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    NOVA YORK — "Homem-Aranha no Aranhaverso" é uma das grandes surpresas da temporada: o novo filme com o herói da Marvel é tanto um sucesso de bilheteria quanto um favorito da crítica (com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes) que tem colecionado prêmios, entre eles o de melhor animação no Globo de Ouro e em várias associações de críticos nos EUA, como as de Boston, Chicago, Detroit, Los Angeles e Nova York.

    O filme acompanha as aventuras de Miles Morales, um adolescente afro-americano que, após ser mordido por uma aranha radioativa em Nova York, une forças com outros "homens-aranha" de dimensões alternativas.

    Um dos motivos do sucesso é o estilo inovador de animação, muito diferente dos outros lançamentos do ano, como "WiFi Ralph". "Aranhaverso" celebra suas origens impressas com gráficos ousados e um estilo inspirado nos quadrinhos, com balões de pensamento, palavras impressas e linhas onduladas para indicar o "sentido de aranha". A.O. Scott, em sua resenha no "New York Times", escreveu que “os personagens se sentem liberados pela animação e o público também”.

    aranhaverso04.jpg

    Muitos filmes de animação americanos ficaram homogeneizados nos últimos anos por causa dos computadores mais poderosos e dos softwares sofisticados que possibilitam a criação de personagens e cenários muito detalhados: você pode ver cada folha em cada árvore e cada ponto de um suéter. Mas os personagens de todas as formas e tamanhos parecem ter caminhadas, corridas e expressões muito semelhantes.

    Os três diretores de “Aranhaverso” — Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman — queriam se afastar dessa mesmice, em parte por Miles ser muito diferente do Homem-Aranha que os fãs dos filmes anteriores do personagem conhecem.

    — Por isso o filme precisava parecer novo, para que os espectadores se sentissem vendo o Homem-Aranha pela primeira vez — disse Ramsey. — Não poderíamos nos acomodar nas convenções de filmes de animação mais comuns.

    Os altos e baixos do Homem-Aranha no cinema

    Muitas dessas convenções estão embutidas nos sistemas que produzem as imagens geradas por computador.

    — Em filmes de computação gráfica, muito do que você vê na tela é resultado do desejo de automatizar o processo: simulações para cabelos, tecidos, vento, chuva, etc — explica Persichetti. A decisão de renunciar à tradição "foi muito assustadora, mas também incrivelmente libertadora", segundo ele.

    No início, a equipe da Sony Pictures Imageworks, unidade de efeitos visuais e animação do estúdio, ficou cética, diz Rothman: "Pedimos para quebrar o padrão de produção que eles passaram décadas construindo". Mas a Imageworks no fim “abraçou a ideia de Bob e propôs soluções malucas de como fazer as coisas”.

    Sem motion blur

    Uma das primeiras decisões tomadas foi eliminar o motion blur, termo que descreve o desfoque de movimento. Numa cena de ação real, alguns movimentos são tão rápidos que as imagens aparecem borradas nos frames do filme. A animação por computador pode simular o efeito, dando às imagens uma sensação mais suave. Eliminar o desfoque produz detalhes mais precisos.

    — Quando decidimos eliminar o desfoque de movimento, o pessoal da Imageworks disse: 'Isso não vai funcionar, vocês não vão ficar felizes' — lembra Persichetti. — Então respondemos: 'Esse é o objetivo: nos deixe infelizes. E depois descubra uma nova maneira de nos fazer felizes'. Estamos criando imagens incríveis neste filme e queremos vê-las da forma mais clara possível, sem suavizar.

    aranhaverso02.jpg

    Os artistas tomaram uma decisão ainda mais ousada ao romper com a maneira como a maioria dos movimentos são criados no computador. Normalmente, isso é feito avançando a imagem em cada quadro, 24 vezes por segundo (de um personagem levantando o braço, por exemplo). Esse processo é conhecido como "animação em um". O movimento resultante é fluido e suave, mas pode parecer muito regular.

    Tendo trabalhado na Disney com o cineasta vencedor do Oscar Glen Keane (cujos personagens incluem Aladdin, A Fera e Tarzan), Persichetti queria recuperar técnicas de desenho à mão. Na animação tradicional, muito do movimento é feito "em dois": um novo desenho é criado ou a imagem é deslocada a cada segundo quadro. Usar animação em dois deu aos artistas mais controle sobre a velocidade e a potência dos movimentos. Grande parte dos clássicos da Disney e dos desenhos animados da Warner Bros. foi feita "em dois".

    Trabalhar "em um" e "dois" permite aos artistas variar o ritmo dos movimentos. Quando um Miles assustado atravessa uma floresta nevada, sua corrida é animada "em um" para enfatizar a velocidade. Quando ele tropeça e cai, ele levanta "em dois", enquanto enfrenta lentamente a gravidade. E quando ele pula de arranha-céu em arranha-céu, a animação traz uma energia que não teria de outro modo. Os próprios movimentos tornam-se excitantes de assistir.

    A animação também permite aos cineastas enfatizarem poses dinâmicas que refletem como Miles salta e gira por Manhattan. O roteirista e produtor Phil Lord explica.

    — Contar histórias em arte sequencial tem como base a pose principal e passagem de pose em pose e de quadro em quadro. Stan Lee ensinou isso em "Como desenhar quadrinhos no estilo Marvel". Mas mesmo os movimentos mais excitantes se tornam exercícios vazios se não contribuem para o entendimento dos personagens.

    aranhaverso03.jpg

    Conforme aprende a controlar seus poderes, Miles se movimenta com mais habilidade e confiança. Ele está crescendo no papel de Homem-Aranha, mas também como indivíduo. A alegria de descobrir seus novos poderes e novas amizades se equilibra com a tristeza que ele experimenta em suas aventuras. Seus movimentos e expressões refletem a maturidade.

    Durante a produção, uma das diretrizes era “se parece com um filme de animação, não é nosso filme”, diz Persichetti. "Acho que o público respondeu bem por ser algo que nunca viram".

    Cada frame, um quadro na parede

    aranhaverso01.jpgUm dos produtores, Chris Miller (que dirigiu “Uma aventura Lego” com Lord), afirma que a equipe tentou "evitar qualquer coisa que parecesse animação padrão”.

