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    RIO — O Fogo e Paixão como ninguém nunca viu: é o que o Toca no Telhado apresenta em mais uma edição. Um dos blocos mais famosos do carnaval carioca, ele se apresenta nesta sexta-feira, às 22h, no palco Sesc do Rio Gastronomia, no Pier Mauá.

    Mas, antes, ele criou uma apresentação exclusiva, um pocket show, com a formação mais reduzida que já teve em sua história: seis integrantes (os cantores Matheus von Krüger e Mariana Guedes, o guitarrista Vitor Mourão, o trumpetista Bubu e os percussionistas Eduardo Starling e Leticia Salgueiro).Fogo e Paixão Toca no Telhado

    — O Fogo e Paixão é um bloco feito por amadores, uma grande família. A gente brinca que somos 235 integrantes, é isso? — pergunta-se Mateus (ele informa: serão 16 os componentes do bloco no Rio Gastronomia). — Ao todo, no carnaval, somos cento e algumas pessoas. De coração aberto a gente se multiplica e traz os amigos para se divertirem com a música.

    A música escolhida para o Toca foi um clássico da música muito popular brasileira: "O meu sangue ferve por você", sucesso de Sidney Magal. Um dos cavalos de batalha do Fogo e Paixão, bloco criado para tocar as canções exageradas da MPB.

    — A ideia de fundar o bloco partiu de pessoas que se encontravam para tocar violão. A noite começava com Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e, entre uma cervejinha e outra, a breguice das pessoas ia aparecendo — conta Matheus. — Lá pela meia-noite, começacava Wando, Reginaldo Rossi, e eram os momentos mais alegres e divertidos da festa.

    A massa percussiva foi montada, então, há oito anos, entre integrantes do Bangalafumenga, Monobloco e Quizomba. E, a cada desfile ou show, os integrantes foram ficando cada vez mais afeiçoados ao repertório.

    — Brega é sinônimo de verdade, de alegria, de extravasar e fazer o que o seu coração está pedindo. Com a vivência do Fogo e Paixão eu percebi que refrão que pega é a coisa mais gostosa que tem — confessa o cantor.

    O Fogo e Paixão foi sucesso desde o primeiro desfile. Matheus tem uma explicação para o fenômeno:

    — A verdade é que todo mundo é brega, as músicas estão no nosso imaginário, todo mundo canta elas. Quem viu TV e ouviu rádio conhece. E a gente transformar isso em carnaval faz até a pessoa que não se dizia fã ou que não tinha coragem de se dizer conhecedor dessas músicas vestir esse repertório como fantasia.

    O cantor Wando, da música que deu nome ao bloco, foi padrinho do Fogo e Paixão no segundo ano de desfiles, pouco antes de morrer. Algum tempo depois, eles encontraram Sidney Magal e Reginaldo Rossi num programa de TV.

    — A gente não acreditou quando se viu ali, foi emocionante. Mas depois, com o crescimento do bloco, a gente passou a ter mais acesso aos artistas de quem cantamos as músicas — diz Matheus.

    Mariana Guedes acrescenta:

    — O público hoje pede para que os artistas venham a nossos shows. Este ano está rolando a campanha para ter o Magal junto com a gente.


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    BRASÍLIA — Seis meses após dar à luz Antonino, fruto de seu casamento com o músico e produtor Pupillo, a cantora e compositora Céu está de volta ao batente. A licença-maternidade terminou oficialmente no último domingo, quando a paulistana foi uma das atrações principais da segunda edição da Convenção de Música e Arte (CoMA), em Brasília, se apresentando diante de 7 mil saudosos fãs (a pedidos, ela voltou ao palco para o bis por duas vezes).

    — Eu também estava sentindo falta. Amo fazer o que faço, nem consigo chamar de trabalho. Mas eu sou assim. Quando tenho neném, me dedico, acho importante pelo menos um bom período de amamentação exclusiva. E também queria dar um tempo para mim — contou, em entrevista no camarim do festival, logo após o show. Céu - Perfume do Invisível

    A apresentação em Brasília manteve a linha do repertório apresentado na turnê de “Tropix”, seu quarto álbum — a única novidade foi uma versão para lá de aplaudida de “Enjoy the silence”, do Depeche Mode, que Céu não cantava desde 2014. Apesar de ter rodado bastante com o disco, ela acredita que “Tropix” ainda tem fôlego. Ainda em 2018, será lançado um disco de remixes e versões em espanhol, e um clipe de “Amor pixelado”, uma das faixas queridinhas dos fãs. Além disso, Céu terá todo seu catálogo relançado em vinil pelo selo slap, incluindo o primeiro disco, “Céu” (2005), esgotado nas lojas há dez anos. Céu ao vivo no Circo Voador

    O olhar para o passado não significa que a artista de 38 anos não esteja compondo coisas novas.

    — Escrever é um lugar onde só eu vou, que é meu, gosto disso. Queria mostrar algumas músicas novas aqui, mas aí começa a configurar um novo show e não é a hora. E eu também gosto de esperar um pouco para amadurecer as ideias e entender o caminho das músicas — explicou Céu, que volta ao Rio no dia 8 de dezembro, para show no Circo Voador.

    Desde que lançou, em março de 2016, “Tropix”, que lhe rendeu dois Grammys Latinos, Céu não parou. Rodou com o show por diversas capitais e festivais do país (foi atração tanto do Rock in Rio quanto do Lollapalooza, em 2017), fez turnês internacionais, participou da homenagem a Jorge Ben Jor que excursionou por seis cidades com shows gratuitos, e reviveu, já na reta final da gestação, o elogiado show “Catch a fire”, em que canta o repertório de Bob Marley. Céu - Varanda Suspensa (Tropix) [Vídeo Oficial]

    Agora, cerca de dois anos e meio após “Tropix” ganhar vida, Céu diz que consegue colocar em perspectiva a importância do premiado disco para sua carreira:

    Eu fiz parto natural agora e era olhada quase como um E.T. dentro do hospital— “Tropix” é uma leitura minha, “a Céu é isso”. Fazer com o Pupillo e com o Hervé (Salters, do grupo francês General Elektriks) na produção permitiu isso, trouxe essa cara hi-fi, oposta à de “Caravana sereia bloom”(2012), meu disco anterior. Eu sou uma artista que foi tateando no escuro, aos pouquinhos. Percebi que podia ser compositora, que podia fazer umas coisas doidas tipo o “Vagarosa” (2009), ser ousada mesmo tendo um primeiro disco que estourou. Até chegar a esse quarto disco. Tem uma coisa de maturidade, mesmo.

    Do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde o CoMA foi realizado, Céu correu para o hotel, para alimentar Antonino. A maternidade não é exatamente novidade para ela, que já era mãe de de Rosa Morena, de 9 anos, fruto de seu casamento anterior, com o também músico Gui Amabis.

    — Hoje em dia, nós, mulheres, estamos muito para nosso conforto, para o nosso empoderamento, mas um filho só ressignifica e melhora, sabe? Se você está a fim de vivenciar essa experiência tão visceral e selvagem, de corpo e alma, é um ganho. Foi assim com Rosa, quando eu estava no meu primeiro disco ainda, e agora com o Antonino. Dois rolês diferentes e iguais ao mesmo tempo, porque são muito eu — derreteu-se.

