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    RIO — A HBO ofereceu um gostinho do que está por vir em suas produções em um trailer exibido durante o Globo de Ouro de 2019. O destaque foram as cenas da 8ª e última temporada da série "Game of Thrones".

    No vídeo, os fãs podem ver Daenerys chegando a Winterfell, onde ela é saudada por Sansa Stark e Jon Snow. "Winterfell é sua, sua graça", diz Sansa a Daenerys. A cena mostra a primeira vez que a filha mais velha de Stark encontra a Rainha Dragão.

    Também aparecem no teaser da HBO cenas da adaptação de "Watchmen" e das novas temporadas de "Big Little Lies" e "True detective", entre outras. HBO teaser


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    RIO - Se você foi um desses que perderam as 3 horas e 20 minutos de transmissão, na noite de domingo, do Globo de Ouro, não se preocupe — abaixo, os dez grandes momentos da premiação, com suas surpresas, discursos, bobagens e personagens inusitados.

    80536100_76th Golden Globe Awards – Show – Beverly Hills California US January 6 2019 - Mahershala A.jpg

    'Green book' passa o rodo

    Apesar da polêmica que despertou, ao contar a história da amizade entre o pianista negro de jazz Don Shirley, e seu motorista branco, Tony Vallelonga, no início dos anos 1960, "Green book: o guia" passou por cima das acusações de alimentar o racismo e ganhou os prêmios de melhor roteiro e melhor filme, comédia ou musical, além de dar a Mahershala Ali também o prêmio de melhor ator coadjuvante por interpretar Shirley. Alguns se perguntam que isso poderia significar para o Oscar? Provavelmente nada: os eleitores da academia também são imprevisíveis.

    80535834_76th Golden Globe Awards - Show - Beverly Hills California US January 6 2019 - Glenn Close.jpg

    Emocionante Glenn Close

    Quando todos esperavam que o Globo de Ouro de melhor atriz em um drama fosse para Lady Gaga por “Nasce uma estrela”, ele foi dado a uma Glenn Close visivelmente surpresa. A atriz de "A esposa" fez um discurso pessoal sincero, conectando a luta de sua personagem — uma escritora frustrada que vive na sombra de seu marido ganhador do Nobel — com a de sua própria mãe, que, segundo disse, tinha uma tendência a sublimar-se diante do marido. Agora, a disputa pelo Oscar de melhor atriz ficou ainda mais interessante.

    80534940_TOPSHOT - Winner for Best Original Song - Motion Picture for Shallow - A Star is Born Lady.jpg

    Cai uma estrela

    Quando Lady Gaga perdeu para Glenn Close, isso não soou exatamente como um mau presságio para "Nasce uma estrela". E quando Rami Malek, de "Bohemian Rhapsody", bateu Bradley Cooper como melhor ator em um drama, isso até pareceu compreensível, afinal o desempenho de Malek como Freddie Mercury tinha sido amplamente elogiado. Mas quando “Bohemian Rhapsody” foi anunciado como o melhor filme, caiu a ficha que "Nasce uma estrela" não ia brilhar na festa: o único prêmio para o filme foi para a canção "Shallow".

    80535938_76th Golden Globe Awards - Show - Beverly Hills California US January 6 2019 - Rami Malek w.jpg

    A volta por cima de 'Bohemian Rhapsody'

    Os dois prêmios, de melhor ator e melhor filme, para “Bohemian Rhapsody” coroaram uma obra cuja trajetória até os cinemas foi tumultuada. Sacha Baron Cohen foi escalado para viver o cantor Freddie Mercury em 2010, mas desistiu alguns anos depois por causa de diferenças criativas. Quando a produção com Rami Malek estava em andamento, surgiram notícias de que o diretor Bryan Singer havia sido acusado de agressão sexual por várias pessoas. Singer foi demitido no final de 2017, substituído por Dexter Fletcher nos últimos estágios de produção e omitido os discursos da premiação.

    80536066_76th Golden Globe Awards – Show – Beverly Hills California US January 6 2019 - Christian Ba.jpg

    Simpatia pelo demônio

    Ao receber o troféu de melhor ator de comédia por seu papel como ex-vice-presidente Dick Cheney no filme “Vice”, Christian Bale caprichou no inbusitado e no humor:"Obrigado Satanás por me dar inspiração em como desempenhar esse papel", disse, depois de informar à platéia que ele estaria se especializando em interpretar personagens "sem carisma". “O que você acha, Mitch McConnell (longevo e absolutamente inexpressivo senador americano) em seguida? Isso seria bom, não seria?", perguntou.

    80537774_TOPSHOT - Host and Best Performance by an Actress in a Television Series – Drama for Killin.jpg

    Dupla vitória asiática

    Em 2019, Sandra Oh não apenas se tornou a primeira pessoa de ascendência asiática a apresentar o Globo, mas também fez história com sua premiada performance como Eve Polastri em “Killing Eve” da BBC America. A atriz canadense tornou-se a primeira pessoa de ascendência asiática a ganhar o prêmio de melhor atriz de uma série de TV desde Yoko Shimada em 1981. Em seu discurso de premiação, ela agradeceu a seus pais em coreano.

    80536664_76th Golden Globe Awards – Show – Beverly Hills California US January 6 2019 - Presenters A.jpg

    O amor está no ar

    As atrizes Amy Poehler e Maya Rudolph trouxeram um bem-vindo momento de bobagem ao palco, com falso pedido de casamento. Antes de anunciar o prêmio de melhor roteiro em um filme, Rudolph disse: "Eu sinto muito, rapazes, mas eu tenho que fazer isso." Sua voz ficou embargada quando ela se virou para Poehler de olhos arregalados e disse, trêmula: "Amy, você é o amor da minha vida ”, enquanto puxou uma caixinha. "Você sempre esteve do meu lado, Amy Geraldine Poehler, quer se casar comigo?" "O quê? Não consigo acreditar que você está fazendo isso!”, respondeu Poehler, acrescentando:“ Estamos roubando o foco do próximo prêmio?” "Não se preocupe, é apenas o melhor roteiro", disse Rudolph, que acabou o esquete esfregando suas bochechas nas da parceira.

    Thirsty-boys-Fiji-Water-Girl-probably.jpg

    Jogando água no tapete vermelho

    Enquanto as celebridades desfilavam com suas roupas caras demais, quem fazia sucesso no Twitter era uma misteriosa mulher que estava firme em seu dever: servir a água de Fiji. A jovem, vestido azul-marinho, estava parada estoicamente no tapete vermelho, ajudando a hidratar as celebridades ressecadas. Ela foi uma presença tão constante no fundo quando estrelas como Tony Shalhoub, Jim Carrey e Dakota Fanning paravam para entrevistas e fotos que várias publicações argumentaram que ela "roubou o show. Não tardou até que gaiatos começassem a crirar memes, inserindo sua imagem em cenas famosas de vários filmes.

    80535304_76th Golden Globe Awards - Show - Beverly Hills California US January 6 2019 - Jeff Bridges.jpg

    O verdadeiro Dude

    No ano passado, o prêmio Cecil B. DeMille, dos Globes, pelo conjunto da obra, foi para Oprah Winfrey, e ela derrubou tudo com um discurso empoderador e inspirador que deixou o público de pé antes mesmo de terminar. Este ano, Jeff Bridges ... bem, não. Embora tenha sido interessante saber, ao longo de seus seis minutos de discurso, sobre a relação de trabalho de 50 anos do ator com seu dublê, ele parecia mais com o Dude, seu personagem em "O grande Lebowski" em sua incapacidade de falar algo concatenado.

    Momento político

    Produtor de "O assassinato de Gianni Versace: American Crime Strory", que ganhou o prêmio de minissérie, Brad Simpson foi uma das únicas pessoas durante o show a se referir à política. Em seu discurso, ele lembrou ao público que o lendário designer, morto há 20 anos, e foi uma das únicas figuras públicas que foi aberta sobre sua sexualidade durante “um período de intenso ódio e medo”. “Essas forças do ódio ainda estão conosco. Eles nos dizem que devemos ter medo de pessoas que são diferentes de nós. Eles nos dizem que devemos colocar paredes em volta de nós mesmos", disse.


