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    RIO — Paulo Sergio Valle, que sempre sonhou em ser piloto de avião, voou longe. Primeiro fazendo versos para as melodias do irmão, Marcos Valle (é deles o “Samba de verão”). Depois, com outros parceiros, tornou-se um dos grandes letristas da MPB — e de alguns jingles memoráveis.

    No livro “Contos e letras”, que será lançado em 14 de janeiro, Paulo Sergio narra essa trajetória pública e fala de suas principais composições, mas também encontra espaço para saborosas histórias do cotidiano que jogam luz sobre seu universo criativo. Leia, abaixo, duas do tempo da ditadura: sua experiência num festival da canção e a noite em que salvou o cartunista Henfil. info - sc 0501


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    RIO - O músico Marcelo Yuka, de 53 anos, está internado no Rio, em estado grave. Um dos fundadores d'O Rappa, banda da qual foi baterista e compositor, ele deu entrada no hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, no dia 2 de janeiro.

    Segundo Geraldinho Carneiro, empresário do músico, ele entrou em coma de quinta para sexta-feira.

    No início da noite desta sexta, notícias da morte de Yuka começaram a circular na internet, mas foram desmentidas. "Só para informar, meu irmão está no CTI, em um quadro gravíssimo mas está VIVO", escreveu Renato Fontes em uma rede social.

    Segundo a assessoria do Quinta D'Or, a família prefere não dar detalhes sobre seu estado de saúde. Mas amigos próximos explicaram que ele estaria lutando contra uma infecção generalizada, e entrou em coma induzido, respirando por aparelhos.

    Yuka passou por uma série de problemas de saúde desde que ficou paraplégico após ser baleado em um assalto, em novembro de 2000. Seu último disco, “Canções para depois do ódio”, foi lançado em janeiro de 2017, quando o músico estava num quarto de hospital, onde passou boa parte do ano anterior. Em agosto de 2018, ele sofreu um AVC.

    Membro do Rappa de 1993 a 2001, Yuka seguiu na carreira musical. Fundou a banda F.UR.T.O. (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), que gerou ainda uma ONG de mesmo nome com a qual lutou em prol das pesquisas com células tronco.

    Filiado ao PSOL, foi candidato a vice-prefeito do Rio na campanha de Marcelo Freixo em 2012.


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    A partir deste ano, um dos mais cultuados contos de fantasia da História vai deixar o condado geek em busca de outros reinos. Pelo menos três frentes pretendem recolocar “O Senhor dos Anéis” na mapa. E com orçamento para fazer a Terra Média ganhar o mundo.

    Para começar, cinco livros do autor britânico J.R.R. Tolkien (1892-1973) estão sendo relançados no Brasil com novas traduções. Além deles, duas outras obras do escritor, antes inéditas por aqui, chegaram há poucos meses às livrarias (“Beren e Lúthien” e “A queda de Gondolin”) .

    Tolkien 0401Enquanto isso, no meio de 2019, São Paulo e Rio recebem um megaconcerto com a trilha sonora de “A Sociedade do Anel” (2001), primeiro capítulo da trilogia levada ao cinema por Peter Jackson. Por fim, em 2019 também começa a produção bilionária — sim, US$ 1 bilhão por cinco temporadas — de “Senhos dos Anéis” para a TV. É a série mais cara de todos os tempos.

    Todos os projetos são ambiciosos. Veja o caso das novas traduções. A editora HarperCollins compara o processo ao que se faz com a Bíblia. Formou um conselho composto por quatro especialistas na literatura tolkiana. Sua função é adaptar para o português a riqueza de termos, seres e reinos dos clássicos “O Senhor dos Anéis”, “O Silmarillion”, “Contos inacabados”, “O hobbit” e “As cartas de J.R.R. Tolkien”, que serão lançados ao longo de 2019.

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    RIO — Como vai se passar nos anos 1960, a prequela para os cinemas de “The Sopranos”, “The many saints of Newark”, terá um elenco completamente diferente da série que a originou. Até agora, o único ator confirmado é Alessandro Nivola, que viverá Richard "Dickie" Moltisanti, o pai de Christopher (Michael Imperioli), que foi morto quando o filho ainda era criança. (leia análise de Patrícia Kogut).

    Mas, vinte anos após a estreia do drama da HBO, boa parte dos talentos por ela revelados continua por aí, seja estrelando outras séries sobre a máfia ou brilhando no teatro. Confira ao lado o que andam fazendo alguns dos atores mais queridos da série de TV.

    James Gandolfini (Tony Soprano)

    Sopranos12.jpgO protagonista de “The Sopranos” morreu em 2013, vítima de um infarto. Depois da série, ele ainda viveu um diretor da CIA em “A hora mais escura” e estrelou a comédia “À procura do amor”, ao lado de Julia Louis-Dreyfus.

    Edie Falco (Carmela Soprano)

    Sopranos11.jpgIntérprete da mulher de Tony, a atriz estrelou a série “Nurse Jackie” entre 2009 e 2015. Após encerrar temporada com a peça off-Broadway “The true”, ela participa do filme de comédia “El tonto”, com John Malkovich.

    Steven Van Zandt (Silvio Dante)

    80498877_SC - 20 anos de The Sopranos (1).jpgGuitarrista da E Street Band, de Bruce Springsteen (sem peruca, com um lenço na cabeça) desde 1975, Little Steven ganhou em 2011 sua própria série de TV, “Lillyhammer” (Netflix), sobre um mafioso que se muda para a Noruega.

    Michael Imperioli (Chris Moltisanti)

    80498885_SC - 20 anos de The Sopranos.jpgO sobrinho de Tony vive o governador Cuomo na minissérie “Escape at Dannemora” (inédita no Brasil). Ao lado de John Ventimiglia (Artie Bucco em “Sopranos”), ele estrela o filme “Cabaret Maxime”, do português Bruno de Almeida.