    Céu nunca foi muito de levantar bandeiras através da arte (“gosto de preservar a música”), mas, desde o nascimento de Antonino, ela tem usado as redes sociais, principalmente o Instagram, para se posicionar em debates deste universo, como maternidade real, aleitamento exclusivo e fralda orgânica. Céu no instagram

    — Precisamos ser um pouco mais incisivos em tempos duros — justifica. — Quando você está entregue a isso, vê o quanto ainda estamos para trás. Eu fiz parto natural agora e era olhada quase como um E.T. dentro do hospital. As pessoas ainda olham torto para mães amamentando em locais públicos, sabe? É muito estranho, é vergonhoso, na verdade.

    * Luccas Oliveira viajou a convite do festival CoMA


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    MV5BMmUwZjhlYTAtOTY4Yi00ZmY2LWE2ZTQtZjMzNTYyNmRmN2NlXkEyXkFqcGdeQXVyNjUwNzk3NDc@._V1_.jpgRIO - Você provavelmente reparou que, nos últimos tempos, Jim Carrey tem aparecido em menos filmes e séries. Em entrevista à revista "Hollywood Reporter", o ator e comediante explicou o motivo: estava cansado da indústria.

    "Não queria mais ficar no ramo. Não gostava da maneira com que empresas estavam tomando o controle de tudo. Talvez porque eu tenha me interessado por uma produção criativa diferente. Eu realmente gostei do controle da pintura, de não ter um júri diante de mim dizendo a quem eu devo agradar", disse Carrey.

    O artista lança nos EUA, no dia 31 de agosto, a série "Kidding" (sem previsão de estreia no Brasil), uma dramédia na qual interpreta um ex-apresentador de programa infantil que luta para manter a sanidade mental enquanto a sua família desmorona. Antes disso, ele atuou no suspense "True crimes" (2016), que foi detonado pela crítica. Trailer de 'Kidding'

    "Não estou de volta da mesma forma", ressaltou Carrey. "Não me sinto como se estivesse preso a alguma coisa."

    No ano passado, ele foi tema do documentário "Jim & Andy", da Netflix, que revelou os bastidores do filme "O mundo de Andy" (1999), de Milos Forman. Agora, ele deve interpretar o vilão no longa-metragem sobre o Sonic, personagem conhecido no universo dos games.

    Mas o que realmente tem feito a imprensa estampar o seu nome ultimamente é seu trabalho como cartunista político. No Twitter, o ator compartilha desenhos que faz, para citar alguns exemplos, de Donald Trump e Sarah Huckabee Sanders, assessora do presidente americano.

    Na entrevista, o ator também falou sobre luto. Embora ele não se refira a um evento específico, a ex-namorada de Carrey cometeu suicídio em 2015. Para piorar, investigadores encontraram uma carta escrita por ela anos antes, na qual o acusava de ter introduzido "cocaína, prostitutas, abuso mental e doenças" a ela.

    "Enfrentei uma enorme perda. De alguma forma, fui parar do outro lado, num ponto em que consigo olhar qualquer pessoa nos olhos e ter a sensação de que estamos no mesmo patamar", explicou. "Agora entendo como a correnteza do luto pode te agarrar num determinado momento da sua vida e te sufocar."


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    RIO — Não há pegadinha no título do documentário. “Tudo é irrelevante”, que estreia nesta quinta-feira, refere-se à tese de que vivemos num mundo destituído de qualquer propósito, e que a vida não tem nenhum sentido além da perpetuação das espécies.

    A afirmação é do intelectual Helio Jaguaribe, um dos principais cientistas políticos do país, cujas ideias são esmiuçadas no filme dirigido pela própria filha, Izabel Jaguaribe, e por Ernesto Baldan. Uma das principais é justamente o seu ateísmo convicto, resultado do racionalismo jesuíta que marcou seus estudos católicos no colégio Santo Inácio. Aquela geração carrega uma característica em comum: o nacionalismo não xenófobo. É como se tivessem o dever cívico de ajudar o país.

    — Pode soar dramático e pessimista, mas Hélio é uma pessoa positiva e alegre. O que não o impede de ter uma opinião, digamos, pragmática sobre o nosso destino — ressalta Izabel.

    Com narração de Fernanda Montenegro, “Tudo é irrelevante”, exibido no festival É Tudo Verdade de 2017, traça um perfil de Jaguaribe por meio de entrevistas com amigos, passando por temas como filosofia, literatura e até vinho. Nem sempre há consenso nas discussões, mas o grupo parece até contente em discordar.Trailer de 'Tudo é irrelevante'

    — O que marcou essas pessoas foi a tolerância diante de divergência de pensamento, sem que isso comprometa seus ideais. São diálogos frutíferos, muito diferentes dos que vemos nessa sociedade polarizada — aponta a cineasta, que também dirigiu o documentário “Paulinho da Viola — Meu tempo é hoje” (2004).

    Imortal da ABL, Jaguaribe produziu obras para compreender a identidade nacional e propor alternativas para o futuro. Aos 95 anos, passou recentemente por problemas de saúde e fala pouco sobre o rumo do país. Mas Izabel destaca que a defesa da democracia é um de seus pilares:

    — Aquela geração carrega uma característica em comum: o nacionalismo não xenófobo. É como se tivessem o dever cívico de ajudar o país.


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    RIO — Um dos principais festivais de teatro da América Latina, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas (Mirada) apresentou na noite desta quarta-feira, em São Paulo, a programação completa da sua 5ª edição, que acontecerá em Santos, no litoral paulista, entre os dias 5 e 15 de setembro.

    A bienal 2018 elegeu a Colômbia como o país homenageado — em 2016 foi a Espanha —, e apresentará nove criações do país vizinho — seis peças de teatro e três espetáculos de dança. Ao todo, o Mirada reúne 41 espetáculos vindos de 11 países, além do Brasil, que é representado por obras vindas de sete diferentes estados.

    A abertura do festival marca o início da “janela cololmbiana” do Mirada, com a apresentação do espetáculo “Labio de Lebre”, do Teatro Petra. Com texto e direção de Fabio Rubiano Orjuela, a montagem investiga questões que atravessam boa parte dos trabalhos selecionados para a edição 2018: a violência na recente História política da América Latina, e as investigações que buscam encontrar os corpos, nomes e detalhes das vidas de pessoas assassinadas e desaparecidas.

    Em “Labio de Lebre”, tal abordagem é menos literal e mais alegórica, e a encenação, que foge do realismo, apresenta a história de um assassino que vive num exílio, isolado dos centros urbanos, até que começa a ser assombrado por integrantes de famílias que foram vítimas de seus crimes.

    Após a abertura, uma série de outras obras investigarão a história recente de seus países, conectando a violência e o contexto político à memória individual e coletiva, tocando em questões como a crise migratória, a fragilidade da democracia, o narcotráfico, a violência urbana e a intolerância à diversidade cultural, sexual e religiosa.