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    RIO - Foi dada a largada do calendário de shows, peças, programas de TV e livros que prometem agitar os primeiros meses do ano. Confira produções e lançamentos que devem merecer sua atenção até abril:

    Shows internacionais

    65233855_Singer Ed Sheeran performs on stage at the Brit Awards 2017 in London Wednesday Feb 22 2017 (1).jpgEd Sheeran: O cantor traz a turnê "Divide" para o Brasil em fevereiro. Nos dias 13 e 14, no Allianz Parque, em SP, e no dia 17 em Porto Alegre.

    Bush e Stone Temple Pilots: Depois de passar pelo Credicard Hall São Paulo, em 14 de fevereiro, com a "Revolution tour", as bandas seguem para o Rio (no Km de Vantagens Hall) no dia 15, e para Belo Horizonte (Km de Vantagens Hall) no dia 17.

    Courtney Barnett: A cantora australiana faz show em 21 de fevereiro na Fabrique, em São Paulo e, no dia seguinte, no Bar Opinião, em Porto Alegre.

    Paul McCartney: Ícone do rock mundial que virou figurinha fácil no Brasil nos últimos anos, o ex-Beatle retorna, mas deixou o Rio de fora desta vez. Nos dias 26 e 27 de março no Allianz Parque, em São Paulo, e 30/3 no Estádio Couto Pereira, em Curitiba.

    Kamasi Washington: O músico que vem sendo reconhecido como renovador do jazz toca no Circo Voador, no Rio, em 23 de março; no Opinião, em Porto Alegre, no dia 26 de março; e no Áudio, em São Paulo, no dia 27.

    Black Label Society: A banda liderada pelo guitarrista e cantor Zakk Wylde volta ao Circo Voador no dia o 5 de abril.

    Lollapalooza: (5, 6 e 7 de abril em Interlagos, São Paulo): Arctic Monkeys, Kendrick Lamar (pela primeira vez no Brasil), Tribalistas, Kings of Leon, Post Malone e muitos outros são atrações do festival paulistano. Até agora, no Rio, foram anunciados Arctic Monkeys (3/4 na Jeunesse Arena) e The 1975 (4/4 no Circo Voador).

    "Tommy": A ópera-rock inspirada no filme que marcou a carreira do The Who será encenada em 22 de março, no Vivo Rio.

    Shows nacionais

    Ney Matogrosso: O intéprete lança o show "Bloco na rua" nos dias 11 e 12, 18 e 19 de janeiro, no Vivo Rio.

    Anitta: A cantora se apresenta em 20 de janeiro no Jockey Club, no Rio.

    Gilberto Gil: O compositor segue com a turnê em que revive o repertório do disco "Refavela", que fez 40 anos em 2018, com familiares e convidados especiais, como Céu, Anelis Assumpção e Mestrinho. Em 25 e 26/1, no Circo Voador.

    Baco Exu do Blues: O rapper que roubou a cena em 2018 canta no Circo Voador em duas datas: 11 de janeiro e 16 de março. Ambas já esgotadíssimas.

    Paralamas e Skank: As bandas se unem no dia 9 de fevereiro no Km de Vantagens Hall.

    Milton Nascimento: O cantor retoma o repertório clássico do "Clube da Esquina", disco que lançou em 1972 e mudou os rumos da MPB. A turnê começa em Juiz de Fora em 16 de março, passa por Belo Horizonte (30/3), Brasília (13/4), São Paulo (27/4), Rio (17 e18/5) e Curitiba (1/6).

    Filmes

    "Homem-Aranha no Aranhaverso" (10 de janeiro): A nova animação inspirada no super-herói aracnídeo é uma das mais elogiadas dos últimos anos.

    "Vidro" (17 de janeiro): David Dunn (Bruce Willis) e Kevin Wendell Crumb (James McAvoy), respectivamente herói e vilão de "Corpo fechado" (2000) e "Fragmentado" (2016), entram em confronto nesta aguardada continuação dirigida por M. Night Shyamalan.

    "Creed II" (24 de janeiro): Em sua próxima luta, Adonis Creed (Michael B. Jordan) terá que enfrentar um adversário ainda mais complexo. Dirigido por Steven Caple Jr., e escrito por Juel Taylor e Sylvester Stallone.

    "A favorita" (24 de janeiro): Neste drama de época, Rachel Weisz interpreta a Duquesa de Marlborough, confidente e amante secreta da Rainha Ana (Olivia Colman), na Inglaterra do século XVIII. Mas se sente ameaçada quando chega Abgail, criada vivida por Emma Stone que passa a atrair a atenção da majestade.

    "Green book - O guia" (24 de janeiro): Premiado no Globo de Ouro, o filme mostra a relação entre um pianista (Mahershala Ali) em turnê no sul dos EUA nos anos 1960 e seu motorista, interpretado por Viggo Mortensen.

    "Se a rua Beale falasse" (24 de janeiro): Barry Jenkins, de "Moonlight", adapta para o cinema o livro de James Baldwin.

    "No portal da eternidade" (7 de fevereiro): Willem Dafoe interpreta Vincent Van Gogh no novo filme de Julian Schnabel.

    "Guerra Fria" (7 de fevereiro): Concorrente polonês ao Oscar de melhor filme estrangeiro, o novo filme de Pawel Pawlikowski já rendeu a Palma de Ouro e o prêmio de melhor diretor em Cannes.

    "A mula" (14 de fevereiro): Em seu novo filme, Clint Eastwood é um veterano de guerra de 90 anos pego transportando cocaína nos EUA para um cartel mexicano.

    "Duas rainhas" (14 de fevereiro): Filme traz Saoirse Ronan e Margot Robbie como as rainhas rivais Mary Stuart e Elizabeth I.

    "Tito e os pássaros" (14 de fevereiro): A animação dos brasileiros Gabriel Bittar e André Catoto, indicada ao Annie Awards, finalmente estreia.

    "Capitã Marvel" (7 de março): Brie Larsson assume a capa da heroína nessa prévia do novo Vingadores.

    "Dumbo" (28 de março): A versão de Tim Burton para o clássico da Disney.

    "Marighella" (18 de abril): Em sua estreia na direção, Wagner Moura conta a história do guerrilheiro que chegou a ser considerado o "inimigo número 1" da ditadura no Brasil.

    "Vingadores: Ultimato" (25 de abril): O episódio final da fase três do Universo Cinematográfico Marvel é certamente o filme mais aguardado do ano para os fãs de quadrinhos. Com metade do universo exterminado, como os Vingadores enfrentarão Thanos?

    Livros

    Kristen Roupenian autora do conto Cat person.jpg"Cat person", de Kristen Roupenian (Companhia das Letras): Publicado no site da revista "New Yorker" no ano passado, o conto de Kristen Roupenian viralizou globamente. A súbita fama levou editoras do mundo todo a disputar a sua primeira coletânea. Por aqui, quem comprou os direitos foi a Companhia das Letras, que lança o livro ainda em janeiro. O polêmico conto (sobre uma garota que tem um péssimo date com um rapaz fã de gatos) está incluído.

    "Boy erased: uma verdade anulada", de Garrard Conley (Intrínseca): Nascido em uma comunidade religiosa de uma cidadezinha do Arkansas, Garrard Conley foi obrigado a tomar uma decisão traumática aos 19 anos. Filho de um pastor da igreja Batista, ele seria renegado pela própria família se não aceitasse se submeter a terapia da chamada "cura gay". Neste livro, ele conta a experiência dentro de um centro de conversão para "reverter" a homossexualidade. Lançamento em janeiro.

    "Lucky Jim", de Kingsley Amis (Todavia): Clássico da literatura absurda, o livro foi lançado originalmente em 1954, mas nunca havia sido traduzido no Brasil. Admirado por críticos (o ensaísta Christopher Hitchens o considera uma das obras mais engraçadas do século XX), faz uma sátira mordaz da vida na universidade, com suas maquinações e hipocrisias.

