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    RIO — Com um público de 48 mil pessoas, que foram à Marina da Glória entre quarta e este domingo (no ano passado, foram 45 mil), a ArtRio conseguiu superar a crise econômica e a tensão pré-eleitoral, consolidando sua presença na região em sua segunda edição fora do Cais do Porto. A avaliação vem tanto da organização quanto de galeristas, que registraram boas vendas durante a feira e negócios futuros.

    — A presença do público foi grande em todos os dias — comemora Brenda Valansi, presidente da ArtRio. — Ano passado ainda havia uma insegurança em relação à mudança para a Marina, mas não há dúvidas de que achamos a nossa casa. A edição de 2019 está confirmada para a Marina, em data a ser definida nas primeiras três semanas de setembro.

    LEIA MAIS: ArtRio aposta no mercado nacional para driblar crise econômica e política

    Artista de 22 anos se destaca na ArtRio ao usar pólvora, chumbo e cápsulas nas obras

    Julio le Parc: 'Nada na minha obra está fechado em um ciclo'

    Segundo Brenda e galeristas, o público de sábado não foi afetado pelos protestos contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), realizados entre a Glória e a Cinelândia.

    — A feira superou nossas expectativas, foi um oásis neste momento. Lá fora o Brasil está derretendo, mas aqui as pessoas estão respirando arte — comenta o galerista Max Perlingeiro, da Pinakotheke Cultural.

    Destaques da ArtRio 2018Outra referência do mercado secundário (de revenda de obras, que costumam atingir cifras mais altas), a Almeida & Dale, de São Paulo, expôs a tela mais cara da feira, “Bumba meu boi”, de Di Cavalcanti, com valor superior a R$ 20 milhões.

    — Estamos negociando a tela com um colecionador, mas era uma grande oportunidade de trazê-la. Foi uma das obras mais fotografadas da feira — diz Carlos Dale Junior, sócio da galeria.

    O que ver nas instituições e galerias cariocasMuitos negócios foram fechados nos dias iniciais, desde o preview, na quarta-feira, para convidados. Caso da galeria Marcia Barrozo do Amaral, que apostou em um solo de Leo Battistelli e na sexta-feira já havia vendido a maior parte das obras. O interesse na obra do argentino radicado no Rio foi tanto que a galerista já planeja um novo solo na SP-Arte do ano que vem:

    — Está até melhor do que ano passado, ouvi de colegas bons retornos também. Estou otimista, agora é só passar logo esta eleição.

    79036458_SC EXCLUSIVO Rio de Janeiro RJ Abertura Art Rio 2018 na Marina da Gloria Na foto Leo Battis.jpgPresente à galeria em todos os dias da feira, Battistelli celebrou o interesse do público nas peças em cerâmica que remetem a elementos naturais e suas relações com os seres humanos:

    — Trabalho com símbolos que mobilizam muito, como ovos, liquens, a água, o ar. Vejo o fluxo de pessoas passando por aqui e como às vezes elas vêm como que atraídas pelas obras. É incrível esse interesse, e não tem a ver só com vendas. É ótimo ter esse contato direto, poder falar sobre o trabalho.

    Mas vendas não se restringiram a empresas consolidadas. Dona da galeria que leva seu nome, aberta em 2016 em São Paulo, Janaina Torres estreou na feira este ano:

    —Tivemos boas vendas e, para o relacionamento, também foi positivo. A presença de colecionadores de fora ajudou muito, com o dólar a quatro reais a arte brasileira vira um negócio irresistível.


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    79095392_FILE PHOTO Lead singer Robert Plant L and guitarist Jimmy Page of British rock band Led.jpgLONDRES — O grupo britânico Led Zeppelin está mais uma vez na mira da justiça, depois que um tribunal americano ordenou um novo julgamento por suposto plágio de um trecho da famosa canção "Stairway to Heaven". O Tribunal de Apelações de San Francisco considerou na sexta-feira que a decisão de um tribunal de primeira instância em 2016 foi afetada por vícios de procedimento.

    A justiça não encontrou na ocasião nenhuma prova para determinar que o Led Zeppelin havia copiado a introdução do clássico de 1971 de uma canção do grupo californiano Spirit, dos anos 1960. Os dois principais nomes do Led Zeppelin, o cantor Robert Plan e o guitarrista Jimmy Page, eram acusados de plagiar a melodia de "Taurus", música instrumental do Spirit, na introdução de "Stairway to Heaven".

    Links ZeppelinO guitarrista do Spirit, Randy Wolfe, que compôs "Taurus" em 1966, nunca apresentou uma ação judicial pela canção e morreu afogado em 1997. Mas por muito tempo afirmou a amigos e em artigos na imprensa que merecia um crédito como autor de "Stairway", ao chamar a canção de "roubo".

    O administrador do patrimônio de Wolfe, Michael Skidmore, apresentou a ação em 2015, exigindo uma indenização por perdas e danos, além de uma menção como compositor para Wolfe pela participação na criação "da maior canção de rock". Taurus vs Stairway to Heaven

    Page e Plant negaram o plágio em 2016 e afirmaram que os acordes em disputa "existiam desde sempre". Mas o caso foi enviado para um novo julgamento por decisão do Tribunal de Apelações de San Francisco. A sentença de 37 páginas, após um recurso de Skidmore, destaca as falhas na primeira decisão de 2016.

    O tribunal indicou que certas instruções apresentadas ao tribunal de primeira instância foram "equivocadas e prejudiciais" e que errou ao aceitar o argumento dos processados de que os elementos comuns na música não são protegidos por direitos autorais.

    O Led Zeppelin abriu shows para o Spirit quando a banda britânica fez sua estreia nos Estados Unidos em 26 de dezembro de 1968, em Denver. Casos de plágio na música: ouça e compare


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    ESTOCOLMO — O francês Jean-Claude Arnault, processado na Suécia por estupro, num caso revelado em plena campanha #MeToo que gerou o cancelamento do Prêmio Nobel de Literatura deste ano, foi condenado por um tribunal de Estocolmo a dois anos de prisão.

    Arnault, 72 anos, era acusado de estuprar duas vezes, em outubro e dezembro de 2011, uma jovem em um apartamento da capital sueca. Ele foi condenado pelo crime de outubro, anunciou a juíza Gudrun Antemar em um comunicado.

    ENTENDA: O que levou a Academia Sueca a suspender o prêmio Nobel de Literatura

    "Não há nenhuma razão para uma pena mais curta que dois anos", afirmou a magistrada em uma entrevista coletiva. Esta é a primeira condenação em um julgamento vinculado ao movimento #MeToo. O comediante americano Bill Cosby foi condenado na semana passada, mas seu caso era anterior ao movimento.

    O escândalo, que abalou a Academia Sueca, explodiu em novembro de 2017, um mês depois das revelações sobre estupros e outras agressões sexuais atribuídas ao produtor de cinema americano Harvey Weinstein. Os depoimentos de 18 mulheres, incluindo a demandante, publicados no jornal sueco Dagens Nyheter, acusavam o francês de estupro ou agressão sexual.

    O caso teve forte impacto na Academia Sueca, que concede desde 1901 o Prêmio Nobel de Literatura. Arnault, casado com uma acadêmica, tinha relações estreitas com a instituição. Deste então, os membros da Academia não conseguem assumir suas responsabilidades e não conseguem encontra uma forma de administrar a crise.

    Desacreditada, privada do quórum necessário para funcionar após a renúncia de vários membros, a Academia Sueca adiou para o próximo ano o nome do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2018, algo que não acontecia há 70 anos


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    RIO - Charles Aznavour, o último dos grandes nomes da canção francesa do século XX, morreu na madrugada desta segunda-feira, aos 94 anos, em sua casa em Apilles, no sul da França. O cantor francês mais conhecido no exterior estava voltando de uma turnê no Japão — ele havia sido forçado a cancelar shows por ter quebrado um braço após uma queda.

    'She', Charles Aznavour

    Aznavour, que nasceu Shahnour Varinag Aznavourian em Paris (seus pais eram armênios), vendeu mais de 100 milhões de discos ao longo de oito décadas de carreira. Apelidado de Frank Sinatra de França, ele alcançou fama mundial com canções como "La bohème", "La mamma" e "Emmenez-moi". Ele também compôs para artistas como Edith Piaf, Maurice Chevalier e Charles Trenet. Como ator, participou de cerca de 80 filmes. É muito lembrado como o intérprete de "She", a canção tema do filme "Um lugar chamado Nottingh Hill", estrelado por Julia Roberts.

    LINKS_CAO compositor descobriu seu talento para escrever canções enquanto tocava em cabarés com o parceiro Pierre Roche. Foi depois da Segunda Guerra Mundial que Piaf tomou conhecimento da dupla e os levou com ela em uma turnê pelos Estados Unidos e Canadá, com Aznavour compondo alguns de seus sucessos mais populares. O jovem Aznavour cresceu na margem esquerda de Paris. Seu pai era um cantor que também trabalhou como cozinheiro e gerente de restaurante, e sua mãe era atriz.

    Na década de 1950, um médico sugeriu que ele abandonasse a carreira depois de um problema nas cordas vocais.

    — Ele me disse: "O senhor não pode cantar, vá fazer outra coisa" — lembrou Aznavour em entrevista ao GLOBO em 2008. — Então fui ver um professor de canto italiano, um tenor. Ele fez um desenho mostrando o caminho da voz e como utilizá-la, e me disse: "Se você entendeu, não precisa mais de mim". Continuei.

    Aznavour se via como "um operário" da canção:

    — Não sou um intelectual. Sou um artesão e vou permanecer assim por toda a vida. Não me tornei nobre porque sou conhecido, nem me tornei intelectual por conta do sucesso. Eu me tornei o que deveria me tornar. Os artistas que deixam o sucesso subir à cabeça me dão pena. Porque um dia, isso cai. E a queda é ainda pior.


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    RIO - Ziraldo apresentou melhora em seu estado de saúde e deixou o Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro. O cartunista, internado desde a última quarta-feira após um Acidente Vascular Cerebral hemorrágico, foi transferido para a Unidade Semi-Intensiva (USI). Segundo a assessoria de imprensa do centro médico, seu estado de saúde é estável.

    O cartunista, de 85 anos, sofreu um infarto em 2013 durante uma viagem a Frankfurt (Alemanha), e foi submetido a um cateterismo. No ano seguinte, foi internado novamente para exames após passar mal.

    Ziraldo é criador do personagem "O Menino Maluquinho", protagonista de ivros com mais de três milhões de exemplares vendidos, em 116 edições, desde 1980. Ele é considerado um dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro em todos os tempos. Também é o autor dos quadrinhos "Turma do Pererê" e um dos fundadores do jornal "O Pasquim", tabloide de oposição ao regime militar, e chegou a ser preso político, um dia após a promulgação do AI-5.


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    CARLSRUE (Alemanha) — Empurrando um carrinho de bebê em direção ao espaço de ensaio do Badisches State Theater, em Carlsrue, uma aprazível cidade no sudoeste da Alemanha, Anna Bergmann parou para confortar seu filho de 2 anos e meio, que mudou de um comportamento alegre para soluços de partir o coração. Felizmente, uma brincadeira ao redor do chafariz logo o animou de novo.

    — Isso realmente nos faz relativizar o medo de ensaio — disse Bergmann, nova diretora artística do teatro, balançando a cabeça.

    Bergmann é a primeira mulher a ocupar o cargo no teatro, uma instituição financiada pelo Estado que também tem apresentações de óperas, balé e outras artes performáticas.

    LEIA MAIS: 'A dramaturgia não se prende mais só à sala de visitas', diz Regina Casé

    Pivô do escândalo do Nobel de Literatura é condenado a 2 anos de prisão

    Apesar de ser conhecida nos círculos de teatro alemães, sua indicação foi em um campo dominado majoritariamente por homens. Sua primeira grande decisão foi bastante radical: cansada de ouvir que teatros gostariam de contratar diretoras, mas não conseguiam achar muitas delas, afirmou querer que, durante sua primeira temporada no comando, mulheres liderassem a maioria das produções. O diretor-geral do teatro, Peter Spuhler, que supervisiona a instituição como um todo, propôs ir além: por que não usar exclusivamente diretoras?

    Bergmann concordou. Assim, a temporada começa no domingo com "Nora, Hedda and her sisters, uma mistura das peças de Henrik Ibsen dirigida pela própria Bergmann, e vai continuar com apresentações dirigidas por outras 10 mulheres (e nenhum homem).

    DESEQUILÍBRIOS

    Screenshot_2.pngA ação pretende compensar alguns desequilíbrios em teatros alemães. Um estudo recente feito pelo Conselho Alemão de Cultura descobriu que a desigualdade de gênero no cenário do teatro alemão era mais extremo do que o esperado. As últimas duas décadas, por exemplo, viu um crescimento de apenas 3% no número de mulheres comandando teatros, trazendo o número para 22%. Além disso, atores ainda ganham, em média, quase um terço a mais que atrizes com as quais trabalham.

    — Todos estavam envergonhados — disse Cornelie Kunkat, porta-voz do Conselho Alemão de Cultura, sobre as descobertas da pesquisa. — Em 2018, não podemos mais ter esses números.

    ARTUR XEXÉO: O teatro em tempos de delações premiadas

    Em jogo, Kunkat acrescentou, está quem determina as narrativas da sociedade. Ter mais mulheres em posições de poder "pode realmente fazer uma grande diferença", ela disse.

    Além da disparidade na remuneração, mulheres são prejudicadas em teatros alemães pela desigualdade nas responsabilidades parentais, que não encaixam bem com as altas carga horárias de trabalho e por uma tendência geral de ver mulheres como abelhas-operárias em vez de grandes artistas, de acordo com Anne Peter, que escreve para a "Nachtkritik", revista online do State Theater.

    Fazer contatos também é um desafio. "Homens recomendam homens sem pensar duas vezes", diz Spuhler, acrescentando ter feito um esforço consciente para contratar mais homens depois de participar de uma reunião de líderes de teatros há dois anos.

    — Antes, eu pensava "estamos falando sobre qualidade, não há teto de vidro". Então olhei ao redor e vi 50 homens — ele lembra. — O número de mulheres tinha diminuído, na verdade. Eu achei que alguma ajuda era necessária.

    CRÍTICAS E ELOGIOS

    Ele decidiu agir. Em vez de escolher os diretores das várias disciplinas do State Theater a partir de uma lista de homens cujos nomes brotavam na cabeça, preferiu levar mais tempo para procurar candidatas mulheres. Com essa nova temporada, mulheres também estão na liderança dos programas de ópera e balé do teatro.

    Se você contrata 100% de diretores homens, ninguém nota. É um teatro, fazendo uma temporada desse jeito. Se quiséssemos destituir o patriarcado precisaríamos 2 mil anos de apenas diretoras mulheres. Por que os homens estão tão irritados com isso?A decisão de Bergmann de ter uma temporada totalmente dirigida por mulheres atraiu muita cobertura positiva da imprensa, mas causou agitação. Em um debate enérgico na Nachtkritik, um crítico escreveu: "É sempre perigoso quando a ideologia determina ações políticas e sociais", para concluir: "Diretores homens competentes podem não ser mais permitidos a trabalhar em Carlsrue".

    Em outros lugares, críticos expressaram preocupação sobre se o exemplo de Carlsrue seria isolado ou que, na era do #MeToo, focar em mulheres seria simplesmente uma decisão de carreira inteligente por parte de Spuhler.

    Muitas mulheres do teatro disseram estar perplexas com as reações negativas.

    — Se você contrata 100% de diretores homens, ninguém nota — disse Alia Luque, uma das 10 diretoras escolhidas por Bergmann para a temporada. Ela vai dirigir a peça "Europe escapes do Europe", de Miroslava Svolikova.

    — É apenas um teatro, fazendo uma temporada desse jeito. Se quiséssemos destituir o patriarcado precisaríamos 2 mil anos de apenas diretoras mulheres. Por que os homens estão tão irritados com isso? — concluiu.

    NOVAS ROTINAS

    Quase todo mundo concorda que é cedo demais para dizer o impacto que essa temporada pode ter para o teatro. Mas algumas diferenças foram notadas de imediato. Por exemplo, Spuhler destacou, muitas das novas funcionárias levam seus filhos para o trabalho.

    O teatro incluiu algumas cadeiras para crianças na cantina, e muitos ensaios agora contam com a presença de jovens espectadores. Em um fim de tarde recente, o filho de Bergmann, Louis, se mostrou confuso ao ver o palco vazio no espaço de ensaio do teatro.

    É importante dar a mulheres com filhos uma chance de trabalhar. É muito importante saber o que é possível"Onde estão as pessoas?", ele perguntou. "Os atores?", respondeu Bergmann. "Eles vêm mais tarde, quando você estiver na cama".

    Em outro palco, a diretora Mirah Laline amamentava seu filho enquanto demarcava uma cena.

    "Tem que existir uma forma de combinar vida privada e trabalho", ela disse mais tarde, em uma entrevista.

    — É importante dar a mulheres com filhos uma chance de trabalhar — concorda Bergmann, uma mãe solteira que, chegando ao teatro de Carlsrue, aumentou os salários das funcionárias para alinhá-las aos dos homens. — É muito importante saber o que é possível.

    Shirin Sojitrawalla, crítico de teatro e membro do júri que escolhe as 10 melhores peças de países que falam alemão para serem apresentadas no festival Theatertreffen, em Berlim, diz que o experimento no Badisches State Theater é uma boa ideia, principalmente porque diretoras costumam ser relegadas ao teatro infantil ou a teatros menores. Isso faz com que seja mais difícil para membros do júri, que selecionam a partir de grandes palcos, alcançarem algum tipo de igualdade entre gêneros em festivais de prestígio.

    Na verdade, quando o júri do Theatertreffen foi composto em sua maioria por mulheres no ano passado, ele selecionou apenas uma peça dirigida por uma mulher.

    — Foi realmente constrangedor — disse Sojitrawalla.

    Em Carlsrue, a mãe de Bergmann chegou para buscar Louis, libertando a diretora para uma noite de ensaios de figurino para "Nora, Hedda and her sisters".

    — Eu tenho todos esses louros por antecipação — ela diz sobre a temporada que se aproxima. — Significa apenas que eu preciso trabalhar ainda mais duro. Como as mulheres sempre precisam que se esforçar mais.


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    Globoplay: Com vasto catálogo, o aplicativo gratuito já trazia novelas, séries e programas de variedade da TV Globo. Agora, está investindo também na transmissão de produções internacionais, como a popular "The good doctor", drama da CBS estrelado por Freddie Highmore. Outro atrativo é assistir a produções originais da TV Globo antes que elas sejam lançadas na televisão, como é o caso da recente "Assédio", com Antonio Calloni. A assinatura mensal custa R$ 18,90, com sete dias de degustação. https://globoplay.globo.com/

    YouTube Premium: antes conhecido como YouTube Red, o serviço de assinatura chegou ao Brasil em setembro deste ano. Quem faz a assinatura ganha acesso completo a filmes e séries originais do YouTube, como a popular "Cobra Kai", que dá continuidade ao universo de "Karatê kid". Outra vantagem é poder reproduzir vídeos em segundo plano, fazer downloads e assistir a qualquer conteúdo no site sem anúncios. A assinatura custa R$ 20,90 por mês. Para a estreia, o serviço está oferecendo os três primeiros meses de graça. https://www.youtube.com/premium

    seriesTVFacebook Watch: sem alarde, o Facebook liberou em agosto a sua ferramenta Watch no Brasil. Com isso, é possível acompanhar gratuitamente produções originais da plataforma, como as séries "Sorry for your loss", com Elizabeth Olsen, e os dramas adolescentes "Five points" e "Sacred lies", basta procurar pelos nomes das séries no serviço. As produções originais, no entanto, possuem legendas apenas em inglês ou espanhol. Outro porém é que o Watch não pode ser acessado pelo desktop, apenas por aplicativos para celular ou televisão. www.facebook.com/watch

    PlayPlus: liderado pela Record, o serviço de streaming disponibiliza a programação da emissora, de telejornais a realities como "A fazenda" e telenovelas como "Os dez mandamentos", além de produções originais do serviço, como o infantil "Camarim da Xuxa" e a série documental de Marcos Mion "Pais da nova era". Há também conteúdo da ESPN Brasil e dos canais Disney. Disponível em versão gratuita e em pacotes que vão de R$ 12,90 a R$ 32,80. https://www.playplus.tv/

    Netflix: pioneira e mais famosa entre os serviços de streaming existentes, a Netflix, além de oferecer filmes e séries de terceiros, investe pesado em produções originais como as séries "House of cards", "13 reasons why" e o filme "War machine", estrelado por Brad Pitt. Com planos entre R$ 22,90 a R$39,90, agora é possível baixar os conteúdos para assistir offline. https://www.netflix.com/br/

    Amazon Prime Video: um dos principais serviços de streaming do mundo, o Amazon Prime Video chegou ao Brasil em 2016 e traz séries originais premiadas como "Marvelous Mrs. Maisel" e "Mozart in the jungle", que podem ser baixadas para acesso offline. Nos primeiros seis meses, a assinatura custa R$ 7,90 (passando para R$ 14,90 após esse período). https://www.primevideo.com/

    HBO Go: a HBO Go está disponível para assinatura avulsa em todo o país, por meio da App Store, da Apple, e da Google Play Store, de dispositivos Android. Agora é possível assinar apenas o streaming, sem necessidade de também adquirir os pacotes HBO na TV fechada, por R$ 34,90 por mês para dispositivos com sistema operacional Android e US$ 10,99 para iOS. Por enquanto, o primeiro mês é grátis.https://www.hbogo.com.br/

    Now: a programação da operadora Net pode ser acessada também por outros dispositivos que não só a TV. Os assinantes têm acesso a programas dos canais que fazem parte do pacote contratado, sem custo adicional. http://webportal.nowonline.com.br/

    Globosat Play: versão "TV fechada" do Globoplay, tem estrutura semelhante e traz progamação ao vivo e conteúdos de canais como Telecine, Megapix, GNT, Multishow, Viva, Bis, Canal Brasil, SyFy, Megapix, Universal, Gloob, GloboNews. Gratuito para assinantes de operadoras como Net, Oi e Vivo. https://globosatplay.globo.com/

    Telecine Play: além de ter grande parte do seu catálogo dentro do Globosat Play, o Telecine tem um aplicativo próprio, exclusivo para seus assinantes, que dispõe de conteúdos que podem ser assistidos offline. O serviço aposta na curadoria para destacar seu vasto catálogo, o único que inclui todos os filmes da saga "Star Wars". https://globosatplay.globo.com/telecine/

    Fox App: como o nome adianta, reúne conteúdos dos canais Fox, como FX, NatGeo e Fox Sports, disponibilizando programas de variedades e séries como "Walking dead" e "Feud". Está disponível para assinantes de TV paga que tenham acesso aos canais do grupo ou por uma assinatura mensal de R$ 35,90, feita diretamente na conta da Apple ou Google. https://foxplay.com/

    Crackle: a plataforma on demand do Sony, além de exibir filmes e séries produzidos pela produtora, investe em conteúdo original, como a série "Preacher", capitaneada por Seth Rogen. Entre os próximos lançamentos, está a nova temporada de "Doctor Who", da BBC. Gratuita, a ferramenta está disponível para assinantes de alguns serviços de TV a cabo. https://www.crackle.com.br/

    Sony e AXN: os canais do grupo Sony também têm seus próprios aplicativos (e também independentes do Crackle). Os episódios das séries da programação do Sony e do AXN são disponibilizados nos apps após a exibição na TV tradicional e ficam no ar por tempo limitado. Disponível para assinantes de determinadas TV por assinatura que contenham os canais em seus pacotes. https://br.canalsony.com/ e https://br.axn.com/

    Looke: os mais antigos vão se lembrar do NetMovies, que oferecia aluguel de DVDs pela internet e streaming de filmes anos antes de a Netflix chegar por aqui. Pois o serviço foi comprado pelo Looke. Agora, eles oferecem uma assinatura que dá acesso ao catálogo de 12 mil títulos (entre filmes, séries, documentários e shows), com planos que variam de R$ 16,90 a R$ 25,90. Há também a possibilidade de compra e aluguel de lançamentos como "Oito mulheres e um segredo". https://www.looke.com.br/

    TNT Go e Space Go: os dois serviços, que têm sites e aplicativos distintos, trazem filmes e séries da grade do TNT, TNT Séries e Space, bem como a transmissão da programação dos canais em tempo real. O conteúdo é gratuito para clientes de operadoras de TV por assinatura. http://www.tntgo.tv.br/ e http://www.spacego.tv.br/

    Philos: criado pela Globosat, o Philos reúne documentários sobre arte, ciência, história, música, entre outros, além de debates e entrevistas e espetáculos de dança e música. A assinatura custa R$ 9,90 nos primeiros 12 meses, passando para R$ 14,90 após esse período. Também há condições especiais de assinatura para clientes NET ou Vivo. http://www.philos.tv/

    Mubi: o grande diferencial do Mubi é a curadoria. Dedicado a clássicos e filmes independentes, todo dia o serviço indica uma nova produção, que ficará disponível por 30 dias. Ou seja, são 30 filmes disponíveis por mês. A assinatura custa US$ 8,99. Mas atenção: as legendas são em inglês. https://mubi.com/

    Outros: Existem ainda vários outros sites e canais que disponibilizam filmes em nichos mais específicos. Na Cinemateca Popular Brasileira, por exemplo, é possível encontrar pérolas do cinema nacional, com filmes desde a década de 1920. O Drama Fever foca em filmes coreanos, o Spuul na produção de Bollywood, o Viewster e o Crunchyroll em animes, o Viddsee no cinema independente asiático, o All Warrior só tem filmes militares, o Oldflix é só de clássicos.


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    SÃO PAULO — Lançado há 50 anos, “Yellow submarine” se transformou em um marco do cinema de animação. Com trilha sonora dos Beatles, o filme se destaca por uma mistura de estilos e técnicas nunca antes vista, além da psicodelia emanada das músicas da banda britânica naquele período. Uma nova versão restaurada do longa, produzida para as comemorações em torno da data, será exibida no festival Animage, que acontece de 12 a 21 de outubro, no Recife.

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    Por exigência da Apple Corp, o selo dos Beatles que detém os direitos do repertório dos Fab Four, a cópia digital em 4K de “Yellow submarine” será exibida em sessão única e gratuita no festival. A projeção está marcada para o dia 17 de outubro, às 20h, no tradicional Cine São Luiz, sala da capital pernambucana com cerca de mil lugares.

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    — É um filme que queríamos muito trazer. O cinquentenário do lançamento foi a oportunidade perfeita. Fizemos tudo para conseguir essa nova cópia restaurada. O longa não é exibido no Brasil desde o início dos anos 2000, mas não sei qual cópia projetaram na ocasião — diz Júlio Cavani, jornalista, cineasta e curador do Animage.

    Trailer de 'Yellow submarine' restaurado

    Realizado há nove anos, o Animage tem uma seleção formada principalmente por curtas-metragens de animação. Nesta edição, serão 214 títulos, distribuídos entre mostra competitiva, programas ao ar livre, seções especiais e uma retrospectiva dedicada ao animador francês Michel Ocelot. Além disso, haverá a exibição de oito longas, entre os quais "Cidade dos piratas", de Otto Guerra, que será a atração da sessão de abertura.

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    Relançado em julho na Inglaterra e Estados Unidos, "Yellow submarine" passou por um processo de restauração que incluiu a remasterização em som surround da trilha sonora produzida por George Martin. Produtor da recente restauração do filme, o britânico Jonathan Clyde conta que foi um processo demorado:

    — A restauração envolveu voltar ao negativo original, que estava muito danificado. Então, antes de escaneá-lo em 4k, tivemos que submetê-lo a uma restauração fotoquímica. É importante mencionar isso porque não há mais laboratórios que conseguem manipular esse material de forma segura — diz ele, em entrevista por telefone, de seu escritório em Londres.

    A restauração envolveu voltar ao negativo original, que estava muito danificado. Então, antes de escaneá-lo em 4k, tivemos que submetê-lo a uma restauração fotoquímica.

    ‘WHITE ALBUM’

    Também celebrando meio século de vida, o álbum duplo “The Beatles”, de 1968, conhecido como “The white album”, receberá tratamento de luxo. As 30 canções dos discos foram remixadas pelo produtor Giles Martin e pelo engenheiro musical Sam Okell, em som stereo e 5.1 surround, acompanhadas por 27 versões acústicas e 50 sessões de gravação, em sua maioria desconhecida. No total, serão sete discos e um livro de 164 páginas com textos, entre outros, de Paul McCartney e Giles Martin, filho de George Martin. O lançamento será em novembro, inclusive no Brasil.

    Foi o “quinto Beatle”, aliás, quem produziu a trilha musical de “Yellow submarine”, que também mereceu um tratamento diferenciado durante a restauração:

    — Toda a trilha foi remixada. Foram as primeiras músicas dos Beatles remixadas em 5.1. É uma experiência fascinante ouvir essa trilha com os efeitos e a música em som surround — diz Jonathan Clyde, produtor da recente restauração do filme.

    Dirigido por George Dunning, “Yellow submarine” contou com o designer alemão Heinz Edelmann como animador. Edelmann não tinha experiência com animação, era mais conhecido era como artista gráfico. Na direção artística do filme, teve oportunidade de ousar:

    — Edelmann era um dos grandes nomes da pop art da época, na Europa. Ele decidiu que cada sequência teria um estilo próprio. Então, cada música era uma animação com personalidade própria. A de “Lucy in the sky with diamonds”, por exemplo, foi por meio de rotoscopia (técnica que transforma imagem em animação). Tudo feito à mão.


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    SÃO PAULO — Dos 12 filmes selecionados para a mostra “Vestígios e ruptura: o cinema de Sergei Loznitsa”, que ocorre quase simultaneamente nas sedes do Instituto Moreira Salles em São Paulo (desta terça-feira, 2, a 14) e no Rio (de 4 a 14), dois foram lançados este ano nos festivais de Berlim (“Dia da Vitória”) e Cannes (“Donbass”), e são inéditos no Brasil.

    LEIA MAIS: Sergei Loznitsa leva prêmio em Cannes por 'Donbass'

    Os pré-indicados à disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2019

    A seleção inclui ainda títulos da fase inicial do premiado cineasta ucraniano (nascido em Baranovitchi, Bielorrússia), como por exemplo alguns de seus primeiros curtas, “A estação de trem” (2000) e “A fábrica” (2004), e o média “Bloqueio” (2005), sobre o cerco a Leningrado na Segunda Guerra, com imagens da Cinemateca de São Petersburgo.

    “Dia da Vitória” é um documentário filmado ao longo de um dia, no parque Treptower, durante as celebrações do aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazista. “Donbass”, que valeu a Loznitsa o prêmio de melhor direção na mostra Um Certo Olhar, em Cannes, é um longa de ficção com mais de cem atores profissionais e amadores que retrata a vida de pessoas comuns no leste da Ucrânia, nos territórios ocupados pela Rússia.

    — Embora de um ponto de vista formal os filmes sejam radicalmente diferentes, se você olhar o tema de ambos vai perceber que lidam com a questão da teatralização da vida pública (e privada), falsas identidades e memórias. Lidam com o ressentimento e o revanchismo pós-soviético que se manifestam tanto nas “celebrações” do parque Treptower como na ocupação criminosa da região de Donbass — disse o cineasta em entrevista por e-mail, antes de embarcar para o Brasil, onde acompanha a mostra. DONBASS Clip | TIFF 2018

    Os dois filmes têm como tema a Segunda Guerra, e seus efeitos nas pessoas que hoje habitam os territórios que formavam o império russo. O cineasta considera o conflito um dos mais obscuros e dolorosos eventos da história soviética e pós-soviética. Para ele, a máquina de propaganda soviética criou uma narrativa de heroísmo e glória, distante da realidade. Não menciona, por exemplo, milhões de desertores do Exército Vermelho que se uniram ao exército alemão logo no início da guerra, na esperança de ajudá-lo a destruir o regime de Stalin. Nem os milhões que morreram de fome numa Leningrado (hoje, São Petersburgo) sitiada, embora as reservas da cidade estivessem abarrotadas de comida.

    — Há muitos “pontos cegos” na história da Rússia do século XX, da forma como ela é ensinada nas escolas hoje em dia. Considero minha obrigação falar sobre essas questões dolorosas e apresentar outras que precisam ainda ser resolvidas, se o país quiser realmente progredir. Caso contrário, se as lições da História não forem aprendidas, tudo se repete mais e mais. É o que está acontecendo na Rússia contemporânea. Victory Day TRAILER | Sheffield Doc/Fest 2018

    Loznitsa dará duas masterclasses gratuitas em São Paulo, quinta e sexta, e uma no Rio, dia 9. No IMS paulista, participa ainda de debate no sábado, após a exibição de “Donbass”.


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    RIO — Último dos grandes nomes da canção francesa do século XX, Charles Aznavour morreu de edema pulmonar, segundo uma autópsia divulgada pela TV francesa LCI.

    O cantor de 94 anos foi encontrado morto ao lado da banheira de sua casa no sul da França. Os médicos afirmaram que o edema foi causado por uma falha cardiorespiratória, e descartaram a possibilidade de afogamento.

    O corpo de Aznavour, que faleceu na manhã de segunda-feira, já foi entregue à família.

    Com mais de 80 de carreira, eleito pela CNN o Entertainer do Século, ele disse à televisão francesa na última sexta-feira que gostaria de morrer cantando: “Estou feliz no palco, e isso é óbvio”. Dez anos atrás, em entrevista ao jornal “Público”, de Portugal, ele avisava: “Não vou abandonar a vida. A vida é que me vai abandonar. Esse é que é o problema”.95 anos, em 2019.


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    RIO — Fábio Porchat pediu afastamento do "Programa do Porchat" e notificou a Record TV sobre a intenção de sair da emissora. As informações foram confirmadas nesta terça-feira pela assessoria de imprensa do canal. O apresentador deve seguir no comando da atração até dezembro deste ano.

    Segundo a Record, Porchat sinalizou, na última segunda-feira (1º), a intenção de sair do canal. Além do programa na emissora paulista, o ator, humorista e apresentador comanda outras atrações. Porchat lidera o programa "Porta afora", no Youtube, integra o "Porta dos Fundos" como roteirista e ator, e apresenta o "Papo de segunda", do GNT.

    O "Programa do Porchat' terminará após quase três anos no ar na emissora. No talk show, Fábio Porchat entrevistou mais de 200 convidados, entre eles Jô Soares. O bate-papo com o veterano foi exibido em duas edições e teve grande repercussão.


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    RIO - Mais da metade dos ataques a "Star Wars: os últimos Jedi", lançado em dezembro, veio de robôs ou trolls com motivações políticas, de acordo com um estudo acadêmico divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos.

    Morten Bay, pesquisador da Universidade do Sul da Califórnia (USC), analisou atividades dentro do Twitter e concluiu que mais de 50% das publicações sobre o filme eram de "robôs, trolls ou ativistas políticos se aproveitando do debate para propagar mensagens políticas de apoio a causas da extrema-direita e da discriminação de gênero, raça ou sexualidade".

    Ainda segundo ele, vários desses usuários são da Rússia.

    A suposta hostilidade entre fãs contra o oitavo capítulo da saga "Star Wars" é um fenômeno famoso na internet. A protagonista Daisy Ridley, que interpreta Rey, e a atriz Kelly Marie Tran (Rose) deixaram o Instagram após receberem uma enxurrada de xingamentos. O ator John Boyega (Finn), que é negro, precisou defender a obra de pessoas que a acusavam de ser "propaganda antibranca para promover o genocídio branco". Esses usuários se organizaram num nível tão intenso que fizeram a nota de "Os últimos Jedi" cair em sites como IMDb e Rotten Tomatoes. Star Wars 021018

    No entanto, a pesquisa divulgada nesta terça indica que a campanha de ódio não só representa uma minoria de pessoas na internet, como também obedece a um propósito político bem mais amplo.

    "O estudo encontrou evidências de ataques políticos organizados e deliberados disfarçados de argumentos de fãs", escreveu Bay, segundo o jornal "The Guardian". "O objetivo desses ataques, provavelmente, era intensificar a cobertura da imprensa sobre o conflito entre os fãs e, assim, alimentar a narrativa de discórdia que existe na sociedade americana."

    Durante sete meses, Bay analisou quase mil perfis com publicações direcionadas a Rian Johnson, o diretor de "Os últimos Jedi". Ele descobriu que 21,9% delas — ou seja, menos de um quarto da amostra — expressaram opiniões negativas sobre o longa.

    Após desconsiderar os robôs ou trolls, os quais Bay descreve como "pessoas com claras motivações políticas", a porcentagem caiu para 10,5%. Dessa forma, o pesquisador concluiu que a hostilidade contra o filme era bem menor do que o relatado até agora.

    Nesta terça, o próprio cineasta replicou o estudo, escrevendo:

    "O que o título (do estudo) diz é consistente com a minha experiência online", disse Rian Johnson. "Para ser claro, nada disso tem a ver com fãs gostando ou não do filme. Já tive inúmeras conversa com fãs ótimos, na internet e na vida real, que gostaram ou desgostaram do resultado. O que estamos falando é de uma linha virulenta de assédio virtual."


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    RIO - A chinesa Yuja Wang, de 31 anos, que se apresenta quinta-feira no Teatro Municipal dentro da Série O GLOBO/Dell’Arte Concertos Internacionais, é o que bem se poderia chamar de um prodígio do piano dos tempos atuais.

    Nascida em Pequim, ela começou a tocar aos 6 anos de idade e, um ano depois, estava dando seu primeiro concerto. Aos 14, sem saber inglês, foi para os Estados Unidos estudar e não voltou mais: aos 20, depois de vencer vários concursos de piano, teve a sua grande chance ao substituir a conceituada Martha Argerich como solista da Orquestra Sinfônica de Boston. Dois anos depois, assinou contrato exclusivo com a gravadora Deutsche Grammophon e virou uma estrela da música clássica.

    Seu estilo romântico, virtuoso e expansivo de tocar piano vive em consonância com sua aparência: cortes de cabelo ousados, batom vermelho, roupas apertadas (quase sempre curtas) e sapatos de saltos altíssimos fazem parte do seu visual nos concertos pelo mundo. “Se a música é linda e sensual, por que não se vestir de forma adequada?”, perguntou ela certa vez em entrevista ao jornal inglês “The Guardian”. “O que me interessa é ficar bonita. A moda me entedia tanto quanto procurar atualizações no meu telefone.”

    A impressão é de que Yuja Wang poderia ser uma estrela de rock ou de Hollywood. Ou então qualquer coisa que quisesse.

    — Meu pai é percussionista de jazz, e minha mãe é dançarina tradicional chinesa — informa ela, em entrevista por mensagem de WhatsApp. — Mas bem cedo escolhi o piano, e a primeira coisa que me fez querer tocá-lo foi ouvir música clássica como a de Tchaikovsky. É do que gosto. Yuja Wang - Variations on the Turkish March (Odeonsplatz)

    Especialista na grande escola europeia de piano (de músicos célebres como Solomon Kempff, Artur Schnabel, Vladimir Horowitz, Maurizio Pollini e Evgeny Kissin), Yuja escolheu para essa sua primeira apresentação carioca um programa com “Prélude em Sol menor, op. 23, Nº 5”, “Vocalise” e “Étude tableau em Mi bemol menor, op. 39, Nº 5” (de Sergei Rachmaninoff), a “Sonata piano Nº 3 em Si menor, op. 58” (de Frédéric Chopin) e a “Sonata para piano Nº 6 em Lá maior, op. 82” (de Sergei Prokofiev).

    — Como essa é a minha primeira turnê na América do Sul, achei melhor levar os compositores que mais aprecio, os que mais falam ao meu espírito. Chopin foi quem fez tocar piano, e quanto a Prokofiev e Rachmaninoff, sinto-me muito próxima deles. Os três eram pianistas surpreendentes, e a música que compuseram é muito pianística. Eles usam o instrumento de todas as formas possíveis para cor, melodia e harmonia.

    Uma diversão particular de Yuja Wang em suas turnês internacionais é explorar os diferentes pianos que encontra em cada uma das salas em que se apresenta. Yuja Wang and Lionel Bringuier - Concerto for Piano and Orchestra - Ravel (Salzburg Festival)

    — Cada piano tem a sua personalidade, e só tem duas coisas que eu posso fazer: seguir o fluxo ou ser um pouco dominatrix e tentar domá-lo.

    Cidadã do mundo (mas residente em Nova York), a pianista não se afastou de todo da China natal. Ultimamente, por sinal, o país vem lhe oferecendo algumas boas surpresas:

    — Sempre que volto vejo que a China mudou um bocado. Há mais estudantes talentosos e entusiasmados que amam a música clássica. Tem sido muito bom tocar lá.


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    RIO — "As viúvas", de Steve McQueen (de "12 anos de escravidão", 2013), vai abrir o 20º Festival do Rio, que acontece entre os dias 1º e 11 de novembro.

    Protagonizado por Viola Davis, o longa conta a história de quatro mulheres que se unem depois que seus maridos, todos criminosos, morrem e deixam para atrás dívidas enormes. A obra foi exibida no Festival de Toronto, onde recebeu elogios.

    O diretor e o elenco do thriller, que entra em cartaz em 29 de novembro, não estarão presentes da sessão de abertura, no Cine Odeon. Trailer de 'Widows'

    Originalmente previsto para outubro, o Festival do Rio foi adiado para novembro sem grandes explicações. De acordo com a organização, “a decisão foi tomada pensando na qualidade do evento, sua melhor estruturação e realização”.

    No meio cinematográfico, comenta-se que a falta de patrocínios provocou a mudança de data. A edição de 2017 foi a primeira a acontecer sem apoio da prefeitura.

    Pessoas ligadas ao evento afirmam que a competição da Première Brasil — mostra dedicada a filmes nacionais — será composta, em parte, por filmes não inéditos, isto é, já exibidos em outros festivais.

    A mostra carioca, uma das mais importantes do Brasil, acontece depois da Mostra de São Paulo (18 a 31 de outubro).


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    RIO — Zé, guarda a data! — berrou, bem-humorado, o baterista João Barone ao ouvir o convite de Roberto Medina para que os Paralamas do Sucesso se apresentassem no Rock in Rio 2019, daqui a um ano.

    Barone, Herbert Vianna (guitarra e voz) e Bi Ribeiro (baixo) foram chamados por Medina, produtor do festival, para uma conversa em seu escritório, na Barra da Tijuca — e o empresário do trio, José Fortes (o Zé em questão) jurou que não revelou aos três o motivo do convescote — mas certamente eles desconfiaram. Depois de alguns rapapés — enquanto o telão mostrava os Paralamas no Rock in Rio de 1985 —, Medina fez o convite, recebido com alegria pelos músicos. Rock in Rio 2019

    — Paralamas e Rock in Rio estão sempre vinculados, é uma parceria antiga e de muito sucesso — disse Bi. — O festival abriu muitas portas para nós.

    Segundo os três (que se apresentaram nos dias 13 e 16 de janeiro de 1985, no mesmo palco que nomes como Rod Stewart, Nina Hagen, Lulu Santos, Ozzy Osbourne e Rita Lee), foi a partir do festival que a banda começou a construir sua longa história de amor com a América Latina.

    — Fomos chamados para tocar em um festival em Córdoba, na Argentina, em 1986 — lembrou o baterista. — Eles anunciaram a gente e a Blitz como "os expoentes brasileiros do Rock in Rio". Ainda conseguimos uma data em uma boatezinha na periferia de Buenos Aires ("El Paradis!", sopra Zé Fortes), e assim começou a nossa relação com os países vizinhos.

    — Foi muito impressionante ver esses três malucos, novinhos, encarando sozinhos aquela multidão — lembrou Medina.

    Os três se lembram com carinho dos shows.

    — O nosso produtor, Marcelo Sussekind, sugeriu que déssemos uma corrida pelos bastidores do palco antes de começar a tocar, para aliviar a tensão — lembra Bi, que, como Herbert, tinha 23 anos em janeiro de 1985 (Barone é um ano mais novo). — O início do show foi com a gente já suando.

    Diferentemente de muitos artistas brasileiros que se apresentaram no festival, eles não têm queixas técnicas.

    — Éramos só os três no palco, tudo muito simples — lembra Bi, contando que o tecladista João Fera, que os acompanha há mais de três décadas, só se uniu ao trio no ano seguinte. — E quem viu os shows diz que ouviu tudo muito bem, então não tivemos qualquer problema.

    "SINAIS DO SIM"

    Se em 1985 o repertório tinha "Mensagem de amor", "Patrulha noturna" e "Cinema mudo", em 2019 (a banda se apresentou também em 2015, nos 30 anos do Rock in Rio), serão 34 anos de discos e sucessos a mais para escolher.

    — Vemos nos shows o que está fluindo melhor entre nós e o público — diz Herbert. — Mas temos que entregar o que a galera quer ouvir, também, claro.

    No momento, os Paralamas estão no meio da turnê do disco "Sinais do sim", lançado há cerca de um ano, e ainda têm muitas cidades para ir, segundo Bi.

    — O show no Rock in Rio pode ser bom para alongarmos ainda mais a turnê — diz Herbert.

    Com apresentações ao lado de tantos nomes de peso ao longo da carreira (como os ídolos The Police, em 2007), a banda diz que não tem preferências para compor uma noite.

    — São sempre boas atrações, mas o Sting seria bem legal — diz Barone, lembrando que o trio formado pelo cantor e baixista inglês com Andy Summers e Stewart Copeland não está ativo.

    Herbert também se lembra de um velho ídolo, que recentemente anunciou a aposentadoria.

    — Uma vez, meu filho Luca veio ao meu quarto me dar boa noite, ouviu a música que estava tocando e perguntou: "Pô, pai, Clapton de novo?". Eu ia começar a argumentar quando ele me interrompeu: "Sim, eu sei, porque Clapton is God ("Clapton é Deus", um velho grafite encontrado nas ruas de Londres nos anos 1960). Depois fomos a um show e ele acabou concordando comigo.

    Os Paralamas ainda não têm uma data certa no Rock in Rio (a não ser aquela guardada por Zé Fortes na piada de Barone). O festival já anunciou a noite de 4 de outubro, dedicada ao rock pesado, com Iron Maiden, Scorpions, Megadeth e Sepultura no Palco Mundo e Canto Cego no Espaço Favela.


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    SÃO PAULO — Mestre do cartum e caricaturista reconhecido mundialmente, o uruguaio Hermenegildo Sábat morreu na madrugada de terça-feira, aos 85 anos, em Buenos Aires. A notícia foi confirmada pelo jornal argentino “Clarín”, onde Sábat trabalhava desde 1973 e no qual fez fama com suas releituras de acontecimentos políticos.

    Nascido em 1933, em Montevidéu, Sábat trocou o Uruguai pela Argentina em 1965, logo depois de deixar o posto de secretário de redação no jornal “El País”. Antes de ingressar no “Clarín”, trabalhou nas revistas “Primeira Plana”e “Crisis”, além do jornal “La Opinión”.

    Sábat tinha uma ligação estreita com o Brasil, onde fez várias exposições e participou de salões de humor, como o de Piracicaba, no interior de São Paulo. O artista também teve desenhos publicados no GLOBO, no jornal “New York Times” e no extinto semanário brasileiro “Opinião”.79175341_RI Rio de Janerio RJ 02-10-2018 Caricaturista Hermenegildo Sabát .Chico Caruso com obras de (1).jpg

    — Era um artista fantástico, que além de desenhar também pintava e fotografava — diz Chico Caruso, que conheceu Sábat nos anos 1970.

    Chico conta que Sábat estava no júri do Salão de Humor de Piracicaba de 1976 que o premiou um desenho seu. O brasileiro e o uruguaio se encontrariam de novo em 1979, quando o governo da Alemanha convidou cartunistas de várias partes do mundo para conhecer o país. No mesmo grupo, estava o Henfil.

    Anos depois, em 1985, Chico indicou Sábat para cobrir suas primeiras férias no GLOBO:

    — Mas ele não foi muito contundente — brinca Chico. — Acho que ele ficou com receio de tocar na realidade brasileira naquele momento.

    Entre os trabalhos recentes de Sábat que Chico mais gosta está um desenho em que a nuca da ex-presidente argentina Cristina Kirchner aparece com o rosto do presidente Lula:

    — É mais atual do que nunca — diz o brasileiro.41898113_Especial - 28-07-2015 - Rio de Janeiro - RJ - Charge de Sábat Tancredo Neves no confessioná.jpg

    Em 1997, foi homenageado com a mostra “Quem é Sábat?”, no Museu de Arte Moderna do Rio. Na ocasião, foram reunidos cem desenhos, 51 pinturas e 25 fotografias do artista em uma de suas retrospectivas mais completas.

    Na época, Sábat, que definia o trabalho jornalístico como “um striptease diário”, explicou que a pintura era uma oportunidade de fugir do tempo real:

    — O desenho jornalístico tem um destinatário, o leitor. A pintura já exige um outro diálogo — disse ele ao GLOBO à época da retrospectiva.

    Na pintura, ele também foi contundente. Principalmente no período doloroso da ditadura militar que a Argentina enfrentou nos anos 1970 e 1980.41634636_21051997 - LEONARDO AVERSA - SC - HERMEGILDO SÁBAT E CHICO CARUSO CARTUNISTAS..jpg

    — Durante o inferno que a Argentina viveu naquele tempo, era impossível pintar naturezas-mortas, florzinhas. O período marcou minha pintura, mas só naquela época, pois a arte tem que refletir o momento.

    Entre outros prêmios, levou, em 1988, o Moors Cabot, da Universidade de Columbia, por seus desenhos durante a ditadura militar argentina (1976-1983). Em 2005, recebeu das mãos do escritor Gabriel García Márquez o prêmio da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano. E em 2008, foi nomeado membro da Academia Nacional de Jornalismo, da qual fora presidente.


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    RIO — O ator Christian Bale passou por mais uma transformação impressionante para interpretar um personagem. Uma imagem divulgada nesta terça-feira mostra o ator caracterizado como o ex-vice-presidente americano Dick Cheney, no filme biográfico "Vice", dirigido por Adam McKay.

    Para interpretar o insone definhado em "O maquinista", de 2004, o ator perdeu 30kg, recuperados, junto com uma penca de músculos, para compor Bruce Wayne em "Batman begins", meses depois. Cinema outubro de 2018

    Em suma, oscilou ao longo dos anos entre o corpo longilíneo em "Psicopata americano" (2000) para a barriguinha saliente em "Trapaça" (2013). Mas, apesar desse histórico, em seu próximo filme, em que interpretará o vice-presidente Dick Cheney, o público talvez veja a mais radical transformação do ator.

    Em entrevista ao site Yahoo Entertainment, no início deste ano, ele afirmou ter raspado a cabeça, descolorido as sobrancelhas e ganhado cerca de 18 quilos para viver o papel.

    Em seu segundo trabalho com McKay (o primeiro foi em "A grande aposta", que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante, em 2016), Bale interpretará o vice-presidente do governo George W. Bush em dois momentos distintos de sua trajetória política.

    Na entrevista para o Yahoo, o ator britânico dispensou elogios sobre seu trabalho de composição e afirmou ser apenas uma forma de dar "uma tela em branco para que esses incríveis artistas (de maquiagem e cabelo) pudessem criar as várias idades de Cheney".

    "Vice" tem estreia marcada nos EUA para o dia 21 de dezembro deste ano e vai contar como Dick Cheney ganhou o posto de vice-presidente mais poderoso da história da política americana. O elenco do filme também conta com Amy Adams, Steve Carrell e Sam Rockwell, que interpreta o presidente Bush.


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    RIO - Vestida com um figurino brilhoso à la Spice Girls, grupo feminino que fez muito sucesso nos anos 1990, Ingrid Guimarães apresentava, de forma divertida, seus argumentos em defesa do desenho animado “As meninas superpoderosas”, outro ícone da cultura pop daquela década. Uma das participantes fixas de “Os melhores anos das nossas vidas”, novo programa na faixa noturna da TV Globo, com estreia no dia 11 de outubro, a atriz debochava da tanga usada por He-Man, enquanto Lúcio Mauro Filho mostrava um clipe com o herói fortão do mundo de Grayskull e outros desenhos famosos dos anos 1980.

    Com apresentação de Lázaro Ramos e direção geral de Bernardo Portugal, a nova atração vai promover uma competição entre cinco décadas: 1960, 1970, 1980, 1990 e 2000. A cada edição, dois grupos, representantes de cada uma delas, irão se enfrentar. No palco, serão mostrados histórias, músicas e filmes marcantes, além de momentos históricos daqueles períodos.

    — A gente tenta reviver e relembrar, através de um game, os principais fatos da História do Brasil e do mundo, em cada uma dessas décadas. Após a fase de batalhas entre todos os grupos, teremos, no programa final, as duas décadas que mais pontuarem — diz o diretor.

    Ex-‘The voice Brasil’

    TVG_20180923 PB Os Melhores Anos de Nossas Vidas - 048_2.jpgAlém de Ingrid e Lúcio Mauro, o programa terá a participação de Marcos Veras (representando os anos 1960), Marco Luque (1970) e Rafa Brites (2000). A cada prova apresentada, uma plateia formada por cem jovens, entrre 18 e 20 anos, votará nos seus preferidos.

    A reportagem do GLOBO acompanhou, na segunda-feira, a gravação da estreia, em que os anos 1980 e 1990 disputavam a preferência do júri. Em seus times, Ingrid e Lúcio Mauro contavam com a ajuda de ex-participantes do “The voice Brasil”. Os cantores Priscila Tossan e Juliano Barreto integraram o time dos 1980, e defenderam as músicas “Baila comigo”, de Rita Lee, e “I want to break free”, do Queen. Do outro lado, Kevin Ndjana e Day interpretaram os hits dos anos 1990 “Me leva”, de Latino, e “Groove is in the heart”, do Deee-lite.

    Cada um dos grupos conta ainda com dançarinos caracterizados com figurinos de suas respectivas décadas e apresenta passos de dança que fizeram sucesso no passado. No centro do palco, Lázaro Ramos comandava a disputa, dançava durante os números musicais, entrevistava a plateia e ainda elogiava a animação das pessoas nos intervalos.

    O ator e apresentador recebeu ainda os cantores Paulo Ricardo, que interpretou “Olhar 43” (para o grupo dos anos 1980) e Pepeu Gomes, que apresentou “Sexy Iemanjá” (representando os anos 1990). Ele também conversou com o jornalista Pedro Bial, que relembrou a cobertura jornalística que fez da Queda do Muro de Berlim, em 1989.

    — O programa tem uma linguagem bem dinâmica — contava Lázaro, minutos antes, em seu camarim, com um copo de café nas mãos. — Tenho que estar muito aceso para entrar no palco, não posso deixa a peteca cair.

    Formato da Endemol

    Apresentador há 12 anos do “Espelho”, atração do Canal Brasil, Lázaro também comandou, no ano passado, outro projeto autoral, o dominical “Lazinho com você”. Agora, foi convidado para apresentar o novo formato criado pela holandesa Endemol.

    — Esse é um formato lá de fora adaptado para cá. Aqui, vamos matar saudade de produções culturais de todos esses anos. E relembrar também notícias relevantes, que ainda nos afetam na atualidade — destaca Lázaro. — Tenho me tornado mais comunicador a cada dia. E são muitas as dinâmicas agora nesse programa, estou reaprendendo tudo. Mas há uma coisa que liga todas as atrações que apresento: tento falar com os entrevistados sempre com certa proximidade.

    O que se via no palco era o resultado do trabalho da coordenadora da pesquisa de conteúdo do programa, Leila Melo. Ela comanda uma equipe de dez profissionais, que se dividem entre a pesquisa de texto e de imagem.

    — Não temos quadros fixos, mas, a cada programa, apresentamos músicas, falamos de comportamento, da moda, dos destaques da TV e do cinema, e das notícias importantes de cada uma das décadas — resume o diretor.


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