    Diretor Regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda acredita que o Mirada espelha “um mundo sacudido por frequentes crises socioeconômicas e humanitárias”, e que as obras selecionadas para edição 2018 reverberam pautas urgentes, relacionadas “aos princípios democráticos e às liberdades criativas”.

    — O intuito do Mirada é fortalecer nosso compromisso com a rica diversidade ibero-americana ao conectar e envolver diferentes pontos desse corredor sociocultural. Trata-se de fortalecer o papel das artes como vetor de celebração, mudança e resistência.

    Assim como em suas edições anteriores, o Mirada não adota um tema como guia para a escolha de suas obras, mas a curadoria observa que uma série de questões comuns começam a se destacar ao longo do processo de seleção das obras:

    — Não elegemos um tema, mas entre uma edição e outra, seguimos atentos ao que acontece na cena da América Latina, e ao longo desses dois anos de pesquisa vamos notando certas recorrências, pontos de conexão, discussões que se tornam mais presentes não só em um país, mas que são resultantes dos acontecimentos contemporâneos da América Latina e do mundo — diz Emerson Pirola, que integra a equipe de curadoria e a gerência de ação cultural do Sesc São Paulo. — No recorte colombiano, há muitas abordagens sobre a memória da violência recente no país, com diferentes perspectivas sobre o que aocnteceu e um olhar sobre o que vem pela frente. No fim das contas, a cada dois anos o Mirada apresenta o resultado de um olhar prolongado e ampliado sobre o que se passou nessa cena durante esse período.

    Uma das participações mais aguardas desta edição é a do grupo colombiano Mapa Teatro. Fundado e dirigido por Heidi e Rolf Abderhalden, o Mapa apresentará a sua mais recente criação, “La despedida”, além de uma instalação audiovisual criada especialmente para o festival, “Topografías: utopías y distopias”. “La despedida” é o ponto culminante de uma série de quatro obras criadas pelo grupo, a “Anatomía de la violencia en Colombia”, que foca na permanente tensão entre a festa e a violência política do país, a partir de três eixos: o narcotráfico, a força paramilitar e a guerrilha.Vídeo de La despedida

    “La despedida” aborda o fim do conflito armado entre o estado colombiano e as FARC, após o acordo de paz estabelecido em 2016. Como o título indica, a montagem observa a despedida de um projeto de revolução que durou mais de 50 anos, e foca num marco desse processo de mudança histórica: a criação de um museu vivo num antigo acampamento paramilitar das FARC, em que os oficiais do exército colombiano conceberam uma espécie de “teatro militar” para representar — como atores, com figurinos inclusive — como era a vida e o cotidiano dos antigos guerrilheiros que viviam no lugar.

    — É um trabalho focado numa história recente, e parte desse fato perturbardor, que é criação de um museu onde os militares fazem uma espécie de teatro, representando a vida dos paramilitares — diz Emerson. — Além da estranheza da situação, os diretores revelam como foi o diálogo formal com o exército para que eles pudessem visitar o lugar e criar uma obra sobre isso.

    URU_El bramido de Düsseldorf_Crédito da foto Nairí Aharonián (4).jpgO Mirada também apresenta duas criações da Cia. La Maldita Vanidad, “Dramas neo-costumbristas de carácter fatal: Nos hemos olvidado de todo (Drama 1)” e a estreia internacional de “Dramas neo-costumbristas de carácter fatal: Promesa de fin de año (Drama 2)”. Entre outros destaques internacionais estão as obras “El ritmo (Prueba 5)”, de Matías Feldman (ARG), “Estado vegetal”, de Manuela Infante (CHI), “NIMBY”, do Colectivo Zoológico (CHI), “Mucho ruido por nada”, de Shakespeare, com direção de Chela De Ferrari (PER), “Amazónia”, da Cia. Mala Voadora (POR), “Um museu vivo de memórias pequenas e esquecidas”, de Joana Craveiro (POR), e “El Bramido de Düsseldorf”, de Sergio Blanco (URU).Matias Feldman

    Dentro do recorte nacional, além de peças nacionais que se destacaram nos últimos anos — “Grande Sertão: Veredas”, de Bia Lessa, “Preto”, da Cia. Brasileira de Teatro, “Odisseia”, da Cia. Hiato, e outros —, o Mirada 2018 apresenta duas estreias nacionais, a peça “Corpos opacos”, com as atrizes Carolina Virgüez e Sara Antunes, e além desta a nova criação do CPT de Antunes Filho, “Eu estava em minha casa e esperava que a chuva chegasse”. A montagem de Antunes Filho toma como ponto de partida o texto do dramaturgo francês Jean-Luc Lagarce, em que cinco mulheres esperam o retorno do filho de uma delas, que havia sido expulso de casa pelo pai.


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    78386752_RIo De Janeiro RJ 29º Vigésimo Nono Prêmio da Música Brasileira. Evento realizado no T.jpgComo manda a tradição, a 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira teve uma lista de vencedores pulverizada. Os mais laureados saíram com dois troféus — casos de Chico Buarque, Mônica Salmaso, Mário Adnet, Yamandú Costa e do grupo Moacyr Luz e o Samba do Trabalhador.

    Na curiosa categoria de melhor canção de MPB, em que faixas de “Caravanas”, mais recente disco de Chico Buarque, monopolizavam as três indicações, a parceria com Cristóvão Bastos, “Tua cantiga”, superou “Massarandupió” e “As caravanas”.

    78387032_RIo De Janeiro RJ 29º Vigésimo Nono Prêmio da Música Brasileira. Evento realizado no Th (1).jpgTomado de números emocionantes no Teatro Municipal, o espetáculo em si, em que grandes artistas da música brasileira homenagearam o cantor e compositor Luiz Melodia, morto no ano passado, foi o grande chamariz da noite.

    A festa, que teve apresentação de Debora Bloch e Camila Pitanga, roteiro de Zelia Duncan, cenografia de Gringo Cardia e direção musical do pianista João Carlos Coutinho, foi aberta com monólogo emocionado de Leandra Leal, que pediu para participar da homenagem.

    — Quando um artista encoraja sua vida, o mínimo que você deve fazer é homenageá-lo — justificou. — Luiz partiu outro dia, e faz tão pouco tempo que não nos acostumamos com sua ausência.

    Alcione, ovacionada ao receber o prêmio de melhor cantora de canção popular, saiu aplaudida de pé pela plateia ao interpretar “Estácio, holly Estácio”, em número que contou ainda com participação do violonista Renato Piau, parceiro musical de Melodia.

    78386666_RIo De Janeiro RJ 29º Vigésimo Nono Prêmio da Música Brasileira. Evento realizado no Theat.jpgTamanho clamor se repetiria em números como o do encontro familiar entre Maria Bethânia, Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso (“Pérola negra”), Hamilton de Holanda, Yamandu Costa e Pedro Luis (“Fadas”) e Áurea Martins e Xênia França (“Juventude transviada”).

    Por fim, as revelações Liniker e IZA juntaram suas vozes a do cantor Lazzo para “Pérola negra”, o número redentor da noite.

    Numa premiação sem espaço para discursos de vencedores, artistas como Leci Brandão, Chico César, Criolo e integrantes do Samba do Trabalhador fizeram o L com a mão, símbolo da campanha “Lula livre”, ao subirem no palco. Durante a entrega dos prêmios de samba, um coro se formou na plateia, respondido com vaias discretas.