    Lorraine Bracco (Jennifer Melfi)

    shutterstock_editorial_2110140r_large.jpgA psicanalista de Tony não emplacou muitos papéis grandes na TV nem no cinema desde o fim da série. O mais importante deles foi como a prefeita Margaret Dutton em “Blue bloods”, série policial do canal americano CBS.

    Dominic Chianese (Junior Soprano)

    80498905_SC - 20 anos de The Sopranos.jpgApós viver o tio de Tony, o ator e cantor de 87 anos não parou. Ele esteve em “Boardwalk empire” e “The good wife” e prepara-se para estrelar um remake de “Umberto D.”, clássico do neorrealismo italiano de Vittorio De Sica.


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    RIO — Séculos atrás, no Japão, as mulheres dos pescadores entretinham-se colhendo mariscos junto às rochas da arrebentação, enquanto esperavam a volta dos maridos dos longos períodos em alto-mar. Espantados com a quantidade de pesca das companheiras, os homens passaram a convidá-las para acompanhá-los nos barcos e experimentar a pesca em águas profundas. Nascia assim o trabalho das ama-san ou “mulheres do mar”, que até hoje, em respeito à tradição milenar, ainda mergulham a grandes profundidades sem o auxílio de oxigênio e com poucos instrumentos, em busca de sustento e, ao mesmo tempo, de seu lugar na sociedade.

    — Para as mulheres, dada a opressão em que viviam, aquele convite foi um gesto enorme de valorização e, por isso mesmo, o aceitaram — explica Cláudia Varejão, diretora do documentário “Ama-san”, sobre as herdeiras dessa tradição milenar, que chega aos cinemas na quinta. — O mergulho (sem proteção) foi o que captou de início minha atenção sobre as ama-san. Essa coragem de enfrentar as profundezas do mar, o desconhecido, para caçar, tendo apenas como ferramentas o corpo, o ar que trazem nos pulmões, a sabedoria e a intuição. Tudo isso num corpo feminino, normalmente associado à fragilidade e incapacidade de cumprir tarefas físicas.80502229_SC - Documentário Ama San.jpg

    Prática pouco registrada

    A cineasta portuguesa tomou conhecimento da existência das pescadoras japonesas quase por acaso, ao ler um livro de poesia da artista Sônia Baptista.

    — Um dos poemas faz referência às amas e, no final dele, encontrei uma pequena nota que explicava quem eram aquelas mulheres. A princípio, fiquei em dúvida se eram reais ou uma criação da autora. Passei uma noite inteira pesquisando na internet. Lembro de encontrar fotos feitas nos anos 1950 do etnógrafo italiano Fosco Maraini com amas muito jovens, desnudas, ao redor de fogueiras, ou com facas, no fundo do mar — conta a realizadora. — Visualmente, a prática delas era única, meus olhos nunca tinham visto nada igual. Percebi que quase não existia documentação sobre elas. Foi como colocar um banquete diante de alguém com fome. 80502237_SC - Claudia Varejão diretora de Ama San.jpg

    Munida de curiosidade e uma bolsa da Fundação Oriente, de fomento ao cinema português, Cláudia iniciou uma série de incursões ao Japão em 2013, em busca de comunidades que preservam essa tradição. Depois de inúmeras visitas a aldeias e muitas recusas em acompanhá-las em seus barcos (“creio que, por regra das comunidades, elas não devem revelar a localização da pesca”), Cláudia chegou a Wagu, na Península de Ise-Shima.

    Ritual antes da pesca

    A colônia nem sequer fazia parte de seu roteiro de pesquisas, mas foi lá que um morador se ofereceu para apresentá-la a Mayumi-san, presidente da associação local das amas.

    — Em minutos chegou uma mulher com cerca de 60 anos em cima de uma moto. Usava salto, chapéu rendado e tinha os lábios pintados. Ela fez uma vênia, estendeu a mão para cumprimentar-me e percebi: é ela. Mayumi ofereceu-se para me levar em sua embarcação já no dia seguinte. Depois, vim a conhecer Matsumi, uma ama prestes a se aposentar, e Masumi, uma aprendiz, duas personagens importantes do filme. Foi tudo intuitivo — explica Cláudia, que voltaria no ano seguinte para registrar os rituais. 80502203_SC - Documentário Ama San.jpg

    — Os lenços brancos que trazem nas cabeças são carimbados com imagens dos deuses que as protegem. Todas são religiosas, geralmente xintoístas, e pedem proteção às divindades antes de entrar no mar. É difícil definir onde começa a poesia e a espiritualidade na vida das amas, até porque essa interpretação difere muito do oriente para o ocidente.


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    RIO — Quando se trata de premiação, o Globo de Ouro pode até ter menos prestígio que o Oscar para o cinema e o Emmy, no caso da TV. Mas certamente é mais divertido — quiçá esperado. Enquanto o evento da Academia viu sua audiência despencar nos últimos anos, resultado de cerimônias mais arrastadas, a festa promovida pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) vem apostando, desde 2009, em apresentadores engraçadíssimos. Como também premia produções de TV e streaming, que a cada ano ganham mais relevância, tem todos os ingredientes para dar certo. A cerimônia deste domingo, transmitida a partir das 22h pelo canal TNT, é o auge dessa tendência.

