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    RIO - O homem que acusou o ator Kevin Spacey de agressão sexual em um local turístico perto de Boston, em 2016, filmou parte do incidente, segundo a denúncia obtida pela agência AFP.

    O ator americano, de 59 anos, estrela da série "House of cards" e vencedor de dois Oscars, será acusado formalmente no tribunal da ilha de Nantucket, em 7 de janeiro, por "agressão sexual com lesões a uma pessoa com mais de 14 anos". Se for considerado culpado, poderá ser condenado a até cinco anos de prisão.

    William Little, que tinha 18 anos no momento da suposta agressão, em julho de 2016, contou à polícia que enviou mensagens pelo Snapchat, entre elas um vídeo, à sua namorada quando estava no bar-restaurante "Club Car" de Nantucket com o ator, segundo a denúncia. Little era funcionário do estabelecimento e, naquela noite, ficou no restaurante após seu expediente para ver Kevin Spacey, de quem era fã.

    Kevin Spacey 2811Após se apresentar ao ator e afirmar ter 23 anos — no estado de Massachusetts a idade mínima para o consumo de álcool é 21 anos —, começou a beber com ele, primeiro cerveja e depois uísque. De acordo com o texto, Spacey então convidou o jovem a ir à sua casa com outros amigos. Little recusou o convite, suspeitando que o ator estava tentando seduzi-lo, mas ficou no bar porque "queria uma foto com Spacey, algo para o Instagram".

    O ator, então, começou a molestar sexualmente o jovem, colocando sua mão por cima da calça dele, segundo o texto. Little tentou afastar Spacey, ao mesmo tempo em que trocava mensagens com sua namorada sobre a agressão. Como ela não estava acreditando nele, ele enviou um vídeo do ator colocando a mão em sua calça.

    O jovem deixou o bar, seguindo o conselho de uma mulher que viu que "ele estava aflito". Ele voltou ao trabalho no dia seguinte e informou ao dono do bar sobre o incidente. A mulher aparentemente não pôde ser encontrada pela polícia, por não fazer parte das testemunhas mencionadas na denúncia.

    Defesa ambígua

    Ao voltar para a casa de sua avó, onde estava morando naquele verão, o jovem relatou os fatos à sua irmã e, no dia seguinte, à sua mãe, a jornalista Heather Unruh, a primeira pessoa a falar publicamente desta agressão, em novembro de 2017.

    A defesa Spacey alega que o vídeo não apresenta nenhum ato ilegal.

    A acusação de Nantucket é a única que chegou a virar denúncia formal, mas há outras investigações em andamento contra Kevin Spacey em Los Angeles e Londres, onde ele dirigiu o teatro Old Vic durante 11 anos.

    O ator não aparece em público desde as primeiras acusações contra ele, em outubro de 2017, no início do movimento #MeToo. Ele foi afastado da última temporada da série "House of cards" e do último filme de Ridley Scott, "Todo o dinheiro do mundo", no qual foi substituído por Christopher Plummer.

    Na segunda-feira, Spacey postou na internet um vídeo ambíguo em que encarna Frank Underwood, seu personagem em "House of cards", e responde a acusações de abuso sexual.

    "Se não paguei pelas coisas que ambos sabemos que fiz, certamente não vou pagar pelas que não fiz", diz no vídeo, dirigindo-se ao telespectador.

    O vídeo gerou fortes críticas, por exemplo, das atrizes Alyssa Milano e Patricia Arquette. A atriz americana Ellen Barkin o qualificou como "muito perturbador".


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    RIO — Fãs da série "Black Mirror" estão vibrando com o episódio interativo "Bandersnatch" que a Netflix disponibilizou mundialmente nesta sexta-feira. Com cerca de 90 minutos de duração, o episódio oferece cinco finais diferentes, que dependem da escolha que o telespectador fizer enquanto acompanha o desenrolar da trama.

    As decisões começam pela escolha do cereal que o protagonista vai comer no café da manhã. Ao telespectador sempre são oferecidas duas alternativas, que devem ser escolhidas em até 10 segundos. Se o usuário deixar o tempo passar, uma escolha é feita automaticamente. Uma vez encerrados os 10 segundos, não é possível voltar na trama para alterar a decisão.

    No entanto, na manhã desta sexta-feira, alguns usuários do serviço de streaming reclamaram nas redes sociais que a interatividade não estaria funcionando em seus aparelhos.

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    Se este é o seu caso, saiba o que pode estar acontecendo e como isso pode ser resolvido.

    Atualize seu aplicativo da Netflix

    A primeira coisa a se fazer antes de assistir a "Bandersnatch" é conferir se o seu aparelho, seja qual for, está com a última versão do aplicativo da Netflix. Isso pode requerer atualizar o seu próprio aparelho antes.

    Posso assistir a 'Bandersnatch' no meu celular?

    De acordo com a Netflix, atrações do tipo rodam em "aparelhos iOS com a versão mais recente do aplicativo Netflix". Sobre aparelhos com Android, a empresa informa que devem ter versão de sistema 6.11 ou superior para serem compatíveis.

    Posso assistir a 'Bandersnatch' na smart TV?

    Ainda segundo a Netflix, conteúdos interativos da empresa funcionam em qualquer aparelho recente, inclusive smart TVs, aparelhos de transmissão e videogames. Nesses casos, o usuário faz as escolhas pelo controle remoto.

    Posso assistir 'Bandersnatch' no Chromecast ou na Apple TV?

    Não. Chromecasts, o aplicativo para Windows, navegadores que usam o Silverlight e Apple TVs não são compatíveis com o conteúdo interativo no momento, diz a plataforma de streaming.

    Consigo assistir ao episódio mesmo sem a interatividade?

    Sim. Se o seu aparelho não for compatível, você poderá acompanhar uma versão linear do episódio, sem ter a oportunidade de fazer escolhas ao longo da narrativa.


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    RIO DE JANEIRO e SÃO PAULO – O romancista israelense Amos Oz morreu de câncer aos 79 anos, confirmou sua filha nesta sexta-feira. "Para aqueles que o amam, obrigada", escreveu Fania Oz-Salzberger no Twitter.

    Como escritor e ativista político, Oz era um dos intelectuais israelenses mais renomados e um dos principais intelectuais contemporâneos, sempre cotado para o Nobel de Literatura. Autor de dezenas de livros de ficção e não ficção (ensaios e memórias), escreveu, entre outras obras, "Rimas da vida e da morte", "Meu Michel", "Mais de uma luz", "Como curar um fanático", "Uma certa paz" e "Pantera no porão". Seus livros foram traduzidos para mais de 40 línguas.

    Oz recorria à literatura para explorar a vida nos kibutzim (comunidades agrícolas que estão na origem do Israel moderno), a política e os conflitos dos personagens com sionismo – conflitos que Oz viveu na pele. Ele foi um crítico eloquente da política de assentamentos israelenses e defensor da formação de um Estado Palestino desde, pelo menos, 1967.