    — Analisamos muito material de referência e os animadores se colocaram no espelho para entender como um garoto como Miles se comportaria em determinados momentos — diz. — Como poderíamos tornar seus movimentos específicos, e não algo padrão?

    Seguir a jornada emocional de Miles já era um desafio, mas a equipe de animadores ainda precisou lidar com um elenco de apoio de homens e mulheres-aranha de dimensões paralelas.

    — Eles não apenas parecem diferentes, mas seus estilos de animação são diferentes, diz Ramsey.

    Relembrando os anos de produção, Miller se sente satisfeito:

    — Os desafios técnicos foram muito mais complicados do que apenas fazer a animação "em dois". Mas as técnicas deram ao filme um visual marcante que enfatizava as imagens individuais. Desde o começo nosso objetivo era que fosse possível congelar qualquer quadro do filme e ele ficasse tão bom que pudesse ser enquadrado e pendurado na parede.


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    SÃO PAULO - Em um vídeo divulgado nesta quinta pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, o titular da pasta, Henrique Medeiros Pires, esclarece que a regra de 2018 para cota de tela, que obriga os exibidores a incluir em sua programação um número mínimo de obras cinematográficas brasileiras de longa-metragem, continua em vigência. As imagens, que foram publicadas no canal da secretaria no YouTube, mostram Pires respondendo perguntas sobre este e outros assuntos relativos ao extinto Ministério da Cultura.

    O decreto presidencial que estabelece os parâmetros deste ano deveria ter sido assinado por Michel Temer e o então ministro da Cultura, Sergio Sá Leitão, no fim de dezembro. Não foi, o que deixou o setor audiovisual como um todo preocupado.

    -- Se algum exibidor tiver duvida em relação a isso, é muito simples -- disse Pires, no vídeo. -- Não estando assinado o decreto deste ano, vigora o do ano passado.

    De acordo com o secretário especial de Cultura, há cerca de quinze dias, durante o processo de transição de governo, o decreto presidencial que define as regras de cota de tela foi discutido. E que não havia nenhuma discordância sobre a implementação da proposta.

    -- Fomos pegos de surpresa, também, com a não assinatura -- disse ele, em entrevista coletiva. -- Tivemos duas reuniões com o ex-ministro (da Cultura) Sérgio Sá Leitão, que havia falado no assunto e dito que o decreto estava pronto para ser homologado. Inclusive falando sobre algumas mudanças que seriam implementadas.

    Uma minuta do documento que permanece pendente, ao qual O GLOBO obteve acesso, traz anexas duas tabelas que determinam as cotas de tela por grupo exibidor e por complexo. Os cálculos foram feitos a partir de entendimentos entre produtores, distribuidores e exibidores, em encontros mediados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine).

    Foram realizadas sete reuniões da chamada Câmera Técnica, que reúne os principais segmentos da cadeia do audiovisual para discutir este e outros temas. Na última delas, em 29 de novembro, foi aprovado um novo modelo de aferição do sistema, por sessão e não mais por dia, atendendo às demandas do mercado.


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    RIO — O drama “A favorita” lidera as indicações ao Bafta, premiação da Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão que acontece no dia 10 de fevereiro. Vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza de 2018 e do Globo de Ouro na categoria melhor atriz em filme de comédia ou musical para a protagonista, Olivia Colman (além de outras três indicações), o longa de época do grego Yorgos Lanthimos concorre em 12 categorias na premiação britânica. Links Globo de Ouro

    Além das indicações a melhor atriz para Olivia Colman e atriz coadjuvante (Rachel Weisz e Emma Stone), “A favorita” competirá nas categorias de melhor filme, melhor filme britânico, roteiro original e melhor diretor para Yorgos Lanthimos. O filme também foi reconhecido nas categorias de edição, fotografia, maquiagem e cabelo, direção de arte e figurino.

    No drama, Olivia interpreta a frágil e insegura rainha britânica Ana, do século XVIII. Rachel Weisz faz o papel de Sarah, a duquesa de Marlborough, melhor amiga e principal influência da monarca, e Emma Stone vive a criada Abigail, que desestabiliiza a relação das outras duas.

    O filme sobre a banda Queen “Bohemian Rhapsody”, o drama espacial “O primeiro homem”, a produção da Netflix “Roma” e a nova versão do musical “Nasce uma estrela” receberam sete indicações cada um. A comédia política “Vice” foi nomeada para seis categorias, e "Infiltrado na Klan", de Spike Lee, em cinco.

    Ao lado de “A favorita”, na categoria de melhor filme estão ainda “Green Book: O guia”, que se passa no interior do Sul dos Estados Unidos durante a era segregacionista em 1960, “Nasce uma estrela”, “Infiltrado na Klan”, de Spike Lee, e “Roma”.

    O filme mexicano em preto e branco, visto como grande candidato para o Oscar, também concorre na categoria de melhor filme em língua não inglesa. E seu diretor, Alfonso Cuarón, premiado no Globo de Ouro no domingo, competirá contra o grego Lanthimos.

    Veja abaixo os principais indicados:

    Melhor filme

    "Infiltrado na Klan"

    "A favorita"

    "Green Book: o guia"

    "Roma"

    "Nasce uma estrela"

    Melhor filme britânico

    "Beast"

    "Bohemian Rhapsody"

    "A favorita"

    "McQueen"

    "Stan & Ollie"

    "Você nunca esteve realmente aqui"

    Melhor ator

    Bradley Cooper – "Nasce uma estrela"

    Christian Bale – "Vice"

    Rami Malek – "Bohemian Rhapsody"

    Steve Coogan – "Stan & Ollie"

    Viggo Mortensen – "Green Book: O guia"

    Melhor atriz

    Glenn Close – "A esposa"

    Lady Gaga – "Nasce uma estrela"

    Melissa McCarthy – "Can You Ever Forgive Me?"

    Olivia Colman – "A favorita"

    Viola Davis – "As viúvas"

    Melhor ator coadjuvante

    Adam Driver – "Infiltrado na Klan"

    Mahershala Ali – "Green Book: o Guia"

    Richard E Grant – "Can You Ever Forgive Me?"

