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    RIO — No último sábado, a celebração de vitória contra a censura, presente nos discursos de todos os responsáveis pela reabertura da coletiva "Queermuseu" na Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, mantinha um travo de derrota. Reinaugurada no Rio quase um ano depois de seu cancelamento em Porto Alegre, após pressão de grupos conservadores contra o seu conteúdo, a coletiva havia sido alvo de uma liminar da 1º Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio, que proibia a entrada de menores de 14 anos, além de permitir o acesso de adolescentes de 14 e 15 anos apenas acompanhados dos responsáveis. Me sentiria muito frustrado como pai por ter empreendido toda esta luta contra a censura e ver censurado justamente o direito de os meus filhos visitarem

    Comunicada à diretoria do Parque Lage na véspera da abertura da exposição, a decisão do juiz Pedro Henrique Alves atendeu à solicitação do deputado Márcio Pacheco (PSC), que protocolou petição contra a visitação de menores de idade à mostra.

    CRÍTICA: Falta ‘queer’ em ‘Queermuseu’

    ENTENDA: Afinal, o que é a exposição 'Queermuseu'

    LEIA MAIS: Protesto, diversidade e muita fila: o que rolou na reabertura da 'Queermuseu'

    Nesta terça-feira, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) revogou a proibição, após a Associação de Amigos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Ameav) ter entrado com um instrumento para derrubar a liminar, conforme informou a coluna de Marina Caruso. Em seu despacho, o desembargador Fernando Foch ressalta que "a decisão agravada mostra-se extremamente bem-intencionada", mas que seria discutível "do ponto de vista jurídico". O juiz do TJ prossegue no documento, destacando que "como a ampla manifestação intelectual, artística, científica e de comunicação é direito fundamental, torná-la pública independe de prévia licença e de antecipada censura, seja total ou parcial".

    Logo que soube da sentença, o diretor da EAV, Fabio Szwarcwald, fez questão de levar os filhos Ben Israel, de 11 anos, e Marc, de 8 anos, à mostra montada nas Cavalariças.

    Destaques da 'Queermuseu'

    — Se a liminar não tivesse sido derrubada, me sentiria muito frustrado como pai por ter empreendido toda esta luta contra a censura e ver censurado justamente o direito de os meus filhos visitarem a exposição — conta Szwarcwald, que na abertura se emocionou ao falar de seus filhos em seu discurso de abertura. — Depois de tudo o que fizemos para trazer a "Queermuseu" ao Rio, foi muito difícil dizer a eles que não poderiam ver a exposição. Me senti duplamente aliviado quando soubemos que a liminar caiu.

    Os filhos de Szwarcwald foram as primeiras crianças menores de 14 anos a conferirem de perto as 263 obras de 85 artistas da mostra, na montagem carioca.

    Relembre a trajetória da 'Queermuseu'

    — Eles já tinham visto o catálogo e adoraram ver tudo de perto, tive a oportunidade de explicar cada obra para eles e desmistificar muito do que foi apontado como polêmico — comenta o diretor. — Hoje (quarta-feira) alguns pais já trouxeram os filhos, espero que no final de semana o Parque Lage lote mais uma vez.

    WhatsApp Image 2018-08-22 at 12.35.00 PM.jpegNo fim de semana da abertura, a instituição recebeu cerca de 8 mil pessoas, e os três primeiros dias da semana mantiveram uma média de 700 pessoas. Szwarcwald acredita que, com a possibilidade da visitação de escolas, este número tenda a crescer:

    — Para o educativo era fundamental que a orientação do Ministério Público prevalecesse, todas a programação seria prejudicada caso a liminar fosse mantida. Já temos duas escolas e durante o período da exposição, o Parquinho Lage contará com atividades voltadas para a mostra, aos finais de semana.

    Após a determinação do TJ-RJ, volta a valer a recomendação do MP, que estipulou a classificação indicativa de 14 anos para "Queermuseu", recomendadndo que jovens abaixo desta faixa etária não entrem desacompanhados dos pais.78485336_SC Rio de Janeiro RJ 22-08-2018 Queermuseu recebe visita de criancas acompanhadas dos pais.jpg


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    MV5BYjFkNDcxZWEtNzYxNC00ZjAzLWJjODgtZmEzZGU2MmM3ZGE3XkEyXkFqcGdeQXVyNjc5Mjg0NjU@._V1_.jpgRIO - Prevista para ir ao ar nos EUA a partir de 24 de setembro, a 12ª temporada de “The Big Bang theory” será a última, marcando o fim da mais longa comédia multicâmera (como são conhecidos os sitcoms) da História da televisão: terão sido 279 episódios rodados.

    LEIA MAIS: Elenco de 'The Big Bang Theory' faz homenagem a Stephen Hawking

    A notícia contraria uma declaração dada no começo do mês por Kelly Kahl, executivo da CBS, segundo quem a série provavelmente ganharia uma 13ª temporada. A mudança de planos não foi explicada.

    Em comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira, o criador Chuck Lorre e produtores da Warner Bros. agradeceram aos fãs que transformaram "The Big Bang theory" em uma das séries mais populares do planeta.

    "Seremos eternamente gratos aos fãs pelo apoio a 'Big Bang theory' durante as últimas 12 temporadas. Nós, junto com o elenco, os roteiristas e a equipe, celebramos o sucesso da série, e pretendemos apresentar um desfecho épico para ela", diz o comunicado.

    A atração chega ao fim no momento em que os atores ganham cerca de US$ 900 mil por episódio. Os cinco nomes originais do elenco — Jim Parsons (Sheldon), Johnny Galecki (Leonard), Kaley Cuoco (Penny), Simon Helberg (Howard) e Kunal Nayyar (Raj) — aceitaram abrir mão de US$ 100 mil para que seus salários fossem equiparados ao das coadjuvantes Mayim Bialik (Amy) e Melissa Rauch (Bernadette).