    "Minha coisa favorita é monstro", de Emil Ferris (Companhia das Letras): Uma das mais aguardadas do ano, a HQ sairá em abril. Emil Ferris mergulha na iconografia dos filmes de terror dos anos 1960 pelo olhar de uma garota fascinada pelo gênero. Em seu diário, ela desenha a si mesma como um lobismoça e nos guia por uma jornada afetiva pelo universo da cultura pulp e do cinema de baixo orçamento da época.

    "Porca", de Alexandre Marques Rodrigues (Record): Vencedor do Prêmio Sesc de Literatura em 2014 pelo livro "Parafilias", o santista Alexandre Marques Rodrigues volta a misturar erotismo e psicologia no romance “Entropia’. Em um momento em que a ficção distópica está em alta, o autor descreve uma nação pervertida, que acaba sendo comandada por um líder autoritário. Paralelos com a realidade atual não devem ser descartados, já antecipa a editora, que lançará o livro até abril.

    TV

    true-deteticve.jpg"True detective": A série policial ganhou muitos fãs na primeira temporada, graças a atuações soberbas de Matthew McConaughey e Woody Harrelson, além da trama de tensão sufocante. Após decepcionar no segundo ano, ganha uma nova chance, dessa vez com Mahershala Ali no papel um detetive investigando sumiço de duas crianças. Dia 13 de janeiro, na HBO.

    "Verão 90": A nova novela das 19h estreia em 29 de janeiro. De Izabel de Oliveira e Paula Amaral e com direção de Jorge Fernando, a trama se passa em 1990 e conta a história de três jovens, Manuzita (Isabelle Drummond), João (Rafael Vitti) e Jerônimo (Jesuíta Barbosa), que foram estrelas mirins durante a infância.

    "The Umbrella Academy": Adaptação dos quadrinhos criados por Gerard Way (da banda My Chemical Romance) e ilustradas pelo brasileiro Gabriel Bá, a produção leva para as telas a saga de 43 crianças com poderes especiais que são criadas pelo bilionário Sir Reginald Hargreeves na tal Umbrella Academy que dá nome à série. Dia 15 de fevereiro, na Netflix.

    "Game of Thrones": O grande sucesso da HBO chega à sua última temporada com enorme expectativa. Os fãs das séries e dos livros finalmente saberão quem ficará com o Trono de Ferro. E se a ameaça dos Caminhantes Brancos será vencida ou destruirá o reino de Westeros. Em 17 de abril, na HBO.

    "Elis" e "10 segundos para vencer": São duas cinebiografias, que agora chegam à telinha como minissérie. Em "Elis", Andreia Horta interpreta uma das maiores cantoras da música brasileira. Já em "10 segundos para vencer", Daniel de Oliveira encarna o boxeador Éder Jofre, e Osmar Prado vive seu pai. Já disponível no Globoplay.

    "Se eu fechar os olhos agora": A elogiada adaptação do romance de Edney Silvestre, vencedor do Jabuti em 2010, estreia na TV Globo e no Globoplay este ano. No NOW, para clientes Net, a minissérie já pode ser assistida. No elenco, estão nomes como Antonio Fagundes, Mariana Ximenes, Débora Falabella e Murilo Benício.

    "Stranger things 3": Uma das séries mais populares da Netflix, a produção retorna dia 4 de julho, feriado da independência nos Estados Unidos. Até agora, pouco foi revelado sobre o enredo. O que se sabe é que a nova temporada se passará em 1985.

    Exposições

    "Luiz Alphonsus - Cartografia poética": Aos 70 anos, um dos principais representantes da chamada arte conceitual dos anos 1960 e 1970, o mineiro radicado no Rio ganha uma retrospectiva no Espaço Cultural BNDES com cerca de 80 obras em diferentes suportes, a partir de 16 de janeiro.

    "Dreamworks - Uma jornada do esboço às telas" - O CCBB carioca recebe em 6 de fevereiro a exposição realizada em parceria entre a Australian Centre For The Moving Image (ACMI) e a DreamWorks Animationcom, com mais de 300 itens dos arquivos do estúdio, de sucessos como "Shrek", "Madagascar", "Kung Fu Panda" e "Como treinar seu dragão".

    61131282_Quadro Abaporu.jpg"Tarsila popular": O Masp inaugura, em 1º de abril, uma mostra com 160 obras de Tarsila do Amaral (1886-1973), que vai incluir a tela "Abaporu", mais icônica obra do modernismo brasileiro, que será emprestada pelo Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba). A exposição marca o ano em que a instituição destacará a produção das mulheres, em individuais de Djanira (1914 - 1979) e Anna Bella Geiger, e a coletiva "Histórias das mulheres, histórias feministas", em agosto.

    "Paul Klee – Equilíbrio instável" - A maior exposição do artista suíço no Brasil, com mais de 100 obras, será ianugurada no CCBB de São Paulo em 13 de fevereiro e depois terá itinerância pelas unidades do Rio (entre maio e agosto) e de Belo Horizonte (de agosto a novembro). Assinada por Fabienne Eggelhöfer, curadora chefe do Centro Paul Klee, de Berna, na Suíça, a mostra vai reunir estudos e gravuras do final do século XIX até telas dos anos 1920 e 1930.

    "Leonilson: Arquivo e memórias vivos": A retrospectiva reunirá no Centro Cultural Fiesp, em fevereiro, mais de cem obras do artista cearense, morto aos 36 anos em 1993, entre pinturas, desenhos e bordados de coleções particulares e de instituições.

    Artes cênicas

    79715027_SC 05-11-2018 'Ovo' Cirque du Soleil.jpg"Ovo": O espetáculo do Cirque du Soleil dirigido por Deborah Colker chega enfim ao Brasil, dez anos depois de sua estreia no Canadá, em 2009, e rodar o mundo. A temporada brasileira começa em março de 2019, em Belo Horizonte (de 7 a 17, no Ginásio Mineirinho), e depois segue para o Rio (de 21 a 31, na Jeunesse Arena), Brasília (5 a 13 de abril, no Ginásio Nilson Nelson) e São Paulo (19 de abril a 12 de maio, no Ginásio do Ibirapuera).

    "Antes que a definitiva noite se espalhe em Latino America": O novo trabalho do diretor Felipe Hirsch dialoga com as últimas peças que levou aos palcos — "A tragédia latino-americana" e "A comédia latino-americana", ambas de 2016, e "Democracia", de 2018. Dessa vez, o artista recrutou dez autores de países da América Latina (entre eles, os brasileiros Nuno Ramos e André Dahmer, a chilena Manuela Infante, a mexicana Valéria Luiselli e o argentino Pablo Katchadjian) para compor uma dramaturgia fragmentada, pautada por temas atuais e políticos, com título que toma emprestado um verso da canção "Soy loco por ti America", de Caetano Veloso. O elenco é formado por Debora Bloch, Guilherme Weber, Jefferson Schroeder e Renata Gaspar. A estreia acontece no Oi Futuro , no Flamengo. A partir de 10 de janeiro .

    "Rio 2065": A companhia Os Dezequilibrados completa 20 anos com a montagem de um texto inédito, assinado por Pedro Brício. Sob direção de Ivan Sugahara, os atores Alcemar Vieira, Guilherme Piva, Ângela Câmara, Cristina Flores, Letícia Isnard, Jorge Maya e José Karini – que alterna o mesmo papel com Lucas Gouvêa — encenam a trama bem-humorada ambientada no Rio de Janeiro de 2065, num momento em que a cidade é quase toda vendida para os estrangeiros, mas permanece como destino turístico de entretenimento e carnaval. No CCBB, a partir de 11 de janeiro.

    "Macunaíma": Depois de adaptar "Grande sertão: veredas" — em montagem consagrada como um dos melhores espetáculos de 2018 —, Bia Lessa volta a dirigir um clássico da literatura brasileira, em estreia que também acontece no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Ela comanda o elenco da Cia Barca dos Corações Partidos, grupo consagrado por espetáculos como "Auê" e "Suassuna — O auto do reino do Sol", em versão para "Macunaíma", obra publicada por Mário de Andrade há 90 anos. A partir de 13 de março.