    Sam Rockwell – "Vice"

    Timotháe Chalamet – "Querido menino"

    Melhor atriz coadjuvante

    Amy Adams – "Vice"

    Claire Foy – "O primeiro homem"

    Emma Stone – "A favorita"

    Margot Robbie – "Duas rainhas"

    Rachel Weisz – "A favorita"

    Diretor

    Spike Lee – "Infiltrado na Klan"

    Paweł Pawlikowski – "Guerra Fria"

    Yorgos Lanthimos – "A favorita"

    Alfonso Cuáron – "Roma"

    Bradley Cooper – "Nasce uma estrela"

    Melhor filme em língua estrangeira

    "Cafarnaum"

    "Guerra Fria"

    "Roma"

    "Assunto de família"

    "Dogman"

    Melhor animação

    "Os Incríveis 2"

    "Ilha dos cachorros"

    "Homem-Aranha: No Aranhaverso"


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    RIO — Ex-diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), o artista plástico gaúcho Paulo César Brasil do Amaral será o novo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão subordinado agora ao Ministério da Cidadania, de Osmar Terra.

    O cargo estava ocupado de forma interina por Eneida Braga Rocha de Lemos desde agosto, quando Marcelo Mattos Araújo pediu exoneração após o incêndio que destruiu parte do prédio e do acervo do Museu Nacional — a instituição é uma das 30 administradas pelo Ibram.

    Após a saída de Araújo, o Ibram chegou a ter sua extinção confirmada pelo governo Temer. O instituto passaria a ser uma agência reguladora, batizada de Agência Brasileira de Museus (Abram). A decisão acabou sendo revertida. Links Museus

    Em contato rápido com o GLOBO, Amaral confirmou que vai assumir o Ibram e disse que recebeu o convite há cerca de um mês — participou, inclusive, de reuniões com a equipe de transição do novo governo. Mas ele não quis dar entrevistas, pois vai aguardar a nomeação oficial, que deve sair "dentro de dez dias".

    O site do jornal "Zero Hora" publicou uma nota sobre a indicação, que foi replicada pelo site do próprio Margs. Nela, Amaral afirmou que suas primeiras ações no Ibram terão como foco um mapeamento dos 30 museus administrados pelo órgão:

    "Precisamos analisar como está a questão estrutural de todos os prédios. São as condições físicas, por exemplo, que permitem um museu receber ou não determinadas obras, exposições. Os museus precisam dispor de um mecanismo para que possam fazer as reformas, os ajustes necessários em suas estruturas. Essa é uma grande preocupação".

    O artista plástico estudou pintura na Califórnia no fim da década de 1960 e, nas décadas seguintes, fez diversas exposições (individuais e coletivas) em cidades do Rio Grande do Sul. No estado, além do Margs, que dirigiu em três gestões e também atuou como curador, ele ainda foi presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), seguindo sua formação acadêmica como engenheiro civil.


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    SÃO PAULO — A Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania publicou por acidente, nesta quarta-feira, no seu canal no YouTube, um vídeo interno com o "media training" do secretário Henrique Medeiros Pires. Na gravação, feita pela assessoria da pasta e que já foi tirada do ar, Pires aparece respondendo a perguntas sensíveis de assessores, que simulam questões de jornalistas. O vídeo foi retirado do ar.

    Tal treinamento é praxe entre autoridades e pessoas públicas que precisam responder a questionamentos da imprensa frequentemente.

    Entre outras questões abordadas durante o "media training", Pires responde sobre temas como a cota de tela, que regula a obrigatoriedade da exibição de filmes brasileiros pelos cinemas do país. O decreto presidencial que estabelece os parâmetros deste ano deveria ter sido assinado por Michel Temer e pelo então ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, no fim de dezembro, o que não aconteceu. O fato deixou o setor audiovisual preocupado.

    — Se algum exibidor tiver dúvida em relação a isso, é muito simples — diz Pires, no vídeo, após pergunta repercutindo a nota dada pelo colunista Ancelmo Gois no GLOBO. — Não estando assinado o decreto deste ano, vigora o do ano passado.

    O secretário é questionado também sobre a manutenção da Lei Rouanet, tema polêmico durante a campanha de Bolsonaro. Ele confirma que vai preservar o mecanismo de incentivo, mas com ajustes. Diz, por exemplo, que pretende rever a concentração de recursos em algumas regiões do país, segundo ele uma das maiores críticas feitas ao instrumento.

    Outra pergunta da sabatina aborda o critério para definir o que seria um "artista consagrado". Durante a campanha, uma das principais críticas de Bolsonaro era em relação ao uso da lei por artistas estabelecidos. Pires, no entanto, afirma que mais importante é deixar clara a existência da equipe por trás de um artista:

    — Temos que focar na transparência. As pessoas acham que o ator que faz um monólogo no palco é totalmente responsável pelo espetáculo. Mas há funcionários que montaram o palco, a iluminação, por exemplo — afirma, dizendo que pretende olhar para os artistas mais desfavorecidos.

    Quando perguntado sobre o futuro da Ancine, ele diz que vai respeitar a diretoria eleita e minimiza a operação da Polícia Federal dentro da agência, no fim do ano passado, afirmando acreditar que a ação decorreu do "descontentamento de alguém". E garante que vai vasculhar a "caixa preta" da instituição, tão logo tenha acesso ao conteúdo da investigação, que até o momento da entrevista ocorria sob segredo de Justiça.

    No fim da entrevista encenada, ele defende a possibilidade de revisar toda "política afirmativa", como a Lei da Meia-Entrada. E conclui afirmando não considerar um "rebaixamento" transformar a pasta da Cultura numa secretaria.


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    SÃO PAULO — Em um vídeo divulgado por acidente nesta quarta-feira no canal da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, o secretário Henrique Medeiros Pires afirma que a regra de 2018 para cota de tela, que obriga os exibidores a incluírem em sua programação um número mínimo de obras cinematográficas brasileiras de longa-metragem, continua em vigência.

    O decreto presidencial que estabelece os parâmetros deste ano deveria ter sido assinado por Michel Temer e pelo então ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, no fim de dezembro, o que não aconteceu. O fato deixou o setor audiovisual preocupado.

    — Se algum exibidor tiver dúvida em relação a isso, é muito simples — diz Pires, no vídeo. — Não estando assinado o decreto deste ano, vigora o do ano passado.

