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    RIO — Morreu na manhã desta terça-feira, aos 83 anos, o colecionador João Sattamini. Ele estava internado havia dois meses e teve falência múltipla dos órgãos. Deixou a mulher, Elizângela, e os filhos Ana Paula, Vanessa, Valéria, Julia e Kayky. O velório será nesta quarta-feira, a partir do meio-dia, na capela 1 do Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. O enterro está previsto para as 14h.

    Sattamini costumava dizer que montar uma coleção é como falar com as pessoas: "É uma questão de se dialogar com um monte de gente", contou certa vez em entrevista do GLOBO, em 2004.

    O homem de hábitos simples e muito bom de conversa conservou um acervo de quase 1.250 obras de arte, avaliado em cerca de US$ 100 milhões. Depois de colecionar bolinhas de gude e revistas em quadrinhos de heróis, foi a partir dos anos 1950 que o economista e ex-funcionário do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC) ao longo de 30 anos (depois, construiu sua riqueza com a exportação do produto) começou a se dedicar ao mundo das artes.

    "Faço uma aquisição porque gostei, não pela importância da peça ou por seu valor financeiro", disse ao GLOBO, também em 2004. E assim o dr. Sattamini, como era conhecido, montou uma das mais importantes coleções particulares de arte brasileira contemporânea (menor apenas que a de Gilberto Chateaubriand, no MAM). Só de Antônio Dias, morto em agosto deste ano, são 27 obras. Mas há outros conjuntos de nomes célebres: 22 peças de Lygia Clark, 22 de Ivan Serpa, 20 de Rubens Gerchman, 14 de Iberê Camargo e sete de Cildo Meireles, entre outros nomes que marcaram a história da arte no país.

    Também fazem parte do acervo instalações de Helio Oiticica, obras de Maria Leontina da Costa, Milton Dacosta, Alfredo Volpi, Aluísio Carvão, Daniel Senise, Tomie Ohtake, Ana Bella Geiger, Leonilson, Djanira, Aluísio Carvão, Leda Catunda, Frans Krajcberg... Entre as raridades estão uma natureza-morta de Iberê Camargo, telas de Helio Oiticica da década de 50 e a pintura "Encontro", considerada referência do movimento concretista brasileiro.

    Foi graças à busca por um lugar que pudesse abrigar sua coleção que foi construído o Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói. Ele procurou o então prefeito, Jorge Roberto da Silveira, amigo de infância de sua mulher, quando soube que havia prédios públicos na cidade que estavam desocupados e poderiam servir tanto como depósito quanto como local de exposição.

    Mas Silveira propôs a construção de um novo prédio para esta finalidade. E, com a intermediação de Ana Maria Niemeyer, filha de Oscar Niemeyer, o arquiteto saiu por Niterói em busca de um terreno. E se apaixonou pela parte central do mirante da Boa Viagem, onde idealizou o projeto do museu, inaugurado em 1996.

    - O Sattamini foi um colecionador especial ficado em dois grandes grupos, Os concretos/ neoconcretos e a geração 80 - diz o curador Luiz Camilo Osorio. - Tinha obras fundamentais da Lygia Clark e do Jorginho Guinle por exemplo. Inigualáveis. Sem contar o Antonio Dias, que foi seu grande estimulador no início da coleção.

    A grande maioria das peças da coleção de Sattamini está cedida em comodato (empréstimo por contrato) ao MAC. Mas o colecionador mantinha algumas dezenas de importantes obras — como um Jorge Guinle, um grande Iberê Camargo e sete telas de Volpi, que têm preços estimados entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão, cada uma — em seu apartamento, no Jardim Botânico, "por segurança". "Aqui eu tenho cuidado, eu olho, tenho extintores de incêndio escondidos em vários locais da casa, e espero que nenhum outro apartamento pegue fogo", explicava.

    Há alguns anos, já havia desistido do hobby de colecionar qualquer que fosse o item: "isso não é hobby, é defeito".


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    RIO — Sem lugar no governo de Jair Bolsonaro, o senador e pastor evangélico Magno Malta (PR-ES) — aquele que puxou a oração a pedido do presidente eleito logo que o resultado foi anunciado — pode estar amargamante arrependido de não ter aceitado o convite para ser o vice de Bolsonaro. Um dos cabos eleitorais mais ativos do candidato, ele resolveu apostar na reeleição para o Senado pelo Espírito Santo... mas aparentemente nenhuma das três pessoas da Santíssima Trindade intercedeu por ele. O que resta agora, além de esperar? Vai aí uma sugestão: volte a cantar, senador!

    Baiano de nascimento, Malta dividiu o começo de sua vida profissional entre as ocupações de pastor evangélico e de vocalista do grupo de samba gospel Tempero do Mundo. O mundo secular da política, que acabou levando-o a combater a pedofilia e o narcotráfico em cruzadas, ou melhor, CPIs no senado, não o afastou, porém, da música. Em 2013, por exemplo, Malta lançou o CD “Samba para adorar” (2013), um belo exemplar do chamado pagode evangélico (também conhecido como Pra God).

    Hoje em dia, não é novidade para quase ninguém que o mercado gospel tenha assimilado boa parte dos gêneros da música popular. Você ouve uma música, pensa que é daquele artista que você conhece bem, mas quando entra o vocal, o artista é outro, e a mensagem, de louvor. Com participações de Neguinho da Beija-Flor, Dudu Nobre e Waguinho (ex-Os Morenos, que depois se converteu à Assembleia de Deus), “Samba pra adorar” preserva o clima festivo de uma boa roda de samba, em que dá para imaginar aquela cervejinha rolando. Aí entra Magno Malta — cantor bem razoável — e manda a letra: “Há um mistério na igreja/ há um silêncio de oração/ há um milagre acontecendo/ no meio da congregação.” Novo CD do Magno Malta Samba Pra Adorar

    Assim como o prefeito Marcelo Crivella (de quem Bezerra da Silva, no fim da vida e convertido à Igreja Universal gravou o samba “Gente fina”), Malta tem uma predileção por composições que falam da superação da vida de erros de quem vive nas rodas de cantoria. “Não sou pé de cana, não sou mais doidão, quando eu ando na rua a galera do bairro me chama de irmão”, canta com júbilo o senador em outro dos sambas do disco. Noutro, ele avisa: “É melhor comer pão com Jesus do que caviar com o diabo”. Zeca Pagodinho certamente não resistiria ao comentário: “Você sabe o que é caviar? Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar.”

    A crítica gospel — ou melhor, as pessoas que publicaram comentários no teaser de “Samba pra adorar” no YouTube — às vezes pode ser implacável. “Magno Malta por favor se limite a compromissos no senado por favor, isso não é música cristã, e além disso você canta muito mal...", escreveu um. Mas a defesa veio logo depois, de um outro ouvinte: “Se vc não é eclético não conheces o Eterno. Pare de envejar (sic) seu irmão e precure orar por ele e tentar fazer melhor para servir de exemplo. Parabéns Magno pelo seu trabalho como músico e verdadeiro politico que vc é. Os seus frutos tem (sic) contagiado o BRASIL.”

