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    RIO — O livro de estreia de Tommy Orange, “Lá não existe lá”, tem como principal mérito tirar o leitor do seu conforto e levá-lo para uma zona desconhecida e incômoda, área cinzenta de quem pertence e não pertence ao lugar. O romance narra a história de diversos nativo-americanos da Califórnia, urban indians (“índios urbanos”) como o próprio autor, que pertence às tribos Cheyenne e Arapaho.

    National Book Award

    Os personagens de Orange irão se encontrar em um trágico evento, onde o fácil acesso a armas de fogo é fatal. Eles narram suas histórias em primeira pessoa, exceto no dramático episódio do final, quando um narrador onisciente relata a catástrofe que une os destinos de cada um deles.

    O enredo mostra como vivem os indígenas atualmente, integrados e, ao mesmo tempo, excluídos do território que lhes pertencia, empurrados à margem. Antes que a história se inicie, nos deparamos com um prólogo em tom de manifesto.

    “Conhecemos o som da rodovia melhor que o dos rios, o uivo de trens distantes melhor que o uivo dos lobos, conhecemos o cheiro da gasolina e do concreto ainda úmido, o cheiro da borracha queimada melhor do que o cheiro do cedro, da sálvia ou mesmo do pão frito – que não é tradicional, assim como as reservas não são tradicionais, mas nada é original, tudo deriva de algo anterior, que já foi nada”, diz a introdução.

    Assim, já sabemos que o livro desfaz o estereótipo enfeitado com tinta, pena e cocar. O leitor brasileiro irá encontrar semelhanças com a atual situação dos nossos indígenas, mas há uma diferença substancial entre as mentalidades “médias” dos dois países. Se lá o índio urbano que escuta hip-hop é “normal”, no Brasil há quem condene indígenas por atitudes cotidianas como usar calçado e celular, que seriam exemplos falaciosos de como “não precisam mais” de suas reservas.

    Contos independentes

    O livro promove uma reflexão sobre a realidade, é fato. Porém, no campo da ficção, também merece elogios, como aqueles publicados pelo “New York Times” e que o levaram à final do National Book Award deste ano. O romance se organiza em capítulos dedicados exclusivamente a um personagem e narrados por eles. Alguns capítulos, se lidos isoladamente, poderiam passar por contos, como ocorre com o trecho “Baleia” de “Vidas Secas”(1938), obra-prima de Graciliano Ramos. Essa estrutura de capítulos “fechados” que se cruzam sutilmente e formam o conjunto orgânico de um romance também encontra semelhança em “Os limites do impossível”, do inventivo autor Aldyr Garcia Schlee, morto em novembro passado.

    Incensado pela crítica dos Estados Unidos, que definiu sua obra como um “épico”, Tommy Orange deveria seguir escrevendo sobre o tema. Como diz na abertura do livro, “fazer com que parassem nas cidades deveria ter sido o último e necessário passo para sua assimilação, absorção, apagamento, culminância de uma campanha genocida de quinhentos anos”. Porém, a “cidade os refez”.

    *Paula Sperb é doutora em Letras pela Universidade de Caxias do Sul

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    “Lá não existe lá”

    Autor: Tommy Orange. Tradução: Ismar Tirelli Neto. Editora: Rocco. Páginas: 304. Preço: R$ 49,90. Cotação: Ótimo.


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    No dia 5 de dezembro de 2014, acompanhada do escritor Alejandro Zambra, a arquiteta paulistana Joana Barossi bateu à porta do poeta Nicanor Parra (1914-2018) em Las Cruces, no litoral chileno, cheia de perguntas anotadas em um caderno. Joana traduzia Parra para o português e queria confirmar o significado de algumas palavras e expressões — a poesia do chileno se aproxima da linguagem das ruas, de um lirismo irônico e absurdo.

    Links Nicanor ParraO caderno continuou fechado. Joana preferiu ouvir o poeta falar de sua irmã, Violeta Parra (1917-1967), cantora popular que se suicidou, e de algumas mágoas, como as acusações de conivência com a ditadura chilena (ele nunca se exilou) e o Prêmio Nobel que ele nunca ganhou (por culpa das conspirações de uma ex-namorada sueca, suspeitava ele). Joana reparou que Parra marcava o ritmo de sua fala com os dedos da mão direita, como quem conta as sílabas de um verso, e roubou uma caneta Bic da mesa do poeta.

