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    Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.

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    RIO — ‘Me adora”, música que César Lacerda mostra a partir de hoje no Toca no Telhado — série que registra músicos tocando no terraço do prédio do GLOBO —, foi a que definiu os rumos de seu mais recente álbum, “Tudo tudo tudo tudo”, lançado em outubro de 2017. Ou melhor, a leitura que o cantor imprimiu a ela é que foi definidora. A crueza de voz e violão valorizou a letra da canção de Pitty (lançada originalmente por ela), um canto mais carinhoso e menos agressivo, mais próximo que distante.

    — Foi uma ideia do Marcus Preto, diretor do disco. Ele sugeriu como uma primeira canção para compreender o caminho que iríamos percorrer. É curioso, porque é uma canção de uma mulher que, com ela, mais rock’n’roll, leva a interpretação por determinado caminho. Quando um homem canta dessa maneira fica quase uma súplica: “Você tem certeza que não me adora e não me acha foda?”. Claro, tem uma iluminação Caetano, uma iluminação João Gilberto. A letra veio pra frente dessa maneira.

    'Me adora', César Lacerda

    A partir dessa compreensão, César desenhou um disco que procura retomar o que ele chama de “a lógica do radinho no ouvido”:

    — As canções seguintes mudaram meu jeito de cantar, que ficou mais grave, mais perto do microfone. Tem de fato essa referência bossanovística, mas não estritamente bossa nova. São canções mais diretas. Chamo de pop, mas não no sentido “bubble’’, e sim no popular. Uma tentativa de aproximação com o público real.

    O disco reflete o interesse dele em artistas como Anavitória, Tiago Iorc e Marília Mendonça — mas também em outros mais próximos do indie, como Cícero e Silva.

    — “Quando alguém”, que canto com Maria Gadú no disco, é um “fofolk”, que vejo como uma mistura de MPB universitária com sertanejo universitário. Tem uma série de reflexões desse tipo, sobre as novas músicas brasileiras. Sinto que há uma distância do que eu faço pra isso, mas também há admiração. Aos poucos minha música tem chegado.

    O cantor confirma: quer conversar com todo mundo o tempo inteiro.

    — Minhas provocações estão mais no sentido de “vamos todos nós nos comunicarmos com todos” do que em erguer barreiras — explica Lacerda.


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    RIO - Pianistas cubanos, nascidos (com 21 anos de diferença) em famílias musicais, Chucho Valdés e Gonzalo Rubalcaba são expoentes do jazz latino — tanto nos trabalhos solo quanto com os seus respectivos grupos, Irakere e Projecto, nomes inquestionáveis da música afro-cubana. Os dois se conheciam de muito tempo, viram-se muitas vezes em Cuba, chegaram a dividir o palco num festival na Turquia e participaram juntos um programa de TV. Mas nunca tinham arrumado tempo para fazer um projeto conjunto de mais fôlego.

    Dois anos atrás, os músicos se juntaram para “Trance”, espetáculo de dois pianos que faz sua estreia na América Latina com três datas no Brasil: dias 29 (na Sala São Paulo, em São Paulo), 31 (na Sala Cecilia Meireles, Rio) e 2 de setembro (de graça, no paulistano Auditório Ibirapuera). Tudo começou quando quando Chucho, de 76 anos, foi morar em Coral Gables, na Flórida, onde Gonzalo, de 55, já vivia.

    — Sentamos e conversamos sobre a ideia de trazer à tona toda essa experiência, essa memória que temos do nosso país. Temos influências parecidas, ligadas à música afro-cubana, ao clássico europeu e o vocabulário do jazz. São elementos que compartilhamos sem problemas — conta Gonzalo Rubalcaba, em entrevista por telefone. — O que tivemos sempre claro foi que não iriam ser apenas improvisos. Eles estão lá, de maneira permanente, mas precisávamos de música escrita para dois pianos a fim de que o espetáculo tomasse forma. Um olhar mais sério sobre a música, mas sem que ela perca o frescor.

    LEIA MAIS: A música sem fronteiras de Chucho Valdés

    Temas do grande pianista americano de jazz Thelonious Monk (1917-1982) ajudaram os dois a dar partida no balé de dedos sobre o piano — ambos têm estilos exuberantes e mãos esquerdas muito percussivas.

    — O que aconteceu foi espontâneo, por causa de nossas memórias em comum, o que ajudou muito as coisas a fluir. Decidimos explorar os compositores americanos e cubanos, achávamos que deveríamos ter um repertório com temas que contrastavam. Pegamos também Ernesto Lecuona (pianista pioneiro da música afro-cubana) e Hermeto Pascoal, que ouvi muito — conta Gonzalo Rubalcaba.

    Choque ou distorção, ainda mais com um instrumento que reúne tantas possibilidades quanto o piano, eram de se esperar. Daí o cuidado que, segundo Gonzalo, os dois dispensaram ao projeto:

    — Tivemos que criar uma consciência, respeitar o espaço de cada um. Ora um é o líder, ora ele está acompanhando, o que traz uma riqueza também. Não é somente a perspectiva individual. Entre 80% e 90% desse nosso trabalho é colaborativo. E como sempre nos apresentamos em salas sinfônicas, acaba que no fim do espetáculo ele acaba ficando muito parecido com um concerto de música de câmara. Está ali tudo o que somos. Chucho Valdés and Gonzalo Rubalcaba - Jarasum Int'l Jazz Festival 2017

    Admirador de Gonzalo desde os tempos do Projecto, nos anos 1980, Chucho Valdés vê no duo o encontro “de duas etapas diferentes da música afro-cubana”.

    — Nascemos da mesma raiz, falamos o mesmo idioma e frequentamos a mesma escola. Eu conheço a música dele e ele conhece a minha. Às vezes, quando tocamos, parece que é um piano só — diz o veterano pianista, também por telefone. — Até hoje não fizemos um show igual ao outro, mesmo quando tocamos o mesmo tema, o resultado é sempre diferente. Nascemos da mesma raiz, falamos o mesmo idioma e frequentamos a mesma escola. Eu conheço a música dele e ele conhece a minha. Às vezes, quando tocamos, parece que é um piano só

    As diferenças entre eles, se existem, estão longe de atrapalhar o resultado musical. Ao contrário.

    — Diferenças? Chucho come mais do que eu. Também gosto de comer, mas ele tem que comer, afinal é bem mais alto que eu — brinca Gonzalo. — Mais do que diferenças, o que buscamos são os contrastes. Partimos do que temos em comum sabendo que dali vai sair algo contrastante. Temos personalidades diferentes por razões de geração, de idade e porque somos indivíduos.

