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    Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.

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    snoop-dogg-from-crook-to-cook.jpgRIO — O rapper Snoop Dogg vai lançar seu primeiro livro de receitas, "From crook to cook" ("De gangster a cozinheiro", em tradução livre). Segundo publicou o "Guardian" a obra vai ensinar pratos "sem cannabis" e "lanches para matar a larica".

    O livro terá 50 receitas que vão de preparos mais refinados, como a Lagosta à Thermidor, até iguarias mais simples como wafles, tacos e seu drink preferido, gim com suco.

    "Você sabe que está fervendo em minha cozinha. Eu vou elevar o jogo do livro de receitas ao próximo nível com uma saborosa coleção das minhas receitas preferidas, sacou?", diz Snoop Dogg em um comunicado sobre o livro.

    Livro Snoop Dogg

    A editora Chronicle Books anunciou que a obra contará com histórias e fotos de bastidor dos preparos culinários do rapper.

    Em março, Snoop Dogg lançou seu 16º álbum de estúdio (primeiro a se aventurar na música gospel), "Bible of Love". O rapper também está vai co-estrelar no musical "Redemption of a Dogg" com músicas do disco.


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    RIO — O dramaturgo e diretor teatral João das Neves morreu nesta sexta-feira, aos 84 anos, em Belo Horizonte. De acordo com um comunicado oficial, o diretor morreu na sua casa, cercado de amigos, em decorrência de uma metástase óssea. João das Neves deixa a sua companheira Titane e duas filhas, Maria João (29) e Maria Íris (17). O velório será a partir das 12 horas desta sexta-feira, no crematório Parque da Colina, em Belo Horizonte.

    João das Neves atuou durante mais de 60 anos na cena teatral brasileira, e foi uma das principais lideranças do teatro do país, desde os tempos dos Centros Populares de Cultura (CPC) e, depois, como um dos fundadores do Grupo Opinião, ao lado de nomes como Ferreira Gullar, Vianinha e outros.

    Durante sua trajetória, João das Neves conquistou alguns dos mais importantes prêmios do teatro do país, como o Molière, APCA, Golfinho de Ouro, também tendo conquistado o prêmio da Quadrienal de Praga.


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    RIO — Neste domingo (26) começa o Burning Man, um dos maiores festivais alternativos do mundo, que leva anualmente cerca de 50 mil pessoas ao deserto Black Rock, no estado americano de Nevada. Sem um lineup fixo, o evento já conta com mais de 170 apresentações previstas até 3 de setembro, quando o boneco que dá nome à celebração em meio ao deserto será queimado.

    A arte do Burning ManIcônico desde 1986, quando os amigos e fundadores Jerry James e Larry Harvey (que morreu em abril deste ano, aos 70 anos, de ataque cardíaco) incendiaram o primeiro "Man" em Baker Beach, em São Francisco, o festival cresceu, ano após ano, em escala e mística. Além do tradicional boneco de madeira queimado ao fim do evento, a cidade provisória montada em meio ao deserto por voluntários, ou o fato de que cada pessoa é responsável por levar tudo o que vai consumir, até a água, fizeram do festival uma Meca da contracultura.

    Além de ouvir gêneros eletrônicos que vão do trance ao drum & bass, o público pode se encantar com as megaesculturas e instalações montadas anualmente a céu aberto, no espaço chamado “Playa”.


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    RIO - Levando em conta características como velocidade e "dançabilidade", o Spotify desenvolveu um algoritmo que mede o nível de tristeza de uma música. Aproveitando a funcionalidade, a BBC fez um ranking das cinco músicas mais tristes que já chegaram ao topo da parada da Billboard desde 1958, quando começou a medição - um total de 1.080 canções. Roberta Flack e sua "The first time ever I saw your face", de 1972, ficou no topo. Em seguida vêm "Three times a lady", dos Commodores (1978), "Are you lonesome tonight?", de Elvis Presley (1960), "Mr. Custer", de Larry Verne, e "Still", dos Commodores (1979).

    'The first time ever I saw your face', Roberta Flack

    A jornalista de dados Miriam Quick, responsável pelo levantamento, aponta as limitações do algoritmo. Das cinco canções, nota, apenas "Are you lonesome tonight" e "Still" são realmente tristes. "The first time ever I saw you face" é uma canção de amor lenta, assim como "Three times a lady". Já "Mr. Custer" é uma canção-piada sobre um soldado que não queria lutar. Um dos problemas, continua Miriam, é que o algoritmo ignora as letras, que para um ouvinte humano são fundamentais para definir o grau de tristeza de uma música.

    'Three times a lady', Commodores

    O levantamento trouxe outras curiosidades. Entre as canções mais alegres do universo pesquisado, estão "Hey ya!", "Macarena" e "Brown sugar". Entre as mais calmas, "Don’t worry, be happy" é a primeira. "Lose yourself", de Eminem, é a mais raivosa. E a mais dançante de todas é "Ice ice baby".

    'Are you lonesome tonight?', Elvis Presley

    O algoritmo do Spotify inspirou outros levantamentos: as músicas mais tristes do Radiohead; as canções de Natal mais depressivas; que países euopeus gostam mais de canções tristes (Portugal e seu fado se destacaram); como os vencedores do Eurovision têm ficado mais tristes ao longo dos anos.


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    RIO — A desconfiança de fãs em algumas faixas do álbum póstumo de Michael Jackson, "Michael", de 2010, pode não ser apenas uma teoria da conspiração. O site "HipHop-n-more" publicou documentos que revelariam que a Sony Music teria usado vocais falsos em três músicas lançadas no disco.

    As faixas “Breaking news,” “Keep your head up” e a parceria com 50 cent, “Monster”, teriam sido, na verdade, interpretada pelo cantor Jason Malachi. Em 2011, Malachi já tinha confirmado ao "TMZ" que ele havia feito as gravações.