    E por falar em Brasil, nosso gigante varonil foi o tema de outro álbum do senador, “Meu país” (2005), que está inclusive disponível no Spotify. Mais para o pop tradicional de louvor do que para o samba, o disco revela uma forte consciência social logo na faixa de abertura, “Canção para o meu país”: “Nessa terra de prata e ouro, recheada de tanto tesouro, é difícil ouvir as notícias e não chorar/ pois os homens sem pena se matam, se machucam, se ferem e maltratam/ é preciso pintar outro quadro, é preciso mudar.” Magno Malta

    Meio como Odair José, Magno Malta procurou denunciar as mazelas do povo oprimido também em “Menino do sinaleiro”, canção de “Meu país” na qual ele se põe na figura do assaltante e procura mostrar alguém que não seja somente o alvo preferencial para as balas da polícia: “Você chega até a pensar que eu gosto de roubar/ mas não procura saber que dia que foi que eu comi.” Por essas e por outras é que se renova aqui a sugestão: volte a cantar, senador!


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    RIO - Nos primeiros segundos do disco, Muddy Waters anuncia o horizonte limpo com a voz contraditoriamente plena de tristeza: “Everything's gonna be alright this morning”. Meia hora depois, as últimas palavras do álbum são: “Se você não se enquadra ao que esperam, você é um bluesman”. Entre as pontas, Baco Exu do Blues diz: “Morri como rapper em ‘En tu mira’/ Voltei como bluesman”.

    A conversa entre os três momentos define “Bluesman” (Altafonte), segundo disco do artista baiano, com lançamento nesta sexta. De quebra, faz a ligação com seu primeiro trabalho, “Esú”, ao citar o desespero suicida de “En tu mira”, um dos destaques daquele álbum ao lado do quebrada-cult-hit “Te amo disgraça” — que acaba de entrar na trilha sonora da série “Ilha de ferro”, da Globo. Incensado pela crítica, “Esú” foi considerado um dos melhores discos de 2017 e pôs Baco na primeira linha do rap brasileiro. Agora, ele dá o passo seguinte: Links Baco Exu do Blues

    — Em “Bluesman”, queria fazer um disco de blues mas sem tocar blues, um disco feito pelo sentimento do blues. Sem me prender a gêneros. A gente não faz rap, samba, blues, rock. A gente faz música. O blues é essa liberdade. E foi o blues que fez com que pela primeira vez olhassem para o negro não como algo animalesco, mas pela genialidade de sua música — diz o bluesman Baco, camiseta do Black Sabbath, autodeclarado morto como rapper.

    Baco cita o suicídio de “En tu mira” noutro momento de “Bluesman”,em “Minotauro de Borges”. A referência ao personagem do conto “A casa de Astérion” passa pelo caráter depressivo que marca a personalidade do baiano e atravessa seus dois discos (“Não tenho medo de mostrar minhas fraquezas”).

    — O Minotauro ali é um ser depressivo, que quer que alguém mate ele. Mas seu desejo autodestrutivo o deixa mais forte. Me sinto assim. Quando me escrevo afundo muito na minha depressão, tô sempre brincando com minha vida — conta Baco, que carrega em seu canto esse desespero.

    Ainda no paralelo com o Minotauro, Baco lembra um de seus bordões: “Exu do Blues é vilão”.

    — O vilão é aquele que não é compreendido. Desde criança percebi isso, ao torcer pro policial em filme de policial e pro bandido em filme de bandido. Há heroísmo nos dois. Quando me escrevo afundo muito na minha depressão, tô sempre brincando com minha vida

    Outra referência de Baco em “Bluesman” aparece em “Girassóis de Van Gogh”:

    — O que me pega em Van Gogh é a urgência. Fiz uma música rápida, de poucos versos, que carrega essa urgência de retratar algo que a qualquer momento pode acabar.

    “Girassois de Van Gogh” é uma canção de amor — mas à moda Baco, cruzando crueza e ternura em tintas realistas, como “Te amo disgraça”. Na nova canção, há versos como “Cê tem uma cara de quem vai fuder minha vida”.

    — O amor não é fofo. A maior parte das relações amorosas é de dependência. Se você quer amar, ame. Mas saiba que é foda. “Te amo disgraça” é isso. “Bluesman” trata disso também, que as relações têm beleza mas são carregadas de tristeza — avalia Baco.

    ‘Kanye West da Bahia’

    Como o sol que ilumina mas queima a pele, imagem usada em “Queima minha pele”. A faixa tem a participação de Tim Bernardes (piano e voz). O disco tem ainda como convidados a banda Tuyo e o 1LUM3 (projeto eletrônico de Luiza Soares).

    — Queria gente da minha geração que soubesse retratar a dor — conta Baco, que assina a direção musical do disco.

    Em “Bluesman”, Baco se declara o “Kanye West da Bahia” e pede “Me desculpa Jay-Z” (“Queria ser você”).

    — Eles e Beyoncé foram a Santíssima Trindade do rap. Representam a quebra de caminhos que eu busco, a vontade de ser vanguardista. Quero sair dos clubinhos dos gêneros. Cada música de “Bluesman” tem vários beats, vários climas. É algo que você não tem muito no rap brasileiro.

    Palavras que ecoam versos de “B.B. King”: “Voce rima como se fosse B.B. King solando/ Autoestima eu te amo”.

    — Você ouve B.B. King e ele tá fazendo um bagulho difícil paca, mas parece fácil. Quero rimar assim.


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    RIO — Anos fuçando a vida de Bram Stoker (1847-1912) renderam a seu bisneto Dacre um livro e uma dúvida.

    O livro: “Dracula — The Un-Dead”, inédito no Brasil, sobre as aventuras dos personagens 25 anos após o retorno ao pó do conde vampiresco.

    A dúvida: como Bram, uma criança doente, que mal conseguiu se levantar da cama até os 7 anos, recuperou a saúde e virou campeão de futebol na faculdade? Links literatura

    — Ele teve uma doença e uma recuperação misteriosas. Havia uma boa história ali — conta Dacre, por telefone, dos EUA, onde vive.

    Treinador do time canadense de pentatlo moderno na Olimpíada de 1988, em Seul, ele lembra que o tio-bisavô irlandês escreveu: “um vampiro tinha a força de 20 anos”.

    — Será que ele usou sangue de vampiro, como os atletas trapaceiros que usam doping? — especula.

    Para ajudá-lo a imaginar como um menino enfermiço virou boleiro talentoso e romancista gótico, Dacre chamou J.D. Barker, autor de best-sellers de terror. Juntos, eles escreveram “Dracul: a origem de um monstro”, que ficcionaliza a vida de Stoker, da infância doente até os 21 anos, quando teria encontrado as criaturas sobre as quais escreveu. Para cuidar do menino enfermo, Dacre e J.D. empregam a sinistra babá Ellen Crone. Recém-lançado no Brasil, “Dracul” deve virar filme dirigido por Andy Muschietti, de “It: a coisa” (2017).

    Lançado em 1897, o grande clássico de Stoker rendeu inúmeras releituras — da ópera à pornografia —, estudos acadêmicos e quase 300 filmes. “Drácula” nunca sai de catálogo e, nos últimos meses, ganhou novas edições brasileiras pela DarkSide Books e pela Nova Fronteira.

    Enquanto isso, a editora Piu lança “Quando o 7 ficou louco”, único infantil de Stoker, que parece um conto de terror que a babá Crone contaria. Um menino e seu corvo ouvem do professor a história de como o número 7 enlouquece e se recusa a desenlouquecer.