    A 12ª temporada está atualmente em produção.

    Exibido no Brasil pela Warner, “The Big Bang theory” recebeu, até agora, 52 indicações ao Emmy, tendo conquistado dez estatuetas. No entanto, nunca venceu na categoria de melhor série de comédia.

    A trama gira em torno da amizade entre um grupo de amigos nerds e uma vizinha que se muda para o apartamento ao lado. As referências ao universo geek e as situações socialmente constrangedoras fizeram da série um sucesso. A audiência, que começou em 2007 com uma média de 8 milhões de espectadores por episódio, chegou a 20 milhões em 2015.


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    RIO — "Por que olhar só para o BadBadNotGood (grupo de jazz canadense abraçado por ícones do rap) se o BadBadNotGood está olhando para a música brasileira da década de 1970?", questionaram-se os integrantes da banda Catavento durante a criação de seu terceiro álbum, "Ansiedade na cidade" (Honey Bomb Records), que apresentam em show no Rio, nesta quinta-feira.

    — Muito disso passa pelo João (Boaventura, tecladista e vocalista do grupo), que é pesquisador da música brasileira e trabalha com vinil. Ele trouxe novos elementos, chamou atenção para o groove. Começamos a perceber que olhar para dentro era mais rico do que para fora — reflete Du Panozzo, que se reveza entre voz, guitarra e bateria.

    "Ansiedade na cidade" exala, de fato, uma brasilidade que a Catavento, formada em 2011, em Caxias do Sul (RS), não tinha mostrado em seus discos anteriores. Tanto "Lost youth against the rush" (2014) quanto "Cha" (2016) flertavam muito mais com a onda neopsicodélica de grupos como Tame Impala, POND e com a veia punk do Wavves do que com a herança musical brasileira. Catavento - Panca Úmida (Official Video)

    Agora, em faixas como "Panca úmida", "Lagartia" e "Se não vai", João Donato divide espaço com o próprio BADBADNOTGOOD, o Clube da Esquina dialoga com o jazz fusion de King Krule e Mutantes trocam figurinhas com Kamasi Washington. Em clima harmônico, fresco, o groove setentista brasileiro e o jazz contemporâneo ajudam a fazer de "Ansiedade..." um dos grandes discos lançados pela nova música brasileira em 2018.

    — Sentimos que precisávamos abrir uma janela para entrar um ar de novas referências. De pesquisar o passado e incluir coisas modernas. Acho que conseguimos fazer essa transição de uma maneira que não soe falsa nem que renegue nossa essência — calcula Panozzo. Catavento - Ansiedade na Cidade (Álbum Visual)

    Inicialmente um quarteto, a Catavento foi aglutinando e somando, e hoje conta com sete integrantes, que estão na estrada desde o lançamento do disco, financiado pelo edital Natura Musical, no começo de agosto. Após uma temporada bem-sucedida em São Paulo, com shows nos tradicionais Centro Cultural São Paulo e Casa do Mancha, o coletivo aporta no Rio para sua estreia no Aparelho, na Praça Tiradentes. A noite terá abertura do cantor e compositor mineiro JP.

    SERVIÇO

    Catavento (RS) e JP (MG)

    Onde: Aparelho — Praça Tiradentes 85, Centro. Quando: Nesta quinta-feira (23/8), às 22h. Quanto: R$ 20. Classificação: 18 anos.


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    GRAMADO — “Benzinho” estreia nesta quinta-feira nos cinemas, enquanto disputa a mostra competitiva de longas brasileiros do 46º Festival de Gramado, que termina neste sábado. O filme desponta como um dos favoritos aos principais Kikitos, incluindo os de melhor filme e direção, para Gustavo Pizzi.

    BONEQUINHO: Filme narra dificuldade dos personagens sem vitimizá-los

    A aposta mais alta, no entanto, é na atriz Karine Teles, que interpreta a protagonista, Irene, mulher do atrapalhado Klaus (Otávio Müller), e mãe de quatro meninos. Quando o mais velho anuncia que vai jogar handebol na Alemanha, ela entra em crise.

    Durante a realização de “Benzinho”, Pizzi e Karine se separaram, após dez anos casados. Eles são pais de meninos gêmeos, Francisco e Arthur, que no filme interpretam dois dos filhos da personagem principal. Trailer do filme 'Benzinho'

    — A gente mantém a parceria porque nos completamos e trabalhamos bem juntos. Gostamos de usar um personagem para falar de coisas que nos interessam — diz ela, que escreveu o roteiro do longa com o ex-marido.

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    Segundo a atriz, a Irene de “Benzinho” é uma mistura das mães dela e de Pizzi:

    — Mas ela tem muito da minha experiência como mãe. Não tem como explicar para outra pessoa o que é a maternidade. Mas o cinema consegue, porque comunica para além da linguagem.74280883_%27Benzinho%27 de Gustavo Pizzi filme brasileiro que abre o Festival de Sundance 2018. Karine T.jpg

    Karine, hoje com 40 anos, conta que o primeiro filme sob a direção de Pizzi, “Riscado” (2011), foi o trabalho que a fez “existir como artista e como atriz”. Sua atuação, inclusive, lhe valeu um Kikito de melhor atriz no Festival de Gramado daquele ano. Até então, diz ela, era totalmente desconhecida:

    — Eu fazia teatro, tinha outros trabalhos. Tinha acabado de decidir que não faria nada que não envolvesse atuação. Isso, com dez anos de carreira — conta.

    Em seguida a “Riscado”, aconteceu a megera dona Barbara de “Que horas ela volta?” (2015). Foi quando criou uma parceria com a diretora Anna Muylaert, com quem trabalha na realização de uma série, ainda sem nome:

    — Sempre gostei muito de escrever — conta ela, que assina o roteiro do próximo projeto de Pizzi, “Gilda”, minissérie em quatro episódios para o Canal Brasil.

