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    RIO — Em "Tal pai, tal filha", comédia lançada este ano na Netflix, o casal negro Dan e Beth tem pouco mais de 10 minutos de cenas e falas restritas na história de uma workaholic (Kirsten Bell) que, largada no altar, carrega o pai ausente (Kelsey Grammer) para sua lua de mel num cruzeiro. Mas, embora coadjuvantes, os atores Leonard Ouzts e Blaire Brooks estampam o pôster do filme que apareceu para a escritora americana Stacia L. Brown na plataforma de streaming, conforme ela relatou no Twitter.

    Stacia, que também é negra, continuou a navegação e percebeu que, na imagem de "Simplesmente amor", comédia romântica de 2003, quem estampava o cartaz era Keira Knightley e Chiwetel Ejiofor, este último com papel pequeno até mesmo dentro da historieta do filme que é composto de várias narrativas.

    Thread Stacia L Brown

    Apresentadora do podcast "The receipts podcast", Tolani Shoneye ficou com a mesma percepção de Stacia e afirmou ao jornal britânico "Guardian": "É invasivo! É o lado perverso do marketing! Tinha percebido isso há um tempo com um filme de Zac Efron que já tinha visto, mas que era mostrado para mim pela Netflix como se fosse um filme do Michael B. Jordan".

    Testamos a busca no perfil de dois repórteres do GLOBO. O filme "O plano imperfeito", que tem dois protagonistas brancos, aparece de formas distintas para a repórter negra (na imagem no alto) e para o repórter branco (na outra foto).

    netflix_montagem2.jpg

    "Infeliz coincidência"

    Em nota (a íntegra está abaixo), a Netflix negou que personalize as ofertas de séries e filmes de acordo com a etnia de seus usuários, dado que afirma desconhecer ao cadastrar seus clientes — mesmo daqueles que usariam a conta do Facebook para verificação de informações.

    A plataforma diz ainda que o algoritmo das ofertas é 100% automatizado e funciona com base nos hábitos de consumo e navegação dos perfis (uma conta, inclusive, pode ter mais de um perfil vinculado). Logo, diz a empresa, mesmo que um usuário tenha predileção por conteúdo japonês, como os animes, não teria como garantir que ele seja uma pessoa japonesa.

    O episódio relatado por Stacia foi uma "infeliz coincidência", continua a Netflix, que, desde o final do ano passado, vem usando como estratégia a divulgação de vários cartazes para um mesmo produto, muitas vezes explorando personagens secundários.

    Leia a nota completa da Netflix completa:

    "Rumores de que analisamos dados demográficos para personalizar as artes das produções não são verdadeiros. Nós não solicitamos aos membros sua raça, gênero ou etnia, por isso não podemos utilizar essas informações para personalizar suas experiências individuais na Netflix. A única informação que usamos é o histórico de visualização de cada membro. Em relação às thumbnails dos shows, elas diferem e mudam regularmente. Isso é para garantir que as imagens que mostramos sejam úteis para decidir quais conteúdos assistir."


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    RIO — Cria do teatro, por onde transitava artisticamente antes de abraçar a música, a cantora e compositora mineira Julia Branco formatou “Soltar os cavalos” (Natura Musical) como se fosse um roteiro cênico, com início, meio e fim. A provocação veio do conterrâneo Chico Neves, experiente produtor que traz no extenso portfólio trabalhos com Los Hermanos (“Bloco do eu sozinho”), Paralamas do Sucesso (“Hey na na”) e O Rappa (“Lado B lado A”). Links nova MPB

    Foram as palavras e a escrita de Julia que reforçaram a parceria iniciada em 2015, quando Chico produziu o primeiro e único disco da banda Todos os Caetanos do Mundo, pela qual a cantora foi revelada. E são elas, enfim, que norteiam o trabalho de 11 faixas que Julia volta a apresentar no Rio, nesta quarta-feira, na Etnohaus, um mês e meio após a estreia no Teatro Ipanema, elogiada por André Midani.

    — Propus que não fosse um disco de cantora num formato tradicional. Chegamos no estúdio com a ideia de criar tendo como base apenas os textos e a voz de Julia. Ela ia cantando as melodias, e eu e Luiza (Brina, integrante do grupo Graveola e coarranjadora do disco) criávamos os arranjos para acompanhar, de forma orgânica, experimentando com violão e sintetizadores. Chegamos sem saber que caminhos tomaríamos, e fomos surpreendidos — relembra Chico, que topou sair do estúdio para fazer parte da banda (no violão, baixo e programações), após uma década longe dos palcos. Julia Branco

    Filha de um casal de escritores — a mãe, Lucia Castello Branco, é coautora da faixa “Estrela” —, Julia cita referências literárias de diferentes gerações, passando por Clarice Lispector, Manoel de Barros, Lygia Fagundes Telles e Alice Ruiz e nomes mais atuais, como Matilde Campilho e as compositoras Letícia Novaes (parceira em “30 anos”) e Luiza Lian. Após juntar o material escrito nos últimos três anos, a mineira se deparou com uma obra baseada na vulnerabilidade do ser humano, em seus medos, na mudança de ciclos, na chegada dos 30 anos, no feminismo, que fazem de “Soltar os cavalos” uma obra feminina, atual e política, mas “aberta ao diálogo”.

    — Eu gosto muito de usar a frase “a delicadeza tem uma potência revolucionária”. Quando montei esse roteiro, vi que o trabalho estava muito feminista. Não foi algo pensado, nasceu da minha intimidade, da minha escrita e do meu universo. E eu recebo feedback de amigos homens que falam que o disco traz coisas profundas desse universo, mas que eles conseguem ouvir sem se sentir agredidos, sem estar fora da conversa. Cada um luta de sua maneira, mas eu gosto do caminho da escuta, da troca — diz Julia. Soltar os cavalos | Julia Branco | vídeo-álbum oficial

    O apreço pela troca faz com que a artista chame “Soltar os cavalos” de um “disco solo entre aspas”. Todo o processo acabou por ser colaborativo, desde a composição, a criação dos arranjos até sua concepção visual. Isso porque, após a aprovação do projeto em edital de patrocínio, o trabalho foi lançado também como um álbum-visual, com seis faixas cujos clipes foram dirigidos por seis diretoras diferentes.