    — Descobri “Drácula” aos 8 anos, numa edição que comprei por 25 centavos numa venda de garagem — conta Barker. — Esperava que meus pais arrancassem o livro de mim, por ser muito assustador, mas não. Eu o adorei e reli várias vezes. Ganhou novos significados com o tempo.

    Dacre e Baker também tentaram desvendar um dos mistérios de “Drácula”: o que aconteceu com as 101 primeiras páginas do manuscrito original? Stoker as teria limado por sugestão do editor, que não queria alarmar um público já amedrontado — os crimes de Jack, o Estripador, ainda estavam frescos na memória dos britânicos.

    Mas o que o serial killer tem a ver com o vampiro da Transilvânia? Boatos dão conta de que, naquelas primeiras páginas, Stoker argumentava que toda a história, de fato, acontecera. No prefácio à edição islandesa, ele diz: “Não há dúvida de que os eventos aqui descritos realmente aconteceram, embora pareçam inacreditáveis.” Jack, o Estripador, é citado no prefácio.

    O “Drácula” islandês foi publicado em 1901 com o título “Poder das trevas”, prefácio do próprio Stoker e enredo um pouco diferente do “Drácula” que se conhece. A versão é habitada por outros personagens, como uma vampira loura cujos seios o narrador se esmera em descrever. É um “Drácula” bem mais sexy. Links terror

    Ninguém desconfiava que os islandeses liam outra versão de “Drácula” até que, em 1986, o holandês Hans Corneel de Roos apontou as diferenças. Surgiram suspeitas de que o texto seria do manuscrito original, antes dos cortes, mas a descoberta de uma edição anterior, sueca, confundiu ainda mais a história. Não se sabe se as versões nórdicas são esboços de “Drácula” ou traduções maliciosas.

    RARIDADE DE MILIONÁRIO

    A inspiração de “Dracul”, no entanto, não veio daí, mas de diários e anotações de Stoker e do manuscrito de “Drácula”, comprado pelo cofundador da Microsoft Paul Allen (1953-2018). Ele não contém as 101 páginas perdidas, mas, nos trechos riscados, Dacre e Barker buscaram pistas do que havia no material deletado. Proibidos de fotografar, eles só puderam examinar o documento com luvas e sob o olhar de guardas.

    — Comparamos nossa pesquisa com cenas que faziam referência às primeiras 101 páginas. Assim, confirmamos que a história que inventamos é a mais próxima possível da que se perdeu — afirma J.D.

    Dacre acha que o tio-bisavô segue popular por sua abertura ao mistério e ao sobrenatural. E cita um trecho de “Drácula”: “Há mistérios que os homens só podem adivinhar, e que após eras e eras só conseguem resolver em parte, Creia-me, estamos agora no limiar de um desses mistérios.”


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    RIO - Após seis meses de impasse, a questão da cobrança da taxa de armazenagem nos aeroportos de obras de arte trazidas ao Brasil para exposições foi solucionada. Uma resolução publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial determina que a interpretação do termo "cívico-cultural" deve ser aplicado a obras de arte, intrumentos musicais e outras cargas que entram no Brasil temporariamente para eventos culturais.

    A resolução foi assinada pelo presidente do Conselho da Aviação Civil (Conac) e também ministro dos Transportes, Valter Casimiro Silveira. O termo "cívico-cultural" aparece na Portaria 219, de 2001, e é replicado nos contratos de concessão de aeroportos. A decisão deve ser mantida até que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) venha a alterar a Lei 11.182, em vigor desde 2015. Armazenagem em aeroportos

    Na prática, a resolução impede as concessionárias dos aeroportos de fazer o que vinham fazendo desde abril deste ano, por ocasião da SP-Arte. Na ocasião, as concessionárias de Guarulhos (SP), Galeão-Tom Jobim (RJ) e Viracopos (Campinas-SP) decidiram cobrar de cerca de 25 galerias brasileiras e estrangeiras a taxa de armazenagem das obras que desembarcaram para a SP-Arte não mais por peso, mas pelo suposto valor de mercado delas.

    A mudança foi baseada numa nova interpretação de uma norma da Anac enquadrando as obras em uma tabela para “cargas em regime especial de admissão temporária destinadas a eventos comprovadamente científicos, esportivos, filantrópicos ou cívico-culturais”.

    Com a reinterpretação da antiga norma, os eventos de arte deixaram de ser analisados dentro dos parâmetros “cívico-culturais”, e os quadros passaram a ser cobrados mediante outra tabela. Assim, os preços de armazenagem, que inicialmente eram de R$ 0,16 por quilo de cada obra, começaram a atingir cifras milhares de vezes mais altas.

    "Uma alteração unilateral de interpretação sobre tal conceito, especialmente por um ente regulado, de forma tão significativa, ao ponto de alterar completamente o entendimento que vinha sendo adotado sobre o tema ao longo de décadas, coloca em risco a segurança jurídica do setor", disse Silveira, em seu voto na comissão.

    — Antes, o que havia eram interpretações do que é "cívico-cultural". E a resolução do conselho define o sentido da expressão. Trata-se de uma definição político-setorial e tem efeito imediato — explica o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

    Desde o caso da SP-Arte, Sá Leitão vinha buscando uma forma de resolver o problema. Após um estudo do caso, o minisitro se reuniu com o colega da pasta de Transportes e com o presidente da Anac, José Ricardo Botelho, para discutir o caso. Silveira, então, criou um grupo de trabalho, em agosto, para que todas as partes fossem ouvidas e se chegasse a um consenso. Ao final dos trabalhos, o grupo fez uma recomendação para que o conceito fosse definido pelo conselho.

    Neste interim, houve mais problemas relacionados a exposições no Masp e na Bienal de São Paulo. Do museu, foram cobrados R$ 4 milhões, e da Bienal, R$ 1 milhão. Ambos entraram na Justiça e conseguiram decisões liminares para não pagar a taxa. Segundo Sá Leitão, por conta de um grande grau de incerteza, muitas instituições no exterior já estavam se negando a emprestar obras ao Brasil.

    — A decisão veio em ótima hora. Com o restabelecimento da interpretação correta do termo, voltamos a ter mais certeza e tranquilidade para que instituições brasileiras possam fazer exposições e concertos com obras e instrumentos vindos de fora — resume o ministro.Assim, os preços de armazenagem, que inicialmente eram de R$ 0,16 por quilo de cada obra, começaram a atingir cifras milhares de vezes mais altas.


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    RIO — Após encomendar um estudo de 108 páginas para a francesa Bénedicte Savoy, historiadora da arte, e Felwine Sarr, escritor senegalês, o presidente francês, Emmanuel Macron, pretende reenviar obras roubadas do continente africano pela França durante o período colonial para seus respectivos locais de origem. O documento oficial será divulgado na sexta-feira (23).

    Segundo a revista online de artes "Hyperallergic", o estudo teve início no último ano, como parte de um plano proposto por Macron para reparação de danos causados pelo passado imperialista da nação francesa, que deve durar cinco anos. O projeto foi anunciado em discurso durante uma visita do presidente francês à Universidade de Ouagadougou, em Burkina Faso, em dezembro de 2017, sendo parte de um conjunto de ações com intuito de melhorar as relações diplomáticas entre a França e os países do continente africano.