    O texto é baseado em monólogo de Rodrigo de Roure, “Os últimos dias de Gilda”, que a atriz acaba de fazer no Rio e deve levar a São Paulo. Como em outros trabalhos dela, é sobre uma mulher que mora no subúrbio do Rio, e cria galinhas e porcos para abate.

    O próximo passo, após gravar a série da Globo sobre Hebe Camargo, no papel de Lolita Rodrigues, é investir na direção. Novamente, é a história de uma mulher:

    — Escrevi um roteiro sozinha, chama-se “Princesa”, e esse quero dirigir. É sobre uma mulher que acabou de ter um filho, num relacionamento super afetuoso. Um dia, o marido vai jogar futebol e, no jogo, é infectado por um vírus e vai regredindo moralmente. Vai virando um macho troglodita dos anos 1950 — detalha ela.

    *Alessandro Giannini viajou a convite do festival.


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    LOS ANGELES — O ator Ben Affleck aceitou a recomendação da ex-mulher Jennifer Garner para ir a uma clínica de reabilitação em Los Angeles, nos Estados Unidos, informou o site "TMZ" nesta quarta-feira. Essa é sua terceira internação. A primeira ocorreu em 2001, por vício em bebidas alcoólicas, e a segunda foi em dezembro do ano passado.

    Após a recente separação com a produtora do programa de televisão "Saturday Night Live", Lindsay Shookus, o ator de 46 anos estaria passando por dificuldades para se manter sóbrio. Segundo a mídia americana, Ben mostrou sinais de excesso de bebidas alcoólicas na última semana.

    A atriz Jennifer Garner, com quem Affleck tem três filhos, foi à casa dele em Pacific Palisades, em Los Angeles, nesta quarta-feira, para oferecer ajuda. Seu ex-marido acatou ao pedido para buscar uma clínica de reabilitação.

    Garner e Affleck se separaram em 2014 e, em abril de 2017, a atriz pediu o divórcio, cuja papelada ainda não foi finalizada. Apesar do fim do relacionamento amoroso, eles ainda fazem parte da vida um do outro, principalmente por causa de seus três filhos, um menino de 6 anos e duas meninas de 9 e 12 anos.


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    RIO - Jimmy Bennett, o músico e ator que alegou ter sido sexualmente assediado por Asia Argento aos 17 anos, falou nesta quarta-feira pela primeira vez sobre o caso. Em nota, ele explicou porque nunca havia contado antes sobre seu suposto encontro de 2013 com a atriz italiana.

    "Inicialmente, não falei da minha história porque decidi lidar com isso em particular com a pessoa que me ofendeu", alegou Bennett. "Meu trauma ressurgiu quando ela apareceu como uma vítima. Eu não fiz uma declaração pública nos últimos dias porque eu tinha vergonha e medo de fazer parte da narrativa pública."

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    A declaração vem dias após o The New York Times ter publicado pela primeira vez um relatório acusando Argento de pagar 380 mil dólares a Bennett, um ex-ator infantil que co-estrelou um de seus filmes, depois que ele a acusou de agredi-lo sexualmente quando ela tinha 37 anos. O episódio teria acontecido em um quarto de hotel em Marina del Rey, na Califórnia, e o pagamento teria sido efetuado em novembro de 2017, um mês após ela mesma ter acusado Harvey Weinstein de agredi-la sexualmente. Argento foi uma das primeiras atrizes a acusar Weinstein e se tornou uma das principais vozes do # Movimento MeToo.

    "Eu era menor de idade quando o evento aconteceu", continuou Bennett, agora com 22 anos, na nota. "E tentei buscar justiça de uma maneira que fizesse sentido para mim na época, porque não estava pronto para lidar com as ramificações de minha história se tornando públicas. Na época, eu acreditava que ainda havia um estigma em nossa sociedade, por estar na situação como um homem. Eu não achava que as pessoas entenderiam o que aconteceu sob a ótica de um adolescente".

    Ele continuou: "Eu tive que superar muitas adversidades na minha vida, e esta é outra com a qual eu vou lidar. Hoje escolho seguir em frente, não mais em silêncio."

    Argento negou que ela tenha tido um relacionamento sexual com Bennett. Segundo ela, o pagamento de US $ 380 mil foi idéia de seu então namorado, Anthony Bourdain, morto em junho deste ano. "Estou profundamente chocada com estas notícias absolutamente falsas", afirmou ela, em comunicado obtido pelo jornalista Yashar Ali e publicado no Twitter. "Eu jamais tive relação sexual com Bennett." Tweet Yashar Ali

    De acordo com documentos legais obtidos pelo Times, Bennett afirmou que, em 2013, Argento agrediu-o em um hotel na Califórnia apenas dois meses após seu 17º aniversário; a idade de consentimento na Califórnia é de 18 anos. No aviso de intenção de processá-la enviados a Argento pelos advogados de Bennett, estão fotos da atriz e Bennett semi-vestidos na cama, bem como um post do Instagram de seus rostos em foto tirada no dia foram incluídos.

    Argento e Bennett co-estrelaram em 2004 o filme "Maldito coração" ("The Heart Is Deceitful Above All Things"), que Argento também escreveu e dirigiu. Bennett, de 7 anos de idade na época, interpretou o filho de Argento. Os dois aparentemente mantiveram contato, referindo-se um ao outro nas mídias sociais como mãe e filho.

    Também na quarta-feira, o site TMZ publicou uma suposta troca de mensagens de texto ente Argento e Bennett. De acordo com os textos, a pessoa identificada como Argento escreve: "Eu fiz sexo com ele e me senti estranha. Eu não sabia que ele era menor de idade até a carta de extorsão". A conversa parece ter ocorrido depois que a história do Times foi divulgada, no domingo. Outro post que seria da atriz diz: "O público não sabe nada, apenas o que o NYT escreveu. Que é um lado. A carta de extorsão. O garoto excitado pulou em mim".