    "O mistério de Irma Vap": Mateus Solano e Luis Miranda vão encarnar os personagens vividos em cena por Marco Nanini e Ney Latorraca na peça que foi sucesso nos anos 1980 e 90. Estreia em São Paulo, em abril.


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    NANTUCKET (EUA) — O ator americano Kevin Spacey, de 59 anos, se declarou inocente de abusar sexualmente de um adolescente em 2016, ao ser acusado formalmente, nesta segunda-feira, perante um juiz da ilha de Nantucket, em Massachusetts.

    O escritório do promotor Michael O'Keefe confirmou que uma declaração de inocência foi apresentada em nome de Kevin S. Fowler, o nome verdadeiro do ator.

    O famoso protagonista da série de sucesso da Netflix "House of Cards" ficou em liberdade sob fiança. Não foi solicitado que ele entregasse seu passaporte para evitar uma fuga do país, mas o juiz Thomas Barrett lhe proibiu de contatar a suposta vítima ou sua família, como pedia a acusação. Links Kevin Spacey

    Uma nova audiência anterior ao julgamento foi marcada para o dia 4 de março, mas Spacey não é obrigado a comparecer, disse o juiz.

    Spacey tinha pedido inicialmente que seus advogados o representassem na audiência, e tinha escrito para o juiz uma carta para lhe indicar que se declararia inocente, mas Barrett quis que ele comparecesse pessoalmente no tribunal.

    O ator, que vestia um blazer escuro na audiência, camisa branca com pequenas flores estampadas e gravata de bolinhas, parecia cansado, com bolsas nos olhos. Chegou à ilha de Massachusetts em um avião privado nesta manhã, como mostrou a televisão NBC.

    O advogado de Spacey, Alan Jackson, pediu que nem a suposta vítima nem sua namorada da época apaguem nada de seus telefones celulares entre a data do suposto incidente e agora. O juiz atendeu ao pedido, mas apenas por um prazo de seis meses a partir de julho de 2016. Segundo a imprensa local, Little e sua namorada tinham trocado mensagens e inclusive imagens sobre a suposta agressão.

    As acusações contra o ator chegam 13 meses depois da apresentação da denúncia do adolescente, e fazem parte do mais recente capítulo do movimento #MeToo, depois da sentença do ator Bill Cosby e das acusações contra o produtor de Hollywood Harvey Weinstein.

    É a primeira vez que Spacey enfrenta acusações penais, apesar de haver dezenas de denúncias de assédio e abuso sexual contra ele. Kevin Spacey é acusado formalmente de assédio a adolescente

    O ator pode ser condenado a uma pena de até cinco anos de prisão por colocar a mão dentro da calça de William Little, que tinha 16 anos no momento da suposta agressão, ocorrida em julho de 2016 em um restaurante de Nantucket no qual o jovem trabalhou como ajudante de garçom durante o verão.

    Little contou que certa noite ficou no restaurante após seu expediente para conhecer Spacey. Depois de se apresentar ao ator e lhe dizer que tinha 23 anos — a idade legal para beber em Massachusetts é 21 anos —, começaram a beber cerveja, e logo passaram ao uísque, a pedido de Spacey.

    Algum tempo depois, o ator o convidou a ir com ele e alguns amigos para casa, segundo o jovem. Little rejeitou a oferta porque suspeitava que o ator tentava seduzi-lo. Mas ficou no bar para conseguir uma foto com Spacey.

    Foi então que Spacey — vencedor de dois Oscar por seus papéis em "Os suspeitos", em 1996, e em "Beleza americana", em 2000 — colocou a mão na calça do jovem, segundo a denúncia.

    'Sem provas'

    Spacey, que se viu obrigado a abandonar a vida pública por acusações de abuso sexual em 2017, publicou um vídeo na internet em dezembro em que retomava o papel de Frank Underwood, o personagem que interpretava em "House of Cards", para falar das denúncias.

    O vídeo teve muitas interpretações, que evocaram tanto o destino de Underwood, o personagem principal da série, como as ações contra Spacey.80542516_US actor Kevin Spacey wades through a media frenzy as he makes his appearance during his ar.jpg

    "Você não acreditaria no pior sem provas, acreditaria? Você não se precipitaria em julgamentos sem fatos, se precipitaria? Você fez isso? Não, você não. Você é mais esperto que isso", disse Spacey no vídeo.

    "Claro, alguns acreditaram em tudo e ficaram só esperando ansiosamente me ouvir confessar tudo. Estão ansiosos para que eu declare que tudo que foi dito é verdade e que recebi o que merecia".

    "Só você e eu sabemos que nunca é tão simples, não na política nem na vida". 'Let me be frank', Kevin Spacey

    Spacey chegou a ser considerado um dos melhores atores de sua geração, mas sua carreira desmoronou depois que uma dúzia de homens nos Estados Unidos e no Reino Unido o acusaram de má conduta sexual.

    Além do caso de Nantucket, outras duas investigações estão em curso em Los Angeles e Londres, onde Spacey foi diretor artístico do prestigioso teatro Old Vic de 2004 a 2015.

    O ator mexicano Roberto Cavazos, que atuou em várias produções do Old Vic, disse que "parece que bastava ser um homem com menos de 30 anos para que o senhor Spacey se sentisse livre para nos tocar".

    O primeiro relato público de uma denúncia de abuso veio do ator Anthony Rapp, que denunciou que Spacey abusou dele quando tinha 14 anos, em 1986.

    Spacey não apareceu nas telas nem nos palcos desde a denúncia de Rapp.

    O diretor Ridley Scott tirou Spacey de seu filme "Todo o dnheiro do mundo" (2017), e regravou todas as cenas em que ele aparecia com outro ator, Christopher Plummer.


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  • 01/07/19--14:37: O Jô, o pai e o tio-avô
  • Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.

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    NOVA YORK - Frases como “o russo na floresta” e “corta para a tela preta” se tornaram gíria entre os americanos depois que “The Sopranos”, com sua abordagem autoral para uma série de TV, deu início a uma nova era, que também gerou sucessos como “Breaking bad” e “The shield”, além de outras mais singulares e criativas, como “Mad men”, “Transparent” e “Atlanta”. “Nunca achei que ‘The Sopranos’ criaria uma nova linhagem”, diz o criador da série. “Eu só quis me aproximar o máximo possível do cinema”.

    “The sopranos” foi originalmente concebida como um filme, correto?

    Sim. Minha ideia era ter Robert De Niro como... bom, ele ainda não tinha nome, e Anne Bancroft como sua mãe. Mas eu estava em uma agência nova, e eles disseram que as comédias de máfia já tinham morrido, e eu tinha que esquecer aquilo. Acho que eles não tinham captado bem o espírito. Links Sopranos

    Por que um seriado de máfia, especificamente?

    Eu, como ítalo-americano, queria ver ítalo-americanos retratados. Aí as pessoas diziam: “Você não mostrou os italianos como eles são. Nem todos são bandidos”. Nem no programa. A Dra. Melfi (Lorraine Bracco, analista de Tony Soprano) não era uma criminosa. Os personagens principais eram.

    Você ficou chateado com as críticas sobre a forma como os ítalo-americanos apareciam?

    Não. Fiquei ligado nisso, apenas. Em “The Sopranos” tinha muita coisa que não se via em outros programas que retratam a máfia, e ficava chateado quando as pessoas não viam isso. Íamos filmar o episódio “Pine Barrens” na reserva florestal de South Mountain, em Nova Jersey, e o administrador local nos expulsou de lá porque éramos uma péssima amostragem de italianos. Depois ele foi preso (risos).

    James Gandolfini formatou Tony Soprano com características que você não tinha imaginado?

    No primeiro dia de filmagens, havia uma cena em que Christopher dizia a Tony que ia escrever o roteiro de um filme e levá-lo a Hollywood. No diálogo, Tony dizia: “Tá maluco?”, e lhe dava um tapinha amoroso. Na hora de filmar, Jim o puxou de sua cadeira pelo colarinho e disse: “Tá maluco, porra?”. Pensei: “Esse é Tony Soprano”. Parecia um gângster de verdade.

