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    RIO — A estranheza que a música alternativa exibe no fim desses anos 2010, com batidas, efeitos e manipulações de voz resultantes de utilizações aparentemente irresponsáveis da eletrônica, deve um tanto ao grupo americano Animal Collective. Foi a evolução dos experimentos em seu oitavo álbum, “Merriweather Post Pavillion” (2009), que abriu caminho para que a nova geração se aventurasse sem medo em misturas e procedimentos musicais excêntricos, atualizando o conceito de psicodelia para os novos tempos. Dez anos se passaram e o grupo não abandonou seus princípios, tanto em seus trabalhos conjuntos quanto nos solos de seus integrantes — caso de “Buoys”, de Panda Bear, que tem lançamento mundial dia 8 pelo selo Domino.

    — O nome (“boias”, em português) veio de uma memória de quando eu era jovem, estava olhando para o oceano e vi coisas coloridas e brilhantes, que eram armadilhas para pegar lagostas, cada uma pintada de forma específica para que os pescadores soubessem que eram as suas — conta por telefone o músico, cujo nome de batismo é Noah Lennox. — Como acabei falando sobre impulsos humanos em muitas das músicas do disco, pensei que poderia usar a metáfora do corpo como uma boia: um objeto que está na superfície, mas que, lá no fundo, esconde algum tesouro ou segredos. Links Panda Bear

    O sexto álbum do Panda Bear nasceu do show que Noah e seu parceiro de Animal Collective Dave Portner (de codinome Avey Tare) fizeram para lembrar o repertório do disco “Sung tongs”, lançado em 2004 pelo Animal Collective. Em agosto do ano passado, o espetáculo chegou ao Rio de Janeiro, no Festival Queremos!, na Marina da Glória.

    — As composições do novo disco vieram quando eu estava ensaiando as músicas de “Sung tongs” para os shows. Tinha um bom tempo que eu não tocava violão e tive que reaprender não só as canções mas como tocar violão. Levei tanto tempo para recuperar essa habilidade manual que, no processo, acabei criando melodias e canções — relata Noah, que chega a namorar a bossa nova em “Dolphin”, primeiro single de “Buoys”. — Para alguém que, como eu, aprecia vários tipos de música, acho que essa influência brasileira sempre esteve lá, algumas vezes de forma mais perceptível, outras não. A música da qual eu primeiro gostei foram os sucessos de rádio nos anos 80, depois foi a bossa nova. Panda Bear - Dolphin

    Como estava ocupado com as gravações de seu disco do Panda Bear, ele não participou de “Tangerine reef”, álbum audiovisual sobre a devastação dos corais que o Animal Collective lançou em agosto.

    — Adoro o disco, e acho que era essa mesmo a resposta que você esperava de mim — ironiza o músico. — Gosto muito dessa forma de trabalhar. Acho que fomos relaxando um pouco nos últimos anos, havia sempre as mesmas três ou quatro pessoas nos discos do Animal Collective, mas nem sempre foi assim. Quando começamos o grupo 20 anos atrás, a ideia era que a banda poderia existir com quantos integrantes se quisesse ter.

    Um novo patamar

    Noah tem dificuldades em reconhecer o impacto de “Merriweather Post Pavillion” no trabalho de artistas das gerações seguintes.

    — Mas se alguém chega para mim e diz que o disco o influenciou, eu acredito — diz. — Ainda gosto dele, mas parece para mim que nós o gravamos há séculos. Tem procedimentos e estéticas ali que estavam sendo experimentadas, e hoje eu aprecio bastante. Em termos criativos, ele estabeleceu um outro patamar para nós. Panda Bear - Buoys (Promo)

    Aos 40 anos, casado, pai de um casal, morador de Lisboa, e prestes a iniciar um novo trabalho com o Animal Collective, Noah se considera um sortudo:

    — É engraçado porque meus filhos não são lá grandes fãs da minha música. Mas me sinto abençoado.


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    RIO — Dez diferentes corpos, vivências pessoais e experiências estéticas. Algumas delas estarão entrecruzadas a partir deste sábado, no Galpão Bela Maré, na comunidade da Nova Holanda, Zona Norte do Rio, na segunda edição do projeto Bela Verão. Com o título de “Transcendências”, a coletiva reúne obras selecionadas a partir de um edital lançado em dezembro de 2018, com recorte voltado a artistas LGBTQI+ oriundos de espaços populares do estado do Rio de Janeiro.

    Links Galpão Bela MaréDas obras selecionadas, estão trabalhos em múltiplos suportes, da pintura ao vídeo, assinados por Agrippina R. Manhattan, Ju Angelino, Matheus Jadejishi, Carlos Marra, Daniel Santiso, Guilherme Martins, Alan Muniz, Nelson Almeida, Diógenes Magno e o coletivo Anarca Filmes (formado por Lorran Dias, Clarissa Ribeiro, Mari Cavalcanti e Bianca Kalutor). Algumas obras abordam diretamente temas ligado ao recorte de gênero, como a instalação/performance “Cuarto”, criada a partir das memórias de infância de Carlos Marra, quando experimentava objetos pessoais de sua mãe. Outras miram questões distintas, como “13 + 17”, na qual Daniel Santiso reproduz uma ação realizada em novembro passado no Centro da cidade, em que uma urna e 30 cédulas são disponibilizadas ao público, abaixo de uma faixa onde se lê “Direito ao ócio”. Todos os trabalhos, contudo, refletem experiências e inquietações de seus autores.

    — Quando o edital saiu não tinha obra pronta, mas me vi na obrigação de ocupar este espaço — conta Ju Angelino, 27 anos, moradora do Morro do Dendê e estudante da Escola de Belas Artes (EBA) da UFRJ. — A sociedade em geral tem medo de ser assaltada ou de bala perdida. Eu preciso ter medo da homofobia, do racismo, do feminicídio. Estar aqui é um privilégio, se pensarmos que um de nós morre a cada 19 horas.

    Lacraia vive.pngNatural de Uberaba (MG) e residente no Rio desde 2016, o estudante de dança da UFRJ Guilherme Martins, de 21 anos, acredita que, mesmo não estando em primeiro plano, as questões de gênero acabam perpassando de alguma forma as obras:

    — A gente vive dentro de uma ideologia de gênero, mas de maneira inversa ao que se diz. Vivemos num sistema cisgênero, e até para a gente é luta constante para não corresponder a essa norma o tempo todo. Por que estes outros corpos não eram discutidos? Na arte, criamos uma nova norma para reexistir dentro destes espaços.