    Em 2014, uma fã de Jackson chamada Vera Serova abriu um processo contra a Sony e os produtores do álbum, Eddie Cascio e a empresa Angelikson Productions LLC, alegando que o disco era uma fraude.

    Nos documentos obtidos pelo "HipHop-n-more", os produtores não conseguem provar a existência das gravações com Michael, que teriam ocorrido em 2007. Além disso, a análise de um perito conclui que as faixas não são cantadas pelo rei do pop.

    Na época do lançamento muitos fãs desconfiaram das três músicas. Até mesmo a mãe de Michael, Katherine Jackson, disse ao "Guardian" que as canções eram "fake".

    O álbum chegou ao terceiro lugar da lista da Billboard, vendendo 228mil cópias na primeira semana.

    Procurada pelo GLOBO, a Sony informou, por meio de sua assessoria, que está "ciente" do caso, mas que não irá comentá-lo. À revista "Variety" a empresa negou que tenha admitido que os vocais sejam falsos e afirmou que o processo sobre a veracidade das vozes ainda é inconclusivo.

    OUÇA AS MÚSICAS:

    Breaking news

    Keep your head up

    Monster


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    78283063_FILE PHOTO Oscar statues dry in the sunlight after receiving a fresh coat of gold paint as.jpgRIO - Dos 22 longas brasileiros que vão tentar uma vaga ao Oscar de filme estrangeiro, em 2019, nove são dirigidos por mulheres, um percentual de 40,9%. Em 2017, dos 23 longas selecionados, quatro tiveram mulheres na direção.

    Consta, na lista deste ano, uma cineasta negra: Camila de Moraes, de "O caso do homem errado". Os títulos foram divulgados pelo Ministério da Cultura.

    Desde o ano passado, a Academia Brasileira de Cinema é responsável por escolher o representante brasileiro no Oscar. Antes, a tarefa era da Secretaria do Audiovisual.

    "O MinC delegou a escolha para o próprio setor", disse o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, em comunicado. "É mais democrático e há mais chance de acertar."

    "Nada a perder", cineabiografia de Edir Macedo que se tornou a maior bilheteria nacional da História, não está na lista.

    O anúncio do longa selecionado será no dia 11 de setembro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

    A cerimônica do Oscar 2019 acontece em 24 de fevereiro.

    Veja a lista e as sinopses dos 22 filmes habilitados:

    O Caso do Homem Errado, de Camila de Moraes

    O documentário conta a história do jovem operário negro Júlio César de Melo Pinto, que foi executado pela Brigada Militar, nos anos 1980, em Porto Alegre. O crime ganhou notoriedade após a imprensa divulgar fotos de Júlio sendo colocado com vida na viatura e chegar, 37 minutos depois, morto a tiros no hospital. Além do caso que dá título ao filme, a produção discute ainda as mortes de pessoas negras provocadas pela polícia no país.

    O Desmonte do Monte, de Sinai Sganzerla

    O documentário aborda a história do Morro do Castelo, seu desmonte e arrastamento. O Morro do Castelo, conhecido como "Colina Sagrada", foi escolhido pelos colonizadores portugueses para ser o local das primeiras moradias e fundação da cidade do Rio de Janeiro. Apesar de sua importância histórica e arquitetônica, o morro foi destruído por reformas urbanísticas com o intuito de "higienizar" a cidade e também de promover a especulação imobiliária.

    Antes Que Eu Me esqueça, de Tiago Arakilian

    Aos 80 anos, Polidoro decide demolir a estabilidade de sua confortável vida de juiz aposentado e virar sócio de uma boate de strip-tease. Beatriz, sua filha, resolve interditá-lo judicialmente. Seu filho Paulo se declara incapaz de opinar sobre essa decisão porque não mantém relações com o pai. O juiz, então, determina o encontro forçado entre pai e filho, em uma reaproximação que transformará suas vidas.

    Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor

    Rubens é um professor de natação infantil acusado pelos pais de um aluno de beijar o filho deles no vestiário do clube. Quando a acusação viraliza nos grupos de mensagens e redes sociais da escola, começa um julgamento precipitado de Rubens sobre suas ações e intenções.

    Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi

    Até o contato do povo Paiter Suruí com os brancos, em 1969, Perpera era um pajé poderoso. Após chegada dos brancos, um pastor evangélico afirma que pajelança é coisa do diabo e Perpera perde seu papel na tribo, passando a viver com medo dos espíritos da floresta. Mas quando a morte ronda a aldeia, o poder de falar com os espíritos pode novamente ser necessário.

    Yonlu, de Hique Montanari

    Yonlu é um filme de ficção baseado na história real de um garoto de 16 anos que, com a ajuda da internet, conquistou o mundo com seu talento para a música e para a arte. Fluente em cinco idiomas, Yonlu tinha uma rede de amigos virtuais em todos os continentes. Ninguém desconfiava, contudo, que também participava de um fórum de potenciais suicidas.

    Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança

    Joca, um menino brasileiro de 13 anos, e Basano La Tatuada, uma menina indígena paraguaia, vivem na fronteira entre os dois países. Joca está apaixonado por Basano e busca fazer de tudo para conquistar seu amor, mesmo que para isso ele tenha que enfrentar as violentas memórias da Guerra do Paraguai e os segredos de seu irmão mais velho, Fernando, um misterioso agroboy envolvido com uma gangue de motociclistas da região.

    Talvez Uma História de Amor, de Rodrigo Spada Bernardo

    Quando chega em casa, depois de mais um dia corriqueiro no trabalho, Virgílio liga a secretária eletrônica e ouve um recado perturbador. É uma mensagem de Clara, comunicando o término do relacionamento dos dois. Virgílio, contudo, não faz a menor ideia de quem seja Clara. Quando percebe que todos ao seu redor sabiam do seu relacionamento e ele é o único que não lembra, Virgílio só tem uma escolha: encontrar essa mulher misteriosa.