    De acordo com o secretário especial de Cultura, há 15 dias, durante o processo de transição de governo, o decreto presidencial que define as regras de cota de tela foi discutido. E não houve nenhuma discordância sobre a implementação da proposta.

    — Fomos pegos de surpresa, também, com a não assinatura — disse ele, na entrevista do vídeo. — Tivemos duas reuniões com o ex-ministro (da Cultura) Sérgio Sá Leitão, que havia falado no assunto e dito que o decreto estava pronto para ser homologado. Inclusive falando sobre algumas mudanças que seriam implementadas.

    O que diz Pires no vídeo não oficial é verdade. Só que, oficialmente, a assessoria da secretaria enviou nota em que explica juridicamente a vigência do decreto nº 9.256, de 29 de dezembro de 2017, até que nova legislação o substitua. Um parecer conjunto da Consultoria Jurídica da pasta, da Controladoria Geral da União e da Advocacia Geral da União tem como base o Artigo 2º da Lei de Introdução ao Código Civil: “Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue”.

    O comunicado segue dizendo que a secretaria "está trabalhando para que seja publicado o mais rápido possível decreto para 2019, tendo como base as deliberações da Câmara Técnica instituída no âmbito da Agência Nacional do Cinema (Ancine)".

    Uma minuta do documento que permanece pendente, ao qual O GLOBO obteve acesso, traz anexas duas tabelas que determinam as cotas de tela por grupo exibidor e por complexo. Os cálculos foram feitos a partir de entendimentos entre produtores, distribuidores e exibidores, em encontros mediados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine).

    Foram realizadas sete reuniões da chamada Câmera Técnica, que reúne os principais segmentos da cadeia do audiovisual para discutir este e outros temas. Na última delas, em 29 de novembro, foi aprovado um novo modelo de aferição do sistema, por sessão e não mais por dia, atendendo às demandas do mercado.

    Pela regra vigente, o mecanismo funciona ainda tendo como base dias de programação. Os filmes brasileiros devem ocupar salas em sessões que cobrem um dia, metade de um dia ou um quarto de um dia. Por exemplo, se um exibidor colocar duas sessões de filmes brasileiros e uma de um filme estrangeiro em determinado dia e sala, estará cumprindo meio dia da obrigatoriedade. E assim por diante.

    Segundo relatório da área técnica da Ancine de 2017, a cota de tela para filmes brasileiros - também chamada de "reserva de mercado" ou "obrigação de exibição" - foi estabelecida pela primeira vez em 1932, por meio do decreto 22.240. O objetivo do mecanismo, ainda segundo o estudo, era "contrapor a presença hegemônica do produto cinematográfico estrangeiro, especialmente dos filmes das majors hollywoodianas, nas salas de exibição em território nacional".

    VÍDEO VAZADO

    A gravação com Pires foi feita no começo do mês e fazia parte de um "media training" (processo em que autoridades são treinadas a responder perguntas delicadas de jornalistas). Não era material dedicado a divulgação, mas acabou entrando no ar no canal da secretaria do YouTube por acidente. As imagens foram retiradas do ar.


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    RIO - O “namastê” que Miguel Falabella consagrou à frente do “Vídeo show” vai ser definitivo nesta sexta-feira. No ar desde 1983, o programa chega ao fim após passar por diversas mudanças de formatos e apresentadores. A TV Globo diz que a marca “Vídeo show” continuará a existir na web ou como parte do conteúdo de programas como “Mais você”, “Encontro com Fátima Bernardes”ou “É de casa”. O programa em si sai da grade para entrar na nostalgia da TV da qual sempre se alimentou.

    — Tudo tem seu ciclo. Terminar, tudo termina. Nós terminamos, imagina um programa! Honestamente, não fico triste com o fim. O “Vídeo show” cumpriu o seu tempo e entrou para a história — avalia Miguel Falabella, que tinha voltado à atração nos últimos anos para fazer a mensagem de encerramento.

    miguel falabella vídeo show - reprodução.jpgFalabella apresentou o “Vídeo show” na sua fase mais marcante, entre 1987 e 2002. Ao lado de Cissa Guimarães e da jornalista Renata Ceribelli, trouxe um tom mais informal ao programa, que em seus primórdios era mais documental e memorialístico. Foi nesse período que foram introduzidos quadros como “Túnel do tempo” e “Falha nossa”. O último era um dos momentos mais aguardados da tarde, ao exibir os erros de gravação das novelas.

    vídeo show - reprodução JOÃO MIGUEL JÚNIOR-TV GLOBO.jpg— Mostrar os erros exigia uma certa coragem. Muita gente ficava chateada, tinha diretores que não permitiam a entrada da câmera do “Vídeo Show”. Mas depois de um tempo, os próprios atores brincavam e diziam que iam mandar para o programa — relembra Cissa Guimarães, que na época era chamada por Falabella de “a garota que quebra o coco mas não arrebenta a sapucaia” e que criou, ela mesma, alguns bordões que fizeram fama para além do “Vídeo show”. — Acho que até hoje sou uma das vozes mais reconhecidas do Brasil, ao lado da Íris Lettieri (antiga locutora do aeroporto do Galeão). O “gentem” e o jeito de falar “direto do túnel do tempo” são coisas que ficaram no inconsciente coletivo e não vão sair nunca — orgulha-se.

    vídeo show otaviano costa - reprodução.jpgO “Vídeo show” nasceu em 1983, como um programa dominical. Tássia Camargo foi a primeira apresentadora, mas, nos primeiros anos, diversos atores se revezaram. A famosa abertura, ao som de “Don’t stop ‘til you get enough”, de Michael Jackson, foi introduzida no mesmo ano.

    Outro trunfo do programa foi o “Vídeo game”, apresentado por Angélica entre 2001 e 2011. Na época, a TV Globo queria uma atração capaz de fazer frente ao sucesso de “Show do milhão”, do SBT.

    — Em vez de importar um modelo, resolvemos criar um game brasileiro. Acabou virando um case. Foi o game show transmitido por mais tempo sem interrupções na TV brasileira — relembra o roteirista Rixa Xavier, que trabalha na atração desde 1983.


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    RIO - Lady Gaga pediu desculpas por ter colaborado com o cantor R. Kelly em "Do what u want", faixa do álbum "Artpop" (2013). E mais: prometeu retirar a música de todas as plataformas de streaming.

