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    RIO - Mãe de Clara, de nove anos, a atriz Ingrid Guimarães conta que perceber que a filha não sabia da importância de Chico Anysio para a televisão brasileira foi um dos motivos que a levou a fazer um documentário sobre o humor nacional. Três anos após a ideia inicial, chega ao Viva no próximo sábado (27), às 19h15, a docussérie “ Viver do riso”. Dividida em dez episódios, a empreitada traça um panorama da comédia feita no país, dos tempos de Grande Otelo e Oscarito a fenômenos recentes como o Porta dos Fundos ou o youtuber Whindersson Nunes.

    — Queria fazer algo que minha filha pudesse encontrar em uma pesquisa para um trabalho da faculdade no futuro. A geração dela precisa saber quem foram Paulo Silvino, Agildo Ribeiro e Dercy Gonçalves — conta a atriz de 46 anos, que também viu no projeto uma forma de lidar com a passagem do tempo.

    — Comecei a pensar em como eu ia envelhecer sendo comediante. Então passei a refletir sobre como as pessoas que eu admiro envelhecem — explica Ingrid — Muitas vezes, o comediante é confundido com um palhaço triste quando ele envelhece, enquanto o ator dramático vira um ícone. links-comedia

    Inicialmente, a ideia do programa era promover encontros entre mestres da velha guarda do humor com estrelas do momento. Depois, Ingrid e o trio de diretores Tatiana Issa, Raphael Alvarez e Guto Barra (responsáveis também por “Fora do Armário”, da HBO), resolveram dividir as 90 entrevistas em episódios temáticos. Juntou-se a isso a descoberta, durante a entrevista com Fábio Porchat, de que o colega tinha filmado, anos antes, entrevistas com outros comediantes, entre eles, Anysio.

    — Tenho uma gratidão eterna pelo Fábio. Temos um programa inteiro sobre o Chico, e só faltava ele falando — explica Ingrid, que também recebe elogios:

    — A iniciativa dela é incrível, ainda mais por ser uma mulher comediante, porque é muito mais difícil para elas terem espaço no humor — comenta Fábio.

    Não por acaso, o primeiro episódio do programa é justamente dedicado às mulheres na comédia. Apesar de prestar homenagens aos antecessores, Ingrid também não se furta de confrontá-los em relação aos conteúdos machistas que costumavam ser regra.

    — Antes, o humor na televisão só tinha espaço para a feia ou a gostosa. Ou então a gente era a empregada doméstica da novela do Manoel Carlos, ou a amiga maluca da mocinha. Quando eu vejo que hoje a Tatá (Werneck) é protagonista de novela, percebo a mudança. Hoje, nós, comediantes, somo protagonistas de filme, fazemos campanhas publicitárias. A piada está com a gente — comemora Ingrid, que também destaca o aumento no número de mulheres nas salas de roteiro.

    A tortuosa questão dos limites do humor é outro assunto enfrentado com franqueza durante a série.

    — O Gregório (Duvivier) fala na sua entrevista que durante muito tempo o humor bateu nas mesmas pessoas que a polícia batia: negros, gays e pobres — lembra a atriz, ao mesmo tempo em que pondera que está difícil a vida para quem vive de riso no momento atual do país.

    — O humor precisa de liberdade, e estamos o tempo todo pisando em ovos. Outro dia, botei no meu Instagram uma charge de um homem jogando Rivotril no ar para acalmar a galera. Quase apaguei: começaram a falar que isso era um absurdo com as pessoas que estão tomando Rivotril...


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    Na novela ‘Espelho da vida’, Alain (João Vicente de Castro) roda um filme sobre o drama de Júlia Castelo (Vitória Strada). A jovem teria sido assassinada por Danilo (Rafael Cardoso) nos anos 1930. Inspirados na trama, pedimos que os atores contassem histórias suas que dariam bons roteiros para a tela grande.

    ‘No compasso do medo’

    Criado por Marcio Machado, o Sérgio na novela, a comédia dramática fala sobre um menino que resolve participar da brincadeira do compasso com amigos. Alguém diz que o espírito não vai mais deixá-los em paz, e ele entra em pânico. Levado à igreja para ser acalmado, o garoto sai de lá, após uns goles de água benta, cheio de medo para dormir por muitos dias.

    Protagonista: Vitor Machado, sobrinho do autor, medroso e dramático como o tio.

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    ‘A risada mais gostosa’

    Obra de Renata Tobelem, que interpreta Daniela, o filme narra a saga de uma jovem atriz em busca do reconhecimento profissional que sofre com a morte do pai. Com pedidos de texto negados por amigos, ela resolve criar a própria história e participar de um festival de humor. No fim, vence o evento e todos os prêmios naquele ano e faz da angústia uma força pra recomeçar.

    Protagonista: Tata Werneck.

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    ‘A coisa tá russa’

    Criação de Patrick Sampaio, que vive Felipe na novela, o longa acompanha a vida de um ator que vai à Rússia representar um filme num festival. Lá, ele, gay na produção, é colocado contra a parede por repórteres homofóbicos. Apesar do clima tenso, ele e a diretora conquistam a imprensa internacional. No fim, o filme sai vencedor, e eles viram símbolo da luta contra a homofobia.

    Protagonista: Cadu Libonati.

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    ‘Estrada nua’

    Com roteiro de Pedroca Monteiro, que vive Cláudio na trama, o road movie acompanha a saga de um casal que vai passar o Réveillon na costa do Peru. Guiados por mapas de papel, os dois passam a virada do ano numa reserva florestal. De manhã, se dão conta de que alguns pertences foram levados. Pelados e famintos, eles revigoram a relação.

    Protagonista: Cauã Reymond.

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    ‘Olhos de menina’

    O filme de Vera Fischer, que interpreta Carmo na história, acompanha a vida de dois pequenos irmãos proibidos pelos pais de acompanharem as festas que eles dão em casa. Eles ficam do alto da escada espiando o burburinho e glamour dos eventos. Encantada, ela entra num filme diferente a cada sábado. Já adulta e atriz consagrada, busca na menina que foi um dia inspiração para criar suas deusas.

    Protagonistas: Gabriel e Rafael Fischer.

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    ‘Portas da vida’

    Escrito por João Vicente de Castro, que vive Alain no folhetim de Elizabeth Jhin, o vídeo retrata a vida de um jovem que decide largar o teatro para investir na carreira de publicitário. Anos depois, abandona tudo e retoma o sonho de ser ator. Numa tacada precisa com amigos, cria o “Porta dos fundos”, um dos mais importantes canais de humor.

    Protagonista: Alexandre Nero.

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    NOVA YORK — Elton John começou a se despedir de Nova York na quinta-feira no Madison Square Garden, na primeira de duas noites por lá.

    Foi sua primeira parada na região da turnê que fará pelos próximos três anos, a “Farewell yellow brick road”, com um show de mais de duas horas e meia que mal consegue ter espaço para todos os seus sucessos.

    Embora a mais nova música do set, “Believe”, tenha sido lançada em 1995, alguns fãs nascidos naquele mesmo ano cantaram junto seus hits, que conquistaram a rádio pop americana no início dos anos 1970 e nunca desapareceram completamente. No mês passado, o rapper Young Thug lançou “High”, composta (com permissão entusiasmada de John) com base em “Rocket Man”, de 1972.

    Aos 71 anos, John há muito poderia se aposentar das turnês. Ele está na estrada desde 1969. Acumulou centenas de milhões de vendas, prêmios que vieram a reboque e fez a trilha de musicais de sucesso na Broadway (como “O Rei Leão” e “Billy Elliot”). Ao longo dos anos, cativou a atenção das plateias por onde passava. Na noite de quinta, seu discurso mais inflamado foi sobre como as empresas farmacêuticas “gananciosas” poderiam ajudar a erradicar a Aids.

    Ele não pula mais em cima do piano nem chuta o ar ao tocar o teclado como como nos mostra uma montagem no telão que perpassa sua carreira, enquanto ele entoa seu mais apropriado hino sobre perseverança, “I’m still standing”. No entanto, ele segue vigoroso, salpicando seus enérgicos acordes e cantando com entusiasmo e foco. Os músicos que estão com ele desde os anos 1970 — Nigel Olsson na bateria; Ray Cooper na percussão; e o líder da banda, Davey Johnstone, na guitarra — passeiam com tranquilidade pelas faixas clássicas.

    Hits que se alojam na memória

    Apesar de familiares, os hits de John ainda surpreendem o coração. Embora seja inglês, ele optou por se aprofundar tanto na música americana — gospel, boogie-woogie, blues, country, rock ‘n’ roll —tanto quanto nas tradições dos hinos e do music hall ingleses. As letras, em sua maior parte escritas por Bernie Taupin e então musicadas por John, podem ser tão oblíquas quanto “Levon” ou tão contundentes quanto “The bitch is back”; podem conter estudos de personagens, como “Tiny dancer”, ou serem semi-biográficas, a exemplo de “Someone saved my life tonight”.

    Mas seus sucessos se tornaram sucessos porque parte de sua música se aloja, de modo imediato e tenaz, na memória. Quando ele chamou a plateia para cantar “la la la la la la” em “Crocodile rock”, ninguém hesitou. O show começou com John sentado ao piano, acertando uma nota com força e esperando, conscientemente, que ela ecoasse —não demorou muito. Aquele acorde foi imediatamente reconhecido como o início de “Bennie and the Jets”, com letra sobre uma estrela pop infantil que é famosa tanto por sua imagem —“botas elétricas, um terno de mohair” —quanto por sua música. Quando surgiu, de óculos e quase careca, John se destacou mais pelo talento do que pela aparência. Depois, quando passou a comandar grandes palcos, começou a se divertir com os figurinos excêntricos.

