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    Angelina Jolie e Brad Pitt finalmente selaram um acordo amigável sobre a custódia de seus seis filhos, evitando assim um julgamento público, informou a imprensa americana na sexta-feira.

    Os dois atores anunciaram sua separação em setembro de 2016, após dois anos de casamento e onze anos juntos. Eles são pais de seis filhos, sendo três biológicos e os outros três adotados.

    "Um acordo de custódia (das crianças) foi alcançado há duas semanas e foi assinado por ambas as partes e o juiz", afirmou a advogada de Jolie, Samantha Bley Dejean, em um comunicado divulgado por inúmeros sites especializados em celebridades. Links duro de matar

    Segundo a advogada, o acordo "baseia-se nas recomendações" feitas por um especialista na área. Inicialmente, Angelina queria obter a guarda exclusiva das crianças, enquanto Pitt desejava uma guarda compartilhada.

    Os termos do acordo são "confidenciais para proteger os interesses das crianças", enfatiza o texto. Ainda há questões a serem decididas sobre os termos do divórcio dos atores, especialmente os relacionados à divisão de bens. As partes pediram ao juiz até junho para tentar chegar a um acordo.


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    RIO - Nem só de youtubers vive a internet brasileira. Enquanto gigantes do streaming e da TV travam uma batalha acirrada pela atenção do telespectador, uma série de produtores independentes corre por fora lançando suas séries diretamente na internet. Fenômeno no mundo inteiro, as webséries se tornaram especialmente populares no Brasil: de acordo com o escritor francês Joël Bassaget, autor de livros sobre o assunto, o país é o quinto maior produtor de webséries do mundo e o líder na América Latina. E isso mesmo com incentivos escassos.

    —Há pouca ajuda pública para a criação digital no Brasil, e os criadores têm dificuldade de financiar suas produções, o que pode deixar sua qualidade um pouco abaixo da média. Mesmo assim, vários títulos brasileiros já obtiveram enorme sucesso internacional — avalia Bassaget, ao lembrar que o orçamento limitado, por outro lado, obriga produtores a encontrarem soluções criativas. série dezembro

    A liberdade autoral também permitiu que grupos minoritários ganhassem voz nessas produções. No caso do Brasil, também há maior espaço para produções fora do eixo Rio-São Paulo.

    — As minorias usam esse formato para contar histórias que a TV não quer ou não pode mostrar, como as da comunidade LGBT+.

    Confira abaixo uma seleção de algumas webséries nacionais lançadas recentemente. Todas participaram da última edição do RioWebFest, evento que anualmente elege as melhores produções do setor.

    A heroína que o Brasil precisava

    Punho negro - trailerComo seria uma super-heroína brasileira? Para os criadores de “Punho negro”, ela é negra, baiana e mãe de dois filhos. Rodada em Salvador, a série do coletivo independente Êpa Filmes mostra as aventuras da justiceira Tereza (Carol Alves).

    Comédia leve e musical

    Som do amor - trailerVencedora do prêmio de Melhor Série Brasileira no Rio WebFest, “O som do amor” é outro sucesso baiano. A história leve gira em torno de Dito (Tiago Querino), um jovem que, para impressionar uma garota, finge ser músico.

    Amor entre duas mulheres

    Esconderijo - trailerPassada no Rio de Janeiro e com direito a participação especial de Zélia Duncan, o drama “Esconderijo”, atualmente na segunda temporada, narra com delicadeza a história de amor de Malu (Mirela Pizani) e Raquel (Tatiana Fernandes).

    Três amigas em uma cilada

    Porn websérie - trailerCriado e dirigido por Paula Weis, “Porn” é uma comédia carioca estrelada por Jhenifer Emerick, Paulla Carniel e Mônica Born que conta a história de três amigas que, depois de terem a luz de casa cortada, resolvem gravar um filme pornô.

    Drama familiar no interior

    A herança - trailerCom Mel Lisboa no elenco, "A herança", de Felipe Vianna e da produtora Ilha Crossmídia, começa com a misteriosa morte do patriarca de uma poderosa família de Ribeirão Preto, José Reis. Dali em diante, as netas herdeiras Maria e Luciana terão de decidir se seguirão pelos caminhos corruptos que fizeram o clã enriquecer.


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    RIO - Jorge Fernando não é de ficar sem palavras. Mas quando é para falar sobre uma de suas maiores parceiras na TV e no teatro, o diretor, quem diria, foge da raia.

    — Vou ficar com vergonha! — garante ele, ao ser questionado na frente de Cláudia Raia sobre a longeva amizade dos dois, que passa por colaborações desde novelas como “Cambalacho” (1986) e “Rainha da sucata” (1990) a musicais no teatro como “Não fuja da raia” e o recente “Raia 30 anos”.

    — Ela é o pé de coelho para tudo que eu fizer na vida — resume finalmente Jorge, que, ao lado de Marcelo Zambelli, assina a direção geral da novela “Verão 90”. De Izabel de Oliveira e Paula Amaral, a comédia estreia na Globo em janeiro de 2019, na faixa das 19h.

    — Essa pessoa inventou esse gênero. Ninguém faz igual a ele, só isso que eu tenho pra dizer. Estou emocionada — derrete-se Cláudia sobre o amigo.

    Reencontro nos anos 90

    Na trama, Raia é Lidiane, uma ex-atriz de pornochanchada e mãe de Manuzita (Isabelle Drummond). O contraponto à exuberante Lidiane é a batalhadora Janaína (Dira Paes), mãe de João (Rafael Vitti) e Jerônimo (Jesuíta Barbosa). Na infância, os filhos das duas mulheres formavam a Patotinha Mágica, uma Turma do Balão Mágico da ficção.