    Esperando repetir o sucesso das três edições apresentadas pelas comediantes Tina Fey e Amy Poehler (de 2012 a 2014), a HFPA convidou outra dupla de grande apelo: os atores Andy Samberg (de “Brooklyn Nine-Nine”) e Sandra Oh (“Killing Eve”). Eles entregaram, juntos, uma categoria no Emmy passado, e a química no palco era evidente. Links Globo de Ouro

    Depois de uma edição histórica, na qual atrizes usaram roupas pretas em apoio aos movimentos #MeToo e Time’s Up (sem falar do discurso de Oprah Winfrey, lembra?), os mestres de cerimônias querem substituir política por risadas. Tudo é possível até a cerimônia acontecer, claro, mas Samberg e Sandra já deixaram claro que não estão interessados em citar o presidente americano, Donald Trump, por exemplo. Em entrevista à revista “Hollywood Reporter”, Sandra disse querer focar nas mudanças concretas em Hollywood.

    Mas que mudanças? “Quantas zilhões de pessoas viram ‘Pantera Negra’ e ‘Podres de ricos’?”, perguntou a atriz em entrevista à “Hollywood Reporter”, referindo-se aos fenômenos de bilheteria que concorrem ao prêmio de melhor filme de drama e comédia, respectivamente. Um tem elenco predominantemente negro; o outro, asiático. Até poucos anos, a polêmica da vez nas premiações era a falta de diversidade. Então, faz sentido querer simplesmente celebrar.

    A própria estrela de “Killing Eve” fez História no ano passado ao se tornar a primeira mulher de descendência asiática a vencer o Emmy de melhor atriz em série de drama. Hoje à noite, ela é forte candidata a repetir o feito, mas enfrenta a concorrência de Julia Roberts (“Homecoming”). É a primeira vez que esta disputa uma categoria de TV no Globo, e a HFPA adora uma novidade.

    Por esse motivo, “Pose” e “Bodyguard” estão no páreo pelo troféu de melhor série dramática — embora a maioria dos críticos torça para “The Americans”, encerrada com uma excelente sexta temporada.

    “The good place” concorre pela primeira vez como melhor série cômica, o que a favorece. Mas aqui cabe uma ressalva: “The Marvelous Mrs. Maisel”, mesmo tendo vencido ano passado, segue extremamente popular. “O método Kominsky”, “Kidding” e “Barry” são as novidades que completam a categoria. Nenhuma deve ser descartada. É uma das seções mais imprevisíveis de hoje.

    Na seara de cinema, a situação também é complicada. “Nasce uma estrela”, de Bradley Cooper, é citado como favorito na maioria dos sites de apostas. Mas, como mencionado, não se pode subestimar a importância de “Pantera Negra” — e do politizado “Infiltrado na Klan”, uma das obras mais contundentes de Spike Lee sobre racismo. “Se a Rua Beale falasse” tem o peso do diretor Barry Jenkins (de “Moonlight: sob a luz do luar”, 2016). Por fim, “Bohemian Rhapsody” ganhou inesperado prestígio na temporada de premiações, mesmo com a mancha no nome do diretor Bryan Singer, demitido no meio das filmagens por “comportamento errático” no set.

    Entre as comédias, “Green Book: o guia” foi o grande vencedor do Festival de Toronto e aparece em primeiro lugar na lista de vários especialistas. No páreo está “A favorita”, a trama de época dirigida pelo grego Yorgos Lanthimos, que conquista o coração dos jurados a cada filme que lança. E não esqueça de “Vice”, sátira política sobre o vice-presidente Dick Cheney. Mesmo tendo recebido críticas mistas, o longa de Adam McKay é líder de indicações (seis, no total), sinalizando ser um queridinho entre os jurados.

    Este ano, o 76º Globo de Ouro acontece na véspera do início da votação da Academia. Assim, é grande a possibilidade de os resultados de hoje influenciarem os do Oscar. Por mais que os votantes sejam diferentes, a projeção que os premiados de hoje ganharão não pode ser ignorada. De qualquer forma, mesmo que você não ligue para quem vai levar as estatuetas, a cerimônia do Globo de Ouro é, por si só, entretenimento de qualidade.

    Veja a lista de indicados

    Cinema

    Filme - Drama

    “Infiltrado na Klan”

    “Pantera Negra"

    “Bohemian Rhapsody”

    “Se a rua Beale falasse”

    “Nasce uma estrela”

    Filme - Musical ou Comédia

    “Podres de ricos”

    “A favorita”

    “Green Book: o guia”

    “O retorno de Mary Poppins”

    “Vice”

    Atriz - Drama

    Glenn Close (“A esposa”)

    Lady Gaga (“Nasce uma estrela”)

    Nicole Kidman (“Destroyer”)

    Melissa McCarthy (“Can you ever forgive me?”)

    Rosamund Pike (“A private war”)

    Ator - Drama

    Bradley Cooper (“Nasce uma estrela”)

    Willem Dafoe (“No portal da eternidade”)

    Lucas Hedges (“Boy erased: uma verdade anulada”)

    Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”)

    John David Washington (“Infiltrado na Klan”)

    Atriz - Musical ou Comédia

    Emily Blunt (“O retorno de Mary Poppins”)

    Olivia Colman (“A favorita”)

    Elsie Fisher (“Eighth grade”)

    Charlize Theron (“Tully”)

    Constance Wu (“Podres de ricos”)

    Ator - Musical ou Comédia

    Christian Bale (“Vice”)

    Lin-Manuel Miranda (“O retorno de Mary Poppins”)

    Viggo Mortensen (“Green Book: o guia”)

    Robert Redford (“The old man and the gun”)

    John C. Reilly (“Stan & Ollie”)

    Diretor

    Bradley Cooper (“Nasce uma estrela”)

    Alfonso Cuarón (“Roma”)

    Peter Farrelly (“Green Book: o guia”)

    Spike Lee (“Infiltrado na Klan”)

    Adam McKay (“Vice”)

    Atriz coadjuvante

    Amy Adams (“Vice”)

    Claire Foy (“First man”)

    Regina King (“Se a rua Beale falasse”)

    Emma Stone (“A favorita”)

    Rachel Weisz (“A favorita”)

    Ator coadjuvante

    Mahershala Ali (“Green Book: o guia”)

    Timothée Chalamet (“Querido menino”)

    Adam Driver (“Infiltrado na Klan”)

    Richard E. Grant (“Can you ever forgive me?”)