    LISTA DE VENCEDORES DO 29º PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA

    MPB

    Melhor álbum: "Caravanas", de Chico Buarque

    Melhor grupo: Equale

    Melhor cantor: João Bosco

    Melhor cantora: Zelia Duncan

    Revelação Petrobras: Almério

    Melhor canção: "Tua cantiga", de Chico Buarque e Cristóvão Bastos

    Arranjador: Mário Adnet, por "Jobim, Orquestra e convidados"

    CANÇÃO POPULAR

    Melhor álbum: "Bixa", de As Bahias e a Cozinha Mineira

    Melhor cantor: Roberto Carlos

    Melhor cantora: Alcione

    Melhor dupla: Chitãozinho e Xororó

    Melhor grupo: As Bahias e a Cozinha Mineira

    SAMBA

    Melhor álbum: "Ao vivo no Bar do Irajá", de Moacyr Luz e o Samba do Trabalhador

    Melhor grupo: Moacyr Luz e o Samba do Trabalhador

    Melhor cantor: Criolo

    Melhor cantora: Leci Brandão

    POP/ROCK/REGGAE/HOP-HOP/FUNK

    Melhor grupo: Novos Baianos

    Melhor álbum: “Estado de poesia ao vivo”, de Chico César

    Melhor cantor: Lulu Santos

    Melhor cantora: Gal Costa

    INSTRUMENTAL

    Melhor álbum: "Quebranto", de Yamandú Costa e Alessandro Penezzi

    Melhor grupo: Hermeto Pascoal Grupo

    Melhor solista: Yamandú Costa

    REGIONAL

    Melhor álbum: "Caipira", de Monica Salmaso

    Melhor cantor: Mestrinho

    Melhor cantora: Monica Salmaso

    Melhor dupla: As Galvão

    Melhor grupo: Trio Nordestino

    CATEGORIAS ESPECIAIS

    Álbum eletrônico: "Sintetizamor", de João Donato e Donatinho

    Álbum erudito: "Heitor Villa-Lobos, Sinfonias nº 8, 9 e 11’, de Villa-Lobos", de Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp)

    Álbum infantil: "Deu bicho na casa", de Sula Kossatz

    Álbum em língua estrangeira: "Ay amor", de Fabiana Cozza

    Melhor DVD: "Jobim, orquestra e convidados", de Paulo Jobim e Mário Adnet

    Melhor videoclipe: "Culpa", de O Terno

    Projeto visual: "Campos neutrais", de Vitor Ramil

    PROJETO ESPECIAL

    Melhor álbum: "Tatanagüê", de Theo de Barros e Renato Bráz


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    RIO — A cantora e compositora americana Aretha Franklin, considerada a Rainha do Soul, morreu hoje aos 76 anos. A causa da morte foi um câncer de pâncreas em estágio avançado, segundo comunicado divulgado pela família.

    A artista foi diagnosticada com o câncer em 2010, mas continuou ativa nos palcos, apesar de ter diminuído a frequência das apresentações. Cantou pela última vez em novembro de 2017, num evento da Fundação Elton John contra a Aids, em Nova York. Sua última apresentação para o público, porém, foi na Filadélfia, três meses antes.

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    Em função da piora na saúde, anunciou sua aposentadoria dos palcos.

    Os maiores sucessos de Aretha Franklin

    Eleita a “maior cantora de todos os tempos” pela revista “Rolling Stone”, ela ganhou 18 Grammys, vendeu mais de 75 milhões de discos, e cantou na posse de três presidentes americanos — incluindo Barack Obama, em 2009.

    78368078_Aretha Franklin - Julho de 1971 - Foto Divulgação.jpgNascida em 1942 em Memphis, Tennessee, Aretha Franklin tornou-se a primeira mulher a entrar para o Rock & Roll Hall of Fame em 3 de janeiro de 1987. Seu último álbum, “A brand new me”, saiu em 2017, pouco antes do anúncio de sua aposentadoria.

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    O maior sucesso da cantora é “Respect” (1967), composta por Otis Reding, e logo convertida em símbolo do feminismo e da luta pelos direitos civis nos EUA. Outras são “Chain of fools”, “Rock steady”, “Jump to it”, “Freeway of love”, “Who’s zoomin’ who” e “I knew you were waiting (for me)” (com George Michael).

    aretha-time-1.jpgA Rainha do Soul gravou álbuns aclamados como “I never loved a man the way I love you”, “Lady soul”, “Young, gifted and black”, “Jump to it” e “Who’s zoomin’ who?”.

    CRIANÇA PRODÍGIO

    Os dons musicais de Aretha Franklin eram notáveis desde sua infância. Em grande parte autodidata, ela era considerada uma criança prodígio. Pianista talentosa com uma voz poderosa, Franklin começou a se destacar no coral da igreja batista onde seu pai era pastor.

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    Aos 14 anos gravou seu primeiro álbum, “Songs of faith”, de música gospel. Grandes gravadoras a descobriram na sequência. Em 1961, ela assinou contrato com a Columbia Records, onde passou a trabalhar com o renomado produtor John Hammond, nome por trás de lendas do jazz como Billie Holliday e Count Basie.

    Mas foi com a mudança para a Atlantic Records que a cantora estourou para os EUA e o mundo. Em 1967 ela chegou ao topo do ranking da Billboard com sua versão de “Respect”.

    VEJA TAMBÉM: A repercussão da morte da Rainha do Soul

    Nos anos 1980 ela assinou com a Arista Records, e inicou uma fase mais pop da carreira. São desse período os álbuns “Jump to it” e “Who’s zoomin’ who?” (disco de platina com mais de 1 milhão de cópias vendidas).

    Veja imagens da carreira de Aretha Franklin


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    RIO — Com uma discografia monumental — foram 131 singles, 42 álbuns de estúdio e 6 ao vivo — Aretha Franklin, sozinha, é algo como um dicionário da música popular dos EUA da segunda metade do século passado. Antes de se reinventar como a Rainha do Soul, ela já havia lançado disco reunindo uma coleção impressionante de gravações de gospel, quando tinha apenas 14 anos, um filho de menos de um ano de idade e outro na barriga. Também já havia cerzido uma homenagem classuda ao repertório da diva do jazz Dinah Washington (1924-1963).

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    ENTENDA: Aretha comandou revolução musical e política

    Mais tarde, passearia com conhecimento de causa pelo blues e até a disco music. Mas foram estes sete trabalhos, incluindo um ao vivo, que chegaram ao público em um período de seis anos, entre 1967 e 1972, para a gravadora Atlantic, em meio a um turbilhão na vida pessoal da artista traduzido em letras e interpretações emocionais, mas jamais piegas, que marcariam para sempre o pop. Morre Aretha Franklin, a Rainha do Soul

    Naquele período, ela sofreu em público dores de amores e emplacou 33 músicas na lista dos 10 mais do R&B. E, sem exagero, redefiniram a posição da mulher no mundo do entretenimento, bem na cadência dos movimentos feministas e de direitos civis dos negros nos EUA.