    — As duas têm um encontro desastroso nos anos 80, com Lidiane muito focada no sucesso do trio e Janaína um peixe fora d’água, vendo os filhos serem abduzidos pelo mainstream. Mas acho que elas têm muito em comum. Uma das coisas bonitas que a novela vai propor é de que forma elas se reencontram — explica Dira. 80059614_SC Rio de Janeiro RJ 27-11-2018 - Entrevista com o diretor Jorge Fernando e as atrizes Clau.jpg

    Porém, quando “Verão 90” começa de fato, em 1990, os dias de glória das crianças, agora crescidas, já estão no passado, e as duas famílias precisam lidar com a nova realidade do país, como o confisco da poupança durante o governo Collor.

    — Cada um dos grupos da novela tem uma importância até o Plano Collor, que vira a vida das pessoas. É um período pouco retratado, porque a gente ainda acha que foi ontem, mas já tem 28 anos — comenta Jorge Fernando.

    Apesar de não fugir do contexto político da época, “Verão 90” promete ser uma atração solar.

    — Estamos num horário que faz o link entre dois momentos de uma casa brasileira: o de relaxar e o de se preparar para o noticiário. Equilibrar a comédia com a verdade é a chave da nossa novela — analisa Dira. links novelas

    É algo que vai de acordo com a percepção de Jorge Fernando de que o humor, sempre tão essencial para a novela das sete, mudou.

    — Eu era o rei das novelas nos anos 90 porque era um público que eu conhecia muito. Antes, o humor de efeito era gargalhada na certa. Hoje, é mais sutil. Você tem que subverter o texto com uma intenção mais ácida ou debochada, e cada um vai rir de alguma coisa — avalia ele, que ainda comemora o retorno à direção quase dois anos após sofrer um AVC. Quando comecei a gravar, dava ataque por nada! Aí vi que estava inseguro

    — Foi a coisa mais hilária. Quando estava no hospital, só chorei. Depois que saí, me disse: “agora sou outra pessoa, calmo!” Mas quando comecei a gravar, dava ataque por nada! Aí vi que estava inseguro. Eu só dou ataque quando não consigo realizar 50% daquilo que eu imaginei, não é nada com ninguém. Então, em vez de falar palavrão, fiz agora uma adaptação para frutas. Quando tenho que botar a raiva para fora grito: “morango!”, “abacaxi!” — diverte-se.

    Sobre a nova parceria, Cláudia é só elogios.

    — A gente que é do humor não costuma achar tanta graça, mas ontem assisti às cenas e morri de rir. Com ele, você tem que saber muito bem o texto, porque ele marca como nenhum outro diretor. O que ele faz é um musical, uma coreografia.


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    RIO - Da nova-iorquina bela, recatada e do lar que descobre ser uma estrela ácida da comédia aos segredos da máfia italiana no Canadá, a semana está cheia de produções que prometem surpreender. Confira alguns destaques e se prepare para maratonar diante do sofá.

    ‘The marvelous Mrs. Maisel’: Amazon Prime, a partir de quarta-feira

    mrs maisel S02 - trailerUm dos maiores acertos da Amazon desde que a empresa passou a investir em conteúdo original, “The marvelous Mrs. Maisel” estreia segunda temporada nesta semana. Vencedora de cinco Emmys, a série narra a história de Miriam “Midge” Maisel (a afiada Rachel Brosnahan), uma dona de casa que descobre seu talento para o stand-up comedy na charmosa Nova York dos anos 1950.

    ‘Casual’: disponível no Crackle

    Casual S02 - trailerBem recebida pela crítica, a comédia dramática “Casual”, série original do Hulu, chega à segunda temporada no Brasil pelo Crackle, serviço de streaming da Sony. A série parte de Valerie (Michaela Watkins), uma mãe divorciada que se muda para a casa do irmão Alex (Tommy Dewey) com a filha adolescente Laura (Tara Lynne Barr), para comentar os relacionamentos modernos.

    ‘Elementary’: Universal TV, quinta-feira, 23h

    Elementary S06 - trailerVersão dos tempos modernos para as histórias do detetive Sherlock Holmes, a popular “Elementary” encerra sua temporada com uma crise no relacionamento do detetive inglês , interpretado por Jonny Lee Miller, com sua fiel escudeira, Joan Watson (Lucy Liu). Mas os fãs da dupla podem ficar tranquilos: a série já foi renovada para uma sétima temporada.

    ‘Bad blood’: Netflix, a partir de sexta

    Bad blood S01 - trailerMontreal pode não ter a mesma fama de Chicago e Nova York quando se pensa em barões da máfia italiana, mas conforme a série “Bad blood” mostra, a cidade canadense esteve longe de ser um mar de tranquilidade nas décadas passadas. Culpa da família Rizzuto. Com raízes sicilianas, o clã virou uma força do crime sob a liderança do discreto chefão Vito Rizzuto, vivido por Anthony LaPaglia. série dezembro


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    Um funcionário público morto de tédio come um sanduíche enquanto convence Tamara a desistir de dar entrada nos papéis pra mudar nome e gênero em seus documentos. “Vai ser arquivado”, garante. Quase num reflexo, a advogada, professora e ativista tira o salto e aniquila uma barata em cima da mesa da repartição.

    Se a cena é ou não pura ficção da diretora Elia Schneider para a história de “Tamara”, fato é que até hoje Tamara Adrián, a primeira deputada transgênero da Venezuela, não é reconhecida como mulher pelo seu país.

    Eleita em 2015 pelo partido Vontade Popular, de oposição ao governo de Nicolás Maduro, a parlamentar de 64 anos tem o seu processo de transição contado neste filme, em cartaz no Estação NET Botafogo. 80005514_SC - diretora de Tamara Elia Schneider.jpg

    — Fazer um filme desses é muito importante, porque faz com que as pessoas conversem sobre esse tema, entendam melhor a diversidade e, sobretudo, a incluam nas leis. Na Venezuela, não há leis contra a discriminação. Nada acontece se uma pessoa transgênero for discriminada. Essa população tem problemas para emitir documentos, passaportes, fazer seguros... Não há respeito nem respaldo da lei. São muito vulneráveis. Sinto medo pelo que vem acontecendo no Brasil, pelas mensagens do presidente eleito contra as pessoas gays e LGBTI — diz Elia, originalmente diretora de teatro.