    Sam Rockwell (“Vice”)

    Roteiro

    Barry Jenkins (“Se a rua Beale falasse”)

    Adam McKay (“Vice”)

    Alfonso Cuarón (“Roma”)

    Deborah Davis e Tony McNamara (“A favorita”)

    Peter Farrelly, Nick Vallelonga, Brian Currie (“Green Book: o guia”)

    Filme em língua estrangeira

    “Capernaum” (Líbano)

    “Girl” (Bélgica)

    “Never look away” (Alemanha)

    “Roma” (México)

    “Shoplifters” (Japão)

    Animação

    “Os Incríveis 2"

    “Ilha dos cachorros”

    “Mirai”

    “WiFi Ralph: quebrando a internet”

    “Homem-Aranha no Aranhaverso”

    Trilha original

    Marco Beltrami (“Um lugar silencioso”)

    Alexandre Desplat (“Ilha dos cachorros”)

    Ludwig Göransson (“Pantera Negra”)

    Justin Hurwitz (“O primeiro homem”)

    Marc Shaiman (“O retorno de Mary Poppins”)

    Canção

    “All the stars” (“Pantera Negra”)

    “Revelation” (“Boy erased: uma verdade anulada”)

    “Girl in the movies” (“Dumplin”)

    “Shallow” (“Nasce uma estrela”)

    “Requiem for a private war” (“A private war”)

    Televisão

    Série - Drama

    “The Americans”

    “Bodyguard”

    “Homecoming”

    “Killing Eve”

    “Pose”

    Série - Musical ou Comédia

    “Barry”

    “Kidding”

    “The good place”

    “O método Kominsky”

    “The marvelous Mrs. Maisel”

    Minissérie ou filme para TV

    “The alienist”

    “American crime story: O assassinato de Gianni Versace”

    “Escape at Dannemora”

    “Sharp objects”

    “A very English scandal”

    Ator em série - Musical ou Comédia

    Sacha Baron Cohen (“This is America”)

    Michael Douglas (“O método Kominsky”)

    Donald Glover (“Atlanta”)

    Bill Hader (“Barry”)

    Atriz em série - Musical ou Comédia

    Kristen Bell (“The good place”)

    Candice Bergen (“Murphy Brown”)

    Alison Brie (“Glow”)

    Rachel Brosnahan (“The marvelous Mrs. Maisel”)

    Debra Messing (“Will & Grace”)

    Atriz em série - Drama

    Caitriona Balfe (“Outlander”)

    Elisabeth Moss (“O conto da aia”)

    Sandra Oh (“Killing Eve”)

    Julia Roberts (“Homecoming”)

    Keri Russell (“The Americans”)

    Ator em série - Drama

    Jason Bateman (“Ozark”)

    Stephan James (“Homecoming”)

    Billy Porter (“Pose”)

    Richard Madden (“Bodyguard”)

    Matthew Rhys (“The Americans”)

    Ator em minissérie ou filme para TV

    Antonio Banderas (“Genius: Picasso”)

    Daniel Brühl (“The alieniest”)

    Darren Criss (“American crime story: O assassinato de Gianni Versace”)

    Benedict Cumberbatch (“Patrick Melrose”)

    Hugh Grant (“A very English scandal”)

    Atriz em minissérie ou filme para TV

    Amy Adams (“Sharp objects”)

    Patricia Arquette (“Escape at Dannemora”)

    Connie Britton (“Dirty John”)

    Laura Dern (“The tale”)

    Regina King (“Seven seconds”)

    Ator coadjuvante (em geral)

    Alan Arkin (“O método Kominsky”)

    Kieran Culkin (“Succession”)

    Edgar Ramirez (“American crime story: O assassinato de Gianni Versace”)

    Ben Whishaw (“A very English scandal”)

    Henry Winkler (“Barry”)

    Atriz coadjuvante (em geral)

    Alex Bornstein (“The marvelous Mrs. Maisel”)

    Patricia Clarkson (“Sharp objects”)

    Penelope Cruz (“American crime story: O assassinato de Gianni Versace”)

    Thandie Newton (“Westworld”)

    Yvonne Strahovski (“O conto da aia”)


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    Alguns anos atrás, o coreógrafo Miguel Gutierrez se viu em uma situação estranha, que não tinha razão de ser: ele estava em uma festa com um grupo de artistas da dança e da performance, e a conversa rolava — do espanhol para o inglês, indo e vindo.

    — Não sei se já tinha tido essa experiência de um momento bicultural dentro do espaço experimental da performance e da dança — diz ele, sem negar que o espaço existe. — Eu é que não tinha entrado totalmente no contexto. Foi uma espécie de deslocamento tectônico dentro de mim.

    E também serviu como catalisador para sua nova obra, “This bridge called my ass” (“Esta ponte chamada minha bunda”), para a qual ele arregimentou um elenco com duas características em comum: todos vêm do mundo experimental, e todos têm origem latino-americana.

