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    RIO - Em plena atividade no final de 2017, com filme feito no Vidigal, livros e show, o cantor, compositor, cineasta e pintor Sérgio Ricardo, de 86 anos, surpreendeu os amigos na semana passada, com um desabafo na sua página no Facebook, reproduzido em nota da coluna de Ancelmo Gois: "Minha conta bancária zerou", avisou ele, acrescentando que ia vender quadros de sua autoria para conseguir tapar o rombo no orçamento.

    Na quarta-feira, em entrevista em seu apartamento no Vidigal, Sérgio esclarecia que o diabo não era tão feio quanto se pintava.

    — (O desabafo) foi uma brincadeira minha. Porque o dinheiro falta, toda hora fica faltando dinheiro. E de repente eu fiquei puto de estar duro e escrevi aquilo — diz. — Para artista, isso é uma coisa muito normal, você fica duro mas daqui a pouquinho tá resolvido. Minha vida como artista tem sido assim mesmo, basta pintar um show que resolve.

    De qualquer forma, ele segue com o plano de vender os seus quadros (e suas reproduções digitais), que em breve serão anunciados em sua página de artista no Facebook.

    73038977_SC Rio de Janeiro RJ 17-11-2017 - Entrevista com o musico escritor pintor e cineasta Se.jpg

    Entre os compromissos mais próximos de Sérgio Ricardo, está a gravação, dia 2 de outubro, no Teatro da UFF, do CD e DVD do show "Cinema na música", com suas canções feitas para filmes, numa co-produção da Biscoito Fino e Canal Brasil. Na mesma época, deverá estar sendo lançado seu site oficial, reunindo o acervo completo, com opções de interação por parte do público.

    — O que está faltando é jogar luz sobre a obra dele, é que as pessoas conheçam o que ele fez — acredita a designer e cantora Marina Lutfi, filha de Sérgio, que cuida da produção dos vários projetos do pai e ainda canta com ele em "Cinema na música". — O Sérgio está com 86 anos, não é o mesmo momento de outras crises pelas quais passou. Em outras épocas, eras só pegar o violão e sair fazendo shows. Apesar de ativo, ele hoje é um artista idoso, com menos possibilidades.

    Autor de clássicos da música brasileira, como "Zelão", "Esse mundo é meu" e "Beto bom de bola", hoje em dia Sérgio Ricardo não compõe mais e nem pensa em compor. Mesmo animado com a receptividade a "Caravanas", mais recente disco do amigo Chico Buarque, ele acha que está num campo "diferente daquele da música popular".

    — O negócio do Chico é uma coisa específica. O Chico é o Chico. Qualquer coisa que ele faça, qualquer espirro que ele dá é uma grana. Como eu estou mais para trás, aí é fogo, porque eu estou vindo lá de baixo, da bossa nova — argumenta. — Meu grande problema é que eu trabalho em várias áreas, não tenho essa coisa do sujeito que faz uma coisa só e bota pra quebrar.

    Baú cheio de músicas

    Diante do interesse de músicos mais jovens em sua obra (como o guitarrista Fernando Catatau, do grupo Cidadão Instigado, que pediu permissão para gravar algumas de suas músicas), Sérgio pensa em gravar um disco com músicas do seu baú. Mas não tem ilusões:

    — O sucesso ficou para trás, tenho uma certa dificuldade de inserção no mercado. E também não tenho muita disposição para fazer concessões. O momento da cultura está muito sério.

    Presente no circuito de festivais de cinema com o filme que dirigiu, "Bandeira de retalhos" ("com o qual não ganhei nada") e prestes a ter lançado um livro de poemas ("Canção calada"), Sérgio Ricardo hoje pouco sai de casa, por causa do isolamento necessário à criação. Então, o Facebook tem sido o canal de comunicação com o mundo:

    — Eu boto as minhas conversas todas ali.

    Envolvido com seus projetos artísticos, ele diz não estar acompanhado o drama de João Gilberto, seu velho amigo e grande inspiração, que o fez deixar o piano pelo violão.

    — Nós estamos para nos encontrar por aí, mas eu estou sabendo que ele está numa ruim, que passou por momentos terríveis. Tenho falado com o Otávio Terceiro, o seu empresário, e ele me diz que o João está doido para me ver — conta, lembrando-se de que o amigo o chama de "Mansur" e que costumava ligar nos aniversários e cantar "Parabéns pra você".