    Canastra Suja, de Caio Sóh

    Quem vê Batista e Maria andando pela rua com seus três filhos acha que o grande problema deles é a filha caçula que sofre de autismo. Porém, as questões dessa família são bem mais complicadas. Batista é um alcóolatra tentando abandonar o vício por insistência da família. A esposa dedicada que vive um caso tórrido com o namorado de sua filha, Emília, que se faz de pudica, mas seduz o patrão. Pedro, o primogênito, está perdido na entrada da vida adulta. O conceito familiar desabará aos poucos.

    Entre Irmãs, de Breno Silveira

    Nos anos 30, duas irmãs separadas pelo destino enfrentam o preconceito e o machismo, uma por parte da alta sociedade na cidade grande, e a outra de um grupo de renegados no interior. Apesar da distância, elas sabem que uma só tem a outra no mundo e cada uma, à sua maneira, vai se afirmar de forma surpreendente.

    O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues

    O filme conta a história de cinco gerações de uma mesma família proprietária do circo. Da inauguração do Grande Circo Místico em 1910 até os dias de hoje, o público vai acompanhar, com a ajuda de Celavi, mestre de cerimônias que nunca envelhece, as aventuras e amores da família Kieps, do seu auge a sua decadência, até o surpreendente final. Um filme que mescla realidade com fantasia em um universo místico.

    As Boas Maneiras, de Julia Rojas e Marco Dutra

    Clara, enfermeira solitária da periferia de São Paulo, é contratada pela rica e misteriosa Ana como babá de seu futuro filho. Uma noite de lua cheia muda para sempre a vida das duas mulheres.

    Benzinho, de Gustavo Pizzi

    Irene mora com o marido Klaus e seus quatro filhos. Ela está terminando os estudos enquanto se desdobra para complementar a renda da casa e ajudar a irmã Sônia. Mas quando seu primogênito Fernando é convidado para jogar handebol na Alemanha, ela terá poucos dias para superar a ansiedade e ganhar forças antes de mandar seu filho para o mundo.

    Alguma Coisa Assim, de Mariana Bastos e Esmir Filho

    Caio e Mari são dois jovens adultos cuja relação está além de qualquer definição. Ao longo de 10 anos, o enredo transita entre três momentos marcantes em que seus desejos estão em conflito e sua relação é colocada à prova.

    Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg

    Dono da boate Paraíso Perdido, o patriarca José faz de tudo para garantir a felicidade de seu clã: os filhos Angelo e Eva, o filho adotivo Teylor e os netos Celeste e Imã. Unida por um amor incondicional, a excêntrica família encontra forças para lidar com seus traumas cantando clássicos da música popular romântica, o que atrai a curiosidade do misterioso Odair, um policial que cuida da mãe surda, ex-cantora.

    Além do Homem, de Willy Biondani

    O antropólogo francês Marcel Lefavre é comido por canibais e desaparece no Brasil, deixando para trás seu diário inacabado. Seu discípulo a contragosto, Alberto Lupo, escritor brasileiro que vive na Europa, retorna ao país de origem para terminar seu trabalho. Na paisagem, na cultura e na figura feminina de Betania, Alberto se depara com tudo aquilo que o fez fugir: o poder da natureza e a essência da vida. É o início de sua transformação.

    Como é Cruel Viver Assim, de Julia Rezende

    Solitários, frustrados e incapazes de realizar qualquer coisa que dê sentido às suas vidas, Vladimir, Clivia, Regina e Primo armam um plano absurdo: seqüestrar um milionário. Mas não têm nenhuma experiência com crimes, nem noção do que essa operação pode envolver. Enquanto tomam as providências práticas, revelam-se seus medos e ambições.

    O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida

    Um restaurante de classe média em São Paulo é invadido, no fim do expediente, por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos. Entre a cruz e a espada, Inácio – o homem pacato, o chefe amistoso e cordial – precisa agir para defender seu restaurante e seus clientes dos assaltantes.

    Unicórnio, de Eduardo Nunes

    Maria, uma menina, está sentada em um banco ao lado de seu pai. A conversa que eles tem ali conduz a narrativa do filme: acompanhamos a história na rústica casa de campo, onde ela mora com a mãe, e aguarda a volta deste mesmo pai. A relação entre Maria e a sua mãe muda com a chegada de um outro homem.

    Ferrugem, de Aly Muritiba

    Tati é uma adolescente cheia de vida, que gosta de compartilhar seus melhores momentos no Instagram e no Facebook. Mas a vida de Tati virará ao avesso quando algo que ela não queria compartilhar com ninguém cai no grupo de Whatsapp do colégio.

    Encantados, de Tizuka Yamazaki

    Encantados é uma história de iniciação espiritual, de amor e misticismo sobre o desabrochar da jovem Zeneida até se transformar em importante pajé, assumindo sua herança espiritual cabocla. Os conflitos no convívio com a família, Zeneida enfrenta e resiste para viver plenamente o amor considerado impossível com Antônio, um ser sobrenatural, que vem das profundezas da floresta. Mas terá que escolher, aceitar seu dom e destino de ser pajé, ou viver encantada pelo povo das águas, os Caruanas.

    Dedo na Ferida, de Silvio Tendler

    Dedo na Ferida trata do fim do estado de bem-estar social e da interrupção dos sonhos de uma vida melhor para todos em um cenário em que a lógica homicida do capital financeiro inviabiliza qualquer alternativa de justiça social. Milhões de pessoas peregrinam em busca de melhores condições de vida enquanto a perversão do capital só aspira a concentração da riqueza em poucas mãos.