    Cultura nos genes

    Rodado em 2013, “Tamara”, acredita Elia, talvez tenha sido um dos últimos projetos sem alinhamento político com o governo aprovados e financiados pelo Centro Nacional Autónomo de Cinematografia. Criado nos anos 1990 com o intuito de financiar de forma independente o audiovisual venezuelano, o órgão hoje opera sob controle chavista. Tamara - trailer

    O longa estreou na Venezuela em 2016, foi sucesso de crítica e público e chegou a ser o indicado do país para concorrer a uma vaga no Oscar de filme estrangeiro, no ano passado. Foi também o último projeto da diretora por lá.80004109_SC - a deputada venezuelana Tamara Adrián.jpg

    Durante as filmagens, o controle foi intenso.

    — Havia uma espécie de policial com questionários, que acompanhava o roteiro e perguntava por que o personagem tinha virado para a direita ou para a esquerda, ou por que eu havia mudado determinado diálogo. Não dá para um artista criar assim. Não há liberdade alguma de expressão. Por isso não volto.

    Opção por NY

    Depois do filme ela entendeu que seria mais útil fora do que dentro do país, para onde não retornou desde 2014. Atualmente, Elia mora em Nova York, onde está com uma peça em cartaz, e volta e meia dá aulas na famosa escola de artes cênicas Stella Adler.

    — É um horror (ter um presidente que não acredita em cultura). A arte é a única chance para a paz e a harmonia da mente e do espírito. Se você tira isso, você cria monstros. Quanto ao Brasil, acredito que os brasileiros sejam muito artísticos. Conheço o trabalho de Gerald Thomas, que é um diretor de teatro incrível, assim como tudo o que já vi de cinema, literatura, pintura e poesia do Brasil… Acho que os brasileiros têm isso no sangue e nos genes, não vão deixar isso acontecer.


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    NOVA YORK - As fronteiras entre a televisão e a prosa de ficção estão cada vez mais tênues. Na Oficina de Escrita da Universidade de Iowa – um bastião de pureza literária para aspirantes a romancistas e poetas, que, não por coincidência, aparece no programa de TV "Girls" –, a evidência desse fato é por vezes sutil: "Aconteceu há alguns anos", disse a diretora da oficina, Lan Samantha Chang. "Todos estavam de repente usando a palavra 'revelar' como um substantivo."

    Mas, recentemente, esse detalhe se fortaleceu no campus da universidade, quando os escritores veteranos da TV Mitchell Burgess e Robin Green ("Northern Exposure", "Família Soprano", "Blue Bloods") iniciaram um curso chamado Escrevendo para a Televisão. "Muitos dos candidatos ao curso nos quais Mitch e Robin estavam mais interessados eram os alunos de ficção", disse Alan MacVey, presidente do Departamento de Artes Cênicas da universidade. "Eles achavam que as habilidades particulares desses alunos e seu temperamento artístico eram apropriados para o tipo de roteiro que está sendo feito na TV hoje." série dezembro

    Atualmente, entre os escritores da série da HBO "The Deuce", que ele criou com Pelecanos, estão Price e as escritoras de policiais Megan Abbott e Lisa Lutz. Essa experiência "exige que todos deixem um pouco de lado sua autoridade e seu ego e se envolvam em um ato coletivo de contação de histórias", afirmou Simon. "Nada define altruísmo mais do que dizer a Richard Price que a cena ótima que ele escreveu para o segundo episódio vai ser usada no script de Megan porque funciona melhor assim. Ou vice-versa."

    Na verdade, para muitos escritores que fazem a transição para a TV, a colaboração – e a ameaça que representa para os padrões de um escritor de ficção, que normalmente trabalha sozinho e em devaneios – é um dos principais desafios. "Ter de se sentar a uma mesa de reunião com outros seres humanos, várias horas por dia, exige um tipo de energia mental", disse Charles Yu, autor de "How to Live Safely in a Science Fictional Universe", que escreveu para "Westworld", "Here and Now" e "Legion". "Também levei algum tempo para perceber quando minhas ideias eram rejeitadas pelos responsáveis pelas histórias, porque faziam isso de uma forma legal. Eu ficava elaborando uma ideia que achava fascinante, e o resto do pessoal já estava umas três propostas mais adiantado."

    Outra entidade que os romancistas enfrentam ao escrever para a tevê é a economia. "Com um livro, eu poderia escrever 15 páginas em um móvel se quisesse", disse o autor de "Podres de Ricos", Kevin Kwan, que está trabalhando em uma série original para a Amazon. "Mas, na TV, uma página tem um minuto. Você tem 60 páginas para contar uma história e fazer as pessoas quererem assistir ao próximo episódio." A escritora Ali Liebegott, que escreveu para "Transparent" e agora é escritora e coprodutora executiva do spinoff (obra originada a partir de uma ou mais obras já existentes) de "Roseanne", "The Conners", disse: "Há muito espaço na ficção para manter um clima. Mas a ideia da TV é a ação. É econômica, e sou muito mais tangencial por natureza. Quero dizer, todos os meus filmes favoritos são sobre dois beberrões sentados em uma mesa."

    Será que os escritores temem que sua participação no mundo exigente mas altamente lucrativo da televisão possa fazer com que desperdicem suas carreiras de ficcionistas, transformando-os gradualmente de dedicados em superficiais? "Esse é um tópico favorito na minha terapia", disse Attica Locke, que escreve para "Empire: Fama e Poder" e para a próxima série de Ava DuVernay, "Central Park Five". "Mas não posso viver de livros. Não posso mandar meu filho para uma escola particular com o dinheiro dos livros."

    Locke deu um exemplo de como escrever para a TV pode realmente ajudar a prosa de um escritor. "Escrevi meu último livro, 'Bluebird, Bluebird', entre as temporadas de 'Empire', e depois durante a terceira temporada. Quando finalmente o mostrei a meu agente, ele se espantou com seu pequeno tamanho, e me disse: 'A melhor coisa que você tirou da série foi a brevidade.' Todos meus outros livros tinham mais de 400 páginas."