    E está fazendo uma despedida visual especialmente extravagante. Durante pequenos intervalos, na quinta, ele saiu de um terno preto com lantejoulas douradas e lapela cor-de-rosa para uma jaqueta de brocado florido com calças cor-de-rosa e um robe azul bordado, com óculos igualmente chamativos. E se apresentou no que parecia ser um piano de cauda automatizado que cruzava o palco enquanto ele tocava. Um telão transmitia uma seleção com os highlights de sua carreira. Alguns dos videoclipes, como as cenas de rua de Los Angeles ao som de “Tiny dancer”, foram uma distração, enquanto que em “Rocket Man”, imagens da Terra vistas do espaço pareceram perfeitas.

    Na que foi anunciada como uma turnê de despedida, o que acabou ficando evidente foi quantas despedidas Taupin e John já estavam escrevendo há décadas. Um dos poucos lados-B da apresentação foi “Indian sunset”, uma canção sobre o genocídio dos indígenas americanos, a mais concreta despedida. A outra não-hit foi “All the girls love Alice”, réquiem para uma adolescente lésbica e promíscua. “Love lies bleeding”, com a introdução instrumental, “Funeral for a friend”, é o adeus de um músico ao amante, e “Daniel”, como um vídeo acaba revelando, é despedida a um soldado morto em combate. “Candle in the wind” dedicada a Marilyn Monroe, vítima fatal do estrelato.

    “Sentirei muita falta”

    O final do show —alerta de spoiler —foi “Goodbye yellow brick road”, música de 1973 sobre um eventual afastamento do estrelato e a volta para a fazenda: algo que John obviamente não fez. Ele ganhou fama, manteve-a, foi bem-sucedido nela. “Sentirei muita falta de vocês”, disse ao Madison Square Garden enquanto falava sobre a aposentadoria. Ele retorna a Nova York mais de uma vez. Por enquanto, a estrada continua.


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    RIO - Prevista para novembro, as edições do Mimo no Rio e em São Paulo foram adiadas para maio de 2019 - ainda sem data definida. Um patrocinador abandonou o projeto, o que implicou na sua reestruturação. A celebração de 15 anos do festival ficará restrita à Olinda (cidade onde o Mimo nasceu), entre os dias 21 e 23 de novembro, com uma programação que inclui os portugueses do Dead Combo, o hip hop palestino do 47Soul, além dos brasileiros Tom Zé, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Lia de Itamaracá, Eddie e Emicida. As edições de Paraty e de Amarante (Portugal), foram realizadas como previsto, em setembro e julho, respectivamente.

    Idealizadora e diretora-geral do Mimo, a produtora Lu Araújo explica que o adiamento reflete algo muito maior do que o próprio festival, ou seja, é fruto da instabilidade políitica e econômica que o Brasil atravessa — e seu impacto especificamente no setor cultural.

    — As coisas que aconteceram com o Ministério da Cultura (que foi extinto por Michel Temer e depois recriado por pressão da sociedade) e a CPI da Lei Rouanet, no ano passado, desestabilizaram os patrocinadores. O Bradesco, por exemplo (patrocinador do festival), foi praticamente invadido pelas investigações da CPI. Ou seja, as empresas que investem em cultura passaram a ter que lidar com esse tipo de situação, com essa instabilidade.

    Muitos produtores estão calados, não querem expor que seus projetos podem estar com dificuldades.Lu ressalta um outro aspecto da crise:

    — Tivemos as intervenções nas estatais como o BNDES, que passaram por mudanças nas pessoas, nos setores e nas políticas relativas ao apoio à cultura. Ou seja, todo um trabalho que vinha sendo feito nesse sentido foi por água abaixo — aponta a produtora, notando que em breve outras produções sentirão o impacto que o Mimo acusa agora. — Muitos produtores estão calados, não querem expor que seus projetos podem estar com dificuldades. A gente tentou até o último momento manter o previsto. Mas em vez de realizar edições carioca e pauilsta menores do que planejávamos por conta da redução do patrocínio, preferimos concentrar nossos esforços em Olinda e, em maio, fazermos bem no Rio e em São Paulo.

    A edição de 2019 em Amarante — onde o Mimo se tornou um enorme evento regional, que atrai turistas para o norte de Portugal, área antes pouco valorizada em termos turísticos — está garantida e será ampliada. No Brasil, apesar dos problemas, Lu se mostra otimista e diz que os motivos para comemorar são muitos. Lembra que a primeira edição do festival teve apenas cinco concertos em Olinda ("Tudo bem que um deles foi de Nelson Freire com uma orquestra sinfônica", observa) e que depois se expandiu e recebeu artistas como Arnaldo Baptista, Emir Kusturica, Gonzalo Rubalcaba, Gotan Project, McCoy Tyner, Philip Glass e Elza Soares.

    A lei (Rouanet) tem um controle enorme, há fiscalização, e mesmo com as distorções, é a forma mais democrática de financiar cultura. E desonera o Estado dessa função. Tudo que o Brasil não precisa agora é o fim da Lei Rouanet.Mesmo com as incertezas — Jair Bolsonaro, candidato líder nas pesquisas pela sucessão presidencial, já manifestou desejo de extinguir o Ministério da Cultura e seus apoiadores atacam com frequência a Lei Rouanet (fundamental para a realização do Mimo) —, Lu prefere não fazer projeções ruins para o cenário cultural brasileiro:

    — A gente não consegue dimensionar o que vem, até porque não sabemnos quem será o presidente. De qualquer forma, em momentos como esses a cultura se fortalece. O que pode acontecer, num governo mais autoritário, é tentarem regular alguns tipos de eventos. Mas acho difícil acabarem com a Lei Rouanet. Para isso tem que provar que o dinheiro dali é mal utilizado. A lei tem um controle enorme, há fiscalização, e mesmo com as distorções, é a forma mais democrática de financiar cultura. E desonera o Estado dessa função. Tudo que o Brasil não precisa agora é o fim da Lei Rouanet.

    Em 2008, o Mimo passou por uma crise semelhante. Lu conta que foi até o MinC e ouviu do então ministro Gilberto Gil e de seu secretário-executivo Juca Ferreira que o festival — ameaçado de não acontecer naquele ano — teria que ser realizado:

    A cultura responde atualmente por 2,64% do PIB brasileiro. Isso tem que ser respeitado, não se pode achar que produtores de cultura são malandros ou vagabundos.— Eles disseram: "De maneira nenhuma, seu projeto é estruturante no Nordeste". E completaram que o Mimo era um exemplo de utilização da Lei Rouanet, porque atrai público, aquece a economia... Não acho que a lei vá acabar, mas nós do mercado e o próprio MinC precisamos fazer um trabalho de informação sobre como ela funciona. Há muita ignorância sobre o assunto. A cultura responde atualmente por 2,64% do PIB brasileiro. Isso tem que ser respeitado, não se pode achar que produtores de cultura são malandros ou vagabundos.

    O próprio empresariado pernambucano é afetado por esse desconhecimento, aponta Lu, revelando que nunca teve investimento deles via Lei Rouanet:

    — Há o medo de serem publicamente expostos, de serem investigados.

    Apesar dos problemas, Lu é otimista:

    — Às vezes a gente perde para ganhar. Vejo esse momento como uma fase, tenho fé e confiança que vai passar. O Mimo tem no público o seu maior ativo. Nunca tivemos um show cancelado por falta de público, e isso com uma programação desafiadora, com atrações que muitas vezes nem os jornalistas conhecem. Estou anunciando só agora a programação de Olinda mas a cidade já está lotada para o festival.


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    Pitty nunca foi muito de fazer as coisas pelo manual. Em 15 anos de carreira, a cantora nascida em Salvador em 1977 lançou apenas quatro discos, além de um do projeto semiacústico Agridoce. Na hora de voltar à ativa com força depois do nascimento de sua filha Madalena, em agosto de 2016, ela escolheu o palco antes do estúdio.

    Links Música— São 15 anos (desde “Admirável chip novo”, disco que a lançou como cantora, em 2003), então achei que era hora de revisitarmos algumas coisas desse período, além de mostrar novidades — disse a cantora às cerca de cinco mil pessoas que esgotaram os ingressos da Fundição Progresso, onde fez a estreia carioca da turnê "Matriz", na noite deste sábado.

    Da banda que gravou o disco de estreia, não restou ninguém. O baterista Duda Machado foi o último a seguir seu caminho, há quatro meses, dando lugar a Daniel Weksler, do NX Zero, marido da cantora. O guitarrista Martin Mendonça acompanha a conterrânea desde 2004, e Gui Almeida (baixo) e Paulo Kishimoto (teclados e percussões) são mais recentes. Não importa: sobre o palco, os cinco são coesos, pesados como a música de Pitty exige e como ficou claro desde a abertura, com “Admirável chip novo”.

    Já passava de 1h da madrugada deste domingo, mas ninguém parecia se importar: aos pulos, o público caiu dentro, o que foi um padrão por praticamente todo o show, inclusive a nova “Te conecta”, que, lançada em agosto, já tem mais de dois milhões de execuções no Spotify e passa de 400 mil visualizações no YouTube.

    — Que saudade, gente! — disse a artista de 41 anos, que não se cansou de agradecer e elogiar os cariocas. — Passei alguns dos melhores momentos da minha carreira aqui no Rio, e hoje é um desses.

    RODA DE VIOLÃO

    Depois do início com o pé na porta, Pitty deu as boas-vindas a seu "quartinho em Salvador", lembrando a época em que começou a compor ("em um violão com cordas de nylon, meio desafinado") as músicas que entrariam no disco de estreia. Ela liderou um bloco acústico ao lado de Martin e Almeida.