    Amos Oz 2812

    Nascido Amos Klausner em 1939, em Jerusalém, quando a cidade ainda fazia parte do protetorado britânico na Palestina, mudou seu sobrenome para Oz aos 15 anos, ao deixar a família para ingressar em um kibutz. Ele era filho imigrantes do Leste Europeu – a mãe era polonesa e pai lituano. Sua mãe se matou quando ele tinha 12 anos. Oz contou a história do suicídio de sua mãe – e também de sua infância nos primórdios do Estado de Israel – no romance memorialístico “De amor e trevas”, publicado em 2012. O livro virou filme em 2015 com Natalie Portman no papel da mãe de Oz.

    Em entrevista ao GLOBO, em 2005, Oz afirmou que perdoara o suicídio da mãe:

    – Quando jovem, tive raivas profundas. De minha mãe por ter se matado. De meu pai por ter permitido que ela se fosse. Senti como se ela tivesse me traído. E tinha muita raiva de mim porque achei que se eu tivesse sido um bom menino, se tivesse obedecido e lavado as orelhas como ela tanto recomendava, ela nunca teria ido embora.

    Oz estudou literatura e filosofia na Universidade Hebraica de Jerusalém e estreou na literatura em 1965, aos 26 anos, com “Onde os chacais uivam” um livro de contos sobre a vida nos kibutzim. A consagração veio três anos depois, com “Meu Michel”, um romance sobre o cotidiano de Hana Gonen, uma mulher empenhada em registrar suas fantasias, angústias e frustrações na Jerusalém nos anos 1950.

    O autor não teve uma criação religiosa, mas desenvolveu um fascínio pela religião no decorrer dos anos e, na adolescência, começou a estudar o Novo Testamento. Em 2016, ele disse ao jornal inglês “The Guardian” passou a ler a “Bíblia” ao perceber que “a menos que eu lesse os Evangelhos, eu não teria acesso à arte da Renascença, à música de Bach ou aos romances de Dostoiévski”.

    Em seu último romance, “Judas”, publicado em 2014, um jovem pesquisador investiga as relações dos judeus com Jesus e seu infame traidor, Judas Iscariotes. Tudo isso na Jerusalém dos anos 1950, cenário comum nas narrativas de Oz.

    Ensaios e palestras

    De uns anos para cá, Oz vinha se dedicando menos aos romances e mais aos ensaios e às palestras. Esteve no Brasil pela última vez em 2017 – uma de suas muitas visitas ao país –, para participar do ciclo de conferências Fronteiras do Pensamento. Na ocasião, ele aproveitou para lançar o "Mais de uma luz”, que reúne três ensaios, dos quais o que abre o livro, “Caro fanático”, é uma versão revista, reeditada e ampliada de “Como curar um fanático”.

    – Estamos testemunhando uma crescente polarização e radicalização. Mais e mais pessoas tendem ao extremismo. A maior parte à direita, às vezes à esquerda, às vezes a um profundo extremismo religioso – disse ele à época, ao GLOBO. – Muitas pessoas buscam respostas simples, de uma sentença, que cubram amplamente tudo o que se está perguntando. E são sempre os extremistas, os fanáticos e os radicais que têm as respostas mais simples. Eles têm o tipo de resposta que cobre todas as perguntas do mundo.

    Oz passou a defender a criação de um Estado Palestino ao lado de Israel após lutar na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Fundou e foi porta-voz do movimento Peace Now (Paz Agora). E defendia uma receita prática para acabar com o conflito entre os dois países:

    — Dividir uma pequena casa em duas ainda menores, Israel ao lado da Palestina, como vizinhos. Primeiro, israelenses e palestinos terão que aprender a dizer “bom dia” e parar de atirar uns nos outros. Depois, eles terão que desenvolver o hábito de se visitar para tomar café e conversar – disse ao GLOBO. – Eventualmente, eles deverão fazer o almoço juntos, o que significa dividir a economia. No futuro, quem sabe, um mercado comum. O primeiro passo deve ser um divórcio justo. Duas famílias, dois países vizinhos e em bases iguais, soberanos e mutuamente reconhecidos.

    O escritor também apoiou Israel numerosas ocasiões, como durante o conflito com o Líbano entre 2008 e 2009. “O Hamas não é apenas uma organização terrorista. O Hamas é uma ideia, uma ideia desesperada e fanática que cresceu da desolação e da frustração de muitos palestinos. Nenhuma ideia foi vencida pela força. Para derrotar uma ideia, você tem que oferecer uma ideia melhor, mais atraente e aceitável”, disse em um artigo na imprensa.

    Oz apoiou a ideia do presidente americano Donald Trump de transferir a embaixada americana de Tel-Aviv para Jerusalém e aconselhou todos os países do mundo a fazem o mesmo. Com uma condição: abrir também outra embaixada, em Jerusalém Oriental, capital dos palestinos.

    No Brasil, Oz é publicado pela Companhia das Letras. Luiz Schwarz, presidente da editora, divulgou comunicado pelo Twitter: “Amós Oz é um homem de generosidade ímpar. Me recuso a proferir o verbo no passado, pois ele estará comigo por toda a vida. É dos grandes amigos que fiz, com quem aprendi tanto. Não sabia do recrudescimento da doença contra a qual lutou tanto. Na última vez que falamos ele estava celebrando os bons resultados do tratamento. O mundo de hoje precisa de mais homens como ele. Mas não é fácil encontrá-los.”

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Emmanuel Nahshon, lamentou a morte de Oz no Twitter: Uma perda para todos nós e para o mundo. Que a sua memória seja abençoada".

    O intelectual francês Bernard-Henri Lévy também usou a rede social para homenagear a memória do israelense: "Muitas vezes, em momentos trágicos, quando a certeza parecia vacilar e o chão se esquivar, eu me perguntava: O que pensa Amos Oz? O que diz Amos Oz?"

    Oz deixa a mulher, Nily Zuckerman, e três filhos Fania, Galia e Daniel.


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    RIO — Está sendo velado na tarde desta sexta-feira, no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio, o corpo da cantora Miúcha. Familiares e amigos prestam suas homenagens à artista, morta nesta quinta-feira, aos 81 anos, em decorrência de uma parada cardíaca enquanto tratava um câncer.

    Bebel Gilberto, filha da cantora com o cantor e compositor João Gilberto, chegou por volta das 13h40 e seguiu para a capela 2, onde a mãe é velada. Dentre os familiares, estavam as irmãs Cristina Buarque e a ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda.80433289_RI- Rio de Janeiro RJ 28-12-2018 Amigos e parentes se despedem de Miúcha no Cemitério São J.jpg

    — Miúcha era fascinante porque ela não permitia tristeza. Ela sempre tinha um objetivo, uma coisa pra fazer. Ela não se deixava abater. Ela tinha sempre projeto pra amanhã ou pra depois. Ela já estava com muita falta de ar. Dois meses atrás, já estava na quimioterapia, melhorou um pouco e marcou de fazer quatro shows em São Paulo. Ela tinha isso de "eu vou conseguir" — disse Ana, que complementou: — Miúcha deixa a esperança de que só a gente pode transformar a vida em uma coisa melhor. É muito ruim quem só puxa pra baixo, quem só pensa no negativo. Ela era uma otimista. Os amigos todos gostavam de tê-la junto. Pra mim, ela é um modelo. Até pela época em que estamos vivendo. Para não nos deixarmos levar pelo abatimento. Esses últimos dias foram de amigos indo visitá-la. João Gilberto, que não sai de casa, ontem foi lá para vê-la, pra cantar pra ela. As pessoas amavam ela. Estar junto dela era uma coisa gostosa.