    No espetáculo, Gutierrez, que é colombiano-americano, explora a relação entre ser gay, bicultural, multilinguístico, imigrante da primeira geração e sua experiência como um artista interdisciplinar. Batizada a partir de “This bridge called my back” (“Esta ponte chamada minhas costas"), uma antologia de ensaios e poemas feministas de mulheres negras, a produção trata da metáfora da ponte: como todos esses lados se encontram? O resultado estreia na Chocolate Factory, em Nova York, como parte do festival anual American Realness, que chega à décima edição, dando destaque a obras provocadoras de dança e performance. “This bridge” é um espetáculo intimista, uma mistura do indomado com o tátil, do sensorial com o formal. Ao lado de Gutierrez, o elenco tem Alvaro Gonzalez, John Gutierrez (sem parentesco), Xandra Ibarra, Nibia Pastrana Santiago e Evelyn Sanchez Narvaez. A cubana-americana Stephanie Acosta assina a dramaturgia e a assistência de direção. O espetáculo inclui uma típica telenovela latina, de autoria de Gutierrez, que leva a extremos as personalidades dos artistas do elenco.

    — Transformei Xandra, que é uma artista chicana maravilhosamente espetacular, gay e safadinha, em uma espécie de vilã, louca e bêbada, porque as novelas sempre têm esse personagem — diz ele, que tem a Tropicália entre suas influências. — Evelyn é tipo a boba da corte, a esquisita, e eu sou o doidão, pobre coitado, que faz perguntas e não entende nada.

    Mas o que está por trás de “This bridge” é um pensamento sobre algo que sempre o incomodou:

    — A percepção de que artistas negros estão sempre lidando com sua identidade, enquanto os brancos só pensam na forma. Não vejo entre os latinos o ativismo dos negros.


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    RIO — Em um trecho de “Woke up this morning”, tema de abertura de “The Sopranos” (exibida originalmente no Brasil com o nome “Família Soprano”), a banda Alabama 3 descreve o sentimento de acordar de manhã e o mundo estar de cabeça pra baixo. O fato é que, desde a primeira manhã em que o mafioso Tony Soprano apareceu, em 10 de janeiro de 1999, dirigindo rumo à sua casa em Nova Jersey, pelo menos o mundo da televisão nunca mais foi o mesmo (leia análise de Patrícia Kogut).

    — Hoje, “The Sopranos” não parece tão diferente, mas em 1999, era algo que nunca tinha se visto antes. A ambição, os temas sombrios, a qualidade cinematográfica, todas essas coisas eram novas — resume o jornalista Brett Martin, autor do livro “Homens difíceis” (Ed. Aleph), que se dedica a mostrar como “Sopranos”, “Mad men” e “Breaking bad” revolucionaram a TV americana. sopranos-opening

    Centradas em homens com caráter duvidoso, todas essas produções ajudaram a instaurar a chamada nova era de ouro da televisão ao fugirem tanto dos cacoetes do melodrama quanto da lógica episódica, dando espaço, no lugar, a estudos psicológicos dos personagens e liberdades estéticas que antes eram tidas como exclusivas do cinema. Tudo isso, claro, não surgiu meramente da vontade dos roteiristas, e sim por uma questão de negócios.

    Leia a matéria completa aqui


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    RIO — O quadro de saúde do músico Marcelo Yuka, de 53 anos, permanece estável, segundo informou um amigo do baterista neste domingo. O compositor, que é um dos fundadores d'O Rappa, deu entrada no hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, no dia 2 de janeiro.

    — A melhora é não ter tido piora nas últimas 48h — afirmou o amigo próximo do músico que pediu para não ser identificado.

    Na sexta-feira, Geraldinho Magalhães, empresário de Yuka, já havia dito que ele está em coma induzido. Procurada, a assessoria do Quinta D'Or informou que a família prefere não dar detalhes sobre seu estado de saúde no momento. Pessoas próximas a Yuka já disseram ao GLOBO que ele estaria lutando contra uma infecção generalizada e respirando por aparelhos. Marcelo Yuka

    No início da noite desta sexta, notícias da morte de Yuka começaram a circular na internet, mas foram desmentidas. "Só para informar, meu irmão está no CTI, em um quadro gravíssimo mas está vivo", escreveu Renato Fontes em uma rede social. O vocalista d'O Rappa, Marcelo Falcão, compartilhou a mensagem em seu Instagram.

    "Nota do irmão do cara. Deus vai te abençoar e te tirar dessa", postou em um stories o ex-companheiro de banda do baterista.

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    Yuka passou por uma série de problemas de saúde desde que ficou paraplégico após ser baleado em um assalto, em novembro de 2000. Seu último disco, “Canções para depois do ódio”, foi lançado em janeiro de 2017, quando o músico estava num quarto de hospital, onde passou boa parte do ano anterior. Em agosto de 2018, ele sofreu um AVC.

    Membro do Rappa de 1993 a 2001, Yuka seguiu na carreira musical. Fundou a banda F.UR.T.O. (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), que gerou ainda uma ONG de mesmo nome com a qual lutou em prol das pesquisas com células tronco.

    Filiado ao PSOL, foi candidato a vice-prefeito do Rio na campanha de Marcelo Freixo em 2012.


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    Pai nosso, que estavas no céu e agora moras nos discursos dos que te pedem a salvação da pátria, este não é mais um apelo para que desças de teus afazeres divinos e, acima do Brasil, acima de todos, dê um jeito na esculhambação geral. Pelo contrário.

    Este é um manifesto para te liberar dessas mixarias terrenas, dessas convocações para que tu te sentes à mesa dos economistas e resolvas os problemas tributários. Em seguida, assim como quem não quer nada, pedem que atravesses a esplanada dos ministérios e, ao lado dos generais, reveles o esquema para prender os caras do tráfico de drogas.

    “Teje” solto, pai nosso. Volta a tratar dos problemas que te são inerentes, e não devem ser poucos, no plano celestial da Criação. Perdoa os que assumem esses cargos chinfrins do meridiano terrestre e, no meio do palavrório do gabinete, te convocam ao trabalho com cartão de ponto. Sem essa de continência ao chefe.