    Caminhadas com João por Copacabana

    Sérgio e João se conheceram antes da fama, quando o autor de "Zelão" morava no Humaitá com os pais. Eles se encontravam nas boates (onde Sérgio era pianista), andavam a orla de Copacabana inteira, ida e volta, conversando sobre filosofia, até de manhã, numa caminhada que invariavelmente terminava na casa no Humaitá. Pouco depois, os dois eram famosos.

    — Dali para a frente, ele virou o João Gilberto e começou a ficar distante. E estamos distantes desde aquela época. Estou morrendo de saudades dele — conta.

    "Se a saúde deixar", Sérgio Ricardo ainda quer filmar "Estória de João-Joana", adaptação em forma de canções que ele fez para o cordel de Carlos Drummond de Andrade. Será um filme musical, mais poético, feminino, de imagens, sem diálogos:

    — É a música que vai falar. Será é um filme de trilha sonora. Mas é difícil encontrar quem queira produzir, porque acham que filme musical não vai ter público.


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    RIO — Patty é uma adolescente gorducha que vive o pão que o diabo amassou numa escola tipicamente americana. Vítima de bullying constante das meninas magras e populares e de total desprezo dos rapazes, ela volta às aulas, como num passe de mágica, magra, repaginada e pronta para empreender uma série de vinganças, conforme nos mostra o trailer de "Insatiable" ("insaciável", em português), série que estreia na Netflix nesta sexta com a premissa descrita acima. Trailer de 'Insatiable'

    No entanto, um abaixo-assinado na internet, que já acumula mais de 227 mil assinaturas em cima de uma meta de 300 mil, quer impedir o lançamento da produção, definida pela Netflix como uma "comédia de vingança".

    LEIA MAIS: 'House of cards': última temporada tem data de estreia divulgada

    Veja dicas de séries da Kogut

    Autora da petição, Florence Given, ativista social e artista baseada em Londres, diz que a série perpetua uma narrativa "que diz que, para ter sucesso ou atrair olhares masculinos, a mulher precisa ser magra".

    "O caráter tóxico desta série é maior do que apenas este programa em particular. Não é um caso isolado, mas faz parte de um problema maior que toda mulher já enfrentou em sua vida, ao basear seu valor a partir de seus corpos, que deveriam ser desejáveis pelo olhar masculino. É exatamente isso o que esta série perpetua. Não apenas o caráter tóxico de uma cultura de dietas, mas a objetificação dos corpos femininos", continua a mensagem.

    As séries canceladas pela Netflix

    Na internet, o trailer da série já havia despertado críticas e acusações de "gordofobia" e de incitar uma relação ruim das jovens com sua imagem corporal. A Netflix confirmou a data de estreia, mas ainda não se pronunciou sobre as críticas.


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    RIO - A Associação Vitória em Cristo (Avec), entidade religiosa presidida pelo pastor Silas Lima Malafaia, protocolou no 4º Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro uma representação para que a exposição "Queermuseu", que entra em cartaz no próximo dia 18, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), tenha classificação indicativa de 18 anos.

    ANÁLISE: Afinal, o que é a exposição 'Queermuseu'

    FOTOGALERIA: Veja as obras da exposição 'Queermuseu'

    No documento, a associação diz que "considerando toda a controvérsia sobre o tema, bem como a natureza de parte das obras presentes na exposição Queermuseu, que, além de forte abordagem quanto ao homossexualismo [sic], apresenta cenas de pedofilia, pornografia, zoofilia, além de desrespeito a figuras religiosas", deseja a aplicação dos artigos 71 e 79 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Portaria do Ministério da Justiça nº 368, "no sentido de determinar a classificação indicativa adequada ao conteúdo da exposição em questão". A portaria estabelece que “O processo de classificação indicativa integra o sistema de garantias dos direitos da criança e do adolescente, cujo objetivo é promover, defender e garantir o acesso a espetáculos e diversões públicas adequados à condição peculiar de seu desenvolvimento”.

    - Não estou pedindo a proibição da exposição. Estou pedindo, amparado na lei, a classificação indicativa - diz o pastor Silas Malafaia.

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    Entenda o imbróglio envolvendo a exoneração do diretor do Parque Lage

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    Cancelada no Santander Cultural, em Porto Alegre (RS), em setembro do ano passado, e proibida pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, de ser remontada no Museu de Arte do Rio (MAR), a mostra foi viabilizada na EAV por meio de uma campanha recorde de financiamento coletivo, que arrecadou R$ 1,08 milhão, com doações de 1.677 colaboradores, vendas de obras doadas por 70 artistas e ingressos para show de Caetano Veloso.