    — Desde que pensei nesse disco eu falava que queria ver esse trabalho em outras experiências artísticas. “Soltar os cavalos” tem suas dramaturgias enquanto disco, vídeo-álbum e show — cita a artista, que chama o palco de casa. — Sou feliz por ser uma mulher com microfone hoje. Estamos num momento desesperador, ao mesmo tempo que as mulheres estão colocando coisas para fora e conseguindo se expressar com mais acolhimento. O disco e o show são, por fim, um grande discurso de liberdade.

    SERVIÇO

    Julia Branco — “Soltar os cavalos”

    Onde: Etnohaus — Rua das Palmeiras 26, Botafogo (4107-8406).

    Quando: Nesta quarta-feira, às 20h.

    Quanto: R$ 20.

    Classificação: Livre.


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    RIO — Solução encontrada pelo Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio para enfrentar a crise financeira e garantir recursos para os próximos anos, a venda da tela “Nº 16” (1950), do americano Jackson Pollock (1912-1956), será efetuada no dia 15 de novembro, pela Phillips de Nova York. O valor, contudo, poderá ser menor do que o previsto anteriormente, conforme publicou nesta segunda o colunista Ancelmo Gois, de O GLOBO: inicialmente avaliada em US$ 25 milhões (R$ 92 milhões), a tela tem arrecadação estimada em US$ 18 milhões (R$ 66 milhões) pela tradicional casa de leilões.

    — A obra será a principal pintura do nosso leilão de Arte do Século XX e Contemporânea, no dia 15 de novembro. Nossa avaliação é que será vendida por cerca de U$ 18 milhões, mas nunca sabemos por quanto uma obra pode ser arrematada. Esperamos que ela atraia muitos interessados — comenta Michael Sherman, diretor de Comunicação da Phillips.

    Pollock MAMDoado ao MAM pelo empresário e político americano Nelson Rockefeller em 1954, o óleo é pequeno se comparado a outras telas de Pollock (tem 56,7 centímetros em cada lado), mas pode atingir altas cifras devido à procura de obras do artista no mercado. Para a instituição, a tela também tem grande valor histórico: foi uma das cinco obras a escapar intacta do incêndio que destruiu praticamente todo o acervo MAM em 1978.

    "Sem alimentar polêmicas"

    A tela será colocada à venda junto a outras obras de importantes artistas do século passado, como Joan Miró (“Femme dans la nuit”, de 1945), Jean-Michel Basquiat (sem título, de 1981) e Robert Motherwell (“Open Nº 153: In scarlet with white line”, de 1970). A proposta é que o valor arrecadado com a venda seja transformado num fundo administrado por uma instituição financeira, com seu uso gerido por um comitê e submetido a auditoria.

    75773517_RS Rio de Janeiro RJ 23-03-2018 Tesouros dos acervos Na foto Jackson Pollock. Foto Roberto.jpg— Nossos especialistas avaliam cada obra de arte que leiloamos para chegar a uma estimativa apropriada para cada pintura ou escultura. Eles levam em conta vendas de obras similares do mesmo artista, procedência, o estado do trabalho, entre outros aspectos — diz Sherman.

    Na época de seu anúncio, a venda do Pollock gerou controvérsia entre artistas, marchands, curadores e outros profissionais do meio, que chegaram a divulgar um manifesto com mais de 150 assinaturas contra o negócio. Presidente do MAM, Carlos Alberto Chateaubriand, o Bebeto, preferiu não comentar a diferença de R$ 26 milhões entre o valor previsto inicialmente e o estimado pela casa de leilões novaiorquina.

    — Agora está na mão da Phillips, não estamos mais nos pronunciando a respeito do Pollock — diz Bebeto, que não deve viajar para Nova York, preferindo acompanhar o leilão pela internet. — Este assunto deu o que tinha que dar, tudo o que podíamos fazer para garantir uma boa venda já foi feito. Não quero mais alimentar essa polêmica, agora é torcer para que o melhor aconteça com a obra.

    78827300_SC Rio de Janeiro RJ 11-09-2018 - Entrevista com Bebeto Chateaubriand Presidente do MAM-RJ.jpgPresidente da Bolsa de Arte do Rio, Jones Bergamin faz avaliações de obras de instituições brasileiras para o cálculo de seguros, entre outros serviços. Há cerca de um ano, ele avaliou o Pollock em US$ 16 milhões (R$ 60 milhões). Contudo, acredita que a obra possa atingir cifras mais altas.

    — US$ 18 milhões é um valor significativo, mas esse é o preço mínimo de contrato, que a casa de leilões não pode vender por menos. Pelo que vi nos últimos anos em vendas de obras de Pollock do mesmo período, pode ser que chegue aos US$ 20 milhões ou um pouco mais — observa Bergamin, que acompanhará o leilão em Nova York. — Se alguma instituição americana se interessar por ele, a disputa entre compradores pode elevar o preço.


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    RIO — "Baby, mais uma vez”, suplicava uma Britney Spears de uniforme escolar e maria-chiquinhas trançadas, em 23 de outubro de 1998, data do lançamento de “...Baby one more time”. Vinte anos depois do single que a projetou rumo ao estrelato mundial, são seus fãs que clamam por mais um pouco desse atrevimento juvenil que marcou a carreira da estrela pop: na última sexta-feira, a cantora de 36 anos anunciou que vai retornar a Las Vegas para outra “residência”. A partir de fevereiro, ela baterá ponto no teatro do cassino Park MGM com o novo show, “Domination”. Links Britney Spears

    Como ela está sem lançar discos desde 2016, o novo espetáculo não deve ir além do que Britney já apresentou na sua primeira estadia em Las Vegas, realizada entre 2013 e 2015. Com o sugestivo nome de “Piece of me” (“Pedaço de mim”), a residência (que arrecadou US$ 135 milhões) foi mais um caso de sucesso na carreira da cantora, ao mesmo tempo em que a manteve confinada ao seu próprio passado.