    Houve algum momento, no começo, em que você teve uma pista do que viria no futuro?

    Acho que “College” (“Faculdade”), quinto episódio da primeira temporada, me trouxe uma espécie de revelação. Quando Tony levou sua filha para conhecer faculdades (e, no caminho, matou barbaramente um antigo mafioso que tinha mudado de lado). Alguns dos melhores episódios foram aqueles em que ele (ou alguém) estava fora de seu habitat. Como “Pine Barrows”. Era como pequenos filmes, o que eu sempre quis fazer. Um filminho por semana. Nunca quis fazer histórias contínuas.

    Por que não?

    Não sei. Pensava em “Dallas” — não queria aquilo. Mas fui convencido, depois, e acabou sendo uma ótima ideia.

    Houve episódios que você gostaria de ter refeito?

    Sim, a ida deles à Itália. Aquele não era o nosso habitat. Não sabíamos direito do que estávamos falando.

    Desde o começo você sabia que a série ia incorporar elementos impressionistas, como as cenas de sonhos?

    Muita gente odiou aqueles sonhos. Eles queriam apenas um seriado de máfia, o lema era “menos enrolação, mais amputação”. Ora, o programa falava de psiquiatria, os sonhos são parte disso.

    Você sonha com “The Sopranos”?

    Não, sonho com Jim Gandolfini (ele e o ator, que morreu de infarto em 2013, não se davam bem na reta final da série). Eu não me lembro bem dos sonhos e nunca os analisei. Talvez ele seja Tony Soprano em algum. Está com raiva em vários.

    A atriz Edie Falco brinca que quer trazer a série de volta, com Carmela, que ela interpretava, como chefe da família. Alguém já o consultou seriamente querendo alguma espécie de ressurreição?

    Não. Já vieram me propor outras coisas ligadas à máfia, mas não “The Sopranos”.

    Sério? Eu imagino a Netflix vindo com um carro-forte e dizendo: “Quanto?”

    Não. Nunca aconteceu.

    O que seria necessário?

    Para voltar? Eu não faria. No fim, estávamos acabados. Eu estava acabado.

    O fim da série é lembrado pelo corte para a tela preta e os comentários que se seguiram. Você faria algo diferente se soubesse que depois passaria anos ouvindo perguntas ?

    Acho que não, apesar da minha surpresa com a reação. Foi uma sensação prazerosa saber que causamos uma impressão nas pessoas. Muita gente ficou furiosa. Às vezes eu não acreditava na importância que aquilo tinha para alguns.

    Com a chegada do aniversário de 20 anos, está pronto para mais uma rodada de “Tony morreu ou não morreu?”

    Olha, vou te dizer que fico de saco cheio disso. Meu Deus, 86 episódios e as pessoas ficam com fixação nisso?

    Acho que há alguma esperança naquele fim.

    Você é o primeiro que me diz isso. Tem esperança, sim. “Don’t stop believing” (“Não pare de acreditar”, do grupo Journey) é o nome da música! O que mais se pode dizer?

    Há uma resposta certa para “Tony está vivo ou morto”?

    Não creio. Não creio.


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    NOVA YORK - Frases como “o russo na floresta” e “corta para a tela preta” se tornaram gíria entre os americanos depois que “Os Sopranos”, com sua abordagem autoral para uma série de TV, deu início a uma nova era, que também gerou sucessos como “Breaking bad” e “The shield”, além de outras mais singulares e criativas, como “Mad men”, “Transparent” e “Atlanta”. “Nunca achei que ‘Sopranos’ criaria uma nova linhagem”, diz o criador da série. “Eu só quis me aproximar o máximo possível do cinema”.

    “Os Sopranos” foi originalmente concebida como um filme, correto?

    Sim. Minha ideia era ter Robert De Niro como... bom, ele ainda não tinha nome, e Anne Bancroft como sua mãe. Mas eu estava em uma agência nova, e eles disseram que as comédias de máfia já tinham morrido, e eu tinha que esquecer aquilo. Acho que eles não tinham captado bem o espírito. Links Sopranos

    Por que um seriado de máfia, especificamente?

    Eu, como ítalo-americano, queria ver ítalo-americanos retratados. Aí as pessoas diziam: “Você não mostrou os italianos como eles são. Nem todos são bandidos”. Nem no programa. A Dra. Melfi (Lorraine Bracco, analista de Tony Soprano) não era uma criminosa. Os personagens principais eram.

    Você ficou chateado com as críticas sobre a forma como os ítalo-americanos apareciam?

    Não. Fiquei ligado nisso, apenas. Em “Sopranos” tinha muita coisa que não se via em outros programas que retratam a máfia, e ficava chateado quando as pessoas não viam isso. Íamos filmar o episódio “Pine Barrens” na reserva florestal de South Mountain, em Nova Jersey, e o administrador local nos expulsou de lá porque éramos uma péssima amostragem de italianos. Depois ele foi preso (risos).

    James Gandolfini formatou Tony Soprano com características que você não tinha imaginado?

    No primeiro dia de filmagens, havia uma cena em que Christopher dizia a Tony que ia escrever o roteiro de um filme e levá-lo a Hollywood. No diálogo, Tony dizia: “Tá maluco?”, e lhe dava um tapinha amoroso. Na hora de filmar, Jim o puxou de sua cadeira pelo colarinho e disse: “Tá maluco, porra?”. Pensei: “Esse é Tony Soprano”. Parecia um gângster de verdade.

    Houve algum momento, no começo, em que você teve uma pista do que viria no futuro?

    Acho que “College” (“Faculdade”), quinto episódio da primeira temporada, me trouxe uma espécie de revelação. Quando Tony levou sua filha para conhecer faculdades (e, no caminho, matou barbaramente um antigo mafioso que tinha mudado de lado). Alguns dos melhores episódios foram aqueles em que ele (ou alguém) estava fora de seu habitat. Como “Pine Barrows”. Eram como pequenos filmes, o que eu sempre quis fazer. Um filminho por semana. Nunca quis fazer histórias contínuas.

    Por que não?

    Não sei. Pensava em “Dallas” — não queria aquilo. Mas fui convencido, depois, e acabou sendo uma ótima ideia.

    Houve episódios que você gostaria de ter refeito?

    Sim, a ida deles à Itália. Aquele não era o nosso habitat. Não sabíamos direito do que estávamos falando.

    Desde o começo você sabia que a série ia incorporar elementos impressionistas, como as cenas de sonhos?

    Muita gente odiou aqueles sonhos. Eles queriam apenas um seriado de máfia, o lema era “menos enrolação, mais amputação”. Ora, o programa falava de psiquiatria, os sonhos são parte disso.

    Você sonha com “Sopranos”?

    Não, sonho com Jim Gandolfini (ele e o ator, que morreu de infarto em 2013, não se davam bem na reta final da série). Eu não me lembro bem dos sonhos e nunca os analisei. Talvez ele seja Tony Soprano em algum. Está com raiva em vários.

    A atriz Edie Falco brinca que quer trazer a série de volta, com Carmela, que ela interpretava, como chefe da família. Alguém já o consultou seriamente querendo alguma espécie de ressurreição?

    Não. Já vieram me propor outras coisas ligadas à máfia, mas não “Sopranos”.

    Sério? Eu imagino a Netflix vindo com um carro-forte e dizendo: “Quanto?”

    Não. Nunca aconteceu.

    O que seria necessário?

    Para voltar? Eu não faria. No fim, estávamos acabados. Eu estava acabado.

    O fim da série é lembrado pelo corte para a tela preta e os comentários que se seguiram. Você faria algo diferente se soubesse que depois passaria anos ouvindo perguntas?

    Acho que não, apesar da minha surpresa com a reação. Foi uma sensação prazerosa saber que causamos uma impressão nas pessoas. Muita gente ficou furiosa. Às vezes eu não acreditava na importância que aquilo tinha para alguns.

    Com a chegada do aniversário de 20 anos, está pronto para mais uma rodada de “Tony morreu ou não morreu?”