    Para um espetáculo que já passou pela Europa, Ásia e Estados Unidos, o repertório se manteve surpreendentemente íntegro, com temas de Chucho e de Gonzalo, de Duke Ellington, de de Ernesto Lecuona e o “Republico” de Hermeto.

    — A música brasileira é uma das músicas mais importantes no mundo, e dizer que vamos tocar algo mais dela seria desrespeitoso — adianta Gonzalo Rubalcaba. — Mas no show há espaço para tudo, pode ser que ela surja espontaneamente.

    Chucho Valdés e Gonzalo Rubalcaba

    Onde: Sala Cecília Meireles — Largo da Lapa 47, Centro (2332-9223).

    Quando: Dia 31, às 21h.

    Quanto: De R$ 50 a R$ 240.

    Classificação: Livre (idade mínima recomendada de 7 anos).


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    RIO — O escritor brasileiro Paulo Coelho, autor de livros como "O alquimista", se irritou com uma jornalista da revista "XLSemanal", suplemento do jornal espanhol "ABC", ao ser entrevistado por causa do lançamento de seu novo livro, "Hippie".

    Na entrevista, disponível no site da revista, o escritor diz "apague tudo" e "não sei se quero dar essa entrevista".

    LEIA MAIS: Paulo Coelho e eu: uma experiência fracassada

    Paulo Coelho assina contrato de US$ 1,5 milhão para série baseada em seus livros

    Segundo a jornalista Virginia Drake, que fez um total de 49 perguntas para o autor, ele se mostrou chateado com o decorrer da conversa, a qual se deu na casa de Coelho em Genebra, nas proximidades do lago Lehman e com vista para os alpes suíços.

    "Sempre paguei um preço por tudo que fiz. Por exemplo, esta entrevista", teria dito o escritor de 70 anos.

    Diante de reiteradas declarações do escritor de que continua sendo "hippie", ela pergunta se dá para continuar mantendo a filosofia "vivendo em Genebra, em uma casa extraordinária, com vistas para o Montblanc, rodeado de obras de arte e com um mordomo".

    "Sim, porque hippie não está no exterior, mas no interior. É sua cabeça, a maneira de ver a vida", respondeu o escritor do best-seller "O alquimista".

    Em outro momento, Coelho interrompe o papo e, ao voltar às perguntas, responde que não queria dar a entrevista em questão, mas que "insistiram que era importante fazê-la porque era para a 'XLSemanal'", e que, embora tenha aceitado, não o fez para "vender mais livros", segundo consta da entrevista em formato de pergunta e resposta (chamado de "pingue-pongue" no jargão jornalístico).

    Em seguida, a jornalista pergunta se ele "não se importa em vender livros". O autor brasileiro responde: "não ponha palavras na minha boca: sim, eu me importo em vender livros".

    A entrevista, publicada no site da publicação no domigno (19), está na íntegra, e possui breves comentários de Virginia a respeito do comportamento do autor durante a conversa.

    Procurada, até o momento, a assessoria do escritor não comentou o caso.


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    RIO — O Video Music Awards 2018, que ocorreu na noite de segunda-feira em Nova York, teve uma apresentação marcante de Jennifer Lopez, prêmio póstumo para Avicci, além de um tributo de Madonna à Aretha Franklin que deu o que falar.

    Madonna, que entregou o troféu de Artista do Ano à Camilla Cabello, fez um discurso de cerca 10 minutos para homenagear a Rainha do Soul, morta na semana passada aos 76 anos. A diva pop que acabou de completar 60 anos, no entanto, foi criticada por falar mais de si mesma do que da homenageada.

    O DJ Avicci, morto em abril, também foi homenageado. O artista ganhou um prêmio póstumo na categoria Melhor Clipe de Música Eletrônica por "Lonely together" em parceria com Rita Ora.

    Já Jennifer Lopez fez sua primeira apresentação no palco do VMA desde 2001. E voltou em grande estilo, com uma performance que arrancou elogios do público que acompanhou a festa da MTV.

    J. Lo VMA

    Camila Cabello levou dois prêmios para casa: Artista e Clipe do Ano. Nicki Minaj recebeu o prêmio de melhor música na categoria hip-hop com "Chun-Li" e aproveitou para divulgar seu novo álbum "Queen".

    Veja os vencedores do VMA 2018

    MELHOR CLIPE DE HIP HOP

    Nicki Minaj – "Chun-Li"

    MELHOR CLIPE POP

    Ariana Grande – "No Tears Left to Cry"

    MÚSICA DO ANO

    Post Malone ft. 21 Savage – "rockstar"

    MELHOR CLIPE LATINO

    J Balvin, Willy William – "Mi Gente"

    ARTISTA DO ANO

    Camila Cabello

    ARTISTA REVELAÇÃO

    Cardi B

    MELHOR COLABORAÇÃO

    Jennifer Lopez ft. DJ Khaled & Cardi B – "Dinero"

    MELHOR LUTA CONTRA O SISTEMA

    Childish Gambino – "This Is America"

    CLIPE DO ANO

    Camila Cabello ft. Young Thug – "Havana"

    MELHOR CLIPE DE MÚSICA ELETRÔNICA

    Avicii ft. Rita Ora – "Lonely Together"

    MELHOR CLIPE DE ROCK

    Imagine Dragons – "Whatever It Takes"

    ARTISTA PUSH DO ANO

    Hayley Kiyoko

    MELHOR COREOGRAFIA

    Childish Gambino – "This Is America"

    MELHOR EDIÇÃO

    Rihanna – "Lemon"

    MÚSICA DO VERÃO

    Cardi B, Bad Bunny & J Balvin - "I Like It"


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    RIO - O mais importante evento do gênero nas Américas, o Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF, na sigla em inglês), que acontece entre 6 e 16 de setembro na cidade canadense, anunciou hoje sua programação final. Entre as novidades, as estreias mundiais de "Greta", de Neil Jordan, e "Vox lux", de Brady Cobert. As estrelas dos dois filmes, Isabelle Hupper e Natalie Portman, estarão presentes.

    — Este ano, 48% dos títulos em nossa série Descobertas (destinada a cineastas relativamente desconhecidos, apostas da curadoria) será de diretoras. Espero que estejamos dando um sinal de que mudanças são inevitáveis no horizonte da indústria de cinema mundo afora — afirmou Kerri Craddock, diretora de programação do TIFF.

    Um dos filmes anunciados hoje, dentro de "Descobertas", é a animação brasileira "Tito e os pássaros", de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto, que foi destaque no Festival de Annecy, em junho, na França. Outras produções brasileiras marcarão presença, entre elas "Diamantino" e "Sueño Florianópolis", com Andréa Beltrão e Marco Ricca.