    — Toda a retórica da Britney é pautada na ideia memorialística do que ela já foi. Existe um julgamento estético do corpo dela pautado pela nostalgia: os fãs julgam sua performance de acordo com os movimentos de dança que ela fazia antes. É como se o valor da Britney fosse ser o que ela já foi — aponta o professor de Comunicação Thiago Soares, que comanda pesquisas sobre música pop na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Hoje, o artista também deve ser um social media. Nesse sentido, a Britney foge à regra: ela se relaciona com as redes sem sintonia com as tendências estéticas ou políticas

    Manter-se atual é um desafio para qualquer artista, claro. Mas chama atenção que Britney, de 36 anos, precise apelar à nostalgia para vender ingressos. Nascida no mesmo ano que a colega, em 1981, Beyoncé vive o auge de sua carreira agora. E, quando tinha a mesma idade, Madonna lançava “Bedtime stories” e ainda emplacaria no futuro discos de sucesso como “Ray of light” e “Music”. Relembre os altos e baixos de Britney Spears

    A própria trajetória de Britney ajuda a entender o seu descompasso com a música pop atual. Desde os tempos do Clube do Mickey (programa do Disney Channel que ela apresentou nos anos 90 ao lado do ex Justin Timberlake e da rival Christina Aguilera), ela fez sua carreira seguindo a cartilha tradicional da indústria fonográfica. Sua presença forte na web é, até hoje, muito mais mérito de seus fãs. Autointitulados “B-army” (exército B), muitos deles conheceram Britney na mesma época em que os lares começavam a ganhar acesso à internet, conforme observa um dos administradores da página do Facebook Britney Spears Brasil, o jornalista Otávio Daros.

    — Hoje, o artista também deve ser um social media. Nesse sentido, a Britney foge à regra: ela se relaciona com as redes sem sintonia com as tendências estéticas ou políticas, o que não deixa de ter algum grau de originalidade — observa ele, em alusão ao estilo caseiro do Instagram da cantora, mais rico em frases motivacionais e fotos dos filhos do que em publicações estrategicamente calculadas.

    Tutela legal do pai

    Mesmo na atual fase “tranquilona” de Britney, cada passo seu continua sendo acompanhado de perto. Na sua sombra, paira o famoso “colapso” onze anos atrás, quando, após raspar a cabeça, a estrela atacou o carro de um paparazzi. Desde o episódio, a cantora vive sob a tutela legal do pai, Jamie Spears.

    Coordenador do fã-site BritneyOnline.com.br e também pesquisador da cultura dos fãs, o professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Alan Mangabeira explica a situação:

    — De 2013 para cá, vejo a Britney em uma relação desconfortável com a fama. Há uma preocupação dos fãs em ver se ela está se divertindo no palco ou se ela está lá forçada. Infelizmente, isso acaba ocasionando um consumo ainda mais intenso de notícias sobre ela, porque eles tentam descobrir o que está acontecendo.


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    RIO — O ator Sean Bean, que interpretou o patriarca Ned Stark na primeira temporada de "Game of thrones", deixou escapar uma boa notícia para os fãs mais saudosistas da série. Durante entrevista ao "The Hollywood Reporter", Bean afirmou que a HBO gravou secretamente um especial que reúne todo o elenco pela última vez.

    Enquanto finalizava a oitava e última temporada da série de fantasia, que vai ao ar no primeiro semestre de 2019, a produção colocou membros antigos e atuais do elenco lado a lado para um especial filmado em Belfast, na Irlanda. O comediante Conan O’Brien foi convidado para ser o apresentador.

    Links Game of thrones

    “Eles decidiram reunir todos os personagens para um grande especial em Belfast e O'Brien meio que mediou a ocasião", disse o ator à publicação.

    Algumas especulações começaram a surgir entre os fãs após o ator Jason Momoa, que interpretou o temido guerreiro Khal Drogo também na primeira temporada, ser flagrado na cidade irlandesa durante as filmagens da última temporada.

    Como a HBO ainda não confirmou a existência do especial, não existe data prevista para sua exibição.


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    BRASÍLIA — Quase dois meses após um incêndio ter destruído o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, o Ministério Público Federal (MPF) expediu nesta segunda-feira recomendações a seis museus administrados pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) para que elaborem planos de gerenciamento de riscos e de prevenção e combate a incêndio e pânico. Os prazos para elaboração dos projetos vão de 90 a 180 dias, e a implementação deve acontecer em, no máximo, um ano.

    Museu Nacional - 22.10O órgão recomenda também que os projetos sejam aprovados pelos Bombeiros e pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). Foram enviadas recomendações aos Museus de Arte Sacra da Boa Morte (GO), Nacional de Belas Artes (RJ), da Inconfidência (MG), das Bandeiras (GO), Imperial (RJ) e das Missões (RS). A execução das medidas será acompanhada pelo MPF e, caso as recomendações não sejam atendidas, a Justiça poderá ser acionada.

    Batizada de “Manutenção de Prédios Históricos em Risco”, a ação do MPF foi elaborada pela Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, que fiscaliza o estado e as condições de manutenção de museus situados em prédios históricos em todo o país. Além dos procedimentos, a ação coordenada do MPF também acompanha a situação dos seis museus federais no Rio de Janeiro. São eles: Museu da República, Museu Nacional de Belas Artes, Museu Villa-Lobos, Museu da Chácara do Céu e Museu do Açude, além do próprio Museu Histórico Nacional que também é alvo de inquéritos civil e policial.

    Levantamento do Ibram mostrou que nenhum desses seis museus federais possui alvará do Corpo de Bombeiros para funcionamento. O Arquivo Nacional e a Biblioteca Nacional, ambos no Rio de Janeiro, não constavam na lista inicial da ação coordenada, mas também estão sendo acompanhados pelo MPF.