    Olha, vou te dizer que fico de saco cheio disso. Meu Deus, 86 episódios e as pessoas tem fixação nisso?

    Acho que há alguma esperança naquele fim.

    Você é o primeiro que me diz isso. Tem esperança, sim. “Don’t stop believing” (“Não pare de acreditar”, do grupo Journey) é o nome da música! O que mais se pode dizer?

    Há uma resposta certa para “Tony está vivo ou morto”?

    Não creio. Não creio.


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    NEW YORK — O Sindicato de Atores de Teatro da Broadway proibiu seus membros de participarem de trabalhos de desenvolvimento de espetáculos da Broadway, em meio a uma campanha por contratos que incluam divisão de lucros.

    O sindicato Actors' Equity chamou a ação de greve, determinando que seus membros estão impedidos de trabalhar em laboratórios de desenvolvimento, workshops e leituras encenadas. Cerca de um quarto de todos os espetáculos da Broadway usam laboratórios de desenvolvimento para testar o material, e há vários deles programados nos próximos meses.

    — Nenhum sindicato quer chegar a este ponto, mas levamos o assunto a sério, porque os nossos membros levam esse assunto a sério", disse Kate Shindle, presidente do sindicato. "Não achamos que esses termos sejam justos."

    A Liga da Broadway, que representa os produtores, espera que a disputa seja resolvida: "A Liga da Broadway tem negociado de boa fé em várias sessões e há propostas adicionais a serem feitas", disse o grupo em comunicado. "Estamos ansiosos para continuar nosso diálogo respeitoso com o sindicato e confiantes de que chegaremos a um acordo justo que será benéfico para ambos os lados."

    Pelo menos quatro laboratórios de desenvolvimento estão agendados nas próximas semanas para adaptações dos filmes “Quase Famosos” e “August Rush” e musicais inspirados nos catálogos de Michael Jackson e Huey Lewis.

    O musical de Lewis, “Heart of Rock & Roll”, fez testes na segunda-feira para um laboratório programado para começar no final do próximo mês. Segundo a Equity, os testes aconteceram normalmente, mas qualquer seus membros serão impedidos de participar do laboratório sem um acordo.

    Os laboratórios de desenvolvimento geralmente duram quatro semanas e envolvem artistas e criadores n uma sala de ensaios, trabalhando em diálogos, cenas, músicas e danças. As produções recentes que usaram laboratórios incluem “To Kill a Mockingbird”, “The Cher Show” e “Hello, Dolly!”

    Os atores recebem cerca de US$ 1.000 por semana pela participação. O sindicato quer, além de um aumento salarial, que os espetáculos apresentados na Broadway que recuperarem seus custos dividam 1% dos lucros com os atores e gerentes de palco que participaram do desenvolvimento inicial dos projetos.

    — No fim, todos esperamos chegar a um acordo, mas nossos membros nos disseram de forma muito clara que as condições e termos sob os quais eles trabalham não refletem suas contribuições — disse Shindle.

    A Liga defende que a divisão nos lucros seja dedinida por produtores individuais, não coletivamente. Alguns produtores, incluindo os que estão por trás de “Frozen” e “Mean Girls”, concordaram voluntariamente em compartilhar lucros com participantes de laboratórios de desenvolvimento.


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    LONDRES — Um popular autor e apresentador francês recebeu críticas generalizadas após dizer que mulheres com mais de 50 anos são "muito velhas" para se amar e "invisíveis" para ele. Yann Moix, que tem 50 anos, disse à revista feminina Marie Claire ser "incapaz" de amar uma mulher da sua idade. Moix diz prefer namorar mulheres mais jovens, especialmente as de origem coreana, chinesa e japonesa.

    — Eu prefiro corpos de mulheres mais jovens, é isso. O corpo de uma mulher de 25 anos é extraordinário. O corpo de uma mulher de 50 anos não é nada extraordinário. — disse o premiado escritor. — Talvez seja triste para as mulheres com quem saio, mas o tipo asiático é suficientemente rico, grande e infinito para não me envergonhar.

    Os comentários de Moix atraíram indignação, particularmente nas redes sociais. Em resposta, uma jornalista de 52 anos publicou uma foto de seu bumbum, agora apagada: "Voila, as nádegas de uma mulher de 52 anos ... que imbecil você é, não sabe o que está perdendo", escreveu Colombe Schneck no Instagram.

    Outros postaram fotos de estrelas de cinema de 50 anos, incluindo Halle Berry, Jennifer Aniston e Monica Bellucci.

    Respondendo às críticas, Moix disse à rádio local na segunda-feira que não podia evitar sua preferência por mulheres mais jovens.

    "Eu gosto do que eu gosto e não preciso responder ao tribunal do gosto", disse Moix à rádio RTL. "Mulheres de cinquenta anos também não me procuram. Elas têm mais o que fazer além de ficar perto de um neurótico que escreve e lê o dia todo. Não é fácil estar comigo".


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    A Rede Globo anunciou nesta terça-feira (8) o fim do "Vídeo show", já na próxima sexta-feira, e, um dos apresentadores mais marcantes da atração, Miguel Falabella, afirmou que o programa entra para a história, mas cumpre sua proposta com o término.

    — Tudo tem seu ciclo. Terminar, tudo termina. Nós terminamos, imagina um programa. Mas boas lembranças ficarão. Honestamente, não fico triste com o fim. O "Vídeo Show" cumpriu seu tempo e entrou para a história — avalia ele.

    Apresentador do programa por 13 anos (1987-2000), Miguel Falabella ficou afastado da bancada por 16 anos, até voltar para encerrar a atração e apresentar o quadro "Memória nacional", em homenagem a grandes artistas. Ele afirma ainda que, apresar do pouco tempo de seu retorno, já estava querendo encerrar sua seguda passagem.

    — Eu já estava querendo mesmo, já estava ali fazendo hora extra. Foi maravilhoso tudo, bom ter voltado, me reaproximado daquele local que foi meu por tantos anos. O 'Vídeo Show", um programa por que tenho tanto afeto, é histórico. Mas as coisas terminam, e temos que olhar para a frente.


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    RIO — Em 2018, o cinema brasileiro cresceu 29,9% em venda de ingressos, segundo relatório do “Filme B”, site de análise do mercado audiovisual. A taxa parece animadora, mas foi impulsionada, principalmente, por um único filme: “Nada a perder”, a cinebiografia do bispo Edir Macedo.

    O longa religioso dirigido por Alexandre Avancini vendeu 12 milhões de bilhetes e se mantém no topo das maiores bilheterias de todos os tempos. Esse número é metade dos 24 milhões de espectadores que foram aos cinemas ver obras nacionais em 2018. E, mesmo assim, o filme foi exibido em salas vazias à época de seu lançamento. Enquanto Igreja Universal negou ter comprado e distribuído tíquetes entre fiéis, exibidoras confirmaram ter vendido pacotes para pastores.

    Bilheterias cinema 2018— O fato é que não podemos ficar dependentes de fenômenos religiosos para termos bons resultados — avalia Paulo Sérgio Almeida, diretor do “Filme B”.

    O balanço aponta que, durante 2018, apenas quatro filmes tiveram mais de 1 milhão de espectadores, a marca almejada pelos grandes lançamentos. Os felizardos foram “Os farofeiros” (2,6 milhões), “Fala sério, mãe!” (2,4 mi) e “Tudo por um popstar” (1,2 mi), além de “Nada a perder”. Com exceção deste, todos são comédias — gênero que historicamente tem bom desempenho comercial. Em 2013, o número de filmes que ultrapassou a linha milionária chegou a nove.

    — Ou seja, as comédias não explodiram em 2018. É um gênero forte no Rio e Nordeste, regiões muito afetadas pela crise econômica — ressalta Almeida. — Sentimos falta de filmes que unam qualidade com valor comercial. Foi isso o que a Retomada nos trouxe de melhor. No entanto, a indústria mudou. Diretores e produtores de destaque migraram para outras áreas. Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”), José Padilha (“Tropa de elite”) e Walter Salles (“Central do Brasil”), por exemplo, foram para a TV ou outro país — ressalta Almeida.