    Junto com a conversa, o TMZ publicou uma das quatro fotos que Bennett teria tirado no quarto do hotel com Argento quando a alegada violência sexual aconteceu. A selfie cortada pretende mostrar Bennett e Argento juntos na cama. O Times confirmou a foto como a que foi descrita no relatório inicial.

    CONFIRA A ÍNTEGRA DA NOTA DE BENNETT:

    Muitas bravas mulheres e homens falaram sobre suas próprias experiências durante o movimento #metoo, e eu aprecio a bravura que levou cada um deles a tomar uma posição. Inicialmente, não falei da minha história porque decidi lidar com isso em particular com a pessoa que me ofendeu. Meu trauma ressurgiu quando ela apareceu como uma vítima. Eu não fiz uma declaração pública nos últimos dias porque eu tinha vergonha e medo de fazer parte da narrativa pública. Eu era menor de idade quando o evento aconteceu, e tentei buscar justiça de uma maneira que fizesse sentido para mim na época, porque não estava pronto para lidar com as ramificações de minha história se tornando públicas. Na época, eu acreditava que ainda havia um estigma em nossa sociedade, por estar na situação como um homem. Eu não achava que as pessoas entenderiam o que aconteceu sob a ótica de um adolescente. Eu tive que superar muitas adversidades na minha vida, e esta é outra com a qual eu vou lidar. Hoje escolho seguir em frente, não mais em silêncio.


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    RIO - "Apague tudo", frase que marcou a entrevista dada pelo escritor brasileiro Paulo Coelho a uma jornalista da revista "XLSemanal", suplemento do jornal espanhol "ABC", virou tema de um poema na internet inspirado no que disse o autor de livros como "O alquimista" ao falar sobre o lançamento de seu novo livro, "Hippie".

    Tweet poema p. conejo

    "Limpe tudo. Converti a entrevista com Paulo Coelho em um poema. Essa é a minha contribuição para o universo. Para o universo hippie. Para o universo dos hippies em Genebra. Apenas a vida atual", diz em seu post a autora Clara Monzó, uma espanhola de Valência que se define como doutoranda em teatro ("Calderón é meu pastor. E Agatha Christie") e tem 1.193 seguidores.

    Na entrevista, disponível no site da revista, o escritor diz "apague tudo" e "não sei se quero dar esta entrevista". Segundo a jornalista Virginia Drake, que fez um total de 49 perguntas para o autor, ele se mostrou chateado com o decorrer da conversa. Diante de reiteradas declarações do escritor de que continua sendo "hippie", a repórter pergunta se dá para continuar mantendo a filosofia "vivendo em Genebra, em uma casa extraordinária, com vista para o Montblanc, rodeado de obras de arte e com um mordomo".

    "Sim, porque hippie não está no exterior, mas no interior. É sua cabeça, a maneira de ver a vida", respondeu o escritor best-seller.

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    O post em que Monzó compartilha seu poema "Hippie" já foi retuitado mais de 4000 vezes desde esta quarta-feira pela manhã, e obteve mais de 10 mil curtidas. "A única coisa que me preocupa é que Coelho copie sua ideia e a partir de agora também esvreva poemas", disse um seguidor. "É muito Fernado Pessoa. Bom, Alberto Caero, O que seja", comentou outro.


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    RIO — Uma nova caixa comemorativa do álbum mais famoso de John Lennon, "Imagine", será lançada pela Universal Music em 5 de outubro e contará com uma demo da faixa-título nunca ouvida antes, segundo publicou o site "NME".

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    Yoko Ono anuncia novo álbum com releituras de 13 canções

    A coletânea "Imagine - The Ultimate Collection" terá 140 faixas remasterizadas do ícone dos Beatles. O projeto foi supervisionado no estúdio Abbey Road pela esposa do falecido músico, Yoko Ono.

    Demo de Imagine

    Segundo o "NME", a coleção incluirá gravações alternativas das faixas do álbum juntamente com as versões sem mixagens, que permitirão que os ouvintes ouçam as performances originais de Lennon e da Plastic Ono Band.

    A coleção também contará com "dezenas de demos inéditas, outtakes raros e elementos de trilha isolados”, segundo o site, além de um novo documentário que explora o caminho das faixas desde as demos até as gravações finais.


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    GRAMADO - Com a retirada de "O banquete" da mostra competitiva de longas brasileiros do Festival de Gramado, a noite de quarta-feira na Serra Gaúcha foi reservada à exibição de apenas um filme latino em disputa, o boliviano "Averno", de Marcos Loayza. Com 30 mil ingressos vendidos em seu país de origem, a coprodução com o Uruguai está entre os grande sucessos recentes do mercado local. Sua mistura de épico moderno com referências à mitologia andina, no entanto, dividiu o público presente no Palácio dos Festivais

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    No lugar de “O Banquete”, retirado do festival por decisão da diretora Daniela Thomas, em razão da morte do jornalista Otávio Frias Filho, foi exibido "A Chave do Vale Encantado”, novo filme de Oswaldo Montenegro. O diretor e sua equipe já estavam em Gramado para participar da mostra infantil - não competitiva. O longa é uma fábula que transita entre um mundo onírico, onde vivem os personagens de contos de fadas, e o mundo real.