    Chave da investigação

    Quando Zambra contou a Parra que Joana era sua tradutora, o poeta respondeu que não lia traduções, que elas deviam ser “expropriações revolucionárias” e não mais lhe pertenciam. Na última quinta-feira, Joana apresentou em São Paulo o resultado de suas expropriações revolucionárias: “Só para maiores de cem anos”, uma antologia bilíngue de poemas de Parra traduzidos em parceria com o editor e poeta Cide Piquet. É a primeira edição da obra de Parra no Brasil.

    — Eu sempre gostei muito do Parra. Viajei ao Chile quatro vezes com uma pergunta latejando na minha cabeça: o que acontece nesse país em que a poesia é tão fervilhante e está no ouvido de todo mundo, um pouco como a música popular aqui? — disse Joana ao GLOBO. — O Parra era a chave dessa minha investigação.

    A primeira viagem foi em 2010, quando Joana visitou lugares que Parra menciona em seus poemas e se enfiou em livrarias à procura de tudo o que ele já havia publicado. Em 2012, ela caminhou até a casa do poeta, avistou-o através da janela, “com aqueles cabelos arrepiados”, mas não teve coragem de bater à porta, onde se lia “antipoesía” em letras pretas, e deu meia volta. Em setembro de 2014, visitou um Chile em festa, que celebrava o centenário do poeta. E, em dezembro daquele ano, finalmente foi à casa de Parra.

    Enquanto isso, no Brasil, Piquet começava suas “expropriações revolucionárias” de Parra para participar de um evento em homenagem aos 100 anos do chileno em São Paulo. Piquet é editor da 34, que publicou a antologia, e contou ao GLOBO que conseguir os direitos do poeta deu trabalho. A negociação começou em 2015, logo após a morte da agente literária espanhola Carmen Balcells, que cuidava da obra de Parra. O falecimento dela atrasou as tratativas.

    Piquet passou de editor a tradutor quando Joana ficou grávida e precisou de mais um par de mãos para cumprir o prazo. Os dois apelaram para contatos chilenos para decifrar as gírias e o coloquialismo de Parra.

    — No poema “Eu pecador”, ele diz: “Yo camarón, yo padre de família”. Que diabo é camarão no Chile? Para mim, “camarão” é um gringo queimado de sol — riu Piquet. — Uma amiga chilena me disse que camarão é quem anda para trás, e eu pensei: “caranguejo!”. E tasquei: “Eu caranguejo”. Parra é gostosíssimo de ler. São versos nada afetados ou livrescos.

    Para a antologia, Joana e Piquet selecionaram 75 poemas de sete livros de Parra. Privilegiaram a “antipoesia”, ou seja, os poemas coloquiais e diretos que Parra passou a publicar a partir do livro “Poemas y antipoemas”, de 1954.

    — Parra dá uns olés no tradutor, ele muda de assunto para confundir sua cabeça de propósito — disse Joana. — Ele descreve uma imagem bela e de repente aparece um nariz pingando sangue.

    Joana não sabe onde foi parar a Bic que roubou de Parra. Suspeita que ela se perdeu no meio de um monte de canetas iguais.


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    SÃO PAULO — Tom Holland, Jake Gyllenhaal e Jacob Batalon foram as grandes surpresas do (até então misterioso) painel da Sony neste sábado, na Comic Con Experience (CCXP), em São Paulo. Os três atores estão no elenco de "Homem-Aranha: Longe de casa", que tem estreia prevista para 5 de julho do ano que vem. O trio apresentou o primeiro trailer do longa, que traz, entre outras coisas, Gyllenhaal como o super-vilão Mystério e uma imagem fugaz de Holland no uniforme improvisado do Aranha. A divulgação do filme promocional, que deveria ser lançado logo após a apresentação, foi postergada.

