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    xFZ_D800E_5402.jpg.pagespeed.ic.hwHzt9H8_1.jpgRIO - A Justiça proibiu, nesta sexta-feira, a entrada de menores de 14 anos na exposição Queermuseu, que será aberta ao público neste sábado, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. A decisão, expedida pelo juiz Pedro Henrique Alves, da 1º vara da infância, da Juventude e do Idoso, tem base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e entende que a mostra “apresenta nudez e conteúdo sexual”. O magistrado autorizou, no entanto, a entrada de jovens com 14 e 15 anos, desde que estejam acompanhados por responsáveis. Pessoas acima de 16 anos terão acesso livre.

    A multa pelo não cumprimento da medida é de R$ 50 mil por dia para os organizadores. Segundo o juiz, a decisão visa a "resguardar o melhor interesse de crianças e adolescentes" a fim de "atender o pleito em conformidade com o princípio da razoabilidade". Ele ressalta ainda que diante da natureza do evento e do público a que se destina, faz-se necessária uma interpretação conjunta das normas do ordenamento jurídico, de forma a verificar a idade adequada para entrada e permanência de crianças e adolescentes."

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    O Ministério Público instaurou um inquérito civil recomendando aos organizadores afixar, em lugar visível, informações sobre o conteúdo da mostra, que apresenta cenas de nudez e sexo. O parecer do MP proíbe a entrada de adolescentes com menos de 14 anos. A classificação etária e a natureza do evento também devem constar em todos os meios de divulgação da exposição.

    Na semana passada, após reunião com o Ministério Público, o diretor-presidente do Parque Lage, Fabio Szwarcwald, anunciou que a classificação indicativa seria de 14 anos e que jovens abaixo desta faixa etária não entrariam desacompanhados dos pais. A Associação Vitória em Cristo (Avec), entidade presidida pelo pastor Silas Lima Malafaia, chegou a protocolar uma representação no MP para que a coletiva tivesse classificação indicativa de 18 anos. Em resposta, a direção da EAV informou que não iria definir uma idade como parâmetro, mas que toda a área expositiva teria cartazes informando sobre o conteúdo da mostra.

    A legislação atual não prevê, como no caso do audiovisual, parâmetros de classificação etária para o setor de artes visuais, ficando a cargo das instituições estabelecerem a própria indicação. Ainda assim, Szwarcwald decidiu incluir a idade de 14 anos nos avisos, como solicitado pelo MP.


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    RIO — Em 5 de agosto de 1942, o educador polonês Janusz Korczak e as cerca de 200 crianças que ele cuidava num orfanato, no Gueto de Varsóvia, foram cercados pelas tropas nazistas. Korczak, então com 64 anos, pediu para as crianças colocarem suas melhores roupas, pegarem o seu brinquedo favorito, e embarcou com um grupo de 192 órfãos rumo ao campo de extermínio de Treblinka.

    Embora tenha recebido três propostas para deixar seu orfanato, o pedagogo recusou todas as ofertas. Ficou até o fim com os “seus filhos”, os acompanhou até Treblinka e foi assassinado junto a eles pelos nazistas: “Muito pouca luz, pouco espaço, pouco oxigênio, um vagão cheio de almas e um trem em deslocamento. Tomara que meu diário esteja a salvo em algum lugar”, escreveu.

    Seu diário foi salvo e publicado pela primeira vez em Varsóvia, em 1958, e agora, 60 anos depois, serve de base à dramaturgia da peça “Meus duzentos filhos”, que estreia neste sábado no Centro Cultural da Justiça Federal, onde fica em cartaz, de sexta a sábado, até 23 de setembro. O espetáculo também está sendo apresentado no Midrash Centro Cultural, às quartas e quintas-feiras, até 30 de agosto. É a primeira vez que a história de Korczak, já contada em filmes como “As duzentas crianças do Dr. Korczak” (1990), de Andrej Wajda, chega aos palcos da cidade.

    Em cena, Marcelo Aquino interpreta o pedagogo, pediatra e escritor judeu polonês que fundou o Orfanato Modelo, em Varsóvia, para o qual se dedicou durante 30 anos a formar e educar órfãos. Com texto de Miriam Halfim e direção de Ary Coslov, o solo apresenta não só as inovadoras teorias pedagógicas de Korczak, que influenciou nomes como Paulo Freire e Jean Piaget, como encadeia as situações que o levaram ao pesadelo dos campos de concentração, e revela, a partir dos diários, as suas mais profundas inquietações e reações emocionais.