    *Estagiário, sob a supervisão de Robson Bonin


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    RIO — O diretor Guillermo del Toro, vencedor do último Oscar com "A forma da água", vai finalmente tirar um antigo projeto da gaveta. Para a Netflix, ele vai filmar sua versão da história do clássico personagem Pinóquio em animação stop-motion — a primeira de sua carreira.

    "Nenhuma forma de arte influenciou mais a minha vida e meu trabalho do que a animação, e nenhum personagem na história teve uma conexão pessoal tão profunda como Pinóquio", afirmou o diretor em um comunicado.

    Links Netflix

    A história, segundo ele, vai retratar o boneco de madeira como uma "alma inocente com um pai distante". Perdido em um mundo que não consegue compreender, ele embarca em uma aventura que, segundo o diretor, "o faz ter um melhor entendimento sobre seu pai e o mundo real".

    "Sempre quis fazer esse filme", conta o diretor.

    Mark Gustafson, que trabalhou com Wes Anderson em "O fantástico Sr. Raposo", irá co-dirigir o filme ao lado de del Toro. As produtoras The Jim Henson Company e ShadowMachine vão trabalhar na animação enquanto a Mackinnon and Saunders, conhecida por "A noiva cadáver", de Tim Burton, vai confeccionar os bonecos para as fimagens.


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    RIO — Depois de se envolver com a continuação de "Space Jam", clássico dos anos 90 que mistura animação e atores reais, a estrela do basquete LeBron James agora pode ressuscitar um antigo monstro do cinema. Segundo o site "Bloody Disgusting", uma parceria entre as produtoras Vertigo Entertainment e a SpringHill Entertainment, esta fundada por LeBron, pode trazer de volta a franquia "Sexta-feira 13" e o assassino Jason Vorhees.

    O momento parece apropriado já que outro retorno de uma franquia de terror — "Halloween" — bateu recordes e acumulou pouco mais de US$ 77 milhões no seu fim de semana de estreia. É a segunda maior bilheteria para a estreia de um filme de terror, ficando atrás apenas de 'It: a coisa", produção da Vertigo que arrecadou US$ 123 milhões.

    Links LeBron James cinema

    O jogador também é fã confesso de terror e do personagem. Ele já declarou sua paixão por Jason nas redes sociais em duas oportunidades, uma delas com uma foto vestindo a icônica máscara de hóquei utilizada pelo assassino.

    Instagram LeBron


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    BRASÍLIA — O Museu Imperial, em Petrópolis (RJ), e o Museu Nacional de Belas Artes, no Centro do Rio de Janeiro, funcionam sem um projeto de prevenção a incêndio, sem um plano de gestão de riscos e sem alvará de funcionamento. No caso do Museu Imperial, que foi a residência de verão de D. Pedro II e onde estão 55 mil títulos relacionados à história brasileira, existe um "gravíssimo risco diário de sofrer dano irreparável".

    Museu Nacional - 22.10As informações foram registradas pelo Ministério Público Federal (MPF), em recomendações para que os dois museus se adequem e elaborem, em seis meses, um plano de prevenção e combate a incêndio, devidamente aprovado pelo Corpo de Bombeiros. A mesma recomendação foi feita a outros quatro museus, fora do Rio.

    O apontamento feito pelo MPF em relação ao Museu Imperial corrobora o que foi demonstrado em auditoria do Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU). Reportagem publicada pelo GLOBO em 12 de setembro revelou que, três anos depois de a CGU apontar problemas de segurança – com risco à preservação das obras – em 28 dos 30 museus sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), sete museus seguiam sem reparos. Entre eles está o Museu Imperial. "A inexistência de laudos de vistoria atualizados do Corpo de Bombeiros demonstra fragilidades na gestão de segurança patrimonial do Museu Imperial", escreveram os auditores da CGU.

    A recomendação do MPF, expedida no último dia 5 pela procuradora da República Monique Cheker, afirma que informações do próprio Ibram apontam que o Museu Imperial "não possui elaboração conclusiva do plano de gestão de riscos, alvará de funcionamento ou sequer aprovação definitiva do projeto de prevenção a incêndio e pânico, pelo Corpo de Bombeiros". "O Museu Imperial, sem um plano de prevenção, aprovado pelo Corpo de Bombeiros e pelo Iphan, bem como plano de gerenciamento de riscos, corre gravíssimo risco diário de sofrer dano irreparável", afirma a procuradora.

    O museu abriga 8 mil itens de uma coleção de obras raras e a pena de ouro usada pela princesa Isabel para assinar a Lei Áurea. Já o Museu Nacional de Belas Artes é um edifício de 1908 erguido para sediar a Escola Nacional de Belas Artes, sucessora da Academia Imperial de Belas Artes. Segundo o museu, é a instituição com a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século 19, com 70 mil itens, entre pinturas, gravuras e esculturas. Entre esses objetos estão peças da coleção de D. João VI deixadas no Brasil após o retorno a Portugal, em 1821.

    A recomendação do MPF relacionada ao Museu Nacional de Belas Artes cita ação civil pública movida após o incêndio no Museu Nacional, em 2 de setembro. O incêndio destruiu o museu, considerado um dos mais importantes da América Latina. O MPF chegou a pedir, na ação, a interdição de seis museus por falta de condições de segurança, entre eles o de Belas Artes, o que foi negado pela Justiça.

    A ação quer condenar o museu "na obrigação de fazer consistente na elaboração de laudo técnico conclusivo acerca das condições das instalações elétricas e hidráulicas, bem como na aprovação de plano de prevenção contra incêndio e pânico com o respectivo certificado de aprovação (alvará) do Corpo de Bombeiros do Rio", cita a recomendação, assinada no último dia 8. Segundo o MPF, um projeto executivo de restauração do museu está em andamento, com previsão de entrega em 25 de novembro. "Há, portanto, possibilidade de inclusão de plano de prevenção e combate a incêndio e pânico e plano de gerenciamento de riscos por meio de termo de aditivo", afirma o procurador Renato Machado na recomendação.

    Receberam recomendações semelhantes do MPF os Museus de Arte Sacra da Boa Morte e o das Bandeiras, em Goiás; da Inconfidência, em Minas Gerais; e das Missões, no Rio Grande do Sul. O MPF pede que o plano de gerenciamento de riscos, a ser concluído em seis meses, seja implementado em no máximo um ano.