    O ator Tonico Pereira foi um dos primeiros a chegar e falou com carinho da amiga:

    — Não sei nem precisar há quanto tempo a conhecia, mas foi um encontro de amor. Ela sempre foi de incluir as pessoas. Eu sempre fui muito chucro, e ela me incluía. Ela era muito democrática nas relações. O que mais fazer falta nela é esse aspecto da alegria, da disponibilidade, do carinho, de acolher mesmo, não era aquela coisa hipócrita. Ela estava muito acima disso.

    Filha do historiador e jornalista Sérgio Buarque de Holanda e da pintora e pianista Maria Amélia Cesário Alvim, Miúcha lançou 14 álbuns ao longo de sua carreira de mais de 40 anos.

    Heloísa Maria Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro em 30 de novembro de 1937, e mudou-se para São Paulo com a família quando tinha 8 anos. Começou a cantar ainda criança, vindo a formar um grupo com seus irmãos — Chico, inclusive.

    Suas primeiras noções de violão foram dadas por um amigo da família, o poeta Vinicius de Moraes. "Depois eu ensinava pro Chico o pouco de violão que tinha aprendido com Vinicius. E Chico logo começou a brincar de fazer música", contou Miúcha em entrevista ao GLOBO em 2016 .


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    RIO - Pai e filho estão tomando café da manhã. Na dúvida, o pai pergunta qual cereal o filho prefere naquele dia. Poderia ser mais uma cena qualquer de seriado americano, se não coubesse ao telespectador fazer essa escolha pelo personagem. É a graça de “Bandersnatch”, filme interativo da franquia “Black mirror”, lançado ontem pela Netflix. Com cerca de 90 minutos de duração, “Bandersnatch” oferece cinco finais diferentes, que dependem das escolhas que o telespectador fizer enquanto acompanha o desenrolar da trama.

    As decisões — que começam justamente por qual cereal que o protagonista vai comer — se alternam sempre entre duas opções que devem ser escolhidas em até 10 segundos. Se o usuário deixar o tempo passar, a escolha é feita automaticamente. Uma vez encerrados os 10 segundos, não é possível voltar na trama para alterar a decisão.

    Interatividade não é nova

    Apesar da forte expectativa pelo filme nos últimos dias, programas que convidam à interação estão longe de ser novidade — não por menos, os brasileiros lembraram rapidamente de “Você decide”, atração da TV Globo popular nos anos 1990, em que o telespectadores escolhiam o final por meio de telefonemas. blackmirror

    Coordenador do MBA em marketing digital da Fundação Getúlio Vargas, André Miceli observa que, embora a interação de “Bandersnatch” não seja nova, a tendência é que programas do tipo se tornem mais comuns.

    — Acredito que em no máximo cinco anos passaremos a ter experiências ainda mais imersivas, graças a dispositivos de realidade virtual e aumentada. Hoje o usuário segue um limite binário e predeterminado de escolha. No futuro, vai parecer mais como um videogame, em que o telespectador decide por qual caminho seguir — prevê.

    Pesquisador de novas mídias e comunicação digital, o professor da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) Alan Angeluci também vê na aposta uma aproximação com o universo dos games, onde experiências do tipo abundam. Black Mirror - Bandersnatch

    — Cada vez mais, diferentes linguagens estão num processo de convergência. A indústria de games está sendo descoberta por um outro mercado, com essa vinda de alguns elementos lúdicos. A questão é que a indústria cinematográfica e da televisão caminham quase como um paquiderme — observa Angeluci.

    Não à toa, a trama de “Bandersnatch”, situada nos anos 1980, gira em torno do desejo do jovem programador Stefan Butler (Fionn Whitehead) em transformar em game o livro fictício “Bandersnatch”, que, assim como o clássico “O jogo da amarelinha” do escritor argentino Julio Cortázar, permite diferentes leituras de acordo com o passeio que se faz pelas páginas.

    Afinal, o que significa 'Bandersnatch'?

    O complicado nome “Bandersnatch”, foi criado por Lewis Carroll em “Alice através do espelho”, de 1872, para designar uma das criaturas que vivem no mundo por trás do espelho. A palavra ainda foi popularizada mais recentemente pela franquia de games “Final fantasy”, em que Bandersnatch aparece como um dos inimigos.


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    RIO - Andrés Barba, escritor espanhol nascido em 1975, é um autor experimentado em vários gêneros, da poesia à literatura infantil, passando pelo ensaio e pela narrativa. Seu último romance, “República luminosa” (Todavia), agora traduzido no Brasil, venceu o prestigioso Prêmio Herralde em 2017. A narrativa de Barba é linear, e seu protagonista oferece uma perspectiva bem definida da história, protegido pelas duas décadas que o separam dos eventos traumáticos que decide contar.

    Trata-se de um funcionário público do Serviço Social trabalhando em San Cristóbal, cidade no interior de um país hispânico sem nome. Em meados da década de 1990, 32 crianças aparecem no local de forma misteriosa. O grupo vive entre as ruas e a floresta, praticando pequenos crimes, até o desfecho trágico — que Barba mantém em suspense até as últimas páginas.

    O narrador de “República luminosa” parece dar pouca importância para sua própria vida, uma sensação que acompanha o leitor depois de terminar o livro. Ele é apenas um veículo para a apreensão de um quadro maior, que se revela pouco a pouco nos breves capítulos do romance (faz pensar na influência das séries de TV na literatura atual).

    A ênfase está em sua relação com as 32 crianças, seu testemunho privilegiado de um mistério que ainda assombra a sociedade. “O mero pensamento”, escreve o narrador, “de que, com um pouco mais de engenhosidade e bom senso, teríamos sido capazes de compreender o que aquelas crianças diziam entre si me parece agora uma perda maior do que o El Dorado ou o segredo das pirâmides”. Ele faz referência à estranha linguagem das crianças, um código secreto que garante seu distanciamento do resto das habitantes da cidade, sobretudo os adultos.

    Camadas de enigmas

    A noção de “compreensão”, contudo, pode ser ampliada no caso do romance de Andrés Barba. Por mais que a história se apresente de forma clara e direta — um homem que relembra um caso trágico envolvendo crianças de rua na década de 1990 —, existem camadas de sentido que permitem transpor a situação imediata em direção a cenários possíveis.

    Assim como o mais recente romance de J. M. Coetzee, “A vida escolar de Jesus”, o livro de Barba é uma reflexão sobre a infância e sobre a naturalização da infância. Todos os pressupostos e preconceitos que o adulto leva consigo ao lidar com esse período, desde a presunção de inocência até o mito da pureza infantil. Além disso, os dois romances tocam num ponto fundamental: a infância é o momento de experimentação com a linguagem por excelência — algo que pode ser tanto construtivo quanto destrutivo.

    Em seu romance, Barba utiliza uma estratégia tão antiga quanto a literatura, aquela de valorizar o mistério inerente à reflexão sobre o passado — pense em Ulisses na corte dos feácios ou na tradicional fórmula “Era uma vez”.