    Em julho, quando foi anunciada a data de estreia da abertura da exposição, a EAV e o governo do estado do Rio informaram que "será adotada uma postura institucional responsável em relação aos diferentes públicos com sua programação e, por isso, serão aplicadas as orientações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente".

    - Não existe uma lei que estabeleça classificação indicativa para exposições, assim como peças teatrais. A lei diz respeito ao setor do audiovisual. Mas vamos respeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente, na medida em que colocaremos na entrada de todas as salas uma placa avisando que a exposição não é sugerida para menores desacompanhados dos pais ou responsáveis, por ter conteúdo sexual e religioso que pode ofender os valores morais de alguns - explica o diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Fabio Szwarcwald.

    Ainda segundo Szwarcwald, não será indicada qualquer idade a partir da qual a visitação seja recomendada:

    - Acho que estamos bem conscientes e resguardados por não estarmos desrespeitando em nada o ECA. A decisão sobre visitar ou não a exposição deve ser dos pais dos menores.

    Curador da exposição, Gaudêncio Fidélis acrescenta que não faz sentido a representação da Associação Vitória em Cristo citar os artigos 71 e 79 do estatuto. O primeiro diz que "a criança e o adolescente têm direito a informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento", e o segundo se refere a revistas e publicações destinadas ao público infanto-juvenil, que "não poderão conter ilustrações, fotografias, legendas, crônicas ou anúncios de bebidas alcoólicas, tabaco, armas e munições, e deverão respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família”.

    - Os artigos não têm qualquer relação com a exposição. São fundamentalistas fanáticos e homofóbicos falando sobre uma exposição que não viram, atribuindo a ela características que não existem - diz ele, lembrando que, logo após a proibição da exposição no Santander Cultural, em Porto Alegre, dois promotores do Ministério Público Federal estiveram no local para averiguar as acusações. - Eles foram categóricos ao afirmar que nada do que foi atribuído à exposição existia.


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    RIO — O cantor Sérgio Reis, de 78 anos, está internado no Hospital Sírio Líbanês, em São Paulo, decorrência de uma fibrilação, desde o dia 31 de julho. O sertanejo segue sem previsão de alta, mas como o procedimento ablação da arritmia já foi realizado, a produção do cantor acredita que ele sairá do hospital no próximo fim de semana.

    Com isso, Sérgio Reis teve que adiar alguns shows e gravou um vídeo para mandar um recado para os fãs:

    "Olha o Sergião aqui, hospitalizado, monitorado. Coração descompassou, 106 batidas, tinha que ser 80, nove dias tratando. Vou sair daqui bom, não posso deixar de cantar para vocês. Dane-se a saúde, mas não posso morrer", disse o cantor, com bom humor. Sérgio Reis - Carretão Trevo

    Boletim médico:

    "O cantor e deputado federal Sérgio Reis deu entrada no dia 31 de julho, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com quadro de fibrilação atrial. Ele foi submetido à ablação da arritimia, sem intercorrências. O paciente encontra-se estável e está sendo acompanhado pela equipe médica coordenada pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho.

    Dra. Maria Beatriz Souza Dias, diretora clínica"


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    LOS ANGELES — Prester a lançar um novo filme, "The old man & the gun", Casey Affleck decidiu falar publicamente sobre não ter apresentado o Oscar de melhor atriz no início do ano e sobre as acusações de assédio endereçadas a ele por movimentos como #MeToo e Time's Up.

    Em entrevista exclusiva à agência The Associated Press (AP) — a primeira que concedeu em mais de um ano —, Affleck admitiu que "contribuiu para um ambiente não profissional" no set de "Eu ainda estou aqui" (2010), longa dirigido por ele entre 2008 e 2009. Na época, duas mulheres envolvidas na produção o acusaram de assédio sexual.

    LEIA MAIS: Casey Affleck desiste de entregar Oscar de melhor atriz

    Ricardo Darín rompe silêncio após atrizes o acusarem de maus-tratos

    "Eu tolerei aquele tipo de comportamento de outras pessoas e gostaria de não ter feito. E eu me arrependo muito. Eu realmente não sabia da minha responsabilidade enquanto chefe", alegou Affleck, que dirigiu, produziu e foi coautor do longa ao lado do protagonista Joaquin Phoenix. "Eu nem sei se me via como chefe. Mas eu me comportei e permiti que outros se comportassem de uma maneira que realmente não foi profissional. E pelo desculpas por isso".

