram-se os mais ouvidos do Deezer em todo o mundo.

    Hoje, Zé Neto & Cristiano fazem cerca de 25 shows por mês. Em julho, no meio da Copa do Mundo, chegaram a cantar às três da tarde em Franca, às sete da noite em Araçatuba, e às onze em São João da Boa Vista. A operação até parece simples quando se descobre que eles têm 42 funcionários à disposição na estrada. Mas é complicada para quem, no fim das contas, é apenas um (ou dois).

    — Às vezes falta um dublê — brinca Cristiano. Mix Zé Neto e Cristiano

    É fácil entender a popularidade da dupla ao vê-la no palco. No dia 17, por exemplo, eles cantaram para 10 mil pessoas (com ingressos esgotados desde o início do mês) no Villa Country, templo do sertanejo em São Paulo. Ainda não têm tatuagens e guardam muito do verniz interiorano da sua terra: São João do Rio Preto, a 442 quilômetros da capital paulista.

    Eles cantam os dramas do dia a dia, com romantismo e certo humor. Coisa de quem ouve um modão daqueles de arrastar o chifre no asfalto (“Largado às traças”) ou considera derreter a aliança de um noivado que terminou (“vou tomar tudo de cachaça/ pra ver se passa e ameniza essa dor/ se aceita ouro no boteco, é pra lá que eu vou”).

    NOITE INTEIRA E MAMADEIRA

    Um dos grandes especialistas no assunto, o jornalista André Piunti, do site “Universo Sertanejo”, acha que o diferencial da dupla é o repertório sacado entre os principais compositores do mercado. Eles transformaram em sucesso músicas como “Largado às traças”, “Notificação preferida”, “Bebida na ferida”, “Status que eu não queria” e “Mulher maravilha” — uma canção sobre paternidade responsável e apaixonada, que rima “a noite inteira” com “mamadeira”.

    — Eles gastam muito tempo procurando músicas. E, quando perceberam que o mercado para cantoras estava esfriando, aproveitaram para lançar o DVD (“Esquece o mundo lá fora”) — analisa André. — Tudo que fizeram deu certo. Hoje, são a maior dupla do país.

    Para montar o último repertório, eles dizem ter ouvido mais de 5 mil músicas. E juram que acabaram de gravar um disco já com canções para outro. Em 2016, estiveram prestes a estourar, com “Seu polícia”, mas não conseguiram fazer frente à invasão femineja de Maiara & Maraisa, Simone & Simaria e Marília Mendonça.

    — Ali, a gente saiu de um cachezinho de 20, 30 (mil reais) para um de 100 mil e passou um ano e meio numa fase muito boa. Mas nada como é hoje — reconhece Zé Neto.

    Diretora artística da Som Livre, gravadora da dupla desde 2015, Tatiana Cantinho costuma dizer que eles “estavam no lugar certo, mas na hora errada”:

    — O estouro das cantoras foi tanto que eles ficaram ofuscados. Mas sabíamos que este seria o ano da virada.

    Parte da explosão veio com a estratégia digital traçada por gravadora e pela Work Show — uma das maiores empresas de agenciamento de sertanejos do país.

    — Com “Esquece o mundo lá fora”, a gente percebeu o potencial. Então soltamos os áudios antes dos vídeos. Aí, quem viu os vídeos e não conhecia as músicas migrou para o áudio — explica João Alves, diretor de Marketing Digital da Work Show, que ainda divulga músicas em grupos de WhatsApp, para compensar falhas no acesso à internet no interior.

    Viciados em Instagram (publicam stories e cuidam de seus próprios perfis), Zé Neto & Cristiano se dizem escravos do smartphone.

    — A internet chegou antes da educação. Até evito ler comentários. Se você tem cinco mil e dois são ruins, vai ter vontade de responder. Eu fico mal, pra baixo — confessa Cristiano.

    Zé Neto, que pode ser visto fazendo declaração de apoio a Jair Bolsonaro no YouTube, reclama:

    — Hoje, qualquer coisa incomoda e nada tem perdão.

    Eleição à parte, eles querem fazer a própria campanha. E ter a imagem tão conhecida quanto sua música.

    — Na toada em que tô bebendo, não sei nem se chego aos 50 anos — brinca Zé Neto, para logo ficar sério: — A gente quer trabalhar nessa pegada por mais dois, três anos. É desumano, mas também é financeiramente gratificante. Depois, penso em tirar o pé um pouco, parar com essa loucura. Ainda não consegui ser pai do meu filho, só o curti pelo celular.


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    RIO — Todo mundo conhece a frase “eu tenho um sonho”, imortalizada no histórico discurso feito por Martin Luther King em 1963, em Washington. Menos famosa é uma declaração dada pelo próprio ativista, quatro anos depois, na qual admitiu que o sonho havia virado pesadelo. É que às vésperas de seu assassinato, há 50 anos, em 4 de abril de 1968, King se transformou num homem bem diferente da versão canonizada nos livros de História: estava deprimido, isolado e questionando seus próprios atos.

    LEIA MAIS: Luther King planejava iniciar campanha contra pobreza

    Essa revelação está no aclamado documentário “King no deserto”, que acaba de entrar na programação da HBO e no catálogo da HBO Go. Dirigido por Peter W. Kunhardt, duplamente premiado com o Emmy pelos trabalhos em “Jim: the James Foley story” (2016) e “Teddy: in his own words” (2009), o filme se propõe a mostrar um lado pouco conhecido de um dos maiores líderes do movimento dos direitos civis negros nos EUA. Trailer de 'King no deserto'

    — O que aprendemos na escola, que ele foi esse herói, praticamente um super-homem disposto a lutar apesar das adversidades, entra em conflito com os três anos que antecederam a sua morte, quando King estava triste, sendo perseguido pelo FBI e em conflito com outras lideranças negras. Mesmo assim, ele se manteve fiel ao princípio de não violência de um jeito que poucas pessoas conseguiriam — avalia Kunhardt, em entrevista por telefone.

    O retrato dos derradeiros momentos de Luther King é pintado a partir de depoimentos de amigos próximos, para quem ele estava com o “coração amargo”, “decepcionado com a possibilidade de ter feito pouco” e “fisicamente exausto”. “Não estava pronto para que o coração humano mostrasse tanto desafeto”, lembra o cantor e ator Harry Belafonte, um dos 19 entrevistados. King apresentava até mesmo um tique nervoso, provavelmente em decorrência da ansiedade e do medo de morrer, ainda ele não admitisse isso publicamente. Momentos marcantes do movimento contra a segregação racial nos EUA

    Mas o que o levou a esse estado? Entre muitos fatores, sua política de não violência passou a ser questionada pelo próprio movimento negro, do qual brotaram líderes que defendiam uma abordagem mais combativa. King via com particular incômodo o surgimento, em resposta aos supremacistas brancos, do chamado “black power”, que considerava incompatível com seu desejo de unir americanos de todas as cores num mesmo patamar. O estopim foi o seu discurso crítico à Guerra do Vietnã, em 4 de abril de 1967 — ele comprou briga com governo, com o FBI e com a imprensa. É como se tudo tivesse se virado contra ele. Antes de sua morte, ele era menos popular entre os negros, que o consideravam pacífico demais, enquanto os brancos o viam como radical e comunista

    — Sei que os espectadores reagem com surpresa à visão do homem real que ele foi, mas é emocionante tirar alguém do pedestal e colocá-lo junto da gente — afirma o produtor-executivo do longa, o escritor Trey Ellis, indicado ao Emmy pelo roteiro do telefilme “Prova de fogo” (1995). — Antes de sua morte, ele era menos popular entre os negros, que o consideravam pacífico demais, enquanto os brancos o viam como radical e comunista. Após sua morte, todos quiseram um pedaço de seu legado, que acabou sendo distorcido ao longo dos anos. Para mim, o importante nesse filme é mostrar que King era um radical dentro de sua postura não violenta.