    Que seja santificado novamente o vosso adorado nome porque a busca do Google informa estar ele relacionado 38 milhões de vulgares vezes ao do novo ocupante do palácio — e isso, te citar em vão, como sabe qualquer criança no catecismo, é dos pecados mais veniais da corrupção religiosa.

    Zombam da fé, esses insensatos. Eles fazem crer aos inocentes que Deus arregaçou as mangas da santa bata, deixou de lado a sagrada escritura e desceu ao planalto central do Brasil, munido de tabelas Excel, para ajudar a equipe de burocratas no cálculo da dívida pública

    Pai nosso, perdoa essas ofensas. Que o teu cenho, sempre preocupado, fique franzido apenas pela necessidade de pensar um jeito definitivo de manter o demônio nas labaredas do inferno. Enfrentar o capeta é trabalho suficiente para a glória da tua eterna existência. Persevera nesta tua divina faina. Foca no diabo.

    Daqui deste fim do mundo, teus fiéis da religião sem partido pedem que te exoneres do cargo jamais solicitado e saltes de banda. Erro de santo. Não aceites as provocações para provar tua existência resolvendo os problemas da saúde, das alíquotas do Imposto de Renda e do Enem. Delega. Aqueles que professam a fé sem ideologia sabem da complexidade da tua agenda suprema e entenderão o recado óbvio aos que te chamam para governar. Deus não está nem aí para a Reforma da Previdência.

    Pai nosso, este é um país deitado em berço esplêndido. Alguns ainda estão à espera de que cumpras o milagre prometido no sexto verso da tua prece, aquele do “pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Querem tudo de graça, sem o suor da labuta ultrajante. Nos discursos federativos, “Deus” é a vírgula e a água benta que disfarça o caos. Convocaram uns Chicago Boys, apóstolos modernos da padaria liberal, mas nem os colegas do ministério ao lado parecem acreditar neles — e a todo momento recomeça a gritaria por Tuas graças.

    Se houvesse humor neste plenário de 2019, seria fácil te demitires de tamanhas aporrinhações, te livrares do mal com um passem bem e amém. Bastava tocar na Praça dos Três Poderes o samba do Almir Guineto, aquele do “Tudo que se faz na Terra, se coloca Deus no meio/ Deus já deve estar de saco cheio”. Mas eles estão surdos, pai nosso, histéricos para que à frente do Ministério do Supremo resolvas sozinho os problemas do país.

    Seja curto-e-grosso, pai nosso, e solta tua mais apavorante voz de trovão nos ouvidos dessa gente: “Me deixem fora dessa!”.


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    RIO — Morar a vida toda em Ribeirão Preto significou, para o poeta Daniel Francoy, viver em um “não-lugar literário”. Isso porque o município paulista, de cerca de 690 mil habitantes, não estaria presente em obras de ficção e não ficção dos escritores nacionais, acredita ele. O novo livro do autor, “A invenção dos subúrbios”, é uma forma de amenizar esse lapso. Trata-se de uma espécie de “diário desconstruído”, que registra, entre crônica e prosa poética, o cotidiano de alguns bairros de Ribeirão, como Campos Elíseos. O desafio era encontrar matéria-prima literária em um espaço urbano bastante trivial e intermediário, nem tão grande para ser chamado de metrópole, nem tão pequeno para ser considerado provinciano.

    — Puxando pela memória, não lembro de até hoje ter lido nada ambientado em Ribeirão, e até mesmo em outras cidades médias paulistas — diz o poeta de 39 anos, vencedor do Prêmio Jabuti de 2017 pela coletânea de poemas “Identidade”. — Muitos dos meus autores favoritos, como William Faulkner, têm uma relação forte com suas cidades ou regiões. E, como eu decidi passar minha vida em Ribeirão, tive que transformar a cidade em um lugar literário. Ou melhor, como ele nunca foi, tive que inventá-lo como tal.

    A Ribeirão reinventada de Francoy é abafada, monótona, com comércios antigos à beira da falência, casas improvisadas e uma estrutura geral precária. O autor define tudo isso como uma paisagem “suburbana”, mas o termo não deve ser levado ao pé da letra. A noção de subúrbio aqui é poética e pessoal. Como a maioria dos bairros retratados não são, tecnicamente, suburbanos, é como se Ribeirão como um todo fosse um grande subúrbio, e não um município populoso do interior de São Paulo.

    Esse ambiente é descrito com muita objetividade por Francoy. O poeta se faz invisível nas ruas, intervém o mínimo possível nas cenas a que assiste, e as captura numa prosa clara, concisa, que às vezes até parecem relatórios afetivos e sentimentais da banalidade e da falta de perspectiva da rotina “suburbana”. Suas peregrinações a shoppings e supermercados são repletas de melancolia (“Ao Carrefour, portanto, como um refugiado das emoções mais altas”), assim como visitas a sapatarias e lojas de carimbos, paradas no tempo.

    'Em Ribeirão, a transcendência é impossível'

    Certas esquinas trazem visões terríveis, como a tristeza inimaginável do cruzamento das ruas Paranapanema e Alberto Pajuaba, onde são vistos uma farmácia escura, um posto de gasolina bandeira branca e constantes redemoinhos de poeira.

    — Era tudo muito imediato, via algo que me chamava a atenção e anotava — diz o autor. — Me sentia quase como um documentarista. Queria que minha participação fosse imperceptível. Mas o livro tem também essa melancolia difusa, uma voz que vai aparecendo como se fosse uma música de fundo. E essa voz tem consciência da banalidade e da vulgaridade de tudo.