    Das quatro maiores bilheterias de 2018, todas foram distribuídas por Downtown e Paris Filmes, responsáveis por grandes lançamentos nacionais. Ainda segundo o “Filme B”, a dobradinha concentrou nada menos que 90,4% da renda gerada por ingressos de filmes brasileiros.

    Bruno Wainer, diretor da Downtown Filmes, considera que o ano foi bom para a empresa, mas identifica resultados abaixo do esperado. “O doutrinador”, por exemplo, mesmo com toda a pompa de blockbuster, foi visto por “apenas” 259 mil pessoas, de acordo com dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Lançado quase em novembro, o filme aborda um anti-herói que persegue políticos e empresários corruptos.

    — A complexidade do projeto impediu que lançássemos o filme antes do fim da eleição, quando o tema da corrupção estava em voga. Atrasamos e perdemos o timing — reconhece Wainer. — Mesmo assim, o retorno que tivemos do público foi positivo. Os espectadores estão interessados em gêneros além da comédia. Vamos continuar investindo em outras frentes.

    Almeida também vê um futuro animador. Lançados no fim de dezembro, a comédia “Minha vida em Marte” e o infantil “D.P.A. 2 — O mistério italiano", ambos da Downtown/Filmes, estão fazendo boa carreira no início de 2019 e já venderam mais de 1 milhão de ingressos. Além disso, nas últimas semanas os trailers de “Turma da Mônica — Laços” e “Sai de baixo”, ambos previstos para este ano, repercutiram nas redes sociais.

    — A nuvem negra sobre as comédias brasileiras está se dissipando. Enquanto isso, filmes infantojuvenis preenchem uma lacuna deixada em branco por franquias como “Xuxa” e “Os Trapalhões” — conclui Almeida.


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    RIO — Em 2018, o cinema brasileiro cresceu 29,9% em venda de ingressos, segundo relatório do “Filme B”, site de análise do mercado audiovisual. A taxa parece animadora, mas foi impulsionada, principalmente, por um único filme: “Nada a perder”, a cinebiografia do bispo Edir Macedo.

    O longa religioso dirigido por Alexandre Avancini vendeu 12 milhões de bilhetes e se mantém no topo das maiores bilheterias de todos os tempos. Esse número é metade dos 24 milhões de espectadores que foram aos cinemas ver obras nacionais em 2018. E, mesmo assim, o filme foi exibido em salas vazias à época de seu lançamento. Enquanto a Igreja Universal negou ter comprado e distribuído tíquetes entre fiéis, exibidoras confirmaram ter vendido pacotes para pastores.

    Bilheterias cinema 2018— O fato é que não podemos ficar dependentes de fenômenos religiosos para termos bons resultados — avalia Paulo Sérgio Almeida, diretor do “Filme B”.

    O balanço aponta que, durante 2018, apenas quatro filmes tiveram mais de 1 milhão de espectadores, a marca almejada pelos grandes lançamentos. Os felizardos foram “Os farofeiros” (2,6 milhões), “Fala sério, mãe!” (2,4 mi) e “Tudo por um popstar” (1,2 mi), além de “Nada a perder”. Com exceção deste, todos são comédias — gênero que historicamente tem bom desempenho comercial. Em 2013, o número de filmes que ultrapassaram a linha milionária chegou a nove.

    — Ou seja, as comédias não explodiram em 2018. É um gênero forte no Rio e Nordeste, regiões muito afetadas pela crise econômica — ressalta Almeida. — Sentimos falta de filmes que unissem qualidade com valor comercial. Foi isso o que a Retomada nos trouxe de melhor. No entanto, a indústria mudou. Diretores e produtores de destaque migraram para outras áreas. Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”), José Padilha (“Tropa de elite”) e Walter Salles (“Central do Brasil”), por exemplo, foram para a TV ou para outro país — ressalta Almeida.

    Das quatro maiores bilheterias de 2018, todas foram distribuídas por Downtown e Paris Filmes, responsáveis por grandes lançamentos nacionais. Ainda segundo o “Filme B”, a dobradinha concentrou nada menos que 90,4% da renda gerada por ingressos de filmes brasileiros.

    Bruno Wainer, diretor da Downtown Filmes, considera que o ano foi bom para a empresa, mas identifica resultados abaixo do esperado. “O doutrinador”, por exemplo, mesmo com toda a pompa de blockbuster, foi visto por apenas 259 mil pessoas, de acordo com dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Lançado em outubro, o filme aborda um anti-herói que persegue políticos e empresários corruptos.

    — A complexidade do projeto impediu que lançássemos o filme antes do fim da eleição, quando o tema da corrupção estava em voga. Atrasamos e perdemos o timing — reconhece Wainer. — Mesmo assim, o retorno que tivemos do público foi positivo. Os espectadores estão interessados em gêneros além da comédia. Vamos continuar investindo em outras frentes.

    Almeida também vê um futuro animador. Lançados no fim de dezembro, a comédia “Minha vida em Marte” e o infantil “D.P.A. 2 — O mistério italiano", ambos da Downtown/Filmes, estão fazendo boa carreira no início de 2019 e já venderam mais de 1 milhão de ingressos. Além disso, nas últimas semanas os trailers de “Turma da Mônica — Laços” e “Sai de baixo”, ambos previstos para este ano, repercutiram bem nas redes sociais.

    — A nuvem negra sobre as comédias brasileiras está se dissipando. Enquanto isso, filmes infantojuvenis preenchem uma lacuna deixada por franquias como “Xuxa” e “Os Trapalhões” — conclui Almeida.


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    RIO — Do tempo em que estudou Letras, Lio Soares, de 32 anos, conservou a paixão pela literatura latino-americana, especialmente a de autores como o argentino Adolfo Bioy Casares e o colombiano Gabriel García Márquez — mestres que souberam explorar, em seus contos, o “aspecto introspectivo da narrativa, o processo de olhar para dentro”. Dali veio o mote para música que Lio queria fazer com a irmã mais nova, Lay, de 25, e o namorado Jean Machado, de 27 — Tuyo, nos sentidos que a língua espanhola dá para “teu” e, também, numa possível contração de “Tu” e “Yo” (você e eu). Em três sessões (com ingressos esgotados) no sábado, na Audio Rebel, o trio vem revelar aos cariocas os mistérios muito íntimos de “Pra curar”, seu álbum de estreia, lançado em novembro.

    Afinadíssimos e expressivos vocais, em canções de alta melancolia vestidas por violão folk, de cordas de aço, ou, na maior parte das vezes, por eletrônicas eloquentes e elegantes: o Tuyo de “Pra curar” pega o ouvinte nos primeiros segundos de suas canções e o põe num ambiente envolvente de exacerbação emocional, como nos melhores discos de Bon Iver (projeto do americano Justin Vernon) e do inglês James Blake. Links Tuyo

    — Tuyo rompe com o arquétipo da figura negra que reproduz os sons da sua própria raiz — advoga Lio, que ano passado fez com Gianlucca Azevedo, um dos produtores de “Pra curar”, o show “Sad songs Vol. 1”, só de canções do branco Justin (que acabou se tornando parceiro de rappers negros como Kanye West). — Temos a vontade de explorar outros lugares, como o da música eletrônica. E tentamos também aprofundar a questão da nossa presença na sociedade. O personagem negro em geral é muito achatado. Os negros também passam por depressão, traumas.

    Em suas primeiras apresentações oficiais na cidade (em março, eles cantaram umas poucas músicas no projeto Rebuliço, no Teatro Ipanema), o Tuyo traz Gianlucca nas traquitanas eletrônicas (Jean cuida do violão), para mostrar o que Lio define como a “fusão bizarra de elementos fortemente orgânicos com os eletrônicos”.