    “King no deserto” traz ainda imagens jamais vistas do líder, encontradas nos arquivos de TVs que cobriram os seus passos, mas não chegaram a veicular o material. Uma das cenas o mostra gargalhando, em meio à depressão, ao ser surpeendido com uma festa de aniversário. Um raro momento de descontração que, hoje, carrega um significado imensurável.

    — Muita gente acha que ele nunca ria — destaca Trey Ellis, que ficou responsável por colher os depoimentos.

    Segundo o diretor Peter W. Kunhardt, os entrevistados, que incluem ainda os ativistas Diane Nash e Jesse Jackson, aceitaram de cara participar do documentário, como se fosse uma obrigação cívica deles. Mas atribui ao produtor o mérito pelas declarações detalhistas e íntimas.

    — Eu, um cineasta branco, tomei a decisão certíssima de trabalhar com o Trey, que é negro e um estudioso sobre a questão racial. Ele fez as pessoas se abrirem de uma forma que eu provavelmente não teria conseguido — diz o realizador, para quem o documentário ganha ainda mais relevância na era Trump. — Os amigos de King entenderam que era importante transmitir a mensagem aos jovens da nossa geração.


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    SÃO PAULO — "Ferrugem" e "Benzinho" foram os grandes vencedores da mostra competitiva de longas brasileiros do 46º Festival de Gramado, enquanto a coprodução paraguaia "As herdeiras" dominou a premiação na mostra de longas estrangeiros. A cerimônia de entrega dos prêmios Kikitos aconteceu na noite deste sábado, na Serra Gaúcha.

    Os discursos políticos por parte dos artistas premiados, com aplausos e vaias como resposta do público, permearam toda a festa. A defesa aguerrida do curta-metragem como formato a ser considerado no novo sistema de pontuação da Agência Nacional de Cinema (Ancine) também entrou na agenda de reivindicações dos cineastas.

    Na competição brasileira, "Ferrugem" ficou com o Kikito de melhor filme e mais dois troféus, de melhor roteiro, dividido pelo diretor Aly Muritiba e a corroteirista Jessica Candal, e de melhor desenho de som, para Alexandre Rogoski.

    46FestCinemaGramado_10243.jpg

    "Benzinho", que está em cartaz no circuito comercial desde quinta-feira, ficou com quatro estatuetas, incluindo os prêmios das votações da crítica e do júri popular. Do júri oficial, o título levou os troféus de melhor atriz, para Karine Teles, e de melhor atriz coadjuvante, para Adriana Esteves.

    O restante da premiação artística ficou dividida entre "10 segundos para vencer" e "A voz do silêncio", com dois Kikitos cada. Do primeiro, Osmar Prado, como Kid Jofre, pai e treinador de Éder Jofre, ganhou o prêmio de melhor ator, e Ricardo Gelli, como Tonico Zumbano, ficou com o prêmio de melhor ator coadjuvante. Do outro, André Ristum ficou com a estatueta de direção, e Gustavo Giani com o de montagem.

    "Simonal" amealhou três prêmios, todos técnicos. Entre eles, o de melhor trilha sonora, para os irmãos Max de Castro e Simoninha, músicos e filhos de Wilson Simonal.

    Única animação da competição brasileira de longas e o representante gaúcho da mostra, "A cidade dos piratas" recebeu uma menção honrosa do júri. Na justificativa da premiação, no entanto, um aviso: não foi por unanimidade.

    O júri formado pelo exibidor Adhemar de Oliveira, pelo produtor Rodrigo Teixeira, pela atriz Zezé Polessa e pelos diretores Iberê Carvalho e Lina Chamie deixou de fora dois filmes. "Mormaço", de Marina Meliande, e "O avental rosa", de Jayme Monjardim.

    DOMINAÇÃO PARAGUAIA

    46FestCinemaGramado_10756.jpg

    A mostra competitiva de longas estrangeiros foi dominada pelo belíssimo"As herdeiras", que estreia na próxima quinta nos cinemas brasileiros. A coprodução paraguaia levou cinco Kikitos, incluindo os de melhor filme e direção, para Marcelo Martinessi.

    O prêmio de atriz foi dividido entre as três protagonistas, Ana Brum, Margarita Irún e Ana Ivanova. O longa ainda ganhou as votações da crítica e do júri.

    Longas brasileiros

    Melhor filme brasileiro de longa-metragem

    "Ferrugem", de Aly Muritiba

    Prêmio da Crítica

    "Benzinho"

    Prêmio do Júri Popular

    "Benzinho"

    Menção honrosa

    "A cidade dos piratas"

    Melhor direção

    André Ristum ("A voz do silêncio")

    Melhor atriz

    Karine Teles ("Benzinho")

    Melhor ator

    Osmar Prado ("10 segundos para vencer")

    Melhor roteiro

    Jessica Candal e Aly Muritiba ("Ferrugem")

    Melhor fotografia

    Pablo Baião ("Simonal")

    Melhor atriz coadjuvante

    Adriana Esteves ("Benzinho")

    Melhor ator coadjuvante

    Ricardo Gelli ("10 segundos para vencer")

    Melhor montagem

    Gustavo Giani ("A voz do silêncio")

    Melhor direção de arte

    Yurika Yamazaki ("Simonal")

    Melhor trilha sonora

    Max de Castro e Simoninha ("Simonal")

    Melhor desenho de som

    Alexandre Rogoski ("Ferrugem")

    Longas estrangeiros

    Melhor filme

    "As herdeiras", de Marcelo Martinessi

    Prêmio da Crítica

    "As herdeiras"

    Prêmio do Júri Popular

    "As herdeiras"

    Prêmio Especial do Júri

    "Averno"

    Melhor direção

    Marcelo Martinessi ("As herdeiras")

    Melhor atriz

    Ana Brum, Margarita Irún e Ana Ivanova ("As herdeiras")

    Melhor ator

    Nestor Guzzini ("Mi mundial")

    Melhor roteiro

    Marcelo Martinessi ("As herdeiras")

    Melhor fotografia

    Nelson Wainstein ("Averno")

    Curtas-metragens

    Melhor filme

    "Guaxuma", de Nara Normande

    Prêmio da Crítica

    "Torre"

    Prêmio de Júri popular

    "Torre"

    Prêmio Canal Brasil

    "Nova Iorque"

    Prêmio Especial do Júri

    "Estamos todos aqui"

    Melhor direção

    Fábio Rodrigo ("Kairo")

    Melhor atriz

    Maria Tujira Cardoso ("Catadora de gente")

    Melhor ator

    Manoel do Norte ("A retirada para um coração bruto")

    Melhor roteiro

    Marco Antonio Pereira ("A retirada para um coração bruto")

    Melhor fotografia

    Beto Martins ("Nova Iorque")

    Melhor montagem

    Tiago Kistenmacker ("Aquarela")

    Melhor direção de arte

    Pedro Franz e Rafael Coutinho ("Torre")

    Melhor trilha musical

    Manoel do Norte ("A retirada para um coração bruto")

    Melhor desenho de som

    Fabio Carneiro Leão ("Aquarela")


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    NOVA YORK — Um dos maiores dramaturgos da História do teatro americano, Neil Simon morreu neste domingo, aos 91 anos. O autor, cujo nome foi sinônimo de comédia da Broadway e de sucesso comercial, ajudou a redefinir o humor popular americano, com ênfase nas fricções da vida urbana e nos agonizantes conflitos de intimidade familiar.