    — Quero que o público perceba no seu todo que homem especial era Janusz Korczak — diz Coslov.

    O que o levou a considerar que os textos contidos nos diários de Janusz deveriam se tornar uma peça, deveriam ser ouvidos ao vivo?

    Quem me apresentou a ideia foi Miriam Halfim, que escreveu seu texto inspirada pelos diários. Foi um impacto. Por mais que já tenhamos visto filmes e documentários, lido livros, assistido entrevistas com sobreviventes, as histórias relacionadas à barbárie nazista durante a Segunda Guerra Mundial sempre provocam reações fortes. O testemunho de Janusz Korczak é, certamente, um dos mais trágicos e comoventes. Não há como ficar indiferente a isso. As pessoas precisam conhecê-lo, porque funciona como um poderoso alerta em relação ao futuro da humanidade.

    Por que, pra você, pareceu fundamental colocar essa peça diante dos espectadores desse nosso tempo? O que ela tem a nos revelar não apenas sobre o passado, mas sobre o mundo em que vivemos hoje, ou sobre o mundo que precisamos construir?

    As pessoas estão perdendo a capacidade de se comunicar, de discutir temas, de pensar em alguma coisa mais do que simplesmente na sua sobrevivência. Esta história nos revela uma catástrofe humana que aconteceu há menos de 80 anos. É tão recente e tão marcante, que deve servir com o estímulo para que a gente tome uma atitude concreta, tente mudar o que precisa ser mudado.

    O que estes textos nos revelam sobre o protagonista, o seu percurso e o seu legado?

    O que há de especial nessa história é a maneira tão humana, tão digna e tão altruísta que caracterizava o comportamento de Korczak, características que deveriam ter evoluído junto com a tecnologia, por exemplo, mas que, infelizmente, não existem mais. Ou, pelo menos, são muito raras de serem encontradas em algum ser humano atual.

    A resiliência, a capacidade de afeto e de empatia, assim como a importância da educação das crianças são alguns dos temas com os quais a peça se relaciona, mas de que modo? O que está sendo colocado em discussão com este trabalho?

    O que está em discussão são as loucas atitudes do homem que podem levar a humanidade a uma repetição do que aconteceu na Segunda Guerra – ou o que acontece em qualquer guerra. O que existe mesmo é uma luz piscando, um sinal de atenção, um gongo soando. Como é possível que um homem que sonhava com um mundo perfeito, onde o homem pudesse viver em paz e harmonia, tenha sucumbido a toda aquela insana realidada imposta por um louco? Isso pode se repetir?

    Leia abaixo algumas das ideias de Janusz Korczak:

    “Eu adoro crianças. Eu nunca suportei ver um adulto maltratando crianças, ficava enfurecido. Não aceitava injustiças e não entendia por que umas crianças tinham tudo e outras nada. Para educá-las, é preciso elevar-se até elas para poder vislumbrar e compreender toda a riqueza de sua mente. Elevar-se para aproximar-se de cada uma delas e entender toda a sua beleza.”

    “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo. A educação modela as almas e recria os corações. Ela é a alavanca das mudanças sociais.”

    “Algumas crianças conhecem a alegria de brincar e reinventar o mundo, mas muitas levam uma vida dura desde cedo. Eu sei do que estou falando, pois tive que aprender cedo a enfrentar a dureza do mundo.”

    Serviço — “Meus duzentos filhos”.

    Onde: Centro Cultural da Justiça Federal — Av. Rio Branco 241, Centro (3261-2550).

    Quando: Estreia sábado, 18/8. De sex. a dom., às 19h. Até 23/9.

    Quanto: R$ 40.

    Classificação: Livre.

    Onde: Midrash Centro Cultural — Rua General Venâncio Flores 184, Leblon (2239-1800).

    Quando: De quar. e qui., às 20h. Até 30/8.

    Quanto: R$ 40.

    Classificação: Livre.