    Macron.Restituição.LinksDe acordo com o semanário francês "Le Point", para a pesquisa, intitulada "Para uma nova ética relacional", Bénedicte e Sarr teriam entrevistado cerca de 150 especialistas, na França e no continente africano.

    Galerias e museus temem impacto

    No entanto, o mundo da arte francesa já estaria apreensiva quanto ao impacto da repatriação de obras em sua indústria, segundo a AFP. Muitos museus e galerias temem pelos seus acervos.

    79973733_FILES This file photo shows French art historian and professor at the College de France in.jpg"Através dos objetos e das histórias mantidas nas chamadas coleções etnográficas, representações pré-definidas das sociedades, muitas vezes em formas essencializadas, foram postas em prática", escrevem Bénedicte e Sarr. "Falar abertamente sobre a restituição é falar de justiça, reequilíbrio, reconhecimento, restauração e reparação. Mas, acima de tudo, é o caminho para o estabelecimento de novas relações culturais."

    79973579_FILES This file photo shows Funerary crown of the Kingdom of Dahomey dating from 1860-1889.jpgOs objetos aos quais os pesquisadores franceses se referem como parte da proposta de restituição no documento são os que foram retirados do continente africano durante as expedições colonialistas e científicas francesas do século XVIII e XIX, além dos presenteados a museus por oficiais coloniais ou funcionários das colônias africanas. Geopoliticamente, a iniciativa de Macron envolve políticas internacionais relacionadas à diplomacia cultural.

    De acordo com a lei em vigência na França, os museus são proibidos de se separar permanentemente dos objetos que estão sob seu poder. Em vez disso, instituições culturais podem restituir objetos saqueados de forma parcial, com empréstimos de longo prazo, que podem durar entre 25 e 99 anos.

    O novo estudo defende que tais "soluções transitórias" só devam ser usadas "até que mecanismos legais sejam encontrados para permitir o retorno final e incondicional dos objetos de herança africana para o respectivo continente". Esse anúncio foi feito após o controverso informe do Museu Nacional da Nigéria, no último mês, sobre uma mostra na qual itens vindos de países como Reino Unido, Alemanha e Áustria seriam exibidos.

    Política de restituição plena será pioneira

    A mudança dos parâmetros legais da legislação francesa, no entanto, requer mais do que a divulgação do documento. Para que a medida entre em vigor, deve ser aprovada pelo legislativo francês. Caso Macron consiga que vire lei, a França será o primeiro país a ter uma política de restituição plena, o que pode influenciar outros países a fazer o mesmo.

    79740782_French President Emmanuel Macron R and his Malian counterpart Ibrahim Boubacar Keita pose b.jpgParte da política de diplomacia da cultura, Macron esteve com o presidente malês, Ibrahim Boubacar Keita, em uma cerimônia no início do mês que fez parte do centenário do fim da Primeira Guerra, em Reims, na França, em homenagem aos 200 mil soldados que defenderam a cidade e lutaram no exército francês, sob a bandeira francesa, embora nunca tenham sido devidamente reconhecidos por sua contribuição.


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    RIO — O Lollapalooza divulgou nesta quarta-feira o line-up da edição de 2019 que ocorrerá nos dias 5, 6 e 7 de abril. Após muita especulação, o nome do rapper Kendrick Lamar foi confirmado como uma das principais atrações do evento no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Outros destaques são os shows dos Arctic Monkeys e os Tribalistas. Lollapalooza

    Segundo o anúncio, o evento já está no segundo lote dos ingressos à venda. Compras até 31/12/18 vão ter 15% de desconto e o Lolla Pass e Lolla Lounge Pass (pacotes para os três dias de programação) podem ser parcelados em até cinco vezes. Cada CPF pode comprar até 4 ingressos.

    A inteira do Lolla Pass custa R$1.530. Há a opção da entrada social (com doação de R$30 aos projeto Criança Esperança) que sai a R$891. Já a meia-entrada para estudantes e jovens de baixa renda custa R$810.


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    RIO — Longe dos palcos desde 2015, a banda carioca Los Hermanos já tem ao menos um compromisso confirmado em 2019. O quarteto foi anunciado nesta quarta-feira como atração da edição argentina do festival Lollapalooza — não aparece, porém, nas programações de Brasil e Chile, outros países sul-americanos que organizam o evento de Perry Farrell.

    Nas últimas semanas, rumores de bastidores já indicavam uma nova reunião de Rodrigo Amarante, Marcelo Camelo, Bruno Medina e Rodrigo Barba, cujo álbum de estreia, "Los Hermanos", completa 20 anos de lançamento em 2019. Links Los Hermanos

    Ainda não há, porém, confirmação oficial de nenhum outro show além do Lollapalooza Argentina. No Instagram oficial da banda, foi publicada uma imagem do line-up do festival, com uma legenda que não dá qualquer pista sobre os outros planos. Lolla Argentina

    Em 2015, o quarteto, uma das bandas mais cultuadas do rock nacional pós-2000, se reuniu para fazer uma série de shows pelo Brasil, esgotando ingressos por onde passaram. Desde que anunciaram um hiato em 2007, os Los Hermanos já se reuniram para shows em outras duas ocasiões (2009 e 2012). O quarto e último álbum, "4", foi lançado em 2005.

    Na última sexta-feira, Marcelo Camelo lançou "Sinfonia nº 1 - Primitiva", sua primeira incursão pela música erudita. A sinfonia foi gravada em Praga com 80 músicos da City of Prague Philharmonic Orchestra sob a regência da maestrina Miriam Nemcova, e teve lançamento exclusivo pelo YouTube.

    Enquanto isso, Rodrigo Amarante encerrou há pouco uma turnê pela Europa com o repertório de sua carreira solo.


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    RIO — Lançada este mês após grande expectativa, "She-Ra e as Princesas do Poder", a nova série da Netflix em parceria com a DreamWorks, faz uma releitura da personagem que marcou a infância nos anos 1980, com foco nas crianças de hoje. No entanto, o desenho tem sofrido rejeição de um público distinto ao qual é destinado: homens acima de 30 anos de idade, conforme apontam estatísticas disponíveis no site IMDb, que complia informações sobre produções de todo o mundo e permite que usuários avaliem séries e filmes.

    78950554_SC - REBOOTS E REMAKES - She-Ra original.jpgAté esta quarta-feira, a nova versão de "She-Ra" contava com nota média de 6,5 no site. Os dados demográficos sobre os usuários responsáveis pelas avaliações, porém, apontam um abismo entre as notas de acordo com recortes de gênero e idade. Entre mulheres com entre 18 e 29 anos que avaliaram o desenho, a produção ostenta uma média 8,6. Já se considerada apenas a opinião de homens na faixa de 30 a 44 anos, a nota da atração cairia para 5,4. Entre as 1.523 pessoas que avaliaram "She-Ra e as Princesas do Poder" no IMDb, 45,3% deram nota 10, enquanto 15% deram nota 1. she-ra

    Um dos usuários do site deu ao desenho nota 1, em uma resenha intitulada "o show é para garotinhas".

    "Estava me sentindo nostálgico, e quando ouvi sobre a Netflix reimaginando 'She-Ra' pensei em dar uma chance. Assisti a quatro episódios antes de perceber que esse programa não era para mim. Apenas para esclarecer: o programa é terrível", escreveu.