    Ao mesmo tempo em que defendem a importância de denominações para a conquista de espaços, os artistas também afastam os rótulos que possam ser impostos a sua produção. Autor da tela “Tudo bem em amar”, o estudante da EBA Matheus Jadejishi, de 22 anos, aborda na obra a “normatização da bissexualidade”.

    80570083_SC Rio de Janeiro RJ Projeto Bela Verão no galpão de Maré Grupo de artista que iram expor F.jpg— Sei da importância de se assumir para marcar espaços, mas também luto por um mundo onde isso não seja uma questão — comenta. — Minha obra fala que sentir uma confusão não é problema, tudo bem amar um gênero hoje e outro amanhã.

    Curador da mostra e coordenador educativo do Galpão, Jean Carlos Azuos destaca a importância de abordar não apenas a questão de gênero, mas essas vivências em um espaço periférico.

    — A transcendência proposta pelo título vai além das siglas, é preciso entender estes corpos plurais, que também podem ser negros ou estar dentro de outros recortes. É importante trazer temas assim para este território. Quem daqui pode se deslocar para o Jardim Botânico para ver a “Queermuseu” (exposição montada no Parque Lage no ano passado)? São temas fundamentais, sobretudo no momento que atravessamos.

    Para o morador da Maré Carlos Marra, é preciso fortalecer o discurso de que a população LGBTQI+ é a sociedade, e não apenas “parte” dela. E que, além de suas demandas específicas, ela também enfrenta as mesmas questões sociais.

    — Temos uma ausência do estado e, ao mesmo tempo, sofremos uma violência constante por parte dele, além dos grupos civis armados. Na Maré moram 130 mil pessoas, mais que muitos municípios. E por que este “município” não tem um hospital, só postos de saúde e clínicas da família? — questiona Marra. — São muitas coisas que se atravessam. Por isso a urgência de falar, para reafirmar identidades, marcas e a alegria de ser quem somos.

    “Bela Verão — Transcendências”

    Onde: Galpão Bela Maré — Rua Bittencourt Sampaio, 169, Maré (3105-1148). Quando: Ter. a sáb., das 10h às 18h. Abertura sábado, às 16h. Até 23/2. Quanto: Grátis. Classificação: Livre (com obras para 16 anos).


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    Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.

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    RIO - O Oscar acontece só em 24 de fevereiro, mas, com a temporada de premiações a todo vapor, já é possível destacar os favoritos à estatueta. As premiações dos sindicatos — em especial dos atores (SAG), diretores (DGA) e produtores — são os principais termômetros para o mais importante evento do cinema americano. Veja uma seleção dos filmes favoritos a disputar o Oscar.

    'Roma'

    O filme de Alfonso Cuarón encantou críticos com a história sensível de uma empregada doméstica durante os turbulentos anos 70, no México. Disponível na Netflix, é o longa mais premiado da temporada. Cuarón está indicado ao prêmio do Sindicato dos Diretores (DGA).

    'Nasce uma estrela'

    nasce-uma-estrela-800x445.jpgO drama musical estrelado por Lady Gaga e o diretor Bradley Cooper é presença garantida no Oscar. Venceu o prêmio de melhor direção no National Board of review e lidera as indicações ao Sindicato dos Atores (SAG), o que o coloca como um dos favoritos na corrida. Está em cartaz nos cinemas e pré-venda no iTunes.

    'Green book: o guia'

    78993406.jpgEstrelado por Viggo Mortensen e Mahershala Ali, ambos indicados ao SAG, a dramédia de temática racial gira em torno da relação entre um pianista negro e seu motorista branco. Saiu como grande vencedor do Festival de Toronto e do Globo de Ouro (categoria de comédia), mas pode ter futuras chances minadas por causa de polêmicas envolvendo a equipe do filme. Concorre ao Sindicato dos Produtores (PGA). Estreia em 24 de janeiro.

    'A favorita'

    79225122_SC - São Paulo SP - Rachel Weisz em cena de A favorita de Yorgos Lanthimos vencedor do Gran.jpgO diretor grego Yorgos Lanthimos agradou à crítica em cada filme que fez ("Dente canino", "O lagosta", "O sacrifício do cervo sagrado"). Mas foi com essa dramédia de época que conquistou Hollywood de vez. No elenco estão Rachel Weisz, Olivia Colman e Emma Stone, todas indicadas ao SAG. Estreia no dia 24 de janeiro.

    'Um lugar silencioso'

    um-lugar-silencioso.jpgTerror mais elogiado do ano, o filme foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Produtores, o que o coloca numa posição de prestígio na temporada. Emily Blunt, indicada ao SAG, também é forte candidata ao Oscar. Disponível em VOD.

    'Pantera Negra'

    pantera.jpgO longa da Marvel fez História por ser o primeiro grande longa de super-herói com elenco negro. Disputou o Globo de Ouro e agora concorre ao prêmio do Sindicato dos Produtores (PGA). Por esses motivos, é cotado para o Oscar de melhor filme. Disponível em VOD.

    'Infiltrado na Klan'

    79976527_sc - Filme Infiltrado na Klan de Spike Lee Adam Driver stars as Flip Zimmerman and Joh.jpgGrande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, o filme, sobre um policial negro que se infiltra na Ku Klux Klan, vem sendo considerado um dos melhores da carreira de Spike Lee. Tem indicações ao DGA, PGA e SAG. Em cartaz nos cinemas.

    'Se a Rua Beale falasse'

    MV5BNWQwYjcwOTEtYTlkMS00ODU5LTk4MDItOTJlN2VkY2RiNWQyXkEyXkFqcGdeQXVyMzE0NjYyNDQ@._V1_.jpgDepois de fazer 'Moonlight', que venceu o Oscar de melhor filme, Barry Jenkins volta com com o romance baseado na obra homônima de James Baldwin. Regina King já venceu o Globo de Ouro de atriz coadjuvante e muito provavelmente estará no Oscar. Estreia em 24 de janeiro.

    'Bohemian Rhapsody'

    79638534_RS - Rami Malek interpreta Freddie Mercury no filme Bohemian rhapsody.jpgA crítica torceu o nariz, é verdade. Mas a indústria preferiu focar nas partes boas da cinebiografia da banda Queen. Assim, o filme concorre ao PGA e SAG — além de ter ganho o Globo de Ouro de melhor filme de drama, para a surpresa de muita gente. O ator Rami Malek é um dos favoritos ao Oscar. Em cartaz nos cinemas.