    — O novo uniforme é muito legal — brincou o ator britânico que incorpora a nova encarnação do Aranha e é conhecido por soltar spoilers dos filmes sem perceber. — Eu até conseguia ir ao banheiro sem pedir ajuda a ninguém! Links CCXP

    As presenças de Holland e Batalon, que faz o papel do amigo nerd de Peter Parker, não foram anunciadas e estavam em relativo segredo nos bastidores. Gyllenhaal havia sido anunciado e, depois, cancelou sua vinda ao país, alegando conflitos de agenda que não podiam ser resolvidos facilmente. O ator só voltou atrás na sua decisão na terça-feira, quando então foi incluído na lista de "segredos" do estúdio para a feira geek.

    "Homem-Aranha: Longe de casa" é a sequência de "Homem-Aranha: De volta ao lar" (2017), que marcou um reinício na carreira cinematográfica do herói criado por Stan Lee, com o britânico Holland assumindo o personagem que já foi de Tobey Maguire e Andrew Garfield. No filme, que na cronologia do Universo Cinematográfico Marvel (UCM) se passa após "Vingadores: Guerra infinita" e o inédito "Vingadores: Ultimato", o Aranha volta para sua casa no bairro de Queens, em Nova York, mas sai em viagem de férias de verão com os amigos e vai para Londres e Veneza.

    Holland, que esteve em São Paulo no fim do ano passado para promover "De volta ao lar", Batalon e Gyllenhaal não revelaram muito sobre o filme, a não ser que o público ficará surpreso com algumas aparições de outros super-heróis amigos do Aranha. Embora não seja "super", pode-se ver no trailer que Nick Fury, interpretado no UCM por Samuel Jackson, faz uma participação especial.

    — Mystério é recrutado por Nick Fury — explicou Gyllenhaal sobre seu personagem. — No fim, ele acaba ajudando o Aranha a derrotar algumas ameaças.

    No mesmo painel, a Sony exibiu mais de 30 minutos de "Homem-Aranha: No Aranhaverso", que estreia no dia 20. A animação produzida por Phil Lord e Chris Miller conta a historia de Miles Morales, um jovem negro do Brooklyn que se torna o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker. O longa, que reúne várias versões do Aranha em uma mesma história ambientada em diferentes dimensões, tem recebido muitos elogios dos críticos.CCXP_DIA3_CINEMARK_SONY_TOMHOLLAND_PADILHA-3.jpg

    O trio de atores também fez uma singela homenagem a Stan Lee, criador do Homem-Aranha em parceria com Steve Ditko:

    — Eu só me senti realizado quando o Stan deu o aval dele para a minha interpretação como Aranha, isso foi o ponto alto da minha carreira — disse Holland.

    — A partir de suas criações ele influenciou milhares de pessoas — disse Gyllenhaal. — Esse seu legado vai ficar para sempre.

    Outra grande atração do painel foi a atriz Tessa Thompson, que protagoniza "MIB4", mais recente sequência da franquia iniciada no fim dos anos 1990 como "Homens de Preto". A atriz é a primeira protagonista feminina de um longa da série cinematográfica que teve como personagens Will Smith e Tommy Lee Jones.

    — Ela é demais porque é nerd, e não tem medo de ser assim. Também é obcecada pelos alienígenas. E acho que vocês vão se identificar — disse ela.


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    RIO — Um festival que era para ter sido o Woodstock brasileiro, mas que não chegou nem perto disso. Uma banda de rock com toda a sua juventude — e equipamento — para soar bem alto. Um país em plena vigência da repressão política e comportamental. E um bocado de drogas, que alteram os sentidos, libertam a criatividade e corroem memórias: os ingredientes que deram em “A Bolha ao vivo” (Discobertas), disco feito a partir de uma misteriosa gravação em fita cassete, obtida pelo produtor Marcelo Froes, do show que a banda A Bolha — sensação dos bailes nos clubes do Rio — fez em fevereiro de 1971, no primeiro e único Festival de Verão de Guarapari (ES).