    A museóloga Muna Raquel, que integra a comissão de gestão de risco do Museu Imperial, disse que a contratação da empresa que prepará a documentação para obtenção do alvará está em "fase final", com previsão de que seja finalizada até o fim do ano. É o mesmo caso da contratação de uma brigada de incêndio, com bombeiros civis, segundo ela. Muna afirmou ainda que o museu pediu ao MPF ampliação do prazo para conclusão do plano de riscos, de seis para oito meses. A execução deve consumir entre um ano e um ano e meio, conforme a museóloga.

    — A gente não tem um sistema de combate a incêndio nos moldes previstos, mas o museu tem hidrantes próprios, cobrindo todo o perímetro da instituição, e 120 mil litros de água dispostos em caixas e cisternas do próprio museu — disse Muna.

    O Museu Nacional de Belas Artes, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que o Corpo de Bombeiros fez uma vistoria para que se obtenha o alvará. Em nota publicada no site do museu em setembro, a instituição sustentou ter "diversos dispositivos de prevenção de incêndio e de segurança". Segundo a nota, o Corpo de Bombeiros já aprovou o projeto de segurança contra incêndio. O museu oferece condições para visitação e recebe 100 mil visitantes por ano, conforme o comunicado.


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    RIO — Sucesso na TV americana, o talk-show com o comediante John Oliver, "Last week tonight", tem espectadores no mundo inteiro através do canal HBO e da internet. No episódio exibido no dia 7 de outubro nos Estados Unidos, o programa teve como tema as eleições presidenciais brasileiras, com Oliver fazendo críticas ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e outras à campanha eleitoral do PT. Porém, o programa não foi exibido no Brasil e não entrou na lista dos episódios no site da HBO Go. Procurada pela reportagem, a HBO Brasil ainda não se manifestou sobre o ocorrido.

    No 25º episódio da quinta temporada do programa, o que foi suprimido pelo canal, o apresentador chama Bolsonaro de "terrível ser humano". São citadas as acusações de homofobia, racismo e comportamento antidemocrático feitas ao candidato do PSL. Oliver também faz piadas com a associação feita pela campanha petista entre o candidato Fernando Haddad e o ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba: "É um insulto à inteligência das pessoas". O bloco de 16 minutos pode ser visto no Youtube.

    John Oliver Bolsonaro

    O talk-show também mostra alguns casos recentes de candidatos com nomes exóticos que tentaram se aventurar na política brasileira. Entre eles o "Homem-Aranha do Amapá" e o "Geraldo Wolverine". Ao final, Oliver diz que qualquer candidato é melhor do que Bolsonaro: "Lula diet (em referência a Haddad) é melhor, Homem-aranha é melhor (...) Bolsonaro não reflete o que vocês são de melhor, Brasil", diz.

    Na plataforma de streaming do canal, o HBO Go, o programa não foi disponibilizado até o momento. Após o episódio 24 da quinta temporada do programa, o catálogo oferece diretamente o episódio 26, pulando a edição dedicada às eleições brasileiras (veja na imagem abaixo).27395db1-9a7c-451f-bce6-1986ebaa10ec.JPG

    Na TV o programa também não foi veiculado. Ele deveria ter sido exibido no Brasil no dia 8 de outubro, um dia após ter ido ao ar nos EUA (e no dia seguinte ao primeiro turno das eleições brasileiras). No entanto, na ocasião, a HBO reprisou o episódio 24. Na semana seguinte, o canal exibiu o episódio 26.

    Em junho, o Supremo Tribunal Eleitoral (STF) derrubou a regra que impedia sátiras a políticos em período eleitoral. Ou seja, do ponto de vista legal, não há restrição para a exibição do conteúdo pela HBO Brasil.


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    NOVA YORK — Cinéfilos, regozijai-vos! A biblioteca do congresso americano abriu os arquivos da sua National Screening Room ("Sala Nacional de Vídeos", em tradução livre), uma coleção de filmes digitalizados, comerciais, cinejornais e pequenos vídeos. Segundo a organização da biblioteca, a maioria dos filmes está em domínio público e disponível para download. Outros apenas para streaming.

    A National Screening Room é uma espécie de cápsula do tempo: os vídeos compreendem o período de 1890 até 1999, capturando um amplo espectro do estilo de vida americano. Os destaques incluem vídeos caseiros assinados pelos compositores George e Ira Gershwin, edições do "All-American News", um cinejornal voltado para o público negro em meados do século XX, além de uma seleção de filmes educativos sobre saúde mental dos anos 1950.

    Os nova-iorquinos vão se divertir com um curta-metragem mudo de 1905 que mostra um novo metrô percorrendo da rua 14 até a 42, meses após a inauguração da linha subterrânea. E, antes das manifestações de Stonewall agitarem Manhattan, manifestantes em Filadélfia foram filmados durante o "Reminder Day Picket", uma das primeiras demonstrações do orgulho gay.

    A biblioteca diz que é o maior arquivo de vídeos do mundo, com mais de 1,6 milhão de itens. Cerca de 300 vídeos estão disponíveis online, e novos conteúdos serão adicionados a cada mês.


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    Conteúdo exclusivo para assinantes, acesse no site do globo.

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    RIO — O inglês Roger Waters chega aos 75 anos com um legado que poucos seres humanos pode superar: sob sua visão artística, o grupo Pink Floyd gravou os álbuns “The dark side of the moon” (1973), “Wish you were here” (1975), “Animals” (1977) e “The wall” (1979). Não apenas clássicos do rock de cabo a rabo, mas peças complexas em que Waters investigou os limites da loucura individual (e coletiva) e os devolveu em forma de canções.

    É esse legado que ele celebra na noite de quarta-feira, no Maracanã, à frente da turnê “Roger Waters — Us + Them”, com o qual passou— sem deixar tijolo sobre tijolo — por São Paulo, Brasília, Salvador e Belo Horizonte.