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    SÃO PAULO - Dois filmes de tom melancólico e pessimista inauguraram na noite de sexta-feira o 46º Festival de Gramado, na Serra Gaúcha: "O Grande Circo Místico", longa de Cacá Diegues inspirado em poema de mesmo nome de Jorge de Lima, e "A voz do silêncio", do cineasta paulista André Ristum. Um momento de tensão na abertura foi protagonizado por um dos atores do filme de Ristum, Rodrigo Casterllar, que usou o palco do festival para pedir a liberdade do ex-presidente Lula, preso em Curitiba, noncadado por corrupção. Parte da plateia aplaudiu e outra parte vaiou a manifestação.

    LEIA MAIS: Festival de Gramado começa nesta sexta com melhor seleção dos últimos anos

    Exibido fora de competição na sessão de abertura, "O Grande Circo Místico" conta cem anos de história de uma trupe circense por meio de cinco gerações de artistas, com Marizna Ximenes, Juliano Cazarré e Vincent Cassel no elenco. Foi a primeira exibição publica do filme no Brasil, após a passagem pelo Festival de Cannes, e a recepção da platéia presente no Palácio dos Festivais foi positiva, mas um tanto seca.

    Diegues defendeu a melancolia de seu filme, um projeto acalentado desde que o cineasta terminou "O maior amor do mundo" (2006). Ele nota que o poema de Jorge de Lima também tem essa característica. E acrescentou que o clima onírico e alegórico da narrativa foi uma tentativa consciente de se opor ao naturalismo vigente nos filmes brasileiros atuais:

    -- Desculpem o linguajar, mas não tenho mais saco para o naturalismo que tomou conta do cinema brasileiro -- disse ele. -- O cinema não pode ser a reprodução da realidade, por isso tentei resgatar um pouco dessa característica mais barroca do nosso modo de filmar.

    Renata Magalhães, produtora do longa, disse que a data de estreia, marcada inicialmente para 6 de setembro, foi postergada para 15 de novembro.

    -- O mercado está ruim e as pessoas estão muito tristes -- explicou ela, antes mesmo do início dos debates sobre "O Grande Circo Místico" no hotel Serra Azul, sede do festival. -- Por isso, decidimos fazer o lançamento depois das eleições para ver se as coisas melhoram e temos um pouco mais de esperança.

    Competição começa

    "A voz do silêncio" abriu a mostra competitiva de longas brasileiros. Dirigido por André Ristum, o filme amarra histórias de vários personagens que não têm necessariamente relação entre si. Tendo como cenário o "lado B" de uma São Paulo contemporânea, eles vão acabar se cruzando por circunstâncias nem sempre muito felizes. A famosa "lua de sangue", resultado de um eclipse recente, tem um papel importante na trama. No elenco, Marieta Severo é destaque no papel de uma mãe com graves problemas psicológicos.

    Ristum, que esteve em Gramado anteriormente com "O outro lado do paraíso", reconhece nele mesmo um pouco do pessimismo que permeia e costura as histórias de seu filme:

    -- É um filme pessimista mesmo -- disse ele, ao responder uma pergunta sobre o assunto. -- Acho que isso tudo é resultado de 25 anos de psicanálise, o que não ajuda a ver muita luz no fim do túnel. A maioria dos personagens são inspirados em pessoas reais. E o que une tudo isso é um pouco essa visão meio desesperançosa.

    A atriz Stephanie de Jongh, intérprete de uma pole dancer com ambições de ser cantora no filme, disse que o pessimismo apontado por Ristum é, na verdade, uma opção por tratar esse mosaico de maneira realista:

    -- Nós (os atores) não usamos maquiagem, foi uma opção estética -- disse ela . -- Escolhemos contar histórias de pessoas que não têm as suas histórias contadas. Isso é muito importante, porque são histórias de pessoas que não estão aqui entre nós.

    * O repórter viajou a Gramado a convite do festival


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    RIO — Antes mesmo de ser aberta na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, na manhã deste sábado, 18, a mostra coletiva "Queermuseu - Cartografia da diferença na arte brasileira" já recebia protestos contra a sua realização. Um grupo de cerca de 30 pessoas, incluindo alguns militantes do MBL e de uma organização denominada Templários da Pátria, se concentrou diante da entrada da escola para protestar contra a mostra, censurada no Santander Cultural, em Porto Alegre, no ano passado, e aberta com quase duas horas de atraso neste sábado.