    Desde antes de seu lançamento, "She-Ra e as Princesas do Poder" tem sido atacado por antigos fãs da heroína. Parte das reclamações diz respeito às mudanças nas características físicas da protagonista. Na adaptação da desenhista Noelle Stevenson, She-Ra perdeu seus ares sexualizados, ganhando uma aparência mais juvenil. O uniforme da heroína também mudou, com o antigo corpete sendo substituído por uma armadura, e um shortinho por baixo da saia. No comando da atração, Stevenson também convocou um time exclusivamente feminino de roteiristas.she-ra4.jpg

    Também entre as resenhas do IMDb, é possível encontrar fãs que acusam a showrunner de tentar impor uma "agenda" por causa de suas decisões em relação à personagem.

    "Esse novo grupo foca no que, princesas? A Horda (ditadura que comanda o planeta onde a trama se passa) parece tão inepta para o que deveria ser uma força antagonista. Parece que nós estamos sendo forçados a engolir uma agenda tão óbvia. Quando as pessoas dizem 'é um programa para crianças', isso é verdade apenas até certo ponto. Sem todos nós, fãs da verdadeira She-Ra do passado, os que fizeram dela o nosso mundo quando NÓS éramos crianças, nem valeria a pena refazer este desenho!", reclamou outro fã.

    No outro espectro das resenhas, há os que relembrem que a atração é voltada para crianças, não adultos saudosistas.

    "Eu tenho quase 40 anos, e assistir ao desenho com a minha filha de sete anos é ótimo. Ela ama o programa e eu também. Ler essas resenhas horríveis me faz perceber que pessoas da minha geração são burras. Se você quer ver o desenho original, com a animação e dublagens ruins, então vá assisti-lo. Essa reiveinção é fantástica. E exatamente o que essa geração de jovens precisa", opinou outro usuário.

    Procurada, a Netflix ainda não se pronunciou sobre as críticas.


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    RIO - A certa altura de “Vesúvio” (Luanda/ Sony), seu novo disco (o lançamento é amanhã), Djavan canta que “O meu lugar/ É aonde ainda não fui”. Em certo sentido, o disco reflete o lema. Aos 69 anos, o compositor reconhece que podia viver dedicado a projetos de releituras de sua obra — são dezenas de sucessos cujo apelo alcança públicos vastos e intérpretes que vão da cool Rosa Passos ao popularíssimo Thiaguinho. Prefere, porém, se lançar na aventura das canções inéditas. Há sinais de que a escolha compensa: seus shows seguem cheios, seu público se renova e, em 2016, sua “Vidas pra contar” ganhou o Grammy Latino de Melhor Canção Brasileira. “Vesúvio” traz mais 12, e há outras em discos como o recém-lançado “A pele do futuro”, de Gal Costa.

    Mas a aventura de “Vesúvio” vai além de apresentar uma safra de inéditas. Djavan conta que, ao buscar os tais lugares onde ainda não foi, se propôs o exercício de fazer um disco pop. Pop à la Djavan, claro. O suingue pessoal, as melodias que encontram maneiras não óbvias de se fazerem assoviáveis, a companhia de músicos que ajudaram a formatar o chamado som-do-Djavan (como Paulo Calasans e Torcuato Mariano), o desejo de brincar com palavras inusitadas (“Orquídea” tem versos como “Lembra aquela Phalaenopsis/ Que você me deu/ Me deixou com Sophronitis/ Por um beijo seu”) — tudo isso está lá. Mas com outra fluidez , para usarmos um termo do próprio compositor. Links MPB

    — Queria um disco mais fluido do ponto de vista sonoro e literário. Soar mais claro, mais simples. Um disco pop nesse sentido. Mas nada para atender ao mercado, mas apenas para me desafiar. Faço canções há mais de 40 anos, a gente precisa encontrar motivação, buscar sensações novas— diz Djavan, que mesmo com tudo que já ergueu, se refere à sua obra no gerúndio. — Tô construindo minha obra. Cada disco me coloca na margem da estrada que vai me levar pra esse meu lugar aonde ainda não fui.

    Making of do clipe 'Vesúvio'

    Djavan dá o exemplo de “Solitude” como uma das mais evidentemente diretas (“No meu universo, ela é algo novo”). Mas ele sabe que na comparação com o disco de qualquer artista fundamentalmente pop, ficam claras as diferenças:

    — O dele vai ser certamente melhor como um disco pop, mas o meu é mais interessante — afirma, rindo. — Não tem só que ser simples, tem que ser bom. “Só louco”, de Caymmi, é simples mas profunda demais na simplicidade. Meu natural é ser elaborado, soar simples é um esforço. Por isso tenho dificuldade de gostar de coisas simples que eu faço. Mas toda hora gosto de algo pop que ouço no rádio. Passei dias maravilhado com “A danada sou eu”, da Ludmilla. Até porque o Brasil tem uma riqueza musical natural, uma diversidade que se reflete mesmo no pop.

    “Solitude” também traz outro aspecto do disco, raro na obra de Djavan: o comentário político (“Um mundo louco/ Evolui aos poucos/ Pela contramão/ O erro invade/ Tudo o que é cidade”).

    — Quando componho não me esquivo de nenhum assunto, e estamos agora envolvidos em questões políticas. Em “Solitude” queria fazer uma canção apartidária, no qual a esperança é o foco. Porque acredito que o Brasil vai ser um país legal. Uma esperança que no Brasil, não no governo. Vai acontecer muita coisa ruim, transformação dói. Você vê esse aspecto terrível da migração, isso é uma reorganização do mundo. Os países ricos construíram riqueza explorando os mais pobres, agora tá vindo a conta.

    'Solitude', Djavan

    Orquídea 'Javanica'

    Apesar da observação política, o disco é essencialmente de canções de amor. No desejo de soar simples, Djavan compôs alguns exemplares certeiros do gênero. O nome do álbum, “Vesúvio”, que carrega em seu sentido força, beleza e destruição, além de uma sonoridade que amarra isso, sintetiza bem o espírito de faixas como “Tenho medo de ficar só”, “Um quase amor”, “Madressilva” (exceção de requinte clássico num disco pop) e a canção-título.

    — Nunca tive a preocupação de me repetir cantando o amor, porque ele é dinâmico cada um é único — avalia Djavan. — “Tenho medo de ficar só”, por exemplo, traz essa coisa do “Não importa se amado eu for/ Só me vale o que eu sinto”, uma reflexão, um tipo de relação com o amor que alcancei ali naquele momento, que nunca tinha abordado.

    Uma dessas, “Meu romance”, ganhou uma segunda versão. A convite de Djavan, o uruguaio Jorge Drexler escreveu versos em espanhol para ela, que se tornou “Esplendor” e é cantada em dueto.

    Em meio aos versos de amor e de política, entre o rebuscamento (palavra que Djavan não gosta, por sugerir uma intenção em algo que para ele é natural) e a clareza pop, talvez nada represente mais o disco do que a canção romântica que lista nomes de orquídeas, polissilabos em latim à primeira vista antimusicais. Mais especificamente, o verso no qual ele encaixa a espécie Javanica, que soa como “djavânica” — a arquitetura complexa e de apelo direto da flor, o objetivo primeiro de “Vesúvio”.