    78395071_Álbum I never loved a man the way i love you.jpg

    "I never loved a man (the way I love you)" (1967)

    O disco que abre com "Respect" (Otis Redding), a faixa que definiria, ao mesmo tempo, a transformação da cantora e de seu tempo, Aretha volta a gravar ao piano, se envolve diretamente com os arranjos e se rende à sessão rítmica da mítica Muscle Shoals, responsável por boa parte dos hits da soul music dos anos 1960. Entre os destaques, um cover matador de Sam Cooke ("A change is gonna come") e pelo menos duas pérolas românticas arethianas: a sofrida, mas igualmente desafiadora, faixa-título, e "Do right woman do right man", de Dan Penn, que ilustra como poucas a confluência igrejas-palco. Uma estrela re(nascia).78395067_Álbum Lady soul.jpg

    "Lady Soul" (1968)

    Aretha conseguiu o que parecia ser impossível: um disco tão espetacular e relevante quanto o anterior, mais uma vez com a cozinha da Muscle Shoals. Os trabalhos abrem com nada menos do que "Chain of fools", com o backing vocals irresistível dos Sweet Impressions. E, entre os muitos destaques, há a interpretação de "You make me feel like (a natural woman)", canção escrita especialmente para ela por Carole King depois da amiga ouvir o disco anterior da Senhora Soul até furar a agulha.220px-Aretha_Franklin_-_Aretha_Now.jpg

    "Aretha now" (1968)

    Com dez faixas, poderia ser um disco menor, mas os três tirambaços iniciais são simplesmente "Think", "I say a little prayer", invadindo o terreno soul-pop de Burt Bacharach, latifúndio de Dionne Warwick, e "See saw". E ainda há espaço, novamente, para criações de Sam Cooke, inspiração para a transposição do gospel para o pop feito pela artista, e outro gigante, Isaac Hayes.MI0001609702.jpg

    "Soul'69" (1969)

    Apesar do título, é um trabalho recheado de jazzistas como Kenny Burrell, Grady Tate e Ron Carter. Sem hits matadores, é, por isso mesmo, dos discos lançados pela Atlantic à época, dos menos celebrados, e, no entanto, dos que envelheceram melhor. Entre os destaques, "Today I sing the blues", "River's invitation", "Bring it on home to me" e "The tracks of my tears".R-480024-1191582402.jpeg.jpg

    "Spirit in the dark" (1970)

    É o disco mais intimista, de acordo com a própria artista, de sua época áurea na Atlantic e o que conta com mais composições assinadas por ela. É o primeiro trabalho finalizado depois do fim de seu conturbado casamento com Ted White (que também a empresariava) e uma reflexão sobre outras perdas tão pessoais quanto simbólicas, especialmente o assassinato de Martin Luther King Jr. Próxima da família King, Aretha havia cantado, dois anos antes, no funeral do reverendo. A faixa-título virou um hit e foi sampleada mais tarde por Kanye West, mas é sua interpretação de "Why I sing the blues", de B.B. King, a síntese de um álbum que reflete as dores do amadurecimento de dona Aretha.MI0003517257.jpg

    "Aretha live at Fillmore West" (1971)

    O disco duplo é o segundo ao vivo da artista, eleito pela revista "Rolling Stone" um dos melhores jamais gravados no mundo pop e, curiosamente, em um local mais associado ao rock do que ao blues ou o soul, propriamente dito. Quando Ray Charles entra de surpresa no palco da casa de shows de São Francisco para um dueto em "Spirit in the dark", o jogo já estava ganho. Charles, ele jura, estava na audiência. E não se segurou.514hM8YWSeL._SY355_.jpg

    "Amazing Grace" (1972)

    O retorno da artista ao gospel em grande estilo, em álbum duplo que modernizou o gênero com liberdade e conhecimento de causa. Rock, soul e blues estão, aqui, a serviço dos hinos religiosos, e o resultado, ao lado do reverendo James Cleveland e do Southern California Community Choir, é um clássico que remete ao mesmo tempo às origens de Aretha, em maravilhas como "How I got over" e a faixa-título, mas corajosamente abre espaço até para um meddley com "You've got a friend".


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    RIO - A garota que ouve Aretha Franklin alto nos headphones, indo para a escola, triste porque nunca se encaixará no mundo — melhor do que mil tratados, estes versos de “Aretha”, canção de 2010 da cantora inglesa Rumer, traduzem a importância para a humanidade da estrela americana que se apagou nesta quinta. Ao levar para todos o canto que só o seu público da igreja conhecia, Aretha Franklin fez a revolução no pop. Mulher e negra que despontou numa época de feroz luta contra a segregação sexual e racial, ela o fez sem perder o sentido espiritual que guiou sua trajetória. A música de Aretha Franklin é aquela que chama para a ação, mas que também traz conforto para as almas angustiadas. Morre Aretha Franklin, a Rainha do Soul

    E tudo começou com “Respect”, canção do astro da soul music Otis Redding (1941-1967), à qual Aretha deu a versão definitiva em 1967, chegando com ela, pela primeira vez, ao primeiro lugar da parada americana de sucessos. Em sua voz, os versos de Otis atingiram os vários americanos que estavam necessitados de algum respeito para continuarem vivendo — mulheres, negros e jovens. A música, como disse a cantora em sua autobiografia, refletia “a necessidade de uma nação, a necessidade do homem e da mulher medianos na rua, do empresário, da mãe, do bombeiro, da professora — todos queriam respeito. Foi também um dos gritos de guerra do movimento pelos direitos civis. A canção assumiu um significado monumental.”

    RECORDES E PRÊMIOS DESDE CEDO

    Uma das maiores estrelas internacionais do pop, com mais de 75 milhões de discos vendidos, além de ser a mulher que mais vezes esteve nas paradas americanas de sucessos (e primeira a entrar para o Rock & Roll Hall of Fame), Aretha Franklin nasceu em 1942 em Memphis, Tennessee, no sul dos EUA. Os dons musicais da futura Rainha do Soul, ganhadora de 18 Grammys, eram notáveis desde a infância. Em grande parte autodidata, Aretha era considerada uma criança prodígio. Pianista talentosa com uma voz poderosa, ela começou a se destacar no coral da igreja batista onde seu pai era pastor. Aos 12 anos, foi mãe pela primeira vez e, aos 14, gravou seu primeiro álbum, “Songs of faith”, de música gospel.

    Veja imagens da carreira de Aretha Franklin

    ANÁLISE: Adele, Beyoncé e a influência da Rainha do Soul

    Grandes gravadoras a descobriram na sequência. Em 1961, Aretha assinou contrato com a Columbia Records, onde passou a trabalhar com o renomado produtor John Hammond, nome por trás de lendas jazz como Billie Holliday e Count Basie. O sucesso, porém, só veio a partir de 1966, quando ela trocou a Columbia pela Atlantic Records, que apostou em uma sonoridade mais apimentada e negra para a cantora. “I never loved a man (the way I love you)”, “Do right woman, do right man” e “Respect” abriram os caminhos dos Estados Unidos e do mundo para ela.