    A decisão aconteceu uma semana após uma série documental ressuscitar diversas acusações de abuso contra o artista, considerado um ícone do R&B. "Surviving R. Kelly”, exibido pelo canal Lifetime (ainda sem previsão de chegar ao Brasil), traz entrevistas com ativistas e integrantes do movimento #MeToo, além do músico John Legend. O documentário relata décadas de abusos sexuais perpetrados por Kelly.

    "As alegações contra R. Kelly são absolutamente horríveis e indefensáveis. Enquanto vítima de assédio sexual, fiz tanto a música quanto o clipe num momento sombrio da minha vida. Meu objetivo era criar algo extremamente desafiador e provocativo porque eu estava com raiva, e ainda não havia processado o trauma que ocorreu na minha própria vida", desabafou a cantora e atriz, em mensagem publicada no Twitter na noite desta quarta-feira. Lady Gaga

    Em 2015, Gaga foi indicada ao Oscar pela canção "Til it happens to you", do documentário "The hunting ground", que fala justamente sobre assédio sexual em campus de universidades americanas. No dia da cerimônia, ela emocionou ao se apresentar ao lado de várias vítimas.

    No post desta quarta, ela atribui a colaboração com R. Kelly à sua experiência com o assunto.

    "Acho que agora está explícito o quão distorcido era meu pensamento na época. Se pudesse voltar no tempo e conversar com minha versão mais nova, eu lhe diria para ir à terapia para entender o estado de confusão pós-traumática no qual eu me encontrava", escreveu a cantora.

    Ela continua:

    "Se terapia não estivesse disponível, eu procuraria ajuda e falaria abertamente sobre o que enfrentei. Não posso voltar no tempo, mas posso seguir em frente e continuar apoiando mulheres, homens e pessoas de todas as identidades que foram vítimas de assédio sexual", conclui a artista, prometendo jamais trabalhar com Kelly novamente.

    No último domingo, Lady Gaga venceu o Globo de Ouro pela canção "Shallow", do filme "Nasce uma estrela", de Bradley Cooper. Ela é uma das favoritas para o Oscar de melhor atriz.


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    RIO — A dramédia “A favorita” lidera as indicações ao Bafta, premiação da Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão que acontece no dia 10 de fevereiro. Vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza de 2018 e do Globo de Ouro na categoria melhor atriz em filme de comédia ou musical para a protagonista, Olivia Colman (além de outras três indicações), o longa de época do grego Yorgos Lanthimos concorre em 12 categorias na premiação britânica. Links Globo de Ouro

    Além das indicações a melhor atriz para Olivia Colman e atriz coadjuvante (Rachel Weisz e Emma Stone), “A favorita” competirá nas categorias de melhor filme, melhor filme britânico, roteiro original e melhor diretor para Yorgos Lanthimos. O filme também foi reconhecido nas categorias de edição, fotografia, maquiagem e cabelo, direção de arte e figurino.

    No drama, Olivia interpreta a frágil e insegura rainha britânica Ana, do século XVIII. Rachel Weisz faz o papel de Sarah, a duquesa de Marlborough, melhor amiga e principal influência da monarca, e Emma Stone vive a criada Abigail, que desestabiliiza a relação das outras duas.

    O filme sobre a banda Queen “Bohemian Rhapsody”, o drama espacial “O primeiro homem”, a produção da Netflix “Roma” e a nova versão do musical “Nasce uma estrela” receberam sete indicações cada um. A comédia política “Vice” foi nomeada para seis categorias, e "Infiltrado na Klan", de Spike Lee, em cinco.

    Ao lado de “A favorita”, na categoria de melhor filme estão ainda “Green Book: O guia”, que se passa no interior do Sul dos Estados Unidos durante a era segregacionista em 1960, “Nasce uma estrela”, “Infiltrado na Klan”, de Spike Lee, e “Roma”.

    O filme mexicano em preto e branco, visto como grande candidato para o Oscar, também concorre na categoria de melhor filme em língua não inglesa. E seu diretor, Alfonso Cuarón, premiado no Globo de Ouro no domingo, competirá contra o grego Lanthimos.

    Veja abaixo os principais indicados:

    Melhor filme

    "Infiltrado na Klan"

    "A favorita"

    "Green Book: o guia"

    "Roma"

    "Nasce uma estrela"

    Melhor filme britânico

    "Beast"

    "Bohemian Rhapsody"

    "A favorita"

    "McQueen"

    "Stan & Ollie"

    "Você nunca esteve realmente aqui"

    Melhor ator

    Bradley Cooper – "Nasce uma estrela"

    Christian Bale – "Vice"

    Rami Malek – "Bohemian Rhapsody"

    Steve Coogan – "Stan & Ollie"

    Viggo Mortensen – "Green Book: O guia"

    Melhor atriz

    Glenn Close – "A esposa"

    Lady Gaga – "Nasce uma estrela"

    Melissa McCarthy – "Can You Ever Forgive Me?"

    Olivia Colman – "A favorita"

    Viola Davis – "As viúvas"

    Melhor ator coadjuvante

    Adam Driver – "Infiltrado na Klan"

    Mahershala Ali – "Green Book: o Guia"

    Richard E Grant – "Can You Ever Forgive Me?"

    Sam Rockwell – "Vice"

    Timotháe Chalamet – "Querido menino"

    Melhor atriz coadjuvante

    Amy Adams – "Vice"

    Claire Foy – "O primeiro homem"

    Emma Stone – "A favorita"

    Margot Robbie – "Duas rainhas"

    Rachel Weisz – "A favorita"

    Diretor

    Spike Lee – "Infiltrado na Klan"

    Paweł Pawlikowski – "Guerra Fria"

    Yorgos Lanthimos – "A favorita"

    Alfonso Cuáron – "Roma"

    Bradley Cooper – "Nasce uma estrela"

    Melhor filme em língua estrangeira

    "Cafarnaum"

    "Guerra Fria"

    "Roma"

    "Assunto de família"

    "Dogman"

    Melhor animação

    "Os Incríveis 2"

    "Ilha dos cachorros"

    "Homem-Aranha: No Aranhaverso"


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    LOS ANGELES — Um juiz de Los Angeles rejeitou nesta quarta-feira a ação de assédio sexual movida pela atriz Ashley Judd contra o ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein.