    'Vice'

    MV5BNmE2M2ZmYzctMzAyZi00MzEzLWFlNzUtZTY5ZGIxOTlmNTQ4XkEyXkFqcGdeQXVyNzg2ODI2OTU@._V1_.jpgSátira política sobre o vice-presidente Dick Cheney, o longa de Adam McKay (de "A grande aposta") está indicado ao PGA. Os atores Christian Bale e Amy Adams concorrem ao SAG, o que lhes coloca como fortes candidatos ao Oscar. Estreia em 31 de janeiro.


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    RIO - Com o pretexto das comemorações dos 20 anos de estreia de "Família Soprano", fizemos uma seleção de séries sobre o tema. Como as configurações familiares variam muito, as sugestões de hoje também agradarão a muitos paladares. Escolha a sua.

    'Famiglia'

    "Família Soprano" acaba de completar 20 anos e ganhará um filme, “The many saints of Newark”, que será ambientado nos anos 1960 (período anterior ao retratado na série). Na história que foi ao ar na TV, acompanhamos Tony Soprano (James Gandolfini), um líder mafioso de origem italiana que mora nos Estados Unidos. Personagem dos mais complexos, ele é cruel em sua atividade profissional e amoroso em casa. Tony também frequenta o divã de uma psicanalista. A série é considerada por muitos a melhor de todos os tempos.

    Cotação: Ótima

    Onde: HBO Go

    Humor:

    Criação de Miguel Falabella, "Pé na cova" acaba de voltar ao ar no Viva. Ela retrata uma família disfuncional liderada por Ruço (Falabella), dono de funerária no subúrbio do Rio. Também fazem parte da história a ex-mulher dele, Darlene (Marilia Pêra), a atual esposa, Abigail (Lorena Comparato), e os filhos, Odete Roitman (Luma Costa) e Alessanderson (Daniel Torres). A série mistura um humor refinado com uma dose de melancolia.

    Cotação: Ótima

    Onde: Viva

    Duas temporadas:

    "Atypical" acompanha Sam (Keir Gilchrist), um garoto de 18 anos que está dentro do espectro autista. Na segunda temporada, Casey (Brigette Lundy-Paine), a irmã caçula, ganha espaço. As brigas entre seus pais, Elsa (Jennifer Jason) e Doug (Michael Rapaport), também têm destaque. Cotação: ÓtimaOnde: Neflix

    kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/critica/noticia/2018/09/nova-temporada-da-irresistivel-atypical.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newskogut Poder:Se você busca um drama, "Succession" é uma ótima pedida. A ação gira em torno de Logan Roy (Brian Cox), dono de conglomerado de mídia. Seus quatro filhos, todos problemáticos, disputam o poder de suas empresas. A segunda temporada estreia ainda este ano. É imperdível. Cotação: ÓtimaOnde: HBO

    kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/critica/noticia/2018/07/succession-tem-episodio-antologico.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newskogutPapai, mamãe, titia: É impossível fazer uma seleção de histórias de famílias sem incluir Nenê (Marieta Severo), Lineu (Marco Nanini) e cia, de "A grande família". A série está no Globoplay e a Globo passará a exibir seus melhores momentos a partir do dia 21, depois da Sessão da tarde. Cotação: ÓtimaOnde: Globo e Globoplay

    kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/critica/noticia/2014/09/grande-familia-o-seriado-que-usou-o-tempo-seu-favor.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newskogut


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    SÃO PAULO - Duas polêmicas envolvendo "Green book" podem tirar o longa de Peter Farrelly da corrida pelo Oscar, o prêmio da indústria cinematográfica americana que este ano acontece em 24 de fevereiro. No domingo, o filme, que conta a história da relação entre um motorista branco e seu patrão negro nos anos 1960, levou três Globos de Ouro.

    A controvérsia mais recente está relacionada a Nick Vallelonga, que ganhou o prêmio de melhor roteiro pelo filme na cerimônia promovida pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood. Um tuíte de Vallelonga, publicado em 2015, mostra o produtor e roteirista concordando com uma afirmação não confirmada do presidente Donald Trump de que muçulmanos teriam aplaudido a queda dos prédios do World Trade Center, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001.

    Na publicação, que foi retirada do ar logo após a repercussão na imprensa americana, Vallelonga escreve: "@realDonaldTrump 100% correto. Muçulmanos em Jersey City comemoraram quando as torres caíram. Eu vi, como você deve ter visto, provavelmente em telejornal local da CBS".

    Tuíte Horowitz - 'Green book'

    A descoberta e a divulgação do tuíte repercutiu muito mal. Jordan Horowitz, produtor de "La la land", escreveu: "Nick Vallelonga escreveu 'Green book'. Minha indústria acaba de dar a ele um Globo de Ouro pelo roteiro. Isso (o Tuíte de Vallelonga) continua na sua linha do tempo. Mahershala Ali é muçulmano, e um homem belo, doce e generoso. Isso tudo é nojento demais".

    A trama de "Green book" é livremente inspirada em uma história vivida pelo pai de Vallelonga, Tony Lip (Viggo Mortensen), que nos anos 1960 trabalhou como motorista do pianista negro e gay Don Shirley (Mahershala Ali). Em uma longa turnê pelo sul, ambos acabam criando uma relação de amizade, apesar do racismo naturalizado pela sociedade da época. Por sua atuação, Ali ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante.

    80551843_FILES In this file photo taken on January 6 2019 Best Actor in a Supporting Role in any Mot.jpg

    Em outra ponta, o diretor do filme, Peter Farrelly, pediu desculpas por ter exibido seu genital para a atriz Cameron Diaz em uma reunião de trabalho para decidir a participação dela em um dos filmes dele e seu irmão. O encontro foi descrito pela própria atriz em reportagens em que ela falou candidamente sobre o fato. Em uma delas, publicada pela revista "The Cut", pode-se ler:

    Links Globo de Ouro

    "Como os irmãos Farrelly convenceram-na (a atuar em 'Quem vai ficar com Mary?')? Diaz não consegue ficar séria. Ao invés disso, ela ri ao contar os detalhes do encontro com a dupla. 'Estávamos em um restaurante e Peter Farrelly me mostrou o pênis dele', diz ela, na verdade. 'Aquilo foi o suficiente, de verdade. Ele conseguiu que eu concordasse. Era tudo que ele precisava saber. Para mim, estava tudo bem."

    Em um comunicado enviado para a CNN, Farrelly escreveu: "Verdade. Fui um idiota. Fiz isso décadas atrás e achei que estava sendo engraçado e a verdade é que me sinto envergonhado e isso me faz muito mal agora. Eu sinto muito".