    Sua morte foi anunciada por seu assessor, Bill Evans.

    No início da sua carreira, nos anos 1950, Simon escreveu comédias para grandes nomes da televisão. Mas foi como dramaturgo que ele conquistou sua fama, com uma longa série de peças que funcionavam como “máquinas de riso”, que mantiveram seu nome nas marquises da Broadway praticamente sem parar durante o final dos anos 60 e 70.

    O sucesso começou com as peças “Barefoot in the park” (1963) e “The odd couple” (1965), e continuou com “Plaza suite” (1968), “O prisioneiro da Segunda Avenida” (1971) e “The sunshine boys” (1974). De 1965 a 1980, peças de teatro e musicais escritas por Simon realizaram mais de 9.000 apresentações, um recorde nem sequer remotamente tocado por qualquer outro dramaturgo da época — só em 1966, ele teve quatro shows na Broadway simultaneamente.

    “Barefoot in the Park” era uma comédia inspirada nas experiências de Simon como morador do Greenwich Village, e foi a peça que alçou seu nome na Broadway e, depois, em Hollywood. A peça foi estrelada por Robert Redford e por Elizabeth Ashley, ficou quatro anos em cartaz e, depois, foi transformada num filme de sucesso. Com roteiro de Simon, e com Redford e Jane Fonda nos papéis principais, o longa foi lançado em 1967 e se tornou um hit, sendo acompanhado por outra adaptação cinematográfica para uma de suas peças, “The odd couple”.

    Sua carreira como roteirista incluiu dezenas de títulos, entre adaptações de suas peças e criações originais, como “The out-of-towners”, “The goodbye girl” e “The heartbreak kid” — ao todo, Simon recebeu quatro indicações ao Oscar de melhor roteiro, mas acabou não conquistando nenhuma estatueta.

    Já no campo dos musicais, Simon escreveu o libreto de três obras de sucesso na Broadway: “Little Me” (1962), com músicas de Cy Coleman e letras de Carolyn Leigh, que foi dirigido e coreografado por Bob Fosse; “Sweet Charity” (1966), que reuniu Simon e Fosse novamente, num musical baseado no longa “Noites de Cabiria” de Federico Fellini; além de “Promises, Promises”, baseado no filme “The apartment”, que trazia músicas de Burt Bacharach e letras de Hal David — “Promises, promises” foi o maior sucesso musical de Simon, com mais de 1.281 apresentações e com direito a uma remontagem, em 2010.

    Apesar de toda sua popularidade com o público, os grandes sucessos de Simon, em seus primeiros anos, raramente mereceram aclamação da crítica, e as remontagens de “The odd couple”, em 2005, e de “Barefoot in the park”, em 2006, pouco fizeram para refazer a visão geral de que o seu trabalho inicial era notável pela agilidade de suas linhas e por seus conceitos infalíveis. Na introdução de uma de suas coleções de peças, Simon citou o crítico Clive Barnes para refletir sobre sua relação com a crítica: “Neil Simon está destinado a permanecer rico, bem-sucedido e subestimado”.

    Recentemente, em 2009, Simon expressou surpresa e consternação com a rápida saída de cartaz de uma aguardada remontagem, na Broadway, para a sua peça “Brighton beach memoirs” — a montagem saiu de cena após a primeira semana, debaixo de críticas mistas: “Estou estupefato”, disse ele à época. “Após todos esses anos, ainda não entendo como a Broadway funciona ou o que fazer com a nossa cultura”.

    Foi um comentário pungente do homem que mais ou menos definiu o que é conquistar a Broadway por algumas décadas. Mas se os fracassos rápidos foram relativamente raros em sua carreira, Simon sempre lutou para ganhar respeito crítico. Embora tenha sido indicado para 17 Tony Awards, o dramaturgo ganhou apenas três: melhor dramaturgo por “The odd couple”, além do Tony de melhor peça para “Biloxi blues” e “Lost in Yonkers”.

    “Eu sei como o público me vê, porque as pessoas estão sempre vindo até mim e dizendo: ‘Obrigado pelos bons momentos’”, disse Simon ao “The New York Times”, em 1991. “Mas todo o sucesso me humilhou de certa forma. Criticamente, o pensamento parece ser que, se você escrever muitos sucessos, eles não podem ser tão bons”.

    Casado desde 1999 com a atriz Elaine Joyce, Simon deixa a sua esposa, além de três filhas, três netos e um bisneto.


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    36981561_17012008 - Reprodução - GG - Livro Entre tramas rendas e fuxicos da Editora Globo O ato.jpgO ator e diretor teuto-brasileiro Henrique Martins, que trabalhou em novelas como "Meu pé de laranja lima" (1980, Bandeirantes) e "O sheik de Agadir" (1966, Globo), morreu neste domingo em São Paulo, aos 84 anos. A cauda da morte do artista, que estava internado há semanas no Hospital Samaritano da capital paulista após sofre uma queda, foi falência múltipla dos órgãos. O enterro será nesta segunda-feira, às 11h, no Cemitério Israelita do Butantã.

    LEIA MAIS: O dramaturgo Neil Simon morre, aos 91 anos

    Heinz Schlesinger nasceu em 1933, em Berlim, e veio para o Brasil com sua família quando tinha 3 anos. No país, sob o nome artístico de Henrique Martins, ele fez sua estreia na televisão como o protagonista da novela "Se o mar contasse" (1964, TV Tupi).

    Dois anos mais tarde, Martins foi para a Globo, onde autou em projetos como "O sheik de Agadir", "A sombra de Rebeca" e "Anastácia, a mulher sem destino", todos nos anos 1960. De volta à Tupi, o ator participou da primeira versão televisiva de "O meu pé de laranja lima", adaptação do romance homônimo de José Mauro de Vasconcelos, no início dos anos 1970.

    No SBT, Martins dirigiu novelas como "Éramos seis" (1994) e "Revelação" (2008). Foi na emissora que ele fez seu último trabalho na TV, no remake do programa infantil "Carrossel", em 2012. Em quase 60 anos de carreira, o artista também passou pelas redes Excelsior, Record e Manchete.


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    kylepavone.pngRIO — Kyle Pavone, vocalista da banda de metalcore We Came as Romans, morreu neste sábado, aos 28 anos.

    Um comunicado do grupo foi publicado nas redes sociais, sem apontar a causa da morte. "Hoje a música perdeu outro grande com a morte de Kyle Pavone do We Came as Romans. A trágica perda de Kyle veio cedo demais para ele e para seus companheiros de banda. Estamos todos devastados. Vamos sentir falta de seus sorrisos, de sua sinceridade, de sua preocupação com os próximos e de seu talento musical impressionante", diz o texto. We Came As Romans "Hope" Official Music Video

    O We Came as Romans foi criado em 2005, na cidade americana de Troy, em Michigan, batizado inicialmente de The Emergency. A formação mudou algumas vezes desde então, e Pavone assumiu o posto de vocalista em 2008, logo após o lançamento do primeiro EP do grupo, que se apresentou no Rio e em São Paulo há dois anos.