    Volta e meia o narrador se depara no caminho com instantes de sonho e de fuga, é verdade. Mas eles duram pouco: no supermercado, uma criança se encanta ao ver uma orquídea. Parece transportada para outra realidade ao descobrir, pela primeira vez, uma orquídea azul. Mas é logo levada de volta à dura realidade do mundo pelo pai, que faz questão de destruir qualquer sinal de transcendência. A menina descobre “a duras penas o que é lirismo e a sua contenção”, escreve Francoy.

    — Sempre tive muito claro em mim que, vivendo em Ribeirão Preto, a transcendência é impossível — diz o poeta — É algo que, quando aparece, dura três ou quatro segundos, mas acaba no minuto seguinte. No fim o que se impõe é a aridez do presente: muros destruídos, filas de caixas e indivíduos suados.

    Francoy conta que, talvez por “masoquismo”, sempre tenta circular por espaços banais e pouco turísticos quando viaja, como se buscasse outros ribeirões pretos em países estrangeiros. Inclusive, um de seus desejos é fazer um inventário desses lugares pelo mundo. Enquanto o projeto não sai (“porque não vivo de viajar”, justifica o autor), ele prepara um novo livro de poemas para este ano, intitulado “O Ganges represado”.

    À margem da cena

    Presença tão marginal no mundo literário quanto Ribeirão Preto, Francoy tem uma trajetória curiosa. Passou cinco anos procurando uma editora que aceitasse lançar seu primeiro livro no Brasil (“Identidade”, de 2016), e logo na estreia venceu o Jabuti. Antes disso, porém, já havia publicado dois livros em Portugal (“Em cidade estranha/Retrato de mulher”, de 2010, e “Calendário”, de 2015).

    — Sei que estou à margem da cena, pois moro em Ribeirão Preto e minha formação acadêmica não é literária — conta o autor, que é servidor público formado em direito e trabalha como escrevente técnico judiciário. — Mas, desde que ganhei o Jabuti, comecei a me aproximar aos poucos de outros poetas.

    “A invenção dos subúrbios”

    Autor: Daniel Francoy. Editora: Jabuticaba. Pág.: 126. Preço: R$ 30.80526837_SC - capa de A invenção dos subúrbios de Daniel Francoy.jpg


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    RIO — Antes de partirem em exílio para a Suécia, nos anos 1970, numa fuga da repressão do regime militar argentino, os pais de José González passaram seis meses no Rio. Apaixonado pela música brasileira, o casal sempre colocava LPs de nomes como João Gilberto e Caetano Veloso para tocar em casa. Foi assim que o cantor e compositor sueco se encantou pela bossa nova e a tropicália e pelo violão clássico, que começou a estudar no início da adolescência.

    Três anos após sua primeira passagem pelo Rio, quando trouxe uma grande banda de apoio e encheu casas, o músico volta ao Circo Voador no próximo dia 22 (em São Paulo, ele se apresenta no dia seguinte, na Audio) acompanhado apenas por seu fiel instrumento de trabalho.

    — Fiquei encantado com a atenção e a entrega do público do Rio. Dividi a noite com a Lucy Rose, que admiro muito, caminhei bastante pelas praias. Foi lindo — lembra González, em espanhol. — Como papai sempre gostou de cantar, ele me pedia para tocar bossa nova. Entendi ali como melodias com tão poucas notas podem ter acordes tão cheios.

    Sonoridade diferente

    O show solo do artista chega à tradicional lona da Lapa após uma turnê sinfônica ao lado da orquestra alemã The String Theory, que culminou com uma apresentação na tradicional casa de espetáculos londrina Royal Albert Hall.

    — Nossa parceria nasceu de um workshop que eles realizaram, com arranjos sinfônicos para músicas de diferentes artistas. Eles fizeram uma versão para a minha “Cycling trivialities”. Gostei tanto do resultado que os convidei para um projeto depois — conta o escandinavo, que celebra sua volta ao modelo de voz e violão. — É um retorno à minha forma original. Tive a banda (The Brite Lites) e a orquestra, mas foram apenas complementos ao meu estilo básico.

    Desse formato intimista, aliando uma voz delicada a um intrincado dedilhado das cordas de náilon, González criou uma sonoridade que destoava do encordoamento de aço do violão tradicional da música popular e folclórica americana e inglesa quando lançou seu disco de estreia, “Veneer” (2003), época em que o indie folk viveu um período de novo fôlego e viu ascender nomes como Kings of Convenience, Fleet Foxes, Sufjan Stevens e o conterrâneo The Tallest Man on Earth.

    — O violão clássico foi a chave para que eu encontrasse um estilo próprio e que me distanciasse da música americana, que é muito popular aqui na Suécia. E eu gosto muito do som redondo da guitarra espanhola. Quando comecei a gravar meu primeiro álbum, minha ambição era encontrar um caminho único meu — conta.

    'É lindo poder viver de música'

    O repertório do show carioca contará com canções de seus três trabalhos solo de estúdio. Além de “Veneer”, ele lançou “In our nature” (2007) e “Vestiges & claws” (2015), assim como dois discos com a banda Junip, ao lado do tecladista Tobias Winterkorn.

    — Vou tocar músicas cheias de harmonia e mais tranquilas, como “Heartbeats” (versão para sucesso do duo eletrônico The Knife), e outras com mais ritmo. Não quero deixar a plateia entediada — comenta. José González - Heatbeats

    Interessado em ciência, mudança climática, filosofia e humanismo secular, como apontam canções mais recentes, como “Every age” e “Leaf off / The cave”, González se diz preocupado com o “avanço do populismo” no mundo e atento à situação política do Brasil:

    — Esse nacionalismo de direita é algo muito problemático. Vemos isso na Bulgária, nos EUA do Trump, no Brexit, no Brasil e também aqui na Suécia, onde a extrema direita ganhou muita força nos últimos anos. São líderes que querem governar para um grupo pequeno, não para todas as pessoas. Eu me interesso mais pelo global, gosto de conviver com bastante gente, com tolerância — explica.