    Entre os principais destaques deste ano estão as primeiras apresentações do novo filme do britânico Steve McQueen ("12 anos de escravidão"), "As viúvas", que estreia no Brasil em novembro, do aguardado longa protagonizado por Timothée Chalamet "Beautiful boy", e outra aposta para a temporada de premiações, "If Beale Street could talk", de Barry Jenkins, diretor de "Moonlight: sob a luz do luar", vencedor do Oscar de melhor filme no ano passado.

    O TIFF é considerado um dos principais termômetros do Oscar. No total, serão 255 longas apresentados este ano no festival, sendo 147 estreias mundiais.


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    RIO — Programado para ser exibido pela primeira vez na noite desta quarta-feira, como um dos destaques da mostra competitiva do 46º Festival de Gramado, o novo filme da cineasta Daniela Thomas, “O banquete”, teve a sua participação no evento cancelada — a sua estreia comercial, no entanto, foi mantida para o próximo dia 6 de setembro.

    O roteiro inspira-se em eventos recentes da história do País. Entre eles, uma carta editorial que foi escrita e publicada em 1991 pelo jornalista Otavio Frias Filho, cujo conteúdo era dirigido ao ex-presidente do Brasil Fernando Collor de Melo.

    Em virtude da morte do jornalista e ex-diretor de redação da “Folha de S. Paulo”, ocorrida na madrugada desta terça-feira em decorrência de um câncer no pâncreas, a produtora Cisma e a distribuidora Imovision acataram o pedido da diretora Daniela Thomas de suspender a exibição do filme e retirá-lo de competição “com o objetivo de respeitar este momento de luto da família”, diz uma nota oficial enviada ao GLOBO pela assessoria de imprensa do longa.

    — Sinto muito pela perda de Otavio e me solidarizo com a família, com seus amigos e funcionários — diz Daniela. — Foi um grande publisher, um intelectual admirável e tinha muito ainda a contribuir com o País. O momento é inoportuno para o encontro de ficção e realidade e as possíveis interpretações equivocadas que a ficção pode suscitar. Por isso retiro o filme do festival.

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    Em Gramado, 'Mormaço' impressiona com denúncia e sobrenatural

    Festival de Gramado começa nesta sexta com melhor seleção dos últimos anos

    O longa-metragem é um drama político-midiático passado nos anos Collor. Filmado num único ambiente, a sala de jantar de um casal da elite paulistana, “O banquete” se apresenta como “um jantar dedicado aos 10 anos de casamento” de uma atriz com o dono de um importante veículo de mídia impressa — Bia, interpretada por Mariana Lima; e Mauro, vivido por Rodrigo Bolzan.

    No filme, o personagem do jornalista se vê diante da ameaça de ir para a cadeia, após publicar uma carta aberta contra o então presidente da República, Fernando Collor de Melo.

    Na vida real, fato semelhante ocorreu com o então diretor de redação da “Folha de S. Paulo”, Otavio Frias Filho. Em 25 de abril de 1991, Otavio publicou em seu jornal o texto ‘Carta aberta ao sr. presidente da República’, no caso, endereçado a Collor, que havia entrado com três processos contra Otavio e outros três jornalistas da “Folha”.

    Em entrevista ao GLOBO, a cineasta afirmou que o personagem de Mauro assim como seu filme são elementos ficcionais, e que os personagens e diálogos contidos no longa foram inspirados por diferentes pessoas e situações, sem intenção de retratar fidedignamente o então diretor de redação da “Folha”.

    — Não é um filme biográfico, e o Mauro, no meu filme, não é representação biográfica do Otavio e nem de ninguém — diz a cineasta. — O que uso no meu filme é o fato de um momento em que um jornalista decidie publicar uma carta aberta contra um presidente. Algo semelhante à carta que o Otavio publicou contra o Collor, em 1991, ocorreu também anos antes, quando o Millôr (Fernandes) publicou, em 1972, uma carta atacando os militares, e todo mundo de “O Pasquim” entrou em pânico porque aquilo significaria a prisão dos jornalistas. Eu vivi isso de perto. O Geisel tinha tirado o censor de dentro do jornal, e aí o Millôr escreveu uma carta aberta acabando com os militares. Nessa altura, o meu pai (Ziraldo) já havia sido preso três vezes, e foi uma das noites mais terríveis da minha, a da expectativa da quarta prisão do meu pai. Anos depois teve esse episódio do Otavio, assim como a Fernanda Montenegro também escreveu ao Collor quando ele acabou com a Embrafilme. Usei esse fato, histórias exemplares de um momento em que alguém enfrenta um governo sozinho. Usei isso como um truque dramatúrgico para criar o que acontece nesse jantar, nessa noite em que se passa o filme.

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    Entre uma cena e outra, o filme constrói a figura de Mauro como um jornalista introspectivo e intranquilo, de pouquíssimas palavras, que deglute em silêncio a ameaça que o ronda. No filme, ele é um jornalista sem diploma, que pode deixar aquela sofisticada sala de jantar — regada a vinhos e iguarias caríssimas — e ir direto para o Carandiru. Não seria o caso de Otavio, que formou-se bacharel em direito pela Universidade de São Paulo (USP).

    — Para escrever um roteiro que se passa num único ambiente, numa sala de jantar, eu usei de diferentes técnicas dramatúrgicas. E toda a tensão em torno do atrito entre a “Folha” e o Collor é utilizada aqui apenas como artifício dramatúrgico — diz Daniela.


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    RIO — A cantora Alcione diz que ficou surpresa com a performance da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, que cantou um trecho de "Não deixe o samba morrer", nesta segunda-feira (20), durante um seminário em Brasília.

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    Alcione lança projeto em celebração aos seus 70 anos, com shows, filme, livro e musical

    — Eu não esperava, pois sempre a achei muito séria. E a Cármen Lúcia é afinada, conhece tudo de música brasileira, é uma amante da arte e tem uma grande sensibilidade — conta a Marrom.

    Alcione

    Segundo a cantora, o convite para participar do seminário "Elas por Elas", realizado no STF, partiu da própria ministra. O evento contou com a participação de mulheres que atuam em órgãos de Justiça no Brasil, além de empresárias.

    — Tem que respeitar o tamborim delas. São mulheres que têm uma posição importante no nosso estado, no nosso país e as admiro muito — afirma a cantora, que venceu semana passada a categoria de melhor cantora de canção popular no Prêmio da Música Brasileira.