    Com ingressos de pista e cadeiras inferiores sul esgotados, o show é uma reconstrução sonora e visual de cada um dos álbuns do Pink Floyd mencionados, mais algumas canções do mais recente álbum solo de Roger Waters, “Is this the life we really want?” (2017). Roger Waters

    Afastado do Floyd desde 1985 (a banda seguiu adiante com o guitarrista David Gilmour no controle, entre idas e vindas, até 2014), o cantor e baixista hoje toca as suas canções com um grupo do qual fazem parte o guitarrista Jonathan Wilson e as vocalistas Jess Wolfe and Holly Laessig (do duo Lucius).

    Um dos maiores discos de rock de todos os tempos (e um prodígio de engenharia de gravação para a sua época), “The dark side of the moon” abre a noite com canções como “Speak to me”, “Breathe”, “One of these days”, “Time” e “The great gig in the sky” (ponto alto da participação das cantoras do Lucius). É a hora em que o show visual é composto por feixes de laser, recriando o efeito do prisma da capa do disco.

    Do lado B do álbum, vêm mais à frente “Money”, “Brain damage” e “Eclipse” — durante a qual, no primeiro show, em São Paulo, Waters pôs no telão o nome do candidato à presidência Jair Bolsonaro como o de um dos neofascistas que ameaçam o mundo (o que provocou na plateia uma divisão entre os que vaiaram e os que aplaudiram).

    O teor político do show segue alto na passagem por “Animals”, com as músicas “Dogs” e “Pigs (three different ones)”, na qual o público é presentado com o voo de um gigantesco porco inflável, sobre o qual, nos Estados Unidos, era projetado o rosto do presidente Donald Trump (o que também dividiu os espectadores por lá).

    “The wall”, ópera-rock sobre um astro da canção que, em gradual isolamento do mundo, embarca em delírios fascistas (e que Waters mostrou no Brasil, em 2012, em show separado), é outro pedaço fundamental de “Us + Them”.

    O inglês reproduz no telão toda a fantasia visual da história (que virou filme) e interpreta algumas de suas fortes canções: “Comfortably numb”, “Mother”, “The happiest days of our lives” e, principalmente, “Another brick in the wall (part 2)”, no qual é acompanhado por um coral infantil com camisetas em que se lê “resist” (“resista”).

    E no meio de tantos clássicos, de tanta emoção, ainda é possível ouvir “Déjà vu”, “The Last refugee”, “Picture that” e “Smell the roses”, canções do novo disco solo.

    “Roger Waters — Us + Them”

    Onde: Estádio do MaracanãRua Professor Eurico Rabelo, Maracanã (0800 062 7222).

    Quando: Quarta-feira, às 21h.

    Quanto: De R$ 110 a R$ 720.

    Classificação: 16 anos.


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    RIO — Em sua segunda passagem pelo Brasil, entre sábado e esta terça, Michelangelo Pistoletto participou de um encontro com o chinês Ai Weiwei no domingo, no Sesc Pinheiros, em São Paulo; fez uma palestra na Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, na segunda; e seguiu nesta terça para o Chile, onde inaugura seu primeiro solo na América Latina, “Cada ponto é o centro do universo, cada pessoa é o centro da sociedade”, no Museu de Arte Contemporânea de Santiago.

    Da capital chilena, ele segue para Buenos Aires (Argentina), Quito (Equador), Lima (Peru) e termina a viagem em Havana (Cuba), onde deve permanecer por mais 20 dias.

    Desprovido do supérfluo

    A agenda atribulada não tira o ânimo do italiano de 85 anos, referência da arte povera —“arte pobre”, em português, vanguarda italiana dos anos 1960 que aproximou a produção artística da vida cotidiana ao utilizar elementos comuns como papel, areia, madeira, cordas, feltro, numa tentativa de eliminar barreiras entre o público e o processo de criação. Links Ai Weiwei

    Conceitos que Pistoletto explorou em algumas de suas obras mais conhecidas, como as “Walking sculpture”, enormes esferas feitas de jornal, movidas pelos espectadores, ou nas célebres “pinturas de espelho”, nas quais o reflexo do público integra o trabalho, que estarão presentes na exposição chilena, curada pelo brasileiro Marcello Dantas.

    — O público tem geralmente um papel contemplativo, mas para mim arte nunca foi só olhar, e sim reagir — destaca o italiano. — Desde o início, precisei encontrar soluções para fazer com que as pessoas interajam. O trabalho individual de um artista não consegue mudar a sociedade, para isso precisa da participação de todos. A finalidade do trabalho não é a arte em si, mas sim que ela seja útil para toda a sociedade e não só para a carreira dos artistas.

    79436027_SC - Obras de Michelangelo Pistoletto referência da arte povera que passa pelo Rio antes de.jpgPara além da arte, Pistoletto leva sua compreensão de interação (e integração) à sociedade, como em seu conceito de “demopraxis”, uma proposta pós-ideológica de representação democrática, em que grupos e associações de pessoas teriam uma participação mais efetiva nas instâncias decisórias. Uma experiência que o artista acredita ser fundamental para a sobrevivência não só da arte, mas da democracia.

    — Vivemos um período crítico, e a arte é importante para criar n ovas consciências e soluções práticas para mudar a sociedade — defende o artista. — Todos têm a liberdade para criar, mas a partir deste momento você se torna responsável pelo papel que sua criação terá. Estamos diante de um momento chave, em que ou pensamos formas de recriar a democracia ou seremos reféns de modelos ditatoriais. Pobre significa essencial, desprovido do supérfluo. Com o advento da fotografia, o artista assumiu autonomia de pesquisa do fenômeno da arte. Essa autonomia total veio com a arte povera, poderíamos dizer que ela encerrou as antigas vanguardas

    Para o italiano,a arte povera não inovou ao trazer objetos cotidianos à criação artística, já que o dadaísmo e o neorrealismo já traziam propostas semelhantes. Em sua opinião, a maior contribuição do movimento à produção contemporânea foi trazer a fenomenologia à arte.