    O detalhe importante é que Barba acrescenta a esse primeiro mistério um segundo, precisamente aquele da infância, espécie de período arcaico que pode ser visto por aqueles que estão de fora, mas pouco compreendido. A infância que aparece em “República luminosa” não se encaixa perfeitamente na sociedade e na expectativa dos adultos e, por isso, gera desconforto, angústia. As crianças, afirma o narrador, “eram hóspedes, mas também parasitas, pareciam fracos, mas eram capazes de apagar o trabalho paciente de séculos”. Cabe pensar aqui como a linguagem — a comunicação, a capacidade de convencimento, a literatura — pode ser o cerne desse trabalho de séculos, que se fortalece nos momentos em que é mais ameaçado.

    Kelvin Falcão Klein é professor da Unirio, autor de “Wilcock, ficção e arquivo”

    “República luminosa”

    Autor: Andrés Barba. Editora: Todavia. Tradução: Antonio Xerxenesky. Páginas: 160. Preço: R$ 47,90. Cotação: Bom.


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    Como já dizia o comediante americano George Carlin, “o futuro logo vai ser coisa do passado”. O que não tira a graça de tentar prevê-lo. Este é, inclusive, o trabalho dos especialistas em tendências, sejam elas de cultura, comportamento ou tecnologia. Com 2018 quase se despedindo, fomos a eles para tentar saber: o que 2019 nos reserva?

    Rebeca de Moraes, diretora da consultoria Soledad, comenta que nas tendências identificadas para o ano que vem (algumas delas estão abaixo), há um padrão:

    — Estamos nos movendo de um momento de hiperracionalização, com algoritmos que definem o que comer e assistir, essa vida supercalculada, para um retorno do humanismo. Isso inclui pensar mais sobre autoconhecimento, entender o seu entorno e repensar relacionamentos.

    Rebeca também pondera que algumas tendências permeiam um clima generalizado de falta de segurança. Lá fora, autoridades do setor como Trend Watching, The Cool Hunter e World Global Style Network (WGSN) destacam uma massificação do consumo consciente. Diante de um cenário internacional marcado por instabilidade, seria uma espécie de atitude “do bem” que faz o consumidor sentir-se melhor com suas escolhas.

    O consultor criativo André Czarnobai, colaborador de vários think tanks (instituições que criam análises, geralmente por encomenda), ressalta que a preocupação com o meio ambiente já chegou à ceia de Natal.

    — Um discurso que antes era associado a jovens de grandes centros urbanos já está na boca de todos — diz Czarnobai.

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    RELACIONAMENTOS

    Entre o match e o namoro, os cont(r)atinhos

    Rebeca de Moraes, da consultoria Soledad, diz que a modernidade não é mais tão líquida nos relacionamentos. “No Brasil, cada vez mais vemos que os contatinhos são regidos por contratinhos. Há um olhar para o aspecto do que se constrói nessas relações — entre os ghostings a que todos estão sujeitos. Não há dúvidas de que no ano de 2019 isso ganhará ainda mais força.”

    CRENÇAS

    Após racionalização, volta do misticismo

    Nos Estados Unidos, o tráfego em sites de astrologia dobrou nos últimos três anos. Segundo o estudo da Soledad, a combinação de estresse e incerteza resultou no ambiente perfeito para a busca por narrativas intangíveis para pensar o futuro. Seja nos astros, cristas ou banhos de ervas, seguiremos buscando respostas para “quem sou eu?” e “ o que estou fazendo aqui?”

    POLÍTICA

    Pós-empoderamento feminino

    O machismo não deixa de existir automaticamente: para garantir uma mudança duradoura é preciso, no futuro, sustentar comportamentos que emergem depois do empoderamento feminino observado nos últimos anos. “Nós já falamos com as mulheres que elas podem ser o que elas querem, mas a gente ainda está lidando com os padrões estabelecidos”, afirma Rebeca.

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    CULTURA POP

    Chegou a newstalgia

    A nostalgia não é mais a mesma. Ela está muito mais ansiosa: nos países de língua inglesa, já está em alta o termo newstalgia para a retomada de “clássicos contemporâneos” dos anos 00 (como a banda Rouge, acima) e desta década que nem acabou. Outro termo usado é newtro, combinação de “new” e “retro”, e a aposta é que essa tendência ganha força na cultura pop em 2019.

    TECNOLOGIA

    Assistentes de voz

    Já se torna corriqueiro o uso de assistentes de voz para a realização de todo tipo de tarefa, seja procurar o dentista mais próximo, marcar um horário no cabeleireiro ou encontrar no menu da TV um filme com Ray Liotta. Esses serviços estarão cada vez mais presentes em nossas vidas, chegando cada vez mais próximos da voz apaixonante do sistema operacional do filme “Ela”.

    VIDA DIGITAL

    Redes de nichos sociais

    Um movimento que deve ganhar força é a migração de conteúdo digital — e da própria “vida online” de redes como Facebook e Twitter para comunidades menores, voltadas a interesses específicos. “Vejo gente de todas as idades dizendo: ‘Não vou ficar postando meus textos no Facebook, vou fazer meu podcast, minha newsletter’”, analisa o consultor criativo André Czarnobai.

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    CELEBRIDADES

    Microinfluenciadores

    Após a ascensão dos grandes digital influencers, a próxima onda é dos microinfluenciadores. Eles podem não ter tantos fãs, mas são muito próximos de seu público — e, consequentemente, causam mais impacto em seus gostos e ideias. Segundo Czarnobai, “hoje, mais valioso do que possuir milhões de seguidores, que podem ser robôs, é ser seguido pelas pessoas certas”.

    MÚSICA

    Empresário de si mesmo

    Fabiana Batistela, diretora da Semana Internacional de Música (SIM) de São Paulo, ressalta que no evento deste ano foram apresentadas várias plataformas para o artista administrar sua carreira sozinho. “Em softwares como o Bee My Ears você vende seus shows, alinha a agenda da equipe e ainda coloca sua música para ter retorno de fãs e especialistas de mercado”, diz Fabiana.

    CONSUMO

    Verde em massa

    A preocupação com a origem dos alimentos sai da bolha hipster. Já há gente de todas as idades e biografias reparando se as embalagens trazem selinho de Fair Trade ou Orgulho Orgânico. Uma tendência relacionada é a de produzir alimentos em casa. “Há cada vez mais gente que encontra uma satisfação pessoal em ter seu tomatinho, sua abobrinha”, diz Czarnobai.


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    RIO — Em setembro de 1965, as revistas “Variety” e “The Hollywood Reporter” publicavam o anúncio: “Loucura!! Audições. Músicos e cantores de folk & roll para papéis em nova série de TV. Oportunidade para quatro garotos insanos, 17-21 anos. Necessário ser espirituoso como Ben Frank. Ter coragem para trabalhar”. Assim, Davy Jones, Michael Nesmith, Micky Dolenz e Peter Tork, que nunca tinham tido qualquer contato anterior, formavam os Monkees, conjunto que estrelou a série televisiva epônima entre 1966 e 1968 (com reexibições periódicas nas décadas seguintes) e vendeu mais de 75 milhões de álbuns.