    Como se não bastasse, Viggo Mortensen também foi criticado por ter usado um termo considerado racista ao invés de "afro-americano", considerado politicamente correto, para se referir a alguém. Foi durante a turnê de imprensa e ele foi obrigado a pedir desculpas.


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    NOVA YORK — Três anos após a morte de David Bowie, duas lendas da música americana se reuniram em Los Angeles para prestar uma homenagem especial. John Adams conduziu a Filarmônica de Los Angeles na estreia da "Sinfonia n° 12" de Philip Glass, no Walt Disney Concert Hall, na quinta-feira. Mais duas apresentações estão marcadas para sexta-feira e domingo.

    O trabalho é inspirado no álbum "Lodger" (1979), colaboração de Bowie com Brian Eno e o produtor Tony Visconti, último da trilogia de Berlim que também inclui "Low" e "Heroes", ambos de 1977. A admiração de Glass por Bowie já é antiga: sua "Primeira Sinfonia" (de 1992) foi baseada em “Low”; e a "Quarta Sinfonia" (1996), em "Heroes".

    Philip Glass: Symphony No. 1, 'Low'

    — Eu adiei o terceiro (álbum) por um longo tempo (20 anos) até perceber que tinha uma dívida com eles — disse Glass em uma recente entrevista por telefone.

    Adams também participou da teleconferência — ele em Berkeley, na Califórnia, Glass em Nova York — para discutir a sinfonia, Bowie e se a música de Glass é difícil de conduzir. Seguem trechos editados da conversa.

    Como essa sinfonia surgiu?

    capa-lodger-David-Bowie.jpgPHILIP GLASS: É parte de um compromisso que eu fiz com David Bowie e Brian Eno para pegar três de seus discos e transformá-los em sinfonias. Em “Lodger”, para mim, o mais interessante são as letras, os poemas. Nos álbuns anteriores, as ideias musicais eram bastante desafiadoras e valia a pena trabalhar nelas, mas quando cheguei em “Lodger”, não encontrei esse interesse na parte musical; o interesse estava no texto.

    Depois de hesitar um pouco, achei que poderia fazer uma música sinfônica. (Gustav) Mahler, claro, era o melhor nisso. Eu usei sete dos textos, não todos os 10. Isso teria feito a sinfonia durar mais de uma hora, e não era o que eu queria. Eu não sei, John, se você está ciente disso, mas (o álbum) foi escrito — as palavras foram escritas — quando David estava morando em Berlim.

    JOHN ADAMS: Sim, você mencionou isso.

    GLASS: Brian e Iggy Pop também estavam lá. Aqueles eram seus companheiros. Eles estavam tentando criar um filme a partir de "O Idiota", de Dostoiévski. Nenhum deles falava russo, nem mesmo alemão. Mas, por outro lado, eram três pessoas realmente interessantes. Ícones, todos eles.

    ADAMS: Um texto realmente ótimo é tão inspirador, que produz a melhor música. Se hoje eu tenho uma preocupação com algumas óperas, é porque os textos não são bons o suficiente. Não precisa ser alguém com uma base literária profunda, pode ser um David Bowie ou Brian Eno. Uma grande caracrerísticas da música americana éa total interseção, se você quiser chamar assim, de (cultura) alta e baixa, popular e erudita. Eu acho que Philip e eu compartilhamos isso. Temos filtros muito soltos em termos de classificação.

    Quando vocês ouviram a música um do outro pela primeira vez?

    ADAMS: O que me lembro mais vividamente é uma turnê com trechos de “Einstein on the Beach”, que ouvi em São Francisco nos anos 70. A partir desse momento eu conduzi algumas de suas peças: “Facades” e então eu acho que fizemos a primeira apresentação de partes de “Akhnaten” em Los Angeles em um programa de Phil, 50 minutos que valeram a pena. Eu fiz a Nona Sinfonia, novamente em L.A., e agora isso.

    Cheguei à idade adulta durante o que hoje chamamos de maus velhos tempos, quando o mundo dizia que você precisava escolher entre o modernismo europeu e sua versão americana, ou a estética cageana. Ouvir a música de Philip e a de Steve (Reich) era essa maravilhosa, nova possibilidade de uma linguagem que abrangia ambas tonalidades e meio que convivia com uma pulsação inédita, original e fresca.

    GLASS: Fiquei muito entusiasmado ao ouvir o trabalho de John —“Nixon in China”, é claro, sobre o qual conversamos várias vezes. Não é suficiente criar um estilo de música ou identidade própria; o que você realmente quer é estar na companhia de outras pessoas. É mais significativo fazer parte de um grande grupo de pessoas compartilhando ideias. Ele foi a primeira pessoa que conheci que não fazia parte da minha geração imediata, mas tinha interesse e talento. Quantas óperas você tem agora? Cinco ou seis?

    ADAMS: (rindo) Não tantas quanto você! (Dependendo de como você conta, Glass compôs quase 30 óperas.)

    A música de Philip é difícil de conduzir?

    ADAMS:A absorção da música orquestral de Philip para o repertório regular continua a ser lenta. Me surpreende que mais maestros não tenham experimentado. Ele tem algumas sinfonias, como a Oitava, com alguns desafios rítmicos.

    Mas a condução não é difícil em um nível técnico. Acho que o desafio é criar uma sonoridade, e com algumas orquestras é simplesmente o caso de alcançar o estado de espírito correto. Como a Nona Sinfonia, que tem quase uma hora de duração. Ela exige uma espécie de concentração zen dos músicos, como ocorre com algumas sinfonias de Bruckner. Não é como fazer “The rite of spring”, que te arrepia a cada 10 segundos. Você tem uma construção estável e uma linha longa.

    Com o que combina melhor?

    ADAMS: Eu não acho que haja um grande desafio. Você poderia misturá-la com qualquer coisa. Já vi programas com peças de Philip junto com músicas barroca; isso faz sentido de certa maneira. Coloquei suas peças menores em programas com minha própria música, mas às vezes com Steve ou Terry (Riley): óbvias conjunções harmoniosas. Este programa que estamos fazendo na Filarmônica de Los Angeles, estou montando com uma velha peça minha, "Grand Pianola Music".

    GLASS: Estou muito feliz em poder ouvi-la novamente. Eu não a escutava fazia muito tempo.

    Philip, te incomoda que essas sinfonias ainda não sejam executadas com mais frequência?