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    "Averno" acompanha a saga de um herói moderno, o jovem engraxate Tupah (Paolo Vargas), em busca de um tio músico na folclórica cidade que dá título ao filme, onde os mitos andinos convivem com vivos e mortos. O filme o segue em sua jornada, mostrando seus encontros e os perigos que enfrenta no caminho. O diretor, Marcos Loyaza, explica que seu herói é diferente do clássico Ulisses da "Odisséia" e tem mais particularidades andinas:

    — Nós mostramos o nascimento do herói, mas na América Latina — diz ele, em debate na manhã desta quinta-feira, em Gramado. — É de uma outra forma, não tem nada a ver com Ulisses ou o rei Artur. O nosso herói empreende uma jornada, se aventura e muda seu destino. Quem conhece os andinos, sabe que somos diferentes. Eles, de alguma maneira, aceitam o seu destino.

    Trailer 'Averno'

    O longa foi sucesso de público na Bolívia, mas também sofreu críticas por parte de antropólogos que apontaram distorções na maneira como alguns mitos foram retratados. Loyaza explicou que não buscou rigor na representação, porque se trata de um filme de ficção:

    — Isso faz parte de um projeto ambicioso — defende ele. — Passei anos lendo sobre os mitos andinos, que também são retratados no filme. Mas também não queria perder o toque autoral. No fundo, sou um cineasta e não um antropólogo. O que mais me deixou feliz foi ver que muitos senhores levavam os netos para assistir ao filme e diziam para as crianças: "Essa é a verdade"!

    Produtores de "Averno", Santiago e Alejandro Loyaza, filhos do diretor, disseram que os agentes de vendas do filme apontam para o lançamento em plataformas de streaming no Brasil.

    — É o que nos indicaram — disse Santiago. — Por isso, acho pouco provável que tenhamos lançamento nas salas de cinema.

    Até o momento, na mostra competitiva de longas latinos despontam como favoritos a coprodução paraguaia "As herdeiras", de Marcelo Martyinessi, e justamente o boliviano "Averno". Na noite desta quinta-feira serão exibidos os longas latino "La violeta al fin", da costarriquenha Hilda Hidalgo, e o brasileiro "10 segundos para vencer", cinebiografia de Éder Jofre dirigida por José Alvarenga.

    * O repórter viajou para Gramado a convite do festival


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    KUALA LUMPUR — O filme “Crazy rich asians”, do cineasta Jon M. Chu, tem chamado a atenção da mídia com sua representação de opulência bizarra, mas outro filme de Cingapura está provocando reações de outro tipo, ao revelar o ponto fraco da vida asiática. São dois filmes de sucesso, e duas faces muito diferentes da Ásia. Analistas acreditam que esse confronto de realidades entre os dois filmes deve soar um alarme na sociedade do país.

    “É um filme (‘Crazy rich asians’) divertido que celebra a riqueza asiática. Mas também deve ser visto como um alerta de que a Ásia está perdendo sua reputação de crescimento inclusivo e se aprofundando cada vez mais na desigualdade”, disse James Crabtree, da Escola de Políticas Públicas Lee Kuan Yew de Cingapura, à Thomson Reuters Foundation.

    “A maioria dos países da região está se tornando menos igual, e alguns de forma alarmante”, disse Crabtree, professor associado.

    “Crazy Rich Asians” superou as bilheterias americanas e canadenses em seu fim de semana de estreia e já provocou conversas sobre uma continuação, ganhando as manchetes com seu elenco composto de asiáticos que levam luxuosos estilos de vida em Cingapura.

    Mas é a triste realidade de fundo — muitas vezes escondida na Cingapura centrada nos negócios — que é retratada no filme "A land imagined", que também estreou este mês — o filme estreou neste mês no Festival de Locarno, na Suíça, onde recebeu o prêmio principal, o Leopardo de Ouro de melhor filme, o primeiro já conquistado por uma produção realizada no país; o filme deverá ser lançado em circuito comercial no fim deste ano.

    LEIA MAIS: Festival de Locarno anuncia programação com dois longas brasileiros

    “É verdade que Cingapura tem o lado ultra-rico, a Cingapura que as pessoas conhecem”, disse o diretor Yeo Siew Hua. “Ao mesmo tempo, a diferença de renda é grande e a verdade é que há uma base muito grande de trabalhadores de baixa renda e a maioria deles são migrantes. Como cineasta, tenho uma missão, que é dar voz a esse lado de Cingapura que não é exposto cinematograficamente”.

    “A land imagined” tem como ponto de partida o desaparecimento de um trabalhador migrante de um canteiro de obras, e a partir deste fato oferece uma rara perspetiva sobre a difícil situação dos trabalhadores de Cingapura, que conta com muitos migrantes de países como Bangladesh, Mianmar e China para abastecer sua economia — ativistas do país esperam que o filme estimule uma reflexão sobre como eles são tratados.

    Cena de 'crazy reach asians'.jpgPor outro lado, o sucesso de “Crazy rich asians” reflete um crescente interesse global na riqueza recém-descoberta da Ásia. O rápido crescimento econômico de países como a China e a Índia tirou milhões da pobreza, mas também ampliou as disparidades. A desigualdade aumentou desde 1988, diz o Banco Mundial, com milhões de pessoas lutando para comprar casas e milhares de outras pessoas forçadas a sair de suas terras para estradas e minas.

    “Ouvimos dizer que esse rápido crescimento do PIB irá diminuir e elevar a todos, mas estamos vendo apenas marginalização e exclusão crescentes”, disse Shivani Chaudhry, diretor executivo do grupo de defesa Housing and Land Rights Network, em Nova Delhi. “Apesar de toda a conversa sobre a redução da pobreza, estamos vendo mais pessoas sendo empurradas para a pobreza”.

    O primeiro-ministro Lee Hsien Loong disse em um discurso, no início deste mês, que o governo está revendo suas políticas de educação, saúde e habitação para fortalecer as redes de segurança social.

    * Thomson Reuters Foundation.


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    RIO — O guitarrista Ed King, ex-membro da banda Lynyrd Skynyrd e um dos compositores da música "Sweet Home Alabama", morreu aos 68 anos, segundo um comunicado em seu perfil oficial do Facebook. De acordo com a “Rolling Stone” o músico vinha lutando contra um câncer de pulmão e foi hospitalizado recentemente.