    Apesar do sucesso que dura até hoje, em turnês dos remanescentes, o quarteto que — reza a lenda — chegou a vender mais discos que os Beatles e os Rolling Stones somados entre 1966 e 1967 viu a glória e a desgraça do estrelato. Após uma fatídica entrevista de Nesmith expondo o descontentamento por serem impedidos pela gravadora de tocar instrumentos em seus dois primeiros álbuns, os Monkees foram, aos poucos, jogados ao ostracismo. Tork chegou a perder tudo e afundar em vícios. A retomada viria em 1986, quando a série e a banda ganharam status cult. Essa história é contada pelo carioca Sergio Farias na biografia “Love is understanding: A vida e a época de Peter Tork e os Monkees” (Chiado Books), lançada neste mês. Autor também de “John Lennon: vida e obra”, ele conversou com o GLOBO. Links música

    Por que os Monkees?

    Eu me encantei pela série na década de 1970, aquilo era tão colorido, psicodélico... Mais tarde, percebi que eram escassos os artigos sobre os Monkees. Quando perguntava para alguém mais velho, sempre ouvia que era “uma banda fake que não tocava seus próprios instrumentos”. Até que, adolescente, fui à biblioteca do Consulado dos Estados Unidos e, em enciclopédias de rock, descobri o furor que eles causaram na juventude americana quando surgiram. Resolvi fazer no livro uma defesa mostrando que a banda não era fake, e sim uma das cinco mais importantes do pop-rock da década de 1970. E que foram vítimas da maior injustiça da história do rock.

    Qual a causa dessa injustiça?

    1384612a-9ddc-4bac-8bf5-8f217bea1ba2.JPGPeter Tork tocava piano desde os seis anos e aprendeu mais de sete instrumentos. Tem formação clássica. Os outros três integrantes também tocavam dois ou três instrumentos diferentes. Ainda assim, ficaram para a posteridade como músicos que não tocavam, pré-fabricados. Era o modus operandi da indústria. Aconteceu com os Byrds, com The Mamas & The Papas, até com os Beach Boys no lendário “Pet sounds”. Quem tocava para todos eles eram os virtuose da chamada Wrecking Crew. Mas os Monkees tinham personalidade forte e resolveram peitar a gravadora. Todos os outros ficaram calados, e eles saíram como bodes expiatórios. Revolucionaram a indústria, eram muito talentosos, e por anos foram conhecidos como uma boy band fake.

    Seu livro conta a história do grupo, mas tem foco especial em Tork. Por quê?

    Percebi que ele era o único integrante que ainda não tinha uma biografia própria. E é o que tem a história mais dramática. Talentoso, multi-instrumentista, intelectual bem nascido, mas ficou famoso como o “abobalhado da série de TV”. Na série, os outros três interpretavam eles mesmos, menos Peter! Para trazer um alívio cômico, recorreram à formula do bobo da corte, inspirado em Jerry Lewis. Quis o destino que fosse Peter, logo o cara mais intelectualizado. The Monkees - Daydream Believer (Official Music Video)

    Você chegou a entrevistá-lo para o livro?

    Tentei muito, mas não consegui. Pelo que pude perceber, ele tem problemas com essa exposição. Tentaram fazer uma biografia de Peter em 1977, mas ele não se interessou. Mas falei com produtores, empresários, jornalistas que tiveram contato com ele na época do ostracismo, ex-esposa, e todos foram muito solícitos. Foram seis anos de pesquisa.

    Onde percebemos a influência dos Monkees de forma mais concreta?

    Vou ser polêmico. Musicalmente, eu vejo muito dos Monkees nos Eagles. Se um dia eu tomar um uísque com o Don Henley (baterista e vocalista do grupo), vou tirar isso dele (risos). E também em grupos como o Village People, também pré-fabricado, do ponto de vista da fama empresarial. Mas o mais importante foi o legado na indústria. Tudo mudou depois que eles peitaram a gravadora e exigiram tocar seus instrumentos, a partir do terceiro disco. Muita gente se beneficiou disso. The Monkees - "I'm A Believer" (Official Live Video)

    Essa implicância com grupos formados em programas de TV dura até hoje. O One Direction, por exemplo, fez um sucesso estrondoso recentemente, mas a crítica olhava torto. Até alguns integrantes fazerem trabalhos solo e mostrarem talento...

    Sempre. Até o Jackson 5, que tinha um desenho animado na TV quando surgiu, chegou a ser criticado. São muitos exemplos. Às vezes você tem bons artistas envolvidos, pessoas de valor, mas que, por uma questão contratual, não podem se envolver muito no processo criativo de suas músicas. E caem de pau em cima desse tipo de banda, numa pegada “não ouvi e não gostei”. Isso sempre aconteceu e sempre vai acontecer. Não podemos esquecer que música nada mais é que um grande negócio.

    Serviço

    80130029_Sergio Farias (1).jpg

    “Love is understanding: A vida e a época de Peter Tork e os Monkees"

    Autor: Sergio Farias.

    Editora: Chiado Books.

    Páginas: 393.

    Preço: R$ 52.

    Relembre outros grupos "fabricados"

    Village People

    Criado pelo produtor francês Jacques Morali, o grupo começou apenas com o cantor Victor Willis. Com o sucesso, dançarinos foram chamados para a banda.

    Menudo

    O produtor Edgardo Díaz tinha uma regra: os cantores tinham que deixar o grupo aos 16 anos. Por isso, 32 menudos existiram entre 1977 e 2009, entre eles Ricky Martin.

    Spice Girls

    Criada para competir com boy bands como o Take That, formou-se a partir de audições com mais de 400 candidatas. É o grupo feminino de maior venda na História.

    ‘N SYNC

    Após perder a vaga nos Backstreet Boys, Chris Kirkpatrick correu atrás de outros cantores para convencer o empresário Lou Pearlman a formar uma nova boy band.

    Rouge

    Vivendo um revival desde o fim de 2017, o girl group brasileiro foi gerado no programa “Popstars”, do SBT, em 2002. Emplacaram hits como “Ragatanga”.

    One Direction

    O quinteto foi criado em 2010 no reality “The X factor”, com cantores inscritos como artistas solo. Desde a saída de Zayn Malik, eles lançam trabalhos próprios.


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    RIO - Norman Gimbel, premiado com o Oscar e o Grammy, letrista de "Killing Me Softly" e da versão em inglês de "Garota de Ipanema" faleceu aos 91 anos.

    Sua morte foi anunciada na sexta-feira pela organização de direitos autorais BMI, que o homenageou como um "letrista verdadeiramente talentoso e prolífico".

    Nascido no Brooklyn, ele morreu em sua casa em Montecito, Califórnia, em 19 de dezembro, informou seu filho Tony Gimbel ao "Hollywood Reporter".

    Norman Gimbel ganhou um Oscar de melhor canção original com o coautor David Shire por "It Goes Like It Goes", de Jennifer Warnes, no filme de 1979 "Norma Rae".

    Ele também escreveu "Killing Me Softly", de Roberta Flack, com seu colaborador regular Charles Fox, sendo premiado com um Grammy em 1973.