    Alcione afirmou que acompanha o trabalho do STF e, independentemente de correntes ideológicas, respeita o trabalho de Cármen Lúcia.

    — Você sabe que o meu partido é o partido alto né? — brinca ela, que também falou durante o seminário. — Mas essas mulheres têm um trabalho para fazer e estão fazendo com competetência. Falei de mulheres do Brasil que foram importantes para minha formação e que admiro, como Dandara e Marielle Franco. Você sabe que o meu partido é o partido alto né?

    TUTU NA CASA DA MINISTRA

    No vídeo da cantoria, postado no instagram de Alcione, também aparecem a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e a presidente do Superior Tribunal de Justiça, Laurita Vaz. Até a manhã desta terça-feira (21), o vídeo tinha 87 mil visualizações.

    "Não tem como medir o prazer de estar na companhia dessas mulheres incríveis! Obrigada, ministra Cármen Lúcia!", escreveu Alcione na postagem.

    As reações dos fãs à publicação foram, em geral, positivas.

    "Estas mulheres fortes mostram que são iguais a quaisquer outras, que cumprem sua missão árdua, trabalham como tantas do nosso país. Mas, também têm seus momentos de descontração e lazer. Parabéns, Marrom, por ter feito nossas guerreiras cantarem e dançarem", escreveu uma das seguidoras de Alcione.

    Após o seminário, a cantora conta que foi convidada para almoçar na casa da presidente do STF:

    — Quando ela falou que era tutu, não tive como recusar. Comi muito na casa dela. Sabe que sou boa de garfo né?


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    GRAMADO — O diretor presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Christian de Castro, defendeu, nesta terça-feira, em meio à programação do Festival de Gramado, as novas regras para a seleção de projetos de produção de longas-metragens, aprovadas após debate do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Os critérios serão aplicados em um novo edital de fomento, que será aberto no dia 3 de setembro com linhas de até R$ 150 milhões.

    Segundo Castro, o processo seletivo será feito com base em critérios de pontuação calculada de forma automática, a partir de dados fornecidos por produtores em um documento chamado "certificado de produto brasileiro" (CPB). Serão avaliados o diretor, o desempenho comercial e o histórico de entrega da produtora, a qualificação da distribuidora e o desempenho artístico.

    — Quando se tem 158 longas entregues em um ano que respondem por apenas 7% do mercado de cinema no país a gente tem um problema — disse ele. — Então, pensamos em soluções para executar esses recursos de forma mais ampla e rápida. Entre o fim do ano passado e o início deste ano apresentamos a nova estrutura das linhas de investimento do FSA.

    Pequenos produtores e diretores de filmes de arte protestaram contra o novo sistema, alegando que a base de dados tem distorções que precisam ser corrigidas. Os cineastas ponderam ainda que, pelo sistema vigente, a tendência é que os recursos fiquem represados nos grandes produtores, antes de chegar aos médios e pequenos.

    De acordo com as regras do sistema de fluxo contínuo, um dos três criados para operar os recursos do FSA, quando os projetos inscritos atingirem o dobro do valor oferecido, as inscrições serão fechadas, e o sistema de ranqueamento dos proponentes é aplicado. O dinheiro, então, é distribuído aos proponentes de acordo com as pontuações.

    — Em poucos dias, vai ter muita inscrição — disse Marina Meliande, diretora de "Mormaço", uma produção de cerca de R$ 2,2 milhões que está na competição de longas-metragens do Festival de Gramado. — Muita gente, realizadores pequenos, principalmente, vai ficar de fora.

    Questionado sobre o sistema de pontuação, o diretor presidente da Ancine acrescentou ainda que o sistema foi longamente debatido e aprovado em reuniões do Comitê Gestor do FSA, com a presença de representantes da sociedade civil e do mercado. Além disso, ponderou que, neste momento, é necessário avaliar o sistema e "identificar onde estão as deficiências":

    — Hoje, não temos nada — disse ele, após a apresentação. — Esse primeiro edital pode realmente nos apontar onde estão as distorções e onde temos que atacar. Mas precisamos fazer o ranqueamento girar. Os recursos existem. São R$ 700 milhões este ano. Precisamos demonstrar que temos capacidade de usá-los com responsabilidade.

    A Associação Brasileira de Cineastas, sediada no Rio, e a Associação Paulista de Cineastas mandaram, em junho, uma carta ao Comitê Gestor do FSA em que criticavam o sistema e sugeriam modificações. A missiva é assinada por Daniel Caetano, da Abracine, e por Sérgio Roizenblit, da Apaci:

    "Existe o risco de que princípios republicanos elementares no uso de recursos públicos sejam atropelados. Observamos ainda que o formato anterior, que privilegiava a ordem de inscrição dos projetos, tinha a vantagem de ser um critério claro e igualitário", dizia a carta.

    *Alessandro Giannini viajou a convite do Festival de Gramado


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    GRAMADO - Foram um documentário, dois livros e um musical. Agora, a história de Wilson Simonal também ganhou uma versão cinematográfica, "Simonal", que teve sua primeira exibição pública na noite desta segunda-feira, dentro da mostra competitiva de longas brasileiros, no 46º Festival de Gramado. A recepção foi calorosa e entusiasmada, com aplausos no início e no fim dos créditos de encerramento, quando desfilam na tela imagens documentais do cantor e compositor - o lançamento em circuito comercial está previsto para o primeiro semestre de 2019. Esta noite, serão exibidos o longa latino "Mi mundial", de Carlos Morelli, e o brasileiro "Ferrugem", de Aly Muritiba.

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    Com Fabrício Boliveira no papel de Simonal e Isis Valverde no de sua mulher Terezinha, o filme acompanha a ascensão e queda do ídolo que fez 30 mil pessoas cantarem "Meu limão, meu limoeiro" no Maracanãzinho, em 1969. E cobre desde a descoberta e o lançamento dele no mundo da música por Carlos Imperial, em 1960, até o episódio que o coloca no centro de um imbróglio envolvendo o sequestro e tortura de seu contador pelos órgãos de repressão.

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    Em seguida ao escândalo, Simonal ficou marcado como "dedo-duro" e "informante da ditadura". E sua carreira, com milhões de cópias vendidas a cada disco e shows pelo país e no exterior, entrou em queda livre. O filme começa e termina com o show surpresa promovido por Laura Pereira da Silva e Abelardo Figueiredo, em 1975, quando o cantor foi vaiado assim que subiu ao palco do Beco.

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    "Simonal" tem direção do estreante Leonardo Domingues, que assinou como montador o documentário "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei". Na realidade, explica ele, um filme é uma derivação do outro.