    "Bluebird, Bluebird" acabou entrando em 18 listas de "melhores do ano", foi finalista do Los Angeles Times Book Prize e ganhou o Edgar Award de 2018 de melhor romance. O livro – eis aqui uma revelação, pessoal! – vai virar série de TV.


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    RIO - A cinebiografia “Bohemian rhapsody”, que narra a trajetória do cantor e compositor Freddie Mercury (1946-1991) com ênfase na histórica apresentação de sua banda, o Queen, no festival Live Aid, em 1985, é um sucesso retumbante. Orçado em US$ 52 milhões, o filme lançado no dia 1º de novembro já arrecadou cerca de dez vezes o que custou — até a última quinta-feira, sua bilheteria mundial tinha batido US$ 485 milhões, segundo o site especializado “Box Office Mojo”, sendo US$ 10,5 milhões dos cinemas brasileiros, o décimo maior consumidor do longa fora dos Estados Unidos.

    O trunfo do filme alavancou, consequentemente, a busca pelas músicas do Queen em diferentes plataformas, do rádio ao streaming. No Spotify, por exemplo, as reproduções de faixas da banda britânica tiveram um aumento de 267% desde o lançamento do filme. Na Deezer, entre os usuários brasileiros, o Queen ocupa atualmente a segunda posição no ranking trending artists.

    Entre os dados da Deezer, chama a atenção ainda um maior apelo entre ouvintes de menos de 18 anos e na faixa que vai dos 18 aos 25 — ou seja, de jovens que nem sequer eram nascidos quando Mercury morreu, há 27 anos. De linguagem familiar, “Bohemian rhapsody”, o filme, tem servido para os pais apresentarem a seus filhos a obra do Queen de maneira mais imersiva — afinal, o jovem está muito mais focado no cinema do que ouvindo música no carro, por exemplo. Os dados encontram reflexo nas escolas, onde a banda britânica surpreendentemente passou a ser assunto em pleno 2018. links musica

    Tiago Domingues, de 13 anos, sempre se interessou pelo rock — ele ganhou sua primeira bateria do padrinho aos 4. Seu conhecimento sobre o Queen, porém, era superficial. Depois que viu o filme, tudo mudou: apaixonou-se pelo som do grupo e está ensaiando para tocar “We are the champions” na apresentação de fim de ano da School of Rock, onde faz aula de bateria. O que mais gostei no filme foi entender o processo de criação das músicas.Nem tudo são flores na vida dos músicos

    — Assim que saí, quis relembrar as cenas tocando algumas das músicas na bateria, como “Bohemian rhapsody”. O que mais gostei no filme foi entender o processo de criação das músicas. Vi que sempre pode aparecer um sentimento ou pessoas interesseiras que podem atrapalhar. Nem tudo são flores na vida dos músicos. Eles são pessoas normais — diz o garoto, impressionado pela “levada bem marcante” do baterista Roger Taylor.

    Também adepto das baquetas, pratos, bumbos e companhia, Vitorino Charmont, de 10 anos, cresceu ouvindo sua mãe falar sobre outro show histórico do Queen: a apresentação na primeira edição do Rock in Rio, em 1985, quando cerca de 250 mil pessoas cantaram, em coro, “Love of my life”. Fã de bandas da década de 1960 e 1970, o baterista mirim conhecia o Queen antes mesmo da estreia do filme — o que o ajudou quando “Bohemian rhapsody” virou o assunto entre seus colegas de escola. O conhecimento prévio permitiu ao futuro “biólogo ou músico” fazer uma avaliação embasada da cinebiografia:

    — O filme é muito bom. Ele conta mais a história do Freddie do que a da banda. Gosto das músicas de antigamente por causa do estilo de tocar. Naquela época não usavam tanta computação na música, tinha uma coisa mais limpa. Hoje em dia tem muitos efeitos sonoros.80107125_SC Rio de Janeiro RJ 30-11-2018 - Pessoas que nao conheciam o Queen se apaixonam pela b.jpg

    Alice Holmes, de 17 anos, não tem nada contra efeitos sonoros. Nas suas playlists, reinam Lana Del Rey e bandas de indie rock. De uns tempos para cá, tais artistas millennials foram substituídos pelo velho rock do Queen. 'Bohemian Rhapsody'

    — Meu pai me colocava para dormir cantando “Bohemian rhapsody”, fui assistir ao filme com ele. A minha música preferida é “Radio gaga”, porque sempre tem uma interação legal com o público. Eu coleciono algumas coisas da banda: tenho camiseta, meu pai e eu dividimos os CDs e também quero comprar o DVD desse filme, quando sair — diz Alice, que diz adorar o carisma e o estilo de Freddie Mercury.

    Replicados pela atuação aclamada do ator Rami Malek, a voz e o charme de um dos maiores astros do rock ainda podem ser admirados no cinema: só na cidade do Rio, 31 salas seguem exibindo “Bohemian rhapsody” nesta semana.

    * Estagiária sob orientação de Eduardo Rodrigues


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    NOVA YORK — Não dá para dizer que Sandy Kominsky é um homem no auge da vitalidade. Ele já foi um professor de atuação muito procurado pelas estrelas, mas hoje ganha a vida ensinando aspirantes a ator de Hollywood a se prepararem para testes de sitcoms e comerciais de xampu. Tem na bagagem três casamentos fracassados, uma filha adulta que mal o tolera e um corpo que está se rebelando contra si mesmo.

    Por isso, quando Michael Douglas foi convidado a interpretar esse protagonista mal-ajambrado no novo sitcom da Netflix, “The Kominsky Method”, confessa que só pôde aceitar o papel de uma forma:

    —Aos 74 anos? Muito feliz e com dignidade.