    O "New York Times", em 1997, publicou artigo contando que a ideia da letra foi passada a ele pela cantora Lori Lieberman. Gimbel escreveu a letra e Charles Fox, a música, mas nenhum crédito foi dado a Lori. O que não é legalmente necessário.

    Briga na Justiça

    A letra em inglês de Gimbel para o sucesso da bossa nova brasileira "Garota de Ipanema", premiada com Grammy em 1965, a transformou em uma das músicas com mais versões de todos os tempos.

    Foi o americano que transformou "Meditação" em "Meditation", "Insensatez" em "How insensitive", "Água de beber" em "Drinking water", "Sabiá" em "Song of sabia" e, naturalmente, "Garota de Ipanema" em "The girl from Ipanema", o nome do bairro soando como ipanima. Podia ser pior, caso Tom, trabalhando na letra em inglês com Gimbel, não resistisse aos esforços do americano para tirar a palavra do título e da letra. Segundo ele, Ipanema (pronunciava ai-pa-ni-ma) era um nome esquisito, lembrando "Ipana", marca de uma pasta de dente.

    Em 1995, um ano após a morte de Tom, Gimbel — que até então recebia 16% dos direitos de execução de "The girl from Ipanema", ficando Tom e Vinicius com mais de 20% cada e o restante com a editora (do hoje grupo Universal) — renovou o copyright da canção como sendo obra original sua. Passou a receber 41%, em prejuízo de Tom e Vinicius. E não apenas na versão americana, pois conseguiu beliscar porcentagens de "La fille d'Ipanema", "La ragazza di Ipanema" e em outros idiomas para os quais a canção foi vertida.

    Os herdeiros de Tom e Vinicius lutaram contra isso. Depois de muita conversa, muito e-mail e muito dinheiro investido numa batalha na Justiça americana, conseguiram em 2010 uma sentença favorável que levou a Universal a repor o que originalmente cabia aos verdadeiros autores. E mais: as versões instrumentais, ao contrário do que vinha acontecendo, tornaram-se apenas de Tom e Vinicius.

    O letrista entrou para o Hall da Fama dos Compositores em 1984.

    Robert Folk, que colaborou com Gimbel em cerca de 15 músicas, disse em um post no Facebook que "Norman tinha um talento incrível, era brilhante em todos os sentidos, que tocou com sucesso todos os gêneros da música popular".

    "Lembro-me de quando (...) ele me disse em particular "nunca diga como esse trabalho é fácil para nós e como nos divertimos ou nunca vão nos pagar todo esse dinheiro!".


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    NOVA YORK - Após passar três temporadas encarnando Robb Stark em “Game of thrones”, Richard Madden achou que já sabia uma ou duas coisas sobre blockbusters televisivos. Mas aí veio o thriller britânico “Bodyguard”, e ele ficou boquiaberto.

    Escrito por Jed Mercurio (“Line of duty”), “Bodyguard” é estrelado por Madden, que encarna David Budd, um veterano da Guerra do Afeganistão convocado para proteger a secretária de Estado do Reino Unido, Julia Montague (Keeley Hawes). Ela tem posições políticas que o guarda-costas abomina, mas também um charme gélido difícil de resistir.

    Desde a estreia na BBC, em agosto, os números foram surpreendentes: de acordo com o canal, 41 milhões de pessoas assistiram à primeira temporada de seis episódios, fazendo de “Bodyguard” o mais popular drama inglês desde “Downton Abbey”. Em outubro, ele foi incorporado ao catálogo da Netflix, o que ajudou a torná-lo um sucesso mundial e a concorrer ao Globo de Ouro (Madden disputa o troféu de melhor ator, e a atração, o de melhor série dramática). bodyguard

    Não seria exagero dizer que a produção solidificou a carreira de Madden, um escocês de 32 anos, a ponto de ele ser cotado como favorito para substituir Daniel Craig no próximo James Bond. Enquanto a especulação não se confirma, será possível vê-lo no cinema em 2019 em “Rocketman”, cinebiografia de Elton John, no papel de John Reid, ex-empresário e namorado do cantor.

    Enquanto se prepara para a temporada de premiações e cria estratégias para fugir dos paparazzi, o ator falou, por telefone, de Los Angeles, sobre a alquimia de “Bodyguard”.

    Qual foi a fórmula mágica de “Bodyguard” para chegar a números tão expressivos?

    Adoraria saber, para poder reutilizá-la em todos os trabalhos (risos). Acho que tem a ver com essa zona cinzenta em que todos vivemos, essa ambiguidade moral, de saber quem é o cara mau e o cara legal. De qualquer forma é muito gratificante pensar que uma série pequena teve tanto impacto. Acho que um em cada quatro britânicos viu a primeira temporada, isso é uma loucura.

    Como foi o processo de gravação?

    Gravávamos seis dias por semana, 14 horas por dia, e a câmera estava sempre em cima de mim. Para completar, eu vestia o tempo todo um colete à prova de balas, o que é bem desconfortável. Mas acho que o mais pesado era a carga mental de interpretar um personagem que está tentando colocar a vida nos eixos.80435076_SC - Richard Madden em Los Angeles Dec 13 2018 Madden who had a leading role in Game of T.jpg

    Certamente haverá uma segunda temporada.

    Não houve um anúncio oficial ainda. Mas Jed e eu queremos muito trabalhar juntos de novo.

    É verdade que você tem um sistema de alerta com seus vizinhos para avisar quando há paparazzi escondidos atrás de árvores?

    Sim. Na minha rua criamos um pequeno grupo de WhatsApp só por causa disso. Então meus vizinhos tiram fotos de um carro e me mandam dizendo: “Aliás, tem um ali”. É muito gentil da parte deles (risos).

    Sobre “Game of thrones”: seus amigos deram alguma pista sobre como a série acaba?

    Não sei como acaba, e não deixaria eles me contarem. Não que eles quisessem, mas eu não deixo nem eles conversarem sobre isso perto de mim. Não quero spoiler. Essa é a graça de não estar mais na série, posso curti-la como um espectador qualquer sem ter lido o roteiro. E acho que eles filmaram múltiplas opções de cenas finais, então não tenho nem certeza se eles sabem qual será usada para valer.

    E eles quiseram saber spoilers de “Bodyguard”?

    No Reino Unido a série foi exibida uma vez por semana, por isso houve muita especulação. Mas nos Estados Unidos foi diferente, ela pode ser vista no esquema de maratona.

    E agora o assunto que você vem evitando: 007.

    (Ele dá uma pequena risada). Tantas pessoas têm propriedade sobre aquele personagem e sobre quem eles acham que deveria interpretá-lo que fico muito lisonjeado por saber que há gente endossando meu nome publicamente. Mas não, não há conversas sobre este assunto. É tudo especulação.


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    RIO - De um lado, um time de dezessete veteranos reconhecidos em diferentes áreas, do esporte à cultura. Do outro, jovens doidos para faturar até R$ 15 mil. Essa é a base de “Tá brincando”, novo programa de auditório da TV Globo, que estreia no próximo sábado antes do “Sai de baixo”. A apresentação fica por conta de Otaviano Costa, em seu primeiro voo solo na emissora (antes disso, ele passou pelo “Vídeo Show”). A direção geral é de Adriano Ricco e roteiro final, de Raquel Affonso.