    As partes chegaram a um acordo que correu em segredo de Justiça, mas a polêmica ressurgiu em 2016, durante a campanha do filme "Manchester à beira-mar" para o Oscar — Affleck viria a levar a estatueta de melhor ator. Pressionado por movimentos contra o assédio na indústria, Affleck manteve o silêncio, e optou por não participar da cerimônia da Academia em 2018.

    "Para começar, estar envolvido em um conflito que resultou num processo ja é algo pelo qual me arrependo muito", disse Affleck. "Eu gostaria de ter achado uma outra maneira de resolver as coisas. Eu odeio isso. Nunca tinha recebido nenhum tipo de reclamação como aquelas na minha vida e não soube como lidar com isso".

    Veja a entrevista na íntegra (em inglês):

    Casey Affleck Full Interview with AP

    O ator e cineasta ainda justificou a opção por manter o processo judicial e o acordo em segredo: "Eu não concordava com tudo, com a maneira com que me descreviam, nem com as coisas que eram faladas sobre mim, mas eu queria fazer do jeito certo. (...) Então, concordamos em tentar deixar isso para trás e seguir com nossas vidas. Acredito que merecemos isso, e gostaria de respeitá-las assim como elas me respeitariam e minha privacidade. E é isso".

    Em "The old man & the gun", dirigido por David Lowery, Affleck contracena com Robert Redford, que está se despedindo da carreira de ator. Ele admite que os movimentos recentes da indústria e as conversas o fizeram aprender. "Eu meio que saí de uma posição defensiva para um ponto de vista mais maduro, tentando procurar minha própria culpabilidade. E, depois que fiz isso, descobri que há muito o que aprender".


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    NOVA YORK — Quando era adolescente e morava em Brownsville, no Brooklyn (NY), Akili Tommasino costumava matar aula para visitar obras de arte como a antiga egípcia "Cabeça de esfinge feminina” com buracos no lugar dos olhos, no Museu de Brooklyn, ou a figura de bronze de Umberto Boccioni “Formas únicas de continuidade no espaço”, no MoMA.

    NO BRASIL: Artistas negros ocupam museus e levantam debate sobre diversidade

    Vagando pelas galerias, Tommasino, hoje assistente curatorial do próprio MoMA, também não podia deixar de notar que os únicos não caucasianos que ele via eram da segurança — só mais tarde, quando estudou História da Arte em Harvard, percebeu que afro-americanos como ele também poderiam ser curadores e até mesmo diretores de museus.

    Por décadas, as maiores instituições de arte dos EUA excluíram os não brancos dos cargos de liderança, da curadoria das mostras e até da seleção de artistas exibidos nas paredes.

    Agora, dentro do esforço de ampliar os visitantes, em uma época em que o perfil demográfico do país está mudando — e, especificamente em Nova York, diante dos planos da cidade para o financiamento de projetos de inclusão —, um número crescente de museus está encarando o tema da diversidade com um novo senso de urgência. MUSEUMS_DIVERSITY_2.JPG

    Do Museu de Arte Contemporânea de Chicago ao Whitney, museu de arte americana, em NY, passando pelo Lacma, em LA, estão sendo contratados cada vez mais funcionários de minorias étnicas, proliferam estágios remunerados e parcerias com fundações e universidades que financiam trabalhos curatoriais, para garantir uma próxima geração de líderes negros e latinos.

    "Você de fato vê uma mudança", diz Naomi Beckwith, que acaba de ser promovida a curadora sênior do Museu de Arte Contemporânea de Chicago e recentemente organizou a primeira grande mostra da artista afro-americana Howardena Pindell. Beckwith, uma das vários curadores negras formados no Studio Museum, no Harlem, diz que os museus precisam garantir que curadores negros e latinos "se sintam abraçados e encorajados".

    MUDANÇA DE PARADIGMAS

    Pessoas negras e latinas não percebem uma carreira nas artes como algo viávelHistoricamente, não tem sido o caso. Segundo um estudo nacional realizado em 2015 nos EUA pela Fundação Andrew W. Mellon, apenas 16% dos cargos de liderança em museus de arte são ocupados por não brancos, embora 38% dos americanos se identifiquem como asiáticos, negros, hispânicos ou multirraciais. Entre curadores de museus, educadores e líderes, o estudo descobriu que apenas 4% são afro-americanos e 3% hispânicos.

    "A situação era pior do que quase todos os setores observados", disse Mariët Westermann, vice-presidente executiva da Mellon.