    GLASS: Muito pelo contrário: fico atônito com o público que tenho agora. Eu nunca pensei que essa música seria aceita desta maneira. Fiz minha primeira apresentação com a Filarmônica de Nova York aos 80 anos de idade. Caramba!

    Acho que em parte tive a ajuda de uma geração mais jovem com ideias e gostos mais amplos, então não pareço mais tão estranho quanto costumava ser. Não me tornei mainstream, isso seria um exagero, mas consigo saber pela ASCAP (a agência de licenciamento de música) que estou sendo ouvido.

    ADAMS: Uma coisa central sobre a música de Philip é que ela é totalmente original, é imediatamente identificável como dele, e isso é algo extraordinário, realmente muito raro. É surpreendente o que Philip fez, que foi pegar materiais muito simples e um modo simples de expressão, e criar algo original. E isso pegou de uma maneira imensamente popular. É uma honra fazer parte disso.

    GLASS: Eu tenho que pedir desculpas públicas por ter entregue a partitura tão tarde.

    ADAMS: (rindo) Tudo bem. Todos nós fazemos isso.


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    SÃO PAULO - Ganhador do Globo de Ouro de melhor roteiro por 'Green book', o produtor e roteirista Nick Valellonga divulgou na noite de quinta-feira um pedido de desculpas por um tuíte de 2015 em que era preconceituoso com a comunidade muçulmana nos Estados Unidos. No texto, publicado em sua conta no Twitter, que ele suspendeu após a polêmica, Vallelonga concorda com uma afirmação não confirmada do presidente americano Donald Trump de que muçulmanos teriam aplaudido a queda dos prédios do World Trade Center, em Nova York, após os ataques de 11 de setembro de 2001. Por esta e outras polêmicas envolvendo assédio e racismo, o filme corre o risco de ser ignorado no Oscar.

    No comunicado, o produtor e roteirista diz: "Eu gostaria de pedir desculpas. Passei a vida tentando encontrar um meio de levar para as telas essa história de superação de diferenças e peço desculpas a todos que estão associados à produção de 'Green book'. Gostaria especialmente de me desculpar com o incrível e gentil Mahershala Ali e a todos os membros do Fé muçulmana pela dor que causei.Também sinto muito pelo meu falecido pai que mudou muito com a amizade do Dr. Shirley, e prometo que esta lição não está perdida para mim. 'Green book' é uma história sobre amor, aceitação e superação de barreiras, e eu farei melhor".

    80551843_FILES In this file photo taken on January 6 2019 Best Actor in a Supporting Role in any Mot.jpg

    A trama de "Green book" é livremente inspirada em uma história vivida pelo pai de Vallelonga, Tony Lip (Viggo Mortensen), que nos anos 1960 trabalhou como motorista do pianista negro e gay Don Shirley (Mahershala Ali). Em uma longa turnê pelo sul, ambos acabam criando uma relação de amizade, apesar do racismo naturalizado pela sociedade da época. Por sua atuação, Ali ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante.

    Entenda o caso

    Na publicação de 2015, que foi retirada do ar logo após a repercussão na imprensa americana, Nick Vallelonga escreveu: "@realDonaldTrump 100% correto. Muçulmanos em Jersey City comemoraram quando as torres caíram. Eu vi, como você deve ter visto, provavelmente em telejornal local da CBS".

    Tuíte Horowitz - 'Green book'

    Jordan Horowitz, produtor de "La la land", escreveu: "Nick Vallelonga escreveu 'Green book'. Minha indústria acaba de dar a ele um Globo de Ouro pelo roteiro. Isso ( o Tuíte de Vallelonga ) continua na sua linha do tempo. Mahershala Ali é muçulmano, e um homem belo, doce e generoso. Isso tudo é nojento demais".

    Links Globo de OuroO caso repercutiu muito mal na comunidade cinematográfica de Hollywood e pode levar 'Green book' a ser ignorado no Oscar, principal premiação da indústria americana do audiovisual, que este ano acontece em 24 de fevereiro. Outra polêmica ligada ao filme envolve o diretor Peter Farrelly e Cameron Diaz.

    Farrelly pediu desculpas por ter exibido seu genital para a atriz em uma reunião de trabalho para decidir a participação dela em um dos filmes dele e seu irmão, "Quem vai ficar com Mary" (1998). O encontro foi descrito pela própria atriz em reportagens em que ela falou candidamente sobre o fato.

    Em um comunicado enviado para a CNN, Farrelly escreveu: "Verdade. Fui um idiota. Fiz isso décadas atrás e achei que estava sendo engraçado e a verdade é que me sinto envergonhado e isso me faz muito mal agora. Eu sinto muito".

    Como se não bastasse, Viggo Mortensen também foi criticado por ter usado um termo considerado racista ao invés de "afro-americano", considerado politicamente correto, para se referir a alguém. Foi durante a turnê de imprensa e ele foi obrigado a pedir desculpas.


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    Em setembro de 2017 as autoridades americanas acusaram o governo de Cuba de ter lançado um “ataque acústico” contra a sua embaixada. Na sequência desse inédito ataque, 16 diplomatas foram hospitalizados, sofrendo problemas auditivos, tonturas e enjoos, tendo os americanos decidido repatriar mais da metade dos seus funcionários, ao mesmo tempo que ameaçavam Cuba com todo o tipo de retaliações. A grande interrogação que então se colocou, inquietando os militares de todo o mundo, foi: “que nova arma inventaram os cubanos?”

    Na passada sexta-feira, cientistas americanos divulgaram o resultado de apuradas análises às gravações de áudio disponibilizadas pelos diplomatas. O som gravado é o de grilos machos (da espécie Anurogryllus celerinictus), tentando atrair as fêmeas. Grilos. Sim, grilos. Ou seja: os grilos de Havana aterrorizaram, durante meses, a mais poderosa potência militar do planeta — desorientando, no processo, outras tantas.

    O estudo dos cientistas americanos deve ter sido recebido em Havana com largas gargalhadas, mas também com inevitável desapontamento. Afinal de contas aquela arma misteriosa deu, durante alguns meses, um imprevisto fôlego à capacidade dissuasória do enfraquecido exército cubano.

    No sul de Angola, em Benguela, existe um pequeno inseto, o martrindinde, capaz de produzir com as asas um som muito mais estridente do que o de qualquer grilo (mesmo cubano). Imagino os estragos que uma brigada de martrindindes, bem treinada, poderia fazer. Aliás, bastaria um único e bravo martrindinde, infiltrado na Casa Branca, para alterar para sempre a história americana. Espero que a inteligência militar angolana leia esta coluna e decida investir nos martrindindes.