    — Nunca tinha participado do processo inteiro de criação de um programa. Desta vez, pude entrar mais profundamente nas engrenagens e vi que o resultado final ficou muito próximo do que tínhamos pensado no papel. O “Tá brincando” é muito leve. É um programa de auditório “raiz”. Não estamos inventando a roda, mas é uma roda muito bonita— comemora Otaviano.

    Chamados de “super time” pela equipe do programa, os veteranos que deverão ser desafiados pelos competidores mais jovens são 17 no total. Entre eles, estão o cantor Sidney Magal, de 68 anos, o colunista do GLOBO Artur Xexéo, de 67, a ex-jogadora de basquete Hortência, de 59, o ex-jogador Edinho, de 63, e o jornalista esportivo Reginaldo Leme, de 74. As disputas variam de acordo com a expertise de cada um, podendo variar entre provas físicas e testes de conhecimento. tv-brasil

    — Queríamos pessoas mais velhas que, famosas ou não, tivessem relevância. Nessa primeira temporada, nosso desafio foi segurar a onda diante de tantos talentos que encontramos.

    A fórmula de competição entre um jovem desafiante e um especialista reconhecido em sua área há anos surgiu com o programa britânico “Amazing greys”, transmitido em 2014 pelo ITV. Porém, ao “tropicalizar” a proposta, a equipe do “Tá brincando” decidiu acrescentar novos quadros à atração, inclusive com gravações externas.

    Convite à reflexão

    No quadro “Os impressionantes”, por exemplo, Otaviano acompanha idosos que levam uma vida aparentemente pacata para depois revelar quais atividades surpreendentes eles praticam. O resultado é um equilíbrio entre momentos de adrenalina e de emoção, dentro e fora do palco.

    — É um programa de entretenimento, mas não tenho dúvida de que vai causar reflexão, tanto para o idoso, quanto para os jovens. O Brasil não é um país fácil para a terceira idade. E mesmo com a infraestrutura, transportes e serviços públicos pouco convidativos, vemos que eles encaram o desafio de ir para a rua fazer uma atividade.

    O apresentador também espera que “Tá brincando” possa ser um momento de descontração para famílias que encararam um 2018 cheio de tensões dentro e fora de casa.

    — O Brasil passou neste ano por um momento de polarização, que foi importante para a nossa democracia. Agora é o momento de sentar no sofá e dar um pouquinho de risada — defende.


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    RIO - O garoto paulistano que se apaixonou pela cultura japonesa vendo séries de televisão como “Jaspion” e “Changeman” na TV Manchete foi bem mais longe do que poderia imaginar: tornou-se o único membro estrangeiro do JAM Project, banda formada por famosos cantores de temas de animes. Uma história e tanto, que Ricardo Cruz — 36 anos, com uma carreira que inclui trabalhos de tradutor e de tutor de língua japonesa, em um de seus canais no YouTube — vem contar (e cantar) no Rio, dia 26 de janeiro, dentro da segunda edição do Rio Matsuri, festival da cultura japonesa que acontece no Riocentro.

    — Toda vez que aparecia um monstro ou herói nas séries, o nome dos personagens vinha em baixo em caracteres japoneses. Eu ficava louco, copiando no caderno, até que meu pai percebeu e me colocou num curso de japonês — conta Ricardo. — Essa foi minha porta de entrada para o Japão. Depois passei a frequentar grupos de fãs numa era ainda pré-internet, mandando cartas, publicando fanzines, fazendo exibições mensais de vídeo e tentando achar pessoas que eram nerds como a gente.

    Em 1999, apareceu a oportunidade de viajar para o Japão para fazer intercâmbio estudantil. Ricardo morou por um ano com quatro famílias diferentes na cidade de Utsunomiya, a 100 km de Tóquio. E não escapou do choque cultural. A dificuldade em manter o respeito aos horários e a solenidade rígida dos japoneses o levaram a refletir sobre seus hábitos ocidentais.

    — Eu já era fã do Japão e fiquei dez vezes mais fã — revela. — Virei um colecionador maluco de tudo daquele universo pop. Minha primeira compra foi a de dois videocassetes num sebo de eletrônicos, só para poder copiar filmes de locadoras. Fui a shows de cantores das trilhas sonoras dos seriados e tive um choque. A música para anime era um braço forte da indústria fonográfica japonesa. Hoje, é um gênero consumido por todos.

    De bossa nova a funk

    De karaokê em karaokê, Ricardo viu que poderia cantar. Quando voltou para o Brasil, além de trabalhar na editora Conrad como tradutor de mangás, ele foi soltar a voz, como hobby, em eventos de animes. Em 2003, ajudou a fazer o primeiro Anime Friends, hoje o maior evento de cultura pop japonesa no Brasil. Por seu intermédio, vieram ao Brasil cantores como Hironobu Kageyama (líder do JAM Project e intérprete dos temas de “Changeman” e “Cavaleiros do Zodíaco”) e Akira Kushida (do “Jaspion”). Um dia, ele substituiu uma das cantoras do JAM que estava gripada — os japoneses gostaram dele e, em 2005, depois de passar por um concurso, tornou-se o membro caçula da banda.

    — No pós-guerra, para se reinventar, o Japão foi incorporando influências do Ocidente, mas como estética, porque o conteúdo é todo japonês. Nas músicas de anime tem desde funk do James Brown até bossa nova e jazz — conta. — Até um tempo atrás, achava-se que aquilo era música de criança. Mas hoje em dia qualquer banda grande, de sucesso, é doida para fazer a abertura de algum desenho animado.

    Ele diz que o público brasileiro para os animes nunca esteve tão aquecido.

    — Com a internet, você descobre o nicho que o agrada. Mas, como o Japão é muito fechado, as obras não saem muito de lá, e o público acaba consumindo muito dos animes via pirataria.


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    RIO - Nascido em 1942, filho de um alfaiate e de uma costureira, o menino Marty cresceu em bairros de imigrantes italianos de Nova York, morou no quarto andar de um prédio sem elevador e apanhava do irmão sete anos mais velho. Na vizinhança, convivia com gângsteres e padres. Ele era baixinho e todo alérgico, frequentava a Igreja, chegou a entrar no seminário, mas largou por uma tentação. “Vindo de uma família que não tinha livros em casa, eu tinha que descobrir tudo por conta própria”, explicou numa entrevista as razões de ter se apaixonado pelo cinema.

    E foi em direção ao cinema que Martin Scorsese canalizou tudo o que viveu, da percepção de mundo de um imigrante aos sopapos dados pelo irmão. Ele seguiu e ainda segue os conselhos dados por Haig P. Manoogian, um célebre professor da Universidade de Nova York, a quem “Touro indomável” foi dedicado. “Façam filmes sobre suas vidas”, dizia o mestre. A partir das aulas de Manoogian, Scorsese levou a seu cinema a violência, a culpa católica, os desafios dos imigrantes e a cultura proletária de quem precisava defender a família contra uma sociedade corrupta.