    Outros artistas homenagearam Pavone em suas redes sociais. Christian Coma, baterista do Black Veil Brides, disse: "Eu sempre vou lembrar dos grandes sorrisos e das saudações calorosas onde quer que nos encontrássemos. Você fará falta, mas as memórias dos grandes momentos vão sobreviver". Instagram We Came as Romans


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    NOVA YORK — Um dos maiores dramaturgos da História do teatro americano, Neil Simon morreu neste domingo, aos 91 anos, por complicações decorrentes de uma pneumonia. O autor, cujo nome se tornou sinônimo de comédia da Broadway e de sucesso comercial, ajudou a redefinir o humor popular americano, com ênfase nas fricções da vida urbana e nos conflitos da intimidade familiar.

    No início da sua carreira, nos anos 1950, Simon escreveu comédias para a televisão, mas foi no teatro que ele conquistou sua fama, com uma longa lista de peças que funcionavam como “máquinas de riso”, e que mantiveram seu nome nas marquises da Broadway nos anos 1960 e 70. Neil Simon está destinado a permanecer rico, bem-sucedido e subestimado

    O sucesso começou com as peças “Barefoot in the park” (1963) e “The odd couple” (1965), e continuou com “Plaza suite” (1968) e “The sunshine boys” (1974). De 1965 a 1980, peças e musicais escritos por Simon realizaram mais de 9.000 apresentações, um recorde nem remotamente tocado por qualquer outro autor da época — em 1966, ele teve quatro obra na Broadway simultaneamente.

    “Barefoot in the Park” era uma comédia inspirada nas experiências de Simon como morador do Greenwich Village, e foi a obra que alçou seu nome na Broadway e, depois, em Hollywood. Nos palcos, a peça foi estrelada por Robert Redford e por Elizabeth Ashley, ficou quatro anos em cartaz e, depois, se tornou um filme de sucesso. Com roteiro de Simon, e com Redford e Jane Fonda nos papéis principais, o longa foi lançado em 1967 e se tornou um hit — sua carreira como roteirista incluiu dezenas de títulos, entre adaptações de suas peças e criações originais, como “Forasteiros em Nova York” (1970), “Corações em alta” (1972) e “A garota do adeus” (1977) — ao todo, Simon recebeu quatro indicações ao Oscar de melhor roteiro, mas não conquistou nenhum.

    BROADWAYSWEETCHARITY2.jpgJá no campo dos musicais, Simon escreveu o libreto de três obras de sucesso na Broadway: “Little me” (1962), com músicas de Cy Coleman e letras de Carolyn Leigh, que foi dirigido e coreografado por Bob Fosse; “Sweet Charity” (1966), que reuniu Simon e Fosse novamente, num musical baseado no longa “Noites de Cabíria” de Federico Fellini; além de “Promises, promises”, que trazia músicas de Burt Bacharach e letras de Hal David — “Promises, promises” foi o maior sucesso musical de Simon, e ganhou remontagem em 2010 (no Brasil, foi batizada de "Se meu apartamento falasse").

    LEIA MAIS: A montagem brasileira para "Se meu apartamento falasse"

    PÚBLICO E CRÍTICA

    Apesar de toda sua popularidade com o público, os grandes sucessos de Simon, em seus primeiros anos, raramente mereceram aclamação da crítica, e as remontagens de “The odd couple”, em 2005, e de “Barefoot in the park”, em 2006, pouco fizeram para refazer a visão geral de que o seu trabalho inicial era notável pela agilidade de suas linhas e por seus conceitos infalíveis. Na introdução de uma de suas coleções de peças, Simon citou o crítico Clive Barnes para refletir sobre sua relação com a crítica: “Neil Simon está destinado a permanecer rico, bem-sucedido e subestimado”. Na crítica, o pensamento parece ser que, se você escrever muitos sucessos, eles não podem ser tão bons

    Recentemente, em 2009, Simon expressou surpresa e consternação com a rápida saída de cartaz de uma aguardada remontagem, na Broadway, para a sua peça “Brighton beach memoirs” — a montagem saiu de cena após a primeira semana, debaixo de críticas mistas: “Estou estupefato”, disse ele à época. “Após todos esses anos, ainda não entendo como a Broadway funciona ou o que fazer com a nossa cultura”.

    Foi um comentário pungente do homem que mais ou menos definiu o que é conquistar a Broadway por algumas décadas. Mas se os fracassos rápidos foram relativamente raros em sua carreira, Simon sempre lutou para ganhar respeito crítico. Embora tenha sido indicado para 17 Tony Awards, o dramaturgo ganhou apenas três: melhor dramaturgo por “The odd couple”, além do Tony de melhor peça para “Biloxi blues” e “Lost in Yonkers” — esta última, de 1991, foi seu último grande sucesso na Broadway.

    “Eu sei como o público me vê, porque as pessoas estão sempre vindo até mim e dizendo: ‘Obrigado pelos bons momentos’”, disse Simon ao “The New York Times”, em 1991. “Mas todo o sucesso me humilhou de certa forma. Na crítica, o pensamento parece ser que, se você escrever muitos sucessos, eles não podem ser tão bons”.

    Simon começou a conquistar mais respeito junto aos críticos nos anos 1980, com uma trilogia semi-autobiográfica composta pelos dramas cômicos “Brighton beach memoirs” (1983), “Biloxi blues” (1985) e “Broadway bound” (1986), que exploravam a mistura de amor, raiva e desespero que unia e afastava uma família judaica da classe trabalhadora.

    HUMOR AMERICANO

    Simon e Woody Allen foram, provavelmente, igualmente importantes em moldar as correntes da comédia americana nos anos 1960 e 70, embora seus estilos, seus meios favoritos e a recepção crítica aos seus trabalhos tenham divergido radicalmente. Simon era o populista cujas peças acessíveis e repletas de piadas sobre as ansiedades dos personagens no dia-a-dia podiam provocar gargalhadas nos cinemas de todo o país, bem como em casas da Broadway com 1.200 assentos. Allen era o queridinho do cinema urbano de arte e das classes críticas, alguém que criava a comédia a partir das minúcias de sua própria angústia. Mas juntos eles ajudaram a tornar a comédia da neurose urbana — distintamente influenciada pelos judeus — algo genuinamente americano.

    Olhando para a sua própria carreira, Simon escreveu certa vez sobre uma “alegria ainda estridente” em relação à escolha de embarcar em uma carreira de dramaturgo: “Para um homem que quer ser seu próprio mestre, não depender de mais ninguém, e fazer a vida se adequar à sua própria visão em vez de seguir os planos dos outros, a dramaturgia é a ocupação perfeita. Sentar-se numa sala sozinho, por seis, sete ou dez horas, dividindo o tempo com os personagens que você criou, é puro paraíso. E se não é o céu, é pelo menos uma fuga do inferno”, acrescentou o mestre do tempo cômico.

    Neil Simon era casado com Elaine Joyce, e deixa três filhas, três netos e um bisneto.


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    RIO — Nas últimas três semanas, o paulistano Iran do Espírito Santo fez uma imersão na Carpintaria, no Jardim Botânico, pintando os 16 metros de extensão da parede lateral da galeria, a partir de uma variação sutil de 56 tons de cinza. Da entrada, o degradê dá à área uma aparência industrial, como se estivesse coberta por papel de parede. Só chegando bem próximo é possível ver as precisas intervenções manuais de Iran, que pintou cada uma das pequenas formas retangulares que compõem a obra “Compressão horizontal”.

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    O apuro nos detalhes e a composição criada a partir de poucos elementos encontra paralelos com as esculturas de cordas elásticas do minimalista americano Fred Sandback (1943- 2003), instaladas diante da obra do brasileiro. A troca entre as duas expressões artísticas se dá a partir da proposta da galeria para a exposição “Iran do Espírito Santo e Fred Sandback”, inaugurada no último sábado e que segue em cartaz até 11 de outubro.