    — Naquela época, a Bolha estava no auge da criatividade e começou a fazer músicas em português. Nos bailes, junto com os covers que costumávamos tocar, fomos pondo as músicas que estávamos inventando, baseadas no som de hard rock daquele momento — conta o baixista Arnaldo Brandão, que, a convite de Froes, juntou-se ao baterista Gustavo Schroeter para falar com O GLOBO sobre a banda e sobre as gravações, de cuja existência sequer suspeitavam existir. Links música velha

    “A Bolha ao vivo” (que chegou esta semana às plataformas digitais, logo chega ao CD e, ano que vem, também ao vinil) começa com um locutor pedindo para que se autorize “a presença dos hippies” no local do show (já que a imprensa queria fotografá-los). O vocalista e guitarrista Renato Ladeira (1952-2015) avisa que a banda vai tocar sete temas, meio que se desculpando por serem canções de criação própria. Logo na primeira, “Rosas” ( de Arnaldo), ocorre uma série de problemas técnicos. “Parece que não querem, mas a gente vai continuar”, avisa Renato.

    E, com a urgência garageira de um Who, A Bolha segue o show com “Sem nada”, “Não sei”, “Irmãos Alfa”, “Cecília”, “Matermatéria” (na qual o vocalista se exalta e pede: “Todo mundo cantando... os caretas não vale!”) e “Sub entendido”, canção do baixista que o cantor Leno (par de Lilian na jovem guarda) havia gravado com a banda naquele ano no disco “Vida e obra de Johnny McCartney”, produzido por um Raul Seixas ainda antes da fama. Para driblar a Censura, o trecho da letra que dizia “tomei um Sunshine (referência a um tablete de LSD)” virou “tomei um Apolo”.

    — Nossas letras daqueles tempos eram só sobre drogas — confirma Arnaldo, que nos anos seguintes acompanhou Caetano Veloso e fundou bandas como o Brylho e o Hanoi Hanoi.80067708_SC EXCLUSIVO Rio de Janeiro RJ 28-11-2018 A Bolha - Remanescentes do grupo musical carioca.jpg

    Banda que começou em 1965, com os irmãos César e Renato Ladeira (filhos da atriz Renata Fronzi e do radialista César Ladeira) sob o nome The Bubbles, a Bolha fez seu cartaz tocando covers de rock nos bailes, até que em 1970 (já com Arnaldo Brandão, Gustavo Schroeter e Pedro Lima) foi chamada para acompanhar a Gal Costa tropicalista num show na boate Sucata, na Lagoa. Logo, os garotos começaram a vislumbrar um outro futuro.

    — Eu comprava (os jornais musicais ingleses) “Melody Maker” e “New Musical Express” e sabia que ia rolar um festival na Ilha de Wight. A gente ganhava tanta grana com os bailes que, com 19 anos, pagou passagem de avião e foi. Só o Renato que a mãe não deixou ir — conta Arnaldo, que, com a banda, acabou participando de uma jam session acústica muito louca no festival inglês, ao lado de Gilberto Gil e outros brasileiros que estavam em Londres. — Acho que toquei um tambor.

    Na volta ao Brasil, os meninos trouxeram amplificadores Marshall e alto-falantes Celestion para dar potência ao ao seu som e resolveram mudar o nome da banda para cantar em português.

    — Ia botar Os Bolhas? Nada! A Bolha ficou um nome redondo, bonitão — defende Gustavo. A Bolha ao vivo

    O convite para o Festival de Verão de Guarapari surgiu quando A Bolha ensaiava o seu repertório autoral num sítio em Jacarepaguá. A organização prometia Roberto Carlos, Mutantes, Elis Regina e Gal Costa, mas, como os patrocínios não se concretizaram, as atrações foram Milton Nascimento e o Som Imaginário, Novos Baianos, Luiz Gonzaga, Toni Tornado e os grupos Soma e A Bolha, que foram convidados a antecipar a ida a Guarapari para ensaiar com cantores locais.

    — Levamos uma quantidade gigantesca de maconha e fomos de van com o nosso equipamento. Chegamos lá e sentimos a desorganização — conta Arnaldo, que tomou algumas duras da polícia de Guarapari e, assim como seus colegas da Bolha, jamais viu o dinheiro do cachê pelo show. — Para poder pagar a gasolina de volta, o Cocada, nosso motorista, se fingiu de policial e deu uma geral nos hippies.


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  • 12/09/18--11:59: Seja melhor, seja cachorro
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    SÃO PAULO - Paulo Gustavo também fez uma aparição surpresa na Comic Con Experience (CCXP), neste domingo, em São Paulo. O ator e comediante foi ao estande do Grupo Globo, na São Paulo Expo, para anunciar que "Minha mãe é uma peça", texto que nasceu nos palcos e foi adaptado com sucesso para o cinema, vai agora ganhar o formato de série a ser exibida na Globoplay.