    Incorporou também a cultura musical dos anos 1960, o realismo de documentaristas como Pennebaker e Leacock, e um movimento de negação ao sistema de Hollywood.

    Parte de uma geração que mudou a forma de se fazer filmes, hoje Scorsese é a estrela máxima do cinema americano.


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    RIO - Um dos maiores cineastas americanos vivos, Martin Scorsese finalmente vai ganhar sua primeira retrospectiva no país. De 2 a 28 de janeiro, o Centro Cultural Banco do Brasil exibe os 25 longas de ficção do diretor, além de documentários e curtas do começo da carreira. É uma filmografia que revela um artista multifacetado, mas com interesses particulares. Violência e máfia, temas recorrentes em “Os bons companheiros” (1990), “Cassino” (1995) e “Os infiltrados” (2006), por exemplo, já podiam ser vistos nos curtas “It’s not just you, Murray!” (1964), sobre um mafioso que revê sua trajetória, e o angustiante “The big shave” (1967), que deu a Scorsese o seu primeiro prêmio, da Cinemateca Belga.

    Explícito e aterrorizante, “The big shave” mostra um homem cortando a própria garganta enquanto faz a barba. O banho de sangue é tido como uma metáfora dos efeitos da Guerra do Vietnã.

    — Scorsese nasceu e cresceu em Nova York, um ambiente onde a presença de gangues e de violência nas ruas era constante — explica José de Aguiar, curador da mostra “Scorsese” junto com sua mulher, Marina Pessanha.

    A origem do interesse do diretor pelas consequências da violência não é apenas pessoal. É, também, estética: faroeste e noir são alguns de seus gêneros preferidos. John Ford, Samuel Fuller e Orson Welles o influenciaram. Ele cita ainda o brasileiro “O dragão da maldade contra o santo guerreiro” (1969), de Glauber Rocha, como um de seus filmes preferidos.80427944_'Cassino' filme de Martin Scorsese (1).jpg

    A forma como alguns desses nomes formaram sua visão cinematográfica é descrita em “Uma viagem pessoal pelo cinema americano” (1995), documentário de quase quatro horas no qual o diretor fala de sua obsessão pelos filmes feitos a partir da década de 1940.

    Esse caldeirão de referências, segundo os curadores, faz de Scorsese um cineasta que transita entre o autoral e o comercial, o popular e o experimental, com uma mescla de linguagem acessível se e recursos técnicos inovadores.

    — “Os bons companheiros” é um ótimo exemplo dessa tendência porque fala dos gângsteres de rua inseridos na cultura americana, tudo filmado de maneira realista e documental. Ao mesmo tempo, há planos-sequência enormes e imagens em câmera lenta que atravessam o cenário — diz Aguiar.

    Marina vê características semelhantes em “Cassino”, um dos raros projetos de Scorsese com uma protagonista feminina forte. Pelo papel, Sharon Stone ganhou sua primeira e única indicação ao Oscar.

    — Você tem a Liza Minnelli em “New York, New York” (1977), a Cate Blanchett em “O aviador” (2004), a Ellen Burstyn em “Alice não mora mais aqui” (1974) e a Jodie Foster em “Taxi driver” (1976), mas, em geral, o foco está mesmo nos homens — afirma a curadora, descartando de imediato a possibilidade de haver sexismo nas obras. — É natural quando você pensa nos temas abordados pelo Scorsese. A máfia e o crime são universos predominantemente masculinos.

    Abandono de batina

    Educado num ambiente católico, o cineasta pretendia virar padre antes de optar pelo cinema. Mesmo assim, não deixou de imprimir a temática religiosa em filmes como “A última tentação de Cristo” (1988) e “Silêncio” (2016).

    — Não é à toa que muitos de seus personagens angustiados buscam a redenção. A relação do protagonista de “Caminhos perigosos” (1973) com a Igreja, por exemplo, é explícita — afirma Marina, lembrando do gosto do diretor por música. — É, para ele, a arte mais genuína.

    O documentário “George Harrison: living in the material world” (2011) e o clipe de “Bad”, de Michael Jackson, são alguns exemplos de como Scorsese dedicou seu talento à música.

    — Muitos o chamam de um cineasta de gênero, mas considero uma definição um pouco injusta — completa José de Aguiar. — É, acima de tudo, um cinéfilo com múltiplas dimensões.

    O lado B de Scorsese

    O Martin Scorsese de filmes de máfia como “Os bons companheiros”, “Os infiltrados” e “Cassino”, todo mundo conhece, e a mostra dedicada ao diretor de 76 anos no CCBB, que começa na quarta-feira (2/1), quer exibir ao público um pouco do lado B do cineasta.

    Assim, a seleção de filmes reúne ainda dois documentários que lembram o amor de Scorsese por sua arte, um sobre o cinema americano, e outro sobre o da Itália, país de seus pais; o curta que rendeu a ele seu primeiro prêmio, o expressionista “The big shave” (1967), o atormentado “Quem bate à minha porta?”, do mesmo ano, com um jovem Harvey Keitel, e um de seus primeiros trabalhos, o curta “What’s a nice girl like you doing in a place like this?”, de 1963.

    “What’s a nice girl like you doing in a place like this?” (1963)

    80434768_'What’s a Nice Girl Like You Doing in a Place Like This' de Martin Scorsese.jpgUm escritor compra um quadro de um barco navegando em um lago e começa a desenvolver uma obsessão pela obra, o que torna a rotina diária impossível. O curta é o filme mais antigo da mostra, feito quando ele tinha apenas 21 anos.

    “Quem bate à minha porta?” (1967)

    Um jovem de Nova York (vivido por Harvey Keitel, à época com 28 anos) se envolve com uma garota e deseja se casar com ela. Mas ele tem dificuldades em manter o relacionamento quando descobre que sua namorada já foi abusada sexualmente.

    “The big shave” (1967)

    80434747_'The big shave' de Martin Scorsese (1).jpgAo som da voz de Bunny Berigan cantando “I can’t get started”, um rapaz entra no banheiro e começa a fazer a barba até que grandes quantidades de sangue começam a jorrar de seu rosto. O filme deu a Scorsese o primeiro prêmio de sua carreira: o Prix de l’Age d’Or, concedido pela Cinemateca Belga.

    “Uma viagem pessoal pelo cinema americano” (1995)

    Uma visão particular do cinema dos EUA por Martin Scorsese. Dividido em três partes, o documentário aprofunda o modo como os filmes o influenciaram como cineasta, desde os de mestres do cinema mudo até produções do final dos anos 1960.

    “Minha viagem à Itália” (1999)

    80435259_CULTURA - Imagem do filme Uma viagem a Itália Italianamerican de Martin Scorsese..jpgDepois de uma lição sobre o cinema americano, Scorsese — que já tinha falado sobre os próprios pais em “Italianamerican” (documentário de 1974) — nos leva em nova viagem, desta vez pela História do cinema italiano, do pós-guerra até a década de 1960.

    “Scorsese” Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março 66, Centro, tel. 3808-2020).

    Quando: De 2 a 28 de janeiro.

    Quanto: De R$ 5 a R$ 10 (há sessões grátis).

    Classificação: De acordo com o filme.

    Informações: www.bb.com.br/cultura


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