    — Quando conheci o trabalho do Sandback, nos anos 1990, fiquei extramente impactado. Ele criava obras de uma força absurda usando tão poucos recursos, o que já era algo presente, de alguma forma, no meu trabalho — pontua Iran. — Muito dessa arte do Sandback e de seus contemporâneos me formou. Vejo vários pontos em comum entre as nossas obras: o gosto pela geometria, pela análise, por uma arte que seja expressiva sem ser expressionista.

    FS00004_Untitled_Sculptural Study_White Wall Relief_1.jpgViúva do americano, Amy Sandback, de 77 anos, veio ao Rio para acompanhar de perto a montagem das obras do marido e ver a interação delas com as criações do artista brasileiro.

    — Como o espaço é um elemento-chave, é essencial que ele seja compreendido antes que qualquer obra seja instalada — observa Amy. — O Iran tem um corpo forte de trabalho, que parece compartilhar o mesmo tom de Sandback. A exposição é uma conversa entre dois artistas.

    Além das peças expostas na Carpintaria, o paulistano ocupa a fachada do Oi Futuro, no Flamengo, até 9 de setembro, com uma versão de sua “A noite” (1998). A obra suprime as formas e cores originais da bandeira brasileira, mantendo apenas as estrelas nas posições originais sobre um fundo escuro.

    — Mesmo que não seja uma crítica mais explícita, há uma poética política no trabalho que expressa um certo horror existencial. Infelizmente, acho que estamos vivendo um momento ainda mais obscuro do que em 1998 — compara o artista de 55 anos. — Poucas vezes lancei mão de uma crítica mais direta no meu trabalho, mas em alguns momentos os artistas precisam se posicionar. A arte é sempre política. Mesmo quando ela é ingênua politicamente, ela colabora para a manutenção do status quo.

    Cético em relação à política, Iran não vê uma solução próxima para os problemas nacionais em curto prazo:

    — Muito se fala da incerteza política, mas as certezas que temos à frente também são preocupantes. Eu nasci na ditadura e não gostaria de envelhecer em meio a nenhuma forma de autoritarismo. Seria mais confortável passar por tudo o que vem acontecendo no Brasil pintando paisagens. Mas sinceramente não dá.

    Presente em coleções como as do Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova York; do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA); da Cisneros Fontanals Art Foundation (CIFO), em Miami; e dos acervos do Museu de Arte Moderna do Rio (MAM) e do de São Paulo (MAM-SP), a obra de Iran segue em alta no circuito internacional.

    Com duas passagens pela Bienal de Veneza (1999 e 2007), ele conta que precisou vencer uma resistência inicial a partir de uma percepção do que seria “arte brasileira” de acordo com outros países.

    — Acabamos introjetando uma expectativa do exótico, da violência, dessa noção de que nós somos o corpo, enquanto os Estados Unidos e os países europeus seriam a mente — aponta o artista. — Eles esperam isso de nós, o corpo, a cor, a cultura exótica. E a gente continua fornecendo. São gerações de “Carmens Mirandas”. Nunca me identifiquei com isso, moro numa cidade industrial, fria, dura. Não dá para eu ficar pintando bananeira.

    SERVIÇO

    “Iran do Espírito Santo e Fred Sandback”

    Onde: Carpintaria — Rua Jardim Botânico, 971 (3875-5554 ). Quando: Ter. a sex., 10h às 19h; sáb., 10h às 18h. Até 11/10. Quanto: Grátis. Classificação: Livre.


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    RIO - A acusação de assédio sexual contra Asia Argento tirou a atriz, diretora e cantora do "X Factor Itália". De acordo com a "Variety", a Sky Italia e a FremantleMedia, responsáveis pelo show de calouros, resolveram retirar a estrela da parcela do programa que será transmitida ao vivo. Mesmo assim, Asia será vista nos primeiros sete episódios do reality, que já foram gravados e mostram a busca dos jurados pelos 12 competidores do programa.

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    Após o surgimento da denúncia contra Asia, a Sky Italia e a FremantleMedia divulgaram em um comunicado que "não teriam escolha a não ser colocar um fim na colaboração" com a atriz. Argento, de 42 anos, foi acusada pelo ator Jimmy Bennett de ter lhe assediado quando ele tinha 17 anos. Bennett recebeu US$ 380 mil para ficar em silêncio sobre o assunto. Argento diz que o pagamento foi feito por seu então namorado, o chef e apresentador Anthony Bourdain, morto em junho, e nega que tenha tido relações sexuais com Bennett.

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    O "X Factor" italiano estreia em 6 de setembro. As apresentações ao vivo serão transmitidas a partir de 25 de outubro, e o nome do novo jurado ainda não foi confirmado. Mas, segundo a imprensa italiana, há grandes chances de que o escolhido seja o ex-marido de Argento, o roqueiro italiano Morgan.

    Antes de ela mesma ser alvo de acusações, Asia Argento era uma das maiores vozes do movimento #MeToo. Filha do diretor italiano Dario Argento, ela foi uma das primeiras mulheres a revelar que foi assediada pelo produtor de Hollywood Harvey Weinstein.

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    RIO - No esquenta para a estreia da sexta e última temporada de "House of Cards", a Netflix divulgou nesta segunda-feira imagens inéditas da série estrelada por Robin Wright. Nas fotos, é possível ver pela primeira vez Diane Lane e Greg Kinnear caracterizados como os irmãos Annette e Bill Shepherd.

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    Na trama, os irmãos são os herdeiros da Shepherd Unlimited, uma corporação fundada por uma família influente nos bastidores da política americana e que compartilha um passado conturbado com os Underwoods.HOC_602_Unit_02823r1.JPG

    Outra adição à série é Cody Fern (de "American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace" e "American Horror Story: Apocalypse"), que vive Duncan Shepherd, filho de Annette e promessa de renovação da política.

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    A temporada final de "House of Cards" chega à Netflix depois da saída de seu antigo protagonista, Frank Underwood, que era interpretado por Kevin Spacey. Em novembro do ano passado, Spacey foi demitido da atração após ser acusado de assédio sexual. As gravações foram interrompidas e os roteiristas precisaram correr para reescrever a trama. Ainda não se sabe como eles vão justificar a saída abrupta de Frank da última temporada, que terá apenas oito episódios — em vez dos habituais 13.

    Teaser de 'House of cards'

    "House of Cards" fez história ao se tornar a primeira série em streaming a receber indicações nas principais categorias do Emmy. Nos últimos anos, no entanto, a série tem mostrado sinais de desgaste entre os críticos.

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    RIO - Após um final eletrizante, a minissérie da HBO "Sharp Objects" deixou muita gente na curiosidade sobre o que acontece com a protagonista Camille, interpretada por Amy Adams. Porém, de acordo com a showrunner Marti Noxon, não há planos para uma segunda temporada. Em entrevista ao "Hollywood Reporter", a criadora da série explicou que o maior entrave para uma continuação seria reunir novamente todo o elenco, que além de Adams ainda conta com a premiada Patricia Clarkson no papel de Adora, mãe de Camille.

    "Está fora de cogitação, já que as pessoas vão para seus próximos projetos, e foi um time A muito difícil de reunir. Não é difícil imaginar (uma sequência) do ponto de vista da história, porque obviamente nós amamos esses personagens, mas de um ponto de vista técnico parece complicado", afirmou Noxon.

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    [O texto a seguir contém "spoilers". Não leia se você não quer saber o que acontece no final de "Sharp objects"]

    Na mesma entrevista, Noxon ainda comentou a decisão dos produtores da série de revelar apenas nos minutos finais do episódio de que foi Amma, e não Adora, a responsável pelos assassinatos das meninas de Wind Gap. A série é encerrada com Camille descobrindo um chão feito de dentes humanos na casinha de bonecas de Amma, sem que se chegue a ver uma confrontação entre as duas irmãs.