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    RIO — Beatriz Segall recebeu alta médica do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A pedido da família da artista, a assessoria de imprensa do hospital não informou o dia em que ela deu entrada nem o tratamento a que foi submetida. A atriz, de 92 anos, saiu do centro médico na última terça-feira.

    LEIA MAIS: ‘Vale tudo’: autores e atores da novela discutem a atualidade da trama

    Em 2015, Beatriz sofreu uma lesão no no braço, após uma queda no palco durante a apresentação da peça “Nine - Um Musical Feliniano”, em São Paulo. Na ocasião, ela passou por uma cirurgia no membro direito, e teve que ser substituída no espetáculo.

    Em 2013, a atriz tropeçou em pedras portuguesas na Gávea, na Zona Sul do Rio, e passou 20 dias de repouso, tratando um hematoma no rosto.

    A última participação da atriz na TV foi na série “Os experientes”, também em 2015. Atualmente, a novela "Vale tudo" está sendo reexibida pelo Canal Viva, em comemoração aos 30 anos de seu lançamento. A obra é uma das mais marcantes da carreira da atriz, eternizada no papel da vilã Odete Roitman.


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    GRAMADO - Na reta final da mostra competitiva de longas brasileiros, o 46º Festival de Gramado exibiu, na noite de quinta-feira, "10 segundos para vencer", de José Alvarenga Jr.. Com Daniel de Oliveira e Osmar Prado nos papéis principais, o filme, produzido por Flavio Tambellini, mostra a trajetória de Éder Jofre no boxe rumo aos títulos mundiais de peso galo e peso pena, nos anos 1960 e 1970. O fio condutor é a relação entre o boxeador, interpretado por Oliveira, e seu pai e treinador, Kid Jofre, encarnado por Prado. A estreia está marcada para 27 de setembro.

    MAIS GRAMADO: 'Simonal embala festival com música e tragédia de cantor

    'Mormaço' impressiona com mistura de denúncia e sobrenatural

    'Ferrugem' discute adolescência e exposição nas redes

    'Não tem como explicar em palavras o que é maternidade', diz Karine Teles, de 'Benzinho'

    Recebido com entusiasmo pelo público presente no Palácio dos Festivais, "10 segundos para vencer" ganha lugar entre os favoritos aos Kikitos das principais categorias artísticas. A cinebiografia se tornou, após sua primeira exibição pública, forte concorrente aos prêmios de melhor filme, direção, ator e ator coadjuvante no festival.

    O longa cobre um período que vai do fim dos anos 1950, quando Éder Jofre ainda era uma criança, até o início dos anos 1970, após a volta do boxeador da aposentadoria precoce para ganhar o derradeiro título na categoria peso pena. A bem cuidada reconstituição histórica se mescla, principalmente nas lutas, com o resgate documental.

    Trailer "10 segundos para vencer"

    — São linguagens muito distintas — diz Alvarenga, em entrevista ao GLOBO, na manhã desta sexta-feira, último dia de exibição da mostra competitiva brasileira na Serra Gaúcha. — Mas acho que conseguimos fazer a transição entre uma forma e outra sem ofender a narrativa. Foi uma decisão tomada a partir da minha entrada na direção.

    "10 segundos para vencer" retrata cinco lutas das seis principais disputas de título da carreira de Éder Jofre. Duas delas mostram imagens do lutador no ringue contra o cubano José Legra e o japonês Harada, mas as outras três foram completamente encenadas. Ficou de fora, segundo o diretor, a luta contra o britânico Johnny Caldwell, de 1962, no Ginásio do Ibirapuera, pela unificação dos títulos de peso galo.

    — Chegamos a filmar, mas não ficou bom — lamenta Alvarenga. — E era uma luta importantíssima, porque o Éder, em função das ofensas e do desprezo do Caldwell pelo Brasil, praticamente o humilhou. Coisa que o tio dele, o Zumbano, fazia com os adversários. Mas ele não.

    46FestCinemaGramado_08571.jpg

    Para além do boxe, o filme centra foco na relação nada tranquila entre Jofre e seu pai, Kid, um boxeador frustrado que investiu na carreira de treinador. Tanto Oliveira quanto Prado concordam que a atuação na minissérie "Nada será como antes", em que também fizeram personagens que eram pai e filho, facilitou o trabalho dos dois:

    — Muito antes do projeto, eu cheguei a falar com o Éder Jofre sobre interpretá-lo em um filme — conta Oliveira. — Mas ele me disse que já estavam fazendo um, e tempos depois me chamaram para fazer o papel. Quando comecei a treinar não conseguia mais parar, até os socos que levava davam uma sensação boa. Era meio viciante aquilo.

    — Usei muito da minha própria história com o meu pai, que também me criticava por seguir carreira como artista, para fazer o Kid — explica Prado. — Assim como o pai do Éder fez com o filho, quando ele disse que tinha conseguido bolsa para estudar desenho no Liceu de Artes e Ofícios.

    BALANÇO DOS BRASILEIROS

    Com dois filmes para serem exibidos nesta sexta-feira, "O avental rosa", de Jayme Monjardim, que substituiu "Correndo atrás", e a animação "A cidade dos piratas", do gaúcho Otto Guerra, o Festival de Gramado se encaminha para o final. Até aqui, os mais fortes candidatos aos principais Kikitos são "Benzinho", "Simonal", "10 segundos para vencer", com "Ferrugem" e "Mormaço" correndo por fora.

    Premiado em Gramado como melhor diretor, em 2011, por "Riscado", Gustavo Pizzi tem grandes chances de repetir a dose este ano na Serra Gaúcha com o seu segundo longa, "Benzinho". O estreante Leonardo Domingues, de "Simonal", também impressionou com sua reconstituição de época, assim como o veterano José Alvagenga Jr., com "10 segundos para vencer".