    O juiz Philip Gutiérrez decidiu que a atriz pode prosseguir com seu processo por difamação, mas que a denúncia de assédio sexual não se enquadra na legislação da Califórnia.

    Ashley Judd 1001Ashley acusa o outrora influente produtor — denunciado por abuso sexual por centenas de mulheres — de ter arruinado sua carreira por não ter cedido às tentativas de assédio. Segundo a ação, Weinstein convenceu o diretor Peter Jackson a não chamar a atriz para o elenco de "O Senhor dos Anéis", assegurando que seria "um pesadelo" trabalhar com ela.

    O juiz Gutiérrez esclareceu que o assédio é caracterizado em uma relação de trabalho já constituída, o que "não foi o caso". Weinstein pediu em julho o arquivamento do processo, afirmando que entre os dois havia um "pacto sexual" no qual "ela deixaria ser tocada se ganhasse um prêmio da Academia por um de seus filmes".

    Judd alegou que o "pacto" foi feito há duas décadas, quando o produtor a convidou para seu quarto em um hotel de Beverly Hills para vê-lo tomar banho. O acordo teria sido um artifício para escapar do assédio.

    O diretor Peter Jackson confirmou, em dezembro de 2017, que Weinstein fez comentários na década de 1990 para desprestigiar atrizes que depois o acusaram de assédio ou abuso sexual.


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    RIO - "Marighella", estreia na direção de Wagner Moura, foi selecionado para o Festival de Berlim, que acontece entre 7 e 17 de fevereiro. Parte da programação foi anunciada nesta quinta-feira.

    Moura retorno ao evento alemão 11 anos após "Tropa de elite", de José Padilha, vencer o troféu máximo da competição.

    O filme, que será exibido na mostra principal e fora de competição, acompanha a vida do guerrilheiro baiano Carlos Marighella entre 1964 e 1969, até sua morte por policiais numa emboscada em São Paulo.

    O tema é polêmico porque, desde então, o personagem é lembrado por um lado como um símbolo de resistência; e, por outro, como um terrorista que aderiu à luta armada contra a ditadura. Em entrevista ao GLOBO, Moura disse que a obra "não será imparcial".

    Marighella é interpretado por Seu Jorge, num elenco que tem ainda Adriana Esteves e Bruno Gagliasso. O longa é uma adaptação do livro "Marighella: o guerrilheiro que incendiou o mundo", do jornalista Mário Magalhães.

    O Brasil também vai marcar presença na mostra paralela Panorama, com o documentário "Estou me guardando para quando o carnaval chegar", de Marcelo Gomes; e a ficção LGBTQ "Greta", de Amando Praça.


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    RIO - "Marighella", estreia na direção de Wagner Moura, foi selecionado para o Festival de Berlim, que acontece entre 7 e 17 de fevereiro. Parte da programação foi anunciada nesta quinta-feira. Moura retorna ao evento alemão 11 anos após "Tropa de elite", de José Padilha, vencer o troféu máximo da competição.

    O filme, que será exibido na mostra principal e fora de competição, acompanha a vida do guerrilheiro baiano Carlos Marighella entre 1964 e 1969, até sua morte por policiais numa emboscada em São Paulo.

    O tema é polêmico porque, desde então, o personagem é lembrado por um lado como um símbolo de resistência; e, por outro, como um terrorista que aderiu à luta armada contra a ditadura. Em entrevista ao GLOBO, Moura disse que a obra "não será imparcial".

    Marighella é interpretado por Seu Jorge, num elenco que tem ainda Adriana Esteves e Bruno Gagliasso. O longa é uma adaptação do livro "Marighella: o guerrilheiro que incendiou o mundo", do jornalista Mário Magalhães.

    O Brasil também vai marcar presença na mostra paralela Panorama, com o documentário "Estou me guardando para quando o carnaval chegar", de Marcelo Gomes; e a ficção LGBTQ "Greta", de Amando Praça.


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    WOODSTOCK, N.Y. — Quando o primeiro festival de Woodstock foi realizado em 1969, levando cerca de 400 mil pessoas para um campo lamacento em Bethel, Nova York, demonstrou ao mundo a força cultural da música pop. Meio século depois, em um mercado lotado de grandes festivais, outro Woodstock poderia ter o mesmo impacto?

    Michael Lang, um dos produtores do evento original, aposta que sim. De 16 a 18 de agosto, ele apresentará um festival de aniversário oficial, o Woodstock 50, em Watkins Glen, Nova York, com a ambição de atrair não só um público multigeracional mas também interessados em ativismo social.

    WOODSTOCK_50TH_ANNIVERSARY_2_1827012.JPGAos 74 anos, Lang ainda tem um pouco do aspecto de querubim visto no documentário de 1970 — apesar de seus cachos estarem com traços grisalhos. Em seu escritório, ele disse que ainda está negociando os artistas para o novo festival. A expectativa é misturar bandas clássicas, estrelas atuais do pop e do rap e, possivelmente, alguns encontros que rendam notícia.

    Mas sua visão para o Woodstock 50 anos, garante, é clara: um fim de semana de acampamento em larga escala combinando música com um programação de filmes, palestras e parcerias com organizações como a Head Count, que registra jovens eleitores.

    — O Coachella tem a sua cara, assim como o Bonnaroo e o Lollapalooza — diz Lang. — Mas eu acho que eles perdem a oportunidade de fazer a diferença no mundo. São todos espaços perfeitos para engajamento social e para fomentar ideias, e acho que isso se perdeu. Queremos que isso seja mais do que apenas um festival. E esperamos que muitas das bandas se tornem parte desse esforço para fazer com que as pessoas se façam ouvir, saiam e votem. E se não tiver um candidato que represente seus sentimentos, encontre um. Ou concorra você mesmo.

    O ativismo, no entanto, desempenha um papel significativo em vários festivais. A sustentabilidade é um tema do Bonnaroo, por exemplo, e neste ano o Made In America Festival, de Jay-Z, terá uma "Cause Village", com cerca de 50 organizações beneficentes e ativistas representadas.