    — Primeiro, veio a música, que descobri ouvindo os vinis dos meus pais — diz o diretor, antes da sessão de segunda à noite, no Palácio dos Festivais. — Quando eu perguntei quem era, eles me disseram que havia sido um delator, um informante da ditadura. Fazendo o documentário, descobri essa história trágica, que praticamente acabou com a vida dele. E vi também que era uma história que virava outra. Por isso, decidi investir nela.

    HISTÓRIA DE UMA FAMÍLIA

    O Simonal de Boliveira, que canta boa parte das cerca de 20 músicas da trilha, ocupa a tela em quase 100 porcento da projeção. Mas a Terezinha de Ísis também tem papel importante na história, como a jovem aspirante a artista que enfrenta a família e se casa com o cantor negro, mas abdica de suas ambições para se tornar uma mãe de família como era comum na época.

    — Essa não é só a história do Simonal — diz o ator. — É a história de uma família destruída por causa de "fake news" e de racismo. E de como o amor manteve essas pessoas unidas ao longo desse tempo todo.

    — A Terezinha tinha uma força por trás daquela fragilidade — conta a atriz, que está grávida de seu primeiro filho. — Eu fiquei muito mexida fazendo a Terezinha, porque às vezes me revoltava com as situações pelas quais ela passava. Cheguei a ficar com enxaqueca — completou ela, que não teve contato com a viúva de Simonal.

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    Filhos de Simonal, os músicos Simoninha e Max de Castro estavam em Gramado para acompanhar a exibição do filme. Eles trabalharam na produção musical e no desenho da trilha do longa. Ambos disseram não ter interferido na forma como a história foi contada.

    — Esse filme também é sobre a gente, porque vimos aquilo tudo acontecer conosco e com a nossa família — diz Max. — Nesse sentido, o documentário que a gente produziu também foi importante, porque se não tivesse acontecido a gente não estaria aqui. Então, esse filme é libertador, porque mostra que a gente conseguiu superar tudo isso.

    — Além de ter sido importante para nós, eu acho importante também do ponto de vista de um resgate cultural — emenda Simoninha. — O Simonal era um grande artista e a obra dele ficou represada por muito tempo. E poder fazer com que as novas gerações conheçam as músicas dele, isso, sim, é libertador.


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    LOS ANGELES — A partir desta quinta-feira nos cinemas brasileiros, “Te peguei!” nasceu em uma notícia de jornal. A comédia, de Jeff Tomsic, é livremente inspirada na história real de amigos que começaram a brincar de pega-pega quando tinham 9 anos de idade, não pararam mais e acabaram na primeira página do “Wall Street Journal”. No filme, Jon Hamm vive Callahan, o típico galã da quinta série que se tornou um adulto bem-sucedido mas jamais tão interessante quanto em sua velha infância.

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    Filme com Kevin Spacey arrecada apenas US$ 126 na estreia nos EUA

    O Don Draper da série “Mad men” consegue fazer rir e despertar o suspiro da audiência em uma trama que passeia, de soslaio, pela infantilização da vida adulta de nossos tempos. Mais do que mergulhar, como na reportagem que deu origem ao longa, nas peculiaridades de uma amizade que beira a obsessão, “Te peguei!” prefere arriscar na nostalgia rasa, na aposta de que aquela temida reunião dos colegas de escola vai ser mais motivo de risadas do que de ressacas. O ator, morador da Califórnia, também fala, em entrevista exclusiva ao GLOBO, do projeto de filme inspirado na série que “me deu uma carreira” (não, se depender dele, não vai rolar), e da vontade de voltar a Nova York, só que para os palcos da Broadway.

    Brincadeira de criança

    (Não) quero ser grande

    “O filme não é sobre o jogo, mas sobre a força da amizade destes caras que encontraram uma maneira nada ortodoxa de seguirem se vendo vida afora. Quando vi a imagem em vídeo deles, o que me chamou logo a atenção foi a alegria, palpável. Em um primeiro momento soa como uma maluquice esse bando de marmanjos brincando a sério, mas é como se eles voltassem a ser crianças. Guardadas as devidas proporções, é como atuar. A primeira peça que fiz, tinha 5 anos, foi ‘O ursinho Pooh’. Mamãe fez o figurino, colocou um travesseiro na minha barriga, contracenei com as outras crianças como se não houvesse amanhã e ainda me lembro daquele momento como se fosse hoje. Ou seja, entendi de cara o sentimento daqueles amigos de infância” . Te Peguei! - Trailer Oficial #1

    Conexões com a vida real

    É tão bom ter amigos

    “Meus amigos me salvaram, e não é exagero algum te contar isso. Perdi minha mãe quando era muito jovem, tinha duas irmãs do casamento anterior de meu pai que eram bem mais velhas do que eu e meus amigos eram tudo para mim. As conexões que fiz quando tinha 12 anos e minha vida virou de pernas para o ar ainda são cruciais para entender quem eu sou, eles são minha outra família. Cresci na América Profunda, em Saint Louis, com muito espaço para brincar. Não posso imaginar como seria passar a infância em um lugar como Nova York, mesmo no subúrbio, tendo Don Draper como pai (risos)”.

    Teatro e TV

    De volta às origens

    “O grande público me vê hoje no cinema, o que é ótimo, mas eu gosto muito de teatro, onde comecei, e de televisão, que me deu a carreira que tenho hoje. Gosto do desafio do palco, de fazer coisas naquele momento, por isso adoro gravar TV ao vivo. Se você caiu, ninguém vai te pegar, gosto daquela coisa se vira aí, daquele frio no estômago. Mesmo com um texto fantástico, mesmo com a repetição no caso do teatro, tudo pode ser diferente de um dia para o outro. Quero fazer teatro de novo, quem sabe volto a Nova York, agora para me apresentar na Broadway? Estou aberto a propostas”.

    ‘Mad men’

    Não vai ter filme

    “Desculpem os fãs, mas não tem mais Don Draper para mim. Já exaurimos todas as possibilidades de interpretá-lo, e adoro o final da série. Você vai me dizer que ele não morreu. E que, em sendo um nova-iorquino de alma, estará trabalhando de novo na indústria da propaganda ou em algo similar. Ok, você venceu. Mas, gente, aquela história já foi contada, e em 93 episódios! A vontade de se saber mais sobre Don me envaidece, mas toda boa história precisa ter um fim. Quando tenho saudade dele, e isso acontece, volto e revejo alguns capítulos. E penso: ‘Meu Deus, não é que eu gosto disso?’ (risos). Que bom passado profissional para se ter!”.