    Parece ser consenso que Karine Teles, protagonista de "Benzinho", está com as mãos no prêmio de melhor atriz. Cotada para a mesma categoria, Ísis Valverde, como a Terezinha de "Simonal", poderia ser uma surpresa. Assim como Marina Provenzzano, a defensora pública de "Mormaço", também surgiria como um nome a ser considerado.

    O Simonal de Fabrício Boliveira também parecia ser um consenso, até o Éder Jofre de Daniel de Oliveira aparecer em "10 segundos para vencer". Há quem diga que Osmar Prado, como o pai do boxeador no filme, possa ser considerado para o prêmio principal. Protagonista da segunda parte de "Ferrugem", o jovem Giovanni de Lorenzi também pode surpreender na categoria.

    A bolsa de apostas na Serra Gaúcha está quente. Mas é o júri formado pelo distribuidor Adhemar de Oliveira, os diretores Iberê Carvalho e Lina Chamie, a atriz Zezé Polessa e o produtor Rodrigo Teixeira que vai dirimir todas as dúvidas neste sábado.

    * O repórter viajou para Gramado a convite do festival


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    38828901_pv - South-African writer John MCoetzee Nobel Price for literature poses for photographers.jpg

    Ao longo dos anos, estilo e tema das obras do sul-africano J. M. Coetzee foram se transformando. Ele começou experimental, em romances como “Terra de sombras” (1974) e “À espera dos bárbaros” (1980), e teve a coragem de reconstruir um período da vida de Dostoiévski em “O mestre de Petersburgo” (1994). A aclamação do público veio, no entanto, em seu livro mais realista e tradicional: “Desonra” (1999), sobre um professor universitário acusado de assédio por uma aluna. Nesse período, o vencedor do Nobel de Literatura de 2003 adotou a narrativa autobiográfica, com a trilogia de “Infância” (1997), “Juventude” (2002) e “Verão” (2009).

    ENTREVISTA: J.M. Coetzee fala sobre censura e apartheid

    “A vida escolar de Jesus”(Companhia das Letras), recém-lançada sequência de “A infância de Jesus” (2013), pertence a uma nova fase. Enigmáticos, estes últimos dois romances deixaram a crítica internacional perplexa e confusa. Se algo os conecta com o restante da obra de Coetzee é a narração fria e distanciada, que nunca permite ao leitor ter acesso à consciência e aos sentimentos dos personagens.

    A trama acompanha Davíd —criança prodígio de 6 anos que aprendeu a ler com “Dom Quixote” — e seus pais adotivos chegando à cidade de Estrella. Apesar de quase todos os nomes de pessoas e locais soarem hispânicos, é como se aquele universo existisse fora do tempo e do espaço. Ninguém se lembra como era a vida antes de imigrarem para lá, não há menções a fatos históricos. Essas figuras sem raízes ou lembranças parecem, às vezes, criaturas de Kafka, um dos heróis de Coetzee.

    O enredo ganha mais foco quando Davíd é matriculado pelos pais em uma academia de dança, após teimosamente se recusar a frequentar escolas normais. Logo descobrimos que a academia é regida por uma moça estranha e bela, Ana Magdalena —outra referência bíblica — e que se propõe a invocar números do céu a partir de passos executados com paixão.

    LEIA MAIS: A passagem de Coetzee pela FLIP em 2007

    Acompanhamos o romance colados no pai adotivo, cuja figura patriarcal é sempre mencionada com pronome: “Ele, Simón”. Simón, como o leitor, está constantemente em busca de racionalizar aquilo que não entende — desde a dança astrológica às mudanças bruscas de humor do filho.

    A partir de um feminicídio na escola de dança, interpretado pelos personagens da trama como um crime passional, Coetzee põe em discussão um tema recorrente em sua obra: razão versus paixão. Simón, o patriarca, representa o Sancho Pança num mundo dominado por figuras quixotescas. Apesar de todo o hermetismo, a prosa mantém-se simples e enganosamente transparente.

    ANÁLISE: Daniel Galera fala de Coetzee e outros praticantes da autoficção

    Muito se fala que, nestes dois últimos romances, Coetzee está operando em uma chave alegórica. Mas uma alegoria do quê? Jesus aparece no título, mas a trama não oferece paralelos claros com a vida de Cristo. Neste capítulo “escolar” da saga de Davíd, podemos especular que o sul-africano emula outro ídolo, o suíço Robert Walser.

    Em um ensaio sobre Walser (focado em “Jakob von Gunten”, de 1909, romance no qual um menino ingressa num misterioso instituto de aprendizagem e obediência), Coetzee destaca a habilidade do autor em criar cenas desconjuntadas em narrativas sem enredo claro, com personagens nômades que parecem vindos de lugar nenhum. Em “A vida escolar de Jesus”, Coetzee tentou se aproximar do mestre. Difícil dizer que foi bem-sucedido.

    Antônio Xerxenesky é escritor, tradutor e doutorando em Teoria Literária pela USP.

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    “A vida escolar de Jesus”

    Autor: J.M. Coetzee

    Editora: Companhia das Letras

    Tradução: José Rubens Siqueira

    Páginas: 264

    Preço: R$ 59,90

    Cotação: Bom


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    RIO — A família de Prince entrou com uma ação contra seu ex-médico por homicídio culposo, segundo publicou a "ABC News". O cantor morreu em 2016 em decorrência de uma overdose do opiáceo fentanil, medicamento usado para tratamento de dores.

    LEIA MAIS: Prince, símbolo de liberdade no pop, completaria 60 anos

    Selo de Prince pede remoção de vídeo com fãs cantando 'Purple Rain'

    Na ação apresentada em Minnesota na manhã de sexta-feira (24), a família afirma que a atuação fora dos padrões da prática médica do Dr. Michael T. Schulenber "tiveram um papel substancial na morte de Prince".