    WOODSTOCK_50TH_ANNIVERSARY_1_1827013.JPGO Woodstock 50 será realizado no entorno do autódromo de Watkins Glen — mesmo local onde o Summer Jam, em 1973, atraiu cerca de 600 mil pessoas para assistir aos shows de Grateful Dead e Allman Brothers. Mais recentemente, recebeu dois festivais de Phish.

    Em Woodstock, três palcos principais serão complementadas por três “bairros” menores, como Lang os descreve, com sua própria programação e praça de alimentação. Ingressos? Lang e sua equipe ainda estão trabalhando nisso. Mas eles pretendem vender no máximo 100 mil passaportes de três dias, com a maioria dos participantes acampando no local.

    O fracasso de 1999

    40349692_A man stands in front of a bonfire at the 1999 Woodstock Festival Sunday July 25 1999 i.jpgComo nos outros aniversários redondos, o 50º ano de Woodstock será amplamente celebrado e explorado na mídia, com livros, álbuns e um documentário da PBS entre os projetos planejados. Mas diferente dos shows de aniversário em 1994 e 1999, que Lang produziu com parceiros, o evento agora enfrenta uma forte concorrência de festivais de grande escala em todo o país.

    Coachella, Lollapalooza e Bonnaroo, os três maiores, agora são marcas desenvolvidas, com a capacidade de vender ingressos com muita antecedência.

    Há até um Woodstock concorrente: o Festival de Música e Cultura de Bethel Woods, durante o mesmo fim de semana de aniversário, que também contará com “palestras no estilo TED”, e será realizado na mesma área do original, a cerca de 100 km da cidade de Woodstock.

    Ainda é preciso questionar se a marca Woodstock foi prejudicada pelo festival de 1999, marcado por incêndios, tumultos e relatos de violência sexual.

    — Não ficou contaminado — garante Lang. — 99 foi mais como um evento da MTV do que um evento de Woodstock, na verdade. Eu assumo alguma responsabilidade por isso. Também foi uma espécie de tempo de raiva na música.

    E ainda há a consolidação do negócio de concertos nos últimos anos, quando duas empresas, a Live Nation e a AEG, passaram a competir para reservar grandes turnês. A Live Nation é parceira no evento Bethel Woods.

    — A indústria mudou completamente desde 1999 — diz John Scher, veterano promotor de shows que foi sócio de Lang em Woodstock em 1994 e 1999. — O espírito empreendedor de 1969 não existe mais.

    Cannabis Woodstock

    Lang não revela o orçamento do Woodstock 50, mas festivais desse tamanho normalmente gastam dezenas de milhões em talentos.

    — Pagamos US$ 135 mil por todas as atrações em 1969 — relembra. — Os tempos mudaram.

    Links WoodstockO festival será financiado pela Dentsu Aegis Network, uma unidade da gigante de publicidade japonesa Dentsu. Uma vantagem para a Woodstock 50 é que será uma edição “oficial”. Lang continua sócio da Woodstock Ventures, a empresa que controla os direitos de marca registrada e a licencia para vários produtos. O licenciamento com o qual ele tem mantido mais proximidade é a Cannabis Woodstock.

    — A cannabis sempre esteve em nosso DNA — diz, com um sorriso.

    Outros quatro criaram Woodstock ao lado de Lang: Joel Rosenman, John Roberts e Artie Kornfeld. Rosenman é sócio da Woodstock Ventures, junto com a família de Roberts, que morreu em 2001. Kornfeld retornará como consultor e “conselheiro espiritual", diz Lang.


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    SÃO PAULO - Duas polêmicas envolvendo "Green book" podem tirar o longa de Peter Farrelly da corrida pelo Oscar, o prêmio da indústria cinematográfica americana que este ano acontece em 24 de fevereiro. No domingo, o filme, que conta a história da relação entre um motorista branco e seu patrão negro nos anos 1960, levou quatro Globos de Ouro.

    A controvérsia mais recente está relacionada a Nick Vallelonga, que ganhou o prêmio de melhor roteiro pelo filme na cerimônia promovida pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood. Um tuíte de Vallelonga, publicado em 2015, mostra o produtor e roteirista concordando com uma afirmação não confirmada do presidente Donald Trump de que muçulmanos teriam aplaudido a queda dos prédios do World Trade Center, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001.

    Na publicação, que foi retirada do ar logo após a repercussão na imprensa americana, Vallelonga escreve: "@realDonaldTrump 100% correto. Muçulmanos em Jersey City comemoraram quando as torres caíram. Eu vi, como você deve ter visto, provavelmente em telejornal local da CBS".

    Tuíte Horowitz - 'Green book'

    A descoberta e a divulgação do tuíte repercutiu muito mal. Jordan Horowitz, produtor de "La la land", escreveu: "Nick Vallelonga escreveu "Green book". Minha indústria acaba de dar a ele um Globo de Ouro pelo roteiro. Isso (o Tuíte de Vallelonga) continua na sua linha do tempo. Mahershala Ali é muçulmano, e um homem belo, doce e generoso. Isso tudo é nojento demais".

    A trama de "Green book" é livremente inspirada em uma história vivida pelo pai de Vallelonga, Tony Lip (Viggo Mortensen), que nos anos 1960 trabalhou como motorista do pianista negro e gay Don Shirley (Mahershala Ali). Em uma longa turnê pelo sul, ambos acabam criando uma relação de amizade, apesar do racismo naturalizado pela sociedade da época. Por sua atuação, Ali ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante.

    80551843_FILES In this file photo taken on January 6 2019 Best Actor in a Supporting Role in any Mot.jpg

    Em outra ponta, o diretor do filme, Peter Farrelly, pediu desculpas por ter exibido seu genital para a atriz Cameron Diaz em uma reunião de trabalho para decidir a participação dela em um dos filmes dele e seu irmão. O encontro foi descrito pela própria atriz em reportagens em que ela falou candidamente sobre o fato. Em uma delas, publicada pela revista "The Cut", pode-se ler:

    Links Globo de Ouro

    "Como os irmãos Farrelly convenceram-na (a atuar em 'Quem vai ficar com Mary?')? Diaz não consegue ficar séria. Ao invés disso, ela ri ao contar os detalhes do encontro com a dupla. 'Estávamos em um restaurante e Peter Farrelly me mostrou o pênis dele', diz ela, na verdade. 'Aquilo foi o suficiente, de verdade. Ele conseguiu que eu concordasse. Era tudo que ele precisava saber. Para mim, estava tudo bem."