    Cientes desta mudança de paradigma, vários museus têm colaborado com programas de orientação, como o Prep for Prep da Academia de Artes da Sotheby's, que Tommasino fundou em 2017 para dar aos alunos desfavorecidos do ensino médio oportunidades no mundo da arte. "Os museus americanos precisam fazer um trabalho melhor na hora da contratação, retenção e promoção de curadores não brancos", disse Tommasino. “Pessoas negras e latinas não percebem uma carreira nas artes como algo viável.”MUSEUMS_DIVERSITY_1.JPG

    O Museu de Arte Contemporânea de Chicago vem construindo uma lista inclusiva de curadores como uma forma de atrair um novo público e repensar a narrativa da história da arte, tipicamente enquadrada nos ideais da Renascença Italiana e da Europa Ocidental. "Quem você escolhe para a organização do programa tem um impacto", disse Madeleine Grynsztejn, diretora do museu. "Você é responsável por reparar um cânone."

    Os museus tendem a explicar sua falta de diversidade lamentando a escassez de curadores qualificados. Mas os profissionais de arte dizem que os museus só precisam procurar um pouco mais — talvez recorrendo ao novo Programa de Estudos Curatoriais do Spelman College ou ao programa Teen Curators do Schomburg Center for Research in Black Culture. “Nós vamos a escolas estaduais para obtê-las”, disse Elizabeth W. Easton, diretora do Centro de Liderança Curatorial da cidade de Nova York, sobre jovens candidatos a emprego. "Quando as pessoas dizem ser tão impossível, isso não é verdade".

    DIFICULDADES PARA ENTRAR NO MERCADO

    Para muitos jovens marginalizados interessados em arte, os museus ainda representam autoridade, branquitude e poder — lugares onde não pertencemosPessoas não caucasianas têm dificuldade em entrar neste mercado, enfrentando barreiras que incluem a exclusão de redes informais de orientação, a resistência a perspectivas alternativas sobre a história da arte e obstáculos financeiros: muitos estágios iniciais não são remunerados.

    "Tive que recusar uma oferta de assistente de curadoria no Guggenheim em 1999 por causa do salário baixo", disse Christine Y. Kim, atual curadora associada de arte contemporânea no Lacma."Para muitos jovens marginalizados interessados em arte, os museus ainda representam autoridade, branquitude e poder — lugares onde não pertencemos.”

    Várias instituições estão tentando reparar essas lacunas. O Lacma, por exemplo, selecionou recentemente dois recém-formados para uma nova bolsa remunerada e se uniu à Arizona State University para um programa de três anos que combina treinamento acadêmico a experiência de trabalho para desenvolver um grupo diversificado de curadores, diretores e outros profissionais de museus.

    Em novembro passado, a Fundação Ford, junto com a Walton Family Foundation, destacou um orçamento de US$ 6 milhões para ser gasto longo de três anos em um projeto para diversificar curadores e a gestão de museus de arte em todo o país. A iniciativa financiou 20 programas, incluindo os do Lacma, além de outros no Instituto de Arte de Chicago, no Museu de Arte de Pérez, em Miami, e no Museu de Arte de Nova Orleans.

    Darren Walker, presidente da Fundação Forte, declarou: "Os museus não podem atingir a excelência se suas equipes não são diversificadas".

    Walker ficou particularmente frustrado ao saber que Denise Murrell, curadora afro-americana com Ph.D., não conseguiu montar sua exposição, que explora a figura negra na arte moderna. Finalmente, com o apoio da Fundação Ford, o programa "Posando na modernidade: o modelo negro, de Manet e Matisse até hoje" está chegando à Wallach Art Gallery, na Universidade de Columbia, em outubro.

    "Passei um ano e meio fazendo pedidos de financiamento — não houve interesse, ponto final", conta Murrell. "Se alguém propõe um assunto não esteja dentro dos cânones da história da arte tradicional, você precisa encontrar um patrocinador para levar o projeto adiante."

    EM NY, MUSEUS MUNICIPAIS PRECISARÃO SER INCLUSIVOS

    Questões de diversidade podem ser divisivas. O Museu do Brooklyn recentemente foi criticado por nomear Kristen Windmuller-Luna, especialista em arte africana do Museu de Arte da Universidade de Princeton, que é branca, como curadora de consultoria de arte africana. Um grupo ativista argumentou que esta decisão perpetuou "legados contínuos de opressão". O museu manteve sua escolha, argumentando que Windmuller-Luna era uma "candidata extraordinária com qualificações estelares".