    O processo alega que Schulenberg — o médico que tratou Prince duas vezes pouco antes de sua morte — "não conseguiu avaliar adequadamente, diagnosticar, tratar e aconselhar Prince por seu visível vício em opiáceos".

    Prince não morreu

    Segundo a ação, o médico "não tomou medidas razoáveis para impedir o resultado fatal daquele vício”. A família de Prince está pedindo US $ 50.000 em danos.

    Prince foi encontrado morto, aos 57 anos, sozinho em sua propriedade em Paisley Park em 21 de abril de 2016. Pouco depois de sua morte, confirmou-se que ele teve uma overdose de opiáceos.

    A responsabilidade do Dr. Michael T. Schulenberg na morte do cantor começou a ser investigada quando foram encontrados na residência do músico vários medicamentos que não estavam receitados em nome do artista.

    Ouça os dez maiores sucessos lançados por Prince

    Schulenberg disse às autoridades em uma entrevista em 2016 que ele prescreveu o remédio Percocet para Prince em duas ocasiões sob o nome de Kirk Johnson, o guarda-costas do cantor. Ele teria feito isso para proteger a intimidade do cantor.


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    LUP-16158_R.jpgRIO - O impasse nos bastidores de "Guardiões da Galáxia Vol. 3" ficou tão grave que a produção do filme foi interrompida. Fontes disseram à revista "Variety", nesta sexta-feira, que cerca de 20 funcionários que estavam em Los Angeles para a fase de pré-produção foram dispensados pela Disney e pela Marvel.

    O diretor da franquia, James Gunn, foi demitido pelos estúdios depois que tweets antigos escritos pelo cineasta foram trazidos à tona. Essas publicações, consideradas ofensivas, faziam piadas sobre pedofilia e estupro. O elenco do filme saiu em defesa de Gunn, mas a Disney e a Marvel mantiveram a decisão.

    A previsão era que o terceiro capítulo de "Guardiões da Galáxia" começasse a ser filmado no início de 2019. O roteiro original de Gunn ainda deve ser utilizado, mas um novo diretor não foi anunciado.

    Os dois primeiros filmes arrecadaram, juntos, US$ 1,6 bilhão em todo o mundo.


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    78518864_SC - Paul Rudish produtor executivo de Mickey shorts.jpgSÃO PAULO - Produzidos por Paul Rudish, “Mickey shorts” são animações de 3 ou 4 minutos que colocam o camundongo e seus amigos em situações que lembram as antigas comédias pastelão e resgatam o espírito original do personagem. O cenário, em geral, inclui um cartão postal conhecido mundialmente, como por exemplo a Torre Eiffel, em Paris, ou pirâmides do Egito. Oriundo do Cartoon Network, onde ajudou a desenvolver sucessos como “Laboratório de Dexter”, “As meninas super-poderosas” e “Samurai Jack”, Rudish conta a seguir como criou o programa, cujos 80 episódios, divididos em quatro temporadas, atingiram quase 100 milhões de visualizações em seu canal no YouTube.

    Qual é sua relação com as animações da Disney?

    Isso é muito amplo. Mas eu assistia a muitos desenhos animados quando era jovem. Dos clássicos “Looney tunes”, da Warner, a “The wonderful world of Disney”, todos os domingos à noite. Sempre fui fascinado por desenho, meu pai era ilustrador. Então, peguei rapidamente essa coisa de desenhar. E logo fui para o California Institute of the Arts (CalArts). Depois fiz muita coisa para o Cartoon Network e, de repente, me vi aqui.

    E o que exatamente você começou a fazer no canal?

    Cheguei em 2011. Fui trazido para desenvolver coisas novas, pesquisar nos arquivos deles e descobrir personagens nos quais eu poderia investir. Achei que o Mickey seria divertido. E aqui estamos.

    Você é um profissional eclético. Teve carta branca dos executivos?

    Tento não pensar muito nisso. Tento me inspirar nos curtas originais do Mickey, principalmente aqueles em preto-e-branco.

    Como fazer um Mickey novo e contemporâneo?

    As antigas animações não envelheceram mal, elas ainda são engraçadas, de grande qualidade. E aí pensei: e se conseguíssemos resgatar aquele espírito criado pelo Walt, se pudéssemos voltar àquela energia e humor que emanava daquelas animações, se tivéssemos o poder de voltar àquela velha configuração original? Huum... resolvemos então tentar fazer animações com aquele mesmo espírito.

    Havia uma espécie de lista de regras a serem seguidas?

    Nossos executivos foram ótimos ao nos incentivar a criar coisas novas, sem pensar muito sobre o que estávamos fazendo. O grupo de franquias, na verdade, tinha um livro de regras para os personagens, mas os meus superiores foram espertos o bastante para esconder esse negócio no fundo de uma gaveta para me deixar livre. “Vamos ver o que ele pode nos mostrar”, disseram eles.

    Você considera seus desenhos politicamente incorretos?

    Não. Se fosse politicamente incorretos a Disney nos alertaria. Talvez eles sejam mais irreverentes. Acho que é o nosso humor coletivo que nos coloca como alvo da piada. Todos os meus diretores e animadores fazem isso. Permitimos que Mickey seja o alvo da piada. Ele não precisa ser perfeito, alinhado e limpo o tempo todo. Pode cair de cara no chão, pode fazer bobagens também. Isso o torna mais familiar.

    LEIA MAIS: Aos 90 anos, Mickey Mouse resgata atitude irreverente

    78518704_SC - MICKEY AND THE ROADSTER RACERS - Rob LaDuca Executive Producer Mickey and Roadster Rac.jpgVeterano animador da Disney, Rob LaDuca produz, com Mark Seidenberg, para o Disney Channel, a série de animação “Mickey: aventura sobre rodas”. No Brasil, é possível ver a segunda temporada — a terceira deve ser anunciada em breve. Derivação de “A casa do Mickey Mouse”, o programa traz Mickey e sua turma em um formato mais tradicional, num contexto em que administram uma espécie de oficina para carros de corrida. Aqui, uma vez mais, os cenários, em geral, representam cartões postais do planeta, em países como Austrália, França, Inglaterra e outros. LaDuca, que trabalhou como animador de efeitos especiais em “Poltergeist” e “Jornada nas Estrelas 2: A ira de Khan” e em animações como “Aladim” , defende o Mickey tradicional e explica o porquê.