    Leia mais: Juiz proíbe acesso de menores de 14 anos à mostra 'Queermuseu'

    Análise: Afinal, o que é a exposição 'Queermuseu'?

    Após discurso do curador da coletiva, Gaudêncio Fidélis, do curador da EAV, Ulisses Carrilho, e do diretor da instituição, Fabio Szwarcwald, que ocorreram em meio a protestos e brados de ordem dos manifestantes concentrados na entrada da sede da escola, as portas das cavalariças foram abertas ao público, que já formava uma extensa fila pela rampa de acesso da instituição.

    No discurso de abertura, Fabio lembrou da proibição do Prefeito Marcelo Crivella de que a mostra viesse ao Rio, inicialmente para o Museu de Arte do Rio (MAR).

    — O Crivella disse que a exposição nunca aconteceria no Rio... Só se fosse no fundo do mar. Pois bem, a mostra está sendo reaberta hoje e, pelo que me consta, não estamos em Atlântida — brincou o diretor da instituição.

    CHUVA, PROTESTOS E MARACATU

    Vestido com uma camisa do MBL, o estudante de 18 anos que se identificou como Rafael protestava contra o conteúdo de algumas obras da mostra, que ainda seria aberta ao público. Segundo ele, alguns trabalhos fariam apologia à pedofilia e seriam recheadas de blasfêmia.78422111_RIO - RIO DE JANEIRO RJ - 18-08-2018 - ANTES MESMO DA ABERTURA DA EXPOSICAO QUEERMUSEU NO P.jpg

    — Vi as obras pelos vídeos gravados em Porto Alegre. Acho que pode existir liberdade artística, mas não do jeito que está acontecendo. A exposição teria que ter uma censura de 18 anos — diz o jovem.

    Enquanto o público chegava sob a chuva fina, o grupo de maracatu Baquemulher se apresentava, entre gritos de protestos dos manifetantes. Fabio Szwarcwald disse que o protesto já era previsto e que, portanto, há um esquema de segurança específico.

    — Sabíamos que poderiam ocorrer protestos, e isso faz parte da democracia, desde que respeitada a liberdade de expressão de todos — observou Fabio, informando que a instituição vai recorrer da decisão da Justica de proibir menores de 14 anos de visitar a mostra. (adolescentes de 14 e 15 anos só poderão entrar acompanhados dos pais).

    — Criou-se uma legislação específica para a mostra, mudando inclusive a determinação do MP. Não só como diretor, mas como cidadão, sinto-me indignado pela Justiça querer determinar o que é ou não adequado para os meus filhos verem.

    Alguns dos artistas que que estão com obras na exposição compareceram à abertura. Autor de uma das telas mais contestadas na mostra, "Cruzando Jesus Cristo com Deusa Shiva", o gaúcho Fernando baril torce para que a abertura da exposição possa desfazer polêmicas suscitadas por meio das redes sociais.

    — Jamais poderia imaginar que um quadro de 1996 pudesse causar as coisas que vivi. Recebi ameaça de morte por telefone e e-mail, as pessoas paravam na porta da minha casa. Torço para que, vendo de perto, o público compreenda que isso é uma tela, não é Jesus Cristo. E que toda essa polêmica possa ter fim.


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    RIO - As apresentações que Fernanda Montenegro faria de seu monólogo "Nelson Rodrigues por ele mesmo", marcadas para este fim de semana no Sesc Copacabana, foram canceladas, de acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa da atriz. De acordo com o comunicado, o cancelamento aconteceu devido a uma rouquidão da atriz, que ficou sem condições de apresentar as duas sessões a cada da peça, sozinha no palco.

    Leia mais: Fernanda Montenegro encena peça para lançar fotobiografia

    Confira as peças em cartaz na cidade

    Haverá novas datas para as apresentações da peça, ainda não divulgadas. O Sesc RJ irá trocar o tíquete adquirido para as sessões adiadas por um ingresso para outro espetáculo em cartaz no Sesc Copacabana. Caso não haja interesse, a devolução em espécie deve ser realizada na Bilheteria do Sesc Copacabana com a entrega do ingresso original.