    Filho de imigrantes, o músico cresceu em meio a um pluralismo cultural e linguístico, entre o espanhol e sua língua materna, o sueco, e fez carreira cantando no idioma de Shakespeare, apesar de também falar alemão.

    — Quando comecei a compor, não pensei muito. É um pouco estranha a decisão, claro. Mas já se vão 15 anos desde o primeiro disco, e sigo cantando em inglês. É lindo conectar com bastante gente, e seu alcance é maior que o do sueco. É um sentimento lindo poder fazer o que faço, viver de música, viajar pelo mundo. Bem diferente da minha antiga carreira de bioquímico — ri.

    José González. Onde: Circo Voador — Rua dos Arcos, s/nº, Lapa, tel. 2533-0354. Quando: 22/1, a partir das 21h. Quanto: R$ 200 (ou R$ 100 com um quilo de alimento não perecível). Classificação: 18 anos.


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    RIO — Nos últimos dez anos Axl Rose retomou sua carreira com o Guns N'Roses e assumiu os vocais do AC/DC, mas sempre nos palcos. Agora, o cantor lançou sua primeira música inédita desde o lançamento de "Chinese Democracy", em 2008. E com um "parceiro" bem inusitado.

    A canção "Rock the Rock" foi lançada na última sexta-feira como parte da nova versão do desenho animado "Looney Tunes" no serviço de streaming do canal Boomerang. Axl faz uma participação no desenho animado, cantando ao lado de Pernalonga e sua turma para pulverizar um asteróide que se aproxima da Terra.

    Com sonoridade bem mais próxima a do AC/DC, "Rock the rock" não foi composta por Axl, mas pela dupla Rob Janas e Joshua Funk. Janas é roteirista dos "Looney Tunes" e Funk, compositor e humorista. Veja o vídeo abaixo.

    Rock the Rock - Axl Rose


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    RIO — Em uma cerimônia menos política e mais celebratória do que no ano passado, o Globo de Ouro deu a largada para a temporada de premiações do cinema e da TV em Hollywood. Mas, onde assistir a todos esses filmes e séries premiados? Preparamos uma lista para ajudar quem ainda não viu as grandes produções do momento.

    Links Globo de Ouro

    Cinema

    Melhor filme (drama)

    “Bohemian Rhapsody” - Em cartaz nos cinemas (Leia a crítica e saiba onde ver no Rio)

    Melhor filme (musical ou comédia)

    “Green Book: o guia” - Estreia no dia 24 de janeiro

    Melhor diretor (filme)

    Alfonso Cuarón (“Roma”) - Disponível na Netflix (Leia a crítica)

    Melhor atriz em filme (drama)

    Glenn Close (“A esposa”) - Estreia no dia 10 de janeiro

    Melhor atriz em filme (musical ou comédia)

    Olivia Colman (“A favorita”) - Estreia no dia 24 de janeiro

    Melhor atriz coadjuvante em filme

    Regina King (“Se a rua Beale falasse”) - Estreia no dia 24 de janeiro

    Melhor ator em filme (drama)

    Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) - Em cartaz nos cinemas (Leia a crítica e saiba onde ver no Rio)

    Melhor ator em filme (musical ou comédia)

    Christian Bale (“Vice”) - Estreia no dia 31 de janeiro

    Melhor ator coadjuvante em filme

    78993406.jpgMahershala Ali (“Green Book: o guia”) - Estreia no dia 24 de janeiro

    Melhor roteiro de filme

    Peter Farrelly, Nick Vallelonga, Brian Currie (“Green Book: o guia”) - Estreia no dia 24 de janeiro

    Trilha original

    Justin Hurwitz (“O primeiro homem”) - Fora de cartaz (Leia a crítica)

    Canção

    “Shallow” (“Nasce uma estrela”) - Em cartaz (Leia a crítica e saiba onde ver no Rio)

    Animação

    “Homem-Aranha no Aranhaverso” - Estreia no dia 10 de janeiro

    Filme em língua estrangeira

    “Roma” (México) - Disponível na Netflix (Leia a crítica)

    Televisão

    Melhor série (drama)

    “The Americans” - Canal FX e disponível no Foxplay

    Melhor série (musical ou comédia)

    “O método Kominsky” - Disponível na Netflix

    Minissérie ou filme para TV

    74194755_SC - São Paulo SP - Annaleigh Ashford como Elizabeth Darren Criss como Andrew Cunanan e.jpg“American crime story: O assassinato de Gianni Versace” - Canal FX

    Melhor atriz em série (drama)

    Sandra Oh (“Killing Eve”) - Disponível na Globoplay. A 2ª temporada chega ao serviço de streaming no dia 7 de abril

    Melhor atriz em série (musical ou comédia)

    Rachel Brosnahan (“The marvelous Mrs. Maisel”) - Disponível no Amazon Prime Video

    Melhor atriz em minissérie ou filme para TV

    Patricia Arquette (“Escape at Dannemora”) - Ainda indisponível no Brasil

    Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV

    Patricia Clarkson (“Sharp objects”) - HBO e HBO Go

    Melhor ator em série (drama)

    Richard Madden (“Segurança em jogo”) - Disponível na Netflix

    Melhor ator em série (musical ou comédia)

    Michael Douglas (“O método Kominsky”) - Disponível na Netflix

    Melhor ator em minissérie ou filme para TV

    Darren Criss (“American crime story: O assassinato de Gianni Versace”) - Canal FX

    Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV

    Ben Whishaw (“A very English scandal”) - Disponível no Amazon Prime Video


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