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    RIO — Em 14 horas de evento, com 12 atrações nacionais e internacionais divididas por dois palcos, o Queremos!, em sua empreitada mais ambiciosa, sintetizará seus oito anos como produtora responsável por agitar shows para o público indie carioca, neste sábado, na Marina da Glória. Entre a abertura do Queremos! Festival, às 14h, com o DJ Nepal, figurinha carimbada nos eventos da marca, até o encerramento, às 4h, com o set do duo Selvagem, passarão algumas das atrações de maior destaque em festivais gringos e locais.

    CONHEÇA AS ATRAÇÕES DO FESTIVAL:

    Cut Copy promete show com todos os hits e as novidades

    ionnalee: quando Björk encontra o ABBA numa explosão pop audiovisual

    Father John Misty se revela vulnerável em seu álbum mais redondo

    É o caso de Father John Misty, astro do folk rock atual, que faz sua estreia no Brasil às 20h. O duo Animal Collective trará toda a peculiaridade de seu folk-psicodélico às 21h30m. O time gringo é completado por Cut Copy (1h10m) e ionnalee (19h). Entre os brasileiros, uma miscelânea de respeito: os cariocas Letrux (14h45m) e Rubel (15h45m), os baianos Xênia França (16h45m) e BaianaSystem (23h40m), os goianos do Boogarins (17h50m) e o rapper paulistano Rincon Sapiência (22h35m).

    — Juntamos pedidos do público e curadoria. O resultado foi um panorama bem completo do que está rolando na música brasileira, com abrangência de estilos, e nomes internacionais que têm muito a ver com o cenário do Queremos!. Tem folk, tem rock, tem pop... — lista Pedro Seiler, sócio-fundador da produtora.

    MAIS ATRAÇÕES:

    Animal Collective: toda a imprevisibilidade do rock, pela primeira vez no Rio

    Rubel apresenta o repertório de 'Casas', seu segundo disco

    Em sua estreia solo, Letícia Novaes dança no 'climão'

    BaianaSystem faz caminho de volta do Descobrimento em show no Mimo Amarante

    Para melhor atender ao público (6 mil pessoas são esperadas), houve também um forte investimento na estrutura montada na Marina da Glória. Entre diferentes instalações arquitetônicas está um mirante virado para a Baía da Guanabara, com torre de 10m de altura, assim como um redário para o público. Haverá também um lineup gastronômico, com 11 marcas cariocas como Ceviche RJ, Brota, Comuna e South Ferro.

    — A experiência do público sempre foi uma preocupação em nossos shows, e não seria diferente na primeira edição do nosso festival. A ideia é ocupar a Marina de uma maneira inédita, tanto na parte visual quanto no conforto — garante Seiler.

    SERVIÇO

    Queremos! Festival

    Onde: Marina da Glória — Av. Infante Dom Henrique s/nº (2555-2200). Quando: Sábado, a partir das 14h. Quanto: R$ 160, com 1kg de alimento. Classificação: 18 anos.


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    RIO - Juntos no filme "Destination wedding", que estreou mundialmente dia 31 de agosto, Keanu Reeves e Winona Ryder descobriram que talvez estejam casados na vida real. Só que o próprio casal não sabia disso até semana passada, quando Winona levantou a hipótese durante uma entrevista para a "Entertainment Weekly".

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    O casório pode ter acontecido há 26 anos, quando Keanu e Winona contracenaram em "Drácula", de Francis Ford Coppola. No filme, há uma cena de casamento, que foi filmada durante o dia dos namorados. Para dar mais credibilidade, o diretor fez a opção por um padre real em vez de um ator para executar a cerimônia.

    "Realmente casamos em 'Drácula'. Juro por Deus que acho que somos casados na vida real", disse Ryder. "Naquela cena, Francis [Ford Coppola] usou um padre romeno de verdade. Durante a filmagem, ele fez o ritual todo. Então, acho que somos casados."

    Parece roteito de comédia romântica, mas Keanu e Winona, dois dos atores mais icônicos dos anos 1990, lembram que responderam "eu aceito" quando questionados pelo padre.


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    RIO — O escritor Paulo Coelho comentou nas redes sociais a entrevista dada à revista espanhola "XL Semanal" em que se irritou com a jornalista. Durante a conversa com a repórter Virginia Drake sobre o lançamento de seu novo livro, "Hippie", o escritor disse "apague tudo" e "não sei se quero dar esta entrevista".

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    Em sua conta oficial no Twitter, o escritor de 70 anos afirma que a matéria estaria ajudando a dar mais publicidade para seu livro.

    "Obrigado a todos que ajudaram a divulgar o livro 'Hippie' com a entrevista (excelente) da 'XL Semanal'. Agora está em todo o mundo de língua espanhola. Funcionou como imaginamos", diz.

    Tweet P. Coelho I

    Em seguida, o autor responde a crítica de uma internauta que escreveu "A entrevista é a confirmação de que tudo já é negócio. Muito decepcionante".

    Tweet crítica a P. Coelho

    "Por quê? Por fazer os haters trabalharem para mim? Tem alguns problemas, como se vê abaixo, mas não é importante", reage ele.

    O problema a que o escritor faz referência, reproduzindo o comentário de outra internauta, é o título da matéria da "XL Semanal": "Apague tudo. Não quero fazer esta entrevista!". A chamada junta duas falas em momentos distintos da entrevista.

    hippie.jpg

    'HIPPIE' EM MANSÃO NA SUÍÇA

    A conversa aconteceu na casa do escritor, em Genebra, nas proximidades do lago Lehman e com vista para os alpes suíços. Segundo a jornalista Virginia Drake, que fez um total de 49 perguntas para o autor, ele se mostrou chateado em alguns momentos.

    "Sempre paguei um preço por tudo que fiz. Por exemplo, esta entrevista", diz Paulo Coelho no texto publicado pela revista.

    Diante de reiteradas declarações do escritor de que continua sendo "hippie", a repórter pergunta se dá para manter a filosofia "vivendo em Genebra, em uma casa extraordinária, com vista para o Montblanc, rodeado de obras de arte e com um mordomo".

    "Sim, porque hippie não está no exterior, mas no interior. É sua cabeça, a maneira de ver a vida", responde o escritor best-seller.


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    GRAMADO - Vários temas se misturam no potente "Ferrugem", exibido na terça-feira à noite, no Festival de Gramado, dentro da mostra competitiva de longas brasileiros. Entre ausência dos pais, educação formal e rito de passagem, o filme do diretor baiano Aly Muritiba mostra as consequências trágicas da exposição pública de um vídeo íntimo nas vidas de dois adolescentes.