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    Depois de ser homenageado no festival Anima Mundi, em julho, o animador Carlos Saldanha receberá na noite deste sábado, no Festival de Gramado, o Troféu Eduardo Abelin, concedido a realizadores brasileiros de destaque. Indicado duas vezes ao Oscar, Saldanha assinou "Rio", "A era do gelo 2" e, mais recentemente, de "O touro Ferdinando".

    MAIS GRAMADO: Melancolia e pessimismo dão o tom na abertura do 46ºFestival de Gramado

    O cineasta está trabalhando na produção de "Cidades invisíveis", série ficcional para a Netflix, com Marcos Pigossi no elenco, que ele começa a gravar no segundo semestre, em São Paulo e no Rio. E também quer fazer uma animação totalmente produzida no Brasil, mas diz que ainda "há muito trabalho a ser feito".

    -- Não desisti da ideia e tenho conversado com muitos produtores, porque é um desejo meu mesmo -- disse ele, durante entrevista realizada na tarde deste sábado, antes de receber o troféu na sessão de gala no Palácio dos Festivais. -- O problema aqui é a estrutura, que temos de construir do zero. Lá fora é muito mais fácil porque eles têm a infra toda pronta. Aqui, não.

    Saldanha disse que é sua primeira vez no Festival de Gramado como cineasta. Na outra vez que visitou a cidade tinha apenas 9 anos e veio.

    -- Para mim, é uma honra muito grande, porque sempre ouvi falar do festival. Agora, vou ter uma oportunidade de conhecê-lo num lugar privilegiado -- completou.

    * O repórter viajou a Gramado a convite do festival


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    RIO - No campo da cultura existem alguns gestos capazes de inaugurar toda uma cadeia de novos eventos e, dessa forma, marcar um ponto de inflexão. A bossa nova por si já é um fato dessa grandeza. Quando pensamos que sua emergência influiu diretamente para que um jovem como Tom Zé, nascido em Irará, desejasse se tornar compositor popular, ou que fez um jovem Chico Buarque trocar a arquitetura pelo violão, ou ainda que ecoou na Santo Amaro de Caetano e Bethânia, na Varre e Sai de Baden Powell, na Ponte Nova de João Bosco, e em tantas outras cidades brasileiras, percebemos que é um equívoco localizar a bossa nova como uma experiência estética circunscrita ao universo da Zona Sul do Rio.

    Se aproximamos nosso foco da participação de Vinicius de Moraes como letrista principal da fase inicial da bossa nova, podemos entender que sua passagem de poeta do livro para compositor tem uma dimensão semelhante como gesto decisivo. Por mais que seja possível construir toda uma genealogia da relação entre literatura e música, nada se compara a entrada de Vinicius no campo da canção popular. Poeta laureado, autor de poemas até hoje reverenciados, Vinicius foi diversas vezes questionado por pares ou críticos por ter abandonado a literatura para se dedicar à música.

    O fato é que Vinicius, ao afirmar sua condição de letrista a partir do encontro com Tom Jobim, é responsável por boa parte da densidade poética que seria marca da canção brasileira desde os anos 1960. Não só pelo cuidado extremo da construção das letras que músicos que surgiriam nesses anos teriam, mas pelo fato de inaugurar uma tradição que aproximou poetas ao universo da música popular de forma única. Por mais que possamos escavar exemplos pontuais, não temos no mundo um caso semelhante ao do Brasil nesse sentido. Cacaso, Waly Salomão, Torquato Neto, Capinam, Alice Ruiz, Chacal e Paulo Leminski são alguns entre muitos poetas que seguiram essa trilha. Se no cenário contemporâneo vemos essa relação se estender em contribuições como as de Eucanaã Ferraz com Bruno Cosentino, de Bruna Beber com Leticia Novaes, de Omar Salomão com Silva e Mahmundi, isso deve-se em grande parte ao legado que Vinicius de Moraes nos deixou e que ainda incide sobre a música que produzimos hoje. Nas palavras do poeta: “Outros que contem / Passo por passo: / Eu morro ontem / Nasço amanhã /Ando onde há espaço: /— Meu tempo é quando.” Vinicius continua andando por aqui.