    — Agora, vai ser uma parada bem performática, estamos em um momento de transição. O Rio nunca recebeu um show com o repertório do nosso EP (“Pra doer”, de 2017) e, em novembro, saiu o disco novo. Ficamos devendo aquelas músicas, nosso público é muito engajado, temos que cantá-las — conta a cantora. — A gente quer interagir com as pessoas que a gente conhece da internet. Elas têm uma presença mais forte do que a gente consegue controlar. Tuyo - Pra Curar (Full Album)

    Com faixas como “Terminal”, “Eu não te conheço” e “Vidaloca” (“um adjetivo bom pra vida é ‘louca’ / porque pra viver não pode bater bem”), “Pra curar” vem como a continuação natural de “Pra doer” (do quase hit “Amadurece e apodrece”).

    — O legal do álbum é que a gente conseguiu contar uma história mais complexa que a do EP — acredita Lio. — A gente gosta muito dos temas delicados. Nós três viemos de Londrina, onde a música sertaneja é muito forte. Tem essa questão do rompimento sertanejo, romântico, que toca muito a todos. Mas a gente fala também dos rompimentos internos e dos enfrentamentos pessoais. Gostamos de fotografar o fim das coisas.

    Lio e Lay nasceram em uma família musical e cantam desde crianças. Lio foi para Curitiba há dez anos, para estudar Letras. Jean (capixaba criado em Londrina, que era amigo das meninas desde a infância) foi dois anos depois. E Lay, em 2017.

    — Nenhum de nós imaginava que ia seguir na música, ela pegou a gente de surpresa — jura Lio, que, em 2016, acabou indo parar com a irmã no programa “The Voice” usando seus nomes de batismo: Lilian e Layane. — O Tuyo já existia, e uma amiga nossa nos inscreveu usando esse nome, já que não era um programa de bandas. A gente tinha a certeza de que não ia passar, mas foi passando e passando. O programa nos fez acreditar na nossa música. Se aquele povo tão competente queria investir nela, por que a gente não ia querer? 06. Baco Exu do Blues - Flamingos (ft. Tuyo)

    Nesta sexta, o Tuyo aproveita a estadia carioca para participar do show de Baco Exu do Blues, cantando “Flamingos”, música do seu aclamado disco “Bluesman”.

    — Na gravação, o Diogo (Baco Exu) dirigiu as vozes e me senti confortável com isso. Ele sabe exatamente o que quer — elogia Lio.

    Serviço

    Onde: Audio Rebel — Rua Visconde de Silva, 55, Botafogo (3435-2692).

    Quando: Sábado, às 18h, 20h e 22h.

    Quanto: R$ 50 (ingressos esgotados).

    Classificação: 16 anos.


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    RIO — A atriz Margot Robbie, estrela de "Esquadrão Suicida" e "O lobo de Wall Street", foi confirmada para o papel da famosa boneca Barbie no cinema, divulgaram a fabricante de brinquedos Mattel e o estúdio Warner Bros. A australiana de 28 anos também será produtora do filme, que ainda não tem título, diretor nem data de estreia.

    A comediante Amy Schumer, escalada anteriormente para o papel, desistiu do projeto em 2017. Boatos em torno de Anne Hathaway ganharam força até Margot se envolver com a produção.barbie_montagem.jpg

    "Me sinto honrada de ter recebido este papel e de participar de um filme que, acredito, terá um impacto extremamente positivo nas crianças e no público de todo o mundo", disse Margot, indicada para o Oscar de melhor atriz por seu papel em "Eu, Tonya" (2017).

    Desde seu lançamento, em 9 de março de 1959, mais de 1 bilhão de bonecas Barbie foram vendidas.


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    RIO — Em apenas dois dias, a família de Jonathan de Araújo Santos, de 9 anos, conseguiu arrecadar quase o dobro da meta prevista na "vaquinha" online para financiar a ida do jovem bailarino para a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Santa Catarina.

    No próximo dia 21, o baiano, morador de São Gonçalo do Retiro, na periferia de Salvador, embarca com a mãe, Denize de Araújo Santos, de 50 anos, e a irmã, Samanta, de 14, para Joinville (SC), onde vai morar pelos próximos 8 anos. A irmã mais velha, Beatriz, de 18 anos, e o pai, o policial militar Josué dos Santos, de 53 anos, vão continuar na cidade. As aulas de balé começam no dia 11 de fevereiro, e Jonathan e a irmã já estão matriculados em escolas estaduais da cidade catarinense.

    Como Denize está desempregada e apenas o pai de Jonathan trabalha, a família precisa de ajuda financeira para custear as despesas de viagem e moradia. Para bancar as duas etapas das seletivas, em Joinville, Josué pegou empréstimos e até milhas aéreas com amigos.

    Por conta disso, a Associação Classista de Educação e Esporte (ACEB) se mobilizou e lançou uma campanha de financiamento coletivo na última segunda-feira (7). A meta de R$ 10 mil reais foi alcançada, e até a manhã desta quarta-feira (09) o valor atingido já passava de R$ 18 mil.

    Com a data da viagem chegando, no dia 21 de janeiro, a mãe do pequeno bailarino se disse animada.

    — Eu estou muito feliz, maravilhada com essas pessoas tão boas que estão ajudando um brasileiro a conquistar o mundo, um sonho do Jonathan que já é nosso, falou.

    Jonathan começou a dançar balé em agosto de 2018, por acaso. Depois de a irmã dele, Samanta, chegar atrasada e ser eliminada de uma seletiva de canto, o garoto acabou se inscrevendo no processo seletivo do Bolshoi, que acontecia no mesmo local.

    — Jonathan tem muita flexibilidade. O potencial dele é esse, que tem tudo a ver com o balé. Ele nunca fez dança e tinha talento. O Bolshoi descobriu ele — contou Josué.

    Com alunos de diferentes estados brasileiros e do exterior, a Escola de Teatro do Bolshoi no Brasil foi fundada há quase 19 anos e é a única filial do famoso teatro russo.

    Para mais informações sobre a campanha de financiamento coletivo, visite o site da vaquinha, que estará disponível até o dia da viagem da família.

    *Estagiária sob supervisão de Leonardo Cazes


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    RIO — A harmonização das vozes das irmãs Lio e Lay Soares e do parceiro Jean Machado, um dos grandes trunfos do trio Tuyo, serve também para resumir “Pra curar”, primeiro disco cheio dos paranaenses. É o tal do mixed feelings, a sobreposição de sensações tão citada pelos jovens nas redes sociais. Ao mesmo tempo que cura, com a doçura causada pela junção de timbres e tons, rasga com versos sinceros, diretos e sofridos.

    Essa confusão do que sentir e de para onde ir, outro retrato da famigerada geração millennial, é percebida quando os músicos falam dos desafios de amar (o outro e a si) em “Cuidado” (“Eu não preciso de você/ Eu sou um tronco forte/ Tenho a terra pra me erguer/ Mas eu te prendo”), da vacilação da autoestima em “:’(”, com versos como “Toda beleza que eu não entendo em mim/ Sei que ela chega aí/ Em um milhão de formas”, e da perda em “Terminal” (“Eu só queria saber se/ Posso chorar ou rir/ Ou qual o tamanho do rombo/ Que você deixou/ Pra eu tentar/ Preencher/ Com o que eu encontrar de você”). Links Tuyo

    Mas é “Vidaloca”, do título aos versos que falam de dilemas insolúveis, da desconfiança quando tudo parece estar dando certo e da incerteza quanto a como se portar (“Porque agora eu sou grande, eu tô bem adulta/ Tenho que pagar de normal”), que melhor resume poeticamente a acertada proposta do álbum.

    Esteticamente, “Pra curar” ainda se impõe como disco de excelente produção, essencialmente minimalista, que vai do orgânico ao sintético com a mesma precisão. É o caso de “Aquela sacada”, que se apresenta com o dedilhar sereno de um violão até embarcar numa viagem de beats à la The XX e autotunes de Bon Iver. “Eu não te conheço” também salta aos ouvidos, quando as batidas eletrônicas são sobrepostas com linhas de guitarra e os coros harmônicos de Lio e Lay numa repetição de versos que causa turbilhão de sensações. Tuyo, 'Pra curar'

    Certa feita, o cantor e compositor Wado, que chamou o trio para seu último disco, comentou que “ninguém no Brasil faz o que Tuyo faz”. “Pra curar” prova que ele estava certo.

    Cotação: ótimo.


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