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    Em sua primeira sessão pública no Brasil, após a bem sucedida estreia no Sundance Film Festival, o longa teve boa recepção junto ao público que lotou o Palácio dos Festivais. Na trama, Tati (Tifanny Dopke) vê sua vida virar do avesso quando um vídeo íntimo com o ex-namorado cai no grupo de WhatsApp do colégio e se espalha pelas redes sociais.

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    Dividido em duas partes, o longa mostra, na primeira, o ponto de vista da vítima. Na segunda, a narrativa passa para a perspectiva do rapaz com quem ela flertava, o colega de classe Renet (Giovanni de Lorenzi), que está entre os vários suspeitos de espalhar o vídeo da garota.

    Trailer de 'Ferrugem'

    — Nas primeiras versões, o filme começava com a resolução da primeira parte e entrava direto na história do menino — conta Muritiba. — Com a intensificação nos últimos dois anos das discussões sobre o feminismo e o feminino, senti muita falta de falar da Tati, de dar ao espectador a oportunidade de conhecer esta garota. Então, chamei a (corroteirista) Jessica Candal para me ajudar e decidimos pela separação dos pontos de vista da vítima e do suposto vitimizador.

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    Pai de um casal, Muritiba diz que um dos motores de "Ferrugem" foi o desejo de conhecer melhor essa geração de adolescentes para poder se comunicar melhor com os seus próprios filhos, um deles um menino de 15 anos:

    — Na verdade, o desejo de fazer o filme veio do crescimento dos meus filhos e do começo da interação deles com o universo virtual — diz ele. — Com o fato de o meu filho criar o avatar dele na rede virtual e do meu desejo de me comunicar com ele sobre essas questões.

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    REGISTRO HISTÓRICO

    Não é a primeira vez que Muritiba investiga o poder das imagens gravadas e, segundo o cineasta, também não será a última. Seu primeiro longa, "Para minha amada morta" (2015), fala sobre luto e a força emocional de imagens registradas em VHS. "Ferrugem" investe no mundo adolescente, nas redes sociais e nos registros feitos pelas câmeras dos celulares modernos. O próximo filme fechará uma trilogia sobre o assunto:

    — Vou falar sobre as filmagens ao vivo, as famosas "lives" — explica ele, antes de entrar em uma entrevista coletiva sobre o segundo título. — Vai se chamar "Deserto particular".

    Muritiba diz que seu interesse pelo assunto tem origem na formação acadêmica como historiador.

    — A questão do registro, para mim, é muito importante — explica ele. — Antes, os registros eram vestígios, depois documentos escritos. E agora os registros de imagens têm um valor muito grande. Mas, no fim das contas, são uma auto-representação. Quando eu filmo a mim mesmo, estou criando uma autoimagem não do que eu sou, mas do que gostaria de ser. Isso me interessa muito.

    Nesta quarta-feira à noite, serão exibidos no festival o longa boliviano "Averno", de Marcos Loyaza, e o brasileiro "A chave do Vale Encantado", de Oswaldo Montenegro. O filme infantil do cantor e cineasta ocupa o lugar de "O banquete", de Daniela Thomaz, na programação.


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    RIO — Mensagens trocadas entre Asia Argento e um amigo mostram que a atriz teve uma relação sexual com Jimmy Bennett, ao contrário do que ela afirmou em comunicado, segundo revelou o site "TMZ".

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    Harvey Weinstein volta a se declarar inocente de acusações de abuso sexual

    Na conversa obtida pela publicação, Asia confirma que fez sexo com Bennett. No entanto, ela diz que não sabia que ele era menor de idade até receber a "carta de extorsão".

    “Fiz sexo com ele e isso me fez me sentir estranha. Eu não sabia que ele era menor de idade até a carta de extorsão”, diz a mensagem atribuída a Asia pelo site.

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    A matéria do "TMZ" mostra ainda uma foto em que os dois aparecem sem camisa, deitados na cama do quarto do hotel Marina del Rey, em 2013.

    Em outro momento da troca de mensagens, ela afirma que a relação foi consentida.

    "Ele continuou me enviando nudes não solicitadas todos esses anos até duas semanas antes da carta dos advogados. Não foi estupro, mas eu estava congelada. Ele estava em cima de mim. Depois, ele me disse que eu era sua fantasia sexual desde que ele tinha 12 anos", diz Asia segundo o TMZ.

    O site publicou um bilhete deixado por Jimmy para a atriz em que ele escreveu: "Asia, te amo de todo o meu coração. Estou muito feliz por termos nos encontrado novamente e ter você em minha vida".

    Não foi estupro, mas eu estava congelada. Ele estava em cima de mim. Depois ele me disse que eu era sua fantasia sexual desde que ele tinha 12 anos

    ATRIZ HAVIA NEGADO RELAÇÃO

    O caso foi revelado em uma reportagem do "New York Times" nesta semana. Segundo o jornal americano, Asia fez um acordo com Bennett de US$ 380 mil.

    Na terça-feira, a atriz afirmou que o incidente nunca ocorreu. Acrescentou, no entanto, que o pagamento foi feito pelo seu então namorado, o chef Anthony Bourdain (morto em junho), para que Jimmy Bennett parasse de chantageá-los.

    "Estou profundamente chocada com estas notícias absolutamente falsas", afirmou ela, em comunicado obtido pelo jornalista Yashar Ali e publicado no Twitter. "Eu jamais tive relação sexual com Bennett."

    Tweet Yashar Ali


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    Promotores apuram uma nova denúncia de abuso sexual envolvendo o ator Kevin Spacey. A informação foi divulgada nesta quarta-feira. De acordo com o Promotor Distrital de Los Angeles, nos EUA, Greg Risling, o caso foi apresentado ao órgão nesta terça-feira.

    "Um caso de agressão sexual foi apresentado ontem ao nosso escritório pelo Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles, envolvendo Kevin Spacey. Ele continua sob análise", afirmou ele, sem dar mais detalhes.

    De acordo com a Reuters, representantes do ator ainda não se pronunciaram sobre o caso nesta quarta-feira.

    Mais de 30 homens disseram que foram vítimas de abusos praticados pelo ator. No ano passado, ele Kevin Spacey se envolveu em controvérsia quando o ator Anthony Rapp o acusou de tentar seduzi-lo em 1986, quando tinha apenas 14 anos. Em outubro, Spacey pediu desculpas por qualquer conduta inadequada.