    “É com grande tristeza que anunciamos o falecimento de Ed King que morreu em sua casa em Nashville, Tennessee no dia 22 de agosto de 2018. Agradecemos aos seus muitos amigos e fãs pelo amor e apoio ao Ed durante a sua vida e carreira”, diz a nota.

    Sweet home alabama

    Nascido na Califórnia, King foi membro fundador da psicodélica banda dos anos 60 Strawberry Alarm Clock, conhecida por seu hit "Incense and Peppermints". Em 1972, King assinou com Skynyrd, temporariamente substituindo o baixista Leon Wilkeson e depois se tornou oficialmente terceiro guitarrista da banda.

    O músico chegou a tempo de gravar o primeiro e popular disco do grupo "Lynyrd Skynyrd" (1973), que incluía hinos do southren rock como "Free Bird". Ele gravou ainda os álbuns "Second Helping" (1974) e "Nuthin Fancy" (1975).

    Seu maior sucesso é a canção "Sweet Home Alabama", composta com Ronnie Van Zant e Gary Rossington.


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    RIO - Se “Insatiable” e “13 reasons why” renderam uma chuva de críticas à Netflix por supostamente retratarem o universo adolescente com pouco cuidado, “The innocents” (“Os inocentes” no Brasil) pode virar o jogo. No lugar de temas espinhosos, como gordofobia e suicídio, a série entra num assunto mais seguro: a busca pela identidade.

    Pode soar mais do mesmo, mas os jovens que estrelam a produção britânica, disponível a partir desta sexta-feira no serviço de streaming, garantem que não. O motivo, dizem, é a complexidade de personagens como June (Sorcha Groundsell) e Harry (Percelle Ascott). Num impulso feminista, a atriz de 20 anos celebra o seu papel de “tantas camadas”:

    — Ela não é apenas a típica “namorada” ou “filha”. É uma personagem feminina independente — diz Sorcha, por telefone, exaltando o lado feminista dos criadores da atração, os quase desconhecidos Simon Duric e Hania Elkington. Trailer de 'The innocents'

    Especialistas já tratam “The innocents” como um provável hit. No centro da trama está um romance adolescente, embalado por elementos sobrenaturais — ou de ficção científica, como preferem os atores. É uma fórmula que alavancou “Stranger things” ao patamar de sucesso mundial.

    June e Harry são dois jovens apaixonados que decidem deixar para trás suas famílias opressoras e fugir rumo ao centro de Londres em busca da tão sonhada liberdade. No caminho, deparam-se com uma descoberta chocante: a garota é uma... metamorfa. Ou seja, uma criatura capaz de assumir a forma de qualquer ser humano que tocar.

    DILEMAS CONTEMPORÂNEOS

    Atrás deles está o cientista Halvorson (Guy Pearce), líder de uma seita localizada numa ilha da Noruega, onde ele promete curar mulheres que sofrem da mesma condição. Entre elas está a própria mulher do cientista, Runa (Ingunn Beate Øyen), e a mãe de June, Elena (Laura Birn), que largou a família três anos antes, sem explicação. Apesar de não termos pensado especificamente na questão da identidade de gênero, acho inegável que a metamorfose se conecta com a experiência dos transgêneros

    O tal tratamento consiste em reprimir as emoções que disparam a transformação nos metaformos. Para a filha, o gatilho é medo. Para a mãe, o amor. Por isso, elas não conseguem ficar juntas. “Não tenho um dom, e sim uma maldição!”, Elena deixa claro numa cena.

    — A série se comunica com o mundo real porque fala sobre autoconhecimento no processo de amadurecimento — conta Sorcha. — E isso é uma questão urgente na era das redes sociais e em que tanto se discute saúde mental. Os elementos de ficção científica são só uma desculpa para abordar esses temas.

    Outro dilema igualmente contemporâneo é a escolha que os shapeshifters devem fazer: esconder do mundo sua condição, buscar viver num corpo alheio ou se aceitar como são. Questionada se essa premissa teria impacto na comunidade LGBT, a dupla de atores aponta a “importância de sentir-se confortável na própria pele” como mensagem principal da série. Até que Percelle Ascott vai direto ao ponto:

    — Apesar de a gente não ter pensado especificamente na questão da identidade de gênero, acho inegável que a metamorfose se conecta com a experiência dos transgêneros — afirma o ator de 25 anos.

    Mas que repercussão a série pode ter entre o público jovem em geral?

    — Os criadores nos deram liberdade para compor os personagens. A missão foi fazer tudo do modo mais autêntico possível para que o público se identifique com a história. Mas há personagens adultos com igual profundidade. Realmente, acho que é uma série para todos.


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    BUENOS AIRES — O colombiano Juan Gabriel Vásquez começou a escrever “A forma das ruínas” em 2005, mas só lançou o romance (seu mais recente) em 2016. A data coincidiu com o histórico plebiscito em seu país sobre o acordo de paz entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo do ex-presidente Juan Manuel Santos, que acaba de deixar o poder.

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    Mostrar essa história como se fosse um espetáculo destruiu uma experiência que para nós foi difícilUma das obsessões do livro, que mistura momentos da vida pessoal do autor com dois assassinatos traumáticos para a História colombiana — o do general Rafael Uribe Uribe e o do líder político Jorge Eliecer Gaitán —, é entender o que Vásquez define como “a incapacidade dos colombianos de sair de uma espiral de violência, na qual estamos metidos desde o fim do século XIX”.

    — O livro se pergunta, depois de examinar duas conspirações, por que não somos capazes de virar a página, por que o passado continua condicionando nosso presente. A vitória do “Não” (no plebiscito) aos acordos de paz me mostrou, lamentavelmente, que estava certo — diz o escritor.