    Qual é sua relação com o Mickey?

    Venho de um Mickey muito tradicional e sempre o mantive assim, desde “A casa do Mickey Mouse” até o programa que estamos produzindo agora, “Mickey: Aventuras sobre rodas”.

    O que o atrai no Mickey mais tradicional?

    Acho que o Mickey mais tradicional vai se manter por muito mais tempo. Ou melhor, para sempre. Os “Mickey shorts” são uma grande experiência. Talvez possam até se tornar o novo tradicional. Na verdade, acho que ajudam a dar uma renovada na marca para os mais velhos.

    Mas você também acredita que o seu modelo preferido de Mickey vai durar para sempre! Como explica isso?

    Não acho que o sucesso do Mickey tenha a ver com a sua forma. Por isso, os shorts são bem-sucedidos, mas “Aventura sobre rodas” também, e ao mesmo tempo. A mensagem do nosso programa é “trabalhar juntos”, “amizade” e “ajudar outras pessoas”. Temos uma abordagem mais educacional para as crianças. E acho que é a personalidade do Mickey que ajuda a produzir o sucesso desses programas. Ele é o cara legal, o amigo de todo mundo.

    E o que acha do Mickey antigo, aquele mais travesso e um tanto indisciplinado dos anos 1920?

    O Mickey dos primórdios era muito mais malicioso.. O próprio Walt começou a dar mais leveza ao Mickey ainda nos anos 1930 e 1940, para torná-lo uma espécie de personagem mais amistoso e solícito. Ele sabia que o público central a ser mantido eram as crianças.

    Como nasceu o “Mickey: Aventuras sobre rodas”?

    Veio de “Club house”. Mas os executivos queriam um novo programa para as crianças que estavam crescendo. Fizemos alguns filmes para serem vendidos no formato DVD, quando ainda havia este formato, e o que vendeu mais foi “Mickey's road rally”. Partimos daí, mas tentando transformá-lo em algo mais legal. O personagem tem um automóvel comum que se converte em um carro de corrida quando é dada a largada.

    Tem alguma influência de “Corrida maluca”?

    Claro que sim! É a minha infância influenciando meu trabalho. Tem também aquele filme clássico, “Os intrépidos homens e seus calhambeques maravilhosos” (1969). “Batman” também tinha um carro legal. E “Os monstros” também.


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    RIO - Com a trágica morte de Chris Cornell, do Soundgarden, em maio de 2017, apenas o Pearl Jam, das quatro maiores bandas reveladas pela cena de Seattle nos anos 1990, passou a ter seu cantor original vivo (ele mesmo, o galã gente boa Eddie Vedder). Se o frio e a chuva — que, na época, vestiram o mundo inteiro de camisas de flanela xadrez — já faziam os músicos locais produzirem letras e melodias plenas de peso e melancolia, a carga emocional de uma cena marcada por tragédias podia levar todo mundo a uma depressão eterna. “Rainier fog” (“A névoa do Rainier”, em tradução livre, uma referência ao vulcão adormecido que vigia a região) é uma celebração da cena de Seattle, com todo o peso que isso carrega, mas sem exagerar no baixo astral. Uma espécie de piquenique no cemitério.

    Com a morte de seu cantor original, Layne Staley, em 2002, por overdose de heroína — uma epidemia que assola Seattle há cerca de 30 anos —, o Alice in Chains é formado desde 2006 por Jerry Cantrell, William DuVall (guitarra e voz, ambos), Mike Inez (baixo, que em 1993 substituiu Mike Starr, mais um falecido) e Sean Kinney (bateria). “Rainier fog” é o terceiro disco com esta formação, o primeiro desde “The devil put dinosaurs here”, de 2013.

    78504037_SC - Capa de Rainier Fog novo disco do Alice in Chains.jpgO tributo ao rock de Seattle levou o AIC a gravar um disco com seu DNA impresso em cada música — influências como Black Sabbath e Led Zeppelin também são fáceis de farejar. Na maior parte das músicas, Cantrell e DuVall dividem o microfone, nos arranjos vocais dissonantes que marcam toda a história da banda. A bela e triste “All I am”, que fecha o disco, é um dos melhores exemplos de um entrosamento adquirido ao longo dos anos, com muitos shows e raros discos — este é apenas o sexto, em 31 anos de banda. A faixa de mais de sete minutos mostra que, apesar de caprichar no peso instrumental, o AIC sabe tirar o pé e valorizar a melodia com dedilhados e delicadeza em baixo e bateria.

    A faixa-título é uma homenagem a bandas como Nirvana, Soundgarden e Screaming Trees: “Isso me lembra por que eu ainda me importo/ Você pode me encontrar me contorcendo ao som do fantasma de uma música/ Surgindo através da névoa do Rainier”, diz a letra, cantada sobre um riff composto por Cantrell com Duff McKagan, do Guns N’ Roses, mais um filho de Seattle.

    Para uma banda com mais de três décadas de carreira, um disco com novidades na sonoridade pode ser uma questão de sobrevivência. No caso do AIC, com sua trajetória fonográfica errática, soar como si mesmo — o que fica claro em músicas como “Red giant”, “Never fade” e “So far under” — é a grande vitória. “Seis pessoas já tocaram nesta banda; todas estão no palco conosco”, costuma dizer o baterista Kinney. “Rainier fog” mostra que o Alice in Chains pode bem ter mais 30 anos pela frente.