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    RIO — Os músicos Thiago Ramil, 28, e Clara Castro, 23, trazem pontos em comum que vão além do ofício, da geração que pertencem, e do fato de lançarem seus novos discos nesta quinta-feira, no Teatro Ipanema, a partir das 20h.

    A mais marcante das coincidências é a vida dupla. O gaúcho Thiago tem que se desdobrar entre a carreira artística e o trabalho como psicólogo num abrigo municipal em Porto Alegre ("minhas últimas três férias foram trabalhando como músico", conta, com bom humor). Já a mineira Clara — que já pensou em ser administradora, astronauta (!), fez cursos e participou de grupos de teatro — se forma no ano que vem em Ciências Sociais.

    A influência de uma vocação na outra é especialmente evidente em "EmFrente", segundo disco de Thiago Ramil, que conta com participações de Gutcha Ramil (irmã de Thiago), Apanhador Só, Duda Brack, entre outras. Segundo o músico, a proximidade com situações de alta vulnerabilidade, e o diálogo franco que a psicologia tem como premissa, permeiam o trabalho: Links indie

    — Em algumas músicas, como "Ela" e "Aqui", esse diálogo é bem claro. Narro situações que me tocaram e que eu queria que fossem vistas pelo mundo.

    Denso, poético e de difícil categorização (indie-rock-nova-MPB e por aí vamos), "EmFrente" sucede "Leve embora" (2015), seu trabalho de estreia, que foi indicado ao Grammy Latino de melhor álbum pop de língua portuguesa há dois anos. Para o novo trabalho, Thiago construiu uma obra mais crua tanto do ponto de vista narrativo quanto melódico.

    — Trago um universo mais concreto, menos abstrato do que o "Leve embora". Naquela época, eu estava num momento de maior leveza, é um trabalho que habita o meio entre a leveza e o peso. Já o "EmFrente" habita mais os extremos e menos o encontro. Minha visão de mundo mudou nesses três anos, e o mundo também teve mudanças drásticas — explica o músico, que fez, no primeiro semestre, parte do show Casa Ramil, com seus familiares músicos Kleiton, Kledir, Vitor, Ian, Gutcha e João. Thiago Ramil - EmFrente (2018) - Álbum visual

    Apesar de trazer seu nome na capa, "EmFrente" é um disco que só se fez possível pela coletividade. A começar pela campanha de financiamento coletivo promovida por Thiago para viabilizá-lo, que teve mais de 230 apoiadores. Além disso, o gaúcho teve parceiros tanto no processo de composição (Alércio PJ, Poty Burch, Alexandre Kumpisnki, Felipe Zancanaro, Diogo Maestri...) quanto na execução — a banda foi formada por Gutcha Ramil (percussões/violinos/vocais), Andressa Ferreira (percussões), Guilherme Ceron (Baixo), Lorenzo Flach (Guitarra), Pedro Petracco (Bateria) e Felipe Zancanaro (percussões/efeitos).

    — Foi uma realização muito horizontal, que aconteceu naturalmente, com amigos, pessoas que estão envolvidas no meu trabalho. Esse é um dos significados do título "EmFrente": o do enfrentamento, o do que vem em frente, e o de construir frentes. Agregar é o que precisamos fazer para enfrentar as dificuldades de hoje.

    Encontros no palco

    A coletividade é outra intersecção entre os trabalhos de Thiago e de Clara Castro, que participarão dos shows um do outro nesta quinta — cantora gaúcha radicada no Rio, Duda Brack também dará um canja nas duas apresentações.

    De essência pop, "Caostrofobia", trabalho de estreia de Clara, aborda o universo da mineira, que assina oito das 11 faixas, em parceria com o poeta Nathan Itaborahy — a o disco ainda traz uma releitura para lá de autoral de "Um trem para as estrelas" (Gilberto Gil / Cazuza). A produção e direção musical ficaram a cargo do experiente Rodrigo Campello.

    — O disco tem desde faixas que compus quando tinha 16 anos até uma que fizemos enquanto ele estava sendo gravado. Ele traz Claras de diversas fases da minha vida — conta ela, que se formou na Universidade de Música Popular (Bituca), em Barbacena. Clara Castro - Caostrofobia (Clipe Oficial)

    Prestes a se formar também em Ciências Sociais, ela conta que os estudos a ajudam a compor canções, por propor constantes reflexões sobre a vida e sobre o mundo.

    Diferentemente de Thiago, Clara estará estreando em palcos cariocas nesta quinta-feira, cidade em que gravou "Caostrofobia", que é distribuído pela major Som Livre.

    — Eu tenho uma professora que diz que artista se tempera mesmo é no palco. Estar ali, para mim, é o que faz tudo ter sentido. Amo a oportunidade de mostrar esse lado visceral — comemora.

    Serviço

    Thiago Ramil e Clara Castro

    Onde: Teatro Ipanema (Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema).

    Quando: Nesta quinta-feira, a partir das 20h.

    Quanto: R$ 20.

    Classificação: 14 anos.


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    RIO - Impeachments, prisões, acidentes fatais. Nem o mais criativo dos roteiristas poderia conceber tantas reviravoltas quanto as que compuseram a história recente do Brasil. Por isso, não é de se estranhar que tantas produções contemporâneas se voltem para os protagonistas da política nacional nos últimos anos. Confira uma lista com algumas dessas produções.

    'Excelentíssimos' (2018)

    Excelentissimos - trailer

    Estreia desta quinta-feira nos cinemas, o documentário de Douglas Duarte surgiu em 2015 a partir da ideia de traçar um perfil do Congresso Nacional. O clima nos corredores, no entanto, fez com que o filme se tornasse uma crônica sobre os bastidores da casa durante o impeachment da presidente Dilma Rousseff. (RIO SHOW: Leia a crítica do Bonequinho e veja salas e horários)

    'O processo' (2018)

    O Processo - trailerAssim como "Excelentíssimos", "O processo", da diretora e roteirista Maria Augusta Ramos, também documenta as decisões e acontecimentos que levaram à interrupção do mandato de Dilma Rousseff. (RIO SHOW: Leia a crítica do Bonequinho)

    'Torre das donzelas' (2018)

    Trailer - Torre das donzelasMais um documentário em que Dilma Rousseff é uma personagem central. Na produção de Susanna Lira, no entanto, o foco não é o impeachment. Ao invés disso, a diretora ouviu as histórias de mulheres — entre elas a ex-presidente — que conviveram na mesma prisão durante a ditadura militar.

    A ala feminina do Presídio Tiradentes (SP), onde cerca de cem militantes foram encarceradas entre o fim dos anos 1960 e o começo da década de 1970, era conhecida como "torre das donzelas", daí o nome do filme.

    Premiado na Mostra SP de Cinema, o filme ainda não tem data de estreia prevista.

    'O mecanismo' (2018)

    O mecanismo - trailerAdaptação ficcionalizada dos acontecimentos em torno da operação Lava-Jato, a série da Netflix teve uma primeira temporada que dividiu opiniões. Dirigida por José Padilha e com Selton Mello no papel de um delegado da fictícia "polícia federativa", a série terá uma segunda temporada, que estreia em 2019. Disponível na Netflix.