    No fim dos anos 1960, Aretha Franklin já tinha se tornado uma grande estrela (e grande figura na luta pelos direitos civis), seguindo sua caminhada com grandes álbuns, como “Lady soul” (1968), “Spirit in the dark” (1970), o ao vivo “Live at Fillmore West” (1971) e “Young, gifted and black” (1972). Ainda em 1972, ela celebrou suas raízes gospel com o álbum “Amazing grace” — gravado com o Southern California Community Choir, o LP chegou ao Top 10 das paradas, permanecendo até hoje como um dos poucos discos de música religiosa a ter grandes resultados no mercado pop.

    LEIA MAIS: Remixes, DJs e a música de Aretha que segue viva

    A repercussão da morte da Rainha do Soul

    AURA MÍTICA E AMULETO DOS PRESIDENTES AMERICANOS

    Nos anos 1980, a aura mítica garantiu a Aretha uma participação marcante no filme “Os irmãos cara de pau” (1980) e uma série de discos de sonoridade mais moderna, do seu novo contrato, com a gravadora Arista, do produtor Clive Davis. “Jump to it”, “Get it right”, “I knew you were waiting for me” (dueto com George Michael) e uma releitura de “Jumpin’ Jack Flash”, dos Rolling Stones, apresentaram às novas gerações, em plena forma, a cantora que inspirou divas soul como Chaka Khan e Anita Baker. Em 1998, ela ainda surpreenderia ao substituir Luciano Pavarotti em “Nessun Dorma” (ária da ópera “Turandot”) na cerimônia do Grammy.

    Filiada ao Partido Democrata, ela cantou na posse de três presidentes americanos — incluindo Barack Obama, em 2009. Aretha foi ativa na luta pelos direitos civis, mesmo que atuando muitas vezes nos bastidores. Ajudou a financiar Martin Luther King e se articulava para soltar militantes da prisão. Esta semana, voltou a circular na internet uma reportagem dos anos 1970, que detalha os esforços da cantora para libertar a ativista Angela Davis, dos Panteras Negras, então chamada de "terrorista" pelo presidente Richard Nixon. Chegou a colocar em risco a sua reputação tentando pagar a fiança de Davis.

    Em 2010, Aretha Franklin foi diagnosticada com câncer, mas continuou ativa nos palcos, apesar de ter diminuído a frequência das apresentações. Cantou pela última vez em novembro de 2017, num evento da Fundação Elton John contra a Aids, em Nova York. Sua última apresentação para o público, porém, foi na Filadélfia, três meses antes. Seu último álbum, “A brand new me”, saiu em 2017, pouco antes do anúncio de sua aposentadoria.

    Os maiores sucessos de Aretha Franklin


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    RIO — A morte de Aretha Franklin nesta quinta-feira levou celebridades e o mundo artístico a se manifestarem nas redes sociais, prestando homenagens à "rainha do soul". Morre Aretha Franklin, a Rainha do Soul

    LEIA MAIS: Aretha protagonizou revolução musical e política

    O que Aretha Franklin tem a ver com Beyoncé e Adele?

    Paul McCartney escreveu em sua conta no Twitter: "Vamos todos tirar um momento para agradecer a bela vida de Aretha Franklin, a Rainha de nossas almas, que nos inspirou por muitos e muitos anos. Sentiremos sua falta, mas a memória de sua grandeza como música e um belo ser humano viverá conosco para sempre. Amor, Paul".

    Tweet Paul Maccartney Aretha

    Diana Ross escreveu uma prece: "Estou em oração pelo maravilhoso espírito dourado Aretha Franklin".

    Tweet diana ross Aretha

    Já Elton John lamentou a falta que a cantora irá fazer no meio musical: "A perda de Aretha Franklin é um golpe para todos que amam a música real: música do coração, da alma e da igreja. Sua voz era única, seu piano tocando subestimado - ela era uma das minhas pianistas favoritas".

    Elton John p/ Aretha

    O ex-presidente americano Barack Obama se rasgou em elogios: "Aretha ajudou a definir a experiência americana. Em sua voz, pudemos sentir nossa história, em toda sua extensão e tonalidades - nosso poder ou nossa dor, nossa escuridão ou nossa luz, nossa busca pela redenção e nosso respeito duramente conquistado. Que a Rainha do Soul descanse em paz eterna."

    Obama p/ Aretha

    Em 2015, Obama chegou a chorar em uma apresentação histórica de Aretha Franklin em que ela interpretou "(You make me feel like) A Natural Woman".

    aretha natural woman

    O presidente americano Donald Trump também se manifestou no Twitter: "A rainha do soul, Aretha Franklin, morreu. Ela era uma mulher incrível, com um maravilhoso dom de Deus, sua voz. Sentiremos sua falta".

    trump p/ Aretha

    Adele manifestou sua admiração pela "rainha do soul" em sua conta no Instagram: "Não consigo me lembrar de um dia da minha vida sem a voz e a música de Aretha Franklin enchendo meu coração com tanta alegria e tristeza. Absolutamente com o coração partido, ela se foi, que mulher. Obrigado por tudo, pelas melodias e movimentos".

    Adele p/ Aretha

    Lenny Kravitz postou uma foto com a diva soul e comentou: "A Rainha do Soul deixou esta terra para se sentar em seu trono no céu. Quão abençoados fomos ao ouvir o melhor que Deus tinha para oferecer em sua voz. RESPECT!"

    Kravitz p/ Aretha

    Artistas brasileiros também prestaram suas homenagens à grande cantora americana. Elza Soares escreveu: "Que Aretha Franklin continue brilhando no céu, e em todas as constelações! Uma linda passagem a esse ser de luz maravilhoso que nos encantou por gerações. Ela deixou o mundo muito mais feliz. Que a gente ouça e lembre sempre com muito carinho. Luz sempre!"

    Elza p/ Aretha

    Fernanda abreu postou um vídeo da cantora e uma mensagem: "Nossa rainha do soul agora vai cantar com os anjos. Vá em paz Aretha Franklin".

    Fernanda p/ Aretha

    Pitty lembrou que Aretha Franklin foi a primeira mulher a entrar para o Rock'n Roll Hall of Fame.

    Pitty p/ Aretha


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    No mês passado, um grupo de pessoas que trabalha no mercado financeiro se juntou a grandes mentes da indústria da tecnologia do Vale do Silício para um jantar exclusivo no Chef Chu's, tradicional restaurante chinês em Los Altos, na Califórnia.

    Entre um pedaço de pato ou caranguejo ao molho kung pao, os comensais, em sua maioria americanos de origem asiática e alguns ferozes concorrentes entre si, falavam de um objetivo em comum.podresricos_foto.jpg

    “A pergunta de todos era: 'Como isso pode ser algo bem-sucedido de forma sustentável?'", conta Bing Chen, empresário que organizou o evento.Quando foi a última vez que você viu tantos asiáticos em uma sala de cinema?

    O grupo não estava ali para discutir uma startup ou um programa de bolsas de estudo nem mesmo uma campanha política. A tarefa em questão era como transformar um dos mais esperados filmes do verão, “Crazy rich asians” (em tradução livre, "asiáticos ricos", que, no Brasil, vai se chamar "Podres de ricos") em um verdadeiro fenômeno cultural.