    Em seus filmes de maior sucesso, suspenses como “Atração fatal” e “Instinto selvagem”, seus personagens sofisticados e agressivos passaram a definir um certo machismo americano dos anos 1980 e 1990. Não importa quantos fracassados interprete, ele estará sempre associado ao retrato cruel que fez de Gordon Gekko, o financista incontrito de “Wall Street” (1987), de Oliver Stone. Tomei a decisão estratégica de dizer que era na garganta porque a conotação implícita em ter a língua extraída e não poder mais falar não era lá muito animadora

    E se já foi popular, idolatrado e altamente requisitado, Douglas se vê em paz com a consciência de que tais glórias não duram para sempre. Não teve o mesmo declínio impiedoso que Sandy Kominsky, mas alguns capítulos recentes de sua vida foram, no mínimo, turbulentos: superou um câncer para realizar uma das atuações mais intensas e excêntricas de sua carreira, e também foi acusado de conduta sexual imprópria por uma ex-funcionária.

    Depois de todo esse tempo, ainda não ficou claro como Douglas se vê, ou se tem uma imagem fixa de si mesmo; só se sabe que não se considera um herdeiro mimado do showbiz, nem um mestre do universo autoconfiante. E os planos em longo prazo também não são seu estilo.

    — Nunca me interessei em planejar nada — diz Douglas.

    Então, em um momento mais calmo de sua carreira — e de incerteza para a indústria do entretenimento —, por que não assumir seu primeiro papel grande na TV desde os anos 70, na pele de um septuagenário maltrapilho, mal-humorado e com a próstata aumentada? Como ele mesmo explica:

    — Eu entendo o sujeito que não viu a vida vingar do jeito que esperava.

    Assim de cara, parece que não há nada de errado na vida de Douglas, que deu entrevista em uma tarde de outubro, no suntuoso apartamento de Central Park West que mantém há 30 anos.

    Os troféus pessoais, como o Oscar que faturou por “Wall Street” e “Um estranho no ninho” (que ajudou a produzir em 1975), brilham na estante. Nas paredes, lembranças que destacam os pais famosos: pôsteres antigos de filmes como “O rio da aventura”, estrelado por seu pai, Kirk Douglas, em 1952, e uma edição de 1943 da revista “Life” com sua mãe, a atriz bermudense Diana Douglas, na capa.

    Espírito livre

    Amigos antigos dizem que Douglas sempre foi dono de um espírito livre, independente. Danny DeVito, que trabalhou com ele em “Um estranho no ninho” e apareceu ao seu lado em filmes como “Tudo por uma esmeralda” (1985) e “A Guerra dos Roses” (1989), comenta que ninguém fala muito da infância de Douglas, filho de pais divorciados: de fato, Kirk e Diana Douglas acabaram o casamento quando Michael tinha 5 anos,e o padrasto, Bill Darrid, com quem Diana se casou em 1956, foi uma influência importante em sua vida.

    — Tenho certeza de que Kirk é um cara superlegal como pai, mas muitos dos valores adquiridos por Michael vieram da mãe e do padrasto. Sua sensibilidade e consideração com os outros são resultado da forma como foi criado — diz DeVito.

    Douglas, por sua vez, tem três filhos: Cameron, do casamento anterior com Diandra Luker, e Carys e Dylan, frutos da união com Catherine Zeta-Jones. É também sobrevivente de um câncer em estágio 4, diagnosticado em 2010.

    — Um tumor do tamanho de uma amêndoa na base da língua. Tomei a decisão estratégica de dizer que era na garganta porque a conotação implícita em ter a língua extraída e não poder mais falar não era lá muito animadora — confessa.

    'Elegância sublime'

    Douglas tinha medo de que seu problema de saúde o marcasse para sempre aos olhos da indústria. No entanto, recuperou-se e voltou para interpretar Liberace no filme de 2013 da HBO, “Minha vida com Liberace”, dirigido por Steven Soderbergh. O trabalho lhe rendeu um Emmy, mas ele não se animou muito com as oportunidades que surgiram depois.

    Aí veio “The Kominsky Method”. Chuck Lorre, o criador da série, é conhecido por programas como “The Big Bang theory” e “Mom”, que são grandes sucessos, mas fiéis à fórmula antiga do sitcom tradicional da TV aberta, com várias câmeras.

    —Eu queria uma câmera só, sem claque, detalhes que permitiriam que os personagens abordassem tópicos como o envelhecimento e a mortalidade, quase sempre ignorados nesse tipo de programa — explica Lorre.

    Ele revela que não conseguiu pensar em mais ninguém para o papel além de Douglas:

    — Há uma elegância sublime na forma como ele se apresenta ao mundo. Entre seus talentos, ele sabe como interpretar os momentos, emocionantes ou cômicos, com grande sutileza.


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    RIO — Com entrada franca, o simpósio “A música na era digital” ocupa nesta segunda-feira a Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, reunindo músicos, advogados, produtores, diretores de entidades para discutir os desafios enfrentados em uma cena de criação e produção cada vez mais movimentada e complexa.

    A jornada começa às 17h, com a mesa “Música e novas mídias”, da qual participam o cineasta Miguel Faria, o jornalista Hugo Sukman, o compositor Antonio Adolfo, o advogado especializado em direito autoral e propriedade industrial Antonio Murta e o engenheiro de som Vanderlei Loureiro. Às 18h45m, é a vez de “Direitos autorais – arrecadação, distribuição, legislação no Brasil, Europa e Estados Unidos”, com Gloria Braga (da Associação de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais — ECAD), Marcus Vinicius (da Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes — AMAR) e Marcelo Goyanes (advogado especializado em direito autoral, sincronização, audiovisual e streaming). A noite termina com show da harpista Cristina Braga e sua banda.

    — O evento tem como foco a troca de conhecimentos entre os diversos protagonistas no mercado de música contemporânea — diz o organizador do simpósio, Antônio Galante. — Há um descompasso entre as maneiras com que o mundo físico e o virtual lidam com criação, licenciamento e recolhimento de direitos autorais.


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    RIO — A trajetória musical da recifense Duda Beat, de 31 anos, revelação da sofrência pop anunciada no line-up do Lollapalooza Brasil 2019, é um tanto curiosa — surge de um convite de uma amiga do colégio para participar de um coral de igreja, aos 14 anos, passa pela amizade na adolescência com músicos, como Castello Branco, e culmina no ponto de virada em que decide investir na carreira de cantora durante um retiro de meditação que fez há três anos, no Rio de Janeiro.