    Já os cubanos, angolanos, brasileiros e, regra geral, todos os povos das bem-aventuradas nações tropicais, habituados a enfrentar o cotidiano “ataque acústico” de cigarras, grilos, sapos e martrindindes, não têm que recear senão a música country e as duplas sertanejas.

    Nos EUA prossegue, entretanto, a longa novela do muro. O governo americano continua parcialmente paralisado (ao menos até a data em que escrevo esta coluna). Além disso, Donald Trump ameaça declarar estado de emergência nacional, o que lhe permitiria tomar uma série de medidas extraordinárias, incluindo a mobilização de fundos militares, mas também elevaria o conflito com os democratas a um nível nunca antes visto.

    Desesperado, Trump esperneia, dá murros nas mesas (literalmente) e desdobra-se em mentiras. A fronteira serve de passagem para terroristas — afirma. Quais terroristas? Não sabe dizer. Os traficantes usam as áreas desprotegidas para passar a droga que todos os dias mata centenas de cidadãos americanos. Sim, é verdade que uma boa parte das drogas que entram nos EUA passam pela fronteira com o México, mas vão escondidas em veículos que a cruzam legalmente. Etc., etc.

    Inventar “armas acústicas” e outros perigos inexistentes pode funcionar durante algum tempo, assustando as pessoas, e unindo-as contra o inimigo comum. Contudo, mais dia menos dia, alguém acaba descobrindo que o suposto inimigo era, afinal, um simples grilo. Por vezes é tarde demais. A história está cheia de embustes triunfantes. Quero acreditar, contudo, que Donald Trump cairá derrubado pelas próprias mentiras.


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    Em uma pequena sala preenchida com réplicas de obras-primas de Leonardo da Vinci, Lucia Borgonzoni, subsecretária italiana para a cultura e membro do partido de direita Liga Norte, confirmou sua aversão aos franceses, a quem ela acusou de tentar se apropriar culturalmente de Leonardo para uma exposição em 2019 no Louvre em comemoração aos 500 anos da morte do pintor. E isso era apenas o começo.

    Links Da VinciA França teria tratado a Itália com “desrespeito” e como um “supermercado” ao “enviar uma lista de compras” das obras que gostaria de tomar emprestado — essencialmente tudo. Ela disse que “provavelmente nenhum outro país ousaria” se comportar como a França, polemizando a questão enquanto olhava para uma “Mona Lisa” falsa no museu Leonardo da Vinci Experience, próximo ao Vaticano. Ao examinar com cuidado reproduções do Homem Vitruviano e da Anunciação, disse com deboche: “Vamos dar estes a eles.”

    Poucas coisas têm sido consideradas além do limite desde que o partido de extrema-direita apoiado por Borgonzoni, a Liga, começou a defender seu manifesto “Italianos em primeiro lugar”. As italianas estão sendo incentivadas a ter mais filhos. Os imigrantes estão sendo barrados. Matteo Salvini, líder do partido, lota suas páginas nas redes sociais com posts sobre massas e vinhos italianos.

    O nacionalismo — tabu por meio século após o fim da Segunda Guerra e a queda de Mussolini — de repente voltou à moda, como se toda disputa política possível fosse moldada em tons chauvinistas. A cultura até então tinha conseguido se manter em um terreno neutro. Não mais.

    — Pertencer à Liga é nossa maneira de enxergar o país, a sociedade e o mundo, comentou Lucia sobre o manual do partido.

    O pródigo Da Vinci

    LEONARDO_HOROWITZ_LSPR_4_1823738.JPGNo caso de Leonardo, o resultado pode tanto ser visto como uma gafe deselegante e imatura, como nas críticas da subsecretária, ou como uma manobra política bem-sucedida antes das eleições para o Parlamento europeu, que serão realizadas em maio. De qualquer maneira, Borgonzoni ajudou seu partido a aumentar as tensões com a França em um momento em que a Europa já passa por um dramático realinhamento político.

    Junto com os burocratas de Bruxelas, o presidente francês pró-europeu Emmanuel Macron tem sido o alvo preferido de um governo italiano populista que vem repetidamente provocando, e ganhando, batalhas políticas sobre tudo, desde a migração até o comércio.

    — Nossos Estados estão passando por um momento de fricção, que agora envolve obras de Leonardo — declarou Borgonzoni, neta de um pintor italiano que trabalhou como designer de interiores.

    Nascido em 1452 em Vinci, séculos antes da criação do Estado italiano, Leonardo cresceu em Florença, viveu em Milão e passou por Roma antes de se mudar para a França, onde morreu e foi enterrado. O rei Francisco I da França comprou dos herdeiros a “Mona Lisa”, hoje no Louvre, museu que possui mais pinturas de Leonardo. Segundo Borgonzoni, em troca da “lista de compras” solicitada à Itália, o Louvre não fez ofertas concretas para uma exibição em Roma em comemoração aos 500 anos da morte de Rafael em 2020.

    Os franceses responderam com manchetes furiosas e avisos de que a Itália estava correndo o risco de alienar os negócios e o turismo da França e de se isolar de parceiros europeus.

    “É uma novela italiana”

    LEONARDO_HOROWITZ_LSPR_5_1823741.JPGHavia um espírito de cooperação nasceu entre o governo de centro-esquerda anterior e a França, que continuou acreditando que os museus italianos emprestariam trabalhos relevantes de Leonardo para a retrospectiva em Paris.

    “É uma novela italiana”, opinou Simone Verde, diretora da National Gallery de Parma, que decidiu, em outubro, enviar ao Louvre "La Scapigliata", de Leonardo, a única obra relevante até agora.

    Alguns italianos temem que o Louvre possa punir a Itália emprestando suas pinturas de Rafael à National Gallery de Londres, que também planeja uma grande exposição do pintor para 2020. Alguns diretores dos museus italianos disseram que, de qualquer maneira, o país teria obras de Rafael suficientes para organizar uma mostra de sucesso.

    Borgonzoni riu da ameaça de que o Louvre pudesse cortar relações com a Itália ou de que o país, com toda a sua riqueza cultural, poderia ser isolado pelas brigas que iniciou.

    — Vou dizer uma coisa: estive há pouco com um representante da Mongólia. O isolamento da Itália, do ponto de vista cultural, é a última coisa que pode acontecer — sentenciou Lucia.


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    RIO — O fim do Matanza durou pouco. A banda, que havia decretado o encerramento das atividades em outubro passado, anunciou o retorno nesta sexta-feira: "Vou continuar compondo, escrevendo e desenhando, partindo do mesmo algoritmo, se me permitem a metáfora cretina", disse o compositor, guitarrista e ilustrador Marco Donida, no Instagram.