    A partir daquela reunião, nasceu uma campanha de hashtag de mídia social chamada #GoldOpen, antecipando o lançamento do filme nos EUA, nesta quarta-feira (no Brasil, o filme tem previsão de estreia em 1º/11). Mas só a hashtag não seria suficiente, já que alguns dos que estavam no jantar, no fim das contas, eram, de fato, asiáticos ricos. Trailer de 'Podres de ricos'

    Assim, de Nova York a Los Angeles, de Houston a Honolulu, esses líderes da indústria e outros gastaram milhares de dólares alugando dezenas de salas de cinema para exibições especiais do filme antes e durante a semana de abertura. Tal campanha tem como objetivo alimentar o interesse em um filme que pode abrir caminho para uma maior representatividade e presença dos asiáticos em Hollywood, movimento que, dizem os organizadores, assim como os criadores do filme e suas estrelas, vem sendo adiado há muito tempo.

    "Marés altas costumam levantar os barcos, então queríamos ver se podíamos ser a maré alta", explica Andrew Chau, co-fundador da Boba Guys, uma rede de bebidas à base de chá. Ele contribuiu para as sessões em San Francisco e no Texas.

    Esses patrocinadores vêm gastando entre US$ 1.600 e US$ 5.100 por exibição, dependendo do tamanho do teatro, sua localização e se o filme é exibido durante o horário nobre. Os ingressos têm sido distribuídos gratuitamente para jovens e grupos da comunidade asiática nos EUA, amigos e eventuais VIPs.

    "Quando foi a última vez que você viu tantos asiáticos em uma sala de cinema?", questiona Tim Lim, consultor político de 33 anos, depois de uma exibição em Washington na segunda-feira. Seu amigo ajudou a bancar a exibição, e Lim prometeu ver o filme sozinho pelo menos mais três vezes.

    "Quero que isso faça tanto dinheiro quanto possível", disse ele. "Vou assistir à versão IMAX, à de 3D e à de US$ 25 para aumentar o custo."FILM_ASIANS_SCREENINGS_2.JPG

    'PANTERA NEGRA' TAMBÉM TEVE SESSÕES TEMÁTICAS

    Não é a primeira vez que comunidades organizam sessões fechadas de filmes. No início do ano, grupos escolares afro-americanos, igrejas e empresas compraram ingressos em Nova York e Chicago para assistir a “Pantera Negra”. Em 2008, houve dezenas de exibições coordenadas de “Sex and the City” para grupos de mulheres universitárias e festas de despedida de solteira.

    LEIA MAIS: Grupo 'Intelectualidade afro-brasileira' lota sessão de 'Pantera Negra'

    A campanha de mídia social também lembra outras campanhas de hashtag como #whitewashedOUT e #StarringJohnCho, que lamentavam a falta de representatividade asiática em Hollywood. O slogan #GoldOpen (algo como #AberturadeOuro) foi escolhido não apenas como uma brincadeira para a estreia do filme, mas também, em parte, para misturar e incorporar rótulos raciais como “amarelo” e “marrom”, muitas vezes atribuídos aos asiáticos.

    Mas, para manter o tom leve do filme — uma comédia romântica sobre as rusgas de uma professora sino-americana com a rica e fina família de seu namorado, de Singapura —, o #GoldOpen foi criado para capturar a excitação em torno do filme e encorajar o movimento, em vez de criticá-lo.

    O filme, cujos custos foram estimados em US$ 30 milhões, deverá ter uma abertura modesta e vender US$ 26 milhões em ingressos até o final de semana, segundo projeções de analistas da revista "Hollywood Reporter". E enquanto a campanha #GoldOpen é independente da produção do filme, o diretor, Jon M. Chu (filho do dono do Chef Chu) e seus atores empreenderam uma estratégia paralela de divulgação. Antes das sessões, as estrelas do filme aparecem em um breve trailer, pedindo aos espectadores que divulguem o filme nas redes sociais.FILM_ASIANS_SCREENINGS_1.JPG

    Alguns até apareceram em uma exibição #GoldOpen em Los Angeles na semana passada, como Adele Lim, uma das roteiristas. Sendo em Los Angeles, a exibição, paga por Kevin Lin, co-fundador do site de streaming Twitch, foi recheada de VIPs: pessoas de dentro de Hollywood, empresários, além dos irmãos de patinação artística olímpica Alex e Maia Shibutani.

    EM HOLLYWOOD, ASIÁTICOS SÓ FAZEM FILMES DE ÉPOCA

    O público vaiou em uníssono o episódio de racismo na cena de abertura, sussurrou durante a tomada em que aparece a comida de rua de Singapura e se divertiu com o mandarim, o cantonês e o dialeto Hokkien que entraram em alguns diálogos.

    Ao fim da sessão, o protagonista, Henry Golding, e outros atores de “Podres de ricos”, incluindo Selena Tan, Harry Shum Jr. e Jimmy O. Yang, apareceram e agradeceram aos participantes pelo apoio.

    "Acabamos de conferir no (site que agrega as críticas dos filmes) Rotten Tomatoes", disse Yang à plateia. "No momento, estamos com 16 avaliações e aprovação de 100% delas!" (Na manhã desta quarta-feira, o rottentomatoes.com — um de seus fundadores, Patrick Lee, sendo um patrocinador do #GoldOpen — contou 75 resenhas, 96% das quais consideradas positivas).FILM_ASIANS_SCREENINGS_4.JPG

    Ao sair de uma exibição, na segunda-feira, no coração de Chinatown, em Washington, Lim, o consultor político, disse que não podia acreditar que havia 25 anos desde o filme "O clube da felicidade e da sorte" (de 1993), o último filme de Hollywood com um elenco de maioria asiática sem ser de época.

    "É algo que devemos estar estimulando e assistindo mais", continuou Lim. “Espero que, ao mesmo tempo em que isso ainda é raro para mim, seja, daqui uns anos, algo corriqueiro para os meus filhos."


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    rihanna-glover-aa.jpgRIO — Uma foto sem grandes explicações é mais do que o suficiente para causar uma ebulição nas redes sociais — quando a imagem envolve dois grandes astros do showbusiness, claro. Foi o que aconteceu nesta quinta-feira, quando um clique de Rihanna e Donald Glover em Cuba circulou pela internet e diversas teorias foram criadas.

    O fato é que não há nenhuma informação oficial sobre o que os músicos/atores estão fazendo na ilha, mas, no Twitter, fãs falam sobre uma possível parceria em um filme ou clipe.