    — Nunca imaginei que estaria cantando essas músicas dessa maneira ao vivo — confessou. — E adoro fazer coisas que nunca imaginei que faria. PHOTO-2018-10-21-03-41-18 (1).jpg

    A roda de violão gigante começou com “Teto de vidro”, um dos sucessos mais agressivos da paleta da cantora (e a simbólica primeira música do primeiro disco), e seguiu com canções mais tipicamente relacionadas ao formato, como “Temporal” e “Dançando”, sucesso do Agridoce. Na volta à eletricidade, Pitty chamou a cantora Emmily Barreto, do grupo potiguar Far From Alaska, responsável pelo bom e barulhento show de abertura ("eles são a minha banda de metal brasileira favorita da nova geração", diria ela mais tarde) e a rapper Tássia Reis para mais uma novidade, "Contramão", gravada pelo trio.

    Já passava das três da manhã quando mais um bloco de sucessos ("Máscara", "Me adora", "Equalize", "Serpente" — as duas últimas no bis) encerrou a noite. Poucas palavras, muita música, público e carreira na mão, Pitty adapta espertamente a letra de "Desconstruindo Amélia":

    "Hoje, aos 40, é melhor que aos 18/ Nem Balzac poderia prever/ Depois do lar, do trabalho e dos filhos/ Ainda vai pro Rio ferver".

    Debutante ou começando aos 40, qualquer clichê serve: Pitty ainda parece ter muito rock para dar.

    Cotação: ótimo.


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    RIO - Morreu em São Paulo, na manhã de domingo, aos 97 anos, o editor, ensaísta e tradutor Jacó Guinsburg. Ele estava internado desde a última segunda-feira no Hospital Israelita Albert Einstein e acabou sucumbindo a uma insuficiência renal.

    Nascido na Bessarábia, Jacó veio para o Brasil aos três anos de idade, com a família, que vivia assolada pela crise econômica e pelo antissemitismo. Em 1947, ele criou a Rampa, sua primeira editora, mas ficaria famoso mesmo à frente da Perspectiva, que fundou em 1965, e pela qual editou livros de literatura, filosofia, linguística e ciências humanas. Teatro e cultura judaica são especialidades da casa editorial, que pôs nas livrarias obras de Umberto Eco, Roman Jakobson, Augusto e Haroldo de Campos e Franz Rosenzweig.

    Na juventude pobre, no bairro paulistano do Bom Retiro, Jacó pôde acompanhar o movimento intelectual e político do país e interessar-se pelo trabalho teatral na coletividade judaica, bem como pelo processo de renovação do teatro brasileiro. Ele escreveu na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro sobre literatura brasileira e internacional e colaborou em revistas da comunidade judaica com crítica teatral.

    Depois da experiência brave com a Rampa (pela qual publicou a obra do judeu polonês Isaac Bashevis Singer), Jácó ingressou em 1954 na Difusão Europeia do Livro, onde foi tradutor e editou autores como Sérgio Buarque de Holanda e Antonio Candido. Entre 1962 e 1963, graças a uma bolsa, ele foi para a França, onde fez cursos de filosofia na Sorbonne e pôde entrar em contato com a produção cênica europeia. Na volta ao Brasil, passou a escrever sobre teatro para o Suplemento Literário do jornal "O Estado de S. Paulo".

    A maior aproximação de Jacó com a arte dramática e o seu ensino começou em 1964, na Escola de Arte Dramática (EAD), onde ministrou a cadeira de crítica teatral e, posteriormente, em 1967, no então recém-criado Departamento de Teatro da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. A partir daí, ele passou a concentrar seus estudos particularmente em teoria e estética teatral e no teatro russo, judeu e ídiche e no Teatro do Absurdo.

    Em 1985, Jacó Guinsburg publicou pela Perspectiva "Stanislávski e o Teatro de Arte de Moscou", baseado na sua tese de livre-docência. Em 1996, lançou "Aventuras de uma língua errante: ensaios de literatura e teatro ídiche", reelaboração e desenvolvimento de sua tese de doutorado com o mesmo título, de 1973.

    Em agosto deste ano, Jacó Guinsburg lançou seu primeiro livro de poesia: "Jogo de palavras", com poemas que escreveu entre 2012 e 2018. Ele, que publicara um livro de contos em 2000 — "O que aconteceu, aconteceu", editado também na França — nunca se atrevera a fazer poesia. "Não sou poeta, eu sou um poetastro", brincou Guinsburg, em entrevista à revista "Época", recorrendo a uma figura que aparece num de seus poemas: "Poetastro é um cara que pretende ser poeta, mas ainda está às vésperas de ser."

    — Jacó Guinsburg é um dos heróis do universo editorial brasileiro, daqueles que abriram portas quando era quase impossível fazê-lo — disse Luiz Schwarcz, fundador da Companhia das Letras. — É também o último editor-intelectual, ou que era tão grande em qualquer uma das duas funções. Não existem outros como ele no Brasil e quase certamente no mundo.

    Guinsburg, que até então sempre escrevera em prosa — crítica e ensaística, principalmente —, dizia suspeitar que o gosto pelos versos veio das amizades com poetas. "Convivi muito com poetas, com tudo quanto é doido e sadio que você pode imaginar: Haroldo e Augusto de Campos, Rossini Camargo Guarnieri, Jamil Almansur Haddad, Décio Pignatari...", recordou ele, na mesma entrevista. "E fui me contaminando. Às vezes consciente, às vezes inconscientemente. A gente nunca sabe o que recebe e o que dá em troca."

    Guinsburg também editou muita poesia: dos concretistas paulistas — Pignatari e os irmãos Campos — a poetas do Leste Europeu que careciam de boas traduções brasileiras, como o russo Vladimir Maiakóvski e o iugoslavo Vasko Popa.

    Em 1968, a Perspectiva publicou "Poesia russa moderna" , uma antologia de poetas russo-soviéticos traduzidos pelos irmãos Campos e por Vasko Popa, o maior divulgador da literatura russa no Brasil. O livro teve sucessivas reedições ao longo dos anos e se tornou um clássico graças às soluções inventivas criadas pelos tradutores para reproduzir, em português, as inovações revolucionárias do modernismo russo.


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    RIO - Quem foi Carlos Zéfiro? Resumidamente: foi o autor de quadrinhos muito imaginativos mas precariamente ilustrados que fizeram a educação sexual dos brasileiros nos anos 1950 e 1960. Nas suas revistas clandestinas, que ganharam o apelido de “catecismos” (por terem o mesmo formato dos livretos usados nas igrejas para o ensino de religião), havia sempre histórias picantes que conduziam para uma quantidade alucinante de sexo — o mais livre e explícito do mercado, que mal parecia caber em tão pouco papel.

    — Carlos Zéfiro tinha uma safadeza tipicamente carioca. Se Nelson Rodrigues conduzia o público até a porta da alcova, era Zéfiro quem deixava a porta escancarada — define o jornalista baiano Gonçalo Junior, autor de “O deus da sacanagem: a vida e o tempo de Carlos Zéfiro” (Editora Noir), primeira obra realmente biográfica sobre o artista dos “catecismos”. Carlos Zéfiro

    “Quem é Carlos Zéfiro?” foi uma pergunta que muitos se fizeram ao longo dos anos 1970 e 1980, tempos em que o legado do artista foi adquirindo o status de cult, lembrado por revistas como “As aventuras de João Cavalo” e “Luíza, a insaciável”. Em 1991, o desenhista Eduardo Barbosa revelou, em entrevista ao jornal “A Notícia” ser ele o pornógrafo que passou décadas oculto pelo pseudônimo. Meses mais tarde, o jornalista Juca Kfouri anunciou nas páginas da revista “Playboy”: Zéfiro era, na verdade, o funcionário público aposentado Alcides Caminha, que vivia anônimo, cercado de filhos e netos, no bairro carioca de Anchieta.79452330_SC - Carlos Zéfiro - Páginas de uma revista.jpg

    Nos nove meses de vida que teve após a revelação (ele morreu em 1992), Alcides recebeu todo o reconhecimento com o qual mal poderia sonhar nos tempos da clandestinidade: foi estrela de uma Bienal de Quadrinhos e deu entrevistas para jornais e emissoras de TV. Já Eduardo, que o jovem Gonçalo entrevistou pouco depois, em 1992, em Salvador, para sua tese de conclusão de curso sobre censura ao sexo na ditadura, ficou com a fama de falsário e beberrão.

    — Ele tinha uma precisão de detalhes sobre o Zéfiro que o Alcides não tinha. E, na época da revelação, o Eduardo (que faleceu em 2006, aos 92 anos) chegou a propor um duelo público, para desenhar quadrinhos, que o Alcides não aceitou por causa da catarata e de uma paralisia — conta Gonçalo, que só se decidiu a escrever a biografia de Zéfiro no ano passado, depois de ceder alguns de seus “catecismos” originais para a mostra “Histórias da sexualidade”, no MASP . — Comecei a fazer esse livro para tentar provar que Alcides Caminha não era Carlos Zéfiro.

    Seus planos foram por água abaixo ao conversar com a irmã de Alcides, Valquíria, que nunca tinha sido entrevistada e que, aos mais de 90 anos de idade, mostrara ter uma memória invejável.

    — Era improvável que Valquíria tivesse uma mente tão bem treinada para criar esse personagem em relação ao irmão. Todas as histórias dela batiam com o que pesquisei — conta Gonçalo, que encerra o livro publicando a entrevista de 1992 com Eduardo Barbosa, para dar voz ao desenhista, que foi colaborador e vizinho de Alcides. — Eduardo sabia tudo sobre o Zéfiro mas não era um falsário. Ele tentou se apropriar do personagem para ganhar dinheiro.