    'O doutrinador' (2018)

    Doutrinador - Trailer Em cartaz no cinema, o filme de ação de Gustavo Bonafé apresenta um anti-herói que persegue políticos e empresários corruptos. Com Kiko Pissolato, Eduardo Moscovis e Marília Gabriela no elenco, o longa-metragem é baseado nos quadrinhos de Luciano Cunha. (RIO SHOW: Leia a crítica do Bonequinho e veja salas e horários)

    'Real – O plano por trás da História' (2017)

    Plano real - trailer Baseado no livro do jornalista Guilherme Fiúza, “3000 Dias no Bunker”, dirigido por Rodrigo Bittencourt, tenta transformar em thriller político os bastidores da implementação da moeda nacional durante os anos 1990. O resultado, no entanto, frustrou a crítica e o filme teve uma bilheteria discreta. Disponível no Telecine.

    'O jardim das aflições' (2017)

    Trailer - Jardim das aflicoes Guru dos novos movimentos de direita do país, Olavo de Carvalho é o protagonista deste documentário Josias Teófilo, que é um admirador do ensaísta conservador. Envolto em polêmica, o documentário foi eleito o melhor filme da 21ª edição do Cine PE, o que gerou um boicote de um grupo de cineastas ao festival.


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    RIO — Há uma conversa em “Infiltrado na Klan” sobre os planos de David Duke, então líder da Ku Klux Klan, de transferir discursos de ódio para o campo político e, assim, preparar o terreno para a eleição de um presidente alinhado com ideias racistas. Espantado, o policial Ron Stallworth rebate: “Os americanos jamais votariam em alguém assim.”

    Existe um timing cômico no jeito que o cineasta Spike Lee filma o diálogo, como se ele estivesse acenando para o espectador. A mensagem do cineasta, claro, é a de que décadas depois os americanos colocariam na Casa Branca Donald Trump, presidente que acumula uma longa lista de frases racistas.

    A principal força do filme (leia aqui a crítica do Bonequinho), que entra em cartaz hoje no Brasil após ser aplaudido de pé durante seis minutos e vencer o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, em maio, é como a história permanece atual, mesmo com a trama ambientada nos anos 1970.

    Não à toa, a obra vem sendo considerada uma das mais contundentes da carreira de Spike Lee — o que não é dizer pouco de um diretor conhecido por abordar a questão racial no cinema há mais de três décadas, desde clássicos como “Faça a coisa certa” (1989) e “Malcom X” (1992) até as recentes produções “Chi-Raq” (2015) e “She's gotta have it”, série da Netflix. O artista tem a filmografia revista na mostra "Acorde! O cinema de Spike Lee", em cartaz no CCBB até 26 de novembro. Trailer de 'Infiltrado na Klan'

    “Infiltrado na Klan” é uma adaptação da história real de Ron Stallworth (interpretado por John David Washington), um policial negro da cidade de Colorado Springs. Ele não só conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan, como conquistou a confiança de seus membros até estabelecer contato direto com o líder David Duke (Topher Grace), que na época se autointitulava Diretor Nacional e usava roupas formais no lugar dos capuzes brancos — uma forma de disfarçar sua associação com a organização. O objetivo de Stallworth era identificar ataques de cunho racial contra ativistas do movimento negro.

    Obviamente, ele não podia comparecer pessoalmente às reuniões da KKK. A solução foi enviar o policial branco Flip Zimmerman (Adam Driver), agente da área de narcóticos, para se passar por ele. Stallworth acompanhava as conversas de seu “representante” por meio de um microfone instalado na roupa de Zimmerman.

    No filme, essas cenas são puro entretenimento — e dificilmente funcionariam nas mãos de outro cineasta. Seguro em seu lugar de fala, Spike Lee faz os temos racistas, homofóbicos e antissemitas despejados por personagens brancos soarem hilários e, ao mesmo tempo, ultrajantes.

    Nos minutos finais, o filme ganha linguagem documental e relembra o violento protesto supremacista do ano passado em Charlottesville, Virgínia. Assim como as declarações de Donald Trump de que havia “culpa de ambos os lados” no confronto entre grupos neonazistas e contramanifestantes.

    Em Cannes, Spike Lee rebateu as declarações do presidente americano com veemência e o chamou de “filho da p****”. Apesar das risadas garantidas, essa indignação transborda do filme para além dos créditos finais.


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    1. Paco de Lucia, "Oceano" (com Djavan)

    A origem de "Oceano" era o desejo de Djavan compor algo na linha flamenco, em espanhol. Chegou a abandonar os esboços da composição, mas sua filha Flávia Virginia ouviu e insistiu para que ele a terminasse. Ele concluiu em português, mas manteve o tempero flamenco convidando Paco de Lucia para tocar na gravação original. O violonista elogiou muitíssimo a beleza e a complexidade da melodia e da harmonia da canção e gravou um solo histórico.

    'Oceano', Djavan

    2. Belchior, "Aliás"

    Em 1996, Belchior lançou um disco de intérprete, algo raro em sua discografia. "Vício elegante" tem músicas de compositores como Adriana Calcanhotto, Roberto & Erasmo Carlos e Chico Buarque. De Djavan, ele pinçou "Aliás", fugindo de sucessos mais óbvios do artista. A canção, uma balada com cara de standard americano, foi lançada por Djavan em "Novena".

    'Aliás', Belchior

    3. Cássia Eller, "Milagreiro" (com Djavan)

    Djavan convidou Cássia Eller para um dueto com ele na canção que dava o título ao disco, lançado em 2001. Àquela altura, Cássia já tinha gravado "Pétala", do alagoano, e se destacava como uma das cantoras mais importantes do Brasil. Naquele mesmo ano, em dezembro, ela morreu. Em homenagem a Cássia, Djavan inclui a canção na turnê de lançamento do disco.

    'Milagreiro', Djavan e Cássia Eller

    4. Stevie Wonder, "Samurai" (com Djavan)

    Stevie Wonder já conhecia o disco "Seduzir", de Djavan, graças ao produtor Ronnie Foster. Então, quando recebeu o convide de Foster para gravar uma gaita para "Samurai" no disco "Luz", de 1982, o músico aceitou prontamente.

    'Samurai', Djavan

    5. Claudinho & Buchecha, "Lilás"

    Claudinho & Buchecha se mostravam atentos a quem tinha vindo antes deles. Já tinham feito leituras de "Tempos modernos", de Lulu Santos, e "1 noite e 1/2", de Marina Lima. Em 1998, no topo do pop nacional, gravaram "Lilás", sucesso de Djavan lançado em 1984.

    'Lilás', Claudinho & Buchecha

    6. Toots Thielemans, "Obi" (com Djavan)

    Em 1992, o gaistista Toots Thielemans lançou seu "The Brasil Project". No disco, selecionou o que mais o apaixonava na música brasileira e convidou os compositores a particparem. De Djavan, registrou "Obi", com a voz do alagoano em diálogo com sua gaita.

    'Obi', Djavan e Toots Thielemans

    7. Seu Jorge e Black Alien, "Meu bem querer"

    O produtor Bid e o músico Fernando Nunes se juntaram para tocar o projeto "Jah van", com versões reggae para músicas do compositor. Ainda não lançado, o álbum teve algumas faixas liberadas. Uma delas é "Meu bem querer", com Seu Jorge e Black Alien. Chico César e Criolo também estão entre os convidados do álbum.