    "Teoria: todos nós sabemos que Donald Glover vai se apresentar no (evento de caridade curado pela cantora) Diamond Ball. E se Rihanna lançar o single de seu novo álbum no DB e tiver partipação de Childish Gambino (codinome usado por Glover em sua carreira musical)? Isso poderia significar que esse é o set de gravação do clipe", publicou o criativo tuiteiro Matthew Carrillo. Rihanna e Glover

    Segundo o perfil Fenty Stats, criado por fãs de Rihanna, a cantora foi vista em Havana nesta quarta-feira, "possivelmente filmando cenas de um novo filme chamado 'Guava island'", e citou a revista cubana "Vistar" como fonte. "Nota: o 'filme' pode ser, na verdade, um clipe, já que o projeto seria dirigido por Hiro Murai", completou, citando o cineasta que é parceiro de Glover na série "Atlanta" e em alguns de seus clipes, incluindo o viral "This is America". Rihanna e Glover 2

    Rihanna e Glover 3

    Segundo a "Billboard", Nonso Anozie ("Game of thrones") e Letitia Wright ("Pantera Negra") também foram flagrados em Cuba. Rihanna e Glover 4


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    SÃO PAULO — Com a exibição fora de competição do longa “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, o Festival de Gramado inaugura nesta sexta-feira sua 46ª edição, com uma seleção que os curadores gostam de destacar pela diversidade de gêneros e temas. A verdade, no entanto, é que se trata de um dos melhores conjuntos de filmes em competição dos últimos sete anos.

    LEIA MAIS: Festival de Berlim mergulha fundo nas questões de preconceito de gênero

    A seleção oficial tem 14 longas nas mostras competitivas brasileira — com nove títulos — e estrangeira — com cinco títulos. Todos os filmes nacionais são inéditos e, entre os estrangeiros, alguns passaram pelos principais festivais internacionais, como a coprodução paraguaia “As herdeiras”, exibido com destaque no Festival de Berlim, ou fizeram sucesso em seus países, como “Recreo”, comédia dramática argentina sobre a reunião de três famílias em um fim de semana no campo.

    Na mostra competitiva brasileira, destacam-se as cinebiografias de personagens históricos, como “10 segundos para vencer”, sobre o pugilista Éder Jofre, e “Simonal”, sobre o cantor Wilson Simonal. E também filmes tratam de temas candentes, como a exposição vingativa na internet, abordado em “Ferrugem”, ou a solidão na terceira idade, caso de “O avental rosa”. Há também um investimento em novos diretores, como Marina Meliande, que concorre com “Mormaço”, sua primeira direção solo em longa, ou Gustavo Pizzi, que comparece com seu segundo filme, o festejado “Benzinho”.

    — Tanto a produção brasileira quanto a latina cresceram em qualidade técnica e estética — diz Marcos Santuária, que divide, há sete anos, a curadoria do festival com o crítico Rubens Ewald Filho e a diretora argentina Eva Piwowarski. — Por um lado, isso nos facilita o trabalho de selecionar filmes que gerem interesse. Por outro, faz com que deixemos muita coisa boa de fora. 73972690_Imagem de %27Benzinho%27 de Gustavo Pizzi (1).jpg

    O filme “Correndo atrás”, aventura de ação dirigida por Jefferson Dê, foi retirado da mostra competitiva de longas brasileiros por causa de conflitos entre a estratégia de lançamento e o regulamento do festival. No seu lugar entrou “O avental rosa”, que Jayme Monjardim considera ser seu filme mais “pessoal” e “autoral”, sobre a rotina solitária de uma cuidadora de pacientes terminais.

    Haverá pelo menos quatro homenagens no festival este ano. O troféu Eduardo Abelin será entregue ao animador brasileiro Carlos Saldanha — duas vezes indicado ao Oscar e responsável por sucessos como “A Era do Gelo”, “Rio” e “O Touro Ferdinando”. O prêmio Cidade de Gramado ficará com Ney Latorraca, cuja carreira cinematográfica já soma meio século e 23 filmes. O troféu Oscarito será entregue ao ator Edson Celulari, que celebra 40 anos de carreira. E a estrela uruguaia Natalia Oreiro receberá o Kikito de Cristal.

    Veja a programação das mostras competitivas e das homenagens:

    17 de agosto

    18h - ABERTURA OFICIAL

    "O grande circo místico", de Cacá Diegues

    20h30 - LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

    "A voz do silêncio", de André Ristum

    18 de agosto

    18h - LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

    “Las Herederas” (Paraguai/Brasil/Uruguai/França/Alemanha), de Marcelo Martinessi (98′)

    20h30 - TROFÉU EDUARDO ABELIN

    Carlos Saldanha

    LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

    “Benzinho” (RJ), de Gustavo Pizzi (95′)

    19 de agosto

    18h - LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

    “Mormaço” (RJ), de Marina Meliande (94′)

    20 de agosto

    18h - LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

    “Recreo” (Argentina), de Hernán Guerschuny e Jazmín Stuart (90′)

    20h30 - TROFÉU OSCARITO

    Edson Celulari

    LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

    “Simonal” (RJ), de Leonardo Domingues (105′)

    21 de agosto

    18h - LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

    “Mi Mundial” (Uruguai/Argentina/Brasil), de Carlos Morelli (102′)

    20h30 - LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

    “Ferrugem” (PR), de Aly Muritiba (100′)

    22 de agosto

    18h - LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

    “Averno” (Uruguai/Bolívia), de Marcos Loayza (87′)

    20h30 - TROFÉU KIKITO DE CRISTAL

    Natalia Oreiro

    LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

    “O Banquete” (SP), de Daniela Thomas (104′)

    23 de agosto

    18h - LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

    “Violeta al Fin” (Costa Rica/México), de Hilda Hidalgo (85′)

    20h30 - LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

    “10 Segundos Para Vencer” (RJ), de José Alvarenga Jr. (120′)

    24 de agosto

    18h - LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

    “O Avental Rosa” (RS), de Jayme Monjardim (115′

    20h30 - TROFÉU CIDADE DE GRAMADO

    Ney Latorraca

    LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

    “A Cidade dos Piratas” (RS), de Otto Guerra (80′)

    25 de agosto

    21h - ENTREGA DOS KIKITOS


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    RIO — Scarlett Johansson tornou-se a atriz mais bem paga do mundo em 2018, ao arrecadar US$ 40,5 milhões até junho. No ranking elaborado pela “Forbes”, ela está a frente de Angelina Jolie e Jennifer Aniston, impulsionada pelo papel de Viúva Negra no filme ‘Vingadores: Guerra infinita’.

    INFOGRÁFICO: O universo dos filmes da Marvel em um gráfico interativo

    Quais filmes você precisa ver para entender 'Vingadores: Guerra Infinita'

    O total de Johansson está, no entanto, bem abaixo do equivalente masculino do ano passado, Mark Wahlberg, que faturou US $ 68 milhões na lista de 2017.

    Ambos tendem a ser ultrapassados pela lista de atores masculinos de 2018 que - como sugere o ranking de celebridades mais bem pagas da Forbes publicada em julho - incluirá Dwayne Johnson com US$ 124 milhões e George Clooney com US$ 239 milhões.

    Angelina Jolie está em segundo lugar, com US$ 28 milhões, após assinar contrato para a sequência do filme da Disney, “Malévola”, que começou a ser rodado em maio e tem lançamento previsto para 2020.

    Em terceiro lugar está Jennifer Aniston com US $ 19,5 milhões, o que, segundo a Forbes, é mais por publicidade para marcas como Emirates, SmartWater e Aveeno, do que por cachês de atuações.

    Na lista do ano passado, liderada por Emma Stone, Johansson não chegou nem entre as dez. Stone, por sua vez, não aparece na deste ano, assim como Charlize Theron e Emma Watson.


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