    Com o nome Matanza Inc ("porque é preciso diferenciar essa nova fase da banda", escreveu Donida, que fez uma referência ao Venom, dinossauro inglês do heavy metal que se dividiu entre Venom e Venom Inc), o quarteto carioca também terá um novo vocalista: Vital Cavalcante (ex-Poindexter e Jason). Ele substitui Jimmy London, um dos fundadores do grupo, criado em 1996.

    — É uma nova fase porque não quero dar a sensação de continuidade, como se só tivéssemos substituído o vocalista por um clone — diz Donida, ao GLOBO. — Queremos um novo caminho, com postura underground e simples. Não esperamos mais lotar o Circo Voador, nem fazer empreendimentos como o Matanza Fest. Queremos apenas nos divertir, inclusive em casas menores.

    Sem brigas

    Além de Donida e Vital, completam o grupo os integrantes de sua formação mais recente: o baixista Dony Escobar, o guitarrista Mauricio Nogueira e o baterista Jonas Cáffaro.

    Os próximos passsos, segundo Donida, serão marcar "ensaios pontuais" para gravar um álbum nos próximos meses. Ele afirma não ter mais contato com Jimmy London, mas reforça não haver clima de briga entre eles:

    — Não desejo o mal de ninguém. Tínhamos nossas diferenças, mas, da nossa parte, não há problema algum. Estamos mais velhos e não temos mais idade para ficar de rolê com a galera. Cada um está correndo atrás do seu.

    O Matanza foi uma das mais importantes bandas de rock pesado do Brasil. Foi fundada em 1996 por ex-integrantes do Acabou La Tequilla e inovou ao pegar elementos música country e inserir metal e hardcore, no que se convencionou a chamar de countrycore.

    Em 2009, Donida abandonou a estrada, preferindo trabalhar nas composições e gravações, além da parte gráfica, um dos elementos mais marcantes do grupo. Depois da separação, Jimmy London tem um projeto musical com o grupo Rats, além de outros empreendimentos.


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    RIO — Há 34 anos, no dia 11 de janeiro, Ney Matogrosso cantava "Deus salve a América do Sul" e abria o Rock in Rio, uma reunião de shows até então inimaginável no continente. Para comemorar a data sagrada, o festival, que terá mais uma edição em setembro de 2019, anunciou nesta sexta-feira a Rota 85, um espaço dedicado a seu ano de inauguração. Inspirada na Rota 66, rodovia que cruza oito estados dos EUA, a nova área terá "um cenário vintage com pontos de entretenimento, como uma borracharia, um bar com memorabília e um posto de gasolina", segundo um comunicado divulgado pelo festival.

    - Vamos surpreender mais uma vez - diz Roberto Medina. - São 34 anos de história, e quem nos ajuda a construir diariamente esta marca no Brasil e no mundo é o nosso público, que vibra com cada novidade, espaço e artista. Queremos que a festa seja impactante e em grande estilo, por isso a cada edição trazemos novos conteúdos. Momentos marcantes do Rock in Rio em 1985

    Além de atrações já confirmadas, como Iron Maiden, Scorpions (ambos presentes em 1985, quando estrearam em solo brasileiro), Slayer, Megadeth, Seal e P!nk, o festival marcado para o último fim de semana de setembro e o primeiro de outubro deste ano promete mais atrações extramusicais. A abertura das portas será sempre às 14h, para que o público possa circular por áreas como a Rota 85 e o Espaço Favela, inspirado nas comunidades cariocas, que terá atrações como a banda Canto Cego, Tuany Zanini, o pianista Jonathan Ferr e a dupla de funkeiros Cidinho e Doca.


    Ney Matogrosso na abertura do Rock in Rio de 1985


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    Ele conquistou a atenção dos estúdios americanos há 30 anos, quando dirigiu o thriller “Terror a bordo” (1989), estrelado por uma então desconhecida Nicole Kidman. A partir daí, deixou de lado uma carreira de contribuições para a TV e não largou mais Hollywood. Realizador de sucessos como “Jogos patrióticos”, “Perigo real e imediato” e “O colecionador de ossos”, o australiano Phillip Noyce vê-se agora novamente atraído pela televisão.

    De um lado, prepara o lançamento do filme policial “Above suspicion”, que tem estreia prevista para este semestre. Com elenco encabeçado por Emilia Clarke, a Daenerys Targaryen da série “Game of Thrones”, o longa conta a história do primeiro agente do FBI condenado por um crime.

    De outro lado, Noyce trabalha na série “What/If”, a estreia da atriz Renée Zellweger na TV, ainda sem data definida para chegar à Netflix.

    Ao mesmo tempo, o diretor desenvolve para a HBO a minissérie “American lion”, a partir da biografia de Andrew Jackson, o sétimo presidente americano, a ser interpretado por Sean Penn. Mas sobre essa ele ainda mantém o mistério.

    — A TV é a estrela do audiovisual — afirmou Noyce durante o Festival de Macau, no mês passado, onde serviu como jurado e selecionador, antes de pedir licença para responder a mensagens no celular.

    É que, além dos trabalhos engatilhados, ele ainda produz e dirige alguns episódios da série médica “The Resident”, em segunda temporada, na Fox.

    Cinema e televisão andam travando nova disputa por público. Quem está vencendo?

    A TV é a mídia do momento. É onde moram as narrativas mais audaciosas. Este período do ano, que costuma ser dominado pela temporada de prêmios do cinema em diversas partes do mundo, pode até sugerir algo diferente, mas a televisão, a tela doméstica, é a grande estrela do negócio audiovisual. O cinema produzido agora está voltado para o espetáculo, e não para os personagens.

    É diferente da TV que o senhor via e fazia nos anos 1980?

    Houve uma grande evolução. Hoje, é onde encontramos os melhores roteiros, atores e técnicos. Todos estão fazendo TV. E isso começou antes mesmo da entrada em cena das operadoras de streaming, com as TVs a cabo, quando elas perceberam que o drama original e surpreendente era uma forma de encontrar público. O streaming está dando continuidade ao filão descoberto pelo cabo. Temos que levar em consideração também que, agora, a televisão está mais maleável ao que as pessoas buscam, em termos de originalidade narrativa, visualização, atuação, mise-en-scène, tudo. É a era da ouro da TV.

    É por isso que o senhor decidiu dedicar mais tempo a projetos para a televisão?