    —Pobre significa essencial, desprovido do supérfluo. Com o advento da fotografia, o artista assumiu autonomia de pesquisa do fenômeno da arte. Essa autonomia total veio com a arte povera, poderíamos dizer que ela encerrou as antigas vanguardas — observa Pistoletto. — O que estamos fazendo é a única vanguarda possível, que não se refere mais só à arte, mas à sociedade. A vanguarda da sociedade.


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    RIO — Em meio a uma campanha presidencial altamente polarizada, a versão em português do livro “Como as democracias morrem” foi parar no topo da lista de best-sellers locais da Amazon no Brasil, conforme noticiou a agência Bloomberg.

    Escrita pelos americanos Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, a publicação estabelece critérios para identificar possíveis líderes autocráticos, bem como a necessidade de normas institucionais para salvaguardar democracias. Professor da Universidade de Harvard, o coaturor Steven Levitsky disse à Bloomberg que "infelizmente" a obra está vendendo muito bem no Brasil.como-as-democracias-morrem-steven-levitsky-e-d-ziblatt.jpg

    "O motivo é que os brasileiros estão muito preocupados com sua democracia", afirmou Levitsky, por telefone, de Massachusetts. Especialista em América Latina que visitou o Brasil em agosto para discutir as perspectivas eleitorais, ele disse que os brasileiros estão alarmados com Jair Bolsonaro (PSL), "que está nostálgico do governo militar do Brasil e fez comentários de apoio à tortura e a execuções extrajudiciais". Steven Levitsky

    Ainda de acordo com Levitsky, o livro foi traduzido do inglês para cerca de uma dúzia de idiomas e só teve popularidade semelhante na Alemanha, onde, por razões históricas, as pessoas não consideram a democracia garantida.


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    RIO - A cantora Tracy Chapman está processando a rapper Nicki Minaj por violação de direitos autorais na música "Sorry", que Chapman alega incorporar letras e melodia vocal de seu sucesso "Baby, Can I Hold You" (de 1988) sem permissão. Chapman está pedindo indenização e uma ordem para impedir o lançamento oficial de "Sorry". Segundo os autos do processo, que corre em um tribunal de Los Angeles, a canção de Minaj "incorpora as partes mais reconhecíveis e memoráveis” de seu hit.

    Na ação, a cantora afirma que Minaj e seus representantes a procuraram em junho de 2018 para solicitar o uso da música, mas ela negou o pedido, que teria sido feito depois que a rapper já havia gravado "Sorry" para seu álbum "Queen". A faixa acabou não sendo incluída no álbum, lançado em agosto.71279388_INGLEWOOD CA - AUGUST 27 Nicki Minaj attends the 2017 MTV Video Music Awards at The Forum o.jpg

    De acordo com o processo, Minaj forneceu uma cópia da canção para Funkmaster Flex, um DJ popular de uma estação de rádio hip-hop novaiorquina, a Hot 97. Chapman afirma que o DJ promoveu o lançamento da música em seus canais de mídia social e a tocou no ar. 'Baby can I hold you'

    Minaj alegou que "não tinha idéia" de que a música continha trechos do hit e que, após descobrir, enviou vários tweets destinados à cantora. "Tracy Chapman, você pode por favor me bater", ela twittou em agosto. Ela também perguntou a seus fãs, em uma enquete, se deveria atrasar a libertação de "Queen" para esperar pela resposta de Chapman.

    "Chapman, através de seus próprios agentes e representantes, negou repetidamente pedidos pós-fato para usar a composição", diz o processo. Em outro tweet, Minaj disse: "Sis disse que não".

    O processo também faz menção a outro tweet de Minaj, já excluído, no qual - antes do lançamento de seu álbum - ela reconheceu a dúvida em ter que manter ou não a música em seu álbum, o que teria atrasado o lançamento de "Queen".

    Vencedora de quatro Grammys ( incluindo melhor nova artista e melhor canção de rock), Chapman foi uma referência na cena musical dos anos 1980 e 1990, tornando-se mais conhecida por músicas como "Fast Car" e "Give Me One Reason". Seu último álbum foi "Our Bright Future", de 2008.


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    SÃO PAULO - O filme brasileiro "Tito e os pássaros" está entre os 25 pré-indicados para o Oscar de melhor animação. O anúncio da lista completa foi feito nesta quarta-feira pela Academia de Artes e Ciência Cinematográficas de Hollywood.

    O longa dirigido por Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto estreou na mostra competitiva do Festival de Annecy, em junho, na França. No filme, Tito é um menino de 10 anos empenhado em combater uma epidemia de medo que deixa as pessoas assustadas e doentes.

    Trailer de 'Tito e os pássaros'

    O Oscar da categoria no ano passado foi para "Viva - A vida é uma festa", da Pixar. Os outros indicados foram "O poderoso chefinho", "A ganha-pão", "Ferdinando" e "Com amor, Van Gogh". As indicações ao Oscar serão reveladas em 22 de janeiro de 2019. O 91º prêmio anual da Academia será realizado em 24 de fevereiro de 2019.

    Segue a lista completa dos filmes:

    “Ana y Bruno”

    “O Grinch”

    “O homem das cavernas”

    “Luzes no céu: Fireworks”

    “Have a Nice Day”

    “Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas”

    “Os incríveis 2”

    “Ilha de cachorros”

    “The Laws of the Universe – Part I”

    “Liz and the Blue Bird”

    “Lu over the Wall”

    “MFKZ”

    “Maquia: When the Promised Flower Blooms”

    “Mirai”

    “The Night Is Short, Walk on Girl”

    “On Happiness Road”

    “Ralph Breaks the Internet”

    “Ruben Brandt, Collector”

    “Sgt. Stubby: An American Hero”

    “Sherlock Gnomes”

    “Pé pequeno”

    “Homem Aranha: No Aranhaverso”

    “Tall Tales”

    “Os Jovens Titãs em ação! Nos cinemas”

    “Tito e os pássaros”


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    NOVA YORK — Shirley Jackson escreveu em seu clássico romance de 1959, "A asssombração da casa da colina", um dos grandes parágrafos de abertura da história do horror, descrevendo a mansão condenada do título como insana, antes de terminar com a frase sinistra: "E tudo o que por lá andasse, andava sozinho".