    "Isso foi algo que eu, (o diretor e produtor executivo) Jean-Marc Vallée e Gillian (Flynn, autora do livro que inspira a série) conversamos sem parar. As coisas acontecem muito rapidamente nas páginas finais do livro, uma por cima da outra, e nós sentimos que faltava algo da descoberta. Conversamos muito sobre a quantidade de conclusão que nós precisávamos ter no programa, e que tipo de conclusão. Eu realmente não queria perder o impacto que você tem no livro, quando você deixa Camille em um estado de choque e não encontra uma resolução. (...) Acho que há um parágrafo ou dois sobre os detalhes dos crimes de Amma, que diz que ela teve ajuda e coagiu suas amigas, mas queríamos que a carne da história ficasse com Camille no fim", contou a showrunner.

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    Na visão de Noxon, a mãe de Camille e Amma, Adora, sabia que a filha caçula era a assassina das meninas, mas ajudou a acobertá-la quando teve seus próprios crimes descobertos (Adora, conforme é revelado, envenenava as próprias filhas por ser portadora da síndrome de Munchausen por transferência, transtorno em que o portador simula ou causa doenças em outra pessoa).

    "Acho que ela (Adora) está em negação até o final, mas minha suspeita é de que, quando tudo acontece, ela tenta encobertar Amma, tendo suspeitado o tempo todo de que os assassinatos tinham alguma coisa a ver com a sua querida filha".

    78124599_Imagem de %27Sharp objects%27 série da HBO baseada no livro de Gillian Flynn.jpg

    A showrunner ainda comentou outro personagem perturbador da série, Alan (Henry Czerny), o marido de Adora, que parece ter conhecimento do que acontece em casa e, mesmo assim, escolhe se omitir.

    "Quando você lê no jornal essas histórias que parecem impossíveis, das pessoas fazendo coisas com as outras, você sempre se pergunta sobre o parceiro. Para mim, parecia que Adora e Alan tinham um acordo em casa, um acordo tácito em que ele tentaria impedi-la de fazer mal até um certo nível, mas por outro lado era o papel dele olhar para o outro lado. Eu acho que o mesmo era verdade para todas as mulheres na família. Alan se odeia muito por isso, mas é parte do acordo que ele fez com o demônio".


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    78083959_FILE PHOTO Singer and actress Demi Lovato arrives at the 2017 American Music Awards in Los.jpgO homem que vendeu drogas para Demi Lovato antes de ela sofrer uma overdose no fim de julho deste ano afirmou que a cantora sabia "exatamente" os risco que corria. A declaração de Brandon Johson foi dada ao site TMZ.

    De acordo com a reportagem, o traficante alegou que a cantora sabia que as pílulas não eram farmacêuticas e que o efeito era "muito mais forte". Brandon, no entanto, negou a informação de que outras substâncias estivessem misturadas ao material comercializado.

    Segundo o TMZ, comprimidos vendidos por ele foram adquiridos no México e estariam com fentanil, mesmo opioide que provocou a morte do cantor Prince.

    De acordo com o relato do jovem à equipe do TMZ , Brandon disse que levou os entorpecentes para a artista após os dois trocarem mensagens, que começou por volta das 4h. Depois, ele acrescentou que, no momento em que deixou o local, já de manhã, Demi "dormia sem nenhum sinal de aflição".

    Horas depois, ainda na manhã daquele de 24 de julho, uma pessoa que trabalha com a cantora a encontrou e chamou os socorristas. Demi continua internada desde então.

    RECUPERAÇÃO DEPOIS DE OVERDOSE

    No fim de julho, Demi foi internada às pressas após ter sofrido uma overdose durante uma festa em sua casa, em Los Angeles.

    Após algumas semanas da internação hospitalar, a cantora publicou em seu perfil no Instagram mensagem de agradecimento, relatando que focaria em sua recuperação e na sobriedade.


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    RIO — São Paulo, fim do dia. Um homem invade a linha verde do metrô e abre fogo contra 12 pessoas. Uma delas morre. Um jovem agarra o sujeito e impede uma tragédia ainda maior. É nesse ritmo frenético e quase sem pausas que começa “Todo mundo merece morrer”, romance de estreia de Clarissa Wolff. Organizado na estrutura conhecida como fix-up, em que os capítulos podem ser lidos em ordem aleatória, o livro se divide em 13 fragmentos para narrar em diversos estilos a vida de cada uma das pessoas naquele vagão.

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    Nascida em Porto Alegre, Clarissa faz vídeos com dicas de maquiagem no Instagram e assina uma coluna sobre literatura na “Carta Capital”. Aos 27 anos, ela já teve câncer quatro vezes. O livro foi escrito enquanto se recuperava do último tumor.

    — A ideia surgiu de uma conversa com meu marido. Eu queria explorar questões de moralidade, queria suscitar ódio e também ver até que ponto conseguiria fazer alguém sentir compaixão por personagens detestáveis — explica. Não acho que o título do livro deva ser interpretado como um conselho ou uma afirmação. Qual é o limite entre uma pessoa boa com defeitos e uma pessoa ruim? Todo mundo merece mesmo morrer?

    Fundamentalmente um romance cujo conteúdo está baseado na construção de personagens, “Todo mundo merece morrer” — finalista do prêmio Sesc em 2017 antes de ser publicado pela editora Verus, do grupo Record — aposta em questões contemporâneas para criar sensações perturbadoras no leitor. Segundo Clarissa, a escrita não é um processo de criação em si, mas parte de um quebra-cabeças.

    — Não acho que o título do livro deva ser interpretado como um conselho ou uma afirmação. Qual é o limite entre uma pessoa boa com defeitos e uma pessoa ruim? Todo mundo merece mesmo morrer? A pontuação final é o leitor quem decide.

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    No começo da década, Clarissa chegou a fazer os chamados cursos de escrita criativa. Foi o escritor Daniel Galera quem lhe deu o primeiro empurrão.

    — Ele foi a primeira pessoa do meio literário que elogiou meu texto. Esse processo de desenvolver personagens e brincar com diferentes vozes é das minhas coisas favoritas. Escrevi durante minha fase mais militante dentro do movimento feminista, em que refleti muito sobre empatia e tolerância. A tolerância tem ou deve ter algum limite?

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    Vivendo em São Paulo desde 2012, retornando à capital gaúcha por curtos períodos para tratar o câncer, Clarissa é diretora de comunicação de uma empresa de cosméticos prestes a desembarcar no Brasil. A experiência no mercado literário, afirma, foi a mais difícil que já encarou.

    — Mesmo no mundo da moda, em que a diferenciação por status social sempre reinou, já se vive uma dominação do streetwear. Na música, o hip hop fez uma revolução que transformou a contracultura em mainstream de formas que o rock só ensaiou fazer com o punk. Mas a literatura segue atrasada. O próprio consumo tem um tipo de segregação que marginaliza tudo que o sistema não considera esteticamente adequado. Basta olhar para trás e pensar em nomes como Monet e Van Gogh para perceber o perigo dessa armadilha.