    No Brooklyn Museum, sete dentre os 18 curadores são pessoas não brancas, o que expandiu a programação da instituição. O museu deu a Kehinde Wiley sua primeira individual em 2004, e as primeiras mostras para Mickalene Thomas (2012) e LaToya Ruby Frazier (2013).

    “Quando você tem pessoas em uma instituição que tem uma vasta gama de perspectivas, você tem um programa muito mais rico”, diz Eugenie Tsai, curadora de arte contemporânea da instituição, citando “abertura para considerar propostas de exposições, programação, contratações e outras questões que outros grupo talvez descartasse ou simplesmente não considerasse importante".

    No ano passado, o prefeito de NY, Bill de Blasio, deu um ultimato às instituições culturais da cidade, vinculando o financiamento futuro à diversidade de funcionários e membros de seus conselhos. Museus municipais devem adotar planos de inclusão até fevereiro próximo ou correr o risco de ter seu financiamento reduzido em 10%.

    "O trabalho mais branco em toda a comunidade cultural de Nova York é o de curador", diz Tom Finkelpearl, comissário de assuntos culturais da cidade. "Isso está mudando."

    Algumas grandes instituições de Nova York já estão parecendo muito diferentes. O Whitney, de arte americana, contratou, nos últimos anos, quatro curadores não caucasianos: Christopher Y. Lew, Rujeko Hockley, Adrienne Edwards e Marcela Guerrero, e a mostra atual que eles montaram apresenta o trabalho de sete artistas latinos em ascensão.MUSEUMS_DIVERSITY_3.JPG

    "É um momento realmente empolgante e esperamos que não seja apenas um momento", disse Hockley, um dos dois curadores selecionados para organizar a Bienal de Whitney em 2019.

    O objetivo não é simplesmente contratar mais curadores não brancos ou fazer mais exposições com artistas que representem a diversidade, dizem os especialistas, mas, sim, que os museus alterem fundamentalmente o tipo de arte que adquirem e sua abordagem às exposições, “mudando a forma como nossas histórias são contadas”. diz Thomas J. Lax, curador associado do MoMA.

    O programa (da Sotheby's) realmente abriu meus olhos para as várias oportunidades no mundo da arte. Está dando às pessoas negras a oportunidade de brilharDesafiar o cânone não é um jogo de soma zero que exija o abandono dos padrões históricos de arte, ele complementa, mas um movimento que acrescente profundidade à programação. Ao apresentar a narrativa do modernismo, por exemplo, Lax sugeriu que os museus incluíssem a história de artistas do mundo inteiro — como, por exemplo, pendurar um Jacob Lawrence ao lado de um Mondrian. "Não queremos alimentar a ideia de que algo está sendo levado", disse ele.

    Se houvesse mais curadores diversificados em altos cargos, argumenta Walker, da Fundação Ford, talvez o marco da Tate Modern “Alma de uma nação: a arte na era do Black Power”, que esquadrinha o trabalho de artistas negros de 1963 a 1983, não teria penado para encontrar um museu americano. (O Crystal Bridges Museum of American Art, em Bentonville, Arkansas, finalmente abrigou a exposição, que vai abrir no Brooklyn Museum em 14 de setembro antes de viajar para o Broad, em Los Angeles.)

    "A mostra quase não veio para os Estados Unidos", conta Walker. "Isso é vergonhoso."

    Depois de passar o verão conhecendo artistas, críticos e curadores através do Prep for Prep da Academia de Artes da Sotheby's, Liam Garcia-Quish, de 17 anos, um graduado em ascensão do Queens, agora considera se tornar um curador. "Este programa realmente abriu meus olhos para as várias oportunidades no mundo da arte", disse Garcia-Quish. "Está dando às pessoas negras a oportunidade de brilhar."


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    RIO - O primeiro trailer do documentário de Michael Moore sobre o presidente americano Donald Trump, "Fahrenheit 11/9", acaba de ser lançado com a promessa de um olhar incendiário sobre a vida moderna na América. No novo filme, o cineasta vencedor do Oscar com "Tiros em Columbine" descreve Trump como "o último presidente dos Estados Unidos". O título do filme é uma referência ao dia em que ele ganhou a eleição, 9 de novembro de 2016.