    BAIXA ARRECADAÇÃO EM LONGA

    As acusações de assédio sexual contra Kevin Spacey — surgidas em novembro do ano passado e que provocaram sua demissão da série “House of cards” — seguem afetando sua carreira. Seu novo filme, “Billionaire Boys Club”, arrecadou apenas US$ 126 na última sexta-feira, quando estreou nos cinemas americanos. No sábado, conseguiu mais US$ 162. Ontem, a previsão era que, ao longo de todo o fim de semana, o longa dirigido por James Cox alcançasse a modesta marca de US$ 425.


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    RIO — A seção da Justiça Federal de Guarulhos, em São Paulo, decidiu, em primeira instância, que a Bienal Internacional de Arte de São Paulo terá de pagar apenas valores relacionados ao peso das obras que “já ingressaram e que ingressarão no Brasil, sob o regime de admissão temporária, por meio do Aeroporto Internacional de Guarulhos”. Elas serão exibidas nesta 33ª edição da mostra, que acontece entre 7 de setembro e 9 de dezembro.

    Com a decisão, a Bienal de SP teve de pagar R$ 2,2 mil para a liberação das obras — se não fosse a decisão, o evento teria de arcar com mais de R$ 1 milhão para a liberação dos trabalhos. A decisão da Justiça interessa a outros importantes projetos culturais do país, entre eles dois eventos do mundo das artes que acontecerão em setembro, a Semana de Arte de São Paulo (de 1º a 3) e a ArtRio (27 a 30).

    — Esta sentença confirma a decisão da liminar favorável que obtivemos em julho, mas trata-se de uma decisão da Justiça Federal que diz respeito apenas ao Aeroporto de Guarulhos — diz Luciana Guimarães, superintendente da Fundação Bienal São Paulo. — Desde a primeira edição da Bienal sempre nos foi cobrada a tarifa da tabela 9 para a armazenagem de obras, que diz respeito a eventos cívico-culturais. No dia 18 de julho, no entanto, quando recebemos o primeiro lote de obras, nos cobraram a tarifa 11, o que geraria encargos de até R$ 1 milhão. Conseguimos reverter isso.

    'VITÓRIA PARA A CULTURA'

    Luciana acredita que este passo "é uma vitória para todo campo da cultura".

    — Afinal, é o reconhecimento de que promover cultura é um ato cívico-cultural. Mas esse é um assunto que precisa ganhar uma regulação em nível federal. O governo precisa estabelecer uma posição para que não tenhamos que ficar resolvendo caso a caso na justiça. É preciso criar uma estabilidade jurídica para esta questão, para que as instituições possam se planejar com segurança.

    Em âmbito nacional, a situação ainda aguarda resolução. No útimo dia 10, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil formalizou, com publicação no Diário Oficial, a criação de um Grupo de Trabalho responsável por estudar a metodologia de cobrança das tarifas de armazenagem aeroportuárias sobre obras de arte — o grupo tem até 30 dias para apresentar uma proposta de normatização das regras para a resolução do impasse.

    LEIA MAIS: Concessionárias de aeroportos decretam o fim das exposições de artes plásticas no Brasil

    MinC pede ajuda ao Ministério dos Transportes para resolver impasse sobre obras de arte no país

    MinC e Transportes têm 60 dias para regulamentar taxa de armazenagem de obras em aeroportos

    — Estamos muito felizes com esta decisão a favor da Bienal de Arte de São Paulo, que consideramos justa — diz Brenda Valansi, presidente da ArtRio. — A ArtRio está se movimentando para trazer uma solução em nível nacional e definitiva para esta questão, com reuniões e encontros com diversas áreas envolvidas. Não queremos que cada caso seja resolvido individualmente na Justiça, como acontece hoje, trazendo mais transtorno, burocracia e custo para o setor.

    Para Emilio Kalil, que representa a Semana de Arte de SP, é preciso “estabelecer uma norma definitiva que acabe com essa confusão”, diz.

    — Essa é uma questão pública, que diz respeito a atitude de um país em relação ao tema. Não pode depender de uma decisão particular, de um ou dois aeroportos que, de repente, decidem como devem cobrar essa taxa — diz Kalil. — Por caso, na edição deste ano não seríamos afetados porque estamos apresentando obras nacionais, mas não podemos ter uma insegurança dessas, que permite a um ou dois aeroportos decidirem cobrar taxas como bem entenderem. Isso não existe.

    Antes da decisão da Justiça, a Fundação Bienal já havia conseguido, através de liminar, importar as obras que serão apresentadas e pagar apenas taxas de armazenagem vinculadas ao peso das obras — em sua defesa, a Bienal argumentou que é uma instituição sem fins lucrativos.

    MUDANÇA DE CRITÉRIOS

    Em abril deste ano, as concessionárias dos aeroportos de Guarulhos (SP), Galeão-Tom Jobim (RJ) e Viracopos (Campinas-SP) decidiram que iriam passar a calcular a tarifa de armazenagem de obras de arte vindas do exterior não mais por peso, mas pelo valor de mercado de cada uma das obras. A intenção das concessionárias gerou um imbróglio jurídico e logístico que envolveu galeristas, produtores culturais, o MinC e a Anac. O impasse se arrastou sem resolução pelos últimos meses com grandes chances de impactar as atividades destes três grandes eventos, a Semana de Arte de São Paulo, a Bienal e a ArtRio.

    A mudança nos critérios para o cálculo da taxa de armazenagem afetou, em abril, o Festival Internacional de Arte de São Paulo (SP-Arte), gerando reação das galerias e da organização do evento. À época, o ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão se manifestou contra a alegação das concessionárias de aeroportos de que as obras destinadas a tais eventos não se enquadram no requisito “cívico-cultural” estabelecido pela Anac.

    “A expressão cívico-cultural obviamente engloba eventos artísticos, além dos eventos de caráter estritamente cívicos”, disse o ministro.

    Ele também enfatizou que a vinculação da taxa ao valor de mercado das obras poderia inviabilizar a realização de exposições e concertos internacionais no Brasil, trazendo prejuízo para a economia criativa brasileira, que atualmente responde por 2,64% do PIB nacional.

    Em junho, foi a vez de o Museu de Arte de São Paulo passar pelo mesmo problema. À época, o Masp recebeu emprestados seis quadros do Tate Museum, de Londres, que aqui ficarão por nove meses na exposição “Acervo em transformação: Tate no Masp”. Para retirá-los em Viracopos, no entanto, precisou se valer de uma liminar judicial que garantiu o pagamento pelo peso da carga, como determina a tabela 9 da Anac, o que totalizou R$ 130. O aeroporto estava cobrando R$ 243 mil por dia pelas seis peças.


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