    * Miguel Jost é professor do Departamento de Letras da PUC-Rio


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    RIO — Quando o projeto ainda nem tinha nome, já havia uma multidão alvoroçada para saber mais sobre ele — a maioria, admiradores de “Grey’s anatomy”. Afinal, “Station 19” havia sido anunciada como um spin-off deste que é um dos maiores sucessos da grade americana, há 14 temporadas no ar. Depois de estrear em março nos Estados Unidos, a nova produção de Shonda Rhimes chega finalmente ao Brasil, segunda, às 21h, no canal Sony.

    Criada por Stacy McKee, roteirista e produtora que trabalhou em todas as temporadas de “Grey’s anatomy”, “Station 19” é o segundo spin-off da atração —“Private practice”, que teve seis temporadas, foi o primeiro— e foca um grupo de bombeiros de um quartel localizado a poucas quadras do hospital Seattle Grace, centro da ação da série-mãe.

    Parecia uma transição orgânica para um spin-off, ainda mais depois de concluirmos que falaríamos sobre bombeiros. Ben Warren mudou algumas vezes na carreira, sempre vai atrás daquilo que vá satisfazê-lo no momento Em comum com ela, além da cidade que serve de pano de fundo, está Ben Warren, personagem de Jason George, que migra de série. Mas a protagonista, como em toda série produzida por Shonda, é uma mulher. Jaina Lee Ortiz se junta ao panteão atualmente formado por Kerry Washington (“Scandal”), Viola Davis (“How to get away with murder”) e Ellen Pompeo (“Grey’s anatomy”), no papel de Andy Herrera.

    — Andy é uma mulher dos dias atuais. Para citar uma frase de Meredith Grey (Ellen Pompeo) em “Grey's anatomy”, “neste mundo em que os homens são maiores, mais fortes e mais rápidos, se você não está pronta para a luta, o silêncio vai te matar”. E é por isso que nós, mulheres, lutamos — explica Jaina, atriz de origem porto-riquenha que começou a carreira como dançarina de salsa e atuou como detetive na série “Rosewood”.

    Jaina vai contracenar com Jason George, cujo Ben Warren sempre foi um camaleão em “Grey’s anatomy”. Ele, que começou como anestesista do Seattle Grace Hospital e virou cirurgião, mais uma vez muda de rumo.

    — Parecia uma transição orgânica para um spin-off, ainda mais depois de concluirmos que falaríamos sobre bombeiros. Ben Warren mudou algumas vezes na carreira, sempre vai atrás daquilo que vá satisfazê-lo no momento — diz Stacy.

    George faz coro:

    — Como aconteceu com o Ben em “Grey’s anatomy”, eu tropecei nessa oportunidade. Assim como ele, não tive tempo de elaborar quão difícil seria deixar essa grande casa onde morei nos últimos oito anos. Num dia eu estava gravando meu último episódio como personagem regular de “Grey’s anatomy”, e no dia seguinte já estava no set de “Station 19”. É mais fácil fazer isso porque não tenho que criar uma história pregressa para ele, nem preciso perguntar para os roteiristas de onde esse personagem está vindo. Eu sei. Tenho vivido com ele nos últimos oito anos.

    As duas séries estarão conectadas. ‘Station 19’ faz parte do DNA de ‘Grey’s anatomy’. Há um potencial grande para polinização cruzada.Ben Warren não será a única conexão entre as duas séries. Embora evitem spoilers sobre possíveis crossovers, as produtoras garantem que “Grey’s anatomy” e “Station 19” habitam o mesmo universo: até fotografia e temas serão parecidos. Mas se a ação de “Grey’s” se dá principalmente num ambiente fechado de um hospital, “Station 19”, claro, será mais filmada nas ruas. Para isso, conta com bombeiros reais atuando como consultores no set.

    — As duas séries definitivamente estarão conectadas — explica Stacy. — “Station 19” faz parte do DNA de “Grey’s anatomy”. O hospital fica no fim da rua do quartel de bombeiros. Uma das coisas que amo é que esse quartel sempre esteve ali, nós apenas nunca jogamos luz sobre ele. Há um potencial grande para polinização cruzada.

    Shonda completa:

    — Fora que Ben é casado com Miranda Bailey (Chandra Wilson), personagem de “Grey’s anatomy”, então esse crossover vai ter que acontecer em algum momento — diz a produtora, uma das mulheres mais poderosas do showbiz. Este ano, ela assinou um contrato com a Netflix estimado em R$ 100 milhões, para criar novos programas para a plataforma.


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