    — Vou contar em primeira mão para vocês que a série "Minha mãe é uma peça" vai estrear entre 2019 e 2020, aqui, na Globoplay — disse ele, em um vídeo que gravou no celular, foi exibido no estande do Grupo Globo e agora está nas redes sociais da plataforma de streaming. Depois, abandonou o protocolo, conversou com os fãs e fez fotos. Tudo bem informal.

    Links CCXP


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    SÃO PAULO - Sandra Bullock mobilizou a platéia do principal auditório da Comic Con Experience (CCXP), neste domingo, em São Paulo. A atriz, que veio promover o lançamento de "Bird Box" com o ator Trevante Rhodes e o produtor Dylan Clark, pediu aos quase três mil espectadores que tinham acabado de assistir ao suspense pós-apocalíptico produzido pela Netflix para gravar um vídeo dando parabéns aos filhos Louis e Layla. O longa, que é indpirado no livro "Caixa de pássaros" (Intrínseca), de Eric Heisserer, vai ao ar na plataforma de streaming no dia 21.

    No filme dirigido por Susanne Bier, Sandra faz o papel de Malori, uma futura mãe solteira que se vê em meio a uma tragédia de proporções mundiais. O planeta é invadido por misteriosas criaturas que, ao serem contempladas, provoca nas pessoas um desejo de se matar. Rhodes faz o papel de Tom, que a acompanha numa jornadapor luta e siobrevivência em meo ao caos que se instala.

    - Para mim, esse filme é sobre o que significa uma família, mas não do jeito tradicionaçl. É sobre a dificuldade de ser uma mãe que faz de tudo para proteger os seus filhos, que é dura com eles porque tem medo - diz ela. Ao fim do evento, a atriz gravou um novo vídeo com o público cantando "Parabéns a você" ao casal de filhos dela.


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    SÃO PAULO - Com a presença de Noah Schnapp, Caleb McLaughlin e Sadie Sink, o painel da Netflix dedicado à série "Stranger things", na noite de domingo, encerrou a Comic Con Experience (CCXP) deste ano, em São Paulo. O trio falou sobre a série, mas não deixou escapar nenhum detalhe da terceira temporada, programada para estrear no ano que vem. A expectativa era de que o primeiro trailer fosse exibido, mas o que apareceu na tela foi apenas um teaser com os títulos dos episódios - nenhuma imagem.

    Schnapp, McLaughlin e Sadie disseram quais eram suas cenas preferidas da série até agora. E a Netflix exibiu a escolha dos fãs, decidida por meio de votação nas redes sociais: a cena em que Billy é "exorcizado" por sua mãe e seu irmão:

    - Lembro que foi a última sequência que gravamos da segunda temporada - Gravamos da meia-noite às 8h e foi realmente muito intenso e cansativo.

    A CCXP recebeu este ano um total de 262 mil visitantes, segundo os organizadores. Deste número, 50% corresponde a São Paulo e o restante está distribuído pelos demais 26 estados e o Distrito Federal. O ticket médio de compras foi de R$300, o que garantiu um faturamento total de R$ 50 milhões.


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    RIO — De volta ao Brasil após dois anos, Kamasi Washington vai incluir um show no Rio, no dia 23 de março de 2019, no Circo Voador, em sua turnê brasileira, que também passa por Porto Alegre (26/3) e São Paulo (27/3). O jazzista volta com o show de seu novo álbum, “Heaven and Earth”, disco duplo que contou com parcerias de Thundercat e de Terrace Martin.

    Shows 2019Em 2017, Washington apresentou no Teatro Municipal do Rio as faixas do álbum tripo “The epic”, com de 2h53m de duração, que o levou a alguns dos principais festivais da cena pop mundial, como Coachella, Primavera Sound, Glastonbury, entre outros.

    Os ingressos já estão à venda no site do Queremos!, por R$ 100.