    Eduarda Bittencourt, como está na certidão de nascimento, produziu seu disco de estreia, “Sinto muito”, lançado em abril deste ano, inspirado em dois relacionamentos frustrados que teve com músicos ao longo de dez anos, e parece ter feito dos clichês românticos parte de sua vida. No entanto, ao longo das 11 faixas do álbum, há uma linearidade que anuncia uma superação.

    — Eu sofri muito, mas ainda bem que agora estou feliz. Acho que todos os clichês da vida amorosa serviram para mim: no momento que eu menos queria apareceu alguém — diz a pernambucana, cujo nome artístico faz alusão à batida, do inglês beat, e também homenageia o movimento manguebeat, criado por Chico Science, do Nação Zumbi. Duda beat disco

    Recém-graduada em Ciência Política pela Unirio, Duda não apenas deu a volta por cima depois de somar mais de quatro milhões de execuções nas plataformas digitais com o disco e cantar em sete festivais pelo Brasil — entre eles o Meca Brennand (PE), Festival Transborda (BH)e Festival Mada (RN). Ela também começou a namorar um amigo de longa data, o produtor do disco Tomás Tróia, justamente quando havia hibernado o desejo de encontrar um par.

    Suas canções mesclam elementos do pop, do trap, da música latina e do dub. E, claro, há a influência do brega.

    — Sempre que ligava a TV quando voltava da escola estava tocando brega — conta Duda, que concluiu o ensino médio no Recife e mora no Rio desde os 18 anos.

    Hits como “Bixinho”, que em dezembro terá um remix em espanhol lançado em parceria com Mateo Piracés-Ugarte, do Francisco El Hombre, já tem mais de 400 mil views no YouTube.

    Menos drama em 2020

    Sua música gruda na cabeça, e não à toa ela aposta em repetições nos refrões. Trazem também um tom nostálgico de sofrência para todos que já passaram por decepções amorosas, suavizado a ponto de fazer o público se divertir mesmo cantando que às vezes em que ria “era vontade de chorar”, como em “Bédi beat".80050320_SC Rio de Janeiro RJ 26-11-201 - Cantora Duda Beat. Foto Emily Almeida- Agência O Globo (1).jpg

    — O meu processo de composição veio da necessidade de ser respeitada. De me afirmar como mulher, eu estava com a autoestima muito acabada. Minhas ideias surgiam enquanto eu andava na rua, e eu as gravava no celular. De qualquer forma, a minha formação como pessoa foi no Recife. Eu ouvia Lenine, frevo, maracatu, brega e axé. Sempre me preocupei se as pessoas saberiam que sou de lá. A minha escrita é muito mais memória afetiva do que algo proposital — diz.

    Amiga e com participações nos dois discos de Castello Branco, Duda teve a sua frustração romântica cantada por ele na canção “Céu da boca”, que está no primeiro disco do carioca, “Serviço”, de 2014. Na composição, cujo eu-lírico está em primeira pessoa, Duda é a personagem que tem categoria para amar quem não a acrescenta.

    Quatro anos depois, a decepção amorosa é desmembrada como história em todas as faixas de “Sinto muito”, com exceção de “Bixinho”, composta para o único romance desapegado que teve nos dez anos que inspiraram suas composições.

    Links LollapaloozaEmbora tenha evitado trazer referências diretas para seu disco de estreia, Duda ouviu bastante Kali Uchis, Kendrick Lamar e Frank Ocean na fase de finalização do álbum. A cantora é fã da música dos anos 1980, e pretende que seu próximo disco, que será lançado em abril de 2020, seja mais pop e menos dramático. Já faz aulas de dança, e quer levar dançarinos para o palco do Lollapalooza no próximo ano.

    — O Lollapalooza será um divisor de águas para a minha carreira. Gostaria muito de cantar no dia do Kendrick Lamar.

    *Estagiária, sob supervisão de Helena Aragão


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    RIO — Leticia Spiller não é a única que parece se banhar numa fonte da juventude da vida real. Flávia Alessandra, Carolina Dieckmann e Viviane Araujo, suas colegas em “O sétimo guardião”, também chamam atenção por terem o tempo como um grande aliado e, já na casa dos “enta”, se sentirem ainda mais bonitas do que aos 20 e poucos anos.

    — Confesso que gosto muito mais do meu corpo, da minha beleza, depois que tive Davi (seu primogênito, hoje com 19 anos). Eu me acho mais bonita hoje. Na adolescência, eu era obesa. Era braço, peito, coxa gigantes. Gosto de ver meus ossos, a maçã do rosto, o braço ser mais fino, o peito menor. É a beleza de que gosto mais — afirma Carolina, a Afrodite da trama, recém-chegada aos 40.

    Se a sabedoria vem com a idade, a atriz passou com o tempo a fazer uso de uma prática para dar mais frescor à cútis:

    — Aprendi a usar vitamina C no rosto, algo que não fazia antes. Além de tirar a maquiagem antes de dormir... E, há três meses, faço exercícios com um aparelho de remo. Não é uma atividade que machuca a articulação, é leve em todos os sentidos e, ao mesmo tempo, mexe muito com o corpo.

    flavia-alessandra.jpgSem neuras aos 44, Flávia afirma que idade nunca foi um problema. Muito menos a obrigatoriedade de estar sempre bela.

    — Não sinto essa cobrança, não. Nunca tive uma busca frenética por essa juventude eterna. Acho que idade está na cabeça. As pessoas me acompanham há tantos anos e me veem, de fato, como eu sou, como eu era, como eu estou agora. Quando falam: “Você está parecendo irmã da sua filha (Giulia, de 18 anos)”, digo: “Não, eu sou mãe de duas meninas (ela também tem Olivia, de 8). Somos muito próximas, temos uma ligação forte, isso é saudável, mas eu sou mãe”. Não tenho crise com isso, tenho muito orgulho — diz a intérprete de Cássia.