    Cotação: Ótimo


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    RIO — A maior parte das chamadas biografias afetivas conta a história de matriarcas e patriarcas (às vezes dos dois juntos), de empreendedores ou de empresários cujas vidas se confundem com as das empresas que fundaram. A ginecologista piauiense Iracema Pacífico, biografada pela jornalista Josiane Duarte, se encaixa no segundo caso.

    Órfã aos 12 anos, foi morar com uma irmã na pequena cidade de Barra do Conde, no Maranhão, e estudou enquanto ajudava a cuidar dos filhos dela. Depois foi morar com outro irmão, em São Luís, onde se formou em medicina. E veio para o Rio fazer residência no Hospital Geral de Bonsucesso. Não conhecia ninguém na cidade, nem tinha dinheiro ou onde morar. E no HGB só tinha residentes homens.

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    — Conto isto no capítulo "Abrindo portas": fui a primeira médica mulher a fazer residência no HGB. O ano era 1970. Eu dormia na sala dos plantonistas. Depois de seis meses conseguiram um quartinho no terceiro andar para eu "morar". Fiquei dois anos lá. Depois consegui um emprego numa clínica e fui juntando um dinheirinho. Aos poucos consegui alugar uma sala para clinicar. Hoje tenho dois consultórios, um em Madureira e outro em Copacabana. Alcancei sucesso profissional e financeiro — conta ela, de 68 anos, que vive com uma sobrinha. 78510651_SC São Paulo SP 24-08-2018 Biografos Na foto Eveline Alperowitch . Foto Marcos Alves - A.jpg

    "Iracema Pacífico — a força da determinação" foi lançado com festa para 150 pessoas num salão do Edifício Argentina, na Praia de Botafogo, em 2012. Foi a noite de autógrafos de Iracema, para pacientes, amigos, colegas e parentes vindos do Maranhão. Todos receberam um exemplar gratuitamente

    — Meu livro é de autoajuda. Eu mostro como mudar é possível. Tenho muito orgulho disso.

    Já Eveline Alperowitch, de 74 anos, sentiu necessidade de legar aos dois filhos e seis netos uma parte de sua história que ela mesma mal conhecia. Judia nascida na Romênia em 1944, último ano na Segunda Guerra, ela foi biografada pela psicóloga e professora Ana Tanis.

    — Tinha um diário de uma tia que escreveu coisas do cotidiano quando eu era pequena, e uns documentos deixados pelo meu pai em que nunca tinha mexido. A Ana me deu coragem para olhar tudo isso. E os papeis me mostraram meu pai como nunca tinha visto — relembra Eveline.

    Vidas ao longo dos séculos

    Seu pai tinha 14 anos durante a Primeira Guerra, quando, com um grupo de amigos, foi falar com um capitão que queria lutar, ajudar o país. Como era menor de 18 anos, foi aconselhado a entrar para os escoteiros, e assim ajudar com os feridos nas batalhas. Ao fim da guerra, ele e os quatro amigos foram condecorados por este trabalho. Anos depois, na Segunda Guerra, vendo todos os judeus como eles serem deportados, o pai pegou a condecoração e foi mostrá-la a alguém do governo, como prova de sua ajuda e amor ao país. Acabou sendo considerado "cidadão de segunda classe", e a família não foi deportada.

    — Mas ele ficou desgostoso, decidiu sair de lá e nunca mais quis voltar — conta Eveline, que inventou o apelindo "Drora" (que batiza o livro) para ela mesma, aos 7 anos, quando morou em Israel, pois não gostava de seu nome em hebraico. — Àquela época eu não sabia, mas significa "liberdade". Este nome morreu quando sai de lá. E o livro termina quando a gente aportou em Santos. Eu tinha 9 anos. Escolhi este recorte da minha vida porque acho o mais relevante. No mais, é uma história comum.

    niltook.jpgJá Nilto Schwening há 50 anos abriu em Santo Augusto, no Rio Grande do Sul, uma empresa no ramo da agricultura e da produção de sementes que há 33 anos funciona em Rio Verde, Goiás. Para narrar esta trajetória e comemorar o cinquentenário da empresa, seu filho e sucessor, André Schwening, contratou André Viana:

    — Meu pai, que tem 68 anos, pôde contar toda esta história, com a ajuda de depoimentos não só da família como de ex-sócios, funcionários, ex-funcionários. Nosso objetivo é consolidar os valores do nosso negócio, como um legado para as próximas gerações. Além de nos ajudar a manter nossa essência, com o livro também podemos potencializar nossas ações de marketing — diz o filho, que encomendou 600 exemplares, para distribuir também entre clientes, na grande festa de comemoração do aniversário da empresa, na semana passada. 78453278_SC Biografias afetivas. Luis Gustavo Hanninger neto de Dona Luise Marie Hanninger contratou.jpg

    Outro que decidiu homenagear e resgatar a história da família foi Luís Gustavo Hanninger. E em dose dupla. Primeiro foi a avó paterna, Luise Marie, ainda viva. A tiragem, de 40 exemplares, está esgotada. E gerou um certo ciúme na família materna do rapaz, que em 2015 resolveu recontratar Bruno Truiti para contar a história dos avós por parte de mãe, Geraldo e Ana, sitiantes em Patos de Minas, já falecidos. Ela foi recuperada pelos nove filhos do casal, que se reuniram no tal sítio num feriadão para serem entrevistados pelo biógrafo. Rendeu mais de 600 páginas. Outro sucesso familiar, com 70 unidades distribuídas.

    — Talvez eu faça dos meus pais, daqui a alguns anos. Todo mundo tem algo para contar. A gente acha que nossa história é irrelevante, mas não é bem assim — diz Luís Gustavo.

    Info - Segundo Caderno 25.08.2018


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