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    Vásquez é um dos principais convidados da 4ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que vai até domingo, em Brasília. Nesta sexta-feira, ele participa da mesa “O passado literário”, ao lado do argentino Patricio Pron. Eles vão falar de como a história recente do continente inspira seus trabalhos.

    O PESO DO PASSADO

    Presentes em seu último livro, os assassinatos de Uribe Uribe e Gaitán, em 1914 e 1948, respectivamente, sempre mobilizaram o colombiano. Na época de estudante de Direito (carreira que terminou abandonando), ele costumava visitar os lugares onde ambos foram mortos, em Bogotá. O peso do passado também marcou seu romance anterior, “O ruído das coisas ao cair”, no qual o aclamado autor atravessa a década de 1990 e toda a violência que significou a explosão do narcotráfico na Colômbia, liderado por Pablo Escobar. Esta nova direita populista, misógina e racista tende a exaltar a violência. São os velhos autoritarismos de direita, de terno e gravata.

    — Todos os meus livros giram ao redor dos fantasmas do passado e têm essa convicção de que o passado é parte do presente. Ele vive entre nós e dá forma a nossas vidas. Em meu país isso é muito claro — comenta Vásquez, crítico ferrenho da série “Narcos” e defensor da versão colombiana da vida de Escobar, “O patrão do mal”.

    — Mostrar essa história como se fosse um espetáculo destruiu uma experiência que para nós foi difícil. Não pode ser levado a sério — diz Vásquez, sobre “Narcos”.

    Para o escritor, que passou cerca de 16 anos morando na Europa, o fato de estar sempre atrelados ao passado é um dos principais obstáculos para o avanço dos países da América Latina. Até porque, alerta, muitas vezes esse passado está repleto de mentiras que se consolidam como verdades. Neste contexto, Vásquez defende o romance como “uma forma de exercer o direito, como cidadãos, de contar a História a partir das nossas próprias vivências”.

    O escritor anda preocupado com os rumos de seu país. Mas o pessimismo não o paralisa. Ele acredita que, em momentos como o atual, a literatura é essencial para derrubar relatos únicos e explorar amplamente a realidade.

    Numa América Latina que, segundo Vásquez, parece querer passar dos “populismos de esquerda ao populismos de direita”, é preciso reagir.

    — Esta nova direita populista, misógina e racista tende a exaltar a violência. São os velhos autoritarismos de direita, de terno e gravata.

    Fã de Clarice Lispector e Rubem Fonseca, o colombiano lamenta não conhecer mais profundamente a literatura brasileira. Mas chega a Brasília com a firme intenção de descobrir o que há de novo e interessante no país.


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    RIO — Lá se vão 35 anos que o compositor e violonista Chico Mário andou pelas redações de jornal do Rio com seus LPs na mão. Não era a primeira vez, mas certamente seria a mais marcante, pois naquele momento ele levava, além de uma palavra de apresentação do irmão cartunista Henfil, seu terceiro disco, “Conversa de cordas, palhetas e metais”, o primeiro instrumental. Chico Mário era um jovem mineiro, magro, pálido, simpático e muito inteligente que fazia aquela visita como parte da grande e pioneira aventura que era o disco independente no Brasil. Àquela altura, ninguém imaginava que, dali a cinco anos e mais cincos LPs, ele estaria morto.

    Os 70 anos de nascimento desse músico admirável — na última quarta — estão sendo lembrados em sua Belo Horizonte natal numa série de eventos: palestras, lançamento do livro “Atrás do biombo — Conversando com Chico Mário”, de Nívia Souza; exibição do filme “Três irmãos de sangue” (Chico, Henfil e Betinho) e, sobretudo, o 1º Prêmio Chico Mário de Violão Popular do Brasil, disputado por candidatos de vários pontos do país e vencido anteontem pelo santista André Siqueira. Ele levou R$ 10 mil e um violão como prêmios.

    — Conheci o nome do Chico Mário porque trabalhei com alguns de seus contemporâneos, como Antonio Adolfo, com participação na história dele de pioneirismo com o disco independente no Brasil — conta Siqueira, feliz com “a rara oportunidade” de participar de um concurso de violão popular.

    Morto aos 40 anos, em 14 de março de 1988, Chico Mário cumpriu o mesmo destino trágico reservado aos outros filhos de Dona Maria, como era conhecida pelas cartas que Henfil lhe escrevia nas páginas do “Pasquim”. Hemofílicos, os três contraíram Aids nas incontáveis transfusões a que foram submetidos. Henfil se foi primeiro, aos 44 anos, dois meses antes de Chico, enquanto Betinho, o sociólogo Herbert de Souza, resistiu mais: morreu aos 62 anos em 1997.

    Mas não é por isso que os irmãos Sousa são mais lembrados. A luta dos três contra a ditadura e o talento de cada um no respectivos ofícios — Henfil brilhando no humor, Betinho com os direitos humanos e Chico com a música — os tornam personagens da História recente do Brasil. Mais discreto — e restrito às limitações do disco independente — o compositor e violonista deve muito de sua posteridade ao amor com que o filho Marcos e a viúva Nívia se dedicam em manter vivo o artista. Tanto nas canções dos dois primeiros discos — “Terra” (1979) e “Revolta dos palhaços” (1980) — como nas peças escritas para violão dos demais, ele está à altura dos melhores músicos brasileiros do seu tempo. Muito de sua história estará no documentário que o diretor Silvio Tendler está produzindo.


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    RIO — Dez meses após encerrar uma daquelas turnês lucrativas de aniversário de disco icônico — no caso, o debutante “Turn on the bright lights” —, o Interpol mostra que, diferentemente de alguns de seus contemporâneos de cena (alô, Strokes), deitar no confortável sofá da nostalgia não é com eles: chega hoje às plataformas digitais “Marauder”, o sexto álbum de estúdio do grupo que ajudou a liderar o revival novaiorquino do post-punk na década passada.