    E engana-se quem pensa que Flávia vive de dieta para manter o corpão:

    — A vida inteira eu tive um equilíbrio, um cuidado, práticas de atividades físicas, alimentação balanceada... Mas não sou santa. Adoro comer fritura, coxinha, pastel... Como de tudo, adoro comida pesada! Claro que, com o tempo, o metabolismo muda, fica mais lento. Então, eu me policio. Fecho a boca ou corro mais.

    vivi-araujo.jpgAos 43, Viviane se diverte dizendo que tem feito uso da água da fonte da novela para se manter com a aparência jovial. Brincadeiras à parte, a intérprete da Neide de “O sétimo guardião” garante que não se trocaria por duas de 20 anos.

    — Estou numa fase ótima. E sempre me cuidei, treino, faço ginástica, musculação... Gosto de correr na praia por uns 40 minutos. Subo a Prainha e Grumari. E sem contar que na época do carnaval intensifico mais — conta a rainha de bateria do Salgueiro, que divide mais um segredo de beleza: — Nunca fico sem o protetor solar. Passo assim que acordo. Uso o fator de proteção 70 no rosto e gosto de usar com cor de base.


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    RIO — A cidade sangue quente, purgatório da beleza e do caos, que Fernanda Abreu canta em “Rio 40 graus” é um bom termômetro do que será a novela “Verão 90”, com estreia prevista para 29 de janeiro, no horário das sete da Globo. A conhecida música foi lançada no mesmo período em que se passa a trama, ambientada principalmente no início dos anos 90. Todo o clima da época será retratado com comédia e boas histórias de amor.

    — Queremos fazer uma grande homenagem trazendo a energia daquele tempo, mostrando a grande festa que era o verão do Rio. Esses 40 graus não eram no sentido figurado — diz Izabel de Oliveira, que divide a autoria da história com Paula Amaral.

    LEIA TAMBÉM: Cláudia Raia, Dira Paes e Jorge Fernando comentam parceria em 'Verão 90'

    Qualquer semelhança não será mera coincidência. A novela conta a trajetória dos ex-astros mirins vividos por Isabelle Drummond, Rafael Vitti e Jesuíta Barbosa, que juntos formaram o grupo Patotinha Mágica, inspirado no Trem da Alegria. O nome, dos protagonistas masculinos, João e Jerônimo, respectivamente, foram retirados de “Irmãos Coragem”, que teve sua segunda versão também exibida em 1995. Já a protagonista Manuzita, de Isabelle, tem inspiração na personagem de Claudia Raia em “Rainha da Sucata”, de 1990. Sem contar os objetos, as roupas... Uma nostalgia que mexe com o elenco.

    — Dá uma saudadinha. Dar de cara com um orelhão, ter um telefone para se enrolar no fio... E nessa época eu morava em Copacabana, era musa do verão. Com essa cor, acredita? Nunca botei o pé na areia — brinca Claudia Raia, que logo fez piada no evento de apresentação da novela ao ouvir de Rafael Vitti, que nasceu em 1995, que não viveu muito o período retratado na trama: — Aí já é humilhação.

    VERAO-90.jpg

    O ator até tentou se redimir:

    — Ah, eu me lembro da virada, do bug do milênio — ponderou Vitti, ao falar da mudança dos anos 1999 para 2000.

    Ele não é o único do elenco jovem a ter esparsas lembranças da época. Isabelle Drummond nasceu apenas em 1994. E Jesuíta Barbosa, em 1991.

    — Mas eu lembro da Xuxa. Minha mãe era muito fã dela e meus aniversários eram com o tema da Xuxa. E eu era fã de É o Tchan, com todas aquelas coreografias — diz Jesuíta.


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    RIO — A Polícia Federal anunciou nesta segunda-feira um termo de devolução de quatro peças roubadas da Biblioteca Nacional pelo ladrão de obras de arte e papéis raros Laéssio Rodrigues que estavam em posse do Itaú Cultural. Peritos confirmaram que três desenhos de Keller-Leuzinger e uma litogravura de Buvelot & Moreau que compunham atualmente a Coleção Brasiliana Itaú, faziam parte originalmente do acervo da biblioteca carioca. Entre os desenhos de Keller-Leuzinger está uma aquarela da cidade de Manaus que o ladrão disse, em carta ao GLOBO, ter roubado da Biblioteca Nacional.

    As peças passaram por uma perícia após as duas instituições firmarem um termo de compromisso para a verificação de 102 itens do acervo do Itaú Cultural. A história veio à tona após Laéssio revelar em março de 2018 que oito gravuras do alemão Emil Bauch, de 1852, expostas na instituição paulistana, pertenciam, na verdade, à Biblioteca Nacional. As peças foram adquiridas pelo colecionador Ruy Souza e Silva, que alegou tê-las comprado numa loja, em Londres.

    As obras foram analisadas em três lotes. As quatro identificadas como sendo da Biblioteca Nacional estavam no terceiro lote, de 35 itens. Os outros 34 deste lote foram considerados inconclusivos e passarão por nova perícia, assim como outros, dos dois outros lotes. Apenas 32 peças foram definidas como definitivamente não pertencentes ao acervo da Biblioteca Nacional.

    Segundo Laéssio disse ao GLOBO, haveria ainda outras obras roubadas por ele da Biblioteca Nacional no Itaú Cultural. Entre elas, um desenho a lápis de título “Mulheres do mangue”, de Lasar Segall, e litogravuras ovais do “Álbum do Rio de Janeiro moderno”, de 1960, de Sebastien Auguste Sisson. Segundo o coordenador da perícia, Joaquim Marçal, algumas obras de Sisson estão entre as peças consideradas ainda inconclusivas.

    Laéssio afirmou ainda ter roubado da Biblioteca Mario de Andrade, em São Paulo, sete litogravuras da série 'Views of south america", do inglês Willliam Gore Ouseley, de 1952; e um conjunto de pranchas do livro "Rerum per octennium in Brasilia", de 1647, publicado por Gaspar Barleus durante o período do Brasil-holandês. De acordo com Marçal, duas litografias dessa série de Ouseley foram analisadas e consideradas inconclusivas pela perícia.