    Com certeza. Antigamente, em Hollywood, as pessoas ficavam ao lado do telefone esperando serem chamadas para algum trabalho. Hoje, ninguém passa mais por isso, e não só porque temos celular. Há tanto trabalho acontecendo... Los Angeles sempre foi uma colmeia criativa, agora mais do que nunca, por causa do cabo e das operadoras de streaming.

    O que pode contar sobre a série “What/If”, que o senhor dirige para a Netflix e será a estreia da atriz Renée Zellweger na TV?

    É uma história meio fantástica, quase ficção científica. Está sendo escrita pelo Mike Kelly, autor de “Revenge”, série a qual dirigi o piloto e o primeiro episódio. Mike é um desses cara que falam diretamente a você, o que não é fácil encontrar. Escreve peças profundamente psicológicas e ao mesmo tempo muito cinematográficas também. Ele é um grande escritor, cria personagens invariavelmente presos no passado, no presente e no futuro. “What/If” é composta por temporadas de dez episódios, cada uma contando uma versão diferente da trama que envolve um grupo de personagens e é motivada por uma escolha ou decisão tomada por um deles. Então a Renée, que é a protagonista, voltará na temporada seguinte como uma nova Renée. Trailer de "Above suspicion", com Emilia Clarke

    Num movimento oposto, o senhor trouxe Emilia Clarke, de “Game of Thrones”, para “Above suspicion”, filme que acabou de dirigir. Como foi trabalhar com uma celebridade televisiva?

    Emilia está fantástica! Ela interpreta uma informante do FBI numa cidade do interior do Kentucky que se apaixona por um agente federal, vivido por Jack Huston. Gravei em meu iPhone vários vídeos com mulheres de lá, que pensei serem bons protótipos do sotaque do lugar, e enviei para ela. Duas semanas mais tarde, Emilia aparece lá em casa vestida e falando como se fosse uma típica moradora de Harlan, onde filmamos. Depois, ela passou duas semanas lá na cidade, convivendo com os moradores, sem que ninguém suspeitasse que ela era a atriz de “Game of Thrones”. (risos)

    “Above suspicion” é inspirado num caso real e inédito. Foi o teor policial e legal que despertou seu interesse pelo projeto?

    De forma alguma. Meu interesse está na protagonista feminina, Susan Smith (interpretada por Emilia). Nos anos 1980, Harlan vivia uma grave crise econômica por causa da queda no preço do carvão, o principal produto do lugar. Como muitas mulheres de lá, Susan faria qualquer coisa para sair daquela cidade. “Above suspicion” é contada da perspectiva dela, é uma história de amor e, ao mesmo tempo, uma tragédia. Há também uma identificação pessoal: como Susan, eu também nasci e cresci numa comunidade pequena, e conheci muitas jovens que, como ela, desejaram fugir de lá.


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    Se não devemos julgar livros pela capa, que tal julgar bibliotecas por suas estantes? Foi o que fez o fotógrafo italiano Massimo Listri no livro “The world’s most beautiful libraries” — em tradução literal, “as bibliotecas mais bonitas do mundo”.

    O novo coffee table book de 550 páginas em edição trilíngue (inglês, alemão e francês) é da editora Taschen, especializada em títulos de arte e fotografia. A peregrinação de Listri incluiu desde bibliotecas medievais até endereços do século XIX, como você vê abaixo.

    Ainda sem previsão de lançamento por aqui, a obra inclui um endereço do Brasil — ou melhor, no Brasil. Trata-se de uma atração turística: o Real Gabinete Português de Leitura, inaugurado em 1837 no Centro do Rio e uma pérola do estilo neomanuelino, em voga em Portugal na época.

    Bibliotecas mais bonitas do mundo


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    1. Delete seus perfis — todos os seus perfis

    O primeiro passo para sumir do mapa digital é apagar contas em Facebook, Twitter, Instagram e Linkedin. E não se esqueça das redes sociais menos lembradas, como Flickr, StumbleUpon, MySpace, Snapchat, Google+. Vale também excluir-se de sites de compras ( Peixe Urbano, eBay, Mercado Livre), de leilões e de jogos. Para uma exclusão completa, se for o caso, há quem delete até o currículo acadêmico da Plataforma Lattes.

    pegadas

    2. Cubra seus rastros em todos os cadastros

    Depois de se livrar das redes sociais, é hora de sumir das páginas em que você tem cadastro. Sim, é difícil lembrar-se de todas, mas um Google com seu nome costuma dar conta do recado. Depois de fazer essa peneira, você pode usar ferramentas que ajudam no processo de apagar seu nome, como o JustDelete.me, que traz guias detalhados (divididos por grau de dificuldade) de como sumir de milhares de URLs.

    3. Não dê bola para o quórum: saia dos fóruns

    Pode parecer exagero, mas fóruns como Reddit e outros menos cotados podem ser uma mina de ouro para coletar informações. Afinal, qualquer usuário com alguma experiência é capaz de comparar “nicknames” com sites ou endereços de e-mail. Por isso, se você já participou de algum site de discussão alguma vez na vida, vale a pena tentar excluir as postagens ou publicações que façam menção ao seu nome.

    4. Delete seu e-mail — ao menos, grupos de e-mail

    Um passo importante seria deletar sua(s) conta(s) de e-mail pessoal. Sabemos, no entanto, que isso é quase impossível: além de boa parte da vida burocrática passar por ali, a própria navegação no Chrome, por exemplo, pode depender de uma conta no Google. Vale então sair das listas de e-mail de que você faz parte, mesmo daquelas que não usa — elas provavelmente estão se acumulando na sua caixa de entrada.

    5. Seu telefone não precisa estar ‘na lista’

    Já faz algum tempo que a lista telefônica de papel deixou de ser entregue para os assinantes, mas é possível que seu telefone fixo (e até seu celular) esteja online sem que você queira ou saiba disso. Caso esteja, solicite a remoção completa de seus dados à sua operadora de telefonia. O mesmo vale para qualquer outro serviço ao consumidor que possua bases de dados online, como gás, água e energia elétrica.

    6. Esqueça o que não pode ser removido

    Como disse Buda, Steve Jobs ou Bráulio Bessa: preocupe-se com as coisas que você pode mudar. Entre as que não pode estão: menções simples a seu nome em texto, vídeo e áudio; comentários que você possa ter deixado por aí; fotos suas no álbum online de outra pessoa; informações em fontes do governo que sejam consideradas públicas. Nestes casos, é melhor aceitar e seguir com sua vida, seja ela analógica ou digital.


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