    'Meu bem querer', Seu Jorge e Black Alien

    8. Richard Clayderman, "Oceano"

    NA década de 1990, o pianista muzak lançou a série "My brazilian collection". No primeiro volume, em meio a canções românticas como "Café da manhã", "No rancho fundo" e "Carinhoso", Clayderman fez sua releitura de "Oceano".

    'Oceano', Richard Clayderman

    9. Roberto Carlos, "A ilha"

    Em 1976, Djavan chamou atenção com seu samba personalíssimo e sua poética única, em seu disco de estreia. Dois anos depois, Bethânia direcionou os holofotes a ele ao gravar "Álibi", escolhida como faixa-título de seu disco. Em 1980, o jovem compositor avançou mais uns passos no reconhecimento ao ser gravado por Roberto Carlos, em música feita especialmente para ele.

    'A ilha', Djavan

    10. Thiaguinho, "Flor de lis"

    Primeiro sucesso de Djavan e requisitada pelo público em todos os seus shows, "Flor de lis" rompeu barreiras de gêneros musicais. Uma das evidências disso é essa gravação ao vivo de Thiaguinho, um dos cantores mais populares do Brasil hoje, e que nasceu sete anos depois do lançamento da canção.

    'Flor de Lis', Thiaguinho


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    RIO — A cantora Katy Perry apareceu no topo do ranking de "mulheres mais bem pagas da música em 2018", feito pela Forbes, com faturamento de US$ 83 milhões (R$ 314 milhões). É a segunda vez que ela ocupa o primeiro lugar, desde que figurou no topo da lista em 2015, com US$ 135 milhões.

    Links.ForbesComo metodologia, a revista considera o faturamento de cada cantora durante o período de 12 meses, entre 1º de junho do ano anterior, no caso 2017, a 1º de junho do ano seguinte. A "Forbes" entrevista gerentes, agentes, advogados e algumas das estrelas.Também analisa dados da Pollstar, da Recording Industry Association of America e da empresa de rastreamento Nielsen SoundScan.

    Em turnê com o álbum "Witness", lançado em junho do último ano, Katy é um dos nomes na lista que mais trabalhou duro: apresentou o novo álbum 80 vezes ao longo de um ano, desde o lançamento, coincidindo com o período de faturamento levado em consideração pela Forbes para definir a lista. Por noite, a cantora pop ganhava cerca de um milhão de dólares nos shows.

    "Eu nunca estou satisfeita. Nunca encontrei alguém que trabalhasse mais duro que eu nessa indústria", disse Katy, em entrevista à revista americana.

    75700331_SC Rio de Janeiro RJ 18-03-2018 - Katy Perry - Homenagem - Marielle Franco - Show da cantor.jpgNo ranking, aparecem em ordem decrescente de faturamento, até a 10ª posição:

    Taylor Swift (US$ 80 milhões);

    Beyoncé (US$ 60 milhões);

    Pink (US$ 52 milhões);

    Lady Gaga (R$ 50 milhões);

    Jennifer Lopez (US$ 47 milhões);

    Rihanna (US$ 37,5 milhões);

    Helene Fischer (US$ 32 milhões);

    Celine Dion (US$ 31 milhões);

    Britney Spears (US$ 30 milhões).

    Das dez, somente três não são americanas — Rihanna, natural da ilha caribenha de Barbados; Helene Fischer, nascida em Krasnoyarsk, na Rússia, e a canadense Celine Dion.

    Com um passado de estrela country em direção definitiva ao universo pop, como mostrou nos últimos anos, Taylor Swift figurou em segundo na lista, atrás de Katy, com uma diferença de três milhões de dólares. Após sumir momentaneamente das redes sociais em alguns meses de 2017, e voltar com o lançamento de "Reputation" em novembro do mesmo ano, Taylor vendeu dois milhões de cópias em todo mundo somente na semana de lançamento do álbum.

    Segundo a "Forbes", um dos principais motivos para ela não alcançar o topo da lista é que as datas de sua turnê com "Reputation" aconteceram, em sua maioria, após a data final do ranking, em junho de 2018.

    A lista, no entanto, não inclui apenas o dinheiro faturado com lançamentos de CDs e turnês referentes a eles.

    starisborn.vídeo.forbesLady Gaga, por exemplo — em cartaz com "Nasce uma estrela", filme em que contracena com Bradley Cooper — incluiu o longa metragem como parte do seu faturamento para o ranking, já que o filme tem uma trilha sonora quase toda interpretada por ela.

    Rihanna, por sua vez, incluiu seus lucros na Fenty Beauty e Savage Lingerie, marcas de cosméticos e lingerie, respectivamente, lançadas por ela.


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    RIO — Cerca de cinco minutos de "Nightflyers", nova série baseada na obra de mesmo nome de George R. R. Martin, que também é produtor executivo da série, foram divulgados nesta quinta-feira.

    Links.NightflyerDe autoria do escritor da série de livros "As crônicas do gelo e fogo", que originou o sucesso "Game of Thrones" (HBO), a obra futurística se passa em uma nave espacial, a Nightflyer, na qual oito cientistas e um poderoso telepata embarcam em expedição para o centro do sistema solar, com objetivo de encontrar possíveis extraterrestres.

    Video.Nighflyer

    No trecho divulgado, a atriz Gretchen Mol (de "Boardwalk Empire: O Império do Contrabando", da HBO) aparece apreensiva como a cientista Agatha Matheson, além do ator Angus Sampson (de "Fargo", produzida pelo FX), que na cena segura um machado, como o personagem Rowan.

    "Nightflyers" tem como roteirista Jeff Buhler, que também compõe a produção executiva da série, junto a Daniel Cerone. Além deles, a produção executiva também será feita por Martin, Doug Liman, Gene Klein e David Bartis, os dois últimos de "Suits". Andre McCarthy, de "Orange is the New Black", será diretor de produção. O episódio de estreia foi dirigido por Mike Cahil, de "I Origin".

    A série, que teve um filme com o mesmo nome produzido em 1987, está sendo produzida pela Universal (NBCUniversal), com co-produção da Netflix, que tem direitos sobre sua exibição fora dos Estados Unidos. "Nightflyers" será mundialmente lançada em dezembro.


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    O grupo de rock americano Weezer divulgou mais um single do seu novo álbum, intitulado "Zombie Bastards". O aguardado "The Black Album" será lançado pelo quarteto californiano em março de 2019, pela Crush/Atlantic.

    Links.WeezerA nova faixa é lançada no mês seguinte a "Can't Knock The Hustle", o primeiro single, aumentando a ansiedade dos fãs para o lançamento do 12º disco do grupo. O Weezer começou sua trajetória em 1992 e, desde então, passou por quatro mudanças na formação.

    Video.WeezerO processo criativo do vocalista, Rivers Cuomo, foi quase todo em frente ao piano, onde compôs a maioria das músicas do álbum, segundo a "NME", revista britânica de música.

    Conforme divulgado no release de lançamento, "The Black Album" tem referências musicais que passam pela banda virtual Gorillaz, pelo grupo de rock experimental alemão Can e pelo Pink Floyd.

    Vídeo.Weezer.2Para o próximo ano, o quarteto já divulgou datas de turnê pelo Reino Unido, durante o próximo verão no hemisfério norte, começando pelo dia 29 de junho de 2019. Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 30.


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