    Das páginas de “O deus da sacanagem”, sai a figura de um Alcides Caminha de pouca escolaridade (embora gostasse muito de ler), que tentou a sorte no futebol e na música, mas que ficou conhecido entre os amigos por suas habilidades como desenhista. Jovem pai de família, ele pulava entre trabalhos até que veio a oferta para criar uma das várias revistas eróticas que circulavam nos anos 1940 — com o que recebeu pela primeira delas, comprou alvenaria e cimento para construir sua casa. E não parou mais com as revistas.

    Parceiro de Nelson Cavaquinho

    Segundo Gonçalo, Alcides era um desenhista medíocre com sérios problemas de representação anatômica (“Às vezes a vagina estava no umbigo”, ilustra), mas que tinha um texto excitante, contando histórias nas quais se valia de experiências próprias (ele se gabava de ter tido muitos casos extraconjugais nos tempos em que viajou pelo Brasil como datiloscopista do Ministério do Trabalho) e da vivência na boemia (Alcides escreveu letras para sambas e foi parceiro de Nelson Cavaquinho no clássico “A flor e o espinho”).

    — Nas primeiras oito páginas dos seus quadrinhos, Zéfiro mostra como se leva a mulher para a cama, mas com respeito e com prazer, inclusive para a mulher. Ele não fazia nenhum juízo de moral, era libertário e confrontador — acredita Gonçalo. — Até 1984, Alcides andou no fio da navalha, ele poderia pagar um preço muito alto se fosse descoberto.

    "O deus da sacanagem: a vida e o tempo de Carlos Zéfiro"

    Autor: Gonçalo Junior

    Editora: Noir

    Páginas: 384

    Preço: R$ 59,90


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    Rio - Tem a anatomia de um hot-dog. Como comer fugu, iguaria japonesa que contém veneno. A gênese do chiclete. Cartas geográficas do café e do chá. Os tipos de molhos de saladas, o tamanho ideal de bolo para a quantidade de convidados. Tudo o que você precisa saber sobre vinho tinto. E branco. E cachaça. E ainda como cortar um presunto segundo os melhores cortadores espanhóis. Que cerveja vai melhor com que sobremesa. E, para casos extremos, o que comer na selva. É difícil achar algo, relativo a comida ou bebida, que não esteja contemplado no livro “Food & drink infographics”, que será lançado nesta segunda no restaurante Rubaiyat, no Jardim Botânico.

    O livro de Simone Klabin é a primeira publicação da editora alemã Taschen escrita por uma brasileira. Formada em direito, com mestrado em cinema em Nova York, onde mora há 20 anos, e especializada em propriedade intelectual, ela propôs o livro ao editor Julius Wiedemann depois de conhecer a série da Taschen dedicada à infografia, então já com três volumes lançados.

    — Descobri que a infografia é uma área dentro do design que está expandindo, crescendo muito. É uma linguagem muito rica, e muito atual: ela é rápida, é visual, tem uma comunicação imediata com quem vê — diz.

    Livro conta a história da gastronomia mundial em imagensA publicação, escrita em inglês, francês e alemão, traz mais de 300 infográficos, de designers de 24 países. Entre as curiosidades, a história da patente do picolé, um anúncio do governo dos EUA, da época da Segunda Guerra, mostrando como cortar a última fatia do pão, de modo a aproveitá-la bem, ou dicas de como apresentar guardanapos à mesa (de um livro de 1861, de Isabella Beeton, sobre administração do lar). Para chegar a tudo isso, Simone se dedicou a uma extensa pesquisa, iniciada na internet e que se desdobrou para bibliotecas, como a da Cornell University, no estado de Nova York, uma das mais completas sobre o tema, segundo a autora. Entre os designers, alguns são estrelas da área, como os ingleses David McCandless e Nigel Holmes (este radicado em Nova York), o catalão Jaime Serra, colaborador do GLOBO, o italiano Valerio Pellegrini e o peruano Mario Chumpitazi. Do Brasil, aparecem Fabio Rex e Mayra Guimarães.

    Definidas as imagens, partiu para a pesquisa de texto.

    — Foi a minha maior negociação com o editor. Há assuntos que não cabem em 80 palavras — diz ela, que buscou informações para contextualizar cada um dos infográficos, tarefa, segundo ela, prazerosa. — Alimentação é algo que permeia a vida de todo mundo, é um assunto fascinante.

    Foram poucos os infográficos encomendados, e apenas para suprir certas lacunas. Entre eles, um de drinques, outro de como preparar o “perfeito feijão preto brasileiro”. E, ainda, o que ilustra a “receita de família de mousse de chocolate”: a que ela mesma prepara em casa.

    “Food & drink infographics”

    Autora: Simone Klabin

    Editora: Taschen

    Páginas: 456

    Preço: R$ 350

    Lançamento: Nesta segunda (22/10), às 18h, no restaurante Rubaiyat — Rua Jardim Botânico 971 (3204-9999)


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    RIO — Fundador e diretor artístico do espaço de arte Savvy Contemporary, em Berlim, o camaronês residente na capital alemã Bonaventure Ndikung será um dos convidados da sétima edição da Festa Literária das Periferias (Flup), a ser realizada entre os dias 6 e 11 de novembro, no Rio. Curador-geral da Documenta 14 — tradicional mostra de arte alemã que, no ano passado, foi dividida entre em Kassel e Atenas (Grécia) — Ndikung e sua equipe do Savvy defendem diferentes tipos de conhecimento e suas relações com os corpos, para além da noção mais cerebral (e eurocêntrica) de sabedoria.

    — Não acredito no conceito de periférico em oposição ao centro. Em vez de pensar desta forma binária, prefiro a ideia do (professor português) Boaventura de Sousa Santos de epistemicídio, ou seja, a destruição consciente de saberes por aqueles que adquiriram poder através da violência — comenta Ndikung. — Então, basicamente, o que nós do Saavy, de diferentes classes, grupos raciais e de gênero e vários cantos do mundo, tentamos fazer é explorar outros sistemas de conhecimento. O que nos interessa é encontrar maneiras de nos situarmos no mundo como é definido por filosofias africanas, asiáticas, caribenhas ou sul-americanas.

    Trazido pela Flup em parceria com o Instituto Goethe, Ndikung participa no dia 7, ao lado do americano Saul Williams (referência do spoken word no mundo), da mesa “Renascença Sankofa”, que aborda a presença de artistas africanos e da diáspora no centro da produção cultural mundial. Toda a programação do festival é voltada à negritude, e terá como espaço o Cais do Valongo, local simbólico por ter sido uma das principais portas de entrada de africanos escravizados durante a colonização do Brasil. Um passado trágico que, para o camaronês, segue vivo no presente.

    Bonaventure Ndikung— Olhando as disparidades no Brasil e em outros lugares que seguem as mesmas linhas raciais, de gênero e econômicas, não há como pensar no passado como passado. Mesmo vivendo nas chamadas sociedades democráticas e livres, vemos que os mecanismos de poder do empreendimento colonial ainda se manifestam — observa Ndikung. — Este ano, todos ouvimos sobre o assassinato de Marielle Franco, uma mulher negra, mãe solteira, gay, da favela, que não queria ter sua voz silenciada. Como falar do passado como passado quando o Brasil está prestes a votar em um político racista e homofóbico para presidente?

    O curador, que destaca o trabalho de brasileiros como Sônia Gomes, Ayrson Heráclito, Paulo Nazareth, Dalton Paula, Renata Felinto, Jota Mombaça e Rosana Paulino, acredita que a internet e as redes sociais faciltem a busca por novos talentos e expressões, embora nunca dispense uma visita ao ateliê, onde “se sente o frescor da tinta”:

    — Como o artista não existe em uma bolha, é importante que o curador se engaje nas realidades políticas e sociais deles. Nos últimos anos, vimos o aumento de exposições sobre o Brasil, Camarões ou Índia, feitas por curadores a partir do conforto de seus sofás na Europa ou na América do Norte. Claro que sempre há limitações nas finanças, mas é preciso um esforço para viajar e fazer uma pesquisa adequada. Caso contrário, corre-se o risco de arranhar a superfície e, pior ainda, reproduzir certos clichês e violências epistêmicas.

    Projetos curatoriais que costuram arte às relações sociais e políticas não são, contudo , unânimes no circuito, e críticas vez ou outra surgem, como na Documenta 14. Mas, para Ndikung , não há como separar arte da política.

    A arte não é e nunca foi uma ilha. Ela é parte integrante da sociedade e, para o bem ou para o mal, a reflete— analisa o curador. — Pensar e trabalhar com realidades políticas de nossos tempos e do passado não é apenas uma questão estética, mas uma responsabilidade e um meio de representar a cidadania e a humanidade. A arte não pode ser neutra.


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    RIO — Libertadora por essência, a arte não aprisiona talentos, o que permite que atores cantem e cantores representem. A Canal Extra escalou um time que expressa sentimentos, faz rir, emociona e leva à reflexão, tanto por meio da música quanto da atuação. No elenco do “PopStar”, Jennifer Nascimento, João Côrtes e Jonathan Azevedo têm dado show no palco do programa, a exemplo do que fazem quando atuam.

    Estrela de novelas desde “Quatro por quatro” (1994), Leticia Spiller solta a voz em apresentações com o Coletivo El Camino — como o que acontece hoje, às 19h na Casa de Cultura Laura Alvim —, provando que não precisa se restringir ao trabalho de atriz. Intérprete da Doralice de “Segundo sol”, Roberta Rodrigues fez parte do grupo Melanina Carioca ao mesmo tempo que dava vida a personagens na TV.