    POLÊMICA DOS BOOKTUBERS

    clarissa_wolff.jpgHá duas semanas, o mundo da literatura foi tomado por uma polêmica. O escritor Ronaldo Bressane compartilhou numa rede social um e-mail trocado com uma booktuber. Na mensagem, a produtora de conteúdo dizia que havia valores para divulgação de livros no seu canal — de R$ 1.500 a R$ 5.000. O post gerou revolta de ambos os lados — escritores acharam absurdo, e vlogueiros se disseram espantados com a falta de reconhecimento. Clarissa, que antes de migrar para a mídia escrita mantinha “A redoma de livros” como canal no YouTube, dá sua opinião sobre a discussão, que segue quente.

    — É curioso ver que agora o mundo literário vive uma discussão que já foi encerrada no meio publicitário há tempos. O mundo das artes é colocado em um pedestal de forma tão purista que impede o seu desenvolvimento como negócio, o que restringe produção e consumo a uma elite financeira e intelectual.

    “Todo mundo merece morrer”

    Autora: Clarisse Wolff. Editora: Verus. Páginas: 168. Preço: R$ 29,90.


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    Trump.jpgRIO — A dupla de artistas Erik Kessels (Holanda) e Thomas Mailaender (França) vai oferecer a algumas dezenas de pessoas “a possibilidade catártica de se vingar do homem mais poderoso da Terra”.

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    Composta de um trampolim e um colchonete de 40 m² estampado com um retrato do presidente americano, Donald Trump, a instalação fotográfica “Jump Trump” é uma das atrações do GetxoPhoto, festival internacional de imagem que se realizará de 5 a 30 de setembro em Getxo, perto de Bilbao, no País Basco. A obra interativa estará lá de 6 a 9 de setembro.

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    Em sua 12ª edição, o evento tem como tema conflitos, pós-conflitos e a reconstrução do diálogo em tempos de confronto. Participam 23 fotógrafos ou coletivos, entre eles o belga Anton Kusters, com a instalação “The blue skies project”. Na obra, ele revisita a memória do Holocausto através de 1.078 polaroides, representando o céu azul de cada um dos campos de concentração que existiram na Europa.<EP,1>


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    RIO — Edson Celulari não precisou ficar congelado por mais de um século, como Dom Sabino em “O tempo não para”, para enxergar o mundo com um novo olhar. Um grande susto fez o ator entender que, de fato, é preciso saber viver. Ao receber o Prêmio Oscarito, no Festival de Cinema de Gramado — no último dia 20 —, o protagonista da novela das sete se emocionou com as boas notícias que sucedem uma fase difícil.

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    Após ter concluído o tratamento contra um câncer diagnosticado em 2016, ele atuou em “A força do querer” (2017), lançou o longa-metragem “Teu mundo não cabe nos meus olhos” (2018) e, agora, vive um sucesso na TV. Passou um filme na cabeça do artista que completou 60 anos no dia 20 de março, 40 de carreira e que continua escrevendo novos capítulos de sua história.

    — O prêmio, a novela, o filme... Tudo isso é uma celebração à vida. Caramba, que sorte e que oportunidade eu tive ao parar o meu ofício por um tempo, ficar em casa, e poder refletir muita coisa — recorda ele, que completa: — Pensei positivo, acreditei, fortaleci minha fé e ainda recebi um carinho enorme de todo mundo. Esse pacote me fez querer realizar tudo o que tinha vontade. Queria casar com a Karin (Roepke), e casei. Foi lindo, na Toscana (Itália, em novembro de 2017), ao lado apenas de 12 pessoas da família. Queria trabalhar muito e isso já está acontecendo. Daqui a pouco, quero fazer teatro. Estou muto feliz com tudo o que está acontecendo e, claro, com Dom Sabino.

    Nem a intensa rotina de gravações, devido às muitas cenas do personagem quase onipresente em “O tempo não para”, é um problema.

    78444256_Capítulo 18 – Cena 24 - Marocas Juliana Paiva ainda coberta de lama Ela e Samuca Nic.jpg

    — Esse papel é complexo e me exige muito fisicamente. Como minha carga horária é doida, fiquei com um pouco de receio e me perguntei: “Será que vou aguentar?”. Imagina! Não só aguentei como estou firme, forte, cheio de gás e de vontade de seguir em frente. Exercer meu ofício é maravilhoso. E, se é sucesso como esse, melhor ainda — comemora.

    'Será que vou aguentar?'. Imagina! Não só aguentei como estou firme, forte, cheio de gás e de vontade de seguir em frente. Exercer meu ofício é maravilhoso

    Dom Sabino agrada crianças e vive conflito no casamento

    Ouvir Dom Sabino repetir expressões do século 19 na trama das sete, como “decerto que sim, decerto que não’’, “deveras’’ e “omessa”, parece não ter causado nenhum tipo de estranheza nem aos mais jovens. Edson Celulari até conquistou um público novo.

    — Quando as crianças me veem, elas me reconhecem na hora e começam a repetir as frases de Dom Sabino. A reação é impressionante. Essa identificação talvez se deva ao fato de ele ter uma pureza e de estar descobrindo o mundo como uma criança — observa o ator.

    Saiba quem é quem na novela ‘O tempo não para’

    Sim, Dom Sabino é mesmo ingênuo, mas comete seus pecados. E ele se encantou com Carmen (Christiane Torloni), mesmo sendo casado com Agustina (Rosi Campos):

    — Ele está vivendo um conflito. Está fascinado por uma mulher independente, que trabalha, ao mesmo tempo em que não aceita que a filha, Marocas (Juliana Paiva), arrume um emprego. Mas Dona Agustina também anda tendo calores com o pároco (risos). Essas novidades podem colocar em risco um casamento tão sólido, mas podem provocar reações diferentes e mexer com a relação de uma forma positiva.


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    VENEZA - Pela primeira vez, desde que reassumiu, em 2012, a direção artística do Festival de Veneza, Alberto Barbera recusou filmes que poderiam facilmente figurar na programação da mostra deste ano, a 75ª edição da mais antiga competição do gênero no planeta. O evento começa nesta quarta-feira com exibição de “O primeiro homem”, novo filme de Damien Chazelle, premiado diretor de “La la land — cantando estações” (2016). No longa, Ryan Gosling vive o astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua.

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    — Foi um trabalho difícil de curadoria. Nos vimos obrigados a deixar de lado títulos de qualidade, por pura falta de espaço — diz Barbera. — Esta é, com certeza, a melhor safra dos últimos 10 anos. Não é comum observarmos tantas produções excelentes ao mesmo tempo. E não falo apenas do cinema americano, mas também de obras da Europa, América Latina e Ásia.

    Vitrine inicial de recentes vencedores do Oscar, como “Birdman ou (a inesperada virtude da ignorância)” (2014), de Alejandro Iñárritu, “Spotlight — segredos revelados” (2015), de Tom McCarthy, e “A forma da água” (2017), de Guillermo Del Toro, Veneza se firmou como concorrida plataforma da temporada de prêmios. Trailer de 'Suspiria'

    PRÓ-STREAMING

    Naturalmente, o número de submissões de títulos à comissão de seleção cresceu, em quantidade e qualidade. Este ano, além de Chazelle, disputam o Leão de Ouro, entre outros, o francês Olivier Assayas (“Non fiction”), os americanos Joel e Ethan Coen (“The ballad of Buster Scruggs”), o inglês Mike Leigh (“Peterloo”) e o mexicano Alfonso Cuarón (“Roma”).

    Entre as ausências, “The beach bum”, de Harmony Korine, com Matthew McConaughey, que, de acordo com o próprio Barbera, “tem tudo para disputar o Oscar”, mas não ficou pronto em tempo hábil para o festival.