    Não confundir com "Fahrenheit 9/11", de 2004, em que Moore aborda as causas e consequências dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, centrando na figura do então presidente, George W Bush. "Fahrenheit 9/11" continua sendo o documentário de maior bilheteria de todos os tempos, tendo faturado US$ 222 milhões em todo o mundo. De lá para cá, Moore também lançou "Capitalism: a Love Story", que é um olhar brutal sobre o sistema capitalista americano, e está disponível no US Netflix.

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    O novo filme está marcado para estrear no Festival Internacional de Cinema de Toronto deste ano, antes do lançamento nos Estados Unidos, marcado para 21 de setembro. Em uma entrevista com o HuffPost, Moore descreve Trump como "gênio do mal".

    No trailer, ele pergunta "Como diabos isso não aconteceu?". E inclui referências ao massacre de Douglas High School (em fevereiro deste ano, quando Marjory Stoneman matou 17 pessoas e feriu 15, no que ficou conhecido como o atentado mais mortal em escolas americanas), bem como à crise da água da cidade de Flint, berço da General Motors. Lá, desde 2014 a água que sai das torneiras está contaminada com alta concentração de produtos tóxicos. A prévia do filme mostra Moore usando a água de Flint para limpar a casa do governador de Michigan, Rick Snyder.

    Ao lançar o trailer do filme, Moore disse esperar levar milhões de pessoas às urnas para derrubar Trump. Confira alguns dos documentários de Michael Moore


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    Com verbas e patrocínios cada vez mais escassos para a área da cultura, superproduções internacionais de balé se tornaram artigo raro nos palcos cariocas. Por isso, uma montagem suntuosa como a de “Romeu e Julieta”, com os chilenos de Ballet de Santiago, em cartaz até amanhã no Teatro Municipal, é um alento para quem andava saudoso de um balé com Bmaiúsculo. São três horas, três atos, dezenas e dezenas de bailarinos em cena, cenários que vão e vêm, figurinos reluzentes e iluminação bem cuidada. Só faltou uma orquestra ao vivo para dar mais sabor à música de Prokofiev.

    A companhia dirigida pela brasileira Marcia Haydée, 81 anos, apresenta nesta turnê um espetáculo de muito fôlego (para artistas e plateia), assinado pelo coreógrafo sul-africano John Cranko (1927-1973), mentor assumido da diretora.

    Cranko criou um estilo capaz de aliar técnica (saltos e piruetas, por exemplo) a personagens bem construídos psicologicamente, uma dança com toques teatrais em que a densidade dramática dos intérpretes tem seu ponto diferencial. O universo shakespeariano é, assim, um terreno perfeito para ele, que concebeu sua versão de “Romeu e Julieta” em 1962, no Ballet de Stuttgart, para a própria Haydée.

    Como há dois anos, quando a mesma companhia mostrou aqui “Zorba, o grego”, o Ballet de Santiago continua em boa forma, confirmando que o trabalho de mais de uma década de Marcia Haydée no Chile tem dado bons frutos. Um conjunto coeso, em que todos demonstram ótimo preparo.

    Curioso, no entanto, que justamente os bailarinos principais não impressionem tanto. Na estreia carioca, Romeu ficou a cargo de Emmanuel Vázquez e Julieta de Natalia Berríos, bem mais marcante do que seu partner. Nada, porém, que chegue a trapalhar o impacto de um grande espetáculo.

    COTAÇÃO: Bom


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    RIO - A escritora paulistana Zulmira Ribeiro Tavares morreu ao 88 anos, na noite desta quinta-feira, em São Paulo. Ela estava internada desde terça (7), no Hospital Oswaldo Cruz, afetada pir uma pneumonia.

    Contista, romancista e poeta tem em seu currículo nove livros, entre eles "Termos de comparação" (1974), "Joias de família" (1990) e "Café pequeno" (1995). Seu último livro publicado foi "Região" (2012), que reuniu seus contos publicados desde os anos 1970, além de contos avulsos. Foi traduzida para o italiano e o alemão.

    A última publicação com textos inéditos foi "Vesúvio" (2012), uma coletânea de poesias. Ao escrever sobre a obra no Globo, o crítico José Castello observou na época: "A poesia de Zulmira, é verdade, desilude. Não porque não seja bela, ao contrário, mas porque é poesia. É como o amigo lento, que 'caminha e nunca chega para o abraço'".

    Premiada e muito elogiada pela crítica, a autora permaneceu desconhecida do público por toda a vida. Sua estreia foi em 1955, com o livro de poemas "Campos de dezembro". Só em 1974 voltou a publicar com "Termos de comparação". A partir daí, passou a ser editada com mais regularidade. Recebeu o Prêmio Jabuti na categoria Livro do Ano de Ficção e na categoria Romance em 1991, por "Joias de família".