    Sophia Abrahão, atualmente no comando do “Vídeo show”, vai além e se divide entre três paixões: cantar, contracenar e apresentar. Melhor do que isso, só misturar duas manifestações artísticas numa única produção. Privilégio que Yara Charry vive em “Malhação: Vidas brasileiras” na pele de Jade, que é vocalista de uma banda e já pensa em seguir carreira solo. Confira como cada um desses artistas lida com a sua arte.

    Jennifer Nascimento

    Destaque em reality show musical

    “Minha paixão pela arte começou a se materializar na atuação. Comecei a estudar teatro aos 5 anos e a atuar com publicidade aos 12 anos. Meu registro profissional é de atriz. A música, por incrível que pareça, nunca foi minha primeira opção. Acho que nunca me senti preparada o suficiente para encarar o mercado fonográfico. Já deixei a canção de lado por muitos anos da minha vida para me dedicar aos meus projetos de atriz. Hoje, meu coração pulsa mais forte com a música e meu anseio de conciliar as duas carreiras é imenso. Uso a atuação para conseguir interpretar bem as músicas e uso as músicas para chegar em alguns estados emocionais quando estou em cena. Tenho a mesma paixão pelas duas artes. Para mim, elas se complementam. Ambas têm exatamente o mesmo espaço no meu coração”.

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    João Côrtes

    Realizado no 'PopStar'

    “Tenho contato direto com a música desde muito pequeno. Minha família inteira é de músicos e, desde sempre, sou cercado por canções em saraus, festas, férias... Comecei a trabalhar com atuação, mas a música sempre esteve presente. Nunca pensei em optar entre o canto e a interpretação. Essas duas artes podem caminhar juntas. Na minha carreira, quero conseguir dar o mesmo espaço a essas duas manifestações culturais para sempre. Se surgirem projetos em que eu possa juntar as duas coisas de uma vez só, melhor ainda! No momento, estou muito feliz com a oportunidade de mostrar esse lado musical que tanto amo no programa ‘PopStar’”.

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    Sophia Abrahão

    Música em novela

    “Cresci em um ambiente musical e sempre fiz tudo com música: arrumar as coisas, estudar, aprontar a mala... Mas a minha primeira manifestação artística foi a atuação, que veio depois de eu trabalhar como modelo. Só fui ter um contato profissional com a música na novela ‘Rebelde’ (RecordTV, 2004). Atualmente, minha prioridade é o ‘Vídeo show’. Estou focada na carreira de apresentadora, mas tenho alguns projetos musicais pela frente. Apresentar, atuar, cantar e escrever fazem parte da composição da minha carreira. Eu me realizo em todas essas vertentes. São paixões muito diferentes, e uma não é maior que a outra. É um sentimento bem equilibrado”.

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    Yara Charry

    Canto na Ópera de Paris

    “Comecei a cantar com 4 anos na Ópera de Paris (companhia fundada na capital francesa, em 1669). Fiquei dez anos lá, virei solista, e foi uma experiência incrível! Saí desse mundo lírico porque queria experimentar outros estilos. Foi aí que aprendi a tocar violão. Quando eu descobri que a minha personagem em ‘Malhação: vidas brasileiras’ seria cantora, achei interessante e fiquei muito feliz. Amo cantar, mas, desde que me mudei para cá, meu principal objetivo é a atuação. Poderia investir na música se conseguisse conciliar com meu trabalho de atriz. Gosto muito de jazz e soul, amo música americana. Aqui no Brasil, curto MPB e, de um modo geral, músicas tradicionais brasileiras, sem estilo definido”.

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    Roberta Rodrigues

    Interpretar é a atual prioridade

    “Neste momento, optei pela interpretação porque tive minha filha (Linda Flor, de 1 ano), e a música me tomava muito tempo por causa da agenda de shows, que inclui viagens. Mas o canto continua sendo o pano de fundo da minha vida. Quando lembro das horas em que estive no palco, eu me sinto muito renovada. Hoje em dia, o artista brasileiro tem mais consciência de que precisa dessas três vertentes: atuar, cantar e dançar. Antigamente, existia, infelizmente, preconceito com o ator que também cantava e dançava. Acho linda essa liberdade de todo mundo poder fazer tudo. O que vem para fazer o bem através da arte é bem-vindo”.

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    Jonathan Azevedo

    Tudo começou com poesia

    “Foi escrevendo poesias que a arte chegou para mim, e foram elas que me levaram ao rap. Mas foi no teatro que me destaquei primeiro. Isso meu deu suporte financeiro para eu me manter. Já trabalhando como ator, tive minha primeira banda. Nessa época, participava de batalhas de rap e fazia um show aqui, outro ali. Estou voltando a viajar com o Negs (grupo musical) e nunca pensei em abrir mão de uma carreira para seguir a outra. Atuar sem ter uma trilha sonora em mente é difícil para mim, assim como preciso atuar quando piso no palco para cantar. A música e a atuação têm que andar juntas, abraçadas, para que a minha arte possa se sobressair. São as minhas grandes paixões”.

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    Letícia Spiller

    Experiências artísticas somadas

    “A atuação entrou primeiro na minha vida. O canto sempre esteve presente, mas, de sete anos para cá, estou mais dedicada e mais disciplinada nessa área. Recebi alguns convites para musicais que me fizeram buscar essa dedicação extra. E estou adorando! É bom poder experimentar. Tudo que fazemos artisticamente soma. Gosto de aliar as duas coisas. É assim, por exemplo, no Coletivo El Camino, em que temos música e poesia de mãos dadas. Acho que as artes são complementares. Minha vontade é unir cada vez mais atividades, multiplicar. Há coisas que quero tentar, como canto lírico, por exemplo. Se puder fazer mais arte ainda, melhor!”.


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    RIO — Nanda Costa chega para este ensaio dirigindo o próprio carro e com uma toalhinha debaixo do braço. O sótão de um casarão em obras, na Barra, serviu de cenário para a sessão de fotos. E toma-lhe água, com o mínimo de desperdício, é claro, até achar o melhor ângulo.

    O camarim improvisado num dos quartos da casa, com mesa de cavalete de madeira montada pelos pedreiros, não causou estranheza nessa “garota suingue sangue bom”. Chinelo? Nada. Pés descalços no chão coberto de resíduos da construção, bem à vontade. Pausa só para um café expresso, puro. Quatro horas depois, lábios roxos de frio, cílios colados de tão molhados e... Partiu gravação!

    Comprometimento, para ela, é dentro e fora do set. Aos 32 anos, essa libriana vem dando a cara a tapa como Maura, e como Nanda, numa montanha-russa de emoções. Sujeitas a todo tipo de julgamento, atriz e personagem têm trilhado seus caminhos, sem passarem despercebidas.

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    Na pele da policial, ela pode até dividir opiniões quanto à bissexualidade de Maura, que assumiu sua paixão por Selma (Carol Fazu), mas vem se sentindo atraída pelo parceiro de trabalho, Ionan (Armando Babaioff), de quem engravidou após doação de sêmen. Na vida real, foi corajosa ao se revelar também fora dos Estúdios Globo, no Dia dos Namorados, quando abriu o jogo sobre o relacionamento de cinco anos com a percussionista Lan Lanh, de 50.

    Para arrematar um 2018 de reconhecimento profissional e liberdade no amor, ela, Lan Lanh e Sambê concorrem ao Grammy Latino com a música “Aponte”, na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa. O tema de abertura da série “Entre irmãs” foi gravada por Maria Bethânia. Ainda no cenário musical, Nanda e a namorada lançaram a composição “Não é comum, mas é normal”, para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBT, comemorado em 28 de junho.

    — Eu me despedi da Sandra Helena (de “Pega pega”), fiz “Entre irmãs”, teve a música “Aponte”, que a Bethânia gravou, e agora o Grammy... Ganhei milhares de presentes! Foi um ano em que enfrentei meus medos. Acho que fui muito corajosa e me orgulho disso. Sei o quanto foi importante tudo o que aconteceu comigo pelo retorno que venho tendo ao longo desse trabalho. Cada um escreve a sua história. Eu estou escrevendo a minha! Quando me dizem “me inspiro em você”, eu respondo: “Se inspire, mas seja você” — encoraja Nanda.

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    Aqui, a artista fala sobre temas recorrentes à personagem, como sexualidade, liberdade, traição e poliamor, já que no fim da novela Maura, Selma e Ionan podem formar um “trisal”. Além de música e família, assuntos que fazem parte de sua vida.

    Chega mais, sem preconceito!

    100% ELA

    “Não estava dentro do armário, estava com o peso do armário nas costas. A gente não relaxa quando não pode ser quem é. Autenticidade, essência e espontaneidade acontecem, assim como na arte, quando a gente está relaxado para aflorar quem é de fato. Eu já me aceitava, mas achava que as pessoas não pudessem aceitar. A partir do momento que compartilhei mais a minha vida amorosa, fiquei mais à vontade, de verdade e transparente!”

    CRISE DE IDENTIDADE

    “Acho que a gente já é educado para ser hétero. Demorei para entender. Tive um namorado por três anos, ele se vestiu de mulher num carnaval e foi aí que eu despertei, fiquei animada com aquilo (risos). Depois, comecei a namorar uma menina e entrei numa puta crise: ‘será que sou gay?’. Nem abria muito para as pessoas, achava que ia passar, que era bi... Namorei outro menino, mas meio que forçando uma barra, sabe? Depois, outra mulher, até que me apaixonei pela Lan. A gente se pergunta mesmo. Mas, quando relaxa, o amor acontece de forma natural.”

    MEDO

    “Eu não estava preparada para falar disso antes, para me assumir. No começo, não queria que minha vida afetiva estivesse à frente das minhas personagens. O que me deu forças para perder esse medo foram meus últimos trabalhos, que eram completamente diferentes um do outro, e de mim. Não é porque Maura se relaciona com uma mulher que somos iguais. Quando me senti mais segura na profissão, isso me fortaleceu.”

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    MAURA LÁ, ELA AQUI

    “Ela é muito confusa, sofre, teve uma criação bem diferente da minha, um pai preconceituoso. Maura também tem que lidar com o próprio preconceito. A gente vive no país onde mais se mata LGBTs. Do armário, sai uma gente que sofre e tem muita vontade de amar e ser amada. Uma gente colorida e que, quando consegue ‘sair’, é mais divertida, de verdade. Covarde não sai do armário. Sai do esgoto! Tem um desamor, uma raiva... Temo pela minha segurança, mas o medo nunca me paralisou. Calada, eu não ficaria bem. Tudo o que aconteceu não pode ter sido em vão.”

    NATURAL COMO DEVE SER

    “Não é beijo gay. Beijo é beijo. No caso de Maura e Selma, são mulheres que se amam e têm uma história. É que isso acontece há tão pouco tempo na televisão, que é comum comentarem. Primeiro foi apresentado o casal, aí Maura passou por preconceitos. Quando se aceitou, aconteceu o beijo, e depois outros. Torço para que seja mais natural ainda.”

    IDENTIFICAÇÃO DO PÚBLICO

    “Recebi mensagem de uma menina, dizendo: ‘Obrigada, você mudou minha vida. Por causa da sua personagem, minha mãe puxou assunto. Eu me sinto muito mais leve e feliz!’. Imagina ouvir de uma pessoa que através da sua arte você está ajudando!? O artista tem que fazer refletir mesmo. Às vezes, nem é pela identificação, pela representatividade, mas pelo incômodo. Existe diferença da rede social para o cara a cara. Internet é terra de ninguém. Na rua é gratidão, torcida.”

    POLIAMOR

    “Acho que uma pessoa só já é uma multidão. Não ia conseguir! É muito difícil administrar. Mas, quando se vive a própria vida, se ama e se é feliz do que jeito que se é, ninguém tem nada a ver com isso.”

    MATERNIDADE

    “Evidentemente, eu penso em filho. Adotar, inseminar, tem mil possibilidades de construir uma família, desde que haja afeto. Maura colocou na cabeça que queria um conhecido e foi sozinha nesse jogo. Selma topou para não perdê-la. Não foi um filho desejado da mesma forma por uma e por outra. Não faria isso, porque minha companheira é a Lan. Então, vamos decidir juntas de uma forma que seja ideal para as duas. A gente fala sobre o assunto, mas agora é um ‘filho’ de cada vez. Eu geraria, de boa!”

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    TRAIÇÃO

    “Fui traída por um namorado. Era apaixonada e doeu demais. Depois de um tempo, perdoei. O ruim é quando perde a confiança. Tenho uma relação superclara com a Lan. A gente conversa sobre tudo. Acho que não vale dar chances para o azar. É correr risco de se envolver, perder o que se tem. Eu não arriscaria. O melhor caminho é a verdade.”

    PRECONCEITO

    “O amor é maior do que qualquer coisa, então os preconceituosos não me representam. Da mesma forma que eu quero ser respeitada, respeito quem é diferente. Se a pessoa está bem, realizada na vida, fazendo ou buscando o que gosta, por que ela vai ficar falando de mim? Eu mando luz, não fico com raiva. Uma menina comentou na minha rede social: ‘Eu gostava muito de você, mas agora sinto nojo’. É uma pena. Triste para ela. Eu estou feliz!”

    PARCEIRA NA VIDA E NA MÚSICA

    “Lan sempre me incentivou. Depois que ela chegou, passei a colocar música no que eu já escrevia, começamos a compor. Só que música é a vida e o trabalho dela; pra mim, não. Ela me ensina a tocar alguns instrumentos. O que eu mais gosto é a zabumba.”

    FAMÍLIA

    “Meu avô já desconfiava. Minha mãe e minha avó levaram um susto. Contei por telefone. Tinha medo de que eles descobrissem e não entendessem. Meu avô falou: ‘Está tudo bem! Que bom que você está com uma pessoa que ama e que te ama também. Mas tem que entender que você teve o seu tempo, e agora sua mãe e sua avó precisam ter o tempo delas. Viva a sua vida, você tem todo o meu amor’. Foi muito lindo e importante. Ficou tudo bem muito rápido!”.


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    RIO — Quando Lua Blanco era criança, seu pai — o ator e cantor Billy Blanco Jr. — a enfileirava junto aos irmãos e os surpreendia. Era a hora do “busking”, prática comum internacionalmente, em que artistas fazem suas performances improvisadas em locais públicos. Por muitas vezes, Lua e os irmãos Ana Terra, Pedro Sol, Daniel e Estrela Blanco tinham que soltar a voz em restaurantes para perder a timidez e aperfeiçoar seus talentos.

    — A gente entrava cantando de surpresa, e isso aconteceu dos cinco anos à adolescência. Muitas vezes, eu tinha vergonha de ir a um restaurante porque alguém da escola podia me ver cantando. Eu dizia: “Pai, que vergonha!”. E ele falava, até ver a gente maiorzinho, que nada tinha mudado e tínhamos que cantar — conta a atriz, alfabetizada em inglês.

    Por ironia do destino, Lua, hoje com 31 anos, apresenta-se semanal e voluntariamente no “Popstar”, perante um júri estrelado e à prova da avaliação de telespectadores de todo Brasil.

    — O que aconteceu lá atrás devia ter servido para diminuir o nervosismo, né? Mas parece que não deu muito resultado (risos). Sempre fico com frio na barriga. Antes de subir ao palco, respiro fundo, tento mentalizar a intenção da música, preparar a voz. Naquela bancada sempre tem artistas talentosíssimos. Estar ali é algo novo, um grande desafio. Tenho descoberto que eu precisava evoluir como cantora em muitos quesitos. Aprendo demais.

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    Sentir-se confortável na frente das câmeras e dos avaliadores pode ser difícil, mas, no dia a dia, escolhas por comodidade são prioridades na rotina de Lua. Do estilo de vida ao vestuário. A atriz acredita que ficar à vontade com o figurino é primordial e não diminui a intenção fashion. Neste editorial de moda, Lua usa peças inspiradas num movimento internacional, o “casual friday”, que defende que, ao menos num dia da semana (a sexta-feira), as pessoas podem se dar ao direito de usar trajes aconchegantes e menos formais para trabalhar.

    — Este tema é perfeito para mim. Com roupa desconfortável, a gente sente o corpo sendo marcado, priva nossa liberdade — opina a loura sobre o tema da moda sugerido pela atriz Nanda Costa para esta edição especial.

    Autonomia e independência fazem parte do universo de Lua desde a infância. Criada num ambiente “quase hippie”, a cantora estabeleceu um contato peculiar com a terra e com a natureza.

    — Morávamos numa comunidade, mas tinha uma certa caretice que envolvia as crenças cristãs. Mas, além disso, eu, minha mãe (a professora e musicista Maria Claudia Blanco), meu pai e meus irmãos vivíamos numa realidade paralela: não víamos TV, não tínhamos acesso a coisas que as pessoas da cidade tinham. Já moramos em sete lugares diferentes do estado do Rio, além de Salvador (BA) e no Peru... Tínhamos muito contato com o verde, só comíamos alimentos naturais, não conhecíamos açúcar. Só fui saber o que era bala e goma de mascar na adolescência. Talvez por isso eu seja viciada em chiclete. Mas é sem açúcar ainda (risos).

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    O hábito não tem a ver com dieta. Aliás, Lua privilegia seu bem-estar e sua liberdade até na hora de se alimentar:

    — A única coisa que eu não como é camarão, meu organismo rejeita.

    Em suas redes sociais, a cantora defende a autoaceitação do corpo e, com seus 2,2 milhões de seguidores no Instagram e 806 mil no YouTube, influencia outras mulheres a se amarem como são:

    — Está na hora de a gente parar de corresponder a esta ditadura da beleza, que nos aprisiona tanto. Temos que olhar para dentro e enxergar que somos lindas como somos, nos aceitar mesmo não cabendo num padrão inventado por pessoas insanas. Seguimos e nem sabemos por quê! Não vemos que séculos atrás o padrão de beleza era o da mulher de quadris e coxas grandes. As coisas vão mudando, é da nossa cultura. Se a gente não se alertar sobre isso, muitas meninas vão continuar escravizando seus corpos.

    No ar na TV, Lua diz assistir às suas apresentações e identificar sua imagem fora de um padrão:

    — É visível que estou acima do meu peso considerado normal, e isso mexe comigo. Mas eu tenho um lado mais forte que me diz que sou linda do jeito que estou, e este é o meu momento. As pessoas estão acostumadas a me ver mais magra, mas não vou me escravizar por causa disso. Ninguém pode nos condenar, muito menos nós mesmas.

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    Créditos

    Coordenação de produção: Thayná Rodrigues / Fotos: Luiz Brown / Beleza: Titto Vidal / Produção de moda: Ingrid Benvegnu

    Lua usou: Adidas / Afghan / Farm / Forever 21 / Hering / Lupo / Melissa/ Reebok / Renner / Self+ / Soulier / Wollner


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    RIO — A comediante e atriz Amy Schumer disse que não irá aparecer em nenhum comercial do Super Bowl de 2019, em apoio aos protestos do ex-jogador da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL, na sigla em inglês), Colin Kaepernick, contra a injustiça racial nos Estados Unidos. Amy pediu ainda que o Maroon 5 cancelasse seu show no evento, após Rihanna e Pink recusarem o convite em apoio a Kaepernick.

    — Eu disse pessoalmente aos meus representantes que não faria nenhum comercial da Super Bowl nesse ano — disse a americana — Atingir a NFL com os anunciantes é o único jeito de realmente afetá-los.

    Em uma publicação em sua conta oficial no Instagram, a atriz mandou uma mensagem direta ao Maroon 5.

    "Levantem-se por seus irmãos e irmãs de cor", escreveu Amy.

    Post Amy Schumer

    O ex-quarterback do San Francisco 49ers foi o primeiro jogador da NFL a se ajoelhar durante a execução do hino dos EUA, em protesto contra a brutalidade policial contra negros em 2016. Kaepernick não joga na NFL desde 2016 e entrou com uma queixa contra a liga, dizendo que os donos de times fizeram um conluio para deixá-lo de fora da liga após seus protestos criarem polêmica.

    Na semana passada, Rihanna já havia recusado o convite para cantar no intervalo do evento em apoio ao jogador. Segundo a "Entertainment Tonight ", a cantora Pink também teria sido sondada para o show, no entando, também se recusou a participar.

    O Super Bowl, grande final do futebol americano, é o evento televisivo mais assistido do ano nos Estados Unidos, normalmente com mais de 100 milhões de telespectadores. O jogo será disputado em 3 de fevereiro, em Atlanta. Kaepernick links

    Em 2016, Schumer apareceu em um comercial da Super Bowl com o ator Seth Rogen. Não ficou claro se ela já havia sido chamada para aparecer em algum anúncio para o jogo de 2019. A NFL não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as declarações de Schumer.

    Amy Schumer tem se pronunciado sobre questões controversas. No mês passado, ela foi presa enquanto protestava contra a confirmação do Juiz Brett Kavanaugh para a Suprema Corte dos EUA.


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    RIO — A comediante e atriz Amy Schumer disse que não irá aparecer em nenhum comercial do Super Bowl de 2019, em apoio aos protestos do ex-jogador da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL, na sigla em inglês), Colin Kaepernick, contra a injustiça racial nos Estados Unidos. Amy pediu ainda que o Maroon 5 cancelasse seu show no evento, após Rihanna e Pink recusarem o convite em apoio a Kaepernick.

    — Eu disse pessoalmente aos meus representantes que não faria nenhum comercial da Super Bowl nesse ano — disse a americana — Atingir a NFL com os anunciantes é o único jeito de realmente afetá-los.

    Em uma publicação em sua conta oficial no Instagram, a atriz mandou uma mensagem direta ao Maroon 5.

    "Levantem-se por seus irmãos e irmãs de cor", escreveu Amy.

    Post Amy Schumer

    O ex-quarterback do San Francisco 49ers foi o primeiro jogador da NFL a se ajoelhar durante a execução do hino dos EUA, em protesto contra a brutalidade policial contra negros em 2016. Kaepernick não joga na NFL desde 2016 e entrou com uma queixa contra a liga, dizendo que os donos de times fizeram um conluio para deixá-lo de fora da liga após seus protestos criarem polêmica.

    Na semana passada, Rihanna já havia recusado o convite para cantar no intervalo do evento em apoio ao jogador. Segundo a "Entertainment Tonight ", a cantora Pink também teria sido sondada para o show, no entando, também se recusou a participar.

    O Super Bowl, grande final do futebol americano, é o evento televisivo mais assistido do ano nos Estados Unidos, normalmente com mais de 100 milhões de telespectadores. O jogo será disputado em 3 de fevereiro, em Atlanta. Kaepernick links

    Em 2016, Schumer apareceu em um comercial da Super Bowl com o ator Seth Rogen. Não ficou claro se ela já havia sido chamada para aparecer em algum anúncio para o jogo de 2019. A NFL não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as declarações de Schumer.

    Amy Schumer tem se pronunciado sobre questões controversas. No mês passado, ela foi presa enquanto protestava contra a confirmação do Juiz Brett Kavanaugh para a Suprema Corte dos EUA.


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    NOVA YORK — "Os Romanoffs", nova produção da Amazon na qual os personagens são descendentes da família real russa, não foi muito bem recebida pela crítica.

    "O mais frustrante sobre 'Os Romanoffs' é que havia claramente o potencial para uma série decente se tivesse perdido alguns quilos de gordura e tivesse sido discutida severamente”, escreveu Rebecca Nicholson para o "The Guardian".

    Links seriesTVJames Poniewozik, no "The New York Times", chamou-a de uma "série de criações ornamentadas, mas pesadas, um conjunto de ovos Fabergé de avestruz."

    Mas uma das críticas mais severas veio de uma fonte improvável: os próprios Romanov (como o nome da família real russa é grafado no Brasil). Ou pelo menos uma descendente da Casa Romanov: a autodeclarada Grã-Duquesa Maria da Rússia.

    A duquesa reside na Espanha e afirma ser a legítima herdeira da coroa que desapareceu da Rússia durante a Revolução Bolchevique. É bisneta do czar Alexandre II, assassinado em 1881 e era parente de Nicolau II, o czar que foi morto junto com sua esposa e cinco filhos pelos bolcheviques, em 1918.

    Oportunidade perdida

    Na última quarta-feira, a chancelaria da duquesa (isto é, seu gabinete) divulgou um comunicado sobre a série.

    "A Chancelaria de Sua Alteza Imperial coincide com o consenso geral dos críticos", diz. Em seguida, cita o resumo de resenhas do site "Rotten Tomatoes", dizendo que o programa é "fatalmente indulgente, pedindo o máximo da paciência do público sem um incentivo convincente".

    "Os Romanoffs" é um drama em que cada episódio é centrado em personagens que deveriam ser descendentes da realeza russa, mas estão vivendo hoje, como uma mulher idosa em Paris lutando para lidar com um cuidador muçulmano e um americano passando por problemas conjugais.

    The Romanoffs - Trailer

    O comunicado da chancelaria afirma que os descendentes da coroa russa têm uma "história fascinante", pronta para ser contada na televisão. Mas, para Maria da Rússia, o criador de "Os Romanoffs", Matthew Weiner, desperdiçou a chance de apresentar essa história.

    Em vez disso, segundo a nota, Weiner fez “uma série de histórias fictícias sobre assuntos banais e sem importância”. A chancelaria não teria emitido o comunicado se “Os Romanoffs” fosse simplesmente entediante, continua.

    “Tédio pode ser desagradável, mas raramente causa ofensa ou insulto”, disse. "Infelizmente, para o grande descrédito do criador da série, 'Os Romanoffs' consegue fazer as duas coisas."

    Ver o martírio da família imperial tratado como uma peça de entretenimento sangrento foi chocanteO principal problema da duquesa parece ser com os créditos de abertura do programa. Estes retratam, quase comicamente, o assassinato do czar Nicolau II e sua família.

    "Ver o martírio da família imperial tratado como uma peça de entretenimento sangrento" — especialmente no ano do centésimo aniversário de sua morte — "foi chocante", disse o comunicado.

    Visões diferentes

    Ela também criticou uma cena em um navio de cruzeiro onde "anões fantasiados" fingem ser o czar, sua família e Grigory Rasputin, o notório místico que se tornou amigo da família.

    "Certamente os padrões de decência ainda contam para algo na representação de certos eventos e dos indivíduos envolvidos", disse o comunicado.

    Não ficou claro se as visões da duquesa são compartilhadas por muitas outras pessoas que são — ou afirmam ser — descendentes dos Romanovs.

    Links séries de TVUma porta-voz da princesa Olga Romanoff, sobrinha-neta do czar Nicolau II, que já participou de reality shows, disse em um e-mail que a princesa "não tem nenhum comentário sobre a série da Amazon — ela não a viu". Rostislav Romanov, um pintor britânico-russo, não respondeu às tentativas de contato.

    Weiner, que também criou a popular série “Mad Men”, se recusou a ser entrevistado sobre as críticas da duquesa. Mas seu comunicado de imprensa real não parece ter afetado a série: um novo episódio foi lançado na última sexta-feira.


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    RIO — A atriz e ativista Selma Blair revelou em um post no Instagram que sofre de esclerose múltipla. A americana de 46 anos disse que foi oficialmente diagnosticada em agosto deste ano, mas que vem sofrendo com os sintomas por anos.

    “Estou com fraqueza. As vezes eu caio ou deixo coisas caírem. Minha memória é nebulosa. E meu lado esquerdo está sem direção como um GPS quebrado ”, escreveu a atriz. “Mas estamos seguindoo. E eu rio e não sei exatamente o que vou fazer, mas farei o meu melhor".

    Insta Selma Blair

    Estrela de "Segundas intenções" (1999), Blair está no elenco da série "Another Life", da Netflix, que estreia em 2019. Na postagem, a atriz também expressou gratidão ao seu médico, dizendo que ela estava tentando obter um diagnóstico há muito tempo.

    “Eu tenho sintomas há anos, mas nunca fui levada a sério até que encontrei com [Dr. Jason Berkley] tentando resolver o que eu pensava ser um nervo comprimido. Eu provavelmente tive essa doença incurável por pelo menos 15 anos. E estou aliviada em pelo menos saber disso".

    A esclerose múltipla é uma doença autoimune que pode afetar o cérebro e a medula espinhal. Pode causar uma ampla gama de sintomas, incluindo problemas de visão, nos movimentos dos braços e perna, além do equilíbrio.


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    RIO — A atriz e ativista Selma Blair revelou em um post no Instagram que sofre de esclerose múltipla. A americana de 46 anos disse que foi oficialmente diagnosticada em agosto deste ano, mas que vem sofrendo com os sintomas por anos.

    “Estou com fraqueza. As vezes eu caio ou deixo coisas caírem. Minha memória é nebulosa. E meu lado esquerdo está sem direção como um GPS quebrado ”, escreveu a atriz. “Mas estamos seguindoo. E eu rio e não sei exatamente o que vou fazer, mas farei o meu melhor".

    Insta Selma Blair

    Estrela de "Segundas intenções" (1999), Blair está no elenco da série "Another Life", da Netflix, que estreia em 2019. Na postagem, a atriz também expressou gratidão ao seu médico, dizendo que ela estava tentando obter um diagnóstico há muito tempo.

    “Eu tenho sintomas há anos, mas nunca fui levada a sério até que encontrei com [Dr. Jason Berkley] tentando resolver o que eu pensava ser um nervo comprimido. Eu provavelmente tive essa doença incurável por pelo menos 15 anos. E estou aliviada em pelo menos saber disso".

    A esclerose múltipla é uma doença autoimune que pode afetar o cérebro e a medula espinhal. Pode causar uma ampla gama de sintomas, incluindo problemas de visão, nos movimentos dos braços e perna, além do equilíbrio.


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    NOVA YORK — "Os Romanoffs", nova produção da Amazon na qual os personagens são descendentes da família real russa, não foi muito bem recebida pela crítica.

    "O mais frustrante sobre 'Os Romanoffs' é que havia claramente o potencial para uma série decente se tivesse perdido alguns quilos de gordura e tivesse sido discutida severamente”, escreveu Rebecca Nicholson para o "The Guardian".

    Links seriesTVJames Poniewozik, no "The New York Times", chamou-a de uma "série de criações ornamentadas, mas pesadas, um conjunto de ovos Fabergé de avestruz."

    Mas uma das críticas mais severas veio de uma fonte improvável: os próprios Romanov (como o nome da família real russa é grafado no Brasil). Ou pelo menos uma descendente da Casa Romanov: a autodeclarada Grã-Duquesa Maria da Rússia.

    A duquesa reside na Espanha e afirma ser a legítima herdeira da coroa que desapareceu da Rússia durante a Revolução Bolchevique. É bisneta do czar Alexandre II, assassinado em 1881 e era parente de Nicolau II, o czar que foi morto junto com sua esposa e cinco filhos pelos bolcheviques, em 1918.

    Oportunidade perdida

    Na última quarta-feira, a chancelaria da duquesa (isto é, seu gabinete) divulgou um comunicado sobre a série.

    "A Chancelaria de Sua Alteza Imperial coincide com o consenso geral dos críticos", diz. Em seguida, cita o resumo de resenhas do site "Rotten Tomatoes", dizendo que o programa é "fatalmente indulgente, pedindo o máximo da paciência do público sem um incentivo convincente".

    "Os Romanoffs" é um drama em que cada episódio é centrado em personagens que deveriam ser descendentes da realeza russa, mas estão vivendo hoje, como uma mulher idosa em Paris lutando para lidar com um cuidador muçulmano e um americano passando por problemas conjugais.

    The Romanoffs - Trailer

    O comunicado da chancelaria afirma que os descendentes da coroa russa têm uma "história fascinante", pronta para ser contada na televisão. Mas, para Maria da Rússia, o criador de "Os Romanoffs", Matthew Weiner, desperdiçou a chance de apresentar essa história.

    Em vez disso, segundo a nota, Weiner fez “uma série de histórias fictícias sobre assuntos banais e sem importância”. A chancelaria não teria emitido o comunicado se “Os Romanoffs” fosse simplesmente entediante, continua.

    “Tédio pode ser desagradável, mas raramente causa ofensa ou insulto”, disse. "Infelizmente, para o grande descrédito do criador da série, 'Os Romanoffs' consegue fazer as duas coisas."

    Ver o martírio da família imperial tratado como uma peça de entretenimento sangrento foi chocanteO principal problema da duquesa parece ser com os créditos de abertura do programa. Estes retratam, quase comicamente, o assassinato do czar Nicolau II e sua família.

    "Ver o martírio da família imperial tratado como uma peça de entretenimento sangrento" — especialmente no ano do centésimo aniversário de sua morte — "foi chocante", disse o comunicado.

    Visões diferentes

    Ela também criticou uma cena em um navio de cruzeiro onde "anões fantasiados" fingem ser o czar, sua família e Grigory Rasputin, o notório místico que se tornou amigo da família.

    "Certamente os padrões de decência ainda contam para algo na representação de certos eventos e dos indivíduos envolvidos", disse o comunicado.

    Não ficou claro se as visões da duquesa são compartilhadas por muitas outras pessoas que são — ou afirmam ser — descendentes dos Romanovs.

    Links séries de TVUma porta-voz da princesa Olga Romanoff, sobrinha-neta do czar Nicolau II, que já participou de reality shows, disse em um e-mail que a princesa "não tem nenhum comentário sobre a série da Amazon — ela não a viu". Rostislav Romanov, um pintor britânico-russo, não respondeu às tentativas de contato.

    Weiner, que também criou a popular série “Mad Men”, se recusou a ser entrevistado sobre as críticas da duquesa. Mas seu comunicado de imprensa real não parece ter afetado a série: um novo episódio foi lançado na última sexta-feira.


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    RIO - A Netflix anunciou nesta segunda-feira sua terceira ida aos mercados de dívida em um ano, com uma operação para levantar cerca de 2 bilhões de dólares para investir pesado em programação original e comprar conteúdo de terceiros para fazer frente ao aumento da competição.

    Os preços dos títulos de dívida da Netflix pouco se alteraram após o anúncio da transação, mas devem recuar, uma vez que a dívida adicional pesa sobre a nota de risco de crédito da companhia. Leia mais sobre o Netflix

    Em abril, a Netflix afirmou que planejava levantar 1,5 bilhão de dólares em dívida, depois de obter 1,6 bilhão em uma emissão em outubro do ano passado. O total levantado em mercados de dívida soma cerca de 5 bilhões de dólares.

    A companhia tem consistentemente afirmado que espera financiar a aquisição de conteúdo por meio do mercado de dívida e deve investir cerca de 9 bilhões de dólares em conteúdo neste ano.

    No terceiro trimestre, a Netflix lançou o maior conjunto de programas de TV e filmes até agora, incluindo novas temporadas de seriados originais como “Orange is the New Black” e “BoJack Horseman.”

    “Os investimentos significativos da companhia em conteúdo continuarão provavelmente a gerar déficits de fluxo de caixa de vários bilhões de dólares nos próximos 2 a 3 anos”, escreveu a agência de classificação de risco Standard & Poor’s em nota.

    Para 2018, a Netflix reduziu sua estimativa de fluxo de caixa negativo para perto de 3 bilhões de dólares ante previsão anterior de abaixo de 4 bilhões.

    A dívida total da Netflix no final de setembro somava 11,83 bilhões de dólares.

    “Levantar capital antes de um período de aumento nas taxas de juros faz sentido”, disse Jeff Wlodarczak, analista da Pivotal Research Group. “Se a Netflix conseguir manter os fortes resultados de assinantes que geraram no terceiro trimestre, então investir mais em conteúdo faz sentido.”


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    LOS ANGELES — Jamie Lee Curtis conseguiu uma conquista e tanto com o lançamento, ainda em terras estrangeiras, de "Halloween". O filme é agora a maior estreia da atriz até hoje, bem como a melhor estreia de um filme de terror com uma protagonista feminina. O filme também alcançou o posto de maior lançamento com uma protagonista feminina com mais de 55 anos.

    Além disso, "Halloween" foi muito bem nas bilheterias americanas durante seu fim de semana de lançamento, arrecadando US$ 77,5 milhões após seu lançamento em 3.928 locais.

    Links Halloween

    O "Halloween" de David Gordon Green, continuação do clássico de 1978 dirigido por John Carpenter, aniquilou o recorde de abertura da franquia de US$ 26 milhões, anteriormente mantido pela refilmagem de Rob Zombie em 2007.

    "Halloween" também marcou o segundo melhor lançamento para um filme de terror, ficando atrás apenas de "It: a coisa", de 2017, que arrecadou US$ 123 milhões. Ele também conseguiu a segunda maior estréia de um lançamento em outubro, marca que havia sido almejada no início do mês por "Venom", com US$ 80 milhões.

    No exterior, “Halloween” gerou US$ 14,3 milhões em 23 países, somando US$ 91,8 milhões mundialmente. "Halloween" custou apenas US$ 10 milhões, representando mais uma vitória para Jason Blum e a Blumhouse Productions, que co-financiaram o filme com a Miramax. "Halloween" também superou "Atividade Paranormal 3" (US$ 52,5 milhões) como a melhor estréia da Blumhouse até hoje.

    "Estou muito orgulhoso deste filme", disse Jason Blum em um comunicado. "Halloween traz a franquia de volta e de uma forma nova, relevante e divertida que está conquistando fãs e críticos", completou. A recém-lançada continuação é a 11ª edição da série, e cinco delas com Jamie Lee Curtis como a icônica babá vingadora Laurie Strode, que agora é avó.

    Para o "Halloween" de 2018, Carpenter voltou à produção executiva e, assim como no original, compôs a trilha do filme. A continuação já recebeu algumas das melhores avaliações de uma série de filmes. Enquanto as últimas tentativas de ressuscitar a série foram fortemente criticadas, este “Halloween” de 2018 tem uma média de 80% no site "Rotten Tomatoes" e avaliação B + no "CinemaScore".

    Trailer Halloween


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