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    Veneza acabou, ainda que indiretamente, tirando vantagem da rixa entre a Netflix e o Festival de Cannes, que reafirmou este ano o banimento de filmes produzidos por operadoras de streaming. O festival italiano herdou produções como “Peterloo” e “Suspiria”, do italiano Luca Guadagnino (de “Me chame pelo seu nome”), da Amazon. Da Netflix são “Roma”, “The ballad of Buster Scruggs” e “22 july”, de Paul Greengrass, entre outros.

    — Não dá para negar a nova realidade das cadeias produtivas e distributivas — justifica Barbera. — Esses novos agentes muitas vezes produzem filmes de grandes diretores que não conseguiriam financiamento em meios mais tradicionais. Trailer de 'Roma'

    POUCAS MULHERES

    O curador identifica ao menos duas tendências entre os filmes selecionados este ano: forte presença de filmes de gênero (musicais, dramas de época, faroestes, comédias) e a ambientação de histórias no passado para tratar de problemas contemporâneos, como migração, democracia, violência, luta pelo poder e ascensão do conservadorismo.

    Salta aos olhos, no entanto, a baixa representatividade feminina. A australiana Jennifer Kent (“The nightingale”) é a única diretora entre os 21 que competem pelo maior prêmio . Já na seção paralela Horizontes, apenas oito filmes são assinados por mulheres, como a brasileira Flávia Castro (“Deslembro”), a canadense Mary Harron (“Charlie says”) e a ítalo-francesa Valeria Bruni Tedeschi (“The summer house”).

    — Não é preconceito . Essa frágil representatividade é consequência de uma realidade global, que traduz o baixo acesso de mulheres à profissão : dos cerca de dois mil títulos inscritos, apenas 21% eram dirigidos por mulheres — argumenta Barbera. — O processo de seleção tem como critério básico a qualidade do filme, independentemente do gênero do cineasta. A situação está mudando, mas é um trabalho que tem que ser feito nas bases, no acesso de mais mulheres à produção.

    Mais uma vez fora da competição principal, a produção brasileira está representada em Veneza em mostras paralelas: além da citada“Deslembro”, há ainda “Domingo”, de Clara Linhart e Fellipe Barbosa, na Venice Days, e o documentário “Humberto Mauro”, de André di Mauro, na Venice Classic Documentary.

    Os vencedores do festival serão conhecidos no dia 8. Confira todos os candidatos ao Leão de Ouro:

    “O primeiro homem”, de Damien Chazelle (EUA)

    “The mountain”, de Rick Alverson (EUA)

    “Non fiction”, Olivier Assayas (França)

    “The sisters brothers”, Jacques Audiard (França/Bélgica)

    “The ballad of Buster Scruggs”, Joel e Ethan Coen (EUA)

    “Vox lux”, Brady Corbet (EUA)

    “Roma”, Alfonso Cuarón (México)

    “22 july”, Paul Greengrass (Noruega/Islândia)

    “Suspiria”, Luca Guadagnino (Itália)

    “Never look away”, Florian H. von Donnersmarck (Alemanha)

    “The nightingale”, Jennifer Kent (Austrália)

    The favourite”, Yorgos Lánthimos (Irlanda/Reino Unido)

    “Peterloo”, Mike Leigh (Reino Unido/EUA)

    “Capri-revolution”, Mario Martone (Itália/França)

    “What you gonna do when the world’s on fire?”, Roberto Minervini(Itália/EUA/França)

    “Sunset”, László Nemes (Hungria/França)

    “Close enemies”, David Oelhoffen (França/Bélgica)

    “Our time”, Carlos Reygadas (México/França/ Alemanha)

    “At eternity’s gate”, Julian Schnabel (EUA/France)

    “Killing”, Shinya Tsukamoto (Japão)

    “The accused”, Gonzalo Tobal (Argentina/México)


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    NOVA YORK — Louis C.K. fez sua primeira performance desde que admitiu, no ano passado, má conduta sexual com mulheres no mundo da comédia. O ator fez uma aparição surpresa no Comedy Cellar, na noite de domingo, segundo o dono do clube Noam Dworman.

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    O local tem uma longa tradição de aparições surpresa de famosos comediantes. Vestindo uma camiseta preta com decote em V e calças cinza, ele fez uma apresentação de 15 minutos, chamada por Dworman de “tipicamente Louis C.K. ”, com temas como racismo, dicas de garçonetes e encenações.

    — Soava como se ele estivesse tentando descobrir algum material novo, quase como em qualquer outra época dos últimos 10 anos em que ele apareceria sempre no começo de um novo ato — disse o dono do local.

    Mo Amer, outro comediante que estava na programação no domingo, afirmou que para o público aquilo "foi como um momento de ‘uau’". Ele não tinha ideia de que Louis C.K. retornaria naquela noite. Para Amer o conteúdo do show foi “Louis clássico, realmente muito bom".

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    Dworman disse que Louis C.K. "estava muito relaxado", e o público, com cerca de 115 pessoas, recebeu-o calorosamente, com uma ovação antes mesmo dele começar. (Dworman estava em casa dormindo, mas a equipe do clube mandou uma mensagem para ele sobre a surpresa, e ele assistiu a uma fita posteriormente).

    Um membro da plateia ligou para o clube no dia seguinte para reclamar da apresentação surpresa, segundo o dono.

    — Ele gostaria de ter sabido de antemão, para decidir se iria ou não — disse Dworman.

    No entanto vários outros fregueses responderam a um e-mail padrão de satisfação do clube para dizer que estavam felizes por ter assistido à apresentação.

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    Em novembro passado, cinco mulheres se manifestaram para descrever a conduta inadequada de Louis C.K., incluindo casos em que ele se masturbou na frente delas. Em uma declaração logo depois das alegações ele admitiu a má conduta.

    Isso levou ao fim de seu contrato de produção com a FX Networks e ao cancelamento de um filme que ele escreveu, dirigiu e estrelou, "I Love You, Daddy", que incluia cenas reminiscentes de seu comportamento.

    Louis tem mantido um perfil discreto desde então, sendo mais um entre as dezenas de homens que foram derrubados após as acusações contra Harvey Weinstein e a ascensão do movimento #MeToo.

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    Algumas das mulheres que denunciaram Louis C.K., afirmaram que falar o caso custou-lhes pessoalmente e profissionalmente também.

    "Eu experimentei uma reação violenta e rápida de mulheres e homens, dentro e fora da comunidade de comédia", escreveu uma das mulheres, Rebecca Corry, no Vulture.com. "Recebi ameaças de morte, fui repreendida, julgada, ridicularizada, demitida, envergonhada e atacada."

    Dworman disse que, como proprietário de uma empresa, ele estava em uma posição difícil.

    — Eu entendo que algumas pessoas ficaram chateadas comigo. Eu me preocupo muito com meus clientes. Toda queixa passa por mim como uma faca. E eu me importo em fazer a coisa certa — afirmou.

    No entanto, acrescentou:

    — Não pode haver uma sentença de prisão perpétua permanente a alguém que faz algo errado — ponderou

    Para Dworman os padrões sociais sobre como responder a comportamentos errôneos estão amudando cada vez mais rápido, e o público deve ter margem de manobra para decidir o que quer ver.

    — Acho que estaremos melhor como sociedade se pararmos de olhar para os gargalos da distribuição, Twitter, Netflix, Facebook ou clubes de comédia, para filtrar o mundo para nós — disse Dworman.

    No entanto, ele também disse estar surpreso que Louis C.K. tenha ressurgido tão rapidamente.

    — Eu não achei que ia acontecer assim tão cedo — disse — Eu pensava que a primeira vez que ele iria continuar seria em um ambiente mais controlado. Mas ele decidiu apenas arrancar o Band-Aid.


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