    A nova série da Netflix, “A maldição da residência Hill” abre com uma leitura desta passagem, sugerindo fidelidade ao material original. Mas, se você ouvir atentamente, notará que a perspectiva mudou radicalmente, afastando-se do narrador original do livro.

    Links sériesA série é uma adaptação livre que ambiciosamente une os terrores de uma história de fantasmas com um intrincado drama familiar multigeracional. O homem que fala o monólogo de abertura é Steven Crain (Michiel Huisman), autor de um best-seller baseado na experiência de sua família em uma casa mal-assombrada chamado... "A asssombração da casa da colina".

    Em apenas alguns segundos, a série homenageia Shirley Jackson enquanto a apaga ao mesmo tempo, uma analogia adequada para essa produção que deve encantar e frustrar os fãs de terror em igual medida. Jackson ressurge no episódio seguinte, sob a forma de uma menina lendo o conto "A Loteria". Um mundo no qual Jackson escreveu "A Loteria", mas não "A asssombração da casa da colina" não faz sentido, mas em contos sobrenaturais, uma adesão rígida à lógica é claramente desnecessária.

    Outras versões

    Desafio do além.jpgToda adaptação de uma grande história de terror tenta implicitamente responder à mesma pergunta: que parte desse material de origem é a mais assustadora? O filme magistral de Robert Wise, "Desafio do além" (1963), baseava-se na ideia de que nenhum fantasma é tão assustador quanto a antecipação de sua chegada. O horror está na sugestão, na provocação do monstro que nunca mostra seu rosto.

    Stephen King, que uma vez tentou adaptar a obra de Jackson para uma série de TV chamada "Rose Red", reverenciava o livro e o filme, mas era cético em relação a sua extrema discrição, que ele classificava como "jogar pelo empate e não pela vitória". Além disso, conforme o cinema de horror se tornava mais direto e os efeitos especiais e maquiagem mais sofisticados, ficou cada vez mais difícil manter os monstros no armário.

    casa-amaldicoada.jpgO remake de Jan De Bont em 1999, também chamado "A casa amaldiçoada", privilegiou os efeitos visuais, o que explica em parte sua péssima reputação. Mas o filme constrói um argumento crível para o elemento mais assustador da história de Jackson: a própria mansão. De Bont mostra meticulosamente suas estátuas arrepiantes, portões de ferro e escadaria em espiral precária, e o design ornamentado e maravilhosamente excêntrico ofusca os atores em quase todas as cenas.

    Mike Flanagan, criador da série da Netflix e diretor de todos os episódios, seguiu um caminho completamente diferente. Embora sua série não seja cheia de sangue, ele mostra muito do sobrenatural, apresentando alguns fantasmas assustadores. E, o que é mais arriscado, se afasta mais da casa do que as adaptações anteriores, sacrificando um pouco da claustrofobia que uma boa história de casa assombrada pode gerar.

    A mansão é constantemente antropomorfizada no livro, mas em vez de usar o design para mostrar isso, Flanagan dá a um personagem um longo monólogo sobre como a casa é como um corpo.

    O passado assombra o presente

    Flanagan já dirigiu "Jogo perigoso", adaptação de Stephen King tão enraizada em um só cenário que até mesmo parece uma peça de teatro. Mas em sua versão de "A casa amaldiçoada", os terrores da mansão assombrada são menos importantes que os das pessoas e seus relacionamentos.

    Como outros diretores que contribuem para o atual renascimento do terror adulto, ele é atraído pela psicologia de personagens traumatizados, pela forma como as aparições podem ser a manifestação de um estado mental frágil.

    The Haunting of Hill House | Official Trailer

    Em vez de contar a história de um grupo de estranhos convidados para a casa por um médico estudioso do sobrenatural, a série se concentra nas relações disfuncionais de uma família que já se hospedou ali. O casal (Carla Gugino e Henry Thomas), com cinco filhos, então muda-se para a casa a fim de renová-la. Mas acabam pagando caro por isso e os acontecimentos assombram a vida de cada uma das crianças.

    O roteiro vai e volta da infância para a idade adulta, sublinhando como eventos horríveis se alojam na psique das personagens. Logo no início, vemos o pai frenético, reunindo seus filhos e fugindo para um hotel. O que aconteceu naquela noite paira sobre todos os dez episódios e, antes de revelá-lo, Flanagan mostra como o passado assombra o presente.

    O pior medo nessa versão não é andar sozinho, mas com seus parentes. Steven Crain escreve um livro que o torna famoso, mas também divide a família pois sua irmã Shirley (Elizabeth Reaser) acha que ele está explorando a tragédia familiar. Theodora (Kate Siegel) trabalha como psicóloga infantil, o que também traz memórias difíceis, e Luke (Oliver Jackson-Cohen) luta contra o vício. A criança mais abalada talvez seja Nell (Victoria Pedretti), cujo estado frágil ecoa o de Eleanor Vance do livro original e a leva de volta à casa e a uma reunião com toda a família. (Timothy Hutton interpreta a versão mais antiga do patriarca Crain.)

    house-hill01.jpgPara séries de terror — que tem uma tradição de vítimas mal construídas e de isolar pessoas em espaços ou cabanas na floresta em vez de movê-las em narrativas densas — isso é uma tonelada de enredo. Para não mencionar os vários discursos teatrais. Flanagan combina isso de forma inteligente, com surpresas para os fãs da trama original. É uma história intrincada, emocionante e abrangente, mas os sustos parecem ter sido deixados de lado.

    Os principais pontos de virada da série são construídos em cima de mentiras familiares, estranhas coincidências e decisões mais comuns em romances sobre a crise da meia-idade do que em contos góticos do sobrenatural. Se não fosse pelo eventual inseto rastejando para fora da boca de um cadáver ou pelo fantasma flutuante espiando debaixo da cama de uma criança, você poderia confundir “A maldição da residência Hill” com um drama familiar.


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