    A assessoria da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo confirmou ao GLOBO que 'Views of south america" consta como desaparecida da instituição. Já em relação ao livro "Rerum per octennium in Brasilia", há um exemplar incompleto no acervo, porém não há registro de desaparecimento de pranchas.


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    RIO — Paul McCartney fará dois shows no Brasil em 2019, mas por enquanto sem passagem prevista pelo Rio. O artista trará ao país a turnê "Freshen Up" em apresentações no Allianz Parque, em São Paulo, e no Estádio Couto Pereira, em Curitiba. Os dois encontros do ex-Beatle com o público brasileiro serão em março.

    Links BeatlesNa América do Sul, McCartney levará a turnê também a Chile e Argentina. No repertório, estarão canções do álbum "Egypt Station", lançado em setembro, músicas de sua carreira solo e clássicos dos Beatles.

    Paul McCartney já se apresentou com a "Freshen Up Tour" no Canadá, nos Estados Unidos e no Japão. No Brasil, as primeiras datas fechadas são: dia 26 de março em São Paulo, e dia 30, em Curitiba — com venda de ingressos prevista para começar nesta quinta-feira.


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    RIO — Com o sucesso da cinebiografia "Bohemian rhapsody", que segue em cartaz nos cinemas pelo mundo, a banda britânica Queen decidiu que o show tem que continuar. Remanescentes da formação clássica do grupo, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor vão reencontrar o cantor Adam Lambert para uma nova turnê, batizada de "Rhapsody", que já tem 23 datas confirmadas na América do Norte em julho e agosto de 2019.

    "Nossa última turnê contou com a produção mais ambiciosa que já fizemos, e nos gerou a maior atenção que já tivemos. Então, decidimos decidimos rasgar aquilo tudo e torná-la ainda mais ambiciosa! Cuidado, América!", avisou May. Links Queen

    Ainda não há indicação de que a banda fará outros shows além de estes agendados para os Estados Unidos e Canadá. Com essa formação, tendo Lambert como frontman, o Queen se apresentou no Brasil no Rock in Rio 2015 (relembre como foi), 30 anos após a performance memorável de May, Taylor e, claro, Freddie Mercury no festival carioca.

    Naquele ano, Jim Beach, empresário do Queen desde a segunda metade da década de 1970, conversou com o GLOBO nos bastidores do Rock in Rio, e elogiou Lambert, chamando-o de "um vocalista absolutamente incrível". Ali ele já tinha adiantado que seria "muito improvável que o Queen faça qualquer turnê sem Lambert":

    — Adam tem na sua voz um dom inigualável, e ganhou experiência performática no "American idol" (em 2019, ele ficou em segundo lugar no reality musical). É preciso ter bolas para calçar os sapatos de Freddie, e ele teve, sem nunca tentar copiá-lo, sendo orgânico, genuíno. Somos grandes fãs.

    A última turnê do Queen com Lambert foi encerrada em julho de 2018, após passar pela Europa, América do Norte e Oceania. Em setembro deste ano, eles ainda fizeram dez apresentações numa residência em Las Vegas, batizada de "The crown jewels".

    "Bohemian rhapsody", o filme, narra a trajetória do cantor e compositor Freddie Mercury (1946-1991) com ênfase na histórica apresentação do Queen no festival Live Aid, em 1985


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  • 12/03/18--14:43: O filho do militar
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    RIO — Apesar do nome, “Por acaso”, os encontros estão mais do que marcados e certos de acontecer. Por seis dias de dezembro, a começar nesta quarta-feira, o apresentador José Maurício Machline reunirá grandes nomes da música brasileira para bate-papos entremeados por canções, em duos e trios, no Teatro Rival. Nesta quarta-feira, dia 5, a partir das 19h30, sobem ao palco três bambas: Moacyr Luz, Nilze Carvalho e Dudu Nobre. O ingresso custa R$ 60.

    — Será uma oportunidade única não somente de ver esses três cantando e tocando, mas também de ouvir suas histórias. Quis abrir esta série com samba por causa do Dia Nacional do Samba (comemorado no último dia 2), e teremos outros ritmos e gêneros musicais nos outros encontros. A ideia é mostrar que tem muita música boa brasileira sendo produzida em todas as regiões do país — explica Machline.

    Veiculado na TV entre 1991 e 2004, o “Por acaso” ganhou a internet nos últimos dois anos, sendo exibido no canal de Machline no YouTube. Exímio contador de histórias, Dudu Nobre já esteve no programa em algumas ocasiões:

    — Quando eu era músico do Zeca (Pagodinho), participei umas duas ou três vezes. Depois, estive como cantor, e sempre foi um prazer muito grande. Acho que, para todos os artistas da nossa música, o “Por acaso” sempre foi um reconhecimento de excelência no trabalho.

    Tanto Dudu quanto Moacyr já se apresentaram com Nilze Carvalho em outras oportunidades. A amizade e a admiração vêm de outros carnavais...

    — Eu era garoto e já a via se destacando no Japão, com 11 anos, tocando bandolim. Até hoje ela mantém esse talento enorme. Tive a chance de viajar com ela, fizemos shows em Amsterdã. Um grande orgulho que tenho! — relembra Luz, completando: — Dudu é o Rio de Janeiro tocando cavaquinho. Conhece como poucos as manhas do instrumento.

    Nilze está animada com o (re)encontro entre parceiros:

    — Dividir o palco com meus queridos Dudu e Moacyr é uma glória! Não tenho o que falar, são grandes referências! Vivo cantando os sambas deles nas rodas de samba.

    Nas próximas semanas, a programação segue com Chico César e Vitor Ramil (dia 11), Adriana Calcanhotto e Rubel (dia 12), Alceu Valença, Almério, Juliano Holanda, PC Silva e Martins (dia 13), Criolo e Karol Conka (dia 18) e Elba Ramalho e Mariana Aydar (dia 20). Todas as apresentações serão gravadas para exibição na internet, no ano que vem.


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