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    RIO - 'Venom' abre caminho para série de filmes independentes no universo do Homem-Aranha. O filme, que chegará aos cinemas em outubro, não é apenas uma tentativa de fazer justiça ao popular vilão dos quadrinhos (interpretado por Tom Hardy), após uma figuração em "Homem-Aranha 3", em 2007. É uma primeira aposta para lançar uma série de filmes independentes no universo do Homem-Aranha.

    A Sony quer passar rapidamente de "Venom" para outros heróis e vilões que povoam o universo do Homem-Aranha. E já anunciou planos de fazer "Morbius", com Daniel Espinosa dirigindo Jared Leto como o vampiro titular, por exemplo. O estúdio também está no processo de fazer filmes baseados em Silk, Jackpot e Nightwatch, e está atrás de roteiristas para escrever as histórias.

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    "Estamos focados em ser fiéis aos quadrinhos", disse à Variety Sanford Panitch, presidente da Columbia Pictures, o executivo que supervisiona o que está sendo apelidado internamente de Universo Sony dos Personagens da Marvel ou SumC (abreviação de Sony’s Universe of Marvel Characters).

    Isso porque, com a aquisição do estúdio de cinema da Fox pela Disney, a Sony é agora o único grande estúdio fora do Magic Kingdom com os direitos de licenciamento dos personagens da Marvel. A Fox teve os direitos de "O Quarteto Fantástico" e "X-Men", pilares do império Marvel, mas agora, graças à magia da trilhonária fusão corporativa, será possível fazê-los interagir com o Capitão América, o Homem de Ferro e outros membros dos Vingadores. O pacto de licenciamento da Sony com a Marvel inclui direitos de uso sobre aproximadamente 900 personagens.

    "O Homem-Aranha se conecta a muitos personagens", continua Panitch. "Há vilões, heróis e anti-heróis, e muitos são os personagens femininos".

    Neste inverno, o estúdio está lançando "Home-Aranha no aranhaverso" ("Spider-Man: Into the Spider-Verso"), que mostra Miles Morales, um adolescente afro-Latino que toma para si a roupa do Homem-Aranha. A escolha do personagem-título reflete o impulso por diversidade da Sony - um compromisso que também pode ser reconhecido na escolha de Ella Balinska e Naomi Scott para a nova versão de "As Panteras", por exemplo.

    Tudo o que sabemos sobre 'Homem-aranha: De volta ao lar'


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    RIO - O primeiro trailer do documentário de Michael Moore sobre o presidente americano Donald Trump, "Fahrenheit 11/9", acaba de ser lançado com a promessa de um olhar incendiário sobre a vida moderna na América. No novo filme, o cineasta vencedor do Oscar com "Tiros em Columbine" descreve Trump como "o último presidente dos Estados Unidos". O título do filme é uma referência ao dia em que ele ganhou a eleição, 9 de novembro de 2016.

    Não confundir com "Fahrenheit 9/11", de 2004, em que Moore aborda as causas e consequências dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, centrando na figura do então presidente, George W Bush. "Fahrenheit 9/11" continua sendo o documentário de maior bilheteria de todos os tempos, tendo faturado US$ 222 milhões em todo o mundo. De lá para cá, Moore também lançou "Capitalism: a Love Story", que é um olhar brutal sobre o sistema capitalista americano, e está disponível no US Netflix.

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    O novo filme está marcado para estrear no Festival Internacional de Cinema de Toronto deste ano, antes do lançamento nos Estados Unidos, marcado para 21 de setembro. Em uma entrevista com o HuffPost, Moore descreve Trump como "gênio do mal".

    No trailer, ele pergunta "Como diabos isso não aconteceu?". E inclui referências ao massacre de Douglas High School (em fevereiro deste ano, quando Marjory Stoneman matou 17 pessoas e feriu 15, no que ficou conhecido como o atentado mais mortal em escolas americanas), bem como à crise da água da cidade de Flint, berço da General Motors. Lá, desde 2014 a água que sai das torneiras está contaminada com alta concentração de produtos tóxicos. A prévia do filme mostra Moore usando a água de Flint para limpar a casa do governador de Michigan, Rick Snyder.

    Ao lançar o trailer do filme, Moore disse esperar levar milhões de pessoas às urnas para derrubar Trump. Confira alguns dos documentários de Michael Moore


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