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    The National fala de destruição e ressurreição em seu sétimo disco

    Depois de dois trabalhos autoproduzidos — “Interpol” (2010) e “El pintor” (2014) —, o quarteto transformado em trio após a saída do baixista Carlos D em 2010 considerou tentadora demais a ideia de trabalhar com Dave Fridmann, responsável por basicamente todos os discos dos Flaming Lips e do Mercury Rev — Mogwai, MGMT, OK Go e Spoon são outros nomes que saltam em seu currículo.

    — Ter um disco “Interpol produzido por Dave Fridmann” parecia apenas... certo. Já estávamos animados com as músicas de “Marauder”, mas queríamos um empurrãozinho. Dave foi aos ensaios, gostou da nossa energia e quis capturá-la para o disco. Isso fica claro por ser um disco cru, urgente. Gravamos tudo em duas ou três fitas, não tem praticamente nada de digital, é muito rock’n’roll — resume o guitarrista Daniel Kessler, compositor primário de todas as canções do Interpol. Interpol - If You Really Love Nothing (Official Video)

    “Marauder” chama atenção também pela guinada menos abstrata e mais direta na poesia do vocalista e letrista Paul Banks. “Se você realmente não ama nada/ Em que futuro construímos ilusões?/ Se você realmente não ama nada/ Qual parte da traição você deseja negar?”, questiona Banks na primeira estrofe de “If you really love nothing”, faixa que abre o disco e ganhou, ontem, clipe estrelado pela atriz Kristen Stewart.

    — Paul fez um trabalho incrível nesse disco. Ele se desafiou para conseguir incluir histórias diversas em cada música. Me fascina o fato de como as coisas fluem quando embarcamos na ideia de fazer um novo disco, nunca tivemos algo como um bloqueio criativo — comemora Kessler. Interpol - The Rover

    Nada mal para uma banda que demorou cinco anos até conseguir lançar seu primeiro álbum, após sucessivos “nãos” de basicamente todos os selos que procuraram.

    — Até o que eventualmente assinou com a gente (o independente Matador, que lançou cinco dos seis álbuns do Interpol, incluindo “Marauder”) já tinha nos rejeitado antes! — diverte-se o guitarrista. — É incrível que eu ainda esteja vivendo esse sonho, falando sobre um sexto disco que tanto me orgulha, ao lado de companheiros de banda que ficam melhores a cada ano, viajando o mundo.

    Kessler despista quando perguntado sobre os boatos de um acerto com o Lollapalooza Brasil para a edição de 2019 (o Interpol foi atração do festival em 2015), mas garante que a quarta passagem pelo país será “em breve”. Enquanto isso, os fãs mais ansiosos podem assistir ao show de lançamento de “Marauder”, nesta sexta-feira, às 22h45m (horário de Brasília), com transmissão ao vivo no Facebook da banda, direto do Brooklyn.

    CRÍTICA: Magia ofuscada pela gravação

    Por Silvio Essinger

    Da mesma cena americana que deu ao mundo Strokes e Kings of Leon no começo dos anos 2000, o Interpol segue ativo e apreciado até hoje menos pela capacidade de compor grandes canções do que pela de recriar, com perfeição, a ambiência de sensualidade e o mistério do pós-punk inglês dos anos 1980. E isso, eles decididamente não perderam em “Marauder”, álbum no qual decidiram por uma troca de direção — mesmo que fosse por falta de alternativa melhor.

    No lugar da clareza e da precisão que caraterizavam sua sonoridade cada vez mais voltada para as arenas, no rastro do U2, em “Marauder” o que se ouve é uma banda de rock flagrada em pleno ato. Gravado em fita magnética pelo produtor Dave Fridmann, o som do disco reproduz sem muito brilho mas com alguma profundidade a boa banda que o Interpol é: a guitarra sutil e econômica mas muito efetiva de Daniel Kessler, a bateria dinâmica e pulsante de Sam Fogarino e o baixo que faz-pouco-mas-não-compromete de Paul Banks. Interpol - Number 10

    O disco conserva a magia da banda, mas seu som peca ao enterrar a voz de Banks. Melhor do que nunca, ela chega ao requinte de emular Ozzy Osbourne em “The rover” e investir num registro completamente diferente em “Party’s over”. Em suma: não tivesse as deficiências dos 1980, “Marauder” até poderia soar como um bom disco dos 2010.

    Cotação: regular.


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    RIO — Uma boa forma de celebrar Bernstein é ver seus vídeos na internet. Não é preciso entender de música para reconhecer sua genialidade.

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    Leonard Bernstein: o centenário do mais completo músico contemporâneo

    No Brasil, homenagens a Bernstein têm como ponto alto versão original de ‘West Side story’

    Basta vê-lo reger a Orquestra Filarmônica de Viena com as sobrancelhas (!) na sinfonia n° 88 de Haydn: Leonard Bernstein rege a sinfonia n° 88 de Haydn

    Pode também buscar os episódios da séries de TV “Omnibus” em que ele compartilha ótimos insights sobre música clássica. Leonard Bernstein no programa 'Omnibus'

    Há também o programa “Young people's concerts”, em que mostra boa música para uma plateia jovem:

    Young's People Concert, com Bernstein

    Há também a cena do documentário sobre as gravações de “West Side story” em que faz José Carreras suar até cantar no tempo correto uma canção, mas repreende um membro de sua equipe que aproveita a vulnerabilidade do tenor para consertar sua pronúncia em inglês.

    West Side story making of

    Este flagrante revela algo da essência de Bernstein: autoridade e energia eram colocadas a serviço da música. Suas broncas (até na Filarmônica de Viena, e justo ao ensaiar Mahler, um compositor austríaco!) não eram egotrip de poder. Eram estritamente musicais.


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