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    MIAMI — Entre a expectativa de vendas e a realidade da economia nacional, galeristas brasileiros presentes à Art Basel Miami, que terminou anteontem no Miami Beach Convention Center, faziam contas para avaliar se a participação na maior feira de arte dos Estados Unidos ainda era tão vantajosa quanto no passado. Em um contexto de volatilidade cambial, na qual o dólar começou o ano a valendo R$ 3,3 e terminou a quase R$ 4, os galeristas celebravam os negócios e contatos realizados, mas sem abrir mão da cautela em relação ao balanço entre lucros e despesas. Caso da paulistana Jaqueline Martins, que levou para a seção Survey uma seleção de trabalhos da brasileira Regina Vater. Durante o evento, a galerista comemorou a projeção da artista, que morou por anos nos EUA, mas por pouco o projeto se concretiza, já que ela quase desistiu de participar quando o dólar disparou, em setembro.

    — Cheguei a mandar um e-mail para a organização, dizendo que se o câmbio piorasse eu teria que cancelar a minha participação. O dólar subiu para mim quase 30%, e não consigo repassar essa variação para as obras. Fora o imposto altíssimo que tenho que pagar no Brasil — ressalta Jaqueline. — Ainda assim, compensou estar aqui, tanto pelo interesse de colecionadores quanto pelas instituições. Além das tradicionais, os EUA têm muitas universidades com seus próprios museus, e com orçamento para fazer aquisições.

    Miami BaselPara Antonia Bergamin, da Bergamin & Gomide, que comemorava a venda de obras de Leonilson e Ivan Serpa para instituições e colecionadores americanos, as vendas continuam sendo realizadas como no passado, embora observe uma mudança na dinâmica da feira.

    — Acho que como vem acontecendo em feiras em todo o mundo, houve uma mudança no comportamento do colecionador. Não é mais como antes, em que vendíamos quase tudo no preview e depois ficávamos quatro dias quase sem nada para fazer no estande. Hoje o comprador vem, conversa, pesquisa, reserva e só depois efetua o negócio. Não tem mais aquele desespero — avalia Antonia, para quem a volatilidade da moeda prejudica todo mundo. — Claro que posso planejar vender algo a R$ 3,6 e receber a R$ 3,9, a oportunidade está ligada ao risco. Mas no geral é difícil porque, ainda que a maioria das obras esteja tabelada em dólar, se o câmbio chegar a R$ 8 eu não vou conseguir dobrar o preço dos trabalhos, tem uma média a ser feita.

    Dona de galerias em São Paulo, Rio e Nova York, Nara Roesler também vê mudanças, mas no perfil dos colecionadores presentes à feira:

    80237627_SC - Obras de galerias brasileiras na Miami Basel - Obra de Regina Vater no estande da Jaqu.jpg— Talvez tenha visto menos colecionadores conhecidos este ano, com mais presença de jovens, que estão começando as suas coleções. O que acho positivo, sinal que mesmo com o dinheiro mudando de mãos o interesse em adquirir arte continua. Ou, como disse um grande colecionador que passou aqui, comprar uma obra é a possibilidade de “transformar dinheiro em mágica” — conta Nara, que negociou obras de artistas como Julio Le Parc, Artur Lescher e Vik Muniz.

    Há quem pretenda avaliar “com calma” a volta à feira no ano que vem. É o caso de Silvia Cintra, da carioca Silvia Cintra + Box 4. Neste ano, Silvia optou por levar à feira artistas de produção mais recente, a exemplo de Chiara Banfi e Pedro Motta, para ampliar sua visibilidade no mercado americano e, ao mesmo tempo, ter valores competitivos no evento.

    — Em termos institucionais, o que nos interessa muito, Miami perdeu muito em relação ao que era no passado. Muitos curadores e representantes de instituições dizem não vir mais porque em dezembro a maioria das galerias já não tem como mostrar seu melhor — pondera Silvia. — Neste contexto, acho que as feiras menores podem ser mais interessantes, nos megaeventos as pessoas ficam aflitas para ver tudo e não param para ver as obras. Outros setores, como a moda, já estão buscando este caminho, talvez isso também aconteça com a arte em breve.

    * Nelson Gobbi viajou a convite da Art Basel Miami Beach


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    RIO — "Não somos corruptos". Com esse desabafo, a atriz Fernanda Montenegro fez uma defesa da arte e dos profissionais da cultura no Brasil, durante a entrega do prêmio Melhores do Ano do programa Domingão do Faustão, neste domingo. Ao ser homenageada com um troféu especial ao lado das atrizes Adriana Esteves e Marieta Severo, Fernandona discursou, emocionada, sobre os ataques que a classe artística vem recebendo na internet ("terra de ninguém", em suas palavras).

    — Não somos ladrões diante da Lei Rouanet. Procurem os verdadeiros buracos corruptos deste país — afirmou a atriz, de 89 anos. Vídeo Fernandona no Faustão

    Rapidamente, as redes sociais viraram o costumeiro campo de batalha. "Tem que acabar com a mamata da Lei Rouanet" ou "Esse dinheiro usado para financiar artistas ricos deveria ir para saúde e educação" são algumas das frases feitas mais repetidas nas redes.

    — São mentiras que vão sendo replicadas. As pessoas ficam repetindo isso. O desabafo da Fernanda veio bem a calhar para chamar a atenção para falácias como esta — diz o produtor cultural e jornalista cearense Henilton Menezes, que foi secretário de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) do Ministério da Cultura entre 2010 e 2013.

    Mas, afinal, o que é verdade e o que é mentira? Veja a seguir um guia básico do mecanismo de incentivo à cultura, que há tempos se tornou a "Geni" das leis brasileiras. Para debater no social ou na rede social sem passar vergonha.

    Para começo de conversa: o que é a lei?

    A Lei de Incentivo à Cultura, mais conhecida como Lei Rouanet, permite que cidadãos e empresas possam aplicar 6% e 4%, respectivamente, de seu Imposto de Renda em projetos culturais. Ou seja, caso uma empresa tenha que pagar R$ 1 milhão de imposto de renda, ela pode apoiar projetos via Lei Rouanet num valor de no máximo R$ 40 mil. Já uma pessoa física que tiver que pagar R$ 10mil de imposto de renda pode destinar até R$ 600 dele para projetos culturais.

    A Lei Rouanet 'come' o dinheiro do país?

    O percentual do incentivo à Cultura representa somente 0,66% da renúncia fiscal da União. A título de comparação, é bom saber que outros setores da economia têm muito mais incentivo. Confira alguns: Comércio e Serviços: 28,5%; Indústria: 11,89%; Saúde: 11,60%; Agricultura: 10,32%; Educação: 4,85%; Habitação: 4,45%. Repetindo: Cultura: 0,66%, dos quais 0,48 é destinado à Lei Rouanet.

    Como funciona a captação do dinheiro?

    Em primeiro lugar, o projeto precisa ser aprovado pelo Ministério da Cultura. Recebendo o sinal verde do órgão, o proponente pode começar a buscar por patrocinadores para o seu projeto. Ou seja, o dinheiro não sai diretamente dos cofres do Estado (como é muito repetido na internet), mas do imposto de quem deseja investir no projeto cultural. O governo apenas abre mão de receber aquela quantia via impostos para que o dinheiro seja aplicado em produções artísticas.

    O prazo para conclusão da captação é de um ano, podendo ser estendido por até três anos. Ao final, a produção precisa enviar ao Ministério da Cultura documentos que comprovem os gastos e a execução do projeto.

    Lei só beneficia artistas conhecidos?

    Segundo Henilton Menezes — que é autor do livro "A Lei Rouanet Muito Além dos (F)Atos" — esta é uma das primeiras falácias ligadas ao incentivo.

    — Até 2017, antes da crise, a lei ajudava a financiar cerca de três mil projetos por ano. Se você analisar a lista de beneficiados, verá que isso está longe de ser verdade — observa ele, acrescentando que a própria Fernanda Montenegro em alguns momentos usou a lei para projetos acessíveis a muitos brasileiros. — Uma coisa é ela montar um espetáculo num teatro da Gávea, no Rio. Outra é fazê-lo em Fortaleza. Sem incentivos fiscais, isso não seria possível.

    Quem pode captar dinheiro através da Lei Rouanet?

    Qualquer pessoa física ou empresa pode apresentar um projeto cultural para ser financiado via mecanismo de incentivo. Basta se cadastrar no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).

    Lei Rouanet é 'coisa do PT'?

    Não. O mecanismo federal de incentivo à cultura está em vigor desde 23 de dezembro de 1991. A lei foi criada pelo então ministro da Cultura, Sérgio Paulo Rouanet (por isso levou seu nome), e foi sancionada pelo presidente Fernando Collor de Mello.

    Artistas como Chico Buarque mamam nas tetas da Lei Rouanet?

    O cantor e compositor nunca se valeu do incentivo.

    — Chico é um caso interessante — pondera Henilton Menezes. — Eu já paguei R$ 600 para ver um show dele em Belo Horizonte, cujos ingressos se esgotaram rapidamente. Mas ele tem uma obra que outras pessoas podem usar em seus projetos. E aí, se um produtor quer dar acesso às criações dele a mais pessoas, as leis de incentivo costumam ser o caminho.

    Artistas 'sugam' impostos pagos pelo povo?

    Quem decide se quer ou não destinar parte de seus impostos para a cultura (e onde quer investir isso) é o pagador do imposto (empresa ou pessoa física).

    E a própria lei gera mais impostos.

    — Há estudos que mostram que, para cada R$ 1 investido na lei, R$ 4 são recolhidos em impostos. Afinal, a Rouanet existe para incentivar um setor da economia que é a cultura. E um espetáculo gera um ciclo de investimentos, que envolve não apenas gastos com hotelaria e passagens aéreas, por exemplo, mas até o trabalho do pipoqueiro que fica na porta do teatro — diz Henilton Menezes.

    Existe corrupção e roubalheira envolvendo a Lei Rouanet?

    A imensa maioria dos projetos analisados passa sem restrições pela prestação de contas do MinC. Entre as exceções, porém, houve um caso recente que ganhou grande repercussão. No ano passado, o Ministério Público Federal denunciou 32 pessoas envolvidas no desvio de R$ 21 milhões em recursos. Os produtores captavam dinheiro de empresas para organizar eventos culturais. Mas usaram a verba para festas particulares. Entre as fraudes capitaneadas pela produtora Bellini Cultural houve até o pagamento de despesas do casamento em Florianópolis de um dos investigados.

    Bolsonaro vai acabar com a Lei Rouanet?

    O presidente eleito, Jair Bolsonaro, declarou quando ainda era candidato que não pretende acabar com a lei, porém criticou o que considera uma má aplicação do mecanismo. Até o momento, ele apenas anunciou a extinção do Ministério da Cultura, que passará a compor a pasta do Ministério da Cidadania, reunindo também Desenvolvimento Social e Esporte. À frente do órgão estará o deputado federal do MDB Osmar Terra.

    Para acabar com lei, o presidente eleito teria que se valer de uma medida provisória.


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    RIO — A Disney acaba de fazer história novamente ao bater a marca de US$ 7 bilhões de arrecadação global com bilheteria. É apenas a segunda vez que um estúdio chega a essa marca — em 2016, a própria Disney somou US$ 7,6 bilhões estabelecendo o recorde.

    Liderando a lista das produções que mais arrecadaram está "Vingadores: Guerra infinita" com US$ 2 bilhões. Em seguida vem "Pantera Negra" com US$ 1,35 bilhão e "Os Incríveis 2" com US$ 1,24 bilhão que ocupam, respectivamente, o segundo e quarto lugar, no ranking mundial de 2018. A terceira colocação foi para os estúdios Universal com "Jurassic World: Reino Ameaçado" que arrecadou US $ 1,3 bilhão.

    E 2019 promete não ficar muito atrás. O calendário de estreias previstas da gigante Disney, que tem sob seu guarda-chuva as icônicas Marvel, Pixar e Lucasfilm, está recheado. Confira:

    Disney

    "Dumbo" - 29 de março

    "Aladdin" - 24 de maio

    "O Rei Leão" - 19 de julho TrailerReiLeão

    "Artemis Fowl" - 9 de agosto

    "Nicole" - 8 de novembro

    "Frozen 2" - 27 de novembro

    Marvel

    "Capitã Marvel" - 8 de março

    "Vingadores: Ultimato" - 3 de maio

    Pixar

    "Toy Story 4" - 21 de junho Trailer toy story

    Lucasfilm

    "Star Wars: Episódio IX" - 20 de dezembro


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