    Em um comunicado enviado para a CNN, Farrelly escreveu: "Verdade. Fui um idiota. Fiz isso décadas atrás e achei que estava sendo engraçado e a verdade é que me sinto envergonhado e isso me faz muito mal agora. Eu sinto muito".

    Como se não bastasse, Viggo Mortensen também foi criticado por ter usado um termo considerado racista ao invés de "afro-americano", considerado politicamente correto, para se referir a alguém. Foi durante a turnê de imprensa e ele foi obrigado a pedir desculpas.


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  • 01/10/19--15:03: O amor começa*
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    RIO - Wagner Moura, com “Marighella”, não é o único ator a debutar na direção de filme selecionado agora pelo Festival de Berlim. Chiwetel Ejiofor (protagonista de “12 anos de escravidão”) exibirá seu “The boy who harnessed the wind” em sessão especial.

    O festival anunciou ontem outros filmes na mostra principal. Também fora de competição estarão “Varda par Agnès”, documentário autobiográfico da veterana cineasta belga (radicada na França) Agnès Varda, e o israelense “The operative”, de Yuval Adler, que tem Diane Kruger no papel de uma mulher recrutada pelo serviço secreto para agir disfarçada em Teerã. Festival de Berlim 2019

    Para a disputa pelo Urso de Ouro, foram divulgados nesta leva mais oito filmes, além dos seis já revelados em dezembro. É o caso de “Mr. Jones”, longa da polonesa Agnieszka Holland no qual James Norton vive um jornalista que luta para revelar ao mundo os horrores da fome na Ucrânia durante o regime soviético, nos anos 1930. E “La paranza dei bambini”, de Claudio Giovannesi, inspirado no livro de Roberto Saviano (autor de “Gomorra”).

    Chama a atenção a inclusão na lista de “Elisa & Marcela”, drama da espanhola Isabel Coixet (de “A livraria”). Rodado em preto e branco, o longa conta a história de duas mulheres que se casam em 1901 após uma delas assumir uma identidade masculina. Apesar de não ser uma produção da Netflix (foi adquirido pela empresa depois de pronto), trata-se do primeiro filme vinculado à plataforma de streaming a concorrer ao prêmio em Berlim. Vale lembrar que, no ano passado, “Roma”, projeto de Afonso Cuarón feito para a Netflix, gerou alguma controvérsia ao entrar na competição do festival de Veneza (e, ao fim, sair com o Leão de Ouro).

    O Festival de Berlim acontece de 7 a 17 de fevereiro, e tem a atriz francesa Juliette Binoche como presidente do júri. O Brasil está representado também na mostra Panorama com o documentário “Estou me guardando para quando o carnaval chegar”, de Marcelo Gomes; e a ficção “Greta”, de Amando Praça.


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    RIO — A retomada na carreira que Jards Macalé tem vivido nesta década, tocando para grandes públicos em casas tradicionais e festivais com uma banda formada por músicos jovens, merecia um novo capítulo. E ele começa nesta sexta-feira, com o lançamento de "Trevas", primeiro single inédito do cantor e compositor de 75 anos em duas décadas.

    É o aperitivo inicial do álbum que vai sair no próximo dia 8, nas plataformas digitais, em CD e vinil, com patrocínio da Natura Musical, composto apenas por canções inéditas.

    Adaptação de Macalé para o poema "Canto I", do americano Ezra Pound, a partir de uma tradução de Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos, "Trevas" ainda ganha um clipe dirigido por Gregório Gananian, que pode ser visto abaixo, em primeira mão: Jards Macalé - Trevas

    No clipe, tenso e (de certa forma) melancólico como a canção, Macalé surge entre obras de artistas como Hélio Oiticica, do cineasta boliviano Jorge Sanjinés, do italiano radicado no Brasil Andrea Tonacci e do poeta irlandês James Joyce. Frases como "Imagina beber eletricidade" e "Pai nosso que está no purgatório" são jogadas na tela. Links Jards Macalé

    Apesar de partir de um poema publicado em 1917, há mais de 100 anos, a canção, conta Macalé em material distribuído à imprensa, trata sobre "sobre o Brasil do futuro. Chegamos ao poço mais fundo, chegamos ao limite, chegamos ao Brasil de 2019".

    A gravação contou com uma "macalézice", uma sacada do compositor inquieto e sempre inventivo, autor de clássicos da MPB como "Vapor barato", "Soluços" e "Mal secreto". Já no fim da gravação do disco, enquanto os envolvidos faziam uma audição de "Trevas", Macalé saiu abruptamente e voltou da lanchonete do estúdio com uma bacia d'água. Bradou ao técnico que microfonasse o objeto e decidiu mergulhar a cara na bacia enquanto cantava os versos "Chegamos ao limite da água mais funda/ Levanto o olhar pro céu".

    O músico paulisto Romulo Fróes, que assina a direção artística do disco, afirmou que a ideia "não apenas injetou um veneno que Macalé tanto queria para essa parte, como criou novas metáforas nada ingênuas".

    "Trevas" traz Macalé na voz e violão, Kiko Dinucci no violão, Pedro Dantas bo baixo, Thomas Harres na bateria e Guilherme Held na guitarra.

    Ainda sem título revelado, o disco será produzido por Harres e Dinucci, e contará com colaborações de nomes como Ava Rocha, Tim Bernardes, Clima, Rodrigo Campos e o parceiro de longa data Capinam.

    Um próximo single está previsto para o dia 25: "Buraco da Consolação", parceria com Tim Bernardes, que teve uma versão guitarra, voz e violão adiantada no "Conversa com Bial" no começo de dezembro.

    Leia a letra de "Trevas":

    "Sol rumo ao sono

    Sombras sobre o oceano

    Cidades cobertas de névoa espessa

    Jamais devassada

    Por brilho de sol

    Chegamos ao Limite da água mais funda

    Levanto o olhar pro céu

    Chegamos ao Limite da água mais funda

    Levanto o olhar pro céu

    Trevas, trevas

    Treva a mais negra sobre homens tristes

    Trevas, trevas

    Treva a mais negra